LESÕES ENDO-PERIO
CLASSIFICAÇÃO -
 Simon et al. (1972)
lesões primariamente endodônticas
lesões primariamente endodônticas com envolvimento periodontal
secundário
lesões primariamente periodontais
lesões primariamente periodontais com envolvimento endodôntico
secundário
lesões combinadas verdadeiras
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico diferencial é essencial na determinação dos fatores
etiológicos primários e secundários, bem como na determinação da
modalidade e sequência apropriada da terapia para eliminação do
defeito combinado.
LESÃO ENDODÔNTICA PRIMÁRIA
Origem: pulpite, necrose pulpar
PATOLOGIAS ENDODÔNTICAS
Pulpite Aguda (Reversível, Irreversível)
Pulpite Crônica
Necrose Pulpar
Degenerações, Calcificações, Reabsorções
PATOLOGIAS ENDODÔNTICAS -SINAIS E SINTOMAS
Dor
Inchaço
Presença de cárie
Presença de fraturas
Imagem radiográfica de espessamento periapical
VIAS DE COMUNICAÇÃO ENDO-PERIO
Forame apical
Canais acessórios
Túbulos dentinários
TÚBULOS DENTINÁRIOS
Os túbulos dentinários podem ser expostos por perda do envoltório de
cemento, oriundo da necrose e/ou
reabsorção deste tecido, ou pela
remoção por procedimentos periodontais
 (SIQUEIRA JR et al., 2004).


A remoção do cemento, como parte da terapia periodontal
cirúrgica e não-cirúrgica, expõe os túbulos dentinários havendo,
assim, um suposto 
caminho para a propagação de uma infecção
do canal radicular para o tecido periodontal(JANSSON et al., 1995).
IATROGENIAS
Perfurações
Extravasamento de material obturador
Fratura de instrumentos
CAUSAS PROBLEMAS ENDODÔNTICOS:
Cáries
Procedimentos Restauradores
Trauma
GERAM LESÃO INFLAMATÓRIA QUE LEVA A DEGENERAÇÃO
DO TECIDO PULPAR.
NÃO GERA LESÕES NO PERIODONTO.
IMPACTO DAS CONDIÇÕES PATOLÓGICAS NA POLPA VITAL
Enquanto a polpa mantiver suas funções vitais, seja ela inflamada ou
cicatrizada, é improvável que ela produza irritantes capazes de causar
problemas no periodonto.
IMPACTO DA NECROSE PULPAR
• Associada a lesões no tecido periodontal.
• Mais frequente no ápice, mas pode ocorrer em toda extensão
radicular.
• Microbiota endodôntica – anaeróbia, menos complexa que
periodontal
NECROSE PULPAR
•Abscesso agudo (dor)
• Abscesso crônico (fístula, pus)
ABSCESSO PERIODONTAL
SECREÇÃO PURULENTA, INCHAÇO NA MARGEM GENGIVAL,
DOR, BOLSA AUMENTADA.
MICROBIOTA
Os microorganismos responsáveis pela doença endodôntica e
periodontal são de natureza anaeróbia, porém a microbiota da
infecção endodôntica é menos complexa que a das infecções
periodontais.
IMPACTO DA NECROSE PULPAR = Abscesso agudo/Resposta
inflamatória crônica
RESPOSTA DO HOSPEDEIRO À INFECÇÃO DEPENDE:
Da quantidade e qualidade das bactérias presentes no canal
Da capacidade do hospedeiro em confinar e neutralizar os produtos
bacterianos liberados
LESÃO PERIAPICAL
Tecido de granulação, ricamente vascularizado, infiltrado por células
inflamatórias.
Neutrófilos tem importante papel no confinamento da infecção no
espaço pulpar.
Mais distante da abertura do canal, a lesão abriga mais elementos
fibrovasculares, representando a tentativa de reparo.
DIAGNÓSTICO PULPITE
VITALIDADE: SIM
BOLSA: AUSENTE
CALOR: SIM
FRIO: SIM
PERCUSSÃO: SIM
DOR: PRESENTE, EXPONTÂNEA OU PROVOCADA, PODENDO SER
SEVERA
CÁLCULO: NÃO
RADIOGRAFIA: PODE APRESENTAR RADIOLUMINISCÊNCIA
PERIAPICAL
TRATAMENTO: ENDODÔNTICO SOMENTE
DIAGNÓSTICO POLPA NECRÓTICA
VITALIDADE: NEGATIVA
BOLSA: AUSENTE
CALOR: SIM / NÃO
FRIO: NÃO
PERCUSSÃO: SIM
DOR: DUVIDOSA A SEVERA
CÁLCULO: NÃO
RADIOGRAFIA: PODE APRESENTAR RADIOLUMINISCÊNCIA
PERIAPICAL ISOLADA
TRATAMENTO: ENDODÔNTICO SOMENTE
DIAGNÓSTICO – 
DOENÇA PULPAR COM ENVOLVIMENTO
PERIODONTAL SECUNDÁRIO
VITALIDADE: NEGATIVA
BOLSA: FÍSTULA
CALOR: NÃO
FRIO: NÃO
PERCUSSÃO: SIM
DOR: DUVIDOSA A SEVERA
CÁLCULO: NÃO
RADIOGRAFIA: RADIOLUMINISCÊNCIA ISOLADA DO ÁPICE AO
SULCO
TRATAMENTO: ENDODÔNTICO COM O MÍNIMO DE
TRATAMENTO PERIODONTAL POSSÍVEL
LESÃO PERIODONTAL PRIMÁRIA - DIAGNÓSTICO:
Periodontite
Profundidade de Bolsa, Sondagem
Radiografia
DIAGNÓSTICO DOENÇA PERIODONTAL
VITALIDADE: POSITIVA
BOLSA: PRESENTE
CALOR: NÃO
FRIO: SIM
PERCUSSÃO: NÃO
DOR: NÃO
CÁLCULO: SIM
RADIOGRAFIA: PERDA ÓSSEA DA CRISTA PARA O ÁPICE
TRATAMENTO: SOMENTE PERIODONTAL.
DIAGNÓSTICO DOENÇA PERIODONTAL COM ENVOLVIMENTO
ENDODÔNTICO SECUNDÁRIO
VITALIDADE: POSITIVA
BOLSA:PRESENTE, EXTENSAS
CALOR: NÃO
FRIO: SIM
PERCUSSÃO: SIM
DOR: NÃO, EXCETO EM FASE AGUDA
CÁLCULO: SIM
RADIOGRAFIA: PERDA ÓSSEA APROXIMANDO – SE DO ÁPICE
TRATAMENTO: PERIODONTAL COM TERAPIA OCLUSAL SE
NECESSÁRIA
Lesão combinada (verdadeira)- LESÕES PERIODONTAL E
ENDODÔNTICA
MICROORGANISMOS E/OU SEUS PRODUTOS TÓXICOS
Pulpite retrógrada e necrose pulpar
Bolsa periodontal
Menos frequente.
DIAGNÓSTICO–DOENÇAS PERIODONTAIS E ENDODÔNTICAS
COMUNICANTES
POLPA NECRÓTICA + DOENÇA PERIODONTAL SEVERA
VITALIDADE: NEGATIVA
BOLSA: EXTENSAS COMUNICANDO – SE COM LESÃO
ENDODÔNTICA
CALOR: NÃO
FRIO: NÃO
PERCUSSÃO: SIM
DOR: DUVIDOSA A SEVERA
CÁLCULO: SIM
RADIOGRAFIA: PERDA ÓSSEA DA CRISTA AO ÁPICE E DO ÁPICE
À CRISTA
TRATAMENTO: ENDODÔNTICO E PERIODONTAL (nesta ordem)
TRATAMENTO
O tratamento deve ser iniciado pela origem pulpar. (BERGENHOLTZ;
HASSELGREN, 2005)
Esta sequência terapêutica permite a cicatrização dos tecidos periapicais e
evita a remoção de tecido viável(desmineralizado) por meio da
instrumentação periodontal.
SUCESSO NO TRATAMENTO ENDODÔNTICO
ausência de dor e edema;
ausência de drenagem;
fechamento de fístula;
dente em função com fisiologia adequada;
desaparecimento de rarefação óssea periapical;
uniformidade do espaço do ligamento periodontal;
lâmina dura contínua;
ausência de reabsorção radicular apical;
interrupção de reabsorção radicular pré-existente
(ESTRELA et al., 1999)
REPARO PERIAPICAL
Para se processar o completo reparo dos tecidos periapicais, o
período de tempo é variável e depende de vários fatores:
do estado dos tecidos periapicais na época da obturação, inclusive da
presença de rarefação periapical;
do tipo da lesão, se cística ou não;
da potencialidade de reparação dos tecidos, seguindo os fatores locais
e gerais inerentes ao próprio paciente;
e da técnica seguida no tratamento e na obturação dos canais
radiculares
(DE DEUS, 1992)
SUCESSO NO TRATAMENTO PERIODONTAL
Redução da profundidade de sondagem
Ganho de inserção clínica
Reparo ósseo
Melhora clínica
CONCLUSÃO
O diagnóstico diferencial sobre a origem da lesão é de fundamental
importância para se estabelecer um correto tratamento, possibilitando
um prognóstico favorável e minimizando a chance de iatrogenias e
perda do elemento dental.

Lesões endo perio

  • 1.
    LESÕES ENDO-PERIO CLASSIFICAÇÃO -
Simon et al. (1972) lesões primariamente endodônticas lesões primariamente endodônticas com envolvimento periodontal secundário lesões primariamente periodontais lesões primariamente periodontais com envolvimento endodôntico secundário lesões combinadas verdadeiras DIAGNÓSTICO O diagnóstico diferencial é essencial na determinação dos fatores etiológicos primários e secundários, bem como na determinação da modalidade e sequência apropriada da terapia para eliminação do defeito combinado. LESÃO ENDODÔNTICA PRIMÁRIA Origem: pulpite, necrose pulpar PATOLOGIAS ENDODÔNTICAS Pulpite Aguda (Reversível, Irreversível) Pulpite Crônica Necrose Pulpar Degenerações, Calcificações, Reabsorções PATOLOGIAS ENDODÔNTICAS -SINAIS E SINTOMAS Dor Inchaço Presença de cárie Presença de fraturas Imagem radiográfica de espessamento periapical
  • 2.
    VIAS DE COMUNICAÇÃOENDO-PERIO Forame apical Canais acessórios Túbulos dentinários TÚBULOS DENTINÁRIOS Os túbulos dentinários podem ser expostos por perda do envoltório de cemento, oriundo da necrose e/ou
reabsorção deste tecido, ou pela remoção por procedimentos periodontais
 (SIQUEIRA JR et al., 2004). 

A remoção do cemento, como parte da terapia periodontal cirúrgica e não-cirúrgica, expõe os túbulos dentinários havendo, assim, um suposto 
caminho para a propagação de uma infecção do canal radicular para o tecido periodontal(JANSSON et al., 1995). IATROGENIAS Perfurações Extravasamento de material obturador Fratura de instrumentos CAUSAS PROBLEMAS ENDODÔNTICOS: Cáries Procedimentos Restauradores Trauma GERAM LESÃO INFLAMATÓRIA QUE LEVA A DEGENERAÇÃO DO TECIDO PULPAR. NÃO GERA LESÕES NO PERIODONTO. IMPACTO DAS CONDIÇÕES PATOLÓGICAS NA POLPA VITAL Enquanto a polpa mantiver suas funções vitais, seja ela inflamada ou cicatrizada, é improvável que ela produza irritantes capazes de causar problemas no periodonto. IMPACTO DA NECROSE PULPAR • Associada a lesões no tecido periodontal. • Mais frequente no ápice, mas pode ocorrer em toda extensão radicular. • Microbiota endodôntica – anaeróbia, menos complexa que periodontal NECROSE PULPAR •Abscesso agudo (dor) • Abscesso crônico (fístula, pus)
  • 3.
    ABSCESSO PERIODONTAL SECREÇÃO PURULENTA,INCHAÇO NA MARGEM GENGIVAL, DOR, BOLSA AUMENTADA. MICROBIOTA Os microorganismos responsáveis pela doença endodôntica e periodontal são de natureza anaeróbia, porém a microbiota da infecção endodôntica é menos complexa que a das infecções periodontais. IMPACTO DA NECROSE PULPAR = Abscesso agudo/Resposta inflamatória crônica RESPOSTA DO HOSPEDEIRO À INFECÇÃO DEPENDE: Da quantidade e qualidade das bactérias presentes no canal Da capacidade do hospedeiro em confinar e neutralizar os produtos bacterianos liberados LESÃO PERIAPICAL Tecido de granulação, ricamente vascularizado, infiltrado por células inflamatórias. Neutrófilos tem importante papel no confinamento da infecção no espaço pulpar. Mais distante da abertura do canal, a lesão abriga mais elementos fibrovasculares, representando a tentativa de reparo. DIAGNÓSTICO PULPITE VITALIDADE: SIM BOLSA: AUSENTE CALOR: SIM FRIO: SIM PERCUSSÃO: SIM DOR: PRESENTE, EXPONTÂNEA OU PROVOCADA, PODENDO SER SEVERA CÁLCULO: NÃO RADIOGRAFIA: PODE APRESENTAR RADIOLUMINISCÊNCIA PERIAPICAL TRATAMENTO: ENDODÔNTICO SOMENTE DIAGNÓSTICO POLPA NECRÓTICA VITALIDADE: NEGATIVA BOLSA: AUSENTE CALOR: SIM / NÃO FRIO: NÃO
  • 4.
    PERCUSSÃO: SIM DOR: DUVIDOSAA SEVERA CÁLCULO: NÃO RADIOGRAFIA: PODE APRESENTAR RADIOLUMINISCÊNCIA PERIAPICAL ISOLADA TRATAMENTO: ENDODÔNTICO SOMENTE DIAGNÓSTICO – 
DOENÇA PULPAR COM ENVOLVIMENTO PERIODONTAL SECUNDÁRIO VITALIDADE: NEGATIVA BOLSA: FÍSTULA CALOR: NÃO FRIO: NÃO PERCUSSÃO: SIM DOR: DUVIDOSA A SEVERA CÁLCULO: NÃO RADIOGRAFIA: RADIOLUMINISCÊNCIA ISOLADA DO ÁPICE AO SULCO TRATAMENTO: ENDODÔNTICO COM O MÍNIMO DE TRATAMENTO PERIODONTAL POSSÍVEL LESÃO PERIODONTAL PRIMÁRIA - DIAGNÓSTICO: Periodontite Profundidade de Bolsa, Sondagem Radiografia DIAGNÓSTICO DOENÇA PERIODONTAL VITALIDADE: POSITIVA BOLSA: PRESENTE CALOR: NÃO FRIO: SIM PERCUSSÃO: NÃO DOR: NÃO CÁLCULO: SIM RADIOGRAFIA: PERDA ÓSSEA DA CRISTA PARA O ÁPICE TRATAMENTO: SOMENTE PERIODONTAL. DIAGNÓSTICO DOENÇA PERIODONTAL COM ENVOLVIMENTO ENDODÔNTICO SECUNDÁRIO VITALIDADE: POSITIVA BOLSA:PRESENTE, EXTENSAS CALOR: NÃO FRIO: SIM
  • 5.
    PERCUSSÃO: SIM DOR: NÃO,EXCETO EM FASE AGUDA CÁLCULO: SIM RADIOGRAFIA: PERDA ÓSSEA APROXIMANDO – SE DO ÁPICE TRATAMENTO: PERIODONTAL COM TERAPIA OCLUSAL SE NECESSÁRIA Lesão combinada (verdadeira)- LESÕES PERIODONTAL E ENDODÔNTICA MICROORGANISMOS E/OU SEUS PRODUTOS TÓXICOS Pulpite retrógrada e necrose pulpar Bolsa periodontal Menos frequente. DIAGNÓSTICO–DOENÇAS PERIODONTAIS E ENDODÔNTICAS COMUNICANTES POLPA NECRÓTICA + DOENÇA PERIODONTAL SEVERA VITALIDADE: NEGATIVA BOLSA: EXTENSAS COMUNICANDO – SE COM LESÃO ENDODÔNTICA CALOR: NÃO FRIO: NÃO PERCUSSÃO: SIM DOR: DUVIDOSA A SEVERA CÁLCULO: SIM RADIOGRAFIA: PERDA ÓSSEA DA CRISTA AO ÁPICE E DO ÁPICE À CRISTA TRATAMENTO: ENDODÔNTICO E PERIODONTAL (nesta ordem) TRATAMENTO O tratamento deve ser iniciado pela origem pulpar. (BERGENHOLTZ; HASSELGREN, 2005) Esta sequência terapêutica permite a cicatrização dos tecidos periapicais e evita a remoção de tecido viável(desmineralizado) por meio da instrumentação periodontal. SUCESSO NO TRATAMENTO ENDODÔNTICO ausência de dor e edema; ausência de drenagem; fechamento de fístula; dente em função com fisiologia adequada; desaparecimento de rarefação óssea periapical; uniformidade do espaço do ligamento periodontal; lâmina dura contínua; ausência de reabsorção radicular apical;
  • 6.
    interrupção de reabsorçãoradicular pré-existente (ESTRELA et al., 1999) REPARO PERIAPICAL Para se processar o completo reparo dos tecidos periapicais, o período de tempo é variável e depende de vários fatores: do estado dos tecidos periapicais na época da obturação, inclusive da presença de rarefação periapical; do tipo da lesão, se cística ou não; da potencialidade de reparação dos tecidos, seguindo os fatores locais e gerais inerentes ao próprio paciente; e da técnica seguida no tratamento e na obturação dos canais radiculares (DE DEUS, 1992) SUCESSO NO TRATAMENTO PERIODONTAL Redução da profundidade de sondagem Ganho de inserção clínica Reparo ósseo Melhora clínica CONCLUSÃO O diagnóstico diferencial sobre a origem da lesão é de fundamental importância para se estabelecer um correto tratamento, possibilitando um prognóstico favorável e minimizando a chance de iatrogenias e perda do elemento dental.