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Iniciou seus estudos e publicações com a teoria de que as
emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que
poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar.
 Fazia uso da Hipnose.

 Acreditava que as memórias ocultas ou "reprimidas" nas
quais baseavam-se os sintomas de histeria eram sempre de
natureza sexual;
 Insatisfeito com a hipnose, desenvolveu o que é
  hoje a base da técnica psicanalítica: a livre
  associação. O paciente é convidado a falar o que lhe
  vem à mente para revelar memórias reprimidas
  causadoras de neuroses.

 o pai de Freud falece em outubro de 1896, Freud,
  naquele período, dedica-se a anotar e analisar seus
  próprios sonhos, remetendo-os à sua própria
  infância e, no processo, determinando as raízes de
  suas próprias neuroses.
 Afirma que os sonhos são "a estrada mestra para o
  inconsciente", a camada mais profunda da mente humana,
  um mundo íntimo que se oculta no interior de cada
  indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de
  suas convicções conscientes.

 Deu ao desejo papel prioritário em seus estudos.


 Chega à conclusão de que seus próprios problemas eram
  devidos a uma atração por sua mãe e a uma hostilidade ao
  seu pai. É o famoso “Complexo de Édipo”, que se torna o
  coração da teoria de Freud sobre a origem da neurose em
  todos os seus pacientes.
 Teorizou sobre a luta constante entre a força da
  vida e do amor contra a morte e a destruição,
  simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e
  Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou
  forma com a publicação em 1923 com o lD e o EGO.



 Freud inovou em dois campos. Simultaneamente,
  desenvolveu uma teoria da mente e da conduta
  humana, e uma técnica terapêutica para ajudar
  pessoas afetadas psiquicamente.
 Seus conceitos de inconsciente, desejos inconscientes e
  repressão foram revolucionários e que propõem uma mente
  dividida em camadas ou níveis, dominada em certa medida
  por vontades primitivas que estão escondidas sob a
  consciência e que se manifestam nos lapsos e nos sonhos.

 Postula também a existência de um pré-consciente, que
  descreve como a camada entre o consciente e o
  inconsciente.

 Pensamentos e sentimentos dolorosos experimentados pelas
  pessoas (que não podem suportá-los) não podem ser
  expulsos da mente, mas são expulsos do consciente para
  formar parte do inconsciente ( repressão).
 Observou ainda que o processo da repressão é em si
  mesmo um ato não-consciente (isto é, não
  ocorreria através da intenção dos pensamentos ou
  sentimentos conscientes) ou seja, o inconsciente
  era tanto causa como efeito da repressão.

 Freud distinguiu três níveis de consciência, em sua
  inicial divisão topográfica da mente: consciente,
  pré-consciente e inconsciente.
INCONSCIENTE, PRÉ-CONSCIENTE, CONSCIENTE

 consciente - diz respeito à capacidade de ter percepção dos
  sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do
  momento;

 pré-consciente- relaciona-se aos conteúdos que podem
  facilmente chegar à consciência;

 inconsciente- refere-se ao material não disponível à
  consciência ou ao escrutínio do indivíduo.

 A partir daí passou a adotar os conceitos de ID, EGO e
  SUPEREGO.
 O ponto nuclear dessa teoria é o postulado da
  existência do inconsciente como:

 a) um receptáculo de lembranças traumáticas
  reprimidas;

 b) um reservatório de impulsos que constituem
  fonte de ansiedade, por serem socialmente ou
  eticamente inaceitáveis para o indivíduo.
 O ID representa os processos primitivos do pensamento e
  constitui, segundo Freud, o reservatório das pulsões, dessa
  forma toda energia envolvida na atividade humana seria
  advinda do id.

 Inicialmente, considerou que todas essas pulsões seriam ou
  de origem sexual, ou que atuariam no sentido de auto-
  preservação.

 Posteriormente, introduziu o conceito das pulsões de
  morte, que atuariam no sentido contrário ao das pulsões de
  agregação e preservação da vida.

 O id é responsável pelas demandas mais primitivas e
  perversas.
 O EGO, permanece entre ambos, alternando nossas
  necessidades primitivas e nossas crenças éticas e morais. É a
  instância na que se inclui a consciência. Um eu saudável
  proporciona a habilidade para adaptar-se à realidade e
  interagir com o mundo exterior de uma maneira que seja
  cômoda para o id e o superego.

 O SUPEREGO, a parte que contra-age ao id, representa os
  pensamentos morais e éticos internalizados.

 Argumentava que os humanos nascem "polimorficamente
  perversos", no sentido de que uma grande variedade de
  objetos possam ser uma fonte de prazer, sem ter a
  pretensão de se chegar à finalidade última, ou seja, o ato
  sexual. É a LIBIDO.
Desenvolvimento Psicosexual
 O desenvolvimento psicosexual ocorreria em etapas, de
  acordo com a área na qual a libido está mais concentrada. As
  etapas são:
 a etapa oral (exemplificada pelo prazer dos bebês ao chupar a
  chupeta, que não tem nenhuma função vital, mas apenas de
  proporcionar prazer);

 a etapa anal (exemplificada pelo prazer das crianças ao
  controlar sua defecação);

 a etapa fálica (que é demonstrada pela manipulação dos
  órgãos genitais)
 Período de Latência
O período de latência (6-12 anos de idade) tem sua origem
  na dissolução do Complexo de Édipo, a qual ocorreu na
  fase fálica.
Ainda que este período constitua uma pausa na evolução da
  sexualidade, este fato não significa necessariamente que a
  criança não tenha nenhum interesse sexual até chegar à
  puberdade, mas principalmente que não se desenvolverá
  nesse periodo uma nova organização da sexualidade.
O surgimento de sentimentos de pudor e repugnância, a
  identificação com os pais, a intensificação das repressões
  e o desenvolvimento de sublimações são características
  do período de latência.
PUBERDADE /ADOLESCÊNCIA

 A Psicanálise concebe a adolescência a partir
  do conceito de puberdade.

 Puberdade:      está     relacionada     ao
  desenvolvimento de aspectos físicos e
  biológicos do indivíduo, iniciando por volta
  dos 9-10 anos.
 Ex: mudança de voz e pelos nos meninos;
 Menarca e pelos nas meninas.
 Até então percebe-se que a libido é voltada para o próprio
  ego, ou seja, a criança sente prazer consigo mesma.



 O primeiro investimento objetal da libido, segundo Freud,
  ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta fase
  caracterizada pelo investimento libidinal em um dos
  progenitores se chama complexo de Èdipo, ( Jung chamou
  de Édipo e de Electra).

 o complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento
  do superego, com a desistência da criança com relação à
  mãe e com a identificação do menino com o pai.
 Utilizoua mitologia grega e a etnografia
  contemporânea como modelos comparativos.

 Recorreu ao “Rei Édipo" para indicar que o ser
  humano deseja o incesto de forma natural e como é
  reprimido este desejo.

 O complexo de Édipo foi descrito como uma fase do
  desenvolvimento       psicossexual     e      de
  amadurecimento.
 Fixou-se ainda nos estudos antropológicos deTotemismo,
    argumentando que reflete um costume ritualizado do
    complexo de Édipo (Totem e Tabu).

    Incorporou também em sua teoria conceitos da religião
    católica e da judaica; assim como princípios da Sociedade
    Vitoriana sobre repressão, sexualidade e moral; e outros
    da biologia e da hidraúlica.

 a revolução promovida por Freud abriu caminhos para
    estudos que antigamente se encontravam em um plano
    imaginário. A criação de um método clínico a serviço do
    diagnóstico e tratamento de doenças da psique é um fato
    sem igual em toda a história da ciência.
Críticas ao Desenvolvimento
Psicosexual
 Afirmação de Freud sobre a existência de uma
  sexualidade infantil e,implicitamente, a expansão
  que se fez na noção de sexualidade.

 que Freud "neurotizou" a sexualidade ao relacioná-
  la com conceitos como incesto, pervesão e
  transtornos mentais.

 o padrão de desenvolvimento proposto por Freud
  não é universal nem necessário no desenvolvimento
  da saúde mental, qualificando-o de etnocêntrico por
  omitir determinantes sócio-culturais.
 Uma das mais severas críticas sofridas pelo método
  psicanalítico foi feita pelo filósofo da ciência Karl Popper.
  Segundo ele, a psicanálise é pseudociência, pois uma teoria
  seria científica apenas se pudesse ser falseável pelos fatos,
  citando o exemplo do "Complexo de Édipo".

 Para ele, Freud afirmava que esse complexo era universal,
  mas com que base de dados chegou a essa conclusão? Na
  época da formulação da psicanálise, a sua "amostra" era
  bastante limitada; parte dela vinha de sua experiência
  subjetiva (a sua "auto-analíse“) e da sua prática clínica, feita
  na maioria das vezes com pacientes burgueses de uma
  Áustria vitoriana.

 Ou seja: uma amostra retirada de contextos bem
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  • 1. Iniciou seus estudos e publicações com a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar.  Fazia uso da Hipnose.  Acreditava que as memórias ocultas ou "reprimidas" nas quais baseavam-se os sintomas de histeria eram sempre de natureza sexual;
  • 2.  Insatisfeito com a hipnose, desenvolveu o que é hoje a base da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.  o pai de Freud falece em outubro de 1896, Freud, naquele período, dedica-se a anotar e analisar seus próprios sonhos, remetendo-os à sua própria infância e, no processo, determinando as raízes de suas próprias neuroses.
  • 3.  Afirma que os sonhos são "a estrada mestra para o inconsciente", a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.  Deu ao desejo papel prioritário em seus estudos.  Chega à conclusão de que seus próprios problemas eram devidos a uma atração por sua mãe e a uma hostilidade ao seu pai. É o famoso “Complexo de Édipo”, que se torna o coração da teoria de Freud sobre a origem da neurose em todos os seus pacientes.
  • 4.  Teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923 com o lD e o EGO.  Freud inovou em dois campos. Simultaneamente, desenvolveu uma teoria da mente e da conduta humana, e uma técnica terapêutica para ajudar pessoas afetadas psiquicamente.
  • 5.  Seus conceitos de inconsciente, desejos inconscientes e repressão foram revolucionários e que propõem uma mente dividida em camadas ou níveis, dominada em certa medida por vontades primitivas que estão escondidas sob a consciência e que se manifestam nos lapsos e nos sonhos.  Postula também a existência de um pré-consciente, que descreve como a camada entre o consciente e o inconsciente.  Pensamentos e sentimentos dolorosos experimentados pelas pessoas (que não podem suportá-los) não podem ser expulsos da mente, mas são expulsos do consciente para formar parte do inconsciente ( repressão).
  • 6.  Observou ainda que o processo da repressão é em si mesmo um ato não-consciente (isto é, não ocorreria através da intenção dos pensamentos ou sentimentos conscientes) ou seja, o inconsciente era tanto causa como efeito da repressão.  Freud distinguiu três níveis de consciência, em sua inicial divisão topográfica da mente: consciente, pré-consciente e inconsciente.
  • 7. INCONSCIENTE, PRÉ-CONSCIENTE, CONSCIENTE  consciente - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento;  pré-consciente- relaciona-se aos conteúdos que podem facilmente chegar à consciência;  inconsciente- refere-se ao material não disponível à consciência ou ao escrutínio do indivíduo.  A partir daí passou a adotar os conceitos de ID, EGO e SUPEREGO.
  • 8.  O ponto nuclear dessa teoria é o postulado da existência do inconsciente como:  a) um receptáculo de lembranças traumáticas reprimidas;  b) um reservatório de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.
  • 9.  O ID representa os processos primitivos do pensamento e constitui, segundo Freud, o reservatório das pulsões, dessa forma toda energia envolvida na atividade humana seria advinda do id.  Inicialmente, considerou que todas essas pulsões seriam ou de origem sexual, ou que atuariam no sentido de auto- preservação.  Posteriormente, introduziu o conceito das pulsões de morte, que atuariam no sentido contrário ao das pulsões de agregação e preservação da vida.  O id é responsável pelas demandas mais primitivas e perversas.
  • 10.  O EGO, permanece entre ambos, alternando nossas necessidades primitivas e nossas crenças éticas e morais. É a instância na que se inclui a consciência. Um eu saudável proporciona a habilidade para adaptar-se à realidade e interagir com o mundo exterior de uma maneira que seja cômoda para o id e o superego.  O SUPEREGO, a parte que contra-age ao id, representa os pensamentos morais e éticos internalizados.  Argumentava que os humanos nascem "polimorficamente perversos", no sentido de que uma grande variedade de objetos possam ser uma fonte de prazer, sem ter a pretensão de se chegar à finalidade última, ou seja, o ato sexual. É a LIBIDO.
  • 11. Desenvolvimento Psicosexual  O desenvolvimento psicosexual ocorreria em etapas, de acordo com a área na qual a libido está mais concentrada. As etapas são:  a etapa oral (exemplificada pelo prazer dos bebês ao chupar a chupeta, que não tem nenhuma função vital, mas apenas de proporcionar prazer);  a etapa anal (exemplificada pelo prazer das crianças ao controlar sua defecação);  a etapa fálica (que é demonstrada pela manipulação dos órgãos genitais)
  • 12.  Período de Latência O período de latência (6-12 anos de idade) tem sua origem na dissolução do Complexo de Édipo, a qual ocorreu na fase fálica. Ainda que este período constitua uma pausa na evolução da sexualidade, este fato não significa necessariamente que a criança não tenha nenhum interesse sexual até chegar à puberdade, mas principalmente que não se desenvolverá nesse periodo uma nova organização da sexualidade. O surgimento de sentimentos de pudor e repugnância, a identificação com os pais, a intensificação das repressões e o desenvolvimento de sublimações são características do período de latência.
  • 13. PUBERDADE /ADOLESCÊNCIA  A Psicanálise concebe a adolescência a partir do conceito de puberdade.  Puberdade: está relacionada ao desenvolvimento de aspectos físicos e biológicos do indivíduo, iniciando por volta dos 9-10 anos.  Ex: mudança de voz e pelos nos meninos;  Menarca e pelos nas meninas.
  • 14.  Até então percebe-se que a libido é voltada para o próprio ego, ou seja, a criança sente prazer consigo mesma.  O primeiro investimento objetal da libido, segundo Freud, ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores se chama complexo de Èdipo, ( Jung chamou de Édipo e de Electra).  o complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento do superego, com a desistência da criança com relação à mãe e com a identificação do menino com o pai.
  • 15.  Utilizoua mitologia grega e a etnografia contemporânea como modelos comparativos.  Recorreu ao “Rei Édipo" para indicar que o ser humano deseja o incesto de forma natural e como é reprimido este desejo.  O complexo de Édipo foi descrito como uma fase do desenvolvimento psicossexual e de amadurecimento.
  • 16.  Fixou-se ainda nos estudos antropológicos deTotemismo, argumentando que reflete um costume ritualizado do complexo de Édipo (Totem e Tabu).  Incorporou também em sua teoria conceitos da religião católica e da judaica; assim como princípios da Sociedade Vitoriana sobre repressão, sexualidade e moral; e outros da biologia e da hidraúlica.  a revolução promovida por Freud abriu caminhos para estudos que antigamente se encontravam em um plano imaginário. A criação de um método clínico a serviço do diagnóstico e tratamento de doenças da psique é um fato sem igual em toda a história da ciência.
  • 17. Críticas ao Desenvolvimento Psicosexual  Afirmação de Freud sobre a existência de uma sexualidade infantil e,implicitamente, a expansão que se fez na noção de sexualidade.  que Freud "neurotizou" a sexualidade ao relacioná- la com conceitos como incesto, pervesão e transtornos mentais.  o padrão de desenvolvimento proposto por Freud não é universal nem necessário no desenvolvimento da saúde mental, qualificando-o de etnocêntrico por omitir determinantes sócio-culturais.
  • 18.  Uma das mais severas críticas sofridas pelo método psicanalítico foi feita pelo filósofo da ciência Karl Popper. Segundo ele, a psicanálise é pseudociência, pois uma teoria seria científica apenas se pudesse ser falseável pelos fatos, citando o exemplo do "Complexo de Édipo".  Para ele, Freud afirmava que esse complexo era universal, mas com que base de dados chegou a essa conclusão? Na época da formulação da psicanálise, a sua "amostra" era bastante limitada; parte dela vinha de sua experiência subjetiva (a sua "auto-analíse“) e da sua prática clínica, feita na maioria das vezes com pacientes burgueses de uma Áustria vitoriana.  Ou seja: uma amostra retirada de contextos bem específicos e que não podem fundamentar a universalidade pretendida pelo autor.