Reconhecimento Intersubjetivo
 em Redes Sociais na Internet




                                                   Vanessa dos Santos Nogueira
Doutoranda em Educação da Universidade Federal de Pelotas. E-mail: snvanessa@gmail.com
                                                                            Jovino Pizzi
                Professor da Universidade Federal de Pelotas. E-mail: jovino.piz@gmail.com
Nosso esforço aqui se pauta no movimento dos sujeitos da
educação para fora dos espaços formais da educação, buscando-
se realizar uma breve reflexão sobre a utilização da internet,
especificamente das redes sociais pelos sujeitos da educação, e
na repercussão que a apropriação desses espaços de
conversações, discussões e tensões entre opiniões divergentes
vêm alterando os espaços formais da educação
As relações sociais se organizam numa constante
luta por reconhecimento: reconhecimento de tempos,
espaços, do outro e de si mesmo.




O reconhecimento intersubjetivo se apresenta como

possibilidade de pensar a constituição de sujeitos

coautores presencial e virtualmente
George Herbert Mead
(1863-1931) foi um dos fundadores do interacionismo
simbólico, pertenceu a escola de psicologia de Chicago e
da corrente pragmática da filosofia americana.




Georg Wilhelm Friedrich Hegel
(1770 - 1831) foi um dos criadores do idealismo alemão.




Axel Honneth
Atual diretor do Instituto para Pesquisa Social de
Frankfurt) da Universidade de Frankfurt.
Fundamenta a Teoria do Reconhecimento em Hegel e
Mead.
Categorias de reconhecimento propostas por Honneth


                - relações primárias
    Amor        - relação primária estabelecida entre mãe e
                filho



                 - relações jurídicas
    Direito      - cenário histórico e a forma de organização
                 social de determinada sociedade



                 - comunidade de valores
Solidariedade    - propriedades particulares que definem o
                 sujeito como diferente dos outros
As formas de reconhecimento foram
 fundadas na luta de classes e no desrespeito
 e buscam descrever as formas como o
 sujeito percebe-se a medida em que
 reconhece o outro e se reconhece na
 sociedade.
Assim, considera-se a virtualidade real como
lugar/espaço, presente na vida de professores e
estudantes, que além de mediar os processos de
ensino e aprendizagem oferecem possibilidades de
comunicação para além do ensino formal,
produzindo        conhecimento,       incertezas,
estranhamentos e angústias.
Manuel Castells é um sociólogo espanhol.




Castells (2005) analisa a cultura na sociedade,
como sendo gerada sempre por processos de
comunicação. Para o autor, a organização
social sempre se apresenta mediada por
símbolos,    sendo     essas     representações
simbólicas presentes no presencial e no virtual.
Percebe-se que utilizando ou
            não as redes sociais na
         internet, em espaços formais
          das escolas/universidades,
              esse movimento vem
         influenciando o dia a dia dos
             sujeitos da educação.

    Como esses sujeitos estão se
movimentando nesses novos tempos e
            espaços?
Isso leva também à reflexão sobre o funcionamento das
categorias de reconhecimento intersubjetivo.

A solidariedade (comunidade de valores) se manifesta
quando temos um reconhecimento recíproco, como por
exemplo, o “Diário de Classe” criado por um adolescente
de treze anos com o objetivo de divulgar as condições
precárias da escola estadual onde estuda.

A iniciativa da adolescente foi inspirada no blog
“NeverSeconds” criado por uma aluna escocesa de nove
anos, em 30 de abril de 2012, que divulgou fotos da
merenda escolar e relatos do que era servido na escola
em que frequenta.
Mobilização social e familiar

Os direitos e deveres (relações jurídicas)
que     asseguram       o    reconhecimento
intersubjetivo por meio de normas e leis que
garantem o convívio social, nem sempre são
cumpridos ou são distorcidos e, como
consequência, fatos que acontecem fora
dessas normas tem passado a ser normais
no nosso convívio social.
Considerações Finais

Redes sociais na internet podem contribuir para melhorar
as condições presenciais dos espaços educacionais,
contudo não é uma salvação mágica diante dos fatos que
nos cercam.

Não existem fórmulas prontas passíveis de aplicação a
cada situação que vivenciamos, assim como a mesma
estratégia de sucesso que mobilizou sujeitos virtual e
presencialmente, quando aplicada a outra situação, pode
não funcionar.
Referências

CASTELLS, M. A sociedade em rede. v. 1. 8º ed. Paz e Terra, 2005.

HERMANN, N. Hermenêutica e educação. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2002.

HABERMAS. J. Trabalho, amor e reconhecimento - O filósofo Axel Honneth completa 60 anos de idade. Uma
viagem em pensamentos de Marx a Hegel para Frankfurt: ida e volta. Educação e Filosofia Uberlândia, v.
25, n. 49, p. 337-341, jan./jun. 2011.

HONNETH, A. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. Tradução de Luiz Repa. 2.
ed. Editora 34: São Paulo, 2009a.

MEAD, G. H. Espíritu, persona y sociedad. Paidós: Buenos Aires, 1968.

MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com                          tecnologias.     Disponível   em:
http://www.eca.usp.br/prof/moran/inov.htm. Acesso em: 15 de maio 2009.

PIZZI, J. Honneth frente ao definhamento da Teoia Crítica 'originnária' e a proposta de resgate da filosofia
prática. Revista Reflexões, v. 1, p. 1-13, 2012.

RAULET, G. La filosofía alemana después de 1945. Valencia: Universitat de Valencia, 2009.

SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2000.



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Reconhecimento Intersubjetivo em Redes Sociais na Internet

  • 1.
    Reconhecimento Intersubjetivo emRedes Sociais na Internet Vanessa dos Santos Nogueira Doutoranda em Educação da Universidade Federal de Pelotas. E-mail: snvanessa@gmail.com Jovino Pizzi Professor da Universidade Federal de Pelotas. E-mail: jovino.piz@gmail.com
  • 2.
    Nosso esforço aquise pauta no movimento dos sujeitos da educação para fora dos espaços formais da educação, buscando- se realizar uma breve reflexão sobre a utilização da internet, especificamente das redes sociais pelos sujeitos da educação, e na repercussão que a apropriação desses espaços de conversações, discussões e tensões entre opiniões divergentes vêm alterando os espaços formais da educação
  • 3.
    As relações sociaisse organizam numa constante luta por reconhecimento: reconhecimento de tempos, espaços, do outro e de si mesmo. O reconhecimento intersubjetivo se apresenta como possibilidade de pensar a constituição de sujeitos coautores presencial e virtualmente
  • 4.
    George Herbert Mead (1863-1931)foi um dos fundadores do interacionismo simbólico, pertenceu a escola de psicologia de Chicago e da corrente pragmática da filosofia americana. Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 - 1831) foi um dos criadores do idealismo alemão. Axel Honneth Atual diretor do Instituto para Pesquisa Social de Frankfurt) da Universidade de Frankfurt. Fundamenta a Teoria do Reconhecimento em Hegel e Mead.
  • 5.
    Categorias de reconhecimentopropostas por Honneth - relações primárias Amor - relação primária estabelecida entre mãe e filho - relações jurídicas Direito - cenário histórico e a forma de organização social de determinada sociedade - comunidade de valores Solidariedade - propriedades particulares que definem o sujeito como diferente dos outros
  • 6.
    As formas dereconhecimento foram fundadas na luta de classes e no desrespeito e buscam descrever as formas como o sujeito percebe-se a medida em que reconhece o outro e se reconhece na sociedade. Assim, considera-se a virtualidade real como lugar/espaço, presente na vida de professores e estudantes, que além de mediar os processos de ensino e aprendizagem oferecem possibilidades de comunicação para além do ensino formal, produzindo conhecimento, incertezas, estranhamentos e angústias.
  • 7.
    Manuel Castells éum sociólogo espanhol. Castells (2005) analisa a cultura na sociedade, como sendo gerada sempre por processos de comunicação. Para o autor, a organização social sempre se apresenta mediada por símbolos, sendo essas representações simbólicas presentes no presencial e no virtual.
  • 8.
    Percebe-se que utilizandoou não as redes sociais na internet, em espaços formais das escolas/universidades, esse movimento vem influenciando o dia a dia dos sujeitos da educação. Como esses sujeitos estão se movimentando nesses novos tempos e espaços?
  • 10.
    Isso leva tambémà reflexão sobre o funcionamento das categorias de reconhecimento intersubjetivo. A solidariedade (comunidade de valores) se manifesta quando temos um reconhecimento recíproco, como por exemplo, o “Diário de Classe” criado por um adolescente de treze anos com o objetivo de divulgar as condições precárias da escola estadual onde estuda. A iniciativa da adolescente foi inspirada no blog “NeverSeconds” criado por uma aluna escocesa de nove anos, em 30 de abril de 2012, que divulgou fotos da merenda escolar e relatos do que era servido na escola em que frequenta.
  • 11.
    Mobilização social efamiliar Os direitos e deveres (relações jurídicas) que asseguram o reconhecimento intersubjetivo por meio de normas e leis que garantem o convívio social, nem sempre são cumpridos ou são distorcidos e, como consequência, fatos que acontecem fora dessas normas tem passado a ser normais no nosso convívio social.
  • 12.
    Considerações Finais Redes sociaisna internet podem contribuir para melhorar as condições presenciais dos espaços educacionais, contudo não é uma salvação mágica diante dos fatos que nos cercam. Não existem fórmulas prontas passíveis de aplicação a cada situação que vivenciamos, assim como a mesma estratégia de sucesso que mobilizou sujeitos virtual e presencialmente, quando aplicada a outra situação, pode não funcionar.
  • 13.
    Referências CASTELLS, M. Asociedade em rede. v. 1. 8º ed. Paz e Terra, 2005. HERMANN, N. Hermenêutica e educação. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2002. HABERMAS. J. Trabalho, amor e reconhecimento - O filósofo Axel Honneth completa 60 anos de idade. Uma viagem em pensamentos de Marx a Hegel para Frankfurt: ida e volta. Educação e Filosofia Uberlândia, v. 25, n. 49, p. 337-341, jan./jun. 2011. HONNETH, A. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. Tradução de Luiz Repa. 2. ed. Editora 34: São Paulo, 2009a. MEAD, G. H. Espíritu, persona y sociedad. Paidós: Buenos Aires, 1968. MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/inov.htm. Acesso em: 15 de maio 2009. PIZZI, J. Honneth frente ao definhamento da Teoia Crítica 'originnária' e a proposta de resgate da filosofia prática. Revista Reflexões, v. 1, p. 1-13, 2012. RAULET, G. La filosofía alemana después de 1945. Valencia: Universitat de Valencia, 2009. SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2000. Crédito das imagens: www.sxc.hu – www.facebook.com – wikpedia.com Núvem de tags: www.wordle.net