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Processo de Desenvolvimento de Produtos – elaboração do site
        “MeEnsinaAqui” para intermediação de aulas e cursos


                         Igor Teixeira de Melo (UFV) itmaltz@gmail.com
                    Filipe de Melo Rodrigues (UFV) filipedemelo@yahoo.com.br
                        Flávio Lúcio M. Vita (UFV) flavio.vita@gmail.com
                        Eduardo H. S. Lisboa (UFV) lisboaedd@gmail.com


Resumo: Este trabalho apresenta uma metodologia para o desenvolvimento de um serviço de
baixa complexidade tecnológica, um site para intermediação de aulas particulares e cursos,
registrado como “MeEnsinaAqui”, no município de Viçosa, Minas Gerais. O processo de
desenvolvimento incluiu uma análise do mercado por parte dos membros da equipe,
possibilitando prospectar uma oportunidade existente. À definição do produto a ser criado,
seguiu-se a aplicação da metodologia para o desenvolvimento de novos produtos
disponibilizada na disciplina Projeto de Produto, da Universidade Federal de Viçosa. A
análise de viabilidade do produto constatou a possibilidade de sucesso do novo
empreendimento, apresentando todos os indicadores favoráveis. O estudo realizado permitiu
ainda aos alunos da disciplina vivência prática na aplicação de uma metodologia no
processo de desenvolvimento de produtos
Palavras-chave: Projeto de Produto; Metodologia de Projeto; PDP.


1. Introdução
       A atividade projetual, como compreendida nos dias de hoje, é relativamente recente.
As formas de organização e condições de trabalho trazidas pela aplicação de metodologias e
ferramentas de projeto, a necessidade de interação de diferentes competências em equipes
multidisciplinares são respostas das empresas às demandas cada vez mais sofisticadas por
parte dos usuários, que tem seu poder de barganha progressivamente consolidado, seja pelas
novas condições de mercado, pela globalização de produtos e dos meios de produção ou por
regras de legislação que buscam proteger os direitos dos consumidores diante da indústria
(ROMEIRO FILHO, 2004).
       Segundo Menezes (2007), adquirir consciência sobre essas necessárias transformações
permitirá à organização manter-se na dianteira, na vanguarda, dentro do seu espectro de
atuação. Isso exige, por si só, a condução de vários conjuntos de atividade que podem e
devem ser tratados como projetos, portanto sistematizados. O Processo de Desenvolvimento
de Produtos (PDP) assume, então, um papel de extrema importância dentro das modernas
organizações.
        Rozenfeld et al. (2006) situa o PDP na interface entre a empresa e o mercado, cabendo
a ele identificar – e até mesmo se antecipar – as necessidades do mercado e propor soluções
(por meio de projetos de produtos e serviços relacionados) que atendam a tais necessidades.
Daí sua importância estratégica, buscando: identificar as necessidades do mercado e dos
clientes em toda fases do ciclo de vida do produto; identificar as possibilidades tecnológicas;




                                                                                              1
desenvolver um produto que atenda às expectativas do mercado, em termos de qualidade total
do produto; desenvolver o produto no tempo adequado – ou seja, mais rápido que os
concorrentes – e a um custo competitivo. Além disso, também deve ser assegurada a
manufaturabilidade do produto desenvolvido, isto é, a facilidade de produzi-lo, atendo às
restrições de custos e de qualidade na produção.
        A fase de projeto é o ponto de partida para o nível da qualidade que será alcançado. O
projeto envolve características acerca de um produto ou um serviço, tais como tamanho e
forma do produto, a localização da unidade industrial ou de serviços. A qualidade do projeto
se refere à intenção que os projetistas de determinado produto ou serviço tiveram quanto à
inclusão e ou exclusão de certas características. Decisões de projeto têm que levar em conta
uma variedade de fatores, como aquilo que o cliente deseja, a capacidade de fabricação do
produto ou execução do serviço, a segurança e a responsabilidade civil da organização pelo
produto, os custos e outras considerações semelhantes (STEVENSON, 2001).
        O Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP) situa-se na interface entre a
empresa e o mercado, cabendo a ele identificar – e até mesmo se antecipar – as necessidades
do mercado e propor soluções (por meio de projetos de produtos e serviços relacionados) que
atendam a tais necessidades. Daí sua importância estratégica, buscando: identificar as
necessidades do mercado e dos clientes em todas as fazes do ciclo de vida do produto;
identificar as possibilidades tecnológicas; desenvolver um produto que atenda às expectativas
do mercado, em termos de qualidade total dos produtos; desenvolver o produto no tempo
adequado – ou seja, mais rápido que os concorrentes – e a um custo competitivo (Rozenfeld et
al., 2006).
       Portanto, a gestão de desenvolvimento de novos produtos se torna crucial para que se
possa, não apenas lançar novos produtos, como também seguir o caminho traçado pela
empresa. A gestão, não o só o desenvolvimento em si, é vital para diminuir riscos e controlar
as conseqüências deste processo de desenvolver produtos.
       A importância destes itens torna imperativo a qualquer empresa que planeja entrar em
um novo mercado ou se manter competitiva, adotar uma metodologia para o desenvolvimento
de novos produtos ou até mesmo fazer melhorias em produtos já existentes. Desse modo, foi
proposta uma metodologia para o desenvolvimento e análise de viabilidade de um serviço de
intermediação de aulas e cursos no município de Viçosa – Minas Gerais. O produto será
oferecido de forma eletrônica e possuirá o registro “MeEnsinaAqui”.
2. Revisão Bibliográfica
        Na atividade de desenvolvimento de novos produtos, a incerteza é alta na fase inicial.
Ainda não há uma idéia clara do que resultará, como vai ser feito, quanto custará e qual será o
grau de aceitação dos consumidores. Assim, deve-se evitar investir pesado até que os estágios
preliminares do desenvolvimento tenham reduzidos algumas dessas incertezas. Isso pode ser
feito com algumas providências baratas. Pode-se fazer um projeto preliminar, produzir alguns
esboços ou modelos e conversas com consumidores. Se o produto se mostrar promissor nessa
fase, pode-se aumentar o valor da aposta, porque o grau de incerteza foi reduzido. Essas idéias
podem ser apresentadas de forma esquemática no diagrama chamado funil de decisões. Este
método é, em essência, um processo de tomada de decisões durante a seleção de alternativas
(BAXTER, 2003). A ilustração a seguir apresenta a seqüência de decisões tomadas.




                                                                                              2
FIGURA 01 - Funil de Decisões. Fonte: (Shiro, 2006)
       O estudo de mercado é a parte do projeto na qual se determina a necessidade que a
sociedade apresenta em relação ao bem ou serviço cuja produção se deve estudar. Portanto, o
estudo de mercado é não somente o ponto de partida do projeto, mas também uma de suas
etapas mais importantes, pois através dele determina-se a viabilidade ou não de continuar com
as demais etapas do produto. Se o mercado mostra que não há necessidade do produto, e que
não será possível vendê-lo, de nada serve continuar com o estudo (BUARQUE, 1994).
        O filtro realizado pelo funil de decisões e pelo estudo de mercado permite a definição
do portfólio de produtos da empresa, essa definição possibilitará à empresa avançar no
processo de desenvolvimento do produto. A criação de um protótipo é fundamental para
avaliar as possibilidades do produto desenvolvido. Ulrich & Eppinger (2003) definem
protótipo como “uma aproximação do produto ao longo de uma ou mais dimensões de
interesse”. Os testes desenvolvidos nessa fase permitem inferir futuras características dos
produtos, tais como custos, limitações e funcionalidades.
        A caracterização do produto e o portfólio definido tornarão mais claro o ambiente
produtivo da empresa. Antes do lançamento de novos produtos, entretanto, deverá ser
realizado um estudo de viabilidade, possibilitando mensurar a possibilidade de sucesso de
empreendimento.
        Há vários indicadores que auxiliam o tomador de decisão quanto à viabilidade do
negócio, cada um destes indicadores possui limitações, vantagens e desvantagens, porém,
segundo Galesne, Fensterseifer e Lamb (1999), os métodos mais comumente encontrados na
literatura financeira são os seguintes:
• Método do Valor Presente Líquido (VPL);
• Método do Índice de Lucratividade (IL);
• Critério da Taxa Interna de Retorno (TIR).
       Outro critério muito utilizado para a análise de investimentos é o Tempo de
Recuperação do Capital ou Payback. Este método apresenta como resultado um índice de
liquidez do empreendimento (LAPPONI, 1996) e deve ser considerado em conjunto com um
dos demais critérios.




                                                                                             3
Embora a seqüência de atividades descritas acima apresente o cerne de quaisquer
metodologias para desenvolvimento de produtos, existem várias alternativas à disposição das
organizações. Como exemplo, Rozenfeld et al. (2006) propõem como modelo de
desenvolvimento as seguintes etapas: (1) Pré-Desenvolvimento: Planejamento estratégico dos
produtos; (2) Desenvolvimento: Projeto informacional, Projeto conceitual, Projeto detalhado,
Preparação da produção, Lançamento do produto; (3) Pós-Desenvolvimento: Acompanhar
produto/processo, Descontinuar produto.
       O desenvolvimento do site “MeEnsinaAqui” adotou como metodologia, a proposta
apresentada na disciplina Projeto de Produto, ministrada no curso de Engenharia de Produção
da Universidade Federal de Viçosa. O modelo consiste nas etapas descritas a seguir.
3. Desenvolvimento do projeto do produto
3.1 Geração do conceito
        O inicio do processo de desenvolvimento do novo produto contou com a aplicação da
ferramenta “brainstorming”. Os membros da equipe reunidos sugeriram várias alternativas de
produtos de acordo com a observação das necessidades do mercado local, além do
conhecimento técnico adquirido ao longo do curso. Dentre as idéias surgidas, a selecionada
foi a elaboração de um serviço on-line que permitisse a intermediação entre professores
particulares interessados em divulgar cursos e aulas e estudantes em contactar estes
professores. O público-alvo desse serviço é, portanto, toda a comunidade acadêmica do
município de Viçosa.
       Atualmente, essa intermediação é realizada através de murais existentes por toda
cidade, especialmente dentro das universidades e escolas. Outra forma usada para buscar
informações é via sites de relacionamento, sendo o Orkut o mais popular deles. A
disponibilização deste tipo de serviço de maneira ágil e centralizada é uma inovação no
mercado local, portanto não há concorrentes diretos.
        O modelo de funcionamento do serviço dar-se-á da seguinte maneira: é proposta a
criação de um site banco de dados, o público terá acesso a estes dados on-line, contendo
informações de cursos e aulas particulares. O cadastro de cursos e aulas será feito pelos
próprios usuários, através de um pré-cadastramento e pré-aprovação dos moderadores. Os
interessados em divulgar, após o cadastro e aprovação, deverão descrever o serviço a ser
oferecido, bem como dados pessoais e de contato, com intuito de dar confiabilidade ao
conteúdo. Com o fornecimento desses dados, os moderadores irão fazer uma pesquisa para
validar os mesmos e oferecer maior segurança aos usuários.
3.2 Especificação das Oportunidades
        Esta etapa apresenta uma descrição do possível mercado consumidor, análise dos
concorrentes e vantagens do novo produto. O serviço tem como público-alvo estudantes das
mais diversas áreas sociais com interesse em aprimoramento intelectual, bem como
interessados em ministrar aulas particulares e cursos. Além disso, o produto procura
estabelecer um canal de comunicação entre estudantes e empresas ligadas ao ramo do
conhecimento interessadas em divulgar seus produtos e/ou serviços para acadêmicos, através
de anúncios no site.
        O oferecimento deste tipo de serviço é algo novo no município, portanto sujeito a
resistências. A não aceitação do serviço implicará baixa procura no sistema, o que levará ao




                                                                                           4
desinteresse dos patrocinadores. Logo, oferecer um serviço seguro e de fácil utilização é
fundamental para que haja sucesso no empreendimento.
       O serviço a ser lançado não encontra concorrentes diretos no mercado alvo, os
anúncios para contatos entre interessados em aulas particulares ocorrem principalmente por
meio de pequenos anúncios em murais além de informações em instituições de ensino e
indicações de professores. Embora não ofereça um serviço pelo mesmo canal de comunicação
que o produto planejado (o meio eletrônico), os murais se prestam ao mesmo tipo de objetivo,
anunciar oportunidades de comunicação entre alunos e professores. A principal vantagem do
novo serviço consiste em disponibilizar essas informações de forma organizada, o que não
ocorre com os atuais meios de divulgação. Outras vantagens incluem a confiabilidade das
informações contidas no site, a velocidade de acesso a essas informações e também a
comodidade de acesso ao serviço, disponível a qualquer tempo e em qualquer computador
com acesso à internet.
3.3 Projeto Preliminar
        O produto a ser oferecido será um mecanismo de busca que permitirá aos usuários
oferecerem aulas particulares e também procurar professores. O site será financiado por
anúncios constantes na parte lateral da homepage. As possibilidades de busca oferecidas
serão próximas a mecanismos similares disponíveis na internet, podendo se desdobrar em
pesquisa por grupos ou pesquisa avançada. A homepage também contará com um link para a
página de cadastro de usuários. A disposição das ferramentas está demonstrada na figura 02.
        Os materiais usados para o desenvolvimento do site serão: o computador usado para a
programação e softwares de edição de páginas e banco de dados, no caso específico do
“MeEnsinaAqui”, o Microsoft FrontPage e o Microsoft Access. A publicação do site na
internet demandará o registro do mesmo no registro.br, além da contratação de um servidor de
hospedagem de sites.




         FIGURA 02 – Homepage do site “MeEnsinaAqui”




                                                                                           5
3.4 Projeto Detalhado
       Esta etapa é complementar à anterior, sendo realizado o detalhamento do produto e a
confecção do protótipo. As ferramentas de busca desenvolvidas no projeto preliminar se
tornaram funcionais. Há a possibilidade de realização dos primeiros testes conforme o
fluxograma do site. O fluxograma em funcionamento é descrito, conforme o modelo a seguir.
                                                       Servidor




                                                   Banco de Dados




                                                         Site                            Links Patrocinados
                        Sim




                               Fazer Cadastro    Pesquisa Avançada                      Pesquisa por Grupos




                                                  Entrada de Dados
                                                                                         Exibição dos Dados
                              Entrada de Dados
                                            o?




                                                                      En
                                           ad




                                                                         c
                                                                        on
                                      ov
                                       r




                                                                             tra




                                                                                          Não
                                    Ap




                                                        Sim
                                                                              do
                                                                                ?




                                      Não



                                                 Exibição dos Dados                 Mensagem de Erro
                                  Cancelado




                     FIGURA 03 – Fluxograma do site “MeEnsinaAqui”
3.5 Definição dos custos de produção
        Os custos totais de produção são obtidos pela soma dos custos fixos e dos custos
variáveis de um empreendimento. O custo total é um indicador importante no estudo de
viabilidade da empresa, pois serve como parâmetro para análise dos recursos empregados.
São tradicionalmente divididos em fixos e variáveis. Conforme dados a seguir a estrutura de
custos da empresa representa um volume de R$249,80.
       Custos fixos são aqueles que não variam com o nível de atividade da empresa. Assim,
os custos fixos independem da quantidade produzida. É evidente que eles oscilam
periodicamente, seja em função de ajustes de estrutura de pessoal ou devido a uma melhor
racionalização administrativa, estão descritos na tabela 01.




                                                                                                              6
TABELA 01 – Fluxo de caixa

                                            Custos Fixos
                            Descrição               Unidade       Valor (R$)
                       Registro do domínio            ano             30
                             Servidor                 mês             15
                     Linha Telefônica/internet        mês            110
                      Custos Administrativos          mês           50,00
                    Depreciação Equipamentos         5 anos        216,00
                           Manutenção                 2%            21,60
                             TOTAL                    mês           197,3

       Os custos variáveis, ao contrário dos custos fixos, são aqueles que variam
proporcionalmente ao nível de produção industrial e, também, à estrutura de vendas adotada
pela empresa, estão descritos na tabela 02.
                            TABELA 02 – Custos variáveis de produção

                                       Custos Variáveis
                 Descrição                    Unidade           Valor (R$)/ano
                 Impostos                       15%                 37,50
                 Gastos com propaganda          5%                    15
                                 TOTAL                              37,50

3.6 Estudo de viabilidade técnico-econômica
       O estudo de viabilidade técnico-econômica é a etapa em que é realmente definida se é
possível produzir e se realizará lucro a operação desejada. Primeiramente, é feita a
caracterização da tecnologia. O funcionamento do site se dará por uma conexão interfacial de
um banco de dados e um software de transposição de dados em informações. Seu
funcionamento é simples, enquanto o software de transposição de dados identifica as
informações de entrada no site e as envia para o banco, ele as armazena e as estatiza em forma
de dados.
       A seguir foi realizada uma pesquisa para verificar a possibilidade de registro do nome
e a legislação específica. O único registro de regulamentação que poderia ser feito em um
website é o do domínio, a URL (Uniform Resource Location), que dá a garantia de presença
da marca na Internet. Para sua realização, existem órgãos regulamentadores internacionais,
como o INTERNIC, para domínios com terminação .com, .net, .org, dentre outras, e também
o órgão regulamentador nacional de domínios, que realiza o registro de todos os domínios
com a terminação .br, FAPESP. No caso deste produto em específico, será feito registro
através da contratação de uma empresa (registro.br) prestadora de serviços de legalização de
URLs.
        Referente à publicidade, temos órgão regulamentadores como a Associação de Mídia
Interativa – AMI, que é filiada ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária –
CONAR. Com fins de disciplinar a oferta de anúncios publicitários na internet, a AMI possui
um Código de Ética com bases que devem ser seguidas por todos do setor.
       A grande barreira e riscos que poderão ser enfrentados pelo projeto são a não aceitação
dos usuários desses tipos de serviço e a falta de confiança dos mercados locais. Ações que




                                                                                             7
poderiam ser tomadas para minimizar os riscos podem se uma boa divulgação da qualidade
dos serviços e da grande facilidade de acesso.
       A entrada no mercado do novo produto implicará em uma mudança de hábitos dos
estudantes e professores. O atual método de intercâmbio de informações, murais e cartazes
espalhados pela cidade, está bem sedimentado junto à população local. Como forma de atrair
esses usuários para o serviço on-line, será feita uma campanha publicitária, demonstrando as
vantagens do novo serviço, que será gratuito para estudantes e professores. A atração de
anunciantes no mercado local terá como principal argumento a possibilidade de se alcançar
um grande mercado potencial para suas atividades, como descrito anteriormente. O real
tamanho da demanda será mensurado através de uma pesquisa de mercado. Os atuais valores
considerados para os anunciantes foram estimados a partir dos preços pagos atualmente em
divulgação de eventos.
        O suporte ao cliente será prestado via e-mail, disponibilizado no site do serviço na
internet, aos anunciantes também será dada a oportunidade de contato telefônico direto com a
equipe responsável pelo site, para sanar quaisquer dúvidas em relação ao serviço e notificar
possíveis problemas ocorridos. A prevenção de falhas terá como ferramenta a realização de
testes periódicos por parte dos responsáveis e também a verificação da estabilidade do
servidor. Em caso de necessidade de parada para manutenção, a comunicação aos usuários
será feita com uma antecedência de 24 horas, salvo em caso de falhas urgentes.
        A seguir serão apresentadas as considerações feitas bem como os dados gerais usados
para o cálculo dos indicadores financeiros. Esta análise considerou os gastos realizados desde
a instalação da empresa até a fase operacional. A mão-de-obra bem como o desenvolvimento
(gastos com P&D) do produto não tiveram seus gastos lançados uma vez que a própria equipe
é quem desenvolve e administra a atividade. A peculiaridade do serviço, trata-se da
disponibilizarão de um serviço on-line, permite que o nível de investimentos feitos sejam
baixos.
       Além dos custos de produção acima, foram tomados como saídas no fluxo de caixa os
investimentos fixos necessários para o estabelecimento da empresa, no caso: um computador,
uma impressora e uma cadeira giratória; no valor de R$1800,00. A receita total estimada foi
obtida multiplicando-se os espaços publicitários disponíveis, 10, pelo valor de
comercialização de cada um, R$30,00 por mês; obtendo-se uma receita de R$300,00 por mês.
        Todos os valores obtidos para receitas e despesas podem ser resumidos no fluxo de
caixa, uma ferramenta importante para a tomada de decisões, pois permite fazer um balanço
entre os fluxos da empresa. Para o horizonte de 5 anos, o fluxo de caixa ficou da seguinte
forma:
                                    TABELA 03 - Fluxo de caixa

     Descrição          ANO 0        ANO 1       ANO 2        ANO 3        ANO 4       ANO 5
Investimento Inicial  R$ 1.080,00
Receita Operacional                R$ 3.600,00 R$ 3.600,00   R$ 3.600,00 R$ 3.600,00 R$ 3.600,00
Custo Operacional                  R$ 2.997,60 R$ 2.997,60   R$ 2.997,60 R$ 2.997,60 R$ 2.997,60
Fluxo Líquido        (R$ 1.080,00) R$ 602,40 R$ 602,40        R$ 602,40 R$ 602,40 R$ 602,40
Fluxo Acumulado      (R$ 1.080,00) (R$ 477,60) R$ 124,80      R$ 727,20 R$ 1.329,60 R$ 1.932,00

       O fluxo de caixa pronto permite calcular alguns indicadores financeiros importantes,
tais como o tempo de recuperação de capital, que é o tempo gasto para o investidor recuperar




                                                                                                   8
o que foi investido inicialmente; o Valor Presente Líquido (VPL), que representa a diferença
entre saídas e entradas de caixa no tempo presente, a partir de uma Taxa Média de
Atratividade (TMA) e também a Taxa Interna de Retorno (TIR), que é o valor que torna nulo
o VPL. A Taxa Média de Atratividade (TMA) a ser considerada para o empreendimento é de
10% ao ano. Esta taxa representa um nível próximo ao valor pago pelos títulos do governo
federal do Brasil, que são remunerados à taxa SELIC.
               Os valores retornados foram de 29% para a TIR; R$1.203,57 para o VPL e um
tempo de recuperação de capital de 1 ano e 3 meses, sendo todos eles favoráveis. Apesar dos
indicativos financeiros favoráveis, apresenta-se um fluxo muito baixo, o que levou à
conclusão da não viabilidade de ter apenas como fonte de renda os patrocínios. Portanto a
criação de um outro meio para arrecadação de fundos foi pensado e fica proposto para
projetos futuros a modificação do sistema, sendo necessário agora, que os professores e
oferecedores de cursos e aulas paguem pelo cadastro, surgindo assim mais uma fonte de renda
para o site.
4. Conclusão
       Todas as metodologias para o processo de desenvolvimento de produtos apresentam
algumas similaridades, entretanto cada uma apresenta características próprias mais adequadas
a determinados graus de sofisticação do processo ou a determinadas filosofias de trabalho das
organizações.
        A aplicação prática da metodologia aprendida na disciplina Projeto de Produto foi
bastante eficiente na elaboração do produto proposto, um site, envolvendo baixa
complexidade tecnológica. As diversas etapas permitiram sistematizar o processo de
desenvolvimento tornando o tempo de elaboração do site menor e criando um serviço de
acordo com as expectativas da equipe responsável. Também foi realizado um estudo de
viabilidade técnica, econômica e ambiental, que constatou a possibilidade de sucesso do
empreendimento, caso seja realmente implantado.
Referências
BAXTER, M. - Projeto de Produto: Guia prático para o desenvolvimento de novos produtos. 2ª edição. São
Paulo/SP: Editora Edgar Blücher Ltda, 2003.
BUARQUE, C. - Avaliação econômica de projetos: uma apresentação didática. Rio de Janeiro/RJ: Editora
Elsevier, 1994.
FARIA, A. F - Roteiros para as aulas de laboratório da disciplina projeto de produto. Universidade Federal de
Viçosa – UFV, Viçosa, 2008.
GALESNE, A.; FENSTERSEIFER, J. E.; LAMB, R. - Decisões de Investimento da Empresa. São Paulo: Atlas,
1999.
MENEZES, L.C.M. - Gestão de Projetos. 2ª edição. São Paulo/SP: Editora Atlas SA, 2007.
LAPPONI, J. C. - Avaliação de Projetos de Investimento: Modelos em Excel. São Paulo: Lapponi Treinamento e
Editora Ltda, 1996.
ROZENFELD, H. et al. - Gestão de Desenvolvimento de Produtos. São Paulo/SP: Editora Saraiva, 2006.
ULRICH, K.T. & EPPINGER, S.D. - Product design and development. United States: McGraw-Hill Inc, 2003.
YAGI, B. S. - Estudo da interface e aplicação dos materiais miméticos ao design de produto e segurança do
trabalho.Universidade Estadual Paulista – UNESP, Bauru, 2006.




                                                                                                                9

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  • 1. Processo de Desenvolvimento de Produtos – elaboração do site “MeEnsinaAqui” para intermediação de aulas e cursos Igor Teixeira de Melo (UFV) itmaltz@gmail.com Filipe de Melo Rodrigues (UFV) filipedemelo@yahoo.com.br Flávio Lúcio M. Vita (UFV) flavio.vita@gmail.com Eduardo H. S. Lisboa (UFV) lisboaedd@gmail.com Resumo: Este trabalho apresenta uma metodologia para o desenvolvimento de um serviço de baixa complexidade tecnológica, um site para intermediação de aulas particulares e cursos, registrado como “MeEnsinaAqui”, no município de Viçosa, Minas Gerais. O processo de desenvolvimento incluiu uma análise do mercado por parte dos membros da equipe, possibilitando prospectar uma oportunidade existente. À definição do produto a ser criado, seguiu-se a aplicação da metodologia para o desenvolvimento de novos produtos disponibilizada na disciplina Projeto de Produto, da Universidade Federal de Viçosa. A análise de viabilidade do produto constatou a possibilidade de sucesso do novo empreendimento, apresentando todos os indicadores favoráveis. O estudo realizado permitiu ainda aos alunos da disciplina vivência prática na aplicação de uma metodologia no processo de desenvolvimento de produtos Palavras-chave: Projeto de Produto; Metodologia de Projeto; PDP. 1. Introdução A atividade projetual, como compreendida nos dias de hoje, é relativamente recente. As formas de organização e condições de trabalho trazidas pela aplicação de metodologias e ferramentas de projeto, a necessidade de interação de diferentes competências em equipes multidisciplinares são respostas das empresas às demandas cada vez mais sofisticadas por parte dos usuários, que tem seu poder de barganha progressivamente consolidado, seja pelas novas condições de mercado, pela globalização de produtos e dos meios de produção ou por regras de legislação que buscam proteger os direitos dos consumidores diante da indústria (ROMEIRO FILHO, 2004). Segundo Menezes (2007), adquirir consciência sobre essas necessárias transformações permitirá à organização manter-se na dianteira, na vanguarda, dentro do seu espectro de atuação. Isso exige, por si só, a condução de vários conjuntos de atividade que podem e devem ser tratados como projetos, portanto sistematizados. O Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP) assume, então, um papel de extrema importância dentro das modernas organizações. Rozenfeld et al. (2006) situa o PDP na interface entre a empresa e o mercado, cabendo a ele identificar – e até mesmo se antecipar – as necessidades do mercado e propor soluções (por meio de projetos de produtos e serviços relacionados) que atendam a tais necessidades. Daí sua importância estratégica, buscando: identificar as necessidades do mercado e dos clientes em toda fases do ciclo de vida do produto; identificar as possibilidades tecnológicas; 1
  • 2. desenvolver um produto que atenda às expectativas do mercado, em termos de qualidade total do produto; desenvolver o produto no tempo adequado – ou seja, mais rápido que os concorrentes – e a um custo competitivo. Além disso, também deve ser assegurada a manufaturabilidade do produto desenvolvido, isto é, a facilidade de produzi-lo, atendo às restrições de custos e de qualidade na produção. A fase de projeto é o ponto de partida para o nível da qualidade que será alcançado. O projeto envolve características acerca de um produto ou um serviço, tais como tamanho e forma do produto, a localização da unidade industrial ou de serviços. A qualidade do projeto se refere à intenção que os projetistas de determinado produto ou serviço tiveram quanto à inclusão e ou exclusão de certas características. Decisões de projeto têm que levar em conta uma variedade de fatores, como aquilo que o cliente deseja, a capacidade de fabricação do produto ou execução do serviço, a segurança e a responsabilidade civil da organização pelo produto, os custos e outras considerações semelhantes (STEVENSON, 2001). O Processo de Desenvolvimento de Produtos (PDP) situa-se na interface entre a empresa e o mercado, cabendo a ele identificar – e até mesmo se antecipar – as necessidades do mercado e propor soluções (por meio de projetos de produtos e serviços relacionados) que atendam a tais necessidades. Daí sua importância estratégica, buscando: identificar as necessidades do mercado e dos clientes em todas as fazes do ciclo de vida do produto; identificar as possibilidades tecnológicas; desenvolver um produto que atenda às expectativas do mercado, em termos de qualidade total dos produtos; desenvolver o produto no tempo adequado – ou seja, mais rápido que os concorrentes – e a um custo competitivo (Rozenfeld et al., 2006). Portanto, a gestão de desenvolvimento de novos produtos se torna crucial para que se possa, não apenas lançar novos produtos, como também seguir o caminho traçado pela empresa. A gestão, não o só o desenvolvimento em si, é vital para diminuir riscos e controlar as conseqüências deste processo de desenvolver produtos. A importância destes itens torna imperativo a qualquer empresa que planeja entrar em um novo mercado ou se manter competitiva, adotar uma metodologia para o desenvolvimento de novos produtos ou até mesmo fazer melhorias em produtos já existentes. Desse modo, foi proposta uma metodologia para o desenvolvimento e análise de viabilidade de um serviço de intermediação de aulas e cursos no município de Viçosa – Minas Gerais. O produto será oferecido de forma eletrônica e possuirá o registro “MeEnsinaAqui”. 2. Revisão Bibliográfica Na atividade de desenvolvimento de novos produtos, a incerteza é alta na fase inicial. Ainda não há uma idéia clara do que resultará, como vai ser feito, quanto custará e qual será o grau de aceitação dos consumidores. Assim, deve-se evitar investir pesado até que os estágios preliminares do desenvolvimento tenham reduzidos algumas dessas incertezas. Isso pode ser feito com algumas providências baratas. Pode-se fazer um projeto preliminar, produzir alguns esboços ou modelos e conversas com consumidores. Se o produto se mostrar promissor nessa fase, pode-se aumentar o valor da aposta, porque o grau de incerteza foi reduzido. Essas idéias podem ser apresentadas de forma esquemática no diagrama chamado funil de decisões. Este método é, em essência, um processo de tomada de decisões durante a seleção de alternativas (BAXTER, 2003). A ilustração a seguir apresenta a seqüência de decisões tomadas. 2
  • 3. FIGURA 01 - Funil de Decisões. Fonte: (Shiro, 2006) O estudo de mercado é a parte do projeto na qual se determina a necessidade que a sociedade apresenta em relação ao bem ou serviço cuja produção se deve estudar. Portanto, o estudo de mercado é não somente o ponto de partida do projeto, mas também uma de suas etapas mais importantes, pois através dele determina-se a viabilidade ou não de continuar com as demais etapas do produto. Se o mercado mostra que não há necessidade do produto, e que não será possível vendê-lo, de nada serve continuar com o estudo (BUARQUE, 1994). O filtro realizado pelo funil de decisões e pelo estudo de mercado permite a definição do portfólio de produtos da empresa, essa definição possibilitará à empresa avançar no processo de desenvolvimento do produto. A criação de um protótipo é fundamental para avaliar as possibilidades do produto desenvolvido. Ulrich & Eppinger (2003) definem protótipo como “uma aproximação do produto ao longo de uma ou mais dimensões de interesse”. Os testes desenvolvidos nessa fase permitem inferir futuras características dos produtos, tais como custos, limitações e funcionalidades. A caracterização do produto e o portfólio definido tornarão mais claro o ambiente produtivo da empresa. Antes do lançamento de novos produtos, entretanto, deverá ser realizado um estudo de viabilidade, possibilitando mensurar a possibilidade de sucesso de empreendimento. Há vários indicadores que auxiliam o tomador de decisão quanto à viabilidade do negócio, cada um destes indicadores possui limitações, vantagens e desvantagens, porém, segundo Galesne, Fensterseifer e Lamb (1999), os métodos mais comumente encontrados na literatura financeira são os seguintes: • Método do Valor Presente Líquido (VPL); • Método do Índice de Lucratividade (IL); • Critério da Taxa Interna de Retorno (TIR). Outro critério muito utilizado para a análise de investimentos é o Tempo de Recuperação do Capital ou Payback. Este método apresenta como resultado um índice de liquidez do empreendimento (LAPPONI, 1996) e deve ser considerado em conjunto com um dos demais critérios. 3
  • 4. Embora a seqüência de atividades descritas acima apresente o cerne de quaisquer metodologias para desenvolvimento de produtos, existem várias alternativas à disposição das organizações. Como exemplo, Rozenfeld et al. (2006) propõem como modelo de desenvolvimento as seguintes etapas: (1) Pré-Desenvolvimento: Planejamento estratégico dos produtos; (2) Desenvolvimento: Projeto informacional, Projeto conceitual, Projeto detalhado, Preparação da produção, Lançamento do produto; (3) Pós-Desenvolvimento: Acompanhar produto/processo, Descontinuar produto. O desenvolvimento do site “MeEnsinaAqui” adotou como metodologia, a proposta apresentada na disciplina Projeto de Produto, ministrada no curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Viçosa. O modelo consiste nas etapas descritas a seguir. 3. Desenvolvimento do projeto do produto 3.1 Geração do conceito O inicio do processo de desenvolvimento do novo produto contou com a aplicação da ferramenta “brainstorming”. Os membros da equipe reunidos sugeriram várias alternativas de produtos de acordo com a observação das necessidades do mercado local, além do conhecimento técnico adquirido ao longo do curso. Dentre as idéias surgidas, a selecionada foi a elaboração de um serviço on-line que permitisse a intermediação entre professores particulares interessados em divulgar cursos e aulas e estudantes em contactar estes professores. O público-alvo desse serviço é, portanto, toda a comunidade acadêmica do município de Viçosa. Atualmente, essa intermediação é realizada através de murais existentes por toda cidade, especialmente dentro das universidades e escolas. Outra forma usada para buscar informações é via sites de relacionamento, sendo o Orkut o mais popular deles. A disponibilização deste tipo de serviço de maneira ágil e centralizada é uma inovação no mercado local, portanto não há concorrentes diretos. O modelo de funcionamento do serviço dar-se-á da seguinte maneira: é proposta a criação de um site banco de dados, o público terá acesso a estes dados on-line, contendo informações de cursos e aulas particulares. O cadastro de cursos e aulas será feito pelos próprios usuários, através de um pré-cadastramento e pré-aprovação dos moderadores. Os interessados em divulgar, após o cadastro e aprovação, deverão descrever o serviço a ser oferecido, bem como dados pessoais e de contato, com intuito de dar confiabilidade ao conteúdo. Com o fornecimento desses dados, os moderadores irão fazer uma pesquisa para validar os mesmos e oferecer maior segurança aos usuários. 3.2 Especificação das Oportunidades Esta etapa apresenta uma descrição do possível mercado consumidor, análise dos concorrentes e vantagens do novo produto. O serviço tem como público-alvo estudantes das mais diversas áreas sociais com interesse em aprimoramento intelectual, bem como interessados em ministrar aulas particulares e cursos. Além disso, o produto procura estabelecer um canal de comunicação entre estudantes e empresas ligadas ao ramo do conhecimento interessadas em divulgar seus produtos e/ou serviços para acadêmicos, através de anúncios no site. O oferecimento deste tipo de serviço é algo novo no município, portanto sujeito a resistências. A não aceitação do serviço implicará baixa procura no sistema, o que levará ao 4
  • 5. desinteresse dos patrocinadores. Logo, oferecer um serviço seguro e de fácil utilização é fundamental para que haja sucesso no empreendimento. O serviço a ser lançado não encontra concorrentes diretos no mercado alvo, os anúncios para contatos entre interessados em aulas particulares ocorrem principalmente por meio de pequenos anúncios em murais além de informações em instituições de ensino e indicações de professores. Embora não ofereça um serviço pelo mesmo canal de comunicação que o produto planejado (o meio eletrônico), os murais se prestam ao mesmo tipo de objetivo, anunciar oportunidades de comunicação entre alunos e professores. A principal vantagem do novo serviço consiste em disponibilizar essas informações de forma organizada, o que não ocorre com os atuais meios de divulgação. Outras vantagens incluem a confiabilidade das informações contidas no site, a velocidade de acesso a essas informações e também a comodidade de acesso ao serviço, disponível a qualquer tempo e em qualquer computador com acesso à internet. 3.3 Projeto Preliminar O produto a ser oferecido será um mecanismo de busca que permitirá aos usuários oferecerem aulas particulares e também procurar professores. O site será financiado por anúncios constantes na parte lateral da homepage. As possibilidades de busca oferecidas serão próximas a mecanismos similares disponíveis na internet, podendo se desdobrar em pesquisa por grupos ou pesquisa avançada. A homepage também contará com um link para a página de cadastro de usuários. A disposição das ferramentas está demonstrada na figura 02. Os materiais usados para o desenvolvimento do site serão: o computador usado para a programação e softwares de edição de páginas e banco de dados, no caso específico do “MeEnsinaAqui”, o Microsoft FrontPage e o Microsoft Access. A publicação do site na internet demandará o registro do mesmo no registro.br, além da contratação de um servidor de hospedagem de sites. FIGURA 02 – Homepage do site “MeEnsinaAqui” 5
  • 6. 3.4 Projeto Detalhado Esta etapa é complementar à anterior, sendo realizado o detalhamento do produto e a confecção do protótipo. As ferramentas de busca desenvolvidas no projeto preliminar se tornaram funcionais. Há a possibilidade de realização dos primeiros testes conforme o fluxograma do site. O fluxograma em funcionamento é descrito, conforme o modelo a seguir. Servidor Banco de Dados Site Links Patrocinados Sim Fazer Cadastro Pesquisa Avançada Pesquisa por Grupos Entrada de Dados Exibição dos Dados Entrada de Dados o? En ad c on ov r tra Não Ap Sim do ? Não Exibição dos Dados Mensagem de Erro Cancelado FIGURA 03 – Fluxograma do site “MeEnsinaAqui” 3.5 Definição dos custos de produção Os custos totais de produção são obtidos pela soma dos custos fixos e dos custos variáveis de um empreendimento. O custo total é um indicador importante no estudo de viabilidade da empresa, pois serve como parâmetro para análise dos recursos empregados. São tradicionalmente divididos em fixos e variáveis. Conforme dados a seguir a estrutura de custos da empresa representa um volume de R$249,80. Custos fixos são aqueles que não variam com o nível de atividade da empresa. Assim, os custos fixos independem da quantidade produzida. É evidente que eles oscilam periodicamente, seja em função de ajustes de estrutura de pessoal ou devido a uma melhor racionalização administrativa, estão descritos na tabela 01. 6
  • 7. TABELA 01 – Fluxo de caixa Custos Fixos Descrição Unidade Valor (R$) Registro do domínio ano 30 Servidor mês 15 Linha Telefônica/internet mês 110 Custos Administrativos mês 50,00 Depreciação Equipamentos 5 anos 216,00 Manutenção 2% 21,60 TOTAL mês 197,3 Os custos variáveis, ao contrário dos custos fixos, são aqueles que variam proporcionalmente ao nível de produção industrial e, também, à estrutura de vendas adotada pela empresa, estão descritos na tabela 02. TABELA 02 – Custos variáveis de produção Custos Variáveis Descrição Unidade Valor (R$)/ano Impostos 15% 37,50 Gastos com propaganda 5% 15 TOTAL 37,50 3.6 Estudo de viabilidade técnico-econômica O estudo de viabilidade técnico-econômica é a etapa em que é realmente definida se é possível produzir e se realizará lucro a operação desejada. Primeiramente, é feita a caracterização da tecnologia. O funcionamento do site se dará por uma conexão interfacial de um banco de dados e um software de transposição de dados em informações. Seu funcionamento é simples, enquanto o software de transposição de dados identifica as informações de entrada no site e as envia para o banco, ele as armazena e as estatiza em forma de dados. A seguir foi realizada uma pesquisa para verificar a possibilidade de registro do nome e a legislação específica. O único registro de regulamentação que poderia ser feito em um website é o do domínio, a URL (Uniform Resource Location), que dá a garantia de presença da marca na Internet. Para sua realização, existem órgãos regulamentadores internacionais, como o INTERNIC, para domínios com terminação .com, .net, .org, dentre outras, e também o órgão regulamentador nacional de domínios, que realiza o registro de todos os domínios com a terminação .br, FAPESP. No caso deste produto em específico, será feito registro através da contratação de uma empresa (registro.br) prestadora de serviços de legalização de URLs. Referente à publicidade, temos órgão regulamentadores como a Associação de Mídia Interativa – AMI, que é filiada ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária – CONAR. Com fins de disciplinar a oferta de anúncios publicitários na internet, a AMI possui um Código de Ética com bases que devem ser seguidas por todos do setor. A grande barreira e riscos que poderão ser enfrentados pelo projeto são a não aceitação dos usuários desses tipos de serviço e a falta de confiança dos mercados locais. Ações que 7
  • 8. poderiam ser tomadas para minimizar os riscos podem se uma boa divulgação da qualidade dos serviços e da grande facilidade de acesso. A entrada no mercado do novo produto implicará em uma mudança de hábitos dos estudantes e professores. O atual método de intercâmbio de informações, murais e cartazes espalhados pela cidade, está bem sedimentado junto à população local. Como forma de atrair esses usuários para o serviço on-line, será feita uma campanha publicitária, demonstrando as vantagens do novo serviço, que será gratuito para estudantes e professores. A atração de anunciantes no mercado local terá como principal argumento a possibilidade de se alcançar um grande mercado potencial para suas atividades, como descrito anteriormente. O real tamanho da demanda será mensurado através de uma pesquisa de mercado. Os atuais valores considerados para os anunciantes foram estimados a partir dos preços pagos atualmente em divulgação de eventos. O suporte ao cliente será prestado via e-mail, disponibilizado no site do serviço na internet, aos anunciantes também será dada a oportunidade de contato telefônico direto com a equipe responsável pelo site, para sanar quaisquer dúvidas em relação ao serviço e notificar possíveis problemas ocorridos. A prevenção de falhas terá como ferramenta a realização de testes periódicos por parte dos responsáveis e também a verificação da estabilidade do servidor. Em caso de necessidade de parada para manutenção, a comunicação aos usuários será feita com uma antecedência de 24 horas, salvo em caso de falhas urgentes. A seguir serão apresentadas as considerações feitas bem como os dados gerais usados para o cálculo dos indicadores financeiros. Esta análise considerou os gastos realizados desde a instalação da empresa até a fase operacional. A mão-de-obra bem como o desenvolvimento (gastos com P&D) do produto não tiveram seus gastos lançados uma vez que a própria equipe é quem desenvolve e administra a atividade. A peculiaridade do serviço, trata-se da disponibilizarão de um serviço on-line, permite que o nível de investimentos feitos sejam baixos. Além dos custos de produção acima, foram tomados como saídas no fluxo de caixa os investimentos fixos necessários para o estabelecimento da empresa, no caso: um computador, uma impressora e uma cadeira giratória; no valor de R$1800,00. A receita total estimada foi obtida multiplicando-se os espaços publicitários disponíveis, 10, pelo valor de comercialização de cada um, R$30,00 por mês; obtendo-se uma receita de R$300,00 por mês. Todos os valores obtidos para receitas e despesas podem ser resumidos no fluxo de caixa, uma ferramenta importante para a tomada de decisões, pois permite fazer um balanço entre os fluxos da empresa. Para o horizonte de 5 anos, o fluxo de caixa ficou da seguinte forma: TABELA 03 - Fluxo de caixa Descrição ANO 0 ANO 1 ANO 2 ANO 3 ANO 4 ANO 5 Investimento Inicial R$ 1.080,00 Receita Operacional R$ 3.600,00 R$ 3.600,00 R$ 3.600,00 R$ 3.600,00 R$ 3.600,00 Custo Operacional R$ 2.997,60 R$ 2.997,60 R$ 2.997,60 R$ 2.997,60 R$ 2.997,60 Fluxo Líquido (R$ 1.080,00) R$ 602,40 R$ 602,40 R$ 602,40 R$ 602,40 R$ 602,40 Fluxo Acumulado (R$ 1.080,00) (R$ 477,60) R$ 124,80 R$ 727,20 R$ 1.329,60 R$ 1.932,00 O fluxo de caixa pronto permite calcular alguns indicadores financeiros importantes, tais como o tempo de recuperação de capital, que é o tempo gasto para o investidor recuperar 8
  • 9. o que foi investido inicialmente; o Valor Presente Líquido (VPL), que representa a diferença entre saídas e entradas de caixa no tempo presente, a partir de uma Taxa Média de Atratividade (TMA) e também a Taxa Interna de Retorno (TIR), que é o valor que torna nulo o VPL. A Taxa Média de Atratividade (TMA) a ser considerada para o empreendimento é de 10% ao ano. Esta taxa representa um nível próximo ao valor pago pelos títulos do governo federal do Brasil, que são remunerados à taxa SELIC. Os valores retornados foram de 29% para a TIR; R$1.203,57 para o VPL e um tempo de recuperação de capital de 1 ano e 3 meses, sendo todos eles favoráveis. Apesar dos indicativos financeiros favoráveis, apresenta-se um fluxo muito baixo, o que levou à conclusão da não viabilidade de ter apenas como fonte de renda os patrocínios. Portanto a criação de um outro meio para arrecadação de fundos foi pensado e fica proposto para projetos futuros a modificação do sistema, sendo necessário agora, que os professores e oferecedores de cursos e aulas paguem pelo cadastro, surgindo assim mais uma fonte de renda para o site. 4. Conclusão Todas as metodologias para o processo de desenvolvimento de produtos apresentam algumas similaridades, entretanto cada uma apresenta características próprias mais adequadas a determinados graus de sofisticação do processo ou a determinadas filosofias de trabalho das organizações. A aplicação prática da metodologia aprendida na disciplina Projeto de Produto foi bastante eficiente na elaboração do produto proposto, um site, envolvendo baixa complexidade tecnológica. As diversas etapas permitiram sistematizar o processo de desenvolvimento tornando o tempo de elaboração do site menor e criando um serviço de acordo com as expectativas da equipe responsável. Também foi realizado um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, que constatou a possibilidade de sucesso do empreendimento, caso seja realmente implantado. Referências BAXTER, M. - Projeto de Produto: Guia prático para o desenvolvimento de novos produtos. 2ª edição. São Paulo/SP: Editora Edgar Blücher Ltda, 2003. BUARQUE, C. - Avaliação econômica de projetos: uma apresentação didática. Rio de Janeiro/RJ: Editora Elsevier, 1994. FARIA, A. F - Roteiros para as aulas de laboratório da disciplina projeto de produto. Universidade Federal de Viçosa – UFV, Viçosa, 2008. GALESNE, A.; FENSTERSEIFER, J. E.; LAMB, R. - Decisões de Investimento da Empresa. São Paulo: Atlas, 1999. MENEZES, L.C.M. - Gestão de Projetos. 2ª edição. São Paulo/SP: Editora Atlas SA, 2007. LAPPONI, J. C. - Avaliação de Projetos de Investimento: Modelos em Excel. São Paulo: Lapponi Treinamento e Editora Ltda, 1996. ROZENFELD, H. et al. - Gestão de Desenvolvimento de Produtos. São Paulo/SP: Editora Saraiva, 2006. ULRICH, K.T. & EPPINGER, S.D. - Product design and development. United States: McGraw-Hill Inc, 2003. YAGI, B. S. - Estudo da interface e aplicação dos materiais miméticos ao design de produto e segurança do trabalho.Universidade Estadual Paulista – UNESP, Bauru, 2006. 9