Ginastica E Diabetes

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Slides para a apresentação do seminário sobre Diabetes e ginástica da matéria Metodologia da Ginástica - UnB

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Ginastica E Diabetes

  1. 1. Universidade de Brasília – UnB Faculdade de Educação Física – FEF Curso de Graduação em Educação Física Disciplina: Metodologia da Ginástica Prof.: Cláudia Goulart GINÁSTICA E DIABETES Alvaro Peres, Amanda Melo, Guilherme Caetano, Murillo Neumann, Ricardo Betat e Tatiane Boaretto.
  2. 2. DIABETES MELLITUS <ul><li>“ O diabetes surge como uma disfunção metabólica, originada pelo comprometimento na produção e/ou utilização do hormônio insulina.” </li></ul><ul><li>(Cancelliére, 1999)‏ </li></ul><ul><li>“ Síndrome de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina em exercer adequadamente seus efeitos, caracterizando-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios.” </li></ul><ul><li>(Ministério da Saúde, 2002)‏ </li></ul>
  3. 3. DIABETES MELLITUS <ul><li>Tipo 1: Doença auto-imune ou idiopática que leva a uma redução gradual da síntese de insulina até a falência completa da célula beta. </li></ul><ul><li>Origem: Predisposição genética bem como alguns fatores ambientais atuando concomitantemente. Motivos que sensibilizam uma resposta auto-imune são vírus e infecções. </li></ul>
  4. 4. DIABETES MELLITUS TIPO 1 <ul><li>Sintomas: Aumento do volume e urgência urinária, sede excessiva, visão turva, cansaço ou fadiga, fome excessiva, entre outros e os sinais clínicos clássicos de glicose na urina, hiperglicemia, etc. </li></ul><ul><li>Controle: Administração de insulina exógena, dieta balanceada e atividade física regular. </li></ul>
  5. 5. DIABETES MELLITUS <ul><li>Tipo 2: Insulino-resistência associada a defeitos na secreção de insulina. </li></ul><ul><li>Origem: Geralmente está vinculada a quadros de obesidade e sedentarismo, principalmente acima dos 40 anos, sendo muito evidente a influência da carga genética, estresse emocional, gestação, uso de drogas e medicamentos de maneira irresponsável. </li></ul>
  6. 6. DIABETES MELLITUS TIPO 2 <ul><li>Sintomas: Aumento do volume e urgência urinária, sede excessiva, visão turva, cansaço ou fadiga, fome excessiva, entre outros e os sinais clínicos clássicos de glicose na urina, hiperglicemia, etc. </li></ul><ul><li>Controle: Dieta adequada; Atividade física regular; Uso de medicamentos. </li></ul>
  7. 7. HIPERGLICEMIA <ul><li>Quando mantida constantemente afeta principalmente os tecidos que não necessitam insulina para captação da glicose, causando: </li></ul><ul><li>Microvasculopatias(vasos sangüíneos); </li></ul><ul><li>Neuropatias(neurônios); </li></ul><ul><li>Retinopatia(retina); </li></ul><ul><li>Nefropatia(néfrons); </li></ul><ul><li>Pele ressecada e pé diabético(pele e tecido conjuntivo). </li></ul>
  8. 8. FISIOPATOLOGIA DO DIABETES <ul><li>PÂNCREAS - Produz dois hormônios importantes na homeostase glicêmica: </li></ul><ul><li>INSULINA: Produzida pelas células beta das Ilhotas de Langerhans. </li></ul><ul><li>GLUCAGON: Produzido pelas células Alfa das ilhotas de Langerhans e possui ação contrária à insulina. </li></ul>
  9. 9. FISIOPATOLOGIA DO DIABETES <ul><li>Apesar do organismo usar as gorduras para produção de energia (ácidos graxos livres e glicerol), algumas conseqüências indesejáveis acontecem em função da elevação da glicemia e da metabolização das gorduras: </li></ul><ul><li>1. Aumento do volume urinário; </li></ul><ul><li>2. Desidratação celular; </li></ul><ul><li>3. Polidpsia; </li></ul><ul><li>4. Aumento dos lipídios circundantes(formação de corpos cetônicos); </li></ul><ul><li>5. Polifagia. </li></ul>
  10. 10. FISIOPATOLOGIA DO DIABETES <ul><li>Agravantes: </li></ul><ul><li>Metabolismo das proteínas; </li></ul><ul><li>Prática de exercícios físicos inadequados; </li></ul><ul><li>Medicamentos usados indevidamente; </li></ul><ul><li>Estresse, etc. </li></ul>
  11. 11. METABOLISMO DAS GORDURAS PELA AUSÊNCIA DE INSULINA INSL SÍNTESE DAS GORDURAS LÍPIDIOS CIRCUNDANTES CATABOLISMO DAS GORDURAS PERDA DE PESO CETOSE CETOÁCIDOS CENONÚRIA GLICONEOGÊNESE ENERGIA FOME FADIGA OU CANSAÇO diminuição aumento
  12. 12. METABOLISMO DAS CARBOIDRATOS PELA AUSÊNCIA DE INSULINA INSL CETOSE CETOÁCIDOS CENONÚRIA GLICOSE INTRACELULAR diminuição aumento GLICOSE EXTRACELULAR ÍONS H VOLUME URINÁRIO COM GLICOSÚRIA ÁGUA SEDE HORMÔNIOS HIPERGLICEMIANTES CONCENTRAÇÃO OSMÓTICA NO SANGUE DESIDRATAÇÃO CELULAR GLICOGENÓLISE HEPÁTICA GLICONEOGÊNESE
  13. 13. METABOLISMO DAS PROTEÍNAS PELA AUSÊNCIA DE INSULINA INSL SÍNTESE PROTÉICA PROTEINÚRIA PROTEÓLISE PERDA DE MASSA MUSCULAR diminuição aumento
  14. 14. FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO NO DIABÉTICO <ul><li>Sistemas de produção de energia: </li></ul><ul><li>Sistema anaeróbio alático (ATP-CP)- não utiliza a glicose; </li></ul><ul><li>Sistema anaeróbio lático (glicólise anaeróbia)- utiliza pouca glicose do sangue; </li></ul><ul><li>Sistema aeróbio (oxidativo)- proporciona grande utilização de glicose sanguínea e de gordura. </li></ul>
  15. 15. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>Aumento da Ação da Insulina: </li></ul><ul><li>O mecanismo que rege a produção de insulina não tem relação com o mecanismo que rege sua ação. Além disso, a insulina exógena e/ou os hipoglicemiantes orais têm sua ação aumentada pelo aumento do metabolismo, razão pela qual se recomenda, sob orientação médica, e somente nessa condição, diminuir a medicação no dia que o diabético realizar alguma atividade física. </li></ul><ul><li>Este mecanismo também pode ser responsável por hipoglicemias induzidas pelo exercício. </li></ul>
  16. 16. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>2. Aumento da captação da glicose pelo músculo: </li></ul><ul><li>- Existem três mecanismos responsáveis pela elevação da utilização e captação da glicose pelas células musculares, as quais consomem grande quantidade de glicose durante o exercício: o aumento da ação da insulina, causada pelo aumento do metabolismo, a atuação específica do exercício nos glicotransportadores GLUT 4 e o conseqüente aumento da sensibilidade à insulina. </li></ul>
  17. 17. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO 3. Aumento e preservação da massa muscular: - A prática de atividades física, em especial o exercício resistido, esta ligado ao aumento da síntese protéica no organismo no período de recuperação, que com uma dieta adequada promove ganho de massa. Esse aumento de tecido captador de glicose, mesmo em repouso auxilia no controle da glicemia.
  18. 18. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO 4. Captação da glicose no período pós-exercícios: - Este fenômeno é responsável por hipoglicemias em até 48 horas após o término da atividade física, sendo explicado pela reposição de glicogênio pelas células e pelo gasto energético causado pela recuperação do organismo, ajudando no controle da glicêmia e composição corporal.
  19. 19. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>5. Diminuição da taxa de glicose sangüínea </li></ul><ul><li>Este é um dos efeitos mais significativos da atividade física no DIABETES. A glicose é fonte predominante de energia nos primeiros 30 minutos de exercício. Assim, a atividade física tem função parecida com a insulina no tocante a elevação da utilização de glicose pela célula. </li></ul>
  20. 20. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO 6. Aumento da sensibilidade celular à insulina: - Com comprovada atuação nos glicotransportadores, a atividade física eleva a sensibilidade celular à insulina, tornando-a mais eficiente. Este efeito possui duração limitada de dois a três dias. Por isso, prescreve-se rotinas de, no mínimo, três dias intercalados por semana.
  21. 21. BENEFÍCIOS DA ATIVADE FISICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>7- Melhora no perfil lipídico : </li></ul><ul><li>Diminui os triglicerídeos; </li></ul><ul><li>Aumenta a concentração de HDL; </li></ul><ul><li>Diminui levemente a concentração de LDL. </li></ul><ul><li>Essa conseqüente melhora no perfil lipídico traz ao praticante um menor stress no sistema cardiovascular, prevenindo futuras patologias associadas ao auto perfil lipídico (principalmente o LDL, que se deposita nas artérias) como pressão alta, infarto, derrame e etc. </li></ul>
  22. 22. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>8. Controle da composição corporal: </li></ul><ul><li>O aumento de massa gorda esta associado a redução no número de receptores de insulina, a redução da sensibilidade à insulina, ou até mesmo as duas coisas (Guedes, 1998). </li></ul>
  23. 23. BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>9. Benefícios a médio e longo prazo: </li></ul><ul><li>Incremento das funções cardio-respiratórias; </li></ul><ul><li>Incremento da força e da resistência; </li></ul><ul><li>Redução dos fatores de risco de doenças coronareanas; </li></ul><ul><li>Decréscimo da ansiedade e da depressão; </li></ul><ul><li>Promove uma sensação de bem-estar e melhora a qualidade de vida. </li></ul>
  24. 24. RISCOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>O exercício aumenta a velocidade que a glicose deixa o sangue. </li></ul><ul><li>Dessa maneira o exercício tem sido visto como uma parte útil do tratamento para manter o controle da glicemia no diabético. </li></ul><ul><li>Esse efeito benéfico do exercício depende do fato de o diabético estar ou não “controlado” antes do inicio da atividade física. </li></ul>
  25. 25. RISCOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>Controle significa que a glicemia encontra-se perto do normal ( > 70 e < 100 ). A falta de insulina causa cetose, uma acidose metabólica resultante do acúmulo de muitos corpos cetônicos (ácidos graxos de cadeia curta). </li></ul><ul><li>O diabético tipo l que se encontra controlado apresenta uma diminuição da glicemia rumo aos valores normais durante o exercício. Por outro lado os diabéticos tipo l que não usam insulina suficiente apresentam aumento da glicemia. </li></ul>
  26. 26. RISCOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O DIABÉTICO <ul><li>Se um diabético que utiliza insulina, começar o exercício com excesso de insulina a velocidade com que a glicose plasmática será utilizada pelos músculos irá acelerar enquanto a liberação de glicose pelo fígado será diminuída. Isso levará a uma hipoglicemia, que se não for restaurada poderá evoluir para coma e óbito. </li></ul>
  27. 27. CUIDADO ESPECIAL COM A HIPERGLICEMIA E HIPOGLICEMIA Sintomas agudos da hipoglicemia: Tremores, suor excessivo, palidez, palpitação, irritabilidade, dor de cabeça, tontura, cansaço, confusão e fome. Se o nível de glicose no sangue cair a valores muito baixos, a pessoa pode perder a consciência ou sofrer um ataque. Sintomas agudos da hiperglicemia: Cansaço, visão borrada, vômitos, vermelhidão facial, dor abdominal, pele seca, inquietude, pulso rápido, respiração profunda, podendo apresentar pressão baixa, hálito de maçã e progredir para o coma.
  28. 28. MUSCULAÇÃO <ul><li>Segundo Santarém (2000) a musculação atua no aspecto terapêutico da diabetes, pois a medida em que provoca um aumento da massa muscular, gera também um aumento na quantidade de tecido captador de glicose, que mesmo em repouso, auxilia no controle da glicemia. </li></ul><ul><li>A musculação realizada com cargas leves, em um total de treinamento que fique entre 20 e 60min. de duração por sessão, é a mais recomendada para a melhoria da qualidade de vida dos diabéticos. </li></ul>
  29. 29. OUTRAS ATIVIDADES <ul><li>CAMINHADA </li></ul><ul><li>COOPER </li></ul><ul><li>NATAÇÃO </li></ul><ul><li>GINÁSTICA </li></ul><ul><li>- Como dito antes, qualquer atividade física gera melhorias, o importante e conhecer o nível de aptidão e comprometimento do avaliado para prescrever uma atividade segura e eficiente. </li></ul>
  30. 30. Considerações Finais <ul><li>Importância do assunto: </li></ul><ul><li>“ A vida não precisa ser amarga só porque o diabético é doce.” </li></ul>
  31. 31. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS <ul><li>DULLIUS, Jane. Diabetes mellitus: saúde, educação, atividades físicas, 1. ed. Brasília: editora, Universidade de Brasília, Finatec, 2007. </li></ul><ul><li>CANCELLIÉRI, Claudio. Diabetes e atividade física, Jundiaí, Fontoura, 1999 </li></ul><ul><li>CREPAUDI, Sandro; SAVALL, Paulo Javier; FIAMONCINI, Rafaela Liberal . Diabetes mellitus e exercício físico , Revista Digital Edfdeportes.com , Buenos Aires, v. 10, n.88, set. 2005, disponível <http://www.edfdeportes.com/>, acesso em 25 de outubro de 2008. </li></ul><ul><li>GUYTON & HALL Tratado de Fisiologia Médica, 11. ed. Rio de Janeiro : editora, Elsevier, 2006. </li></ul><ul><li>POLLOCK, M. L. e WILMORE, J. H. Exercícios na Saúde e na Doença. Rio de Janeiro: Ed. Medsi, 1993. </li></ul><ul><li>SANTARÉM, José Maria. Atualização em exercícios resistidos: exercícios com pesos e qualidade de vida . [on line] Disponível na Internet. URL: http:// www.saudetotal.com/saude/musvida/pesos.htm </li></ul><ul><li>SANTARÉM, José Maria. Hipertrofia muscular: aptidão física, saúde e qualidade de vida . [on line] Disponível na Internet. URL: http:// www.saudetotal.com/saude/musvida/hptrofiq.htm </li></ul>

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