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Professora Ana Pereira
Introdução…………………………………………………………………………………….…………diapositivo 3 Desenvolvimento: Estado económico e social de Portugal no século XIV (peste negra)…………………………………………………………………………………………………..……diapositivos 4, 5 O Tratado de Salvaterra……………………………………………………………………diapositivos 6, 7 O problema da sucessão…………………………………………………..……………..…diapositivos 8, 9  As movimentações populares……………………………………………………….……diapositivos 10, 11 Os grupos em confronto…………………………………………………………….………diapositivo 12 A invasão castelhana…………………………………………………….……..……………..diapositivo 13 A Batalha dos Atoleiros ……………………………………………..…………………… diapositivo 14 O cerco de Lisboa ………………………………………………………..…………………… diapositivo 15 A Batalha de Aljubarrota…………………………………………….………………….. diapositivo 16 As cortes de Coimbra …………………………………………………….………………… diapositivo 17 O Mosteiro da Batalha ………………………………………………………………..…… diapositivo 18 A consolidação da independência (a “nova geração de gentes”)…diapositivo 19 A paz com Castela ………………………………………………………………………………diapositivo 20 Cronologia………………………………………………………………………………………………diapositivo 21  Conclusão…………………………………………………………………………………………………diapositivo 22 Anexos……………………………………………………………………………………………….……diapositivo 23 Bibliografia…………………………………………………………………………………………….diapositivo 24
A  Crise de 1383-1385  foi um período de guerra civil e  anarquia  da  História de Portugal , também conhecido como  Interregno , uma vez que não existia rei no poder. A crise começou com a morte do rei  Fernando de Portugal   sem herdeiros masculinos. Apesar de as Cortes de Coimbra terem escolhido, em  1385 , um novo rei,  João, Grão-Mestre de Avis , o rei D.  João I de Castela   não desistiu de seus direitos e invadiu Portugal. O exército castelhano era muito mais numeroso mas, mesmo assim, foi derrotado na  batalha   de Aljubarrota . Os exércitos portugueses foram comandados, mais uma vez, por  D. Nuno Álvares Pereira , nomeado por D. João I,  Condestável do Reino .
Crise Económica Crise Política Maus anos agrícolas Fomes e doenças Guerras com Castela Morte de D.Fernando provocou uma crise de sucessão
Durante a segunda metade do século XIV, a população portuguesa viveu tempos difíceis. A instabilidade do clima, com grandes períodos de chuvas, originou maus anos agrícolas que causaram falta de cereais, fomes e a morte de muita gente. A falta de higiene, principalmente nas cidades, provocava graves doenças contagiosas –  epidemias e pestes . A maior destas calamidades foi a Peste Negra, que chegou a Portugal em 1348  e, em menos de três meses, matou cerca de um terço da população.
O  Tratado de Salvaterra de Magos  foi um acordo celebrado em  1383  entre as coroas de  Portugal  e de  Castela  para fechar um acordo de sucessão nos dois reinos. O  rei  D. Fernando, não queria que os reinos de Portugal e Castela ficassem juntos, por isso assinou o chamado Tratado de Salvaterra. Neste tratado D. Fernando queria, que sua filha D. Beatriz e D. João I de Castela se casassem. Quando D. Fernando morresse, iria ficar sua mulher, D. Leonor Teles, rainha de Portugal até que o filho de D. Beatriz e D. João I de Castela atingisse os 14 anos. Quando esse filho atingisse os 14 anos seria o futuro rei de  Portugal .
Condições do casamento de D. Beatriz com D. João I, rei de Castela que garantiam a independência: Que os reinos de Portugal e Castela nunca se unissem Que o filho de D. Beatriz seria o futuro rei de Portugal (o futuro rei de Castela seria o filho mais velho de D. João) Que até aos 14 anos do filho de D. Beatriz, o reino seria regido por D. Leonor.
Crise de sucessão ao trono:  Descendentes de D. Pedro I.
O reinado de D. Fernando foi um período de dificuldades e de agitação popular. A grave crise económica foi agravada pelas guerras com Castela. D. Fernando morreu em Outubro de 1383, deixando como herdeira do trono a sua filha única, D. Beatriz, casada havia pouco tempo com o rei de Castela, o que punha em risco a independência de Portugal, já que este pretendia o trono Português. Segundo o estabelecido, a rainha viúva, D. Leonor Teles, ficava como regente até que um filho de D. Beatriz atingisse a maturidade.
Quando D. Fernando morreu, D. Leonor Teles, por influência do seu conselheiro galego, o conde João Fernandes Andeiro, mandou aclamar D. Beatriz rainha de Portugal. A maior parte da Nobreza e do Clero aceitou D. Beatriz como rainha, mas o Povo, a Burguesia e um pequeno número de elementos da Nobreza, temendo pela independência do reino, não aceitaram esta solução e revoltaram-se.
Com a finalidade de afastar D. Leonor Teles da governação, organizou-se uma conspiração em Lisboa para matar o Conde Andeiro, conselheiro da rainha regente e defensor dos interesses do rei de Castela. Chefiou esta conspiração Álvaro Pais, respeitável dirigente da Burguesia. Para executar este plano, foi escolhido D. João, Mestre de Avis. A 6 de Dezembro de 1383, o Mestre de Avis entrou no paço da rainha e, com um grupo de homens armados, matou o Conde Andeiro. Esta revolta rapidamente se espalhou por todo país.  Entretanto, em Lisboa, o Mestre de Avis era aclamado Regedor e Defensor do Reino, enquanto D. Leonor escrevia ao rei de Castela a pedir-lhe que invadisse Portugal.
D. Leonor era apoiada pelo clero e pela nobreza Mestre de Avis era apoiado pelo povo e por parte da burguesia, do clero e da nobreza
No início de 1384, a pedido de D. Leonor Teles, o rei de Castela invadiu Portugal, para defender o direito ao trono de sua mulher, D. Beatriz. Cercou a cidade com uma bem equipada frota e um numeroso exército, mas os habitantes resistiram. Por fim uma epidemia de peste que se declarou entre as tropas sitiantes obrigou o rei de Castela a levantar, inesperadamente o cerco, em Setembro de 1384. Entretanto, um jovem nobre, Nuno Alvares Pereira, à frente de um exército improvisado, tinha conseguido sair vitorioso contra ao castelhanos, em Abril de 1384, na Batalha dos Atoleiros. Esta vitória aumentou a confiança dos Portugueses sobre a possibilidade de resistirem ao poderoso exército castelhano.
A  Batalha dos Atoleiros  ocorreu a  6 de Abril   de  1384 , no actual município português de  Fronteira   distrito de Portalegre , a cerca de 60Km da fronteira com  Castela , entre as forças portuguesas, comandadas por  Nuno Álvares Pereira , e uma expedição punitiva castelhana, enviada por  João I de Castela , junto da povoação do mesmo nome no  Alentejo .  As tropas castelhanas, que depois de desorganizadas foram tomadas pelo pânico e começaram a fugir em todas as direcções, sendo perseguidas ao longo de todo o resto do dia pelas forças de D. Nuno Alvares Pereira, que lhes deu caça até à distância de cerca de sete quilómetros do local da batalha. A batalha dos Atoleiros, constituiu na  Península Ibérica   a primeira e efectiva utilização das novas técnicas de defesa de forças de infantaria em inferioridade numérica perante uma cavalaria pesada muito superior. A mais conhecida destas será conhecida como a técnica do quadrado.
Em Maio de 1384, o rei de Castela chegou a Lisboa com o seu exército e pôs-lhe cerco por terra e por mar. Entretanto o Mestre de Avis terminava os preparativos para um longo cerco. Encheu os depósitos de alimentos, e pôs vigia dia e noite. Foi o aparecimento da peste, que ao fim de quatro meses, obrigou os exércitos castelhanos a levantar o cerco à  cidade de Lisboa.
A 14 de Agosto de 1385, travava-se a batalha de Aljubarrota, entre portugueses e castelhanos.  A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385, entre tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano de D. Juan I de Castela. A batalha deu-se no campo de S. Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça no centro de Portugal. O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos e o fim da crise de 1383-1385, e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. A paz com Castela só veio a estabelecer-se em 1411.
Em 6 de Abril de 1385, reúnem-se as Cortes de Coimbra. A principal questão a resolver era a de quem, entre os vários candidatos, tinha direito ao trono. O Mestre de Avis contará , para a defesa dos seus direitos, com a hábil argumentação do Doutor João das Regras . Apesar da oposição da maioria dos representantes da nobreza, o Mestre de Avis foi aclamado rei de Portugal, com o nome de D. João I. Como  D. João I  não era o sucessor directo do rei anterior, iniciou-se com ele a 2.ª dinastia – a  dinastia de Avis .
O Convento de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro da Batalha) situa-se na Batalha, e foi mandado edificar por D. João I como agradecimento do auxílio divino e celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota.
Bandeira real de D. João I  A consolidação da independência Após a vitória de Aljubarrota, D. João I, para se afirmar como rei e consolidar a independência de Portugal , tomou várias medidas.  Começou por retirar privilégios e terras aos nobres e clérigos que tinham apoiado D. Beatriz e o rei de Castela. Em contrapartida, como recompensa pelo apoio prestado, deu a alguns burgueses terras e títulos de nobreza –  “ nova nobreza ”.  Permitiu também que elementos da burguesia tivessem cargos importantes no Conselho do Rei e nas Cortes. Deste modo, o rei soube rodear-se de hábeis e experientes conselheiros que, como ele, estavam interessados na independência e no desenvolvimento do Reino.
Casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre Apesar das vitórias conseguidas D. João I procura prevenir-se contra novos ataques castelhanos e garantir ajuda, caso fosse necessário. Em 9 de Maio de 1386, faz um “tratado de amizade” com Inglaterra, no qual os dois países prometiam ajudar-se mutuamente. Esta aliança foi reforçada pelo casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre, em 1387. Apesar dos períodos de tréguas, o rei de Castela não desistia de ser rei de Portugal. Só em 31 de Outubro de 1411, é que o problema foi definitivamente resolvido com um tratado de paz entre Castela e Portugal.
1383 – Casamento de D. Beatriz, de 11 anos de idade, com o rei de Castela. - Morte de D. Fernando - Revoltas populares em Lisboa e noutras localidades contra a aclamação  de D. Beatriz como rainha de Portugal. - O Mestre de Avis foi escolhido para Regedor e Defensor do Reino.  1384 – O exército castelhano cercou Lisboa. - Batalha dos Atoleiros. - Fim do cerco de Lisboa devido à epidemia de peste. 1385 – Nas Cortes de Coimbra, o Mestre de Avis foi aclamado rei. - Os Castelhanos foram derrotados nas batalhas de Aljubarrota, Trancoso e Valverde.
De todo este movimento revolucionário ocorrido entre 1383 e 1385, bem como da guerra travada com Castela, ressalta o apego à independência de uma grande parte da população portuguesa, ao mesmo tempo que grandes alterações se dão no seu tecido social. De uma maneira muito linear, podemos dizer que a revolução põe frente a frente a nobreza latifundiária e toda a população do país, encabeçada pela média burguesia. A alta burguesia teria começado por alinhar com o partido de Leonor Teles e de sua filha D. Beatriz, para, numa fase posterior, se passar para o lado de D. João, Mestre de Avis. Quanto aos estratos mais baixos da nobreza, estiveram desde o início com o Mestre. As camadas inferiores da população, ansiando por melhores condições de vida, aderiram desde logo à revolução, cometendo muitas das vezes alguns excessos. Podemos dizer que a revolução portuguesa de  1383, salvo variantes pontuais, é semelhante às revoluções europeias de finais do século XIV, onde transparecem como elementos dominantes os factores de natureza económica e social.
O aluno  Bruno Mateus  não compareceu na biblioteca municipal mas compareceu na escola.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_1383%E2%80%941385_em_Portugal http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Salvaterra http://www.trasosmontes.com/forum/viewtopic.php?p=4107&sid=deea486c82ba15bb1c7f453c7609eac5 http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_dos_Atoleiros Rodrigues, Carlos; Teixeira, Maria Eliana; Rodrigues Maria da Glória (1982)  7º Ano História : Edições Contraponto Diniz, Maria Emília; Tavares, Adérito; Caldeira, Arlindo(2003)  História 7  :Editorial O Livro Costa, Fátima; Marques, António (2007)  História e Geografia de Portugal   5º ano:  Porto Editora

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A Crise De 1383 1385 1

  • 2. Introdução…………………………………………………………………………………….…………diapositivo 3 Desenvolvimento: Estado económico e social de Portugal no século XIV (peste negra)…………………………………………………………………………………………………..……diapositivos 4, 5 O Tratado de Salvaterra……………………………………………………………………diapositivos 6, 7 O problema da sucessão…………………………………………………..……………..…diapositivos 8, 9 As movimentações populares……………………………………………………….……diapositivos 10, 11 Os grupos em confronto…………………………………………………………….………diapositivo 12 A invasão castelhana…………………………………………………….……..……………..diapositivo 13 A Batalha dos Atoleiros ……………………………………………..…………………… diapositivo 14 O cerco de Lisboa ………………………………………………………..…………………… diapositivo 15 A Batalha de Aljubarrota…………………………………………….………………….. diapositivo 16 As cortes de Coimbra …………………………………………………….………………… diapositivo 17 O Mosteiro da Batalha ………………………………………………………………..…… diapositivo 18 A consolidação da independência (a “nova geração de gentes”)…diapositivo 19 A paz com Castela ………………………………………………………………………………diapositivo 20 Cronologia………………………………………………………………………………………………diapositivo 21 Conclusão…………………………………………………………………………………………………diapositivo 22 Anexos……………………………………………………………………………………………….……diapositivo 23 Bibliografia…………………………………………………………………………………………….diapositivo 24
  • 3. A Crise de 1383-1385 foi um período de guerra civil e anarquia da História de Portugal , também conhecido como Interregno , uma vez que não existia rei no poder. A crise começou com a morte do rei Fernando de Portugal sem herdeiros masculinos. Apesar de as Cortes de Coimbra terem escolhido, em 1385 , um novo rei, João, Grão-Mestre de Avis , o rei D. João I de Castela não desistiu de seus direitos e invadiu Portugal. O exército castelhano era muito mais numeroso mas, mesmo assim, foi derrotado na batalha de Aljubarrota . Os exércitos portugueses foram comandados, mais uma vez, por D. Nuno Álvares Pereira , nomeado por D. João I, Condestável do Reino .
  • 4. Crise Económica Crise Política Maus anos agrícolas Fomes e doenças Guerras com Castela Morte de D.Fernando provocou uma crise de sucessão
  • 5. Durante a segunda metade do século XIV, a população portuguesa viveu tempos difíceis. A instabilidade do clima, com grandes períodos de chuvas, originou maus anos agrícolas que causaram falta de cereais, fomes e a morte de muita gente. A falta de higiene, principalmente nas cidades, provocava graves doenças contagiosas – epidemias e pestes . A maior destas calamidades foi a Peste Negra, que chegou a Portugal em 1348 e, em menos de três meses, matou cerca de um terço da população.
  • 6. O Tratado de Salvaterra de Magos foi um acordo celebrado em 1383 entre as coroas de Portugal e de Castela para fechar um acordo de sucessão nos dois reinos. O rei D. Fernando, não queria que os reinos de Portugal e Castela ficassem juntos, por isso assinou o chamado Tratado de Salvaterra. Neste tratado D. Fernando queria, que sua filha D. Beatriz e D. João I de Castela se casassem. Quando D. Fernando morresse, iria ficar sua mulher, D. Leonor Teles, rainha de Portugal até que o filho de D. Beatriz e D. João I de Castela atingisse os 14 anos. Quando esse filho atingisse os 14 anos seria o futuro rei de Portugal .
  • 7. Condições do casamento de D. Beatriz com D. João I, rei de Castela que garantiam a independência: Que os reinos de Portugal e Castela nunca se unissem Que o filho de D. Beatriz seria o futuro rei de Portugal (o futuro rei de Castela seria o filho mais velho de D. João) Que até aos 14 anos do filho de D. Beatriz, o reino seria regido por D. Leonor.
  • 8. Crise de sucessão ao trono: Descendentes de D. Pedro I.
  • 9. O reinado de D. Fernando foi um período de dificuldades e de agitação popular. A grave crise económica foi agravada pelas guerras com Castela. D. Fernando morreu em Outubro de 1383, deixando como herdeira do trono a sua filha única, D. Beatriz, casada havia pouco tempo com o rei de Castela, o que punha em risco a independência de Portugal, já que este pretendia o trono Português. Segundo o estabelecido, a rainha viúva, D. Leonor Teles, ficava como regente até que um filho de D. Beatriz atingisse a maturidade.
  • 10. Quando D. Fernando morreu, D. Leonor Teles, por influência do seu conselheiro galego, o conde João Fernandes Andeiro, mandou aclamar D. Beatriz rainha de Portugal. A maior parte da Nobreza e do Clero aceitou D. Beatriz como rainha, mas o Povo, a Burguesia e um pequeno número de elementos da Nobreza, temendo pela independência do reino, não aceitaram esta solução e revoltaram-se.
  • 11. Com a finalidade de afastar D. Leonor Teles da governação, organizou-se uma conspiração em Lisboa para matar o Conde Andeiro, conselheiro da rainha regente e defensor dos interesses do rei de Castela. Chefiou esta conspiração Álvaro Pais, respeitável dirigente da Burguesia. Para executar este plano, foi escolhido D. João, Mestre de Avis. A 6 de Dezembro de 1383, o Mestre de Avis entrou no paço da rainha e, com um grupo de homens armados, matou o Conde Andeiro. Esta revolta rapidamente se espalhou por todo país. Entretanto, em Lisboa, o Mestre de Avis era aclamado Regedor e Defensor do Reino, enquanto D. Leonor escrevia ao rei de Castela a pedir-lhe que invadisse Portugal.
  • 12. D. Leonor era apoiada pelo clero e pela nobreza Mestre de Avis era apoiado pelo povo e por parte da burguesia, do clero e da nobreza
  • 13. No início de 1384, a pedido de D. Leonor Teles, o rei de Castela invadiu Portugal, para defender o direito ao trono de sua mulher, D. Beatriz. Cercou a cidade com uma bem equipada frota e um numeroso exército, mas os habitantes resistiram. Por fim uma epidemia de peste que se declarou entre as tropas sitiantes obrigou o rei de Castela a levantar, inesperadamente o cerco, em Setembro de 1384. Entretanto, um jovem nobre, Nuno Alvares Pereira, à frente de um exército improvisado, tinha conseguido sair vitorioso contra ao castelhanos, em Abril de 1384, na Batalha dos Atoleiros. Esta vitória aumentou a confiança dos Portugueses sobre a possibilidade de resistirem ao poderoso exército castelhano.
  • 14. A Batalha dos Atoleiros ocorreu a 6 de Abril de 1384 , no actual município português de Fronteira distrito de Portalegre , a cerca de 60Km da fronteira com Castela , entre as forças portuguesas, comandadas por Nuno Álvares Pereira , e uma expedição punitiva castelhana, enviada por João I de Castela , junto da povoação do mesmo nome no Alentejo . As tropas castelhanas, que depois de desorganizadas foram tomadas pelo pânico e começaram a fugir em todas as direcções, sendo perseguidas ao longo de todo o resto do dia pelas forças de D. Nuno Alvares Pereira, que lhes deu caça até à distância de cerca de sete quilómetros do local da batalha. A batalha dos Atoleiros, constituiu na Península Ibérica a primeira e efectiva utilização das novas técnicas de defesa de forças de infantaria em inferioridade numérica perante uma cavalaria pesada muito superior. A mais conhecida destas será conhecida como a técnica do quadrado.
  • 15. Em Maio de 1384, o rei de Castela chegou a Lisboa com o seu exército e pôs-lhe cerco por terra e por mar. Entretanto o Mestre de Avis terminava os preparativos para um longo cerco. Encheu os depósitos de alimentos, e pôs vigia dia e noite. Foi o aparecimento da peste, que ao fim de quatro meses, obrigou os exércitos castelhanos a levantar o cerco à cidade de Lisboa.
  • 16. A 14 de Agosto de 1385, travava-se a batalha de Aljubarrota, entre portugueses e castelhanos. A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de Agosto de 1385, entre tropas portuguesas comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano de D. Juan I de Castela. A batalha deu-se no campo de S. Jorge, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre as localidades de Leiria e Alcobaça no centro de Portugal. O resultado foi uma derrota definitiva dos castelhanos e o fim da crise de 1383-1385, e a consolidação de D. João I como rei de Portugal, o primeiro da dinastia de Avis. A paz com Castela só veio a estabelecer-se em 1411.
  • 17. Em 6 de Abril de 1385, reúnem-se as Cortes de Coimbra. A principal questão a resolver era a de quem, entre os vários candidatos, tinha direito ao trono. O Mestre de Avis contará , para a defesa dos seus direitos, com a hábil argumentação do Doutor João das Regras . Apesar da oposição da maioria dos representantes da nobreza, o Mestre de Avis foi aclamado rei de Portugal, com o nome de D. João I. Como D. João I não era o sucessor directo do rei anterior, iniciou-se com ele a 2.ª dinastia – a dinastia de Avis .
  • 18. O Convento de Santa Maria da Vitória (mais conhecido como Mosteiro da Batalha) situa-se na Batalha, e foi mandado edificar por D. João I como agradecimento do auxílio divino e celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota.
  • 19. Bandeira real de D. João I A consolidação da independência Após a vitória de Aljubarrota, D. João I, para se afirmar como rei e consolidar a independência de Portugal , tomou várias medidas. Começou por retirar privilégios e terras aos nobres e clérigos que tinham apoiado D. Beatriz e o rei de Castela. Em contrapartida, como recompensa pelo apoio prestado, deu a alguns burgueses terras e títulos de nobreza – “ nova nobreza ”. Permitiu também que elementos da burguesia tivessem cargos importantes no Conselho do Rei e nas Cortes. Deste modo, o rei soube rodear-se de hábeis e experientes conselheiros que, como ele, estavam interessados na independência e no desenvolvimento do Reino.
  • 20. Casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre Apesar das vitórias conseguidas D. João I procura prevenir-se contra novos ataques castelhanos e garantir ajuda, caso fosse necessário. Em 9 de Maio de 1386, faz um “tratado de amizade” com Inglaterra, no qual os dois países prometiam ajudar-se mutuamente. Esta aliança foi reforçada pelo casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre, em 1387. Apesar dos períodos de tréguas, o rei de Castela não desistia de ser rei de Portugal. Só em 31 de Outubro de 1411, é que o problema foi definitivamente resolvido com um tratado de paz entre Castela e Portugal.
  • 21. 1383 – Casamento de D. Beatriz, de 11 anos de idade, com o rei de Castela. - Morte de D. Fernando - Revoltas populares em Lisboa e noutras localidades contra a aclamação de D. Beatriz como rainha de Portugal. - O Mestre de Avis foi escolhido para Regedor e Defensor do Reino. 1384 – O exército castelhano cercou Lisboa. - Batalha dos Atoleiros. - Fim do cerco de Lisboa devido à epidemia de peste. 1385 – Nas Cortes de Coimbra, o Mestre de Avis foi aclamado rei. - Os Castelhanos foram derrotados nas batalhas de Aljubarrota, Trancoso e Valverde.
  • 22. De todo este movimento revolucionário ocorrido entre 1383 e 1385, bem como da guerra travada com Castela, ressalta o apego à independência de uma grande parte da população portuguesa, ao mesmo tempo que grandes alterações se dão no seu tecido social. De uma maneira muito linear, podemos dizer que a revolução põe frente a frente a nobreza latifundiária e toda a população do país, encabeçada pela média burguesia. A alta burguesia teria começado por alinhar com o partido de Leonor Teles e de sua filha D. Beatriz, para, numa fase posterior, se passar para o lado de D. João, Mestre de Avis. Quanto aos estratos mais baixos da nobreza, estiveram desde o início com o Mestre. As camadas inferiores da população, ansiando por melhores condições de vida, aderiram desde logo à revolução, cometendo muitas das vezes alguns excessos. Podemos dizer que a revolução portuguesa de 1383, salvo variantes pontuais, é semelhante às revoluções europeias de finais do século XIV, onde transparecem como elementos dominantes os factores de natureza económica e social.
  • 23. O aluno Bruno Mateus não compareceu na biblioteca municipal mas compareceu na escola.
  • 24. http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_1383%E2%80%941385_em_Portugal http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Salvaterra http://www.trasosmontes.com/forum/viewtopic.php?p=4107&sid=deea486c82ba15bb1c7f453c7609eac5 http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_dos_Atoleiros Rodrigues, Carlos; Teixeira, Maria Eliana; Rodrigues Maria da Glória (1982) 7º Ano História : Edições Contraponto Diniz, Maria Emília; Tavares, Adérito; Caldeira, Arlindo(2003) História 7 :Editorial O Livro Costa, Fátima; Marques, António (2007) História e Geografia de Portugal 5º ano: Porto Editora