Conceito de trabalho: é um conjunto de atividades realizadas, é o esforço feito por indivíduos, com o objetivo de atingir uma
meta, este sempre presente na organização social humana. Principalmente, como a capacidade humana comercializada e
geradora de valores materiais socialmente reconhecidos em sua utilidade social – valor de troca.
Sofrem influências: sociais, políticas, econômicas, biológicas, psicológicas, etc., que determinam o tipo e a qualidade da
relação do Homem com o Trabalho, esta relação apresenta conflitos de interesses com efeitos nem sempre positivos para o
trabalhador.
Labor x trabalho: utilizados com o mesmo significado, Mas apresentam diferenças.
Arendt: Labor é considerado o esforço para a sobrevivência e o Trabalho está relacionado a um esforço produtivo, uma
relação de produção de objetos concretos.
Capital x Trabalho: Existem contradições na relação Capital e o Trabalho, que supervalorizam o capital e atribui um valor
secundário ao trabalho, desconsiderando a interdependência entre eles.
Capital x Religião: Weber realiza uma análise da influência do Protestantismo no desenvolvimento do Capitalismo, ao
relacionar religião e trabalho, através do qual o indivíduo glorificava a Deus através das suas atividades metodicamente
executadas. O efeito desta relação é caracterizado por Pennella: “A “salvação” poderia estar garantida se o individuo
cultivasse o espírito trabalhador e empreendedor. A ética protestante do trabalho produziu os trabalhadores disciplinados,
tão necessários à expansão racional da economia capitalista. Após este impulso inicial, o capitalismo libertou-se dessa
orientação religiosa passando a vê-la como uma influência prejudicial sobre a economia.”
Marx: trabalho é essencial para o desenvolvimento humano e social:.é preciso antes de tudo beber, comer, morar, vestir-se
e algumas outras coisas mais. “O primeiro fato histórico é, portanto, a produção dos meios que permitem satisfazer essas
necessidades, a produção da própria vida material.”
Pensamento Marxista: O trabalho é ação quando se alimenta de uma disciplina livremente aceita, como, às vezes, a do
artista que realiza uma obra de fôlego, sem ser premido pela necessidade.
Braverman:o trabalho humano supera a mera atividade instintiva e “representa o recurso exclusivo da humanidade para
enfrentar a natureza” O trabalho é a atividade consciente e racional do homem, com a qual ele adapta e transforma os
recursos naturais para satisfazer as suas necessidades.
Como assinala Kanaane, para Eric Fromm “o trabalho pode ser considerado o processo entre a natureza e o homem, através
do qual este realiza, regula e controla, mediante sua própria ação, o intercâmbio de matérias com a natureza.” Esta visão
aponta para uma ação humana exercida no contexto social, que de uma maneira dialética transforma e é transformada pela
própria ação.
Friedmann concepção de trabalho está relacionada com o engajamento e as predisposições pessoais, significando um fator
de equilíbrio e desenvolvimento para o indivíduo. o significado destas concepções varia de acordo com o grau de influência
que elas exercem sobre o sistema de valores do indivíduo, sua auto-estima, suas expectativas, status social, papéis e com
varáveis do meio ambiente que podem favorecer ou prejudicar a satisfação destes aspectos internos ao indivíduo.
O trabalho como hoje: é fruto de mutações econômicas e sociais oriundas do capitalismo industrial caracterizado pela
propriedade dos meios de produção e da força trabalho pelo capitalista, na qual controla e comanda a produção.
Todas as formas de riqueza social no capitalismo são criadas pelo trabalho dos operários assalariados, privados dos meios
de produção e submetidos, por conseqüência, à exploração capitalista. Juridicamente livre, o operário assalariado está
economicamente dependente do capital.
Contradição que ocorre no trabalho entre coação e liberdade (Friedmann & Naville) agora é evidenciada através da força
trabalho (capacidade técnica e saúde) para realizar determinada tarefa em troca de salário. Se sua saúde apresenta
comprometimento ele está excluído desta relação de trocas. Ao mesmo tempo em que o trabalhador é obrigado a fazer
parte deste “acordo” para sentir-se pertencente à sociedade consumista, ele pode ser excluído por incapacidade produtiva.
De acordo com (Friedmann & Naville) os indivíduos destituídos do direito de trabalhar apresentam comportamentos
perturbados, caracterizados pelo distanciamento social e sentimento de inferioridade. O trabalho passa a ter elevada
importância no entendimento do binômio saúde-doença. Fato este analisado por Freud ao considerar o trabalho “... melhor
do que qualquer outra técnica de vida, para apertar os vínculos entre a realidade e o indivíduo...”
A degradação do trabalho em “força de trabalho” promovida pelo Capitalismo, relega o ser humano à condição de
observador da natureza, realizando atividades repetitivas, sem conceber a própria realização.
A racionalização do trabalho cria no homem dois níveis de alienação: de quem concebe e de quem executa, que transforma
o trabalho em um conjunto de ordens, socialmente distribuídas entre os trabalhadores que, reunidos em um mesmo lugar,
aplicam a sua força de trabalho na produção da mais-valia sob o controle de uma gerência.
A força de trabalho converteu-se em mercadoria. Suas utilidades não mais são organizadas de acordo com as necessidades e
desejos dos que a vendem, mas antes de acordo com as necessidades de seus compradores que são, em primeiro lugar,
empregadores à procura de ampliar o valor de seu capital. Toda a fase do processo do trabalho é divorciada, tão longe
quanto possível, do conhecimento e preparo especial, e reduzida a simples trabalho.
Divisão do trabalho nada mais promoveu que a divisão dos homens, quebrados em fragmentos de homem com o mínimo de
capacidade intelectual exigida.
Laurell & Noriega: enquanto o trabalho sob o capitalismo é trabalho alienado e implica o uso deformado e deformante tanto
do corpo como das potencialidades psíquicas, converte-se numa atividade cujo componente desgastante é muito maior que
o da reposição e desenvolvimento de capacidades.
A relação trabalho-saúde-doença passa ser um referencial para a identidade do trabalhador na nossa sociedade, uma vez
que estar doente significa não cumprir com as suas responsabilidades sociais.
O significado do trabalho está relacionado com a vida, como fonte moral e material para a sobrevivência do trabalhador e
sua família.
Qdo relação do trabalhador com a organização do trabalho é bloqueada, o sofrimento começa: a energia pulsional que não
acha descarga no exercício do trabalho se acumula no aparelho psíquico, ocasionando um sentimento de desprazer e tensão.
Saúde mental e trabalho:
Principais problemas de saúde mental relacionados ao trabalho são: estados depressivos, transtorno de ansiedade;
transtorno por estresse pós traumático (TEPT); estresse ocupacional, síndrome de burnout, karoshi (morte por excesso de
trabalho).
Fatores psicossociais e de organização que interferem na saúde mental: relações interpessoais, estrutura hierárquicas,
fatores ergonômicos, controle, divisão e conteúdo das tarefas, condições físicas e materiais, flexibilização, clima e cultura
organizacionais, sobrecarga de trabalho, longas jornadas, falta de reconhecimento, mobbing (violência moral ou psicológica),
entre outros.
Quando não existem ações de prevenção e intervenção em saúde podem ocorrer: incidentes ou acidentes de trabalho,
absenteísmo, fragilidade de vínculos grupais e com a organização, conflitos interpessoais, acidentes de trajeto, conflitos
familiares e extra-trabalho, queda de desempenho. (SELIGMANN-SILVA, 2003).
Psicodinâmica do Trabalho: Estudar as dinâmicas da relação do sujeito com a organização do trabalho que podem gerar
fragilizações mentais, Tal modelo recusa as análises baseadas na previsão de causas de doenças a partir de determinadas
ocupações.
Para Dejours, as condições de trabalho têm como alvo o corpo, enquanto que a organização do trabalho atinge o
funcionamento psíquico.
A doença mental é resultado da dinâmica da relação do sujeito com a organização do trabalho.
Contextos geradores de sofrimento: *a falta de trabalho ou a ameaça de perda de emprego; *o trabalho desprovido de
significação, sem suporte social, não reconhecido; *situações de fracassos, acidente de trabalho ou mudança na posição
hierárquica, *fatores relacionados ao tempo, o ritmo e o turno de trabalho; *jornadas longas de trabalho, ritmos intensos ou
monótonos, submissão do trabalhador ao ritmo das máquinas etc...
Transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho: (12) *alcoolismo crônico, *episódios depressivos,
*neurose profissional, *transtornos do sono e sensação de estar acabado (síndrome de burnout e a síndrome do
esgotamento profissional)e outros.
Saúde Mental: se dá pela presença ou não de sintomas que classificam uma situação de mau funcionamento psíquico com
alterações da personalidade, do pensamento, da percepção, da memória, da inteligência, entre outras.
Causas de adoecimento mental: estresse; fofocas; condições físicas de trabalho inadequadas; relacionamento difícil com a
chefia, com subordinados, colegas, clientes; insatisfação com o trabalho; falta de reconhecimento; pressão;
responsabilidades; sensação de ser vigiado e orientações contraditórias para a execução da tarefa.
Repressão pulsional (Dejours, Abdoucheli e Jayet): é a repressão do funcionamento psíquico do sujeito, no qual a tarefa
esteriotipada, sem o uso da criatividade e da fantasia, torna-se desprovida de significação para o trabalhador.
Repressão da pulsão que não se faz representar no aparelho psíquico encontra freqüentemente descarga direta no corpo e,
portanto, em doenças físicas (Hallack).
Satisfação Pulsional:É o prazer do trabalhador resultante da descarga de energia psíquica que a tarefa autoriza e que
corresponde a uma diminuição da carga psíquica do trabalho.
Taylor: O sujeito deve estar sempre se controlando (o controle é internalizado) para que seus sentimentos e sua
subjetividade não apareçam, deve estar sempre pronto para satisfazer o cliente, a chefia, a organização.
Exige-se do funcionário comportamento padronizado, sem falhas, no qual a relação é de obediência à hierarquia e pouco
espaço para expressão.
O essencial seria adaptar o homem à organização, como se o subjetivo atrapalhasse o bom andamento do trabalho e
pudesse ser abolido da atividade e das relações sociais de trabalho.
A organização formal: é planejada, impessoal, depende de normas e não das relações pessoal, ideais, estruturada, em linha-
(cargos separados hierarquicamente. A importância esta no cargo e não na pessoa.
Sua estrutura de uma firma e suas organizações influencia o comportamento dos indivíduos e grupos.
A organização informal: relação pessoal, interpessoal,aproximação pessoal, se estabelece por uma necessidade,é oposta da
formal.
Obs. A informal pode se tornar formal, mas não ao contrario. Qdo se torna forma? Qdo surge regras.
Motivação: é o (motivo-para-ação) que conduz o comportamento, sendo exclusiva da pessoa, a motivação pode ser externo
ou interno, mas a motivação é interna da pessoa. A motivação muda o comportamento, sendo que não funciona na
organização mecanicista e sim na organicista.
A modificação do ambiente favorece/desfavorece o trabalhador.
Interferir no ambiente para aumentar a satisfação pra que a pessoa possa se motivar.
Pode ser por motivos interno: calor- ação(beber água).
Pode ser por motivos externo: vamos beber água, que te conto uma fofoca.
Ex: o dinheiro não motiva, o dinheiro é motivo pela privação de algo.
Motivação-desempenho-resultado.
Cenário atual:
Desconsagração: motivação para o trablho é abusca por objetivos materiais.
Desligamento: porque na vida apresenta porção de importância cada vez menor da vida.
Ganhar: cesta básica, bonificação, gratificação não incentiva o trabalhador e sim uma forma de controlar o comportamento
dele.

Conceito de trabalho 3

  • 1.
    Conceito de trabalho:é um conjunto de atividades realizadas, é o esforço feito por indivíduos, com o objetivo de atingir uma meta, este sempre presente na organização social humana. Principalmente, como a capacidade humana comercializada e geradora de valores materiais socialmente reconhecidos em sua utilidade social – valor de troca. Sofrem influências: sociais, políticas, econômicas, biológicas, psicológicas, etc., que determinam o tipo e a qualidade da relação do Homem com o Trabalho, esta relação apresenta conflitos de interesses com efeitos nem sempre positivos para o trabalhador. Labor x trabalho: utilizados com o mesmo significado, Mas apresentam diferenças. Arendt: Labor é considerado o esforço para a sobrevivência e o Trabalho está relacionado a um esforço produtivo, uma relação de produção de objetos concretos. Capital x Trabalho: Existem contradições na relação Capital e o Trabalho, que supervalorizam o capital e atribui um valor secundário ao trabalho, desconsiderando a interdependência entre eles. Capital x Religião: Weber realiza uma análise da influência do Protestantismo no desenvolvimento do Capitalismo, ao relacionar religião e trabalho, através do qual o indivíduo glorificava a Deus através das suas atividades metodicamente executadas. O efeito desta relação é caracterizado por Pennella: “A “salvação” poderia estar garantida se o individuo cultivasse o espírito trabalhador e empreendedor. A ética protestante do trabalho produziu os trabalhadores disciplinados, tão necessários à expansão racional da economia capitalista. Após este impulso inicial, o capitalismo libertou-se dessa orientação religiosa passando a vê-la como uma influência prejudicial sobre a economia.” Marx: trabalho é essencial para o desenvolvimento humano e social:.é preciso antes de tudo beber, comer, morar, vestir-se e algumas outras coisas mais. “O primeiro fato histórico é, portanto, a produção dos meios que permitem satisfazer essas necessidades, a produção da própria vida material.” Pensamento Marxista: O trabalho é ação quando se alimenta de uma disciplina livremente aceita, como, às vezes, a do artista que realiza uma obra de fôlego, sem ser premido pela necessidade. Braverman:o trabalho humano supera a mera atividade instintiva e “representa o recurso exclusivo da humanidade para enfrentar a natureza” O trabalho é a atividade consciente e racional do homem, com a qual ele adapta e transforma os recursos naturais para satisfazer as suas necessidades. Como assinala Kanaane, para Eric Fromm “o trabalho pode ser considerado o processo entre a natureza e o homem, através do qual este realiza, regula e controla, mediante sua própria ação, o intercâmbio de matérias com a natureza.” Esta visão aponta para uma ação humana exercida no contexto social, que de uma maneira dialética transforma e é transformada pela própria ação. Friedmann concepção de trabalho está relacionada com o engajamento e as predisposições pessoais, significando um fator de equilíbrio e desenvolvimento para o indivíduo. o significado destas concepções varia de acordo com o grau de influência que elas exercem sobre o sistema de valores do indivíduo, sua auto-estima, suas expectativas, status social, papéis e com varáveis do meio ambiente que podem favorecer ou prejudicar a satisfação destes aspectos internos ao indivíduo. O trabalho como hoje: é fruto de mutações econômicas e sociais oriundas do capitalismo industrial caracterizado pela propriedade dos meios de produção e da força trabalho pelo capitalista, na qual controla e comanda a produção. Todas as formas de riqueza social no capitalismo são criadas pelo trabalho dos operários assalariados, privados dos meios de produção e submetidos, por conseqüência, à exploração capitalista. Juridicamente livre, o operário assalariado está economicamente dependente do capital. Contradição que ocorre no trabalho entre coação e liberdade (Friedmann & Naville) agora é evidenciada através da força trabalho (capacidade técnica e saúde) para realizar determinada tarefa em troca de salário. Se sua saúde apresenta comprometimento ele está excluído desta relação de trocas. Ao mesmo tempo em que o trabalhador é obrigado a fazer parte deste “acordo” para sentir-se pertencente à sociedade consumista, ele pode ser excluído por incapacidade produtiva. De acordo com (Friedmann & Naville) os indivíduos destituídos do direito de trabalhar apresentam comportamentos perturbados, caracterizados pelo distanciamento social e sentimento de inferioridade. O trabalho passa a ter elevada importância no entendimento do binômio saúde-doença. Fato este analisado por Freud ao considerar o trabalho “... melhor do que qualquer outra técnica de vida, para apertar os vínculos entre a realidade e o indivíduo...” A degradação do trabalho em “força de trabalho” promovida pelo Capitalismo, relega o ser humano à condição de observador da natureza, realizando atividades repetitivas, sem conceber a própria realização.
  • 2.
    A racionalização dotrabalho cria no homem dois níveis de alienação: de quem concebe e de quem executa, que transforma o trabalho em um conjunto de ordens, socialmente distribuídas entre os trabalhadores que, reunidos em um mesmo lugar, aplicam a sua força de trabalho na produção da mais-valia sob o controle de uma gerência. A força de trabalho converteu-se em mercadoria. Suas utilidades não mais são organizadas de acordo com as necessidades e desejos dos que a vendem, mas antes de acordo com as necessidades de seus compradores que são, em primeiro lugar, empregadores à procura de ampliar o valor de seu capital. Toda a fase do processo do trabalho é divorciada, tão longe quanto possível, do conhecimento e preparo especial, e reduzida a simples trabalho. Divisão do trabalho nada mais promoveu que a divisão dos homens, quebrados em fragmentos de homem com o mínimo de capacidade intelectual exigida. Laurell & Noriega: enquanto o trabalho sob o capitalismo é trabalho alienado e implica o uso deformado e deformante tanto do corpo como das potencialidades psíquicas, converte-se numa atividade cujo componente desgastante é muito maior que o da reposição e desenvolvimento de capacidades. A relação trabalho-saúde-doença passa ser um referencial para a identidade do trabalhador na nossa sociedade, uma vez que estar doente significa não cumprir com as suas responsabilidades sociais. O significado do trabalho está relacionado com a vida, como fonte moral e material para a sobrevivência do trabalhador e sua família. Qdo relação do trabalhador com a organização do trabalho é bloqueada, o sofrimento começa: a energia pulsional que não acha descarga no exercício do trabalho se acumula no aparelho psíquico, ocasionando um sentimento de desprazer e tensão. Saúde mental e trabalho: Principais problemas de saúde mental relacionados ao trabalho são: estados depressivos, transtorno de ansiedade; transtorno por estresse pós traumático (TEPT); estresse ocupacional, síndrome de burnout, karoshi (morte por excesso de trabalho). Fatores psicossociais e de organização que interferem na saúde mental: relações interpessoais, estrutura hierárquicas, fatores ergonômicos, controle, divisão e conteúdo das tarefas, condições físicas e materiais, flexibilização, clima e cultura organizacionais, sobrecarga de trabalho, longas jornadas, falta de reconhecimento, mobbing (violência moral ou psicológica), entre outros. Quando não existem ações de prevenção e intervenção em saúde podem ocorrer: incidentes ou acidentes de trabalho, absenteísmo, fragilidade de vínculos grupais e com a organização, conflitos interpessoais, acidentes de trajeto, conflitos familiares e extra-trabalho, queda de desempenho. (SELIGMANN-SILVA, 2003). Psicodinâmica do Trabalho: Estudar as dinâmicas da relação do sujeito com a organização do trabalho que podem gerar fragilizações mentais, Tal modelo recusa as análises baseadas na previsão de causas de doenças a partir de determinadas ocupações. Para Dejours, as condições de trabalho têm como alvo o corpo, enquanto que a organização do trabalho atinge o funcionamento psíquico. A doença mental é resultado da dinâmica da relação do sujeito com a organização do trabalho. Contextos geradores de sofrimento: *a falta de trabalho ou a ameaça de perda de emprego; *o trabalho desprovido de significação, sem suporte social, não reconhecido; *situações de fracassos, acidente de trabalho ou mudança na posição hierárquica, *fatores relacionados ao tempo, o ritmo e o turno de trabalho; *jornadas longas de trabalho, ritmos intensos ou monótonos, submissão do trabalhador ao ritmo das máquinas etc... Transtornos mentais e do comportamento relacionados ao trabalho: (12) *alcoolismo crônico, *episódios depressivos, *neurose profissional, *transtornos do sono e sensação de estar acabado (síndrome de burnout e a síndrome do esgotamento profissional)e outros. Saúde Mental: se dá pela presença ou não de sintomas que classificam uma situação de mau funcionamento psíquico com alterações da personalidade, do pensamento, da percepção, da memória, da inteligência, entre outras.
  • 3.
    Causas de adoecimentomental: estresse; fofocas; condições físicas de trabalho inadequadas; relacionamento difícil com a chefia, com subordinados, colegas, clientes; insatisfação com o trabalho; falta de reconhecimento; pressão; responsabilidades; sensação de ser vigiado e orientações contraditórias para a execução da tarefa. Repressão pulsional (Dejours, Abdoucheli e Jayet): é a repressão do funcionamento psíquico do sujeito, no qual a tarefa esteriotipada, sem o uso da criatividade e da fantasia, torna-se desprovida de significação para o trabalhador. Repressão da pulsão que não se faz representar no aparelho psíquico encontra freqüentemente descarga direta no corpo e, portanto, em doenças físicas (Hallack). Satisfação Pulsional:É o prazer do trabalhador resultante da descarga de energia psíquica que a tarefa autoriza e que corresponde a uma diminuição da carga psíquica do trabalho. Taylor: O sujeito deve estar sempre se controlando (o controle é internalizado) para que seus sentimentos e sua subjetividade não apareçam, deve estar sempre pronto para satisfazer o cliente, a chefia, a organização. Exige-se do funcionário comportamento padronizado, sem falhas, no qual a relação é de obediência à hierarquia e pouco espaço para expressão. O essencial seria adaptar o homem à organização, como se o subjetivo atrapalhasse o bom andamento do trabalho e pudesse ser abolido da atividade e das relações sociais de trabalho. A organização formal: é planejada, impessoal, depende de normas e não das relações pessoal, ideais, estruturada, em linha- (cargos separados hierarquicamente. A importância esta no cargo e não na pessoa. Sua estrutura de uma firma e suas organizações influencia o comportamento dos indivíduos e grupos. A organização informal: relação pessoal, interpessoal,aproximação pessoal, se estabelece por uma necessidade,é oposta da formal. Obs. A informal pode se tornar formal, mas não ao contrario. Qdo se torna forma? Qdo surge regras. Motivação: é o (motivo-para-ação) que conduz o comportamento, sendo exclusiva da pessoa, a motivação pode ser externo ou interno, mas a motivação é interna da pessoa. A motivação muda o comportamento, sendo que não funciona na organização mecanicista e sim na organicista. A modificação do ambiente favorece/desfavorece o trabalhador. Interferir no ambiente para aumentar a satisfação pra que a pessoa possa se motivar. Pode ser por motivos interno: calor- ação(beber água). Pode ser por motivos externo: vamos beber água, que te conto uma fofoca. Ex: o dinheiro não motiva, o dinheiro é motivo pela privação de algo. Motivação-desempenho-resultado. Cenário atual: Desconsagração: motivação para o trablho é abusca por objetivos materiais. Desligamento: porque na vida apresenta porção de importância cada vez menor da vida. Ganhar: cesta básica, bonificação, gratificação não incentiva o trabalhador e sim uma forma de controlar o comportamento dele.