Conselho Nacional do Café – CNC
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CLIPPING – 13/05/2014
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Cepea: preços oscilam em abril, mas café arábica fecha com nova alta
Cepea/Esalq USP
13/05/2014
As cotações do arábica oscilaram com força no correr de abril, acompanhando o
cenário externo, mas os preços da variedade acabaram acumulando o quinto
aumento consecutivo. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura
para melhor, posto em São Paulo, teve média de R$ 449,45/saca de 60 kg em abril,
alta de 2,72% em relação ao mês anterior. As oscilações nos preços externos do
arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures) foram resultado das incertezas quanto
ao tamanho da safra brasileira 2014/15. O preço ainda não deverá ter tendência clara enquanto os
cenários nacional e mundial de produção não estiverem bem definidos. A média de todos os
contratos na Bolsa de Nova York em abril foi de 201,16 centavos de dólar por libra-peso, alta de 6,7%
em relação a março. O dólar teve média de R$ 2,232 no mês, baixa de 4,04% na comparação com o
do mês anterior.
Baixa produção nacional de café deve reduzir estoques em 2014/15
O setor cafeeiro mundial em
abril continuou de olho no
volume de café a ser colhido
no Brasil na safra 2014/15. A
redução na temporada do
maior produtor mundial pesa
na disponibilidade global,
além de diminuir a oferta
interna do grão. Diante
disso, tem havido receio de
que haja um déficit de oferta
de café, o que resultaria em
queda dos estoques.
Segundo estudo
encomendado pelo
Conselho Nacional de Café
(CNC) junto à Fundação
Procafé, divulgado em abril,
a produção brasileira na
safra 2014/15 (arábica e
robusta) pode totalizar entre
40,1 e 43,3 milhões de
sacas de 60 kg. As
entidades tomaram como
base a estimativa de 46,5 a
50,1 milhões, divulgada em
janeiro pela Companhia
Nacional de Abastecimento
(Conab), apresentando
número 13,7% menor. A
redução foi explicada,
sobretudo, pelo clima quente
e seco que castigou as
principais regiões produtoras
de café no início deste ano,
especialmente em janeiro e
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fevereiro.
De acordo com o estudo do CNC, a temporada brasileira 2015/16 também pode já estar
comprometida devido à estiagem. Considerando-se o intervalo médio da produção estimada pelo
CNC, de 41,7 milhões de sacas, simulações do Cepea indicam que os estoques nacionais na safra
2014/15 ficariam extremamente reduzidos ou, até mesmo, seriam totalmente consumidos.
Em termos globais, os estoques ainda seriam relativamente confortáveis, mas também ficariam
menores. Essas perspectivas já foram assimiladas pelo mercado e impulsionaram as cotações de
café nos mercados externo e interno, apesar das oscilações em alguns momentos.
Agentes do setor consultados pelo Cepea comentaram que, em abril, ainda era cedo para quantificar
com certeza as perdas ocasionadas pela seca – um cenário mais claro seria possível apenas quando
os grãos fossem colhidos. No entanto, preliminarmente, agentes acreditavam que a redução estimada
pelo CNC, de 13,7%, poderia estar próxima da realidade. Caso os dados se concretizem, o volume
será 15,1% inferior às 49,1 milhões de sacas estimadas pela Conab para 2013/14.
Vale lembrar, no entanto, que, no final de 2013, boa parte dos agentes do setor apostava em
produção entre 50 e 55 milhões de sacas, acima da estimada pela Conab. Assim, considerando-se a
mesma redução de 13,7% sobre o intervalo de aposta do setor, a simulação indicaria uma produção
em torno de 45 milhões de sacas. Com esse volume, os estoques nacionais ficariam em patamares
um pouco mais confortáveis, mas, ainda assim, com uma relação justa no balanço de oferta e
demanda, o que ainda daria espaço para alta nos preços.
Recursos do Funcafé estão à disposição dos cafeicultores
Assessoria de Comunicação do Mapa
13/05/2014
Diante da aproximação do período mais intenso da colheita do café,
os produtores rurais podem contar com recursos do Fundo de Defesa
da Economia Cafeeira (Funcafé) no valor de R$ 112 milhões.
Este valor, disponibilizado em 2013, é da linha de financiamento de custeio, que pode ser contratada
até julho deste ano para as operações de colheita.
Os recursos estão nas instituições financeiras contratadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento. São elas: Banco do Brasil, Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Cooperativa
Central de Crédito de Minas Gerais (Crediminas), Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de
Carmo do Rio Claro (Credicarmo), Cooperativa de Crédito em Guaxupé e Região (Agrocredi) e a
Cooperativa de Crédito Rural e de Pequenos Empresários (Credivar).
Cepea: preços do café robusta cedem em abril
Cepea/Esalq USP
13/05/2014
Após forte aumento registrado em março, os preços do robusta no físico brasileiro
recuaram um pouco em abril. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13
acima teve média de R$ 256,77/saca de 60 kg, queda de 2,52% em relação ao mês
anterior. Para o tipo 7/8 bica corrida, a média foi de R$ 247,80/sc, baixa de 2,96%
na mesma comparação – ambos a retirar no Espírito Santo. O mercado esteve
bastante volátil, o que dificultou o avanço dos preços, mesmo com as altas
observadas no cenário externo. No mercado internacional, o contrato de robusta negociado na Bolsa
de Londres (Euronext Liffe) com vencimento em julho fechou a US$ 2.168/tonelada em 30 de abril,
alta de 3,53% na comparação com 31 de março.
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Colheita de robusta se inicia no ES e volume de negócios aumenta
A colheita do café robusta
da safra 2014/15 no Espírito
Santo foi iniciada em
meados de abril e, com
isso, as negociações
envolvendo os grãos da
variedade para entrega
imediata também
começaram a ser
realizadas. Até então,
apenas negócios para
entrega futura estavam
sendo fechados.
Colaboradores do Cepea
indicam que as lavouras de
café capixaba se
desenvolveram bem e que
os grãos que já tinham sido
colhidos apresentaram boa
qualidade. Em janeiro, a
Conab (Companhia
Nacional de Abastecimento)
apontou produção de
robusta no estado entre 8,6
e 9,5 milhões de sacas de
60 kg.
Quanto aos preços,
segundo agentes do setor
consultados pelo Cepea, os
primeiros lotes da
temporada 2014/15
estavam sendo negociados
com o mesmo valor dos
cafés remanescentes. Esse
cenário é diferente do
observado para os
primeiros contratos futuros
e também em comparação
com o verificado no mesmo
período do ano passado,
quando o café novo tinha
preços mais baixos.
Em maio, além de ganhar ritmo os novos negócios, as entregas de contratos da variedade fechados
antecipadamente também devem ser intensificadas. No geral, as negociações para entrega futura
envolvendo grãos de café robusta do Espírito Santo iniciaram o ano em bom ritmo. Colaboradores
consultados pelo Cepea indicaram, inclusive, que o volume negociado entre o primeiro trimestre até
meados de abril já havia superado o observado no mesmo período do ano passado.
Nos primeiros meses do ano, o interesse de compradores em garantir bom volume do grão
impulsionaram as negociações antecipadas do robusta no Espírito Santo. Além disso, cafeicultores,
receosos de que, após a colheita, os preços recuassem, também intensificaram as vendas naquele
período – vendedores temiam que a maior produção e o bom desenvolvimento da safra no estado
capixaba pressionassem as cotações.
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Por outro lado, um fator que limitou um pouco o ritmo dos negócios antecipados foi a forte volatilidade
dos preços na ocasião. Segundo agentes, a maior liquidez foi observada para o robusta tipo 7/8, mas
os preços de fechamento variaram bastante conforme o momento em que foram negociados.
Em dezembro, quando os primeiros negócios antecipados começaram a ser fechados, havia o receio
de que os preços pudessem recuar mais. Já em março, as cotações avançaram com força no físico
nacional, elevando os preços das negociações para entrega futura. De maio em diante, os negócios
do robusta capixaba devem se concentrar na liquidação de lotes remanescentes da safra anterior e
nas vendas para entrega imediata da temporada 2014/15.
Em Rondônia, há disponibilidade apenas de grãos novos, e o ritmo de negócios também tende a se
intensificar no decorrer do mês.
DO Região do Cerrado Mineiro entra para a história da cafeicultura nacional
Ascom Federação dos Cafeicultores do Cerrado
13/05/2014
Sônia Lopes
A Região do Cerrado Mineiro está para
o café da mesma maneira que
Champagne na França está para os
espumantes e Parma na Itália está para
os presuntos, é uma Denominação de
Origem, o que atesta que o café
produzido aqui tem características
únicas que não podem ser encontradas
em nenhuma outra parte do mundo.
A conquista da Denominação de
Origem é recente, foi publicada pelo
INPI (Instituto Nacional de Propriedade
Industrial) em 31 de dezembro de 2013,
mas é o resultado de um trabalho de
anos dirigido pela Federação dos
Cafeicultores do Cerrado. A Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro foi lançada
oficialmente em caráter internacional na 26ª edição da Feira da Associação Americana de Cafés
Especiais (SCAA, sigla em inglês), a maior feira de cafés especiais do mundo, que aconteceu em
Seattle, Estados Unidos entre os dias 24 e 27 de abril.
O lançamento foi feito em um almoço, no dia 25, para cerca de 100 convidados entre autoridades,
torrefadores, exportadores, imprensa especializada e produtores. As boas vindas foram dadas pelo
presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis que destacou que
aquele evento entraria para a história da cafeicultura da Região. O Superintendente da Federação
dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal apresentou a Região do Cerrado Mineiro, suas
características e o trabalho de rastreabilidade que é desenvolvido na Região, um dos pilares do Café
de Atitude: ético, rastreável e de alta qualidade.
Segundo Steve Ford da Ritual Coffee Roasters, uma das mais conceituadas torrefações e cafeterias
dos Estados Unidos, o almoço foi uma oportunidade de conhecer melhor a ferramenta e despertou
em sua empresa o interesse em continuar adquirindo o Café da Região do Cerrado Mineiro com o
Selo de Origem e Qualidade. “O almoço contextualizou o objetivo da Região do Cerrado Mineiro.
Espero que através desse programa, um bom sistema de rastreabilidade disponibilize a história dos
produtores do Cerrado para os consumidores. Estou ansioso para adquirir este selo em minhas
compras futuras de café do Cerrado” – explicou o comprador.
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“O Cerrado conseguiu destacar a Região, o que vai agregar valor e colocar em evidência a qualidade
do produto brasileiro. É um caminho que deve ser percorrido por todas as regiões como forma de
diferenciar seus cafés e apresentá-los ao mundo. Parabenizamos a iniciativa e esperamos que seja
um incentivo para a nossa cafeicultura” – disse Breno Mesquita, diretor do Sistema FAEMG e
presidente das comissões de Café da FAEMG e da CNA.
“A conquista da Denominação de Origem pela Região do Cerrado Mineiro não foi por acaso, além
das condições ambientais que tornam o perfil do café produzido único, foi fundamental o nível de
envolvimento e integração dos produtores da região. Isso deverá fortalecer e valorizar cada vez mais
a Região do Cerrado Mineiro junto aos principais mercados consumidores do mundo. E o alto nível do
lançamento durante a Feira da SCAA em Seattle comprova o cuidado e profissionalismo com que
esse trabalho vem sendo conduzido” – explicou Juan Gimenez, Executivo de Novos Negócios da
Nucoffee.
O Sebrae é um grande parceiro da Região do Cerrado Mineiro e participa ativamente das ações da
Região, segundo Marcos Alves, Analista do Sebrae na Região o evento foi um coroamento dos
esforços.
“O Sebrae acredita na proposta da Região do Cerrado Mineiro e vem ao longo do tempo apoiando a
estruturação de ações e estratégias para fortalecimento dos negócios rurais – produtores e do
território onde estão inseridos, que se constitui na Denominação de Origem da Região. O lançamento
Internacional da D.O coroa uma série de esforços conjuntos, sendo mais um marco dessa Região
que apesar dos poucos anos de vida, já possui muita história para contar, história baseada em
comprometimento, empreendedorismo e atitude” – finalizou.
Paralelo ao almoço de lançamento a Região do Cerrado Mineiro também marcou presença através
de um estande que foi amplamente visitado e concorrido. A Região foi pioneira, sendo a única região
produtora e não um país, a ter um stand próprio e levar a Denominação de Origem aos participantes.
“Tive a oportunidade de atender torrefadores dos Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e Coreia
do Sul, todos ficavam deslumbrados durante a explicação, pois ficava claro que além de um café de
alta qualidade, tínhamos algo a mais a oferecer: um processo de produção definido e um sistema de
rastreabilidade funcional. Diferentemente das demais origens que estavam presentes na feira” –
explicou Moacir Aga Neto, Coordenador de Novos Negócios da Federação dos Cafeicultores do
Cerrado.
Os sabores da Região do Cerrado Mineiro foram apresentados em um Cupping (prova de café) que
aconteceu dentro do pavilhão de eventos. Compradores e torrefadores puderam avaliar o Café da
Região do Cerrado Mineiro e ficaram impressionados com a qualidade da bebida e a organização da
Região.
“Ficamos muito orgulhosos em ver a forma profissional e organizada que a Região do Cerrado
Mineiro participou desta feira, muito mais que apresentar nosso café, nós apresentamos o trabalho de
toda uma Região até a conquista da Denominação de Origem. Já tivemos retornos de vários
parceiros e novos compradores que ficaram impressionados com a Região, temos a certeza que esta
feira renderá bons frutos para os nossos produtores, que são a nossa razão de existir”– destacou o
Presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis.
A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês) também esteve no evento e no
estande e destaca a organização das mesmas. “Estar presente na cerimônia de lançamento da
Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro na feira organizada pela SCAA, em Seattle foi
uma honra e um privilegio. Parabenizo a todos os envolvidos na criação da ação de lançamento e de
sua organização e realização, que foi elogiada pelos estrangeiros presentes pelo profissionalismo,
mas principalmente quero parabenizar a Federação por todo o empenho nesta conquista que
certamente trará excelentes benefícios para a região e para a mudança de percepção quanto aos
produtos e forma de condução de negócios em nosso país” – afirmou Vanusia Nogueira, Diretora
Executiva da BSCA.
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Custos da cafeicultura sobem 3,91% em 2014 devido aos reajustes salariais
Assessoria de Comunicação CNA
13/05/2014
Os custos de produção para o cafeicultor tiveram um aumento médio de 3,91% só
nos dois primeiros meses deste ano, em consequência dos reajustes salariais (foto:
arquivo Cocapec) praticados pelo setor. Essa elevação nos custos afetou de forma
diferenciada as duas espécies de café produzidas no país. No caso do café arábica,
o custo subiu 3,42% e, em relação ao tipo conilon, o aumento foi ainda maior, de
5,66%. É o que diz o levantamento do boletim “Ativos do Café”, o primeiro de 2014,
elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria
com a Universidade Federal de Lavras (UFLA).
O estudo mostra que, ao mesmo tempo, houve uma recuperação nos preços pagos
ao cafeicultor, “após um período de queda nas cotações em razão da forte estiagem que se abateu
sobre as regiões produtoras nos últimos meses de 2013 e no primeiro trimestre de 2014”. O melhor
desempenho dos preços de comercialização aconteceu com o café arábica, com reajuste de 81,29%
no valor da saca de 60 Kg, vendida a R$ 396,02. Para o café tipo conilon, o aumento no preço da
saca foi menos expressivo, 24,41%, totalizando R$ 241,73.
Mecanização – O aumento médio no Custo Operacional do Café (COE), diretamente relacionado
com os reajustes salariais, para o café arábica, chegou a 2,72%. Mas ocorreram oscilações nos
custos enfrentados pelos cafeicultores devido à maior ou menor modernização do sistema produtivo.
No caso de Manhumirim (MG), por exemplo, o COE subiu 4,11%. Já em Luís Eduardo Magalhães, na
Bahia, o aumento nos custos foi bem menor, 1,09%, isso porque na região a lavoura de café está
totalmente mecanizada.
No que diz respeito ao café conilon, o peso do aumento dos salários no COE alcançou 3,47%. O
maior percentual foi observado em Jaguaré, no Espírito Santo, elevação de 6,14% índice influenciado
também pelo aumento nos custos do cafeicultor com insumos agrícolas e mecanização. Em
comparação às demais regiões produtoras de café conilon, diz o estudo, os aumentos salariais
apresentaram impacto menor na formação do COE (3,08%).
Preços e safra garantem valor da produção agropecuária
Assessoria de Comunicação Social do Mapa
13/05/2014
Yara Marques
Brasília (13/5/2014) - O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado para este ano é de R$
450,5 bilhões – alta de 2,4% sobre os R$ 440,1 bilhões obtidos no ano passado. Deste total, a
pecuária representa 34% do VBP e as lavouras 66%. O acompanhamento dos resultados do VBP é
realizado mensalmente pela Assessoria de Gestão Estratégica, do Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (AGE/Mapa), com base nos levantamentos da safra divulgados pela Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Neste ano, a maior parte dos produtos agrícolas analisados vêm apresentando valores de produção
superiores aos obtidos em 2013. Fazem parte deste grupo, as lavouras que representam a maior
proporção na formação da renda agropecuária, como o algodão, arroz, café, laranja, milho, soja e
trigo. A única exceção é a cana-de-açúcar, com redução do valor da produção.
Os resultados positivos ocorreram devido à combinação de maior produção e também aos preços
agrícolas favoráveis. No caso do café, a elevação de preços representa uma recuperação em relação
ao ano passado, quando houve queda real de 30,2% no arábica e de 15,3% no conilon.
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Cinco produtos vêm apresentando resultados menos favoráveis, são eles: amendoim (- 5,6%); cana-
de- açúcar (- 7,1%); cebola (- 44,1%); feijão (- 11,4%); tomate, (- 20,%). Essa redução deve-se à
queda de preços, que em alguns produtos vêm sendo acentuada, como no tomate (- 21,3%), cebola
(- 50,9 %) e feijão (- 29,5 %).
“Em relação ao VBP da pecuária, os resultados mais favoráveis vêm sendo alcançados pela carne
bovina com aumento de 17,2% e da carne suína com 9,7%. Os demais, como frango, leite e ovos
vêm obtendo valores menores comparados a 2013. Isso é consequência dos menores preços desses
três produtos”, afirma o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques.
Conforme dados do VBP regional, o Centro-Oeste lidera os valores do país com R$ 112 bilhões em
2014, seguido pelo Sul (R$ 109 bilhões), Sudeste (R$ 107,9 bilhões), Nordeste, (R$ 43,0 bilhões) e
Norte com R$ 17,9 bilhões. O estado de maior valor de produção é São Paulo, com 58 bilhões,
seguido de Mato Grosso, com 56,3 bilhões, que representam 25,4% do VBP da agropecuária.
Acesse os links abaixo para conferir as tabelas do VBP de abril.
1-http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/0arquivos/VBP/2014%20VBP%20e%20laspeyres%20agropecuaria%2004.xls
2-http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/0arquivos/VBP/VBP%20Regional%20agropecuaria%202014%2004.xls
Cafeicultura participa do ano internacional
Mapa / Embrapa Café
13/05/2014
A Organização das Nações Unidas - ONU declarou 2014 como o ano internacional da agricultura
familiar e a cafeicultura tem grande participação, pois o Brasil possui mais de 285 mil
estabelecimentos rurais de produtores de café e a maioria das propriedades consistem na
cafeicultura familiar.
De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o objetivo
do ano é promover a ampla discussão e cooperação mundial para aumentar a conscientização e o
entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam. As discussões pretendem
identificar maneiras eficientes de apoiar a agricultura familiar.
Para o professor Juarez Sousa e Silva, que desenvolve pesquisas na Universidade Federal de Viçosa
(UFV) e integrante do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, os pequenos
cafeicultores, com exceção dos organizados no sistema de cooperativas, têm poucas possibilidades
de comercializar a produção diretamente com os mercados consumidores ou aguardar por melhores
preços, porque não produzem café com agregação de valor e vendem o produto a atravessadores
que pagam um preço abaixo do mercado. “Entretanto, pesquisadores do Consórcio desenvolvem e
transferem tecnologias em pós-colheita, entre outras de interesse da lavoura cafeeira. Ao mesmo
tempo, vêm produzindo e disponibilizando material bibliográfico, em linguagem simples, para a
construção e utilização das tecnologias com eficiência comprovada”, acrescenta Juarez.
Abertas inscrições para bolsa brasileira em mestrado de café na Itália
ADS Comunicação Corporativa
13/05/2014
Estão abertas as inscrições para a edição de 2015 do Mestrado Internacional em Economia e Ciência
do Café (International Masters in Coffee Economics and Science Ernesto Illy), organizado pela
Fundação Ernesto Illy, Università del Caffè e demais instituições parceiras na Itália: Universidade de
Trieste, Universidade de Udine, International Superior School of Advanced Studies of Trieste,
Association of Molecular Biomedicine e District of Coffee de Trieste.
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Como nos anos anteriores, o Brasil terá um bolsista integral, selecionado pela Università del Caffè
Brazil (UDC). Os interessados em obter a bolsa de estudos devem enviar e-mail para
unilly@unilly.com.br, com currículo e carta de apresentação, ambos em inglês, até o dia 31 de maio
deste ano. Ótimo desempenho acadêmico, envolvimento com atividades cafeeiras e fluência na
língua inglesa são diferenciais considerados na avaliação da UDC.
Todo ministrado em inglês, o curso é voltado para graduados em Economia, Engenharia, Engenharia
Agronômica e demais Ciências. As aulas acontecem de janeiro a junho de 2015 na sede da illycaffè,
em Trieste, abordando o café desde o seu cultivo até o processo de industrialização, incluindo
também a logística e os serviços de alimentação, dentre outros temas.
As inscrições para alunos pagantes vão até 31 de outubro, diretamente com a Fundação Ernesto Illy.
Contatos para mais informações:
- Sobre a seleção no Brasil: unilly@unilly.com.br e tel. (11) 3818-4005 (São Paulo).
- Sobre o mestrado: info@fondazioneilly.org.
Sobre a illycaffè – Sediada em Trieste, na Itália, a torrefadora illycaffè produz e comercializa um
blend de café espresso 100% arábica, sob uma única marca, líder em qualidade. Os produtos illy são
comercializados em 140 países e estão disponíveis em mais de 100 mil dos melhores restaurantes e
cafeterias. As espressamente illy, cafeterias de estilo italiano, estão presentes em 30 países, com
mais de 230 pontos de venda. Com o objetivo de difundir a cultura do café, a illycaffè fundou a
Università del caffè, um centro de treinamento de excelência que oferece treinamento teórico e
prático em todos os aspectos do café para cafeicultores, equipe de lojas de café e amantes da
bebida. A illycaffè emprega 900 pessoas em todo o mundo e tem um faturamento consolidado de €
361 milhões (resultados de 2012). É parceira oficial da Expo Milão 2015 e responsável pelo Cluster
do Café, o grande pavilhão inteiramente dedicado à bebida na exposição universal, intitulado “Da
planta à xícara”.

Clipping cnc 13052014 versao de impressao

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 13/05/2014 Acesse: www.cncafe.com.br Cepea: preços oscilam em abril, mas café arábica fecha com nova alta Cepea/Esalq USP 13/05/2014 As cotações do arábica oscilaram com força no correr de abril, acompanhando o cenário externo, mas os preços da variedade acabaram acumulando o quinto aumento consecutivo. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto em São Paulo, teve média de R$ 449,45/saca de 60 kg em abril, alta de 2,72% em relação ao mês anterior. As oscilações nos preços externos do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures) foram resultado das incertezas quanto ao tamanho da safra brasileira 2014/15. O preço ainda não deverá ter tendência clara enquanto os cenários nacional e mundial de produção não estiverem bem definidos. A média de todos os contratos na Bolsa de Nova York em abril foi de 201,16 centavos de dólar por libra-peso, alta de 6,7% em relação a março. O dólar teve média de R$ 2,232 no mês, baixa de 4,04% na comparação com o do mês anterior. Baixa produção nacional de café deve reduzir estoques em 2014/15 O setor cafeeiro mundial em abril continuou de olho no volume de café a ser colhido no Brasil na safra 2014/15. A redução na temporada do maior produtor mundial pesa na disponibilidade global, além de diminuir a oferta interna do grão. Diante disso, tem havido receio de que haja um déficit de oferta de café, o que resultaria em queda dos estoques. Segundo estudo encomendado pelo Conselho Nacional de Café (CNC) junto à Fundação Procafé, divulgado em abril, a produção brasileira na safra 2014/15 (arábica e robusta) pode totalizar entre 40,1 e 43,3 milhões de sacas de 60 kg. As entidades tomaram como base a estimativa de 46,5 a 50,1 milhões, divulgada em janeiro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentando número 13,7% menor. A redução foi explicada, sobretudo, pelo clima quente e seco que castigou as principais regiões produtoras de café no início deste ano, especialmente em janeiro e
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck fevereiro. De acordo com o estudo do CNC, a temporada brasileira 2015/16 também pode já estar comprometida devido à estiagem. Considerando-se o intervalo médio da produção estimada pelo CNC, de 41,7 milhões de sacas, simulações do Cepea indicam que os estoques nacionais na safra 2014/15 ficariam extremamente reduzidos ou, até mesmo, seriam totalmente consumidos. Em termos globais, os estoques ainda seriam relativamente confortáveis, mas também ficariam menores. Essas perspectivas já foram assimiladas pelo mercado e impulsionaram as cotações de café nos mercados externo e interno, apesar das oscilações em alguns momentos. Agentes do setor consultados pelo Cepea comentaram que, em abril, ainda era cedo para quantificar com certeza as perdas ocasionadas pela seca – um cenário mais claro seria possível apenas quando os grãos fossem colhidos. No entanto, preliminarmente, agentes acreditavam que a redução estimada pelo CNC, de 13,7%, poderia estar próxima da realidade. Caso os dados se concretizem, o volume será 15,1% inferior às 49,1 milhões de sacas estimadas pela Conab para 2013/14. Vale lembrar, no entanto, que, no final de 2013, boa parte dos agentes do setor apostava em produção entre 50 e 55 milhões de sacas, acima da estimada pela Conab. Assim, considerando-se a mesma redução de 13,7% sobre o intervalo de aposta do setor, a simulação indicaria uma produção em torno de 45 milhões de sacas. Com esse volume, os estoques nacionais ficariam em patamares um pouco mais confortáveis, mas, ainda assim, com uma relação justa no balanço de oferta e demanda, o que ainda daria espaço para alta nos preços. Recursos do Funcafé estão à disposição dos cafeicultores Assessoria de Comunicação do Mapa 13/05/2014 Diante da aproximação do período mais intenso da colheita do café, os produtores rurais podem contar com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) no valor de R$ 112 milhões. Este valor, disponibilizado em 2013, é da linha de financiamento de custeio, que pode ser contratada até julho deste ano para as operações de colheita. Os recursos estão nas instituições financeiras contratadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. São elas: Banco do Brasil, Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), Cooperativa Central de Crédito de Minas Gerais (Crediminas), Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Carmo do Rio Claro (Credicarmo), Cooperativa de Crédito em Guaxupé e Região (Agrocredi) e a Cooperativa de Crédito Rural e de Pequenos Empresários (Credivar). Cepea: preços do café robusta cedem em abril Cepea/Esalq USP 13/05/2014 Após forte aumento registrado em março, os preços do robusta no físico brasileiro recuaram um pouco em abril. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima teve média de R$ 256,77/saca de 60 kg, queda de 2,52% em relação ao mês anterior. Para o tipo 7/8 bica corrida, a média foi de R$ 247,80/sc, baixa de 2,96% na mesma comparação – ambos a retirar no Espírito Santo. O mercado esteve bastante volátil, o que dificultou o avanço dos preços, mesmo com as altas observadas no cenário externo. No mercado internacional, o contrato de robusta negociado na Bolsa de Londres (Euronext Liffe) com vencimento em julho fechou a US$ 2.168/tonelada em 30 de abril, alta de 3,53% na comparação com 31 de março.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Colheita de robusta se inicia no ES e volume de negócios aumenta A colheita do café robusta da safra 2014/15 no Espírito Santo foi iniciada em meados de abril e, com isso, as negociações envolvendo os grãos da variedade para entrega imediata também começaram a ser realizadas. Até então, apenas negócios para entrega futura estavam sendo fechados. Colaboradores do Cepea indicam que as lavouras de café capixaba se desenvolveram bem e que os grãos que já tinham sido colhidos apresentaram boa qualidade. Em janeiro, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apontou produção de robusta no estado entre 8,6 e 9,5 milhões de sacas de 60 kg. Quanto aos preços, segundo agentes do setor consultados pelo Cepea, os primeiros lotes da temporada 2014/15 estavam sendo negociados com o mesmo valor dos cafés remanescentes. Esse cenário é diferente do observado para os primeiros contratos futuros e também em comparação com o verificado no mesmo período do ano passado, quando o café novo tinha preços mais baixos. Em maio, além de ganhar ritmo os novos negócios, as entregas de contratos da variedade fechados antecipadamente também devem ser intensificadas. No geral, as negociações para entrega futura envolvendo grãos de café robusta do Espírito Santo iniciaram o ano em bom ritmo. Colaboradores consultados pelo Cepea indicaram, inclusive, que o volume negociado entre o primeiro trimestre até meados de abril já havia superado o observado no mesmo período do ano passado. Nos primeiros meses do ano, o interesse de compradores em garantir bom volume do grão impulsionaram as negociações antecipadas do robusta no Espírito Santo. Além disso, cafeicultores, receosos de que, após a colheita, os preços recuassem, também intensificaram as vendas naquele período – vendedores temiam que a maior produção e o bom desenvolvimento da safra no estado capixaba pressionassem as cotações.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Por outro lado, um fator que limitou um pouco o ritmo dos negócios antecipados foi a forte volatilidade dos preços na ocasião. Segundo agentes, a maior liquidez foi observada para o robusta tipo 7/8, mas os preços de fechamento variaram bastante conforme o momento em que foram negociados. Em dezembro, quando os primeiros negócios antecipados começaram a ser fechados, havia o receio de que os preços pudessem recuar mais. Já em março, as cotações avançaram com força no físico nacional, elevando os preços das negociações para entrega futura. De maio em diante, os negócios do robusta capixaba devem se concentrar na liquidação de lotes remanescentes da safra anterior e nas vendas para entrega imediata da temporada 2014/15. Em Rondônia, há disponibilidade apenas de grãos novos, e o ritmo de negócios também tende a se intensificar no decorrer do mês. DO Região do Cerrado Mineiro entra para a história da cafeicultura nacional Ascom Federação dos Cafeicultores do Cerrado 13/05/2014 Sônia Lopes A Região do Cerrado Mineiro está para o café da mesma maneira que Champagne na França está para os espumantes e Parma na Itália está para os presuntos, é uma Denominação de Origem, o que atesta que o café produzido aqui tem características únicas que não podem ser encontradas em nenhuma outra parte do mundo. A conquista da Denominação de Origem é recente, foi publicada pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) em 31 de dezembro de 2013, mas é o resultado de um trabalho de anos dirigido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado. A Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro foi lançada oficialmente em caráter internacional na 26ª edição da Feira da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA, sigla em inglês), a maior feira de cafés especiais do mundo, que aconteceu em Seattle, Estados Unidos entre os dias 24 e 27 de abril. O lançamento foi feito em um almoço, no dia 25, para cerca de 100 convidados entre autoridades, torrefadores, exportadores, imprensa especializada e produtores. As boas vindas foram dadas pelo presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis que destacou que aquele evento entraria para a história da cafeicultura da Região. O Superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal apresentou a Região do Cerrado Mineiro, suas características e o trabalho de rastreabilidade que é desenvolvido na Região, um dos pilares do Café de Atitude: ético, rastreável e de alta qualidade. Segundo Steve Ford da Ritual Coffee Roasters, uma das mais conceituadas torrefações e cafeterias dos Estados Unidos, o almoço foi uma oportunidade de conhecer melhor a ferramenta e despertou em sua empresa o interesse em continuar adquirindo o Café da Região do Cerrado Mineiro com o Selo de Origem e Qualidade. “O almoço contextualizou o objetivo da Região do Cerrado Mineiro. Espero que através desse programa, um bom sistema de rastreabilidade disponibilize a história dos produtores do Cerrado para os consumidores. Estou ansioso para adquirir este selo em minhas compras futuras de café do Cerrado” – explicou o comprador.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck “O Cerrado conseguiu destacar a Região, o que vai agregar valor e colocar em evidência a qualidade do produto brasileiro. É um caminho que deve ser percorrido por todas as regiões como forma de diferenciar seus cafés e apresentá-los ao mundo. Parabenizamos a iniciativa e esperamos que seja um incentivo para a nossa cafeicultura” – disse Breno Mesquita, diretor do Sistema FAEMG e presidente das comissões de Café da FAEMG e da CNA. “A conquista da Denominação de Origem pela Região do Cerrado Mineiro não foi por acaso, além das condições ambientais que tornam o perfil do café produzido único, foi fundamental o nível de envolvimento e integração dos produtores da região. Isso deverá fortalecer e valorizar cada vez mais a Região do Cerrado Mineiro junto aos principais mercados consumidores do mundo. E o alto nível do lançamento durante a Feira da SCAA em Seattle comprova o cuidado e profissionalismo com que esse trabalho vem sendo conduzido” – explicou Juan Gimenez, Executivo de Novos Negócios da Nucoffee. O Sebrae é um grande parceiro da Região do Cerrado Mineiro e participa ativamente das ações da Região, segundo Marcos Alves, Analista do Sebrae na Região o evento foi um coroamento dos esforços. “O Sebrae acredita na proposta da Região do Cerrado Mineiro e vem ao longo do tempo apoiando a estruturação de ações e estratégias para fortalecimento dos negócios rurais – produtores e do território onde estão inseridos, que se constitui na Denominação de Origem da Região. O lançamento Internacional da D.O coroa uma série de esforços conjuntos, sendo mais um marco dessa Região que apesar dos poucos anos de vida, já possui muita história para contar, história baseada em comprometimento, empreendedorismo e atitude” – finalizou. Paralelo ao almoço de lançamento a Região do Cerrado Mineiro também marcou presença através de um estande que foi amplamente visitado e concorrido. A Região foi pioneira, sendo a única região produtora e não um país, a ter um stand próprio e levar a Denominação de Origem aos participantes. “Tive a oportunidade de atender torrefadores dos Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e Coreia do Sul, todos ficavam deslumbrados durante a explicação, pois ficava claro que além de um café de alta qualidade, tínhamos algo a mais a oferecer: um processo de produção definido e um sistema de rastreabilidade funcional. Diferentemente das demais origens que estavam presentes na feira” – explicou Moacir Aga Neto, Coordenador de Novos Negócios da Federação dos Cafeicultores do Cerrado. Os sabores da Região do Cerrado Mineiro foram apresentados em um Cupping (prova de café) que aconteceu dentro do pavilhão de eventos. Compradores e torrefadores puderam avaliar o Café da Região do Cerrado Mineiro e ficaram impressionados com a qualidade da bebida e a organização da Região. “Ficamos muito orgulhosos em ver a forma profissional e organizada que a Região do Cerrado Mineiro participou desta feira, muito mais que apresentar nosso café, nós apresentamos o trabalho de toda uma Região até a conquista da Denominação de Origem. Já tivemos retornos de vários parceiros e novos compradores que ficaram impressionados com a Região, temos a certeza que esta feira renderá bons frutos para os nossos produtores, que são a nossa razão de existir”– destacou o Presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês) também esteve no evento e no estande e destaca a organização das mesmas. “Estar presente na cerimônia de lançamento da Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro na feira organizada pela SCAA, em Seattle foi uma honra e um privilegio. Parabenizo a todos os envolvidos na criação da ação de lançamento e de sua organização e realização, que foi elogiada pelos estrangeiros presentes pelo profissionalismo, mas principalmente quero parabenizar a Federação por todo o empenho nesta conquista que certamente trará excelentes benefícios para a região e para a mudança de percepção quanto aos produtos e forma de condução de negócios em nosso país” – afirmou Vanusia Nogueira, Diretora Executiva da BSCA.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Custos da cafeicultura sobem 3,91% em 2014 devido aos reajustes salariais Assessoria de Comunicação CNA 13/05/2014 Os custos de produção para o cafeicultor tiveram um aumento médio de 3,91% só nos dois primeiros meses deste ano, em consequência dos reajustes salariais (foto: arquivo Cocapec) praticados pelo setor. Essa elevação nos custos afetou de forma diferenciada as duas espécies de café produzidas no país. No caso do café arábica, o custo subiu 3,42% e, em relação ao tipo conilon, o aumento foi ainda maior, de 5,66%. É o que diz o levantamento do boletim “Ativos do Café”, o primeiro de 2014, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). O estudo mostra que, ao mesmo tempo, houve uma recuperação nos preços pagos ao cafeicultor, “após um período de queda nas cotações em razão da forte estiagem que se abateu sobre as regiões produtoras nos últimos meses de 2013 e no primeiro trimestre de 2014”. O melhor desempenho dos preços de comercialização aconteceu com o café arábica, com reajuste de 81,29% no valor da saca de 60 Kg, vendida a R$ 396,02. Para o café tipo conilon, o aumento no preço da saca foi menos expressivo, 24,41%, totalizando R$ 241,73. Mecanização – O aumento médio no Custo Operacional do Café (COE), diretamente relacionado com os reajustes salariais, para o café arábica, chegou a 2,72%. Mas ocorreram oscilações nos custos enfrentados pelos cafeicultores devido à maior ou menor modernização do sistema produtivo. No caso de Manhumirim (MG), por exemplo, o COE subiu 4,11%. Já em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, o aumento nos custos foi bem menor, 1,09%, isso porque na região a lavoura de café está totalmente mecanizada. No que diz respeito ao café conilon, o peso do aumento dos salários no COE alcançou 3,47%. O maior percentual foi observado em Jaguaré, no Espírito Santo, elevação de 6,14% índice influenciado também pelo aumento nos custos do cafeicultor com insumos agrícolas e mecanização. Em comparação às demais regiões produtoras de café conilon, diz o estudo, os aumentos salariais apresentaram impacto menor na formação do COE (3,08%). Preços e safra garantem valor da produção agropecuária Assessoria de Comunicação Social do Mapa 13/05/2014 Yara Marques Brasília (13/5/2014) - O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado para este ano é de R$ 450,5 bilhões – alta de 2,4% sobre os R$ 440,1 bilhões obtidos no ano passado. Deste total, a pecuária representa 34% do VBP e as lavouras 66%. O acompanhamento dos resultados do VBP é realizado mensalmente pela Assessoria de Gestão Estratégica, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), com base nos levantamentos da safra divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste ano, a maior parte dos produtos agrícolas analisados vêm apresentando valores de produção superiores aos obtidos em 2013. Fazem parte deste grupo, as lavouras que representam a maior proporção na formação da renda agropecuária, como o algodão, arroz, café, laranja, milho, soja e trigo. A única exceção é a cana-de-açúcar, com redução do valor da produção. Os resultados positivos ocorreram devido à combinação de maior produção e também aos preços agrícolas favoráveis. No caso do café, a elevação de preços representa uma recuperação em relação ao ano passado, quando houve queda real de 30,2% no arábica e de 15,3% no conilon.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Cinco produtos vêm apresentando resultados menos favoráveis, são eles: amendoim (- 5,6%); cana- de- açúcar (- 7,1%); cebola (- 44,1%); feijão (- 11,4%); tomate, (- 20,%). Essa redução deve-se à queda de preços, que em alguns produtos vêm sendo acentuada, como no tomate (- 21,3%), cebola (- 50,9 %) e feijão (- 29,5 %). “Em relação ao VBP da pecuária, os resultados mais favoráveis vêm sendo alcançados pela carne bovina com aumento de 17,2% e da carne suína com 9,7%. Os demais, como frango, leite e ovos vêm obtendo valores menores comparados a 2013. Isso é consequência dos menores preços desses três produtos”, afirma o coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Garcia Gasques. Conforme dados do VBP regional, o Centro-Oeste lidera os valores do país com R$ 112 bilhões em 2014, seguido pelo Sul (R$ 109 bilhões), Sudeste (R$ 107,9 bilhões), Nordeste, (R$ 43,0 bilhões) e Norte com R$ 17,9 bilhões. O estado de maior valor de produção é São Paulo, com 58 bilhões, seguido de Mato Grosso, com 56,3 bilhões, que representam 25,4% do VBP da agropecuária. Acesse os links abaixo para conferir as tabelas do VBP de abril. 1-http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/0arquivos/VBP/2014%20VBP%20e%20laspeyres%20agropecuaria%2004.xls 2-http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/0arquivos/VBP/VBP%20Regional%20agropecuaria%202014%2004.xls Cafeicultura participa do ano internacional Mapa / Embrapa Café 13/05/2014 A Organização das Nações Unidas - ONU declarou 2014 como o ano internacional da agricultura familiar e a cafeicultura tem grande participação, pois o Brasil possui mais de 285 mil estabelecimentos rurais de produtores de café e a maioria das propriedades consistem na cafeicultura familiar. De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o objetivo do ano é promover a ampla discussão e cooperação mundial para aumentar a conscientização e o entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam. As discussões pretendem identificar maneiras eficientes de apoiar a agricultura familiar. Para o professor Juarez Sousa e Silva, que desenvolve pesquisas na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e integrante do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, os pequenos cafeicultores, com exceção dos organizados no sistema de cooperativas, têm poucas possibilidades de comercializar a produção diretamente com os mercados consumidores ou aguardar por melhores preços, porque não produzem café com agregação de valor e vendem o produto a atravessadores que pagam um preço abaixo do mercado. “Entretanto, pesquisadores do Consórcio desenvolvem e transferem tecnologias em pós-colheita, entre outras de interesse da lavoura cafeeira. Ao mesmo tempo, vêm produzindo e disponibilizando material bibliográfico, em linguagem simples, para a construção e utilização das tecnologias com eficiência comprovada”, acrescenta Juarez. Abertas inscrições para bolsa brasileira em mestrado de café na Itália ADS Comunicação Corporativa 13/05/2014 Estão abertas as inscrições para a edição de 2015 do Mestrado Internacional em Economia e Ciência do Café (International Masters in Coffee Economics and Science Ernesto Illy), organizado pela Fundação Ernesto Illy, Università del Caffè e demais instituições parceiras na Itália: Universidade de Trieste, Universidade de Udine, International Superior School of Advanced Studies of Trieste, Association of Molecular Biomedicine e District of Coffee de Trieste.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Como nos anos anteriores, o Brasil terá um bolsista integral, selecionado pela Università del Caffè Brazil (UDC). Os interessados em obter a bolsa de estudos devem enviar e-mail para unilly@unilly.com.br, com currículo e carta de apresentação, ambos em inglês, até o dia 31 de maio deste ano. Ótimo desempenho acadêmico, envolvimento com atividades cafeeiras e fluência na língua inglesa são diferenciais considerados na avaliação da UDC. Todo ministrado em inglês, o curso é voltado para graduados em Economia, Engenharia, Engenharia Agronômica e demais Ciências. As aulas acontecem de janeiro a junho de 2015 na sede da illycaffè, em Trieste, abordando o café desde o seu cultivo até o processo de industrialização, incluindo também a logística e os serviços de alimentação, dentre outros temas. As inscrições para alunos pagantes vão até 31 de outubro, diretamente com a Fundação Ernesto Illy. Contatos para mais informações: - Sobre a seleção no Brasil: unilly@unilly.com.br e tel. (11) 3818-4005 (São Paulo). - Sobre o mestrado: info@fondazioneilly.org. Sobre a illycaffè – Sediada em Trieste, na Itália, a torrefadora illycaffè produz e comercializa um blend de café espresso 100% arábica, sob uma única marca, líder em qualidade. Os produtos illy são comercializados em 140 países e estão disponíveis em mais de 100 mil dos melhores restaurantes e cafeterias. As espressamente illy, cafeterias de estilo italiano, estão presentes em 30 países, com mais de 230 pontos de venda. Com o objetivo de difundir a cultura do café, a illycaffè fundou a Università del caffè, um centro de treinamento de excelência que oferece treinamento teórico e prático em todos os aspectos do café para cafeicultores, equipe de lojas de café e amantes da bebida. A illycaffè emprega 900 pessoas em todo o mundo e tem um faturamento consolidado de € 361 milhões (resultados de 2012). É parceira oficial da Expo Milão 2015 e responsável pelo Cluster do Café, o grande pavilhão inteiramente dedicado à bebida na exposição universal, intitulado “Da planta à xícara”.