CLIPPING – 31/10/2014 
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CNC realiza reunião ordinária no dia 7 de novembro 
P1 / Ascom CNC 
31/10/2014 
— Clima, mercado, sustentabilidade e cooperação internacional estarão em pauta na próxima reunião 
ordinária do CNC. 
REUNIÃO ORDINÁRIA DO CNC — O Conselho Nacional do Café realizará reunião ordinária no dia 7 
de novembro, em Ribeirão Preto (SP). Para a ocasião, o CNC, reiterando o seu papel de 
representante de classe e o seu compromisso com temas atuais e focados na sustentabilidade da 
cafeicultura, preparou um interessante cronograma que envolve questões climáticas, mercadológicas, 
programas de sustentabilidade e cooperação internacional, além dos assuntos internos a serem 
debatidos. 
Na programação, o analista de mercado do tradicional Escritório Carvalhaes, Nelson Carvalhaes, 
ministrará palestra com o tema “Como ganharmos juntos”. O sócio da P&A Marketing Internacional, 
Carlos Brando, fará uma apresentação sobre o IDH – The Sustainable Trade Initiative, um programa 
que foca a sustentabilidade na cafeicultura e envolve diversas multinacionais, além de governos de 
países produtores e compradores. 
A reunião também contará com uma apresentação sobre os atuais custos de produção do café, que 
será realizada pelo coordenador de projetos do Centro de Inteligência em Mercados da Universidade 
Federal de Lavras (Ufla), engenheiro agrônomo Fabrício Andrade, que também é mestre em 
Administração e doutorando em Engenharia Agrícola. Destacamos que o estudo apresentado tem 
significativa relevância, uma vez que deverá servir de base, junto com as planilhas das cooperativas, 
para a correção dos preços mínimos do café, cuja proposta será encaminhada pelo CNC aos 
Ministérios da Agricultura e da Fazenda em janeiro de 2015. 
O engenheiro agrônomo José Braz Matiello, pesquisador da Fundação Procafé, fará uma avaliação 
do efeito climático sobre a produção cafeeira em 2014 e seus reflexos sobre o cinturão produtor nas 
safras 2015 e seguintes. A questão climática será complementada na reunião pelo professor Luiz 
Carlos Baldicero Molion, PhD em Meteorologia, Pós-Doutor em Hidrologia de Florestas, professor e 
pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Conhecido como “o cientista que não se 
curva aos ambientalistas radicais”, é também representante dos países da América do Sul na 
Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM). 
Finalizando a programação da reunião ordinária do CNC, os conselheiros diretores da entidade 
discutirão o pedido de cooperação técnica feito pelo Embaixador Fernando José Marroni de Abreu, 
diretor da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), para 
incrementar o desenvolvimento do setor cafeeiro de Camarões. 
MERCADO — Pressionadas pela ocorrência de chuvas nas origens brasileiras e pelo real 
desvalorizado, as cotações futuras do café arábica voltaram a apresentar perdas nesta semana. 
As chuvas atuais estimulam novas floradas nos cafezais, após o abortamento observado em grande 
parte das regiões produtoras devido à severa estiagem. Porém, o elevado déficit hídrico registrado 
em importantes origens nacionais e a falta de uniformidade das floradas resultarão em perdas na 
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safra 2015/16 do Brasil, cujo tamanho somente poderá ser avaliado a partir do mês dezembro. 
O vencimento dezembro do Contrato C, negociado na Bolsa de Nova York, encerrou os negócios de 
quinta-feira a US$ 1,876 por libra-peso, acumulando perdas de 390 pontos na semana. Por outro 
lado, na ICE Futures Europe, o vencimento janeiro/2015 foi cotado, ontem, a US$ 2.037 por tonelada, 
representando valorização de US$ 9 em relação ao fechamento da última sexta. 
Embora o dólar ainda se encontre em patamar elevado no Brasil, em relação aos últimos meses, até 
o fechamento do mercado cambial de ontem, o real apresentava tendência de fortalecimento. O 
principal motivo foi a elevação da taxa de juros básica da economia brasileira de 11% para 11,25% ao 
ano. Na quinta-feira, a divisa norte-americana foi cotada a R$ 2,479, acumulando queda de 1,9% em 
relação ao final da semana passada. 
No mercado físico, os negócios seguiram em ritmo fraco, com produtores aguardando melhora nos 
preços e compradores abastecidos. Os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia 
Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 439,08/saca e a 
R$ 264,72/saca, respectivamente, com variação de -1,6% e 1,5% no acumulado da semana. 
No tocante ao comércio internacional, merece atenção o acordo firmado entre a Volcafé e a 
companhia chinesa Simao Arabicasm Coffee para o estabelecimento de uma joint venture, que 
objetiva promover café arábica suave cultivado na província de Yunnan. Segundo a Agência 
Bloomberg, a Yunnan Volcafe Ltda. pretende adquirir e processar o café da província para 
exportação a clientes internacionais. Essa região da China colhe cerca de 1 milhão de sacas de café 
— cerca de 95% da produção do país —, o que é equiparável, por exemplo, ao produzido pela Costa 
Rica. 
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Atenciosamente, 
Silas Brasileiro 
Presidente Executivo do CNC
Incertezas na lavoura impactam o mercado de café e renda do produtor 
DCI 
31/10/2014 
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Nayara Figueiredo 
Após quebras de até 20% 
nas lavouras de café por 
conta da seca que atingiu 
a região Sudeste no início 
do ano, o setor 
novamente é afetado pela 
falta de chuvas que tem 
restringido os negócios 
para a safra 2015/ 2016 e 
gerado incertezas sobre 
os volumes deste e do 
próximo período 
produtivo, acarretando 
redução no faturamento 
dos produtores. 
O presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em 
Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino (foto: Phábrica de 
Ideias), lembra que não é possível generalizar, mas, de fato, as 
regiões prejudicadas pela estiagem tiveram danos que nem mesmo 
a alta nos preços será suficiente para recuperar. 
Rentabilidade – "Onde a seca foi mais severa, a produtividade caiu 
e o custo de produção subiu muito, considerando que mão de obra, 
fertilizantes e maquinário estão inflacionados e naturalmente caros. Nesses municípios, nenhuma 
recuperação de preço paga o prejuízo", diz Paulino. 
Uma análise divulgada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que 
algumas das principais regiões produtoras de Minas Gerais tiveram aumento nos custos de produção 
superiores a 27% - Guaxupé foi uma delas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento 
(Conab), as cafeiculturas mineira, paulista e capixaba respondem por 90,4% da receita do setor. 
"A principal justificativa para os impactos das adversidades climáticas no custo de produção está 
relacionada à quebra maior na renda do café e não na carga produtiva, conforme apontado pela 
Conab", avalia a confederação. 
Em contrapartida, a parcela de agricultores que foi menos afetada pela seca, conseguiu manter a 
produtividade e tende a aproveitar o otimismo de preço da commodity, que chegou a bater R$ 511 
por saca de 60 quilos no início de outubro. Atualmente, os valores seguem próximos de R$ 450 por 
saca, mas vale destacar que já houve um tempo em que eram pagos R$ 250 pela mesma quantidade 
do produto. 
"No cerrado mineiro, a renda foi muito boa, o efeito da seca não foi igual para todo mundo. Agora é 
difícil avaliar, mas a partir de dezembro conseguiremos ter uma base melhor do que aconteceu e
todos os impactos", afirma o presidente. 
Processo produtivo – No mês de outubro, em geral, os produtores dão início aos tratos com a terra 
para o plantio que começa em novembro e segue até meados de janeiro. Além disso, o analista do 
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Renato Garcia Ribeiro, conta que 
nesta época surge a florada nos cafezais que darão origem aos grãos da próxima safra, fato que 
ainda não aconteceu em todas as regiões devido à seca. 
"A falta de chuvas tem empurrado a florada mais para frente e se você não tem flores, não terá frutos 
para 2015/2016. Isso gera uma instabilidade muito grande no mercado e expectativas de baixo 
volume, assim como as projeções para 2014/2015", explica Ribeiro. 
Mercado – A safra 2013/2014 registrou 45,1 milhões de sacas, segundo a Conab. O especialista diz 
que em dezembro sairá um novo relatório da companhia, mas os números divulgados até agora já 
foram suficientes para indicar um volume menor nos estoques e refletir nos preços. 
"Há uma duvida maior sobre o que pode acontecer daqui para frente. A volta de chuvas nesta 
semana fez com que a bolsa recuasse um pouco, mas qualquer notícia que faça um contraponto a 
isso, já puxa o mercado para cima. Enquanto não chover de uma maneira resistente, essas 
oscilações vão continuar", explica. 
Neste cenário, produtores consultados pelo instituto têm restringido as vendas do grão da temporada 
2014/2015, no aguardo de melhor definição do mercado e também de preços mais elevados. Muitos 
estão à espera de alta nos valores, fundamentados na possível menor produção, fator que também 
limita os investimentos em insumos para a lavoura no ano que vem. 
OIC informa que exportação mundial de café cai 4,7% em setembro 
Agência Estado 
31/10/2014 
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Tomas Okuda 
A exportação mundial de café 
apresentou queda de 4,7% em 
setembro passado, em 
comparação com o mesmo mês de 
2013. Foram embarcadas 8,15 milhões de sacas de 60 kg ante 8,55 milhões 
de sacas em setembro de 2013. A informação é da Organização Internacional 
do Café (OIC). 
A exportação mundial no ano cafeeiro 2013/14 (outubro 2013 a setembro de 
2014) apresentou redução de cerca de 1,5% em comparação com os 12 
primeiros meses do período anterior. Foram 111,29 milhões de sacas ante 
113 milhões de sacas em 2012/13. 
Nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2014, a exportação de café arábica totalizou 
69,03 milhões de sacas, em comparação com volume de 69,11 milhões de sacas no ano anterior. O 
embarque de robusta no período foi de 42,26 milhões de sacas, em comparação com 42,17 milhões 
de sacas.
Café fecha mês de outubro pressionado pelas chuvas no Brasil 
Agência Safras 
31/10/2014 
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Lessandro Carvalho 
O mercado internacional do café fechou o mês de outubro com preços mais 
baixos para o arábica, enquanto o robusta ainda teve desempenho positivo. A 
volta das chuvas no cinturão produtivo do Brasil nesta segunda metade de 
outubro pressionou as cotações internacionais, trazendo o sentimento de que 
se atenua o problema da falta de umidade. Outubro é mês de floradas, e de 
desenvolvimento pós-floradas, crítico para a safra de 2015. 
O potencial do ano que vem já foi comprometido, desde a estiagem dos dois primeiros meses de 
2014, que prejudicou não só a produção deste ano agora como a do próximo. E as chuvas seguiram 
escassas em setembro/outubro, agravando o problema. As precipitações de agora apenas atenuam o 
cenário e é necessária a continuação deste regime de chuvas. 
A pressão foi maior para o arábica na Bolsa de Nova York em outubro, com as cotações caindo bem 
antes da chegada das chuvas, logo com as primeiras previsões da volta da umidade. Depois, é bem 
verdade que o mercado interrompeu a descida, tendo já assimilado essas precipitações e não 
rompendo certos suportes. O robusta em Londres foi melhor sustentado, especialmente, pelas 
dúvidas quanto à produção do Vietnã. 
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach (foto: 
Agrimoney), a chegada da chuva ao cinturão cafeeiro do Brasil 
mudou pouco no andamento dos preços do café. "É que o mercado 
já havia precificado, antecipadamente, o retorno da umidade. E 
como não houve surpresa nem positiva, nem negativa, o mercado 
resolveu consolidar o que tinha feito anteriormente. A mudança no 
padrão climático, como os meteorologistas estão anunciando, é um 
alívio, mas ainda restam muitas dúvidas de qual o efeito real sobre 
as lavouras de café do Brasil com a chegada tardia das chuvas", 
avalia. 
Para Barabach, uma coisa é certa, as chuvas melhoram a situação e estancam os prejuízos. "A 
questão é quanto se perdeu com o atraso das chuvas e com o déficit hídrico em 2014", adverte. 
No balanço de outubro, o arábica em Nova York acumulou queda de 3,0%, caindo de 193,35 
centavos de dólar por libra-peso no fechamento de setembro (30/09) para 187,60 centavos nesta 
quinta-feira (30 de outubro), tomando como base o contrato dezembro/2014. Em Londres, o contrato 
janeiro de 2015 do conilon acumulou alta de 1,5% até esta quinta-feira (30 de outubro). 
No mercado físico brasileiro de café, com as recentes quedas o ritmo dos negócios travou. Era 
natural, o produtor de arábica aproveitou nas altas para vender e depois se retraiu quando o cenário 
ficou desfavorável para a comercialização. O comprador também ficou na defensiva aguardando por 
quedas mais significativas. 
A baixa do dólar no mês, tumultuado pelas eleições, chegou a 1,7% no comercial até o dia 30,
contribuindo para a pressão sobre os preços do café no Brasil. Assim, o arábica bebida boa no sul de 
Minas Gerais caiu de R$ 480,00 a saca para R$ 465,00, acumulando em outubro baixa de 3,1%. O 
conilon avançou sustentado pela subida em Londres do robusta, com o tipo 7 em Vitória, no Espírito 
Santo, passando de R$ 250,00 a saca ao final de setembro para R$ 260,00 nesta quinta-feira, dia 30, 
alta de 4%. 
Emater anuncia finalistas do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas 
Ascom Ufla 
31/10/2014 
Conselho Nacional do Café – CNC 
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Cibele Aguiar 
Na sexta-feira (24/10), 13 julgadores 
oficiais estiveram na Universidade Federal 
de Lavras (UFLA) para um desafio: 
selecionar os melhores cafés do Estado 
como finalistas do Concurso de Qualidade 
Cafés de Minas. Ao todo, foram 
divulgados 33 cafés finalistas das quatro 
regiões produtoras: 10 amostras do Sul de 
Minas, 10 do Cerrado Mineiro, 10 das 
Matas de Minas e três da região 
Chapadas de Minas. 
O Concurso deste ano recebeu 1029 
amostras, das quatro principais regiões 
produtoras. A avaliação final das amostras foi realizada no Polo de Qualidade do Café, ligado à 
Agência de Inovação do Café – Inovacafé. Nesta etapa final foram realizadas análises sensoriais de 
82 amostras de café natural e 47 amostras de cereja descascado (CD). 
Leilão Virtual – Esta edição do Concurso contará com uma novidade, haverá um Leilão Virtual de 
microlotes (uma saca do café na modalidade natural e uma saca de café cereja descascado) das três 
regiões produtoras que conseguiram atingir a pontuação exigida no regulamento: Sul de Minas, 
Cerrado Mineiro e Matas de Minas. O Leilão dos cafés campeões será realizado pela Fundação de 
Apoio ao Ensino pesquisa e Extensão – Faepe, sediada no campus histórico da UFLA. 
As empresas que desejarem participar do Leilão poderão fazer a inscrição no site da Faepe, de 1º a 
20 de novembro. As características sensoriais dos cafés finalistas serão divulgadas a partir do dia 5 
de novembro e a abertura das propostas se dará em solenidade pública, no dia 21 de novembro. 
Qualidade dos cafés finalistas – De acordo com o presidente da comissão julgadora do Concurso, 
Jorge Assis Menezes, a qualidade dos cafés naturais surpreendeu os avaliadores. Contrariando a 
expectativa de redução da qualidade em função da seca enfrentada pelas principais regiões 
produtoras, o café natural – nome dado ao café seco naturalmente no terreiro e/ou secador, 
apresentou qualidade excepcional, com sabores que deverão agradar o mercado. Já os cafés 
finalistas na modalidade cereja descascado, embora de qualidade diferenciada, não atingiram o 
padrão registrado em anos anteriores.
Jorge Menezes explicou que esse resultado representa a realidade da produção cafeeira no Estado, 
que tem expectativa de safra de 22.992.048 sacas de café na safra 2014, segundo dados da 
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Estado de Minas é responsável por mais de 50% 
de todo o café produzido no Estado, estimado em 44,57 milhões de sacas em 2014. 
Para o coordenador do concurso, Marcos Fabri Junior, gerente da regional Emater-MG de Lavras, o 
principal objetivo do concurso é educativo. Ele explica que todas as amostras são avaliadas de forma 
detalhada, sendo emitidos laudos para os extensionistas da Emater-MG, que fazem um trabalho 
posterior com cada cafeicultor inscrito no Concurso, de forma a resultar na melhoria contínua dos 
cafés produzidos no Estado. 
Encerramento do Concurso – O anúncio e premiação dos três melhores cafés, de cada região 
produtora, serão durante solenidade de encerramento do concurso, no dia 27 de novembro/2014, às 
20 horas, em Patos de Minas/MG (Cerrado Mineiro). Na solenidade, também serão homenageados 
os cafeicultores com os melhores cafés produzidos com sustentabilidade, baseado na certificação 
oficial do Estado, o Certifica Minas Café. 
A partir desta edição, o local do encerramento do Concurso de Qualidade Cafés de Minas será 
itinerante, contemplando, a cada ano, uma das quatro regiões produtoras de café do Estado. 
O Concurso dos Cafés de Minas é uma iniciativa do Governo de Minas, realizada por meio da 
Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Emater-MG, em parceria 
com a UFLA e o Instituto Federal de Tecnologia do Sul de Minas. A classificação física e sensorial 
das amostras é realizada na UFLA e no Centro de Excelência do Café, em Machado, ambos no Sul 
de Minas. 
Na UFLA, os professores Rubens José Guimarães, Rosemary Gualberto Pereira e Antônio Nazareno 
Guimarães Mendes participam da comissão organizadora, que tem o apoio de estudantes do Núcleo 
de Estudos em Cafeicultura (Necaf), Núcleo de Estudos em Qualidade do Café (QI-Café), Núcleo de 
Estudos em Pós-Colheita do Café (Pós-Café), Centro de Inteligência em Mercados (CIM) e do curso 
de Engenharia de Alimentos. Clique aqui e confira os cafés finalistas. - http://www.ufla.br/ascom/wp-content/ 
uploads/2014/10/Finalistas-concurso-cafe.pdf 
Café: leilão de lotes de concurso paulista vai até quinta-feira (6) 
Agência Estado 
31/10/2014 
O leilão dos 10 lotes finalistas das categorias Cereja Descascado/Despolpado, Natural e Microlote, do 
13º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, começou na quarta-feira (29) e 
prossegue até a próxima quinta-feira (6). Podem participar indústrias de café, cafeterias, restaurantes 
e demais pessoas jurídicas interessadas. O preço mínimo de abertura foi estipulado em R$ 828,15, 
valor 50% acima da cotação da BM&F de segunda-feira (27), conforme determina o regulamento. 
O resultado do pregão, cujo valor dos lances dará o ranking final do concurso, será divulgado na 
tarde do dia 14 de novembro, no Museu do Café, em Santos, quando será feita a premiação dos 
produtores e das empresas campeãs (que são as que deram os maiores lances no leilão). 
Os cafés adquiridos neste leilão serão industrializados e vão integrar a 12ª Edição Especial dos 
Melhores Cafés de São Paulo, que será lançada dia 17 de dezembro. Em embalagens sofisticadas de 
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250 gramas e identificadas com selo numerado, esses cafés poderão ser adquiridos pelos 
consumidores em lojas gourmets ou nos sites das indústrias participantes que trabalham com e-commerce. 
Para participar, o interessado deve preencher a Ficha de Lance Comprador que está no site do 
Sindicafesp (Clique aqui e acesse http://www.sindicafesp.com.br/ ) ou solicitar seu envio pelo telefone 
(11) 3125 3160. Após o preenchimento, a ficha deve ser enviada para o e-mail 
camarasetorial@sindicafesp.com.br. Os lotes finalistas das categorias Cereja 
Descascado/Despolpado e Natural são de 8 sacas cada. Na categoria microlote, são de apenas 2 
sacas cada. O comprador poderá adquirir todo o lote ou apenas 1 saca, ou mesmo sacas de 
diferentes finalistas. 
Universidade do Café oferece curso à distância sobre manejo de águas residuárias 
ADS Comunicação Corporativa 
31/10/2014 
A Universidade de Café (UDC) está com inscrições abertas para mais 
um curso à distância: Manejo de Águas Residuárias do Café. Elas 
podem ser feitas até 17 de novembro, quando começa o período para se 
realizar as atividades propostas. Conectando a produção de cafés 
especiais à sustentabilidade, o curso aborda soluções para a diminuição do consumo de água nas 
propriedades e a destinação adequada dos resíduos gerados neste processo. 
Ele é indicado para cafeicultores, gestores de fazendas, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas 
da área de café. Especialmente para quem produz café do tipo cereja descascado, técnica que reduz 
os riscos de fermentação dos grãos, mas, por outro lado, consome mais água e gera mais águas 
residuárias, aumentando o risco de impacto ambiental. 
Os alunos terão até dois meses para assistir às 8 vídeo-aulas, que totalizam 10 horas de duração. 
Elas se dividem nos seguintes temas: 
- Tipos de processamento do café e o uso consciente da água; 
- Equipamentos utilizados e a redução do uso da água; 
- Recirculação da água e o uso de coagulantes; 
- Coleta, decantação e filtragem da água; 
- Exemplo de dimensionamento do tanque; 
- Resíduos gerados: Características, riscos e destinação; 
- Destinação e uso da água residuária do café; 
- Distribuição da ARC na lavoura do café e seu valor econômico. 
O curso será ministrado pelo engenheiro agrônomo Cesar Candiano. São oferecidas 100 vagas e há 
descontos, na taxa de inscrição, para cafeicultores fornecedores da illycaffè e grupos acima de 10 
pessoas. O investimento total do curso é R$ 200. Para inscrições e mais informações, acesse 
http://universidadedocafe.com/. Outros contatos: dilmass@fia.com.br e 11 3818-4005. 
A UDC resulta de uma parceria da illycaffè com o Centro de Conhecimentos em Agronegócios 
(Pensa), programa de pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da 
Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Instituto de Administração. 
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Pesquisadores buscam melhorar variedades de café para a América Central 
CaféPoint 
31/10/2014 
Reportagem: http://www.laprensagrafica.com / Tradução: Juliana Santin 
Os pesquisadores da Universidade Texas A&M (TAMU) iniciaram um projeto para 
encontrar soluções sustentáveis frente ao problema do fungo da ferrugem, incluindo 
novas variedades. A TAMU também espera gerar informações que até o momento não 
existem, ou estão dispersas, mas que são importantes para as decisões tomadas pelos 
cafeicultores da região. 
O Projeto do Fundo da Ferrugem (Coffee Rust Project) tem múltiplos aliados do setor privado e 
acadêmico, bem como da cooperação norte-americana através da Agência dos Estados Unidos para 
Desenvolvimento Internacional (USAID). Os resultados que se esperam obter impactarão sobre as 
nações da América Central, Caribe e Peru. 
A equipe de especialistas que lidera essa iniciativa é do Instituto mundial de Pesquisas sobre o Café 
(WCR), parte da TAMU. No total, espera-se investir US$ 5 milhões em cinco anos. 
O diretor executivo da WCR, Tim Schilling, disse que organizaram a implementação do projeto em 
cinco atividades. Uma das apostas é a inteligência de variedades. Em novembro, visitarão o país dois 
pesquisadores selecionados pela WCR para elaborar uma lista detalhada sobre o café cultivado nos 
países envolvidos no ambicioso plano. “Vão identificar as variedades que estão sendo cultivadas e 
onde, em cada um dos países. Depois, reunirão toda a informação que possa falar delas”. Assim, não 
somente as organizarão por nome – por exemplo -, mas também, por altura em que foram cultivados, 
desempenho observado, características mais marcantes. “Produziremos um catálogo para os 
produtores no começo de 2015, com as variedades disponíveis na América Central”. 
Além disso, previram trazer mudas de café da África, Índia e Indonésia (grandes produtores e 
exportadores de café) para desenvolver testes na América Central. O coordenador do projeto sobre 
ferrugem, David Laughlin, disse que El Salvador receberá cerca de 10 variedades nas próximas 
semanas e que as análises serão feitas junto com a Fundação Salvadorenha para Pesquisas de Café 
(PROCAFE), entidade privada. Os testes precisam localizar terrenos ou fazendas onde possam fazer 
testes científicos. 
“Já foram recebidas três ou quatro variedades e no transcurso das próximas semanas chegarão mais 
10”, disse Laughlin. Já houve oferta de terras para fazer os testes, mas não como precisa. “Para que 
os resultados sejam viáveis, precisam ser aplicados em três diferentes lugares. É isso que estamos 
buscando”. 
No total, durante os cinco anos, espera-se testar 30 variedades internacionais. O fungo da ferrugem 
se reproduziu em cafezais de vários países e também provocaram perdas milionárias. Assim 
aconteceu na América Central e na Colômbia há poucos anos. Agora, o Peru é que lida com a 
emergência. 
O passo seguinte é separar as características essenciais de cada uma dessas variedades para 
encontrar a fórmula que lhes dá vida, ou seja, o mapa genético. 
O projeto da ferrugem pretende elaborar um estimado de 10 a 20 variedades híbridas de café novas, 
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que serão escolhidas com a informação dos mapas genéticos encontrados. “Na América Central, sua 
vantagem é produzir cafés de alta qualidade (cafés especiais) para o mercado. Aqui é onde têm sua 
vantagem competitiva e onde a pesquisa deve ser feita, para adiantar-se ao que vem e que sempre 
se mantenham competitivos frente a países que não têm, como o Brasil”, disse Schilling. 
Outras atividades incluídas no projeto da WCR é a transferência de conhecimentos para reproduzir os 
híbridos selecionados e a preservação das características. A ideia é que o cafeicultor conheça a que 
pode ter acesso e se isso lhe convém. 
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Clipping cnc 31102014 versao de impressao

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    CLIPPING – 31/10/2014 Acesse: www.cncafe.com.br CNC realiza reunião ordinária no dia 7 de novembro P1 / Ascom CNC 31/10/2014 — Clima, mercado, sustentabilidade e cooperação internacional estarão em pauta na próxima reunião ordinária do CNC. REUNIÃO ORDINÁRIA DO CNC — O Conselho Nacional do Café realizará reunião ordinária no dia 7 de novembro, em Ribeirão Preto (SP). Para a ocasião, o CNC, reiterando o seu papel de representante de classe e o seu compromisso com temas atuais e focados na sustentabilidade da cafeicultura, preparou um interessante cronograma que envolve questões climáticas, mercadológicas, programas de sustentabilidade e cooperação internacional, além dos assuntos internos a serem debatidos. Na programação, o analista de mercado do tradicional Escritório Carvalhaes, Nelson Carvalhaes, ministrará palestra com o tema “Como ganharmos juntos”. O sócio da P&A Marketing Internacional, Carlos Brando, fará uma apresentação sobre o IDH – The Sustainable Trade Initiative, um programa que foca a sustentabilidade na cafeicultura e envolve diversas multinacionais, além de governos de países produtores e compradores. A reunião também contará com uma apresentação sobre os atuais custos de produção do café, que será realizada pelo coordenador de projetos do Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (Ufla), engenheiro agrônomo Fabrício Andrade, que também é mestre em Administração e doutorando em Engenharia Agrícola. Destacamos que o estudo apresentado tem significativa relevância, uma vez que deverá servir de base, junto com as planilhas das cooperativas, para a correção dos preços mínimos do café, cuja proposta será encaminhada pelo CNC aos Ministérios da Agricultura e da Fazenda em janeiro de 2015. O engenheiro agrônomo José Braz Matiello, pesquisador da Fundação Procafé, fará uma avaliação do efeito climático sobre a produção cafeeira em 2014 e seus reflexos sobre o cinturão produtor nas safras 2015 e seguintes. A questão climática será complementada na reunião pelo professor Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD em Meteorologia, Pós-Doutor em Hidrologia de Florestas, professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Conhecido como “o cientista que não se curva aos ambientalistas radicais”, é também representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Finalizando a programação da reunião ordinária do CNC, os conselheiros diretores da entidade discutirão o pedido de cooperação técnica feito pelo Embaixador Fernando José Marroni de Abreu, diretor da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (MRE), para incrementar o desenvolvimento do setor cafeeiro de Camarões. MERCADO — Pressionadas pela ocorrência de chuvas nas origens brasileiras e pelo real desvalorizado, as cotações futuras do café arábica voltaram a apresentar perdas nesta semana. As chuvas atuais estimulam novas floradas nos cafezais, após o abortamento observado em grande parte das regiões produtoras devido à severa estiagem. Porém, o elevado déficit hídrico registrado em importantes origens nacionais e a falta de uniformidade das floradas resultarão em perdas na Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
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    safra 2015/16 doBrasil, cujo tamanho somente poderá ser avaliado a partir do mês dezembro. O vencimento dezembro do Contrato C, negociado na Bolsa de Nova York, encerrou os negócios de quinta-feira a US$ 1,876 por libra-peso, acumulando perdas de 390 pontos na semana. Por outro lado, na ICE Futures Europe, o vencimento janeiro/2015 foi cotado, ontem, a US$ 2.037 por tonelada, representando valorização de US$ 9 em relação ao fechamento da última sexta. Embora o dólar ainda se encontre em patamar elevado no Brasil, em relação aos últimos meses, até o fechamento do mercado cambial de ontem, o real apresentava tendência de fortalecimento. O principal motivo foi a elevação da taxa de juros básica da economia brasileira de 11% para 11,25% ao ano. Na quinta-feira, a divisa norte-americana foi cotada a R$ 2,479, acumulando queda de 1,9% em relação ao final da semana passada. No mercado físico, os negócios seguiram em ritmo fraco, com produtores aguardando melhora nos preços e compradores abastecidos. Os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 439,08/saca e a R$ 264,72/saca, respectivamente, com variação de -1,6% e 1,5% no acumulado da semana. No tocante ao comércio internacional, merece atenção o acordo firmado entre a Volcafé e a companhia chinesa Simao Arabicasm Coffee para o estabelecimento de uma joint venture, que objetiva promover café arábica suave cultivado na província de Yunnan. Segundo a Agência Bloomberg, a Yunnan Volcafe Ltda. pretende adquirir e processar o café da província para exportação a clientes internacionais. Essa região da China colhe cerca de 1 milhão de sacas de café — cerca de 95% da produção do país —, o que é equiparável, por exemplo, ao produzido pela Costa Rica. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Atenciosamente, Silas Brasileiro Presidente Executivo do CNC
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    Incertezas na lavouraimpactam o mercado de café e renda do produtor DCI 31/10/2014 Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Nayara Figueiredo Após quebras de até 20% nas lavouras de café por conta da seca que atingiu a região Sudeste no início do ano, o setor novamente é afetado pela falta de chuvas que tem restringido os negócios para a safra 2015/ 2016 e gerado incertezas sobre os volumes deste e do próximo período produtivo, acarretando redução no faturamento dos produtores. O presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Carlos Alberto Paulino (foto: Phábrica de Ideias), lembra que não é possível generalizar, mas, de fato, as regiões prejudicadas pela estiagem tiveram danos que nem mesmo a alta nos preços será suficiente para recuperar. Rentabilidade – "Onde a seca foi mais severa, a produtividade caiu e o custo de produção subiu muito, considerando que mão de obra, fertilizantes e maquinário estão inflacionados e naturalmente caros. Nesses municípios, nenhuma recuperação de preço paga o prejuízo", diz Paulino. Uma análise divulgada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que algumas das principais regiões produtoras de Minas Gerais tiveram aumento nos custos de produção superiores a 27% - Guaxupé foi uma delas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as cafeiculturas mineira, paulista e capixaba respondem por 90,4% da receita do setor. "A principal justificativa para os impactos das adversidades climáticas no custo de produção está relacionada à quebra maior na renda do café e não na carga produtiva, conforme apontado pela Conab", avalia a confederação. Em contrapartida, a parcela de agricultores que foi menos afetada pela seca, conseguiu manter a produtividade e tende a aproveitar o otimismo de preço da commodity, que chegou a bater R$ 511 por saca de 60 quilos no início de outubro. Atualmente, os valores seguem próximos de R$ 450 por saca, mas vale destacar que já houve um tempo em que eram pagos R$ 250 pela mesma quantidade do produto. "No cerrado mineiro, a renda foi muito boa, o efeito da seca não foi igual para todo mundo. Agora é difícil avaliar, mas a partir de dezembro conseguiremos ter uma base melhor do que aconteceu e
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    todos os impactos",afirma o presidente. Processo produtivo – No mês de outubro, em geral, os produtores dão início aos tratos com a terra para o plantio que começa em novembro e segue até meados de janeiro. Além disso, o analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Renato Garcia Ribeiro, conta que nesta época surge a florada nos cafezais que darão origem aos grãos da próxima safra, fato que ainda não aconteceu em todas as regiões devido à seca. "A falta de chuvas tem empurrado a florada mais para frente e se você não tem flores, não terá frutos para 2015/2016. Isso gera uma instabilidade muito grande no mercado e expectativas de baixo volume, assim como as projeções para 2014/2015", explica Ribeiro. Mercado – A safra 2013/2014 registrou 45,1 milhões de sacas, segundo a Conab. O especialista diz que em dezembro sairá um novo relatório da companhia, mas os números divulgados até agora já foram suficientes para indicar um volume menor nos estoques e refletir nos preços. "Há uma duvida maior sobre o que pode acontecer daqui para frente. A volta de chuvas nesta semana fez com que a bolsa recuasse um pouco, mas qualquer notícia que faça um contraponto a isso, já puxa o mercado para cima. Enquanto não chover de uma maneira resistente, essas oscilações vão continuar", explica. Neste cenário, produtores consultados pelo instituto têm restringido as vendas do grão da temporada 2014/2015, no aguardo de melhor definição do mercado e também de preços mais elevados. Muitos estão à espera de alta nos valores, fundamentados na possível menor produção, fator que também limita os investimentos em insumos para a lavoura no ano que vem. OIC informa que exportação mundial de café cai 4,7% em setembro Agência Estado 31/10/2014 Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Tomas Okuda A exportação mundial de café apresentou queda de 4,7% em setembro passado, em comparação com o mesmo mês de 2013. Foram embarcadas 8,15 milhões de sacas de 60 kg ante 8,55 milhões de sacas em setembro de 2013. A informação é da Organização Internacional do Café (OIC). A exportação mundial no ano cafeeiro 2013/14 (outubro 2013 a setembro de 2014) apresentou redução de cerca de 1,5% em comparação com os 12 primeiros meses do período anterior. Foram 111,29 milhões de sacas ante 113 milhões de sacas em 2012/13. Nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2014, a exportação de café arábica totalizou 69,03 milhões de sacas, em comparação com volume de 69,11 milhões de sacas no ano anterior. O embarque de robusta no período foi de 42,26 milhões de sacas, em comparação com 42,17 milhões de sacas.
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    Café fecha mêsde outubro pressionado pelas chuvas no Brasil Agência Safras 31/10/2014 Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Lessandro Carvalho O mercado internacional do café fechou o mês de outubro com preços mais baixos para o arábica, enquanto o robusta ainda teve desempenho positivo. A volta das chuvas no cinturão produtivo do Brasil nesta segunda metade de outubro pressionou as cotações internacionais, trazendo o sentimento de que se atenua o problema da falta de umidade. Outubro é mês de floradas, e de desenvolvimento pós-floradas, crítico para a safra de 2015. O potencial do ano que vem já foi comprometido, desde a estiagem dos dois primeiros meses de 2014, que prejudicou não só a produção deste ano agora como a do próximo. E as chuvas seguiram escassas em setembro/outubro, agravando o problema. As precipitações de agora apenas atenuam o cenário e é necessária a continuação deste regime de chuvas. A pressão foi maior para o arábica na Bolsa de Nova York em outubro, com as cotações caindo bem antes da chegada das chuvas, logo com as primeiras previsões da volta da umidade. Depois, é bem verdade que o mercado interrompeu a descida, tendo já assimilado essas precipitações e não rompendo certos suportes. O robusta em Londres foi melhor sustentado, especialmente, pelas dúvidas quanto à produção do Vietnã. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach (foto: Agrimoney), a chegada da chuva ao cinturão cafeeiro do Brasil mudou pouco no andamento dos preços do café. "É que o mercado já havia precificado, antecipadamente, o retorno da umidade. E como não houve surpresa nem positiva, nem negativa, o mercado resolveu consolidar o que tinha feito anteriormente. A mudança no padrão climático, como os meteorologistas estão anunciando, é um alívio, mas ainda restam muitas dúvidas de qual o efeito real sobre as lavouras de café do Brasil com a chegada tardia das chuvas", avalia. Para Barabach, uma coisa é certa, as chuvas melhoram a situação e estancam os prejuízos. "A questão é quanto se perdeu com o atraso das chuvas e com o déficit hídrico em 2014", adverte. No balanço de outubro, o arábica em Nova York acumulou queda de 3,0%, caindo de 193,35 centavos de dólar por libra-peso no fechamento de setembro (30/09) para 187,60 centavos nesta quinta-feira (30 de outubro), tomando como base o contrato dezembro/2014. Em Londres, o contrato janeiro de 2015 do conilon acumulou alta de 1,5% até esta quinta-feira (30 de outubro). No mercado físico brasileiro de café, com as recentes quedas o ritmo dos negócios travou. Era natural, o produtor de arábica aproveitou nas altas para vender e depois se retraiu quando o cenário ficou desfavorável para a comercialização. O comprador também ficou na defensiva aguardando por quedas mais significativas. A baixa do dólar no mês, tumultuado pelas eleições, chegou a 1,7% no comercial até o dia 30,
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    contribuindo para apressão sobre os preços do café no Brasil. Assim, o arábica bebida boa no sul de Minas Gerais caiu de R$ 480,00 a saca para R$ 465,00, acumulando em outubro baixa de 3,1%. O conilon avançou sustentado pela subida em Londres do robusta, com o tipo 7 em Vitória, no Espírito Santo, passando de R$ 250,00 a saca ao final de setembro para R$ 260,00 nesta quinta-feira, dia 30, alta de 4%. Emater anuncia finalistas do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Ascom Ufla 31/10/2014 Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Cibele Aguiar Na sexta-feira (24/10), 13 julgadores oficiais estiveram na Universidade Federal de Lavras (UFLA) para um desafio: selecionar os melhores cafés do Estado como finalistas do Concurso de Qualidade Cafés de Minas. Ao todo, foram divulgados 33 cafés finalistas das quatro regiões produtoras: 10 amostras do Sul de Minas, 10 do Cerrado Mineiro, 10 das Matas de Minas e três da região Chapadas de Minas. O Concurso deste ano recebeu 1029 amostras, das quatro principais regiões produtoras. A avaliação final das amostras foi realizada no Polo de Qualidade do Café, ligado à Agência de Inovação do Café – Inovacafé. Nesta etapa final foram realizadas análises sensoriais de 82 amostras de café natural e 47 amostras de cereja descascado (CD). Leilão Virtual – Esta edição do Concurso contará com uma novidade, haverá um Leilão Virtual de microlotes (uma saca do café na modalidade natural e uma saca de café cereja descascado) das três regiões produtoras que conseguiram atingir a pontuação exigida no regulamento: Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Matas de Minas. O Leilão dos cafés campeões será realizado pela Fundação de Apoio ao Ensino pesquisa e Extensão – Faepe, sediada no campus histórico da UFLA. As empresas que desejarem participar do Leilão poderão fazer a inscrição no site da Faepe, de 1º a 20 de novembro. As características sensoriais dos cafés finalistas serão divulgadas a partir do dia 5 de novembro e a abertura das propostas se dará em solenidade pública, no dia 21 de novembro. Qualidade dos cafés finalistas – De acordo com o presidente da comissão julgadora do Concurso, Jorge Assis Menezes, a qualidade dos cafés naturais surpreendeu os avaliadores. Contrariando a expectativa de redução da qualidade em função da seca enfrentada pelas principais regiões produtoras, o café natural – nome dado ao café seco naturalmente no terreiro e/ou secador, apresentou qualidade excepcional, com sabores que deverão agradar o mercado. Já os cafés finalistas na modalidade cereja descascado, embora de qualidade diferenciada, não atingiram o padrão registrado em anos anteriores.
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    Jorge Menezes explicouque esse resultado representa a realidade da produção cafeeira no Estado, que tem expectativa de safra de 22.992.048 sacas de café na safra 2014, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Estado de Minas é responsável por mais de 50% de todo o café produzido no Estado, estimado em 44,57 milhões de sacas em 2014. Para o coordenador do concurso, Marcos Fabri Junior, gerente da regional Emater-MG de Lavras, o principal objetivo do concurso é educativo. Ele explica que todas as amostras são avaliadas de forma detalhada, sendo emitidos laudos para os extensionistas da Emater-MG, que fazem um trabalho posterior com cada cafeicultor inscrito no Concurso, de forma a resultar na melhoria contínua dos cafés produzidos no Estado. Encerramento do Concurso – O anúncio e premiação dos três melhores cafés, de cada região produtora, serão durante solenidade de encerramento do concurso, no dia 27 de novembro/2014, às 20 horas, em Patos de Minas/MG (Cerrado Mineiro). Na solenidade, também serão homenageados os cafeicultores com os melhores cafés produzidos com sustentabilidade, baseado na certificação oficial do Estado, o Certifica Minas Café. A partir desta edição, o local do encerramento do Concurso de Qualidade Cafés de Minas será itinerante, contemplando, a cada ano, uma das quatro regiões produtoras de café do Estado. O Concurso dos Cafés de Minas é uma iniciativa do Governo de Minas, realizada por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Emater-MG, em parceria com a UFLA e o Instituto Federal de Tecnologia do Sul de Minas. A classificação física e sensorial das amostras é realizada na UFLA e no Centro de Excelência do Café, em Machado, ambos no Sul de Minas. Na UFLA, os professores Rubens José Guimarães, Rosemary Gualberto Pereira e Antônio Nazareno Guimarães Mendes participam da comissão organizadora, que tem o apoio de estudantes do Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf), Núcleo de Estudos em Qualidade do Café (QI-Café), Núcleo de Estudos em Pós-Colheita do Café (Pós-Café), Centro de Inteligência em Mercados (CIM) e do curso de Engenharia de Alimentos. Clique aqui e confira os cafés finalistas. - http://www.ufla.br/ascom/wp-content/ uploads/2014/10/Finalistas-concurso-cafe.pdf Café: leilão de lotes de concurso paulista vai até quinta-feira (6) Agência Estado 31/10/2014 O leilão dos 10 lotes finalistas das categorias Cereja Descascado/Despolpado, Natural e Microlote, do 13º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo, começou na quarta-feira (29) e prossegue até a próxima quinta-feira (6). Podem participar indústrias de café, cafeterias, restaurantes e demais pessoas jurídicas interessadas. O preço mínimo de abertura foi estipulado em R$ 828,15, valor 50% acima da cotação da BM&F de segunda-feira (27), conforme determina o regulamento. O resultado do pregão, cujo valor dos lances dará o ranking final do concurso, será divulgado na tarde do dia 14 de novembro, no Museu do Café, em Santos, quando será feita a premiação dos produtores e das empresas campeãs (que são as que deram os maiores lances no leilão). Os cafés adquiridos neste leilão serão industrializados e vão integrar a 12ª Edição Especial dos Melhores Cafés de São Paulo, que será lançada dia 17 de dezembro. Em embalagens sofisticadas de Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
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    250 gramas eidentificadas com selo numerado, esses cafés poderão ser adquiridos pelos consumidores em lojas gourmets ou nos sites das indústrias participantes que trabalham com e-commerce. Para participar, o interessado deve preencher a Ficha de Lance Comprador que está no site do Sindicafesp (Clique aqui e acesse http://www.sindicafesp.com.br/ ) ou solicitar seu envio pelo telefone (11) 3125 3160. Após o preenchimento, a ficha deve ser enviada para o e-mail camarasetorial@sindicafesp.com.br. Os lotes finalistas das categorias Cereja Descascado/Despolpado e Natural são de 8 sacas cada. Na categoria microlote, são de apenas 2 sacas cada. O comprador poderá adquirir todo o lote ou apenas 1 saca, ou mesmo sacas de diferentes finalistas. Universidade do Café oferece curso à distância sobre manejo de águas residuárias ADS Comunicação Corporativa 31/10/2014 A Universidade de Café (UDC) está com inscrições abertas para mais um curso à distância: Manejo de Águas Residuárias do Café. Elas podem ser feitas até 17 de novembro, quando começa o período para se realizar as atividades propostas. Conectando a produção de cafés especiais à sustentabilidade, o curso aborda soluções para a diminuição do consumo de água nas propriedades e a destinação adequada dos resíduos gerados neste processo. Ele é indicado para cafeicultores, gestores de fazendas, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas da área de café. Especialmente para quem produz café do tipo cereja descascado, técnica que reduz os riscos de fermentação dos grãos, mas, por outro lado, consome mais água e gera mais águas residuárias, aumentando o risco de impacto ambiental. Os alunos terão até dois meses para assistir às 8 vídeo-aulas, que totalizam 10 horas de duração. Elas se dividem nos seguintes temas: - Tipos de processamento do café e o uso consciente da água; - Equipamentos utilizados e a redução do uso da água; - Recirculação da água e o uso de coagulantes; - Coleta, decantação e filtragem da água; - Exemplo de dimensionamento do tanque; - Resíduos gerados: Características, riscos e destinação; - Destinação e uso da água residuária do café; - Distribuição da ARC na lavoura do café e seu valor econômico. O curso será ministrado pelo engenheiro agrônomo Cesar Candiano. São oferecidas 100 vagas e há descontos, na taxa de inscrição, para cafeicultores fornecedores da illycaffè e grupos acima de 10 pessoas. O investimento total do curso é R$ 200. Para inscrições e mais informações, acesse http://universidadedocafe.com/. Outros contatos: dilmass@fia.com.br e 11 3818-4005. A UDC resulta de uma parceria da illycaffè com o Centro de Conhecimentos em Agronegócios (Pensa), programa de pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Instituto de Administração. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
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    Pesquisadores buscam melhorarvariedades de café para a América Central CaféPoint 31/10/2014 Reportagem: http://www.laprensagrafica.com / Tradução: Juliana Santin Os pesquisadores da Universidade Texas A&M (TAMU) iniciaram um projeto para encontrar soluções sustentáveis frente ao problema do fungo da ferrugem, incluindo novas variedades. A TAMU também espera gerar informações que até o momento não existem, ou estão dispersas, mas que são importantes para as decisões tomadas pelos cafeicultores da região. O Projeto do Fundo da Ferrugem (Coffee Rust Project) tem múltiplos aliados do setor privado e acadêmico, bem como da cooperação norte-americana através da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID). Os resultados que se esperam obter impactarão sobre as nações da América Central, Caribe e Peru. A equipe de especialistas que lidera essa iniciativa é do Instituto mundial de Pesquisas sobre o Café (WCR), parte da TAMU. No total, espera-se investir US$ 5 milhões em cinco anos. O diretor executivo da WCR, Tim Schilling, disse que organizaram a implementação do projeto em cinco atividades. Uma das apostas é a inteligência de variedades. Em novembro, visitarão o país dois pesquisadores selecionados pela WCR para elaborar uma lista detalhada sobre o café cultivado nos países envolvidos no ambicioso plano. “Vão identificar as variedades que estão sendo cultivadas e onde, em cada um dos países. Depois, reunirão toda a informação que possa falar delas”. Assim, não somente as organizarão por nome – por exemplo -, mas também, por altura em que foram cultivados, desempenho observado, características mais marcantes. “Produziremos um catálogo para os produtores no começo de 2015, com as variedades disponíveis na América Central”. Além disso, previram trazer mudas de café da África, Índia e Indonésia (grandes produtores e exportadores de café) para desenvolver testes na América Central. O coordenador do projeto sobre ferrugem, David Laughlin, disse que El Salvador receberá cerca de 10 variedades nas próximas semanas e que as análises serão feitas junto com a Fundação Salvadorenha para Pesquisas de Café (PROCAFE), entidade privada. Os testes precisam localizar terrenos ou fazendas onde possam fazer testes científicos. “Já foram recebidas três ou quatro variedades e no transcurso das próximas semanas chegarão mais 10”, disse Laughlin. Já houve oferta de terras para fazer os testes, mas não como precisa. “Para que os resultados sejam viáveis, precisam ser aplicados em três diferentes lugares. É isso que estamos buscando”. No total, durante os cinco anos, espera-se testar 30 variedades internacionais. O fungo da ferrugem se reproduziu em cafezais de vários países e também provocaram perdas milionárias. Assim aconteceu na América Central e na Colômbia há poucos anos. Agora, o Peru é que lida com a emergência. O passo seguinte é separar as características essenciais de cada uma dessas variedades para encontrar a fórmula que lhes dá vida, ou seja, o mapa genético. O projeto da ferrugem pretende elaborar um estimado de 10 a 20 variedades híbridas de café novas, Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck
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    que serão escolhidascom a informação dos mapas genéticos encontrados. “Na América Central, sua vantagem é produzir cafés de alta qualidade (cafés especiais) para o mercado. Aqui é onde têm sua vantagem competitiva e onde a pesquisa deve ser feita, para adiantar-se ao que vem e que sempre se mantenham competitivos frente a países que não têm, como o Brasil”, disse Schilling. Outras atividades incluídas no projeto da WCR é a transferência de conhecimentos para reproduzir os híbridos selecionados e a preservação das características. A ideia é que o cafeicultor conheça a que pode ter acesso e se isso lhe convém. Conselho Nacional do Café – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck