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CLIPPING – 03/03/2015
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Café: preço composto da OIC registra maior baixa em um ano
P1 / Ascom CNC
03/03/2015
Paulo A. C. Kawasaki
A Organização Internacional do Café (OIC) revelou, em seu relatório mensal sobre o mercado, que a
tendência baixista das cotações registrada nos últimos meses prosseguiu em fevereiro. “O preço
indicativo composto diário da OIC caiu para pouco menos de US$1,30, ou seja, mais de 50 centavos
abaixo do pico de 185,09 centavos alcançado na alta mais recente, em outubro de 2014”, destaca a
entidade.
Entretanto, apesar da pressão baixista, a instituição informou que a produção mundial está prevista
em 142 milhões de sacas de 60 kg de café no ano safra 2014/15, ou 4,6 milhões a menos do que em
2013/14, sendo este o menor volume dos últimos três anos. “Com isso, o mercado cafeeiro se torna
deficitário este ano, embora os estoques dos países produtores tenham, até agora, permitido uma
continuação das exportações em ritmo acelerado”, observa a entidade.
De acordo com a OIC, os preços do café caíram muito em fevereiro devido à melhora do tempo no
Brasil, fato que contribuiu para acelerar as vendas. O preço indicativo composto diário da
Organização baixou de US$ 1,4825 para US$ 1,2875 por libra-peso, apresentado sua maior
depreciação desde meados de fevereiro de 2014. A média mensal terminou em 141,10 centavos,
4,8% abaixo de janeiro e se tornando a mais baixa dos 12 últimos meses.
Quanto aos preços indicativos dos grupos, a maior redução foi observada nos Naturais Brasileiros, de
7,1%. Os Suaves Colombianos e os Outros Suaves caíram 6% e 5,8%, respectivamente, mas os
Robustas subiram 0,4% em relação a janeiro, registrando 98,36 centavos, seu nível mais alto em três
meses. “Isso, em parte, pode ser atribuído a um menor número de vendas do Vietnã durante o feriado
do Ano Novo”, explica a Organização.
Com esses desempenhos divergentes das variedades, a OIC explica que a arbitragem entre Arábicas
e Robustas diminuiu significativamente e, quase no final do mês, era de apenas 55 centavos, menos
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da metade do que em outubro de 2014. “Isso deve criar certa resistência à continuação das quedas
dos preços dos Arábicas”, conclui a entidade.
OIC: safra mundial 2014/15 é estimada em 142 milhões de sacas de café
P1 / Ascom CNC
03/03/2015
Paulo A. C. Kawasaki
A produção mundial de café, no ano safra 2014/15, é estimada pela Organização Internacional do
Café (OIC) em 142 milhões de sacas de 60 kg, apresentando quebra de 3,2% em relação à 2013/14.
A instituição explica que esse volume é ligeiramente superior ao da previsão anterior devido à
expectativa de maior produção em Honduras (que sobe para 5,4 milhões) e a ajustes na Tanzânia
(aumento para 1 milhão), nos Camarões (475.000), em Ruanda (280.000) e no Burundi (250.000).
Em relatório mensal sobre o mercado cafeeiro, a OIC revelou que, por outro lado, a produção da Índia
foi revisada para baixo, passando a 5,5 milhões de sacas, de acordo com a estimativa pós-monção
da Junta do Café da Índia. No México, a produção também foi ajustada para um pouco menos,
recuando a 3,9 milhões de sacas. “No Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia, a produção se mantém
no mesmo nível”, completa a entidade.
A Organização comenta que o resultado dessas variações deverá fazer com que a colheita mundial
2014/15 seja 4,6 milhões de sacas menor do que o volume de 2013/14, com quedas sendo
registradas tanto para a variedade arábica (-2,8%), quanto para a robusta (-3,7%).
Regionalmente, a OIC estima que a produção da América do Sul será 6,8% menor, somando 62,7
milhões de sacas e respondendo por 44,1% do total mundial. Na Ásia e Oceania, projeta-se quebra
de 4,8%, o que faz com que a região represente 31,2% do volume global.
No México e na América Central, a produção foi prognosticada em 18 milhões de sacas, 7,9% acima
de 2013/14, sugerindo que o impacto da ferrugem do café está diminuindo um pouco. “No entanto, é
preciso não esquecer que esse volume ainda está mais de 2 milhões de sacas abaixo do volume
produzido pela região em 2011/12, antes do surto, e que os danos sociais e econômicos sofridos por
muitos países continuam”, recorda a entidade.
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A OIC previu uma colheita de 17 milhões de sacas na África, o que corresponde a um incremento de
5,2% em relação ao ciclo anterior. “Caso esse aumento se efetive, será a primeira vez que os
africanos alcançarão 17 milhões de sacas desde 1999/2000, o que também aumentaria a
participação do Continente no total mundial para 12%”, conclui a entidade.
Fenicafé: é possível irrigar com responsabilidade, apesar da escassez
Agência SAFRAS
03/03/2015
Fábio Rübenich
O ano de 2015 marca a realização da vigésima edição da Feira Nacional de
Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), tradicional evento sediado em
Araguari, no cerrado de Minas Gerais.
O presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Cláudio
Morales Garcia (foto: divulgação ACA), destacou que há muito a ser
comemorado neste ano, pois além dos 20 anos da Feira, comemoram-se 30
anos da inauguração da entidade, a organizadora do evento.
Para Garcia, conhecimento e investimentos foram essenciais para tornar a
produção de café viável na região do cerrado, com ênfase na irrigação. Ele
exemplificou que, enquanto o Brasil tem apenas 300 mil dos seus 2,1
milhões de hectares com café irrigados, a região de Araguari conta com
quase 100 por cento de áreas sob irrigação.
Mesmo em tempos de clima adverso e escassez de água, como o atual, é possível irrigar com
responsabilidade, disse Morales.
Com a irrigação, os cafeicultores do cerrado mineiro obtêm produtividade na casa das 35 sacas por
hectare, em comparação à média nacional de 25 sacas por hectare. "Esta é uma referência nossa,
tema de discussões e debate em todas as edições da Fenicafé", destacou o presidente da ACA.
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Fenicafé: com tecnologia, uso da água diminuiu 50% na região do Cerrado
Agência SAFRAS
03/03/2015
Fábio Rübenich
O presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado (MG),
Francisco Sérgio de Assis (foto: Carol Carquejeiro/Valor), fez parte da
mesa de abertgura da vigésima edição da Feira Nacional de Irrigação em
Cafeicultura (Fenicafé), evento que está sendo realizado entre os dias 03
e 05 de março em Araguari.
Assis enfatizou que há vinte anos, época da primeira Fenicafé, os
produtores do Cerrado Mineiro sabiam que tinham que melhorar o uso da
água na cafeicultura, implementando tecnologias como a fertirrigação,
entre outras. Assim, em 20 anos, a quantidade de água utilizada pela
atividade sofreu uma queda de cerca de 50%, disse.
Assis afirmou que a região necessita construir barragens e criticou
iniciativas burocráticas que, segundo ele, apenas vão onerar ainda mais
o cafeicultor, como seria no caso da instalação de hidrômetros, que têm vida útil curta.
Ele criticou, ainda, projetos de transferência de tecnologia da cafeicultura para países africanos por
parte do Governo Federal, "pois não podemos dar ferramentas de graça para concorrentes".
VBP Agropecuário mineiro alcança R$ 53,3 bilhões em janeiro
Agência Minas
03/03/2015
O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira alcançou
R$ 53,3 bilhões em janeiro, o que representa crescimento de 4,1%
em relação ao obtido no ano passado que foi de R$ 51,2 bilhões. O
VBP do setor agropecuário em Minas corresponde a 11,2% do
valor gerado no país, que foi de R$ 477,5 bilhões. Os dados do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foram
analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Seapa).
O VBP é o resultado da relação entre o volume da produção e a cotação média do produto. Segundo
o assessor técnico da Seapa, Francisco Augusto Lara de Souza, as estimativas de produção são
preliminares. “Os relatórios da produção agrícola de janeiro ainda não avaliaram completamente as
perdas ocasionadas pela estiagem prolongada mas apresentam-se satisfatórias, tendo em vista as
adversidades climáticas enfrentadas”, analisa.
Em janeiro, as culturas que registraram contribuições positivas foram: café (9,4%); batata (9,1%); soja
(8,8%) e laranja (7,5%). As lavouras respondem por 57,2% do VBP agropecuário mineiro, totalizando
R$ 30,5 bilhões. “O bom desempenho do café no VBP está associado aos preços médios pagos pela
saca, superiores aos registrados no ano anterior”, analisa o assessor técnico.
A pecuária apresentou variação superior em relação ao setor agrícola. De acordo com o assessor
técnico, enquanto o setor agrícola registrou crescimento de 3,7%, a pecuária aumentou 4,6% em
relação ao ano passado. Os produtos pecuários que mais se destacaram foram: bovinos (13,9%);
ovos (9,8%); suínos (3,8%) e frango (2,8%). O bom desempenho dos bovinos no VBP se deve ao
crescimento de 13,2% no preço médio pago pela arroba.
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Neste grupo, o leite foi o único produto que registrou variação negativa (-1,2%). “O baixo preço do
litro pago ao produtor foi um dos fatores responsáveis pelo resultado”, explica o assessor Francisco
de Souza. A pecuária responde por 42,8% do VBP agropecuário do estado e somam R$ 22,8 bilhões.
Números do VBP Agropecuário MG – Janeiro 2015
Valor total: R$ 53,3 bilhões (+ 4,1%)
Café: R$ 10,6 bilhões (+9,4%)
Soja: R$ 3,8 bilhões (+8,8%)
Batata: R$ 2,1 bilhões (+9,1%)
Banana: R$ 1,4 bilhão (+9,5%)
Laranja: R$ 1,3 bilhões (+7,5%)
Bovinos: R$ 6,3 bilhões (+13,9%)
Frangos: R$ 6,3 bilhões (+2,8%)
Suínos: R$ 1,7 bilhão (+3,8%)
Ovos: R$ 1,2 bilhão (+9,8%)
Pesquisa liga café diário a artérias mais limpas
BBC Brasil
03/03/2015
Michelle Roberts, Editora de Saúde do site da BBC
O consumo diário de algumas xícaras de café pode ajudar a evitar o entupimento das artérias, um
conhecido fator de risco para doenças cardíacas, disseram pesquisadores sul-coreanos, o que deve
reabrir o debate sobre os benefícios da bebida para o coração.
O estudo analisou mais de 25 mil funcionários homens e mulheres que se submeteram a exames de
saúde de rotina no local de trabalho. Os resultados foram divulgados na publicação científica Heart.
Aqueles que bebiam uma quantidade moderada de café - de três a cinco xícaras por dia - tinham uma
possibilidade menor de apresentar os primeiros sinais de doença cardíaca nos exames médicos.
Efeitos no coração – Os efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas.
Alguns estudos relacionam o consumo da bebida a fatores de risco cardíaco, como maior colesterol
ou pressão arterial. Já outras pesquisas sugerem, na verdade, alguma proteção cardíaca.
Neste estudo, pesquisadores usaram exames médicos para avaliar a saúde do coração. Eles
buscavam, especificamente, qualquer doença nas artérias que irrigam o coração - as artérias
coronárias.
Nas doenças coronárias, estas artérias ficam entupidas pelo acúmulo gradual de material gorduroso
em suas paredes.
Pesquisadores usaram métodos para visualizar pequenos depósitos de cálcio nas paredes das
artérias coronárias para ter uma pista inicial sobre a ocorrência deste processo da doença. Nenhuma
das pessoas incluídas no estudo tinha sinais visíveis de doença cardíaca, mas mais do que uma em
cada 10 tiveram depósitos de cálcio visíveis em seus exames.
Os pesquisadores, então, compararam os resultados dos exames com o consumo de café diário
anotado por cada um dos funcionários, levando em conta outros potenciais fatores de risco cardíaco,
como tabagismo, exercícios físicos e histórico familiar de problemas cardíacos.
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Pessoas que beberam algumas xícaras de café por dia apresentaram menos probabilidade de ter
depósitos de cálcio em suas artérias coronárias do que as que bebiam mais do que isso ou
simplesmente não bebiam nada.
Bem ou mal? – Os autores do estudo dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para
confirmar e explicar a ligação. O café contém cafeína estimulante e diversos outros compostos, mas
não está claro se eles podem causar bem ou mal para o corpo.
Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, disse: "Embora este estudo destaque uma
eventual ligação entre o consumo de café e um menor risco de obstruir as artérias, mais pesquisas
são necessárias para confirmar esses resultados e compreender qual é a razão para essa
associação".
"Precisamos tomar cuidado ao generalizar estes resultados porque são baseados na população da
Coreia do Sul, que tem diferentes dietas e hábitos".
Segue alerta contra ferrugem do café na América Central
Agrolink
03/03/2015
Leonardo Gottems
Na América Central, depois de dois anos de controle bem sucedido
da ferrugem do café através da renovação de cultivo, podas e
fertilização adequada, especialmente na Costa Rica, Honduras e
Guatemala, agora é El Salvador que sofre com uma infestação que
afeta 13 dos 14 departamentos do país. Uma situação similar é
vista na Nicarágua, onde pequenos agricultores tiveram perdas
significativas com a praga. Portanto, o alerta continua na região.
Em El Salvador, um plano de renovação já está em funcionamento.
Na Nicarágua, um plano deve começar nos próximos meses. Em ambos os países, a infestação do
fungo se espalhou em 2014 como resultado de diversos fatores como condições climáticas
desfavoráveis, más práticas agrícolas e menor investimento para manutenção das lavouras.
Segundo estimativas da Organização Internacional do Café, a safra 2012/2013 teve perdas geradas
pela ferrugem se aproximam do US$ 500 milhões na América Central e 441 mil perdas de emprego.
Olhando a esse complexo panorama, o Ministério da Agricultura da Costa Rica administra um fundo
de US$ 40 milhões para atender cafezais afetados logo depois que o estado de emergência
fitossanitário foi declarado no país. Já o governo da Nicarágua propôs a criação de uma comissão
nacional para o desenvolvimento de um plano de médio prazo para reativar os cafezais depois de ter
perdas de 28% na temporada 2013/2014.
O México deve produzir até 18% menos durante o ciclo 2014/2015 por conta do fungo, segundo a
Associação Amecafé. O efeito negativo do problema é tal que um sistema integrado de informações
chamado SATCAFÉ foi criado. É um aplicativo apresentado pela FAO que permite o registro,
monitoramento e manutenção de informações sobre a incidência de ferrugem no café.

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 03/03/2015 Acesse: www.cncafe.com.br Café: preço composto da OIC registra maior baixa em um ano P1 / Ascom CNC 03/03/2015 Paulo A. C. Kawasaki A Organização Internacional do Café (OIC) revelou, em seu relatório mensal sobre o mercado, que a tendência baixista das cotações registrada nos últimos meses prosseguiu em fevereiro. “O preço indicativo composto diário da OIC caiu para pouco menos de US$1,30, ou seja, mais de 50 centavos abaixo do pico de 185,09 centavos alcançado na alta mais recente, em outubro de 2014”, destaca a entidade. Entretanto, apesar da pressão baixista, a instituição informou que a produção mundial está prevista em 142 milhões de sacas de 60 kg de café no ano safra 2014/15, ou 4,6 milhões a menos do que em 2013/14, sendo este o menor volume dos últimos três anos. “Com isso, o mercado cafeeiro se torna deficitário este ano, embora os estoques dos países produtores tenham, até agora, permitido uma continuação das exportações em ritmo acelerado”, observa a entidade. De acordo com a OIC, os preços do café caíram muito em fevereiro devido à melhora do tempo no Brasil, fato que contribuiu para acelerar as vendas. O preço indicativo composto diário da Organização baixou de US$ 1,4825 para US$ 1,2875 por libra-peso, apresentado sua maior depreciação desde meados de fevereiro de 2014. A média mensal terminou em 141,10 centavos, 4,8% abaixo de janeiro e se tornando a mais baixa dos 12 últimos meses. Quanto aos preços indicativos dos grupos, a maior redução foi observada nos Naturais Brasileiros, de 7,1%. Os Suaves Colombianos e os Outros Suaves caíram 6% e 5,8%, respectivamente, mas os Robustas subiram 0,4% em relação a janeiro, registrando 98,36 centavos, seu nível mais alto em três meses. “Isso, em parte, pode ser atribuído a um menor número de vendas do Vietnã durante o feriado do Ano Novo”, explica a Organização. Com esses desempenhos divergentes das variedades, a OIC explica que a arbitragem entre Arábicas e Robustas diminuiu significativamente e, quase no final do mês, era de apenas 55 centavos, menos
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck da metade do que em outubro de 2014. “Isso deve criar certa resistência à continuação das quedas dos preços dos Arábicas”, conclui a entidade. OIC: safra mundial 2014/15 é estimada em 142 milhões de sacas de café P1 / Ascom CNC 03/03/2015 Paulo A. C. Kawasaki A produção mundial de café, no ano safra 2014/15, é estimada pela Organização Internacional do Café (OIC) em 142 milhões de sacas de 60 kg, apresentando quebra de 3,2% em relação à 2013/14. A instituição explica que esse volume é ligeiramente superior ao da previsão anterior devido à expectativa de maior produção em Honduras (que sobe para 5,4 milhões) e a ajustes na Tanzânia (aumento para 1 milhão), nos Camarões (475.000), em Ruanda (280.000) e no Burundi (250.000). Em relatório mensal sobre o mercado cafeeiro, a OIC revelou que, por outro lado, a produção da Índia foi revisada para baixo, passando a 5,5 milhões de sacas, de acordo com a estimativa pós-monção da Junta do Café da Índia. No México, a produção também foi ajustada para um pouco menos, recuando a 3,9 milhões de sacas. “No Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia, a produção se mantém no mesmo nível”, completa a entidade. A Organização comenta que o resultado dessas variações deverá fazer com que a colheita mundial 2014/15 seja 4,6 milhões de sacas menor do que o volume de 2013/14, com quedas sendo registradas tanto para a variedade arábica (-2,8%), quanto para a robusta (-3,7%). Regionalmente, a OIC estima que a produção da América do Sul será 6,8% menor, somando 62,7 milhões de sacas e respondendo por 44,1% do total mundial. Na Ásia e Oceania, projeta-se quebra de 4,8%, o que faz com que a região represente 31,2% do volume global. No México e na América Central, a produção foi prognosticada em 18 milhões de sacas, 7,9% acima de 2013/14, sugerindo que o impacto da ferrugem do café está diminuindo um pouco. “No entanto, é preciso não esquecer que esse volume ainda está mais de 2 milhões de sacas abaixo do volume produzido pela região em 2011/12, antes do surto, e que os danos sociais e econômicos sofridos por muitos países continuam”, recorda a entidade.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck A OIC previu uma colheita de 17 milhões de sacas na África, o que corresponde a um incremento de 5,2% em relação ao ciclo anterior. “Caso esse aumento se efetive, será a primeira vez que os africanos alcançarão 17 milhões de sacas desde 1999/2000, o que também aumentaria a participação do Continente no total mundial para 12%”, conclui a entidade. Fenicafé: é possível irrigar com responsabilidade, apesar da escassez Agência SAFRAS 03/03/2015 Fábio Rübenich O ano de 2015 marca a realização da vigésima edição da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), tradicional evento sediado em Araguari, no cerrado de Minas Gerais. O presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Cláudio Morales Garcia (foto: divulgação ACA), destacou que há muito a ser comemorado neste ano, pois além dos 20 anos da Feira, comemoram-se 30 anos da inauguração da entidade, a organizadora do evento. Para Garcia, conhecimento e investimentos foram essenciais para tornar a produção de café viável na região do cerrado, com ênfase na irrigação. Ele exemplificou que, enquanto o Brasil tem apenas 300 mil dos seus 2,1 milhões de hectares com café irrigados, a região de Araguari conta com quase 100 por cento de áreas sob irrigação. Mesmo em tempos de clima adverso e escassez de água, como o atual, é possível irrigar com responsabilidade, disse Morales. Com a irrigação, os cafeicultores do cerrado mineiro obtêm produtividade na casa das 35 sacas por hectare, em comparação à média nacional de 25 sacas por hectare. "Esta é uma referência nossa, tema de discussões e debate em todas as edições da Fenicafé", destacou o presidente da ACA.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Fenicafé: com tecnologia, uso da água diminuiu 50% na região do Cerrado Agência SAFRAS 03/03/2015 Fábio Rübenich O presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado (MG), Francisco Sérgio de Assis (foto: Carol Carquejeiro/Valor), fez parte da mesa de abertgura da vigésima edição da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), evento que está sendo realizado entre os dias 03 e 05 de março em Araguari. Assis enfatizou que há vinte anos, época da primeira Fenicafé, os produtores do Cerrado Mineiro sabiam que tinham que melhorar o uso da água na cafeicultura, implementando tecnologias como a fertirrigação, entre outras. Assim, em 20 anos, a quantidade de água utilizada pela atividade sofreu uma queda de cerca de 50%, disse. Assis afirmou que a região necessita construir barragens e criticou iniciativas burocráticas que, segundo ele, apenas vão onerar ainda mais o cafeicultor, como seria no caso da instalação de hidrômetros, que têm vida útil curta. Ele criticou, ainda, projetos de transferência de tecnologia da cafeicultura para países africanos por parte do Governo Federal, "pois não podemos dar ferramentas de graça para concorrentes". VBP Agropecuário mineiro alcança R$ 53,3 bilhões em janeiro Agência Minas 03/03/2015 O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira alcançou R$ 53,3 bilhões em janeiro, o que representa crescimento de 4,1% em relação ao obtido no ano passado que foi de R$ 51,2 bilhões. O VBP do setor agropecuário em Minas corresponde a 11,2% do valor gerado no país, que foi de R$ 477,5 bilhões. Os dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foram analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O VBP é o resultado da relação entre o volume da produção e a cotação média do produto. Segundo o assessor técnico da Seapa, Francisco Augusto Lara de Souza, as estimativas de produção são preliminares. “Os relatórios da produção agrícola de janeiro ainda não avaliaram completamente as perdas ocasionadas pela estiagem prolongada mas apresentam-se satisfatórias, tendo em vista as adversidades climáticas enfrentadas”, analisa. Em janeiro, as culturas que registraram contribuições positivas foram: café (9,4%); batata (9,1%); soja (8,8%) e laranja (7,5%). As lavouras respondem por 57,2% do VBP agropecuário mineiro, totalizando R$ 30,5 bilhões. “O bom desempenho do café no VBP está associado aos preços médios pagos pela saca, superiores aos registrados no ano anterior”, analisa o assessor técnico. A pecuária apresentou variação superior em relação ao setor agrícola. De acordo com o assessor técnico, enquanto o setor agrícola registrou crescimento de 3,7%, a pecuária aumentou 4,6% em relação ao ano passado. Os produtos pecuários que mais se destacaram foram: bovinos (13,9%); ovos (9,8%); suínos (3,8%) e frango (2,8%). O bom desempenho dos bovinos no VBP se deve ao crescimento de 13,2% no preço médio pago pela arroba.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Neste grupo, o leite foi o único produto que registrou variação negativa (-1,2%). “O baixo preço do litro pago ao produtor foi um dos fatores responsáveis pelo resultado”, explica o assessor Francisco de Souza. A pecuária responde por 42,8% do VBP agropecuário do estado e somam R$ 22,8 bilhões. Números do VBP Agropecuário MG – Janeiro 2015 Valor total: R$ 53,3 bilhões (+ 4,1%) Café: R$ 10,6 bilhões (+9,4%) Soja: R$ 3,8 bilhões (+8,8%) Batata: R$ 2,1 bilhões (+9,1%) Banana: R$ 1,4 bilhão (+9,5%) Laranja: R$ 1,3 bilhões (+7,5%) Bovinos: R$ 6,3 bilhões (+13,9%) Frangos: R$ 6,3 bilhões (+2,8%) Suínos: R$ 1,7 bilhão (+3,8%) Ovos: R$ 1,2 bilhão (+9,8%) Pesquisa liga café diário a artérias mais limpas BBC Brasil 03/03/2015 Michelle Roberts, Editora de Saúde do site da BBC O consumo diário de algumas xícaras de café pode ajudar a evitar o entupimento das artérias, um conhecido fator de risco para doenças cardíacas, disseram pesquisadores sul-coreanos, o que deve reabrir o debate sobre os benefícios da bebida para o coração. O estudo analisou mais de 25 mil funcionários homens e mulheres que se submeteram a exames de saúde de rotina no local de trabalho. Os resultados foram divulgados na publicação científica Heart. Aqueles que bebiam uma quantidade moderada de café - de três a cinco xícaras por dia - tinham uma possibilidade menor de apresentar os primeiros sinais de doença cardíaca nos exames médicos. Efeitos no coração – Os efeitos que o café têm sobre a saúde do coração ainda causam dúvidas. Alguns estudos relacionam o consumo da bebida a fatores de risco cardíaco, como maior colesterol ou pressão arterial. Já outras pesquisas sugerem, na verdade, alguma proteção cardíaca. Neste estudo, pesquisadores usaram exames médicos para avaliar a saúde do coração. Eles buscavam, especificamente, qualquer doença nas artérias que irrigam o coração - as artérias coronárias. Nas doenças coronárias, estas artérias ficam entupidas pelo acúmulo gradual de material gorduroso em suas paredes. Pesquisadores usaram métodos para visualizar pequenos depósitos de cálcio nas paredes das artérias coronárias para ter uma pista inicial sobre a ocorrência deste processo da doença. Nenhuma das pessoas incluídas no estudo tinha sinais visíveis de doença cardíaca, mas mais do que uma em cada 10 tiveram depósitos de cálcio visíveis em seus exames. Os pesquisadores, então, compararam os resultados dos exames com o consumo de café diário anotado por cada um dos funcionários, levando em conta outros potenciais fatores de risco cardíaco, como tabagismo, exercícios físicos e histórico familiar de problemas cardíacos.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Pessoas que beberam algumas xícaras de café por dia apresentaram menos probabilidade de ter depósitos de cálcio em suas artérias coronárias do que as que bebiam mais do que isso ou simplesmente não bebiam nada. Bem ou mal? – Os autores do estudo dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias para confirmar e explicar a ligação. O café contém cafeína estimulante e diversos outros compostos, mas não está claro se eles podem causar bem ou mal para o corpo. Victoria Taylor, da Fundação Britânica do Coração, disse: "Embora este estudo destaque uma eventual ligação entre o consumo de café e um menor risco de obstruir as artérias, mais pesquisas são necessárias para confirmar esses resultados e compreender qual é a razão para essa associação". "Precisamos tomar cuidado ao generalizar estes resultados porque são baseados na população da Coreia do Sul, que tem diferentes dietas e hábitos". Segue alerta contra ferrugem do café na América Central Agrolink 03/03/2015 Leonardo Gottems Na América Central, depois de dois anos de controle bem sucedido da ferrugem do café através da renovação de cultivo, podas e fertilização adequada, especialmente na Costa Rica, Honduras e Guatemala, agora é El Salvador que sofre com uma infestação que afeta 13 dos 14 departamentos do país. Uma situação similar é vista na Nicarágua, onde pequenos agricultores tiveram perdas significativas com a praga. Portanto, o alerta continua na região. Em El Salvador, um plano de renovação já está em funcionamento. Na Nicarágua, um plano deve começar nos próximos meses. Em ambos os países, a infestação do fungo se espalhou em 2014 como resultado de diversos fatores como condições climáticas desfavoráveis, más práticas agrícolas e menor investimento para manutenção das lavouras. Segundo estimativas da Organização Internacional do Café, a safra 2012/2013 teve perdas geradas pela ferrugem se aproximam do US$ 500 milhões na América Central e 441 mil perdas de emprego. Olhando a esse complexo panorama, o Ministério da Agricultura da Costa Rica administra um fundo de US$ 40 milhões para atender cafezais afetados logo depois que o estado de emergência fitossanitário foi declarado no país. Já o governo da Nicarágua propôs a criação de uma comissão nacional para o desenvolvimento de um plano de médio prazo para reativar os cafezais depois de ter perdas de 28% na temporada 2013/2014. O México deve produzir até 18% menos durante o ciclo 2014/2015 por conta do fungo, segundo a Associação Amecafé. O efeito negativo do problema é tal que um sistema integrado de informações chamado SATCAFÉ foi criado. É um aplicativo apresentado pela FAO que permite o registro, monitoramento e manutenção de informações sobre a incidência de ferrugem no café.