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CLIPPING – 02/06/2014
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CNC: Boletim Conjuntural do Mercado de Café - Maio de 2014
P1 / Ascom CNC
02/06/2014
- Preços do café apresentaram tendência de queda, principalmente devido à precificação
anterior das perdas da safra brasileira.
Em maio, o mercado climático voltou a influenciar os preços futuros do café arábica na Bolsa de Nova
York, com a atenção dos investidores voltada para os riscos de geadas e precipitações sobre as
origens brasileiras. Principalmente em função das perdas da safra 2014/15 do Brasil já terem sido
precificadas nos meses anteriores, as cotações apresentaram tendência de desvalorização. O
vencimento julho do Contrato C encerrou o mês a US$ 1,775 por libra-peso, com queda acumulada
de 2.835 pontos. No entanto, a cotação média de maio, de US$ 1,889, foi 38,3% superior à do
mesmo período do ano passado.
O saldo líquido comprado dos fundos de investimento e dos comerciais, estes últimos com objetivo de
hedge, apresentou leve tendência de redução no final do mês, ajudando a pressionar as cotações.
Em 27 de maio, a Commodity Futures Trading Comission (CTFC) informou que os fundos de
investimento mantinham no mercado futuro e de opções de café arábica da ICE Futures US saldo
líquido comprado de 39.482 lotes, ante os 41.551 lotes do início de maio. Porém, de forma geral, os
fundos se mantém fortemente comprados, conferindo suporte aos preços do arábica.
Os estoques certificados de café da Bolsa de Nova York apresentaram redução de 26,6 mil sacas,
encerrando o mês em 2,55 milhões de sacas. Esse volume é 7,2% inferior ao registrado em maio de
2013, quando o montante armazenado totalizava 2,76 milhões de sacas.
O mercado futuro do café robusta também apresentou desvalorização no mês de maio, influenciado
principalmente pelo maior volume exportado nesta temporada e pela previsão, do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de discreto aumento na safra 2014/15 do Vietnã, além da
recuperação dos estoques da bolsa londrina.
No acumulado de maio, as cotações do contrato 409 da Liffe, com vencimento em julho de 2014,
apresentaram queda de US$ 231, encerrando o mês a US$ 1.937 por tonelada. Mesmo assim, a
cotação média de US$ 2.066/t foi 3,5% superior à do mesmo período do ano passado.
A arbitragem entre as Bolsas de Londres e Nova York apresentou tendência de estreitamento,
especialmente devido à desvalorização mais acentuada do arábica em relação ao robusta. Esses
diferenciais, que eram de US$ 1,06 no início do mês, encerraram maio a US$ 0,896.
2.500
2.510
2.520
2.530
2.540
2.550
2.560
2.570
2.580
2.590
175
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185
190
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200
205
1-mai
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28-mai
29-mai
30-mai
MilSacas
U$cnt/Lb
Fonte: ICE. Elaboração: CNC
ContratoC - Nova York
Estoque (Mil sacas) Venc.Jul/14 (U$ cnt / Lb)
200
300
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1-mai
2-mai
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21-mai
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23-mai
27-mai
28-mai
MilSacas
US$/t
Fonte: LIFFE. Elaboração: CNC
Contrato409- Londres
Venc.Jul/14 (US$/t) Estoque (Mil sacas)
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Os estoques certificados monitorados pela Liffe apresentaram significativa recuperação, atingindo, no
final do mês passado, 855 mil sacas, ante as 274 mil sacas registradas no início de maio. No entanto,
os estoques se encontram em patamar 59% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior.
O Escritório Geral de Estatísticas do Vietnã (GSO) estima que as exportações de maio deverão
totalizar 2,83 milhões de sacas, volume 19% inferior ao registrado em abril. Porém, mesmo com essa
redução, no acumulado da safra atual o Vietnã exportou 21,05 milhões de sacas, o que equivale a um
aumento de 15% sobre as vendas externas do mesmo período do ano antecedente.
O USDA estimou que a safra 2014/15 do Vietnã atingirá 29,2 milhões de sacas, representando um
aumento de 0,6% ante as 29 milhões de sacas colhidas em 2013/14. Segundo a instituição, o clima
favorável ao desenvolvimento das cerejas na maioria das regiões produtoras e a produção adicional
de novos cultivos mais produtivos são os fatores responsáveis pelo crescimento da oferta de café
vietnamita.
Seguindo a tendência internacional, os preços do café sofreram queda no mercado doméstico
brasileiro, o que reduziu significativamente a liquidez dos negócios. Os indicadores do Centro de
Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon encerraram
o mês com desvalorização de, respectivamente, 14,6% e 9,7%, cotados a R$ 403,70/sc e a R$
233,02/sc no último dia de maio.
Após três meses de queda, o dólar encerrou maio cotado a R$ 2,2408, com discreta valorização de
0,5%, no acumulado do mês. Essa tendência deveu-se principalmente à retirada, pelo Banco Central
do Brasil, de aproximadamente US$ 4,5 bilhões em contratos de Swap que não foram rolados em
maio.
* Material elaborado pela assessoria técnica do CNC.
Cooxupé debate perspectivas para o cenário cafeeiro durante evento em São Paulo
Cooxupé / Phábrica de Ideias
02/06/2014
Autoridades e especialistas do agronegócio se reuniram nesta quinta-feira, 29 de maio, para avaliar
as expectativas e novas possibilidades dos mais diversos setores do agronegócio, entre eles:
“Mercado de milho, aves e suínos”, “Algodão”, “Açúcar e etanol”, “Pecuária de corte”, “Soja” e “Café”,
no evento promovido pela BM&F Bovespa “Perspectivas para o Agribusiness”. Além desses temas, o
público conferiu o Plano Agrícola 2014/2015, apresentado pelo secretário de Política Agrícola do
Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, os instrumentos para financiamento e gestão de risco,
palestra ministrada por Fábio Dutra, diretor Comercial da BM&FBOVESPA e avaliou o panorama e
tendências do mercado mundial de agro, apresentado pela gerente global de Produtos da Bloomberg,
Kate Chen Eisenman.
230
235
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245
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4-abr
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14-abr
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26-mai
29-mai
R$/sc
R$/sc
Fonte: Cepea
Indicadores Cepea Arábica e Conilon
Arábica Conilon
2,19
2,21
2,23
2,25
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2,29
1-abr
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7-abr
9-abr
11-abr
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2-mai
6-mai
8-mai
12-mai
14-mai
16-mai
20-mai
22-mai
26-mai
28-mai
30-mai
Fonte: UOL Economia. Elaboração: CNC
Câmbio - R$/US$
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A Cooxupé esteve presente no seminário,
representada por colaboradores de diversas
áreas, além de membros da diretoria e do
Conselho. Segundo o Vice-presidente, Carlos
Augusto Rodrigues de Melo (Foto: Ricardo
Dias), acompanhar as tendências e desafios do
mercado é essencial para futuras tomadas de
decisões da cooperativa, influenciando
diretamente na competitividade do grão de café
brasileiro, em benefício principalmente dos mais
de 11 mil cooperados da área de ação da
Cooxupé. “Planejar e avaliar as tendências
auxilia na hora de enfrentar os desafios do
mercado. Quem possui a informação está um
passo a frente”, comenta.
Alimentar o mundo nos próximos 20, 40, 50 anos, além de políticas que promovam uma agricultura
mais sustentável, mecanizada e competitiva, também estiveram no centro do debate. Melhorar o
processo de armazenagem dos grãos, a logística, principalmente em função da expectativa de uma
super safra que ultrapasse 200 milhões de toneladas também permearam o debate. Segundo a
senadora e presidente da CNA, Katia Abreu, já estão disponíveis recursos do governo para subsidiar
a construção de armazéns na propriedade. Outra informação dada pela senadora foi a “briga” pela
desburocratização na liberação de defensivos agrícolas essenciais para o trato da lavoura.
Café e volatilidade - Durante o painel específico sobre café, que trouxe aos participantes as
perspectivas deste mercado, o palestrante Gil Carlos Barabach, do Grupo Safras, mostrou a enorme
volatilidade dos estoques de café desde 1996, consequência na oscilação de estoques mundiais do
grão e quedas em produção. “O preço do café sempre esteve ligado ao estoque. Cai o número de
sacas no estoque mundial, aumenta o preço. O estoque aumenta, o preço cai.
O palestrante também abordou os números mundiais do grão, avaliando demanda interna e externa e
uma possível quebra de safra. “O Brasil exporta aproximadamente 30 milhões de sacas. O consumo
interno está perto de 20 milhões de sacas. Só esta demanda dá um total de 50 milhões, algo muito
próximo da nossa produção anual. Com os estoques mundiais relativamente baixos e a perspectiva
de uma quebra de safra, os preços tendem a melhorar”, avalia.
OIC: Brasil representa 43,5% da exportação mundial de café arábica em abril
P1 / Ascom CNC
02/06/2014
Paulo A. C. Kawasaki
De acordo com dados preliminares do informe estatístico mensal da
Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais
da variedade arábica totalizaram 5.825.060 sacas de 60 kg em abril
de 2014, o que implicou alta de 1,10% na comparação com as
5.761.538 sacas registradas no mesmo mês de 2013, e de 2,54%
frente às 5.680.530 sacas de março deste ano.
Respondendo por 43,50% do total, o Brasil permanece na liderança das exportações mundiais de
café arábica, tendo remetido 2.533.720 sacas ao exterior em abril. Esse montante representou
crescimento de 8,05% sobre o embarcado no quarto mês de 2013 (2.344.919 sacas), e de 9,16%
ante março deste ano. Veja, abaixo, tabela com as exportações mundiais da variedade ao longo dos
últimos seis meses.
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Vietnã responde por 67% da exportação mundial de café robusta em abril, diz OIC
P1 / Ascom CNC
02/06/2014
Paulo A. C. Kawasaki
O Vietnã segue como líder das exportações mundiais de café robusta,
com seus embarques apresentando avanço de 49,23% em abril deste
ano frente ao mesmo mês de 2013 (1.641.750 sacas de 60 kg). No
quarto mês de 2014, os vietnamitas responderam por 66,71% das
exportações globais de conilon, tendo comercializado 2,450 milhões de sacas com o exterior. Os
dados, preliminares, são do relatório estatístico da Organização Internacional do Café (OIC).
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De acordo com a entidade, o total embarcado por todos os países produtores, em abril passado, foi
de 3.672.806 sacas de robusta, montante 18,87% superior ao registrado no quarto mês de 2013,
quando a exportação mundial da variedade somou 3.089.763 sacas, porém 3,36% menor do que as
3.800.463 sacas de março deste ano.
O Brasil figurou como quinto colocado no ranking mundial, em abril. No mês retrasado, o País
remeteu 199.827 sacas de conilon ao exterior, volume que implicou alta de 74,27% em relação a abril
de 2013 (114.662 sacas) e representou 5,44% do total. Confira, na sequência, tabela com os
principais exportadores de robusta nos últimos seis meses.
Café: colheita está em 30% na região da Coopemar (SP)
Agência Safras
02/06/2014
Cândida Schaedler
Se não fosse pela chuva deste final de semana, a colheita na região da Cooperativa de Cafeicultores
de Marília (Coopemar), localizada no centro-oeste de São Paulo, estaria mais avançada. Mesmo
assim, o índice total já está em torno de 30%, segundo o engenheiro agrônomo Aurélio Giroto,
embora algumas lavouras estejam mais adiantadas do que outras. "Se o tempo melhorar, daqui a
dois dias os produtores retomam a colheita", afirma.
Durante o final de semana, o engenheiro agrônomo diz que choveu pouco e os pluviômetros variaram
bastante entre as localidades. No geral, as precipitações ficaram entre 8, 10 e 15 milímetros. Ele se
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mostra, contudo, um pouco receoso com o decorrer da safra. "A previsão é de que o inverno seja
bem chuvoso, o que é muito ruim", comenta.
Em relação aos grãos já colhidos, Giroto diz que muitos não granaram devido à seca que prejudicou
o desenvolvimento dos cafezais em janeiro e fevereiro. Todavia, ele pontua que a qualidade da
bebida não foi afetada pelas condições climáticas adversas.
Café: illycafè abre inscrições para concurso de qualidade
Agência Estado
02/06/2014
A torrefadora italiana illycaffè recebe a partir desta segunda-feira (2), até 23 de setembro, as
inscrições para o 24º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. A illycaffè distribuirá
nesta edição cerca de R$ 200 mil em prêmio aos melhores colocados, além de também reconhecer
os melhores classificadores de café.
Criado na 22ª edição, o Prêmio Ernesto Illy - Regional voltará a proporcionar uma maior participação
de produtores de todo o País. O concurso regional terá dois cafeicultores premiados em cada um dos
10 Estados ou regiões: Espírito Santo; Minas Gerais (subdividido em Cerrado Mineiro, Chapada de
Minas, Matas de Minas e Sul de Minas); região Centro-Oeste; região Norte/Nordeste; região Sul; Rio
de Janeiro; e São Paulo.
Para o Prêmio Ernesto Illy - Nacional, serão escolhidos os 40 produtores finalistas. Dentre eles, serão
selecionados os cinco vencedores nacionais. Os melhores colocados receberão a premiação em
dinheiro - R$ 60 mil para o primeiro lugar; R$ 35 mil para o segundo; R$ 18 mil para o terceiro; R$ 9
mil para o quarto; R$ 5 mil para o quinto. Todos os demais finalistas, do 6º ao 40º, receberão R$
1.200 e um diploma. O primeiro colocado receberá também um troféu.
Os interessados em participar do 24º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso
(Nacional e Regional) devem enviar sua amostra, de 1,6 kg, para a Experimental Agrícola do Brasil,
acompanhada da ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada pelo produtor, com o nome
do classificador. A inscrição e o regulamento podem ser encontrados no site do Clube illy
(http://www.clubeilly.com.br/site/).

Clipping cnc 02062014 versao de impressao

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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck CLIPPING – 02/06/2014 Acesse: www.cncafe.com.br CNC: Boletim Conjuntural do Mercado de Café - Maio de 2014 P1 / Ascom CNC 02/06/2014 - Preços do café apresentaram tendência de queda, principalmente devido à precificação anterior das perdas da safra brasileira. Em maio, o mercado climático voltou a influenciar os preços futuros do café arábica na Bolsa de Nova York, com a atenção dos investidores voltada para os riscos de geadas e precipitações sobre as origens brasileiras. Principalmente em função das perdas da safra 2014/15 do Brasil já terem sido precificadas nos meses anteriores, as cotações apresentaram tendência de desvalorização. O vencimento julho do Contrato C encerrou o mês a US$ 1,775 por libra-peso, com queda acumulada de 2.835 pontos. No entanto, a cotação média de maio, de US$ 1,889, foi 38,3% superior à do mesmo período do ano passado. O saldo líquido comprado dos fundos de investimento e dos comerciais, estes últimos com objetivo de hedge, apresentou leve tendência de redução no final do mês, ajudando a pressionar as cotações. Em 27 de maio, a Commodity Futures Trading Comission (CTFC) informou que os fundos de investimento mantinham no mercado futuro e de opções de café arábica da ICE Futures US saldo líquido comprado de 39.482 lotes, ante os 41.551 lotes do início de maio. Porém, de forma geral, os fundos se mantém fortemente comprados, conferindo suporte aos preços do arábica. Os estoques certificados de café da Bolsa de Nova York apresentaram redução de 26,6 mil sacas, encerrando o mês em 2,55 milhões de sacas. Esse volume é 7,2% inferior ao registrado em maio de 2013, quando o montante armazenado totalizava 2,76 milhões de sacas. O mercado futuro do café robusta também apresentou desvalorização no mês de maio, influenciado principalmente pelo maior volume exportado nesta temporada e pela previsão, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de discreto aumento na safra 2014/15 do Vietnã, além da recuperação dos estoques da bolsa londrina. No acumulado de maio, as cotações do contrato 409 da Liffe, com vencimento em julho de 2014, apresentaram queda de US$ 231, encerrando o mês a US$ 1.937 por tonelada. Mesmo assim, a cotação média de US$ 2.066/t foi 3,5% superior à do mesmo período do ano passado. A arbitragem entre as Bolsas de Londres e Nova York apresentou tendência de estreitamento, especialmente devido à desvalorização mais acentuada do arábica em relação ao robusta. Esses diferenciais, que eram de US$ 1,06 no início do mês, encerraram maio a US$ 0,896. 2.500 2.510 2.520 2.530 2.540 2.550 2.560 2.570 2.580 2.590 175 180 185 190 195 200 205 1-mai 2-mai 5-mai 6-mai 7-mai 8-mai 9-mai 12-mai 13-mai 14-mai 15-mai 16-mai 19-mai 20-mai 21-mai 22-mai 23-mai 27-mai 28-mai 29-mai 30-mai MilSacas U$cnt/Lb Fonte: ICE. Elaboração: CNC ContratoC - Nova York Estoque (Mil sacas) Venc.Jul/14 (U$ cnt / Lb) 200 300 400 500 600 700 800 900 1900 1920 1940 1960 1980 2000 2020 2040 2060 2080 2100 2120 2140 2160 2180 1-mai 2-mai 5-mai 6-mai 7-mai 8-mai 9-mai 12-mai 13-mai 14-mai 15-mai 16-mai 19-mai 20-mai 21-mai 22-mai 23-mai 27-mai 28-mai MilSacas US$/t Fonte: LIFFE. Elaboração: CNC Contrato409- Londres Venc.Jul/14 (US$/t) Estoque (Mil sacas)
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Os estoques certificados monitorados pela Liffe apresentaram significativa recuperação, atingindo, no final do mês passado, 855 mil sacas, ante as 274 mil sacas registradas no início de maio. No entanto, os estoques se encontram em patamar 59% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior. O Escritório Geral de Estatísticas do Vietnã (GSO) estima que as exportações de maio deverão totalizar 2,83 milhões de sacas, volume 19% inferior ao registrado em abril. Porém, mesmo com essa redução, no acumulado da safra atual o Vietnã exportou 21,05 milhões de sacas, o que equivale a um aumento de 15% sobre as vendas externas do mesmo período do ano antecedente. O USDA estimou que a safra 2014/15 do Vietnã atingirá 29,2 milhões de sacas, representando um aumento de 0,6% ante as 29 milhões de sacas colhidas em 2013/14. Segundo a instituição, o clima favorável ao desenvolvimento das cerejas na maioria das regiões produtoras e a produção adicional de novos cultivos mais produtivos são os fatores responsáveis pelo crescimento da oferta de café vietnamita. Seguindo a tendência internacional, os preços do café sofreram queda no mercado doméstico brasileiro, o que reduziu significativamente a liquidez dos negócios. Os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon encerraram o mês com desvalorização de, respectivamente, 14,6% e 9,7%, cotados a R$ 403,70/sc e a R$ 233,02/sc no último dia de maio. Após três meses de queda, o dólar encerrou maio cotado a R$ 2,2408, com discreta valorização de 0,5%, no acumulado do mês. Essa tendência deveu-se principalmente à retirada, pelo Banco Central do Brasil, de aproximadamente US$ 4,5 bilhões em contratos de Swap que não foram rolados em maio. * Material elaborado pela assessoria técnica do CNC. Cooxupé debate perspectivas para o cenário cafeeiro durante evento em São Paulo Cooxupé / Phábrica de Ideias 02/06/2014 Autoridades e especialistas do agronegócio se reuniram nesta quinta-feira, 29 de maio, para avaliar as expectativas e novas possibilidades dos mais diversos setores do agronegócio, entre eles: “Mercado de milho, aves e suínos”, “Algodão”, “Açúcar e etanol”, “Pecuária de corte”, “Soja” e “Café”, no evento promovido pela BM&F Bovespa “Perspectivas para o Agribusiness”. Além desses temas, o público conferiu o Plano Agrícola 2014/2015, apresentado pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, os instrumentos para financiamento e gestão de risco, palestra ministrada por Fábio Dutra, diretor Comercial da BM&FBOVESPA e avaliou o panorama e tendências do mercado mundial de agro, apresentado pela gerente global de Produtos da Bloomberg, Kate Chen Eisenman. 230 235 240 245 250 255 260 265 390 410 430 450 470 490 1-abr 4-abr 9-abr 14-abr 17-abr 24-abr 29-abr 5-mai 8-mai 13-mai 16-mai 21-mai 26-mai 29-mai R$/sc R$/sc Fonte: Cepea Indicadores Cepea Arábica e Conilon Arábica Conilon 2,19 2,21 2,23 2,25 2,27 2,29 1-abr 3-abr 7-abr 9-abr 11-abr 15-abr 17-abr 23-abr 25-abr 29-abr 2-mai 6-mai 8-mai 12-mai 14-mai 16-mai 20-mai 22-mai 26-mai 28-mai 30-mai Fonte: UOL Economia. Elaboração: CNC Câmbio - R$/US$
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck A Cooxupé esteve presente no seminário, representada por colaboradores de diversas áreas, além de membros da diretoria e do Conselho. Segundo o Vice-presidente, Carlos Augusto Rodrigues de Melo (Foto: Ricardo Dias), acompanhar as tendências e desafios do mercado é essencial para futuras tomadas de decisões da cooperativa, influenciando diretamente na competitividade do grão de café brasileiro, em benefício principalmente dos mais de 11 mil cooperados da área de ação da Cooxupé. “Planejar e avaliar as tendências auxilia na hora de enfrentar os desafios do mercado. Quem possui a informação está um passo a frente”, comenta. Alimentar o mundo nos próximos 20, 40, 50 anos, além de políticas que promovam uma agricultura mais sustentável, mecanizada e competitiva, também estiveram no centro do debate. Melhorar o processo de armazenagem dos grãos, a logística, principalmente em função da expectativa de uma super safra que ultrapasse 200 milhões de toneladas também permearam o debate. Segundo a senadora e presidente da CNA, Katia Abreu, já estão disponíveis recursos do governo para subsidiar a construção de armazéns na propriedade. Outra informação dada pela senadora foi a “briga” pela desburocratização na liberação de defensivos agrícolas essenciais para o trato da lavoura. Café e volatilidade - Durante o painel específico sobre café, que trouxe aos participantes as perspectivas deste mercado, o palestrante Gil Carlos Barabach, do Grupo Safras, mostrou a enorme volatilidade dos estoques de café desde 1996, consequência na oscilação de estoques mundiais do grão e quedas em produção. “O preço do café sempre esteve ligado ao estoque. Cai o número de sacas no estoque mundial, aumenta o preço. O estoque aumenta, o preço cai. O palestrante também abordou os números mundiais do grão, avaliando demanda interna e externa e uma possível quebra de safra. “O Brasil exporta aproximadamente 30 milhões de sacas. O consumo interno está perto de 20 milhões de sacas. Só esta demanda dá um total de 50 milhões, algo muito próximo da nossa produção anual. Com os estoques mundiais relativamente baixos e a perspectiva de uma quebra de safra, os preços tendem a melhorar”, avalia. OIC: Brasil representa 43,5% da exportação mundial de café arábica em abril P1 / Ascom CNC 02/06/2014 Paulo A. C. Kawasaki De acordo com dados preliminares do informe estatístico mensal da Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais da variedade arábica totalizaram 5.825.060 sacas de 60 kg em abril de 2014, o que implicou alta de 1,10% na comparação com as 5.761.538 sacas registradas no mesmo mês de 2013, e de 2,54% frente às 5.680.530 sacas de março deste ano. Respondendo por 43,50% do total, o Brasil permanece na liderança das exportações mundiais de café arábica, tendo remetido 2.533.720 sacas ao exterior em abril. Esse montante representou crescimento de 8,05% sobre o embarcado no quarto mês de 2013 (2.344.919 sacas), e de 9,16% ante março deste ano. Veja, abaixo, tabela com as exportações mundiais da variedade ao longo dos últimos seis meses.
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck Vietnã responde por 67% da exportação mundial de café robusta em abril, diz OIC P1 / Ascom CNC 02/06/2014 Paulo A. C. Kawasaki O Vietnã segue como líder das exportações mundiais de café robusta, com seus embarques apresentando avanço de 49,23% em abril deste ano frente ao mesmo mês de 2013 (1.641.750 sacas de 60 kg). No quarto mês de 2014, os vietnamitas responderam por 66,71% das exportações globais de conilon, tendo comercializado 2,450 milhões de sacas com o exterior. Os dados, preliminares, são do relatório estatístico da Organização Internacional do Café (OIC).
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck De acordo com a entidade, o total embarcado por todos os países produtores, em abril passado, foi de 3.672.806 sacas de robusta, montante 18,87% superior ao registrado no quarto mês de 2013, quando a exportação mundial da variedade somou 3.089.763 sacas, porém 3,36% menor do que as 3.800.463 sacas de março deste ano. O Brasil figurou como quinto colocado no ranking mundial, em abril. No mês retrasado, o País remeteu 199.827 sacas de conilon ao exterior, volume que implicou alta de 74,27% em relação a abril de 2013 (114.662 sacas) e representou 5,44% do total. Confira, na sequência, tabela com os principais exportadores de robusta nos últimos seis meses. Café: colheita está em 30% na região da Coopemar (SP) Agência Safras 02/06/2014 Cândida Schaedler Se não fosse pela chuva deste final de semana, a colheita na região da Cooperativa de Cafeicultores de Marília (Coopemar), localizada no centro-oeste de São Paulo, estaria mais avançada. Mesmo assim, o índice total já está em torno de 30%, segundo o engenheiro agrônomo Aurélio Giroto, embora algumas lavouras estejam mais adiantadas do que outras. "Se o tempo melhorar, daqui a dois dias os produtores retomam a colheita", afirma. Durante o final de semana, o engenheiro agrônomo diz que choveu pouco e os pluviômetros variaram bastante entre as localidades. No geral, as precipitações ficaram entre 8, 10 e 15 milímetros. Ele se
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    Conselho Nacional doCafé – CNC SCN Quadra 01, Bl. “C”, Ed. Brasília Trade Center, 11º andar, sala 1.101 - CEP 70711-902 – Brasília (DF) Assessoria de Comunicação: (61) 3226-2269 / 8114-6632 E-mail: imprensa@cncafe.com.br / www.twitter.com/pauloandreck mostra, contudo, um pouco receoso com o decorrer da safra. "A previsão é de que o inverno seja bem chuvoso, o que é muito ruim", comenta. Em relação aos grãos já colhidos, Giroto diz que muitos não granaram devido à seca que prejudicou o desenvolvimento dos cafezais em janeiro e fevereiro. Todavia, ele pontua que a qualidade da bebida não foi afetada pelas condições climáticas adversas. Café: illycafè abre inscrições para concurso de qualidade Agência Estado 02/06/2014 A torrefadora italiana illycaffè recebe a partir desta segunda-feira (2), até 23 de setembro, as inscrições para o 24º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso. A illycaffè distribuirá nesta edição cerca de R$ 200 mil em prêmio aos melhores colocados, além de também reconhecer os melhores classificadores de café. Criado na 22ª edição, o Prêmio Ernesto Illy - Regional voltará a proporcionar uma maior participação de produtores de todo o País. O concurso regional terá dois cafeicultores premiados em cada um dos 10 Estados ou regiões: Espírito Santo; Minas Gerais (subdividido em Cerrado Mineiro, Chapada de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas); região Centro-Oeste; região Norte/Nordeste; região Sul; Rio de Janeiro; e São Paulo. Para o Prêmio Ernesto Illy - Nacional, serão escolhidos os 40 produtores finalistas. Dentre eles, serão selecionados os cinco vencedores nacionais. Os melhores colocados receberão a premiação em dinheiro - R$ 60 mil para o primeiro lugar; R$ 35 mil para o segundo; R$ 18 mil para o terceiro; R$ 9 mil para o quarto; R$ 5 mil para o quinto. Todos os demais finalistas, do 6º ao 40º, receberão R$ 1.200 e um diploma. O primeiro colocado receberá também um troféu. Os interessados em participar do 24º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café para Espresso (Nacional e Regional) devem enviar sua amostra, de 1,6 kg, para a Experimental Agrícola do Brasil, acompanhada da ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada pelo produtor, com o nome do classificador. A inscrição e o regulamento podem ser encontrados no site do Clube illy (http://www.clubeilly.com.br/site/).