Quem é Caramuru?
Caramuru A obra Literária
Caramuru  é um  poema   épico  do frei  Santa Rita Durão , escrito em  1781 . Conta a história de  Diogo Álvares Correia , o  Caramuru , náufrago português que viveu entre os  índios .  O livro alude também à sua esposa,  Catarina Paraguaçu , como visionária capaz de prever as futuras guerras contra os holandeses.
O livro segue a inspiração de  Luís Vaz de Camões , utilizando-se de  mitologia grega , sonhos e previsões, mas ainda assim tem grande valor por incluir informações sobre os povos  indígenas   brasileiros .
A ação do poema é o descobrimento da Bahia, feito quase no meio do século XVI por Diogo Álvares Correia, nobre Vianês, compreendendo em vários episódios a história do Brasil, os ritos, tradições, milícias dos seus indígenas, como também a natural, e política das colônias.
CANTO I I De um varão em mil casos agitados, Que as praias discorrendo do Ocidente, Descobriu recôncavo afamado Da capital brasílica potente; Do  Filho do Trovão  denominado, Que o peito domar soube à fera gente, O valor cantarei na adversa sorte, Pois só conheço herói quem nela é forte.
IX Da nova Lusitânia o vasto espaço Ia a povoar Diogo, a quem bisonho, Chama o Brasil, temendo o forte braço, Horrível filho do trovão medonho; Quando do abismo por cortar-lhe o passo Essa fúria saiu como suponho, A quem do inferno o paganismo aluno, Dando o Império das águas, fez Netuno.
XLIX Era Tomé de Sousa o comandante. Que ali governador fora mandado Com multidão de gentes abundante, Para dar forma ao povo começado. Num sítio com mil mangues verdejante, Que o grão-Caramuru tinha habitado, Da colônia, que às tabas se assemelha, O nome nos ficou de Vila Velha.
O CONTATO LINGUÍSTICO E CULTURAL “ Tupy or not Tupy” (Oswald de Andrade)
 
Volte Para O Seu Lar Arnaldo Antunes Aqui nesta casa Ninguém quer a sua boa educação Nos dias que tem comida Comemos comida com a mão E quando a polícia, doença, distância ou alguma discussão Nos separam de um irmão Sentimos que nunca acaba De caber mais dor no coração Mas não choramos à toa Não choramos à toa Aqui nessa tribo  Ninguém quer a sua catequisação Falamos a sua língua Mas não entendemos o seu sermão Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão Mas não sorrimos à toa Não sorrimos à toa Aqui nesse barco Ninguém quer a sua orientação Não temos perspectivas Mas o vento nos dá a direção A vida é que vai à deriva É a nossa condução Mas não seguimos à toa Não seguimos à toa Volte para o seu lar Volte para lá Volte para o seu lar Volte para lá
Com uma espingarda matou ele, caçando, certa ave, de que espantados, os bárbaros o aclamaram Filho do trovão, e Caramuru, isto é, Dragão do mar. Combatendo com os gentios do sertão, venceu-os, e fez-se dar obediência daquelas nações bárbaras.
 
O CUNHADISMO
Ofereceram-lhe os principais do Brasil as suas filhas por mulheres; mas de todas escolheu Paraguassu, que depois conduziu consigo à França, ocasião em que outras cinco Brasilianas, seguiram a nau francesa a nado, por acompanhá-lo, até que uma se afogou, e, intimidadas, as outras se retiraram.
 
Diogo Álvares assistiu em Paris ao batismo de Paraguassu sua esposa, nomeada nele Catarina, por Catarina de Médicis, Rainha Cristianíssima, que lhe foi madrinha, e tornou com ela para a Bahia, onde foi reconhecida dos Tupinambás como herdeira do seu Principal, e Diogo recebido com o antigo respeito.
Teve Catarina Álvares uma visão famosa, em que a Virgem Santíssima, manifestando-se lhe cheia de glória, lhe disse que fizesse restituir uma imagem sua roubada por um Selvagem. Achou-se esta nas mãos de um Bárbaro; e Catarina Álvares com exclamações de júbilo se lançou a abraçá-la, clamando ser aquela a imagem mesma que lhe aparecera: foi colocada com o título de Virgem Santíssima da Graça em uma igreja, que é hoje Mosteiro de S. Bento, celebre por esta tradição.
Desde quando o Brasil está “pra alugar”?
 
Aluga-se Raul Seixas e Claudio Roberto A solução pro nosso povo eu vou dar Negócio bom assim ninguém nunca viu Tá tudo pronto aqui é só vir pegar A solução é alugar o Brasil! Nós não vamos pagar nada Nós não vamos pagar nada É tudo free, Tá na hora agora é free, vamo embora Dar lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá prá alugar Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar Tem o Atlântico, tem vista pro mar A Amazônia é o jardim do quintal E o dólar deles paga o nosso mingau Nós não vamos pagar nada Nós não vamos pagar nada É tudo free, Tá na hora agora é free, vamo embora Dar lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá prá alugar Nós não vamos pagar nada Nós não vamos pagar nada Agora é free Tá na hora agora é free, vamo embora Dar lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá prá alugar

Caramuru

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    Caramuru A obraLiterária
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    Caramuru éum poema épico do frei Santa Rita Durão , escrito em 1781 . Conta a história de Diogo Álvares Correia , o Caramuru , náufrago português que viveu entre os índios . O livro alude também à sua esposa, Catarina Paraguaçu , como visionária capaz de prever as futuras guerras contra os holandeses.
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    O livro seguea inspiração de Luís Vaz de Camões , utilizando-se de mitologia grega , sonhos e previsões, mas ainda assim tem grande valor por incluir informações sobre os povos indígenas brasileiros .
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    A ação dopoema é o descobrimento da Bahia, feito quase no meio do século XVI por Diogo Álvares Correia, nobre Vianês, compreendendo em vários episódios a história do Brasil, os ritos, tradições, milícias dos seus indígenas, como também a natural, e política das colônias.
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    CANTO I IDe um varão em mil casos agitados, Que as praias discorrendo do Ocidente, Descobriu recôncavo afamado Da capital brasílica potente; Do Filho do Trovão denominado, Que o peito domar soube à fera gente, O valor cantarei na adversa sorte, Pois só conheço herói quem nela é forte.
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    IX Da novaLusitânia o vasto espaço Ia a povoar Diogo, a quem bisonho, Chama o Brasil, temendo o forte braço, Horrível filho do trovão medonho; Quando do abismo por cortar-lhe o passo Essa fúria saiu como suponho, A quem do inferno o paganismo aluno, Dando o Império das águas, fez Netuno.
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    XLIX Era Toméde Sousa o comandante. Que ali governador fora mandado Com multidão de gentes abundante, Para dar forma ao povo começado. Num sítio com mil mangues verdejante, Que o grão-Caramuru tinha habitado, Da colônia, que às tabas se assemelha, O nome nos ficou de Vila Velha.
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    O CONTATO LINGUÍSTICOE CULTURAL “ Tupy or not Tupy” (Oswald de Andrade)
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    Volte Para OSeu Lar Arnaldo Antunes Aqui nesta casa Ninguém quer a sua boa educação Nos dias que tem comida Comemos comida com a mão E quando a polícia, doença, distância ou alguma discussão Nos separam de um irmão Sentimos que nunca acaba De caber mais dor no coração Mas não choramos à toa Não choramos à toa Aqui nessa tribo Ninguém quer a sua catequisação Falamos a sua língua Mas não entendemos o seu sermão Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão Mas não sorrimos à toa Não sorrimos à toa Aqui nesse barco Ninguém quer a sua orientação Não temos perspectivas Mas o vento nos dá a direção A vida é que vai à deriva É a nossa condução Mas não seguimos à toa Não seguimos à toa Volte para o seu lar Volte para lá Volte para o seu lar Volte para lá
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    Com uma espingardamatou ele, caçando, certa ave, de que espantados, os bárbaros o aclamaram Filho do trovão, e Caramuru, isto é, Dragão do mar. Combatendo com os gentios do sertão, venceu-os, e fez-se dar obediência daquelas nações bárbaras.
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    Ofereceram-lhe os principaisdo Brasil as suas filhas por mulheres; mas de todas escolheu Paraguassu, que depois conduziu consigo à França, ocasião em que outras cinco Brasilianas, seguiram a nau francesa a nado, por acompanhá-lo, até que uma se afogou, e, intimidadas, as outras se retiraram.
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    Diogo Álvares assistiuem Paris ao batismo de Paraguassu sua esposa, nomeada nele Catarina, por Catarina de Médicis, Rainha Cristianíssima, que lhe foi madrinha, e tornou com ela para a Bahia, onde foi reconhecida dos Tupinambás como herdeira do seu Principal, e Diogo recebido com o antigo respeito.
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    Teve Catarina Álvaresuma visão famosa, em que a Virgem Santíssima, manifestando-se lhe cheia de glória, lhe disse que fizesse restituir uma imagem sua roubada por um Selvagem. Achou-se esta nas mãos de um Bárbaro; e Catarina Álvares com exclamações de júbilo se lançou a abraçá-la, clamando ser aquela a imagem mesma que lhe aparecera: foi colocada com o título de Virgem Santíssima da Graça em uma igreja, que é hoje Mosteiro de S. Bento, celebre por esta tradição.
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    Desde quando oBrasil está “pra alugar”?
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    Aluga-se Raul Seixase Claudio Roberto A solução pro nosso povo eu vou dar Negócio bom assim ninguém nunca viu Tá tudo pronto aqui é só vir pegar A solução é alugar o Brasil! Nós não vamos pagar nada Nós não vamos pagar nada É tudo free, Tá na hora agora é free, vamo embora Dar lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá prá alugar Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar Tem o Atlântico, tem vista pro mar A Amazônia é o jardim do quintal E o dólar deles paga o nosso mingau Nós não vamos pagar nada Nós não vamos pagar nada É tudo free, Tá na hora agora é free, vamo embora Dar lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá prá alugar Nós não vamos pagar nada Nós não vamos pagar nada Agora é free Tá na hora agora é free, vamo embora Dar lugar pros gringo entrar Esse imóvel tá prá alugar