Gerações Poéticas Romantismo
1ª Geração Exaltação da Natureza Medievalismo Sentimentalismo Religiosidade
Gonçalves  Dias
I - Juca Pirama “ Meu canto de morte,  Guerreiros, ouvi:  Sou filho das selvas,  Nas selvas cresci;  Guerreiros, descendo  Da tribo tupi. Da tribo pujante,  Que agora anda errante  Por fado inconstante,  Guerreiros, nasci;  Sou bravo, sou forte,  Sou filho do Norte;  Meu canto de morte,  Guerreiros, ouvi.”
2ª Geração "Quando não há o amor, há o vinho; quando não há o vinho, há o fumo; e quando não há amor, nem vinho, nem fumo, há o spleen. Gosto mais de uma garrafa de vinho que de um poema." Álvares de Azevedo
Spleen
Lord Byron
Sol dos Insones Lord Byron Sol dos insones! Ó astro de melancolia! Arde teu raio em pranto, longe a tremular, E expões a treva que não podes dissipar: Que semelhante és à lembrança da alegria! Assim raia o passado, a luz de tanto dia, Que brilha sem com raios fracos aquecer; Noturna, uma tristeza vela para ver, Distinta mas distante-clara-mas que fria!
Álvares de Azevedo Ainda uma vez — Adeus I Enfim te vejo! — enfim posso, Curvado a teus pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te, Pesar de quanto sofri. Muito penei! Cruas ânsias, Dos teus olhos afastado, Houveram-me acabrunhado A não lembrar-me de ti!
Idéias Íntimas IX  Oh! ter vinte anos sem gozar de leve  A ventura de uma alma de donzela!  E sem na vida ter sentido nunca  Na suave atração de um róseo corpo  Meus olhos turvas se fechar de gozo!  Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas  Passam tantas visões sobre meu peito!  Palor de febre meu semblante cobre,  Bate meu coração com tanto fogo!  Um doce nome os lábios meus suspiram,  Um nome de mulher . . e vejo lânguida  No véu suave de amorosas sombras  Seminua, abatida, a mão no seio,  Perfumada visão romper a nuvem,  Sentar?se junto a mim, nas minhas pálpebras  O alento fresco e leve como a vida  Passar delicioso. . . Que delírios!  Acordo palpitante . . inda a procuro;  Embalde a chamo, embalde as minhas lágrimas  Banham meus olhos, e suspiro e gemo. . .  Imploro uma ilusão. . . tudo é silêncio!  Só o leito deserto, a sala muda!  Amorosa visão, mulher dos sonhos,  Eu sou tão infeliz, eu sofro tanto!  Nunca virás iluminar meu peito  Com um raio de luz desses teus olhos?
Casimiro de Abreu O poeta ingênuo Meus Oito Anos Oh ! que saudades que eu tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais ! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais !
3ª geração  Condoreirismo Poesia social
Castro Alves 14 de março de 1847
Poesia Lírico-amorosa Boa noite, Maria! Eu vou,me embora. A lua nas janelas bate em cheio. Boa noite, Maria! É tarde... é tarde. . Não me apertes assim contra teu seio.  Boa noite! ... E tu dizes - Boa noite. Mas não digas assim por entre beijos...  Mas não mo digas descobrindo o peito, - Mar de amor onde vagam meus desejos!  Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos Treme tua alma, como a lira ao vento, Das teclas de teu seio que harmonias, Que escalas de suspiros, bebo atento!
Poesia abolicionista O poeta dos  escravos
O navio negreiro Era um sonho dantesco... o tombadilho   Que das luzernas avermelha o brilho.  Em sangue a se banhar.  Tinir de ferros... estalar de açoite...   Legiões de homens negros como a noite,  Horrendos a dançar...   Senhor Deus dos desgraçados!  Dizei-me vós, Senhor Deus!  Se é loucura... se é verdade  Tanto horror perante os céus?! 

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    1ª Geração Exaltaçãoda Natureza Medievalismo Sentimentalismo Religiosidade
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    I - JucaPirama “ Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi: Sou filho das selvas, Nas selvas cresci; Guerreiros, descendo Da tribo tupi. Da tribo pujante, Que agora anda errante Por fado inconstante, Guerreiros, nasci; Sou bravo, sou forte, Sou filho do Norte; Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi.”
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    2ª Geração "Quandonão há o amor, há o vinho; quando não há o vinho, há o fumo; e quando não há amor, nem vinho, nem fumo, há o spleen. Gosto mais de uma garrafa de vinho que de um poema." Álvares de Azevedo
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    Sol dos InsonesLord Byron Sol dos insones! Ó astro de melancolia! Arde teu raio em pranto, longe a tremular, E expões a treva que não podes dissipar: Que semelhante és à lembrança da alegria! Assim raia o passado, a luz de tanto dia, Que brilha sem com raios fracos aquecer; Noturna, uma tristeza vela para ver, Distinta mas distante-clara-mas que fria!
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    Álvares de AzevedoAinda uma vez — Adeus I Enfim te vejo! — enfim posso, Curvado a teus pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te, Pesar de quanto sofri. Muito penei! Cruas ânsias, Dos teus olhos afastado, Houveram-me acabrunhado A não lembrar-me de ti!
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    Idéias Íntimas IX Oh! ter vinte anos sem gozar de leve A ventura de uma alma de donzela! E sem na vida ter sentido nunca Na suave atração de um róseo corpo Meus olhos turvas se fechar de gozo! Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas Passam tantas visões sobre meu peito! Palor de febre meu semblante cobre, Bate meu coração com tanto fogo! Um doce nome os lábios meus suspiram, Um nome de mulher . . e vejo lânguida No véu suave de amorosas sombras Seminua, abatida, a mão no seio, Perfumada visão romper a nuvem, Sentar?se junto a mim, nas minhas pálpebras O alento fresco e leve como a vida Passar delicioso. . . Que delírios! Acordo palpitante . . inda a procuro; Embalde a chamo, embalde as minhas lágrimas Banham meus olhos, e suspiro e gemo. . . Imploro uma ilusão. . . tudo é silêncio! Só o leito deserto, a sala muda! Amorosa visão, mulher dos sonhos, Eu sou tão infeliz, eu sofro tanto! Nunca virás iluminar meu peito Com um raio de luz desses teus olhos?
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    Casimiro de AbreuO poeta ingênuo Meus Oito Anos Oh ! que saudades que eu tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais ! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais !
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    3ª geração Condoreirismo Poesia social
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    Castro Alves 14de março de 1847
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    Poesia Lírico-amorosa Boanoite, Maria! Eu vou,me embora. A lua nas janelas bate em cheio. Boa noite, Maria! É tarde... é tarde. . Não me apertes assim contra teu seio. Boa noite! ... E tu dizes - Boa noite. Mas não digas assim por entre beijos... Mas não mo digas descobrindo o peito, - Mar de amor onde vagam meus desejos! Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos Treme tua alma, como a lira ao vento, Das teclas de teu seio que harmonias, Que escalas de suspiros, bebo atento!
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    Poesia abolicionista Opoeta dos escravos
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    O navio negreiroEra um sonho dantesco... o tombadilho   Que das luzernas avermelha o brilho.  Em sangue a se banhar.  Tinir de ferros... estalar de açoite...   Legiões de homens negros como a noite,  Horrendos a dançar...  Senhor Deus dos desgraçados!  Dizei-me vós, Senhor Deus!  Se é loucura... se é verdade  Tanto horror perante os céus?!