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“Eis o que é a palavra, meu amigo:
simples e delicada flor do sentimento,
nota palpitante do coração, ela pode
 elevar-se até o fastígio da grandeza
  humana, e impor leis ao mundo do
     alto desse trono, que tem por
    degrau o coração e por cúpula
            a inteligência.”
José Martiniano de Alencar nasceu no Ceará,
     filho do (ex) padre José Martiniano de
  Alencar (deputado pela província do Ceará)
  ; foi o fruto de uma união ilícita e particular
      do padre com a prima Ana Josefina de
  Alencar. Quando criança e adolescente, era
   tratado em família por Cazuza, mais tarde,
  adulto, ficou conhecido nacionalmente como
  José de Alencar, um dos maiores escritores
               românticos do Brasil.

                              *1829 – 1877
                              Faleceu aos 48 anos
O Nacionalismo
 Com a Independência em 1822, os
 artistas brasileiros empenharam-se
 em definir uma identidade cultural
 (...).
 Afinal,
 • o que era ser brasileiro?
 • qual a nossa língua?
 • a nossa raça?
 • nosso passado histórico?
 • nossos costumes e tradições?
O Projeto de Alencar
                                        Iracema


                                          O sertanejo



                                              As minas
                                              de prata




                                              Senhora
     José de Alencar
  pretendia formar um
  panorama do Brasil,              O gaúcho
retratando cada parte do
  país em um romance.
Pode-se dividir a obra de José de Alencar da seguinte forma:


                           Romances
                           históricos




Romances                                                   Romances
                         Nacionalismo
urbanos                                                    indianistas
                          Ufanismo




                            Romances
                           regionalistas
Romance Indianista

                  “Bom
                selvagem”




                Índio
  Símbolo
                            Passado
     de
nacionalidade               histórico
Trilogia indianista de Alencar
Filmografia Indicada




1979          1996            1975
O Guarani

               “A idealização está presente a cada passo, tanto
               nas descrições da natureza, quanto na
               apresentação das personagens. Se Ceci é a
               heroína adolescente, Peri é o “bom selvagem” de
               Rousseau, um autêntico cavaleiro medieval,
               “cavalheiro português no corpo de um selvagem!”
               (Ester D. Braga Tavares de Castro em
               http://www.10emtudo.com.br/demo/obras/index_6.html)




http://www.youtube.com/watch?v=7_i8z4yaNu8
http://www.youtube.com/watch?v
=PTomUb3r1m0&NR=1
Características do Romance Indianista
 Chamado de "poema em prosa" pela crítica, dado o ritmo e cadência de Iracema, mais de
um autor procurou demonstrar o caráter de poesia do livro. Realmente, sobretudo a belíssima
abertura do livro é marcada por um ritmo cadenciado, podendo as palavras ser distribuídas
                           em versos de um poema tradicional:

   Verdes mares bravios (6 sílabas)
   de minha terra natal, (7)
   onde canta a jandaia(6)
   nas frondes da carnaúba; (7)
   Verdes mares que brilhais (7)
   como líquida esmeralda (7)
   aos rios do sol nascente, (7)
   perlongando as alvas praias (7)
   ensombradas de coqueiros; (7)
   Serenai, verdes mares, (6)
   e alisai docemente (6)
   a vaga impetuosa, (6)
   para que o barco aventureiro (8)
   manso resvale à flor das águas.” (8)
Características do Romance Indianista
                   Em “Iracema” , o amor entre o
IRACEMA              colonizador Martim e a índia
                     Iracema,faz surgir uma nova
                     nação. Nesta história narrada
                    em linguagem poética, José de
                          Alencar apresenta
                    metaforicamente as origens do
AMÉRICA                        Brasil.
A ambiguidade romântica
“É muito importante notar o valor alegórico dessa
[união]. Ao “possuir” Iracema, Martim está
inconsciente, completamente seduzido e
inebriado. Esse gesto há de provocar a destruição
da virgem, assim como a invasão do Brasil pelos
portugueses há de provocar a destruição da
floresta virgem americana.
No entanto, assim como Martim não tinha
qualquer intenção de provocar a morte de sua
amada – o faz por paixão – os destruidores da
natureza brasileira o fizeram de forma
inconsciente e inconsequente. A consciência
ecológica de Alencar vai muito além da ingênua
defesa das nossas matas: percebe com clareza o
seu processo de destruição.”
                            Frederico Barbosa
Verossimilhança
 “O livro é a história da fundação do Ceará e
 o ódio de duas nações inimigas (tabajaras e
 pitiguaras). Os pitiguaras habitavam o litoral
 cearense e eram amigos dos portugueses. Os
 tabajaras viviam no interior e eram aliados
 dos franceses.
    José de Alencar recorreu a circunstâncias
 históricas, como a rixa entre os índios
 tabajaras e pitiguaras e utilizou
 personagens reais, como Martim Soares
 Moreno e o índio Poti, que depois viria a
 adotar o nome cristão de Antônio Felipe
 Camarão. Mas cercou-os de uma fértil
 imaginação e de um lirismo próprios da           Estátua situada na praia de Iracema(CE).
 poesia romântica.”                                   Homenagem à heroína da terra.
“ uma alegoria perfeita do processo
de colonização do Brasil e de toda a
América pelos invasores portugueses
       e europeus em geral.”
      (Frederico Barbosa, in http://fredb.sites.uol.com.br/iracema.html
Enredo Simbólico
IRACEMA                          MARTIM


                    +
 índio
                                  civilizado


americano                          europeu

              MOACIR          “O nome de seu amado
                              Martim remete ao deus
               Filho da dor   greco-romano Marte, o
                                deus da guerra e da
                                   destruição.”
               Brasileiro
Idealização romântica
 A idealização romântica concretiza-se
 quando o narrador compara Iracema à
               natureza.

   “e a virgem leva sempre vantagem:
  Seus cabelos são mais negros e mais
longos, seu sorriso mais doce, seu hálito
mais perfumado, seus pés mais rápidos.

     Iracema é muito mais do que uma
mulher. Não anda, flutua. Toda a natureza
rende-lhe homenagem: da acácia silvestre
  aos pássaros, como o sabiá e a ará. A
 heroína é o próprio espírito harmonioso
           da floresta virgem.”
Iracema para sempre

  “A permanência de Iracema no
   universo cultural brasileiro é
          incontestável.
 Uma das manifestações artísticas
    que perpetuam a imagem da
 virgem dos lábios de mel, mesmo
   que nem sempre tão virgem ou
  idealizada, é a música popular
    brasileira contemporânea”




                                    Estátua de Iracema na Lagoa de
                                    Messejana, em Fortaleza/CE
Índia
                        Roberto Carlos

Índia seus cabelos nos ombros caídos
negros como a noite que não tem luar
seus lábios de rosa para mim sorrindo
e a doce meiguice desse seu olhar
Índia da pele morena, sua boca pequena eu quero
beijar
Índia, sangue tupi, tem o cheiro da flor
Vem, que eu quero te dar
Todo meu grande amor
Quando eu for embora para bem distante
e chegar a hora de dizer adeus
Fica nos meus braços só mais um instante
deixa os meus lábios se unirem aos seus
Índia levarei saudade da felicidade
que você me deu
Índia, a sua imagem sempre comigo vai
Dentro do meu coração,
flor do meu Paraguai

http://www.youtube.com/watch?v=FU6J-DesjGE&playnext=1&list=PL9FBF02A23AFA36B2
Luiz Gonzaga ,1962
Adeus, Iracema


Navega, ó , jangada, nesse mar
Enfeitado de coqueiro
E coberto de luar

Navega no Nordeste pela praia
Quero ver Itapuã
Quero ver minha atalaia

Boa viagem
Gogó da Ema
Areia Preta, Pontal, Tambaú
Adeus, Iracema
Adeus

Navega, ó , jangada, nesse mar
Enfeitado de coqueiro
E coberto de luar
                                 http://www.youtube.com/watch?v=3wkW2AyUSPA
Resgate temático

                   Novela produzida
                   pela Rede Globo
                      em 2005.




                     Novela produzida
                     pela Rede Globo
                        em 2011.
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Iracema voou                                     Chico Buarque/1998

Iracema voou
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E anda lépida                                      Nessa canção, Chico Buarque de
Vê um filme de quando em vez                       Holanda atualiza a lenda do
Não domina o idioma inglês                         Ceará, apresentando Iracema
Lava chão numa casa de chá                         como uma emigrante que vai
                                                   para a América (lembrando o
Tem saído ao luar                                  anagrama de Alencar), seguindo
Com um mímico                                      assim, a sina do primeiro
Ambiciona estudar                                  cearense, Moacir.
Canto lírico
Não dá mole pra polícia
Se puder, vai ficando por lá
Tem saudade do Ceará
Mas não muita
Uns dias, afoita
Me liga a cobrar:
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                               http://www.youtube.com/watch?v=6O-sJPa1gvQ&feature=related
Iracema, quadro de Antônio Parreiras
Romance Histórico




(1865)   (1873)            (1873)
Adaptações para TV
 A trama central de A Padroeira (2002) foi inspirada no
 romance As Minas de Prata de José Alencar, que por
 sua vez já havia sido adaptado para a televisão (1966)
 pela TV Excelsior.
Romance Regionalista




                  O gaúcho        Til      O sertanejo
O tronco do ipê
                   (1870)      (1871/72)     (1875)
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(1857)            (1860)            (1862)               (1864)   (1870)




         (1872)            (1875)      (1893, póstumo)
Adaptação para TV

     José de Alencar considera suas obras
 "Lucíola", "Diva" e "Senhora" como sendo
      o uma trilogia que ele intitulou de
            "Perfis de Mulheres".
     Por isso, em 2006, a Rede Record de
 televisão transformou essas 3 obras de José
 de Alencar em uma novela chamada "Essas
                  Mulheres"
Fontes
 www.google images
 CEREJA, William Roberto.Português: Linguages, vol 2
        Atual Editora, São Paulo 1999.
 http://www.portrasdasletras.com.br
 http://contigo.abril.com.br/famosos/ivani-ribeiro/autora
 http://www.teledramaturgia.com.br/tele/padroeirab.asp
 http://fredb.sites.uol.com.br/iracema.html
 http://paixaoporlivros-vick.blogspot.com/2010/07/senhora-jose-de-alencar.html
 http://www.10emtudo.com.br/demo/obras/index_6.html




              Organização e Pesquisa
Profª Cláudia Heloísa Cunha Andria                  contato: clauheloisa@yahoo.com.br

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José de Alencar

  • 1. “Eis o que é a palavra, meu amigo: simples e delicada flor do sentimento, nota palpitante do coração, ela pode elevar-se até o fastígio da grandeza humana, e impor leis ao mundo do alto desse trono, que tem por degrau o coração e por cúpula a inteligência.”
  • 2. José Martiniano de Alencar nasceu no Ceará, filho do (ex) padre José Martiniano de Alencar (deputado pela província do Ceará) ; foi o fruto de uma união ilícita e particular do padre com a prima Ana Josefina de Alencar. Quando criança e adolescente, era tratado em família por Cazuza, mais tarde, adulto, ficou conhecido nacionalmente como José de Alencar, um dos maiores escritores românticos do Brasil. *1829 – 1877 Faleceu aos 48 anos
  • 3. O Nacionalismo Com a Independência em 1822, os artistas brasileiros empenharam-se em definir uma identidade cultural (...). Afinal, • o que era ser brasileiro? • qual a nossa língua? • a nossa raça? • nosso passado histórico? • nossos costumes e tradições?
  • 4. O Projeto de Alencar Iracema O sertanejo As minas de prata Senhora José de Alencar pretendia formar um panorama do Brasil, O gaúcho retratando cada parte do país em um romance.
  • 5. Pode-se dividir a obra de José de Alencar da seguinte forma: Romances históricos Romances Romances Nacionalismo urbanos indianistas Ufanismo Romances regionalistas
  • 6. Romance Indianista “Bom selvagem” Índio Símbolo Passado de nacionalidade histórico
  • 9. O Guarani “A idealização está presente a cada passo, tanto nas descrições da natureza, quanto na apresentação das personagens. Se Ceci é a heroína adolescente, Peri é o “bom selvagem” de Rousseau, um autêntico cavaleiro medieval, “cavalheiro português no corpo de um selvagem!” (Ester D. Braga Tavares de Castro em http://www.10emtudo.com.br/demo/obras/index_6.html) http://www.youtube.com/watch?v=7_i8z4yaNu8
  • 11. Características do Romance Indianista Chamado de "poema em prosa" pela crítica, dado o ritmo e cadência de Iracema, mais de um autor procurou demonstrar o caráter de poesia do livro. Realmente, sobretudo a belíssima abertura do livro é marcada por um ritmo cadenciado, podendo as palavras ser distribuídas em versos de um poema tradicional: Verdes mares bravios (6 sílabas) de minha terra natal, (7) onde canta a jandaia(6) nas frondes da carnaúba; (7) Verdes mares que brilhais (7) como líquida esmeralda (7) aos rios do sol nascente, (7) perlongando as alvas praias (7) ensombradas de coqueiros; (7) Serenai, verdes mares, (6) e alisai docemente (6) a vaga impetuosa, (6) para que o barco aventureiro (8) manso resvale à flor das águas.” (8)
  • 12. Características do Romance Indianista Em “Iracema” , o amor entre o IRACEMA colonizador Martim e a índia Iracema,faz surgir uma nova nação. Nesta história narrada em linguagem poética, José de Alencar apresenta metaforicamente as origens do AMÉRICA Brasil.
  • 13. A ambiguidade romântica “É muito importante notar o valor alegórico dessa [união]. Ao “possuir” Iracema, Martim está inconsciente, completamente seduzido e inebriado. Esse gesto há de provocar a destruição da virgem, assim como a invasão do Brasil pelos portugueses há de provocar a destruição da floresta virgem americana. No entanto, assim como Martim não tinha qualquer intenção de provocar a morte de sua amada – o faz por paixão – os destruidores da natureza brasileira o fizeram de forma inconsciente e inconsequente. A consciência ecológica de Alencar vai muito além da ingênua defesa das nossas matas: percebe com clareza o seu processo de destruição.” Frederico Barbosa
  • 14. Verossimilhança “O livro é a história da fundação do Ceará e o ódio de duas nações inimigas (tabajaras e pitiguaras). Os pitiguaras habitavam o litoral cearense e eram amigos dos portugueses. Os tabajaras viviam no interior e eram aliados dos franceses. José de Alencar recorreu a circunstâncias históricas, como a rixa entre os índios tabajaras e pitiguaras e utilizou personagens reais, como Martim Soares Moreno e o índio Poti, que depois viria a adotar o nome cristão de Antônio Felipe Camarão. Mas cercou-os de uma fértil imaginação e de um lirismo próprios da Estátua situada na praia de Iracema(CE). poesia romântica.” Homenagem à heroína da terra.
  • 15. “ uma alegoria perfeita do processo de colonização do Brasil e de toda a América pelos invasores portugueses e europeus em geral.” (Frederico Barbosa, in http://fredb.sites.uol.com.br/iracema.html
  • 16. Enredo Simbólico IRACEMA MARTIM + índio civilizado americano europeu MOACIR “O nome de seu amado Martim remete ao deus Filho da dor greco-romano Marte, o deus da guerra e da destruição.” Brasileiro
  • 17. Idealização romântica A idealização romântica concretiza-se quando o narrador compara Iracema à natureza. “e a virgem leva sempre vantagem: Seus cabelos são mais negros e mais longos, seu sorriso mais doce, seu hálito mais perfumado, seus pés mais rápidos. Iracema é muito mais do que uma mulher. Não anda, flutua. Toda a natureza rende-lhe homenagem: da acácia silvestre aos pássaros, como o sabiá e a ará. A heroína é o próprio espírito harmonioso da floresta virgem.”
  • 18. Iracema para sempre “A permanência de Iracema no universo cultural brasileiro é incontestável. Uma das manifestações artísticas que perpetuam a imagem da virgem dos lábios de mel, mesmo que nem sempre tão virgem ou idealizada, é a música popular brasileira contemporânea” Estátua de Iracema na Lagoa de Messejana, em Fortaleza/CE
  • 19. Índia Roberto Carlos Índia seus cabelos nos ombros caídos negros como a noite que não tem luar seus lábios de rosa para mim sorrindo e a doce meiguice desse seu olhar Índia da pele morena, sua boca pequena eu quero beijar Índia, sangue tupi, tem o cheiro da flor Vem, que eu quero te dar Todo meu grande amor Quando eu for embora para bem distante e chegar a hora de dizer adeus Fica nos meus braços só mais um instante deixa os meus lábios se unirem aos seus Índia levarei saudade da felicidade que você me deu Índia, a sua imagem sempre comigo vai Dentro do meu coração, flor do meu Paraguai http://www.youtube.com/watch?v=FU6J-DesjGE&playnext=1&list=PL9FBF02A23AFA36B2
  • 20. Luiz Gonzaga ,1962 Adeus, Iracema Navega, ó , jangada, nesse mar Enfeitado de coqueiro E coberto de luar Navega no Nordeste pela praia Quero ver Itapuã Quero ver minha atalaia Boa viagem Gogó da Ema Areia Preta, Pontal, Tambaú Adeus, Iracema Adeus Navega, ó , jangada, nesse mar Enfeitado de coqueiro E coberto de luar http://www.youtube.com/watch?v=3wkW2AyUSPA
  • 21. Resgate temático Novela produzida pela Rede Globo em 2005. Novela produzida pela Rede Globo em 2011.
  • 23. Iracema voou Chico Buarque/1998 Iracema voou Para a América Leva roupa de lã E anda lépida Nessa canção, Chico Buarque de Vê um filme de quando em vez Holanda atualiza a lenda do Não domina o idioma inglês Ceará, apresentando Iracema Lava chão numa casa de chá como uma emigrante que vai para a América (lembrando o Tem saído ao luar anagrama de Alencar), seguindo Com um mímico assim, a sina do primeiro Ambiciona estudar cearense, Moacir. Canto lírico Não dá mole pra polícia Se puder, vai ficando por lá Tem saudade do Ceará Mas não muita Uns dias, afoita Me liga a cobrar: -- É Iracema da América http://www.youtube.com/watch?v=6O-sJPa1gvQ&feature=related
  • 24.
  • 25. Iracema, quadro de Antônio Parreiras
  • 26. Romance Histórico (1865) (1873) (1873)
  • 27. Adaptações para TV A trama central de A Padroeira (2002) foi inspirada no romance As Minas de Prata de José Alencar, que por sua vez já havia sido adaptado para a televisão (1966) pela TV Excelsior.
  • 28. Romance Regionalista O gaúcho Til O sertanejo O tronco do ipê (1870) (1871/72) (1875) (1871)
  • 29. Romance Urbano (1857) (1860) (1862) (1864) (1870) (1872) (1875) (1893, póstumo)
  • 30. Adaptação para TV José de Alencar considera suas obras "Lucíola", "Diva" e "Senhora" como sendo o uma trilogia que ele intitulou de "Perfis de Mulheres". Por isso, em 2006, a Rede Record de televisão transformou essas 3 obras de José de Alencar em uma novela chamada "Essas Mulheres"
  • 31. Fontes www.google images CEREJA, William Roberto.Português: Linguages, vol 2 Atual Editora, São Paulo 1999. http://www.portrasdasletras.com.br http://contigo.abril.com.br/famosos/ivani-ribeiro/autora http://www.teledramaturgia.com.br/tele/padroeirab.asp http://fredb.sites.uol.com.br/iracema.html http://paixaoporlivros-vick.blogspot.com/2010/07/senhora-jose-de-alencar.html http://www.10emtudo.com.br/demo/obras/index_6.html Organização e Pesquisa Profª Cláudia Heloísa Cunha Andria contato: clauheloisa@yahoo.com.br