Cadernos Negros Os Melhores Poemas Literato Professor André Guerra
A CARNE MAIS BARATA DO MERCADO É A CARNE NEGRA
Literato Professor André Guerra
Literato Professor André Guerra
LINHAGEM (Carlos de Assumpção) Eu sou descendente de Zumbi Zumbi é meu pai e meu guia Me envia mensagens do orum Meus dentes brilham na noite escura Afiados como o agadá de Ogum Eu sou descendente de Zumbi Sou bravo valente sou nobre Os gritos aflitos do negro Os gritos aflitos do pobre Os gritos aflitos de todos Os povos sofridos do mundo No meu peito desabrocham Em força em revolta Me empurram pra luta me comovem Eu sou descendente de Zumbi Zumbi é meu pai e meu guia Eu trago quilombos e vozes bravias dentro de mim Eu trago os duros punhos cerrados Cerrados como rochas Floridos como jardins ( in Cadernos Negros )
ARTE AFIRMATIVA Literato Professor André Guerra
DANÇANDO NEGRO  (Ele Semog) Quando eu danço atabaques excitados,  o meu corpo se esvaindo  em desejos de espaço,  a minha pele negra dominando o cosmo, envolvendo o infinito, o som criando outros êxtases ...  Não sou festa para os teus olhos de branco diante de um show!  Quando eu danço há infusão dos elementos, sou razão.  O meu corpo não é objeto, sou revolução.  ( in Cadernos Negros) Literato Professor André Guerra

Cadernos Negros Res

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    LINHAGEM (Carlos deAssumpção) Eu sou descendente de Zumbi Zumbi é meu pai e meu guia Me envia mensagens do orum Meus dentes brilham na noite escura Afiados como o agadá de Ogum Eu sou descendente de Zumbi Sou bravo valente sou nobre Os gritos aflitos do negro Os gritos aflitos do pobre Os gritos aflitos de todos Os povos sofridos do mundo No meu peito desabrocham Em força em revolta Me empurram pra luta me comovem Eu sou descendente de Zumbi Zumbi é meu pai e meu guia Eu trago quilombos e vozes bravias dentro de mim Eu trago os duros punhos cerrados Cerrados como rochas Floridos como jardins ( in Cadernos Negros )
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    DANÇANDO NEGRO (Ele Semog) Quando eu danço atabaques excitados, o meu corpo se esvaindo em desejos de espaço, a minha pele negra dominando o cosmo, envolvendo o infinito, o som criando outros êxtases ... Não sou festa para os teus olhos de branco diante de um show! Quando eu danço há infusão dos elementos, sou razão. O meu corpo não é objeto, sou revolução. ( in Cadernos Negros) Literato Professor André Guerra