O ROMANCE DO ROMANTISMO
Os Costumes da Época Arte Burguesa
Joaquim Manuel de Macedo nasceu no RJ, foi fundador da Revista "Guanabara", secretário, orador do Instituto Histórico, político, professor e preceptor dos filhos da princesa Isabel. Em 1844 publicou "A Moreninha", seu primeiro romance. Foi o escritor mais lido durante o final da década de 40 e início da de 50 devido ao esquema usado por ele na composição dos romances.
Ele atendia à expectativa do leitor burguês  pois descrevia em uma linguagem simples, os costumes da sociedade carioca. Eram tramas fáceis, pequenas intrigas de amor, que sempre tinham finais felizes. Os seus personagens eram o estudante conquistador, a moça apaixonada e namoradeira, o galã irresistível e outros tipos com quem o público leitor pudesse se identificar.
As Vítimas Algozes –  Quadros da Escravidão –  Joaquim Manuel de Macedo
Vítima pessoa ferida, violentada, torturada, assassinada ou executada por outra;  pessoa que é sujeita a opressão, maus-tratos, arbitrariedades;  pessoa que sofre por sucumbir a vício ou sentimento próprio ou de outrem;  pessoa contra quem se comete qualquer crime ou contravenção.
Algoz carrasco, executor da pena de morte ou de outras penas corporais (como tormentos, açoites etc.) indivíduo cruel, de maus instintos; atormentador, assassino aquilo que aflige ou atormenta (Dicionário HOUAISS)
O CONTEXTO
A abolição " O Treze de Maio não é uma data apenas entre outras, número neutro, notação cronológica. É o momento crucial de um processo que avança em duas direções. Para fora: o homem negro é expulso de um Brasil moderno, cosmético, europeizado. Para dentro: o mesmo homem negro tangido para os porões do capitalismo nacional, sórdido, brutesco. O senhor liberta-se do escravo e traz ao seu domínio o assalariado, migrante ou não. Não se decretava oficialmente o exílio do ex-cativo, mas passaria a vivê-lo como estigma na cor da sua pele"  (Alfredo Bosi)
A OBRA
“ Queremos agora contar-vos em alguns romances histórias verdadeiras que todos vós já sabeis...”
“ ... Verdades que não precisam mais de demonstração, obrigando-vos deste modo  a encarar de face, a medir, a sondar em toda sua profundeza um mal enorme que afeia, infecciona, avilta, deturpa e corrói a nossa sociedade...”
“ Sob as apreensões de uma crise social iminente, infalível, (...)  o povo   brasileiro , e particularmente os lavradores, esperam ansiosos,(...) o pronunciamento legal e decisivo da solução do problema da emancipação dos escravos.”
O autor constrói um perfil aterrorizante para o escravo, misto de tigre e serpente, de vítima e algoz, capaz de atacar quando menos se espera.
A Tese “ O coração do escravo é escuro, tenebroso como noite de tempestade: é abismo profundo e sem luz coberto pela crosta da tristeza íntima e da desconfiança perpétua.”
“ O escravo é a matéria-prima com que se preparam crimes horríveis que espantam a nossa sociedade.”  p.30
O autor claramente procura amedrontar os brancos senhores de escravos e sugere como solução o fim da escravidão.
É o medo o eixo dos “quadros exemplares” do escritor emancipacionista. Medo a ser provocado no seu leitor-senhor com ênfase: na traição e na dissimulação -  como traços inerentes ao escravo
e na ingenuidade e na credulidade como marcas registradas dos fazendeiros e donos de escravos.

Romance Vítimas

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    O ROMANCE DOROMANTISMO
  • 2.
    Os Costumes daÉpoca Arte Burguesa
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    Joaquim Manuel deMacedo nasceu no RJ, foi fundador da Revista "Guanabara", secretário, orador do Instituto Histórico, político, professor e preceptor dos filhos da princesa Isabel. Em 1844 publicou "A Moreninha", seu primeiro romance. Foi o escritor mais lido durante o final da década de 40 e início da de 50 devido ao esquema usado por ele na composição dos romances.
  • 4.
    Ele atendia àexpectativa do leitor burguês pois descrevia em uma linguagem simples, os costumes da sociedade carioca. Eram tramas fáceis, pequenas intrigas de amor, que sempre tinham finais felizes. Os seus personagens eram o estudante conquistador, a moça apaixonada e namoradeira, o galã irresistível e outros tipos com quem o público leitor pudesse se identificar.
  • 5.
    As Vítimas Algozes– Quadros da Escravidão – Joaquim Manuel de Macedo
  • 6.
    Vítima pessoa ferida,violentada, torturada, assassinada ou executada por outra; pessoa que é sujeita a opressão, maus-tratos, arbitrariedades; pessoa que sofre por sucumbir a vício ou sentimento próprio ou de outrem; pessoa contra quem se comete qualquer crime ou contravenção.
  • 7.
    Algoz carrasco, executorda pena de morte ou de outras penas corporais (como tormentos, açoites etc.) indivíduo cruel, de maus instintos; atormentador, assassino aquilo que aflige ou atormenta (Dicionário HOUAISS)
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    A abolição "O Treze de Maio não é uma data apenas entre outras, número neutro, notação cronológica. É o momento crucial de um processo que avança em duas direções. Para fora: o homem negro é expulso de um Brasil moderno, cosmético, europeizado. Para dentro: o mesmo homem negro tangido para os porões do capitalismo nacional, sórdido, brutesco. O senhor liberta-se do escravo e traz ao seu domínio o assalariado, migrante ou não. Não se decretava oficialmente o exílio do ex-cativo, mas passaria a vivê-lo como estigma na cor da sua pele" (Alfredo Bosi)
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    “ Queremos agoracontar-vos em alguns romances histórias verdadeiras que todos vós já sabeis...”
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    “ ... Verdadesque não precisam mais de demonstração, obrigando-vos deste modo a encarar de face, a medir, a sondar em toda sua profundeza um mal enorme que afeia, infecciona, avilta, deturpa e corrói a nossa sociedade...”
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    “ Sob asapreensões de uma crise social iminente, infalível, (...) o povo brasileiro , e particularmente os lavradores, esperam ansiosos,(...) o pronunciamento legal e decisivo da solução do problema da emancipação dos escravos.”
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    O autor constróium perfil aterrorizante para o escravo, misto de tigre e serpente, de vítima e algoz, capaz de atacar quando menos se espera.
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    A Tese “O coração do escravo é escuro, tenebroso como noite de tempestade: é abismo profundo e sem luz coberto pela crosta da tristeza íntima e da desconfiança perpétua.”
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    “ O escravoé a matéria-prima com que se preparam crimes horríveis que espantam a nossa sociedade.” p.30
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    O autor claramenteprocura amedrontar os brancos senhores de escravos e sugere como solução o fim da escravidão.
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    É o medoo eixo dos “quadros exemplares” do escritor emancipacionista. Medo a ser provocado no seu leitor-senhor com ênfase: na traição e na dissimulação - como traços inerentes ao escravo
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    e na ingenuidadee na credulidade como marcas registradas dos fazendeiros e donos de escravos.