ARCADISMO 1768  - 1836 OBRAS (POÉTICAS) CLÁUDIO MANUEL DA COSTA
CONTEXTO HISTÓRICO A Europa passa por uma importante transformação cultural que leva à decadência do pensamento barroco. A burguesia francesa e inglesa, impulsionada pelo controle do comércio ultramarino, cresceu, dominando a economia do Estado.
O Espírito das Leis  de Montesquieu e a  Enciclopédia  de Diderot, Montesquieu e Voltaire impulsionaram o desenvolvimento das ciências,valorizando a razão como agente propulsor do progresso social e cultural Século XVIII – A Idade da Razão
A nobreza e o clero, com seus ideais retrógrados, caíram em descrédito. A burguesia voltou-se para as questões mundanas e simples. A arte caracterizou-se pela volta à simplicidade clássica.
O Iluminismo espalhou-se pela Europa. O Marquês de Pombal, em nome da revolução cultural,expulsou os padres jesuítas do Brasil em 1759. O ensino tornou-se leigo, fundaram-se escolas e academias.
Animada cena da vida cortesã Grandes mudanças na sociedade colonial brasileira com a descoberta do ouro em Minas Gerais. Formam-se cidades. O ouro parece ser suficiente para todos. Enriquece os mineiros, os comerciantes, os tropeiros e, acima de tudo, o reino português.
Rio de Janeiro e Minas Gerais destacaram-se como centros de relevância política, econômica, social e cultural. A Independência Norte Americana e a Revolução francesa influenciaram para o crescente sentimento nativista e para o descontentamento reinante na região das minas.
CARACTERÍSTICAS BUSCA da SIMPLICIDADE VERDADE – RAZÃO - SIMPLICIDADE
O Inutilia Truncat O aurea mediocritas O Carpe Diem O Locus Amoenus
O locus amoenus Como na literatura clássica, a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade. O Bucolismo  (integração serena entre o indivíduo e a paisagem física)  torna-se um imperativo social
Enquanto pasta alegre o manso gado, minha bela Marília, nos sentemos à sombra deste cedro levantado. Um pouco meditemos  na regular beleza, Que em tudo quanto vive nos descobre a sábia natureza
Essa literatura, porém, não surge da vivência direta da natureza. A poesia campestre do Arcadismo é meramente uma convenção poética a que todo escritor da época deve se submeter. Não devemos cobrar dos árcades realismo do cenário e sim atentar para os sentimentos e idéias que surgem a partir dele.
Em lugar de igrejas e palácios solenes são construídas casas graciosas e belos jardins. Preferem-se materiais mais simples em lugar do bronze, ouro e mármore. As cores são agora mais suaves: pastel, verde, rosa. Ao pomposo prefere-se o íntimo, o simples.
Condena-se toda ousadia, extravagância, exacerbação das emoções. Festas galantes,cenas campestres e referências pastoris constituem o seu universo temático. Os neoclássicos retornam às fontes da antiguidade que definiam a poesia como cópia da natureza.  Uma atmosfera de frivolidade e leve erotismo
IMITAÇÃO DOS CLÁSSICOS Só a imitação dos clássicos asseguraria a vitalidade, o racionalismo e a simplicidade da manifestação literária: A natureza é a dos poetas clássicos: Virgílio, Teócrito. Usa-se a mitologia clássica.
Pintam, Marília, os poetas a um menino vendado, com uma aljava de setas,  arco empunhado na mão;  ligeiras asas nos ombros, o terno corpo despido, e de Amor ou de Cupido são os nomes que lhe dão.
A AUSÊNCIA DE SUBJETIVIDADE A constante e obrigatória utilização de imagens clássicas tradicionais acaba sedimentando uma poesia despersonalizada. O escritor não anda com o próprio eu. Adota pseudônimos.
AUTORES Cláudio Manuel da Costa Racionalmente um árcade, emotivamente um barroco. Obras Poéticas – Obra lírica Vila Rica – Obra épica
A montanha mineira, a penha, a pedra, o penhasco afloram a todo momento em seus poemas como símbolos de um mundo que ele não pode esquecer Os seus temas são quase sempre barrocos: O desencanto com a vida A brevidade dolorosa do amor A rapidez com que os sentimentos passam
A desolada angústia de alguém em busca do objeto de sua paixão: “  Nise? Nise? Onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma que por ti suspira ” .......................................................... Nem ao menos o eco me responde! Ah! Como é certa a minha desventura! Nise? Nise? Onde estás? aonde?aonde?
Vale-se de antíteses para registrar os seus conflitos pessoais:  Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! Oh, quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!
A visão pungente  das relações amorosas: Aqui, onde não geme, nem murmura Zéfiro brando em fúnebre arvoredo, Sentado sobre o tosco de um penedo Chorava Fido a sua desventura. Às lágrimas, a penha enternecida Um rio fecundou, donde manava D'ânsia mortal a cópia derretida; A natureza em ambos se mudava; Abalava-se a penha comovida; Fido, estátua de dor, se congelava.
Tomás Antônio Gonzaga Marília de Dirceu – obra lírica Texto árcade por excelência ou obra de dimensão pré-romântica? Cartas Chilenas – obra satírica
O Aurea Mediocritas O ser herói, Marília, não consiste  Em queimar os impérios: move a guerra,  Espalha o sangue humano, E despovoa a terra Também o mau tirano. Consiste o ser herói em viver justo: E tanto pode ser herói o pobre, Como o maior Augusto.
Texto confessional Quando em meu mal pondero, Então mais vivamente te diviso: Vejo o teu rosto e escuto A tua voz e riso. Movo ligeiro para o vulto dos passos; Eu beijo a tíbia luz em vez de face, E aperto sobre o peito em vão os braços .
A expressão sentimental vale-se de alegorias mitológicas e das regras do amor galante .   Tu, Marília, agora vendo Do Amor o lindo retrato Contigo estarás dizendo Que é este o retrato teu.  Sim, Marília, a cópia é tua, Que Cupido é Deus suposto: Se há Cupido, é só teu rosto Que ele foi quem me venceu .
Atrevimentos eróticos surpreendentes Ornemos nossas testas com as flores,  E façamos de feno um brando leito;  Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos amores. Sobre as nossas cabeças, Sem que o possam deter, o tempo corre
Cartas Chilenas Critilo escreve para Doroteu. O objetivo é criticar os desmandos e a prepotência de Cunha Meneses, governador de Minas.

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    ARCADISMO 1768 - 1836 OBRAS (POÉTICAS) CLÁUDIO MANUEL DA COSTA
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    CONTEXTO HISTÓRICO AEuropa passa por uma importante transformação cultural que leva à decadência do pensamento barroco. A burguesia francesa e inglesa, impulsionada pelo controle do comércio ultramarino, cresceu, dominando a economia do Estado.
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    O Espírito dasLeis de Montesquieu e a Enciclopédia de Diderot, Montesquieu e Voltaire impulsionaram o desenvolvimento das ciências,valorizando a razão como agente propulsor do progresso social e cultural Século XVIII – A Idade da Razão
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    A nobreza eo clero, com seus ideais retrógrados, caíram em descrédito. A burguesia voltou-se para as questões mundanas e simples. A arte caracterizou-se pela volta à simplicidade clássica.
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    O Iluminismo espalhou-sepela Europa. O Marquês de Pombal, em nome da revolução cultural,expulsou os padres jesuítas do Brasil em 1759. O ensino tornou-se leigo, fundaram-se escolas e academias.
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    Animada cena davida cortesã Grandes mudanças na sociedade colonial brasileira com a descoberta do ouro em Minas Gerais. Formam-se cidades. O ouro parece ser suficiente para todos. Enriquece os mineiros, os comerciantes, os tropeiros e, acima de tudo, o reino português.
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    Rio de Janeiroe Minas Gerais destacaram-se como centros de relevância política, econômica, social e cultural. A Independência Norte Americana e a Revolução francesa influenciaram para o crescente sentimento nativista e para o descontentamento reinante na região das minas.
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    CARACTERÍSTICAS BUSCA daSIMPLICIDADE VERDADE – RAZÃO - SIMPLICIDADE
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    O Inutilia TruncatO aurea mediocritas O Carpe Diem O Locus Amoenus
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    O locus amoenusComo na literatura clássica, a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade. O Bucolismo (integração serena entre o indivíduo e a paisagem física) torna-se um imperativo social
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    Enquanto pasta alegreo manso gado, minha bela Marília, nos sentemos à sombra deste cedro levantado. Um pouco meditemos na regular beleza, Que em tudo quanto vive nos descobre a sábia natureza
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    Essa literatura, porém,não surge da vivência direta da natureza. A poesia campestre do Arcadismo é meramente uma convenção poética a que todo escritor da época deve se submeter. Não devemos cobrar dos árcades realismo do cenário e sim atentar para os sentimentos e idéias que surgem a partir dele.
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    Em lugar deigrejas e palácios solenes são construídas casas graciosas e belos jardins. Preferem-se materiais mais simples em lugar do bronze, ouro e mármore. As cores são agora mais suaves: pastel, verde, rosa. Ao pomposo prefere-se o íntimo, o simples.
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    Condena-se toda ousadia,extravagância, exacerbação das emoções. Festas galantes,cenas campestres e referências pastoris constituem o seu universo temático. Os neoclássicos retornam às fontes da antiguidade que definiam a poesia como cópia da natureza. Uma atmosfera de frivolidade e leve erotismo
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    IMITAÇÃO DOS CLÁSSICOSSó a imitação dos clássicos asseguraria a vitalidade, o racionalismo e a simplicidade da manifestação literária: A natureza é a dos poetas clássicos: Virgílio, Teócrito. Usa-se a mitologia clássica.
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    Pintam, Marília, ospoetas a um menino vendado, com uma aljava de setas, arco empunhado na mão; ligeiras asas nos ombros, o terno corpo despido, e de Amor ou de Cupido são os nomes que lhe dão.
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    A AUSÊNCIA DESUBJETIVIDADE A constante e obrigatória utilização de imagens clássicas tradicionais acaba sedimentando uma poesia despersonalizada. O escritor não anda com o próprio eu. Adota pseudônimos.
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    AUTORES Cláudio Manuelda Costa Racionalmente um árcade, emotivamente um barroco. Obras Poéticas – Obra lírica Vila Rica – Obra épica
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    A montanha mineira,a penha, a pedra, o penhasco afloram a todo momento em seus poemas como símbolos de um mundo que ele não pode esquecer Os seus temas são quase sempre barrocos: O desencanto com a vida A brevidade dolorosa do amor A rapidez com que os sentimentos passam
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    A desolada angústiade alguém em busca do objeto de sua paixão: “ Nise? Nise? Onde estás? Aonde espera Achar-te uma alma que por ti suspira ” .......................................................... Nem ao menos o eco me responde! Ah! Como é certa a minha desventura! Nise? Nise? Onde estás? aonde?aonde?
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    Vale-se de antítesespara registrar os seus conflitos pessoais: Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! Oh, quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna, um peito sem dureza!
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    A visão pungente das relações amorosas: Aqui, onde não geme, nem murmura Zéfiro brando em fúnebre arvoredo, Sentado sobre o tosco de um penedo Chorava Fido a sua desventura. Às lágrimas, a penha enternecida Um rio fecundou, donde manava D'ânsia mortal a cópia derretida; A natureza em ambos se mudava; Abalava-se a penha comovida; Fido, estátua de dor, se congelava.
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    Tomás Antônio GonzagaMarília de Dirceu – obra lírica Texto árcade por excelência ou obra de dimensão pré-romântica? Cartas Chilenas – obra satírica
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    O Aurea MediocritasO ser herói, Marília, não consiste Em queimar os impérios: move a guerra, Espalha o sangue humano, E despovoa a terra Também o mau tirano. Consiste o ser herói em viver justo: E tanto pode ser herói o pobre, Como o maior Augusto.
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    Texto confessional Quandoem meu mal pondero, Então mais vivamente te diviso: Vejo o teu rosto e escuto A tua voz e riso. Movo ligeiro para o vulto dos passos; Eu beijo a tíbia luz em vez de face, E aperto sobre o peito em vão os braços .
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    A expressão sentimentalvale-se de alegorias mitológicas e das regras do amor galante . Tu, Marília, agora vendo Do Amor o lindo retrato Contigo estarás dizendo Que é este o retrato teu. Sim, Marília, a cópia é tua, Que Cupido é Deus suposto: Se há Cupido, é só teu rosto Que ele foi quem me venceu .
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    Atrevimentos eróticos surpreendentesOrnemos nossas testas com as flores, E façamos de feno um brando leito; Prendamo-nos, Marília, em laço estreito, Gozemos do prazer de sãos amores. Sobre as nossas cabeças, Sem que o possam deter, o tempo corre
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    Cartas Chilenas Critiloescreve para Doroteu. O objetivo é criticar os desmandos e a prepotência de Cunha Meneses, governador de Minas.