2.1 Característicasgerais
dosvírus
Os vírus sãoseresdilìinLúos,visíveisâpe-
nâsâo micì.scópio elelìônico.consiituídospor
apeÌrâsdurscÌals€sdesubstâncias.ÌuÍìicas: áci-
do nucléico,.ÌuepodeseìDNA ouRNA. e pro-
teínâ.
O qÌrÈdifcrenci.ìos vírus de todos os ou
tros seresvivos é qrc cÌes sãoacelulâres, oÌr
seja,nãopossuemestrulurâceÌular.Assim. não
1êmâ complexamaquinariabioquínica neces
sáriâparafazerfuncionar setrprogramagenéti
co e precìsaìnde célulasqueos hospedeìn.To
dosos vírüssãopàrâsitâs intrâcelulsÍes obri-
gatórios.
Atuando como um "pirata ' celular, üm ví
rus invadeumacéluÌa e as$umeo comando.fa
rendo com que ela trabalhequaseque exclusi
vamenteparaproduzl novos vírus.A infecção
viral geralmenÌecausapÌofundasalteraçõesno
metabolismocelular.podendolevaràmortedas
céluÌâs infectadas.Víus causaÌndoençasem
pÌân1âse em animiis, inclüindo o honem.
Exemplosde doençashu
dâspor vírüs sãoo sarampo,a varíolae dive.
Forada célulahospedeiÌa,os vírusnãoma-
Ìifestam nenhumÂâúvìdade vitaÌ: não crescem.
não degradam neln fabricam substâncias e não
rcâgeÌna estímulos.No entanto.selìouler célu
lâshospedeirascompatíveìsì suâdisposìção,uìì
ÌÍrico vírusé cdpdTde originar.em cercade 20
minubs, centenasde novosvíms.
2.2 Estrutura e diversidade
dosvírus
CrD"iJi.
O envoÌtóriodosírus.fonnadopoÌproteí-
nês,é denomirìadocâpsídio.AlémdeprotegeÌ
o ácìdonucléicoviral.o câpsídioteÌnÂcapacj
dadedeseconrbinarquinììcamentecomsubs
tânciaspresentesna superiíciedascélulas.o
queperÌnileaovÍus reconheceÌe atacaro iipo
decéÌuÌaadequadoa hospedálo.Algunsvíus
podem,ainda.apresent.ìruÌnenvoltóriolìpídi-
co,proverlientedanembranadacéluÌaondese
orìginaram.
i[ú0 N]iüìÍi.o
OÌnâÈriâlgenéticodosvíÌuspodeserDNA
ox RNA, ondeestãoinscritasasinloÌmações
paÌaâ FoduEãodenovosvirus.Cadaespécie
virâÌ possüumúnicoripodeácidonucléico:há,
poÌtanto.írus deDNA e vírus deRNA.
Olirio
A paúícuÌaviraÌ.quâDdoforadacélulahos
pedeirê.é geneÌjcamentedeDominadavírion.
Cadaespécìede vírus apresentâvÍions de for
Ìnalocaracterístico.(Fig. 2.1)
Vru5 do herpesímplex
@,,,',"ffiffff:ffi
ilg
ffi
w
@
6
Figuro2.1 Nosdesenhos,olsunsiiposde ví.us,reprêseniodosèmescolo.No ÍdÕmicroqroÌioêtehônicoo
esqJe.dÕ,oordoor[Íciôlm"nr-.-rorsdel-erpe.{cordelo,ÕriolÌe,o.dodol,,rc(;zLêr,o)pdÕo
( 'oplosro{ve'de)deLmocèlulô:nI;.!do.No Íoicr icrog-oÍôêler'óri,o o o,'eitocolo'iooorl,c,dl-ê. e.u,,
vífiondêyoÍiolo.
18
, .
n'
':
x.';' ,
W
A especificidadedosvírus
Em geÍal.umtipo devÍus âtâcaapenasüm
oupoìcostiposdecéÌuÌa.lssopoíqüeumdeleÌ-
minadoÌìpo de vírus sóconsegueiúèctar ümâ
célülâquepossua.nâm,embrana,substânciasàs
quaiseÌepossaseÌigaÌ.
OvírusdâpoÌiomielite,poÌ exemplo,éaÌÌa-
men!eespecifico.inÍertandoapenascélulâ'neF
rosas,inre.íinâisedamuco'âddgffganlJJào
 rru.darubéolâedardnúlâcon'egueminÍectar
maioÌnúmerodetecidoshumanos
O, rrru. degnpe,ãob:rânreerlreise
podemrÍìlecurdrveÍso.rìpo'deceìulahumâna
e tambémcélulasde dìferentesânimais,como
pat'.câvalo'e porroc.tm muirô.cd'os.e*â
caprcidâde'e deeaofârodee"e.riru' con'e
gLirem'e ligara 'ub'úncrarpre'enr'emcéìu-
lâsdedìversostiposdeorganismo.
2.3 Reproduçãodosvírus
A rcproduçãodeuÌì vírusenvolY€doisas-
pectosiâduplicaçãodo mâteriâl g€néticoviral
easíntesedasproteínasdocapsídio.Comov!
mos.osvÍrusnãopossuema maqumanâneces-
sáriapâÌâÍeaÌizaressesprocessose porissosó
podemsereproduzirno interior decéÌulashos
Os vírusdesenvolveram,ao Ìongode sua
evolução.mecânismossuÌpÍeendentespâÌasub-
vertefofuncionamentodâcélulahospedeiÌaese
reproduzirà custadelâ.GeralÌnenteeÌesinìbem
o tuncionâmentodo mâteriâlgenéticodacélulâ
infectadae pâssamacomândma síntesedepÌo_
Ciclo reprodutiYo deum
bacteriófago
Um vírus muito estudado é o bacterió{ago
T., qüe serepÌoduz em certas linhagens da bac-
têti:àEscheric hìa colí.
Quando o úÌion do bâcteriófago TaentÍa em
contato com âbâctúia, adereàpaÌedeceÌuÌêrpor
meio de ceía prolernâ.presenle.nâ' fibÌasde
.ua cJudâ.Seme.r rcconhecimenromolecuìd
un vlrusnáocon.egueinlecrata F,.h ' i.hia '.lt
Nr câudddo bacreriólagoe.rànrambemp'e
.enre. enzima, que. orivadasJpo' o reconhe.i
mentomoleculâÌ,sãocâpazesdedigeÌiÌ eperfu-
rarâpâÌededâcéÌutabâcterianâ.ODNA dobâc-
teriófagoé,então,ìnjetadonocìtopìasmâ.
Umaveznointeriordabâctéda,osgenesdo
bâcteÌiófagosãoüanscritosem nolécuÌâsde
RNA etraduzidosemFoteínasviÌais.IssoocoÍ-
rc porqueasenzìmâsde trânscriçãoe tÌadução
dabactérianãodìstinguemosgenes'doinvâsor
deseusFóprÌos genes.
As pdrnenâsFot€ínâsviÌâis quesefomâm
induzerno DNA viraÌ âsenuÌtipÌicar, aoÌnesrno
tempoqueinibemo tuncionâmenlodocromosso-
mobacteriano.Empoucosminutosabâctériâesú
totalmenÌecontrolâdapelobâcteriófago.
O passosegrìinteé âproduçãodaspÌoteínâs
queconstìtuirãoâscâbeçâse câüdasdosnovos
vírus.Câbeçae câüdasãoeÌâboÌadasseparadâ
mente,e depoisseagregâmâoDNA. forÍnândo
CeÌcade 30 minutosâpósa entradadeum
únicofâgoinvasoÌ,â célulabâcteriânajá estáre-
duzidaa umabolsâÌ€pletade paÍícuÌâs vÍaú.
Nessemomentosãoproduzidasenzimasqueinj
ciamadestÍuição.oulise(dogregoô,i}J, desuui
çáor.dâpaÍedebâderiãna.qüeârÍebenrde über:
cenrenâ'devirionsmâduro..quepodeminÍêúâr
outrâsbâctéÌiaserciniciâro cicìo.(Fig.2.2)
Ciclo reprodutivo de um
vírus degripe
ExistemcentenâsdevâÌiedadesdevÍrusde
gipe, todospoÍadoresdeRNA, quêé seumate
Íiâl he{editáÌio.
A infecçãogripal começaqüandoo vírion
âdeÍeasübstânciasÌ€ceptomspÌ€sentesnasuper
fïcie dâscéÌulashospedeiÌâs,geÌâlmenteasqüe
rcvestemasvjasÌespiÌâtóriâs.A paÍtículaviÍâlpe-
netrâinGirÂ,nissodiferindodobacteÌiófâgo,em
queâpenâso DNA viraÌpenetÍânacéluìâ.
No interior da célulâo capsídìoé dìgerido
porenziÌnas,libeÍandooRNAnocitoplasma.O
RNA dovírusdagripeedeoutrosvírusdeRNA
(excetoosretrovírìrs)écapazdeseduplicar,ori-
ginandoinúmeÍâscópiâsdentÌodacélulâhospe-
deiÍâ. As infoÍÌnaçõesgenéticasdo RNA viÌaÌ
sãoenÌãotraduzidas,dândoofgem aoscompo-
nenìesprotéicosdocâpsídio.
19
DNA
liberoçõodosnovosvniônr
lnico dd fofúoçõo Acúmuo dê
dê panículosv rol5 pÕúícúlÕsvúdis
a 7 )4 2j . :: . ,::2r.,.,,::::
ÌêmPo(mii)
íigqo 2.2Cco repÌodutivodobocieÍófagoTj.Ehcercode30 minutos,!m únjcovírìoninÍecronteécopozde
gerorenhel0O e 200viriÕns.
A reünião de ícì&)s nucléìcose capsídn)s dâ cétnl.Ìhospedcjra.enìborajssopossaocorfer
orÌgìra rovos virÌons,quese libcrtrDrdascétu enì virludedâsperrufbaçõcscalsrdnspelaìnrec
Ìasinfectâd.ìs.Nâohá,nccessariamcntejanÌoÍlc çãoviÌrl. (Fig. 2.3)
[igur6 2.3 EtoposdÒ rê
prod!çõô de um vírusde
srlpêemcélllôsdooporelho
rêsprotóriohuhono.(l )
Fixoçõodo vírionò mem-
bionqdo céutq (2ì e 13)
Enslobomentodovírion.(4)
DêÍruiçõôdo ervorório
prôréicoeiheroçõodosoiro
moléc!losde RNA 9ue
consiÌuemo genomoqro.
{51Síntesede RNA men-
soseirov rol ló)Dupli.oçõo
doRNAyirôI.{Z)SínresedÕs
proreinosvircìs.(81 ncôr
porocõode proleínosvirois
na memb,onoclutor (e)
EmpocolomeriodoRNAyi
rol côm proteÍnos.ll0)
El;minoçõodo vÍion pêq
céuo oddolhê(quodrôò
esquerdalmôstraos ei
coixesmoleccloresque
pêrmiieho llgoçõodovírus
"it;::
l
20
Cicloreprodutivo
deum retrovírus
O Ìnâteriâl heÌedìtín) dos reúo!íus é o
RNA. A p ncìprl caracteríslicâdessetipo dc ví-
Íus é a presençâdâenznnatranscriptasc rêYer-
sa,caprzde produzirÌnolécultsdc DNA aprrtiÍ
dc RNA, isto é. dc cxccutarunrâ'1tunscÌiçio ro
A nlenÌbram do rctlovÍus se funde colÌ I
ìneÌnbÍânada céluh hospedeìra.e o câpsídiovi
ìâÌ peneúano cin)plâsmâ.Unì.llez ljberrÌdodo
c.ìpsídioprotéìco,o RNA produT.sobâ açãoda
truscÌiptase reve|sa.uma molécul! cìeDNA.
F-sttpeDcrâno núcleodâcéÌuÌx.inlroduz-seem
uÌn doscronossomosdo hospedeiroe rccoÌnb1-
na secom o DNA ceÌuld.
O DNA virâl i egrâdoâ(
luìàÍ é cÌìaìì{do províms. Ele é reconhecidoe
transcrìtopehs enzimâsdâ céÌuÌâ hosFdeirâ,
de nodo que logo coÌncçân â surgir molécüìâs
de RNA coìn inlbrmaçõcs prìÌâ a síntesedc
transcriptasereversâe d$ prolcínâsdo cèp!í
dìo. AÌgunas dessis nìoléculasdò RNA são
emptÌcotâdrsjuÌtiìÌente coìn nrolécuÌasde
transcriptrse reversa.originando ccnlenasde
Umr ez com os genesdo provírusrúegra
dos aosscus.a célulaintèctadaproduzpaÌtícu-
ÌâsviraisduÍântetodaa sui !ida. A infccçãopol
rctrcvÍus gcrâÌmenlenão lea à morte r cóltrÌâ
hospedeìÌa,c cstâpodeseÍepÌoduzire tfrDsmr'
rir o pÌovÍus iìÌtcgÍadoâ suâsiìÌhâs.(Fig.2.;r)
@' o
OO
'
id,j'o2.4 EtooodÕÍeoroducòodeumÍerrôvrusêmumocéluo (I )Fixoçôodovírioro receptoresdomembrono
d;ce! o.(2liereÌroçõodocopçdio(3)LrberoçaodoRNAvlrol(r')SíntesedeDNAÕPadirdÒRNAvirol(5J
PeneirqçôodoDNAvlro nonú;bo.e! or ló)IntegroçõodoDNAvnoloooomôssomodo.é1!o 17)SÍniesede
RNAviro (8)SinrêsedosproÌeínosvlrois.{9) EmpocotomenrôdoRNÀvno comproteinosÍôrmqndoocopsídio
(10ìlncoryorÒçõodeprÕréÍnosvlroisno membronocelulor.(l 1)EllmlnÒçõodôvirionpêlocé! o
21
RúuoÌíru!tincdÌ.ALdj
MÌritosrcrÌovíui possucnìgenescìcDoìÌina
ü,', oncoqenc.it,. ndu,/drì:,. c<t rd h,,,|e-
d(ira' ; Ji'.1o J. ro ,rÍo1..1.,.. nrnJ ,{ ,:,!10
de tumorcscancerosos.
Rec,nlerrenr"Je.cobr| | r-.e:t. I r fe Ío
rruquejr í(cr Inc.lub. Irrlo.. l r r( (t...
destacr se o HIV. sigÌâ eÌn irgÌôs de Ìl,nan
InnunaleíiìeY: I'izJ, que aLrcaos lintõci
tos T do sânsuee é o rgente câusâdorda sín"
dromedâ imunodeficiência âdqui rida. aAids
60 ìt1g)ês.A.quirc.] iútnunodelüj..rcr sn
llrone). tFls.2.5) .
EnÌboraa ÌnaioÍir dosreÌÌovíus não c{u1e
doençasgrrves I Aids é morrate veÌn sc disse,
minandof.ìpidancnÌepeÌo nrtrndo.desdc l98l.
SegundoalSunscientisÌis.ìssoocoÌÌe porqueo
lIÌV era ori-!ìnaììncnreÌrnì vÍ.us prescDteeÌn
nìacacose.apen:ìsrccertcmenle,teriasidoh.ans_
rìÌilìdo à espéciebuDrana.qüe âinda não teÌe
terìpo sufìcientepàrâ se adaptafa eÌe.À Aids
sefáeÍuúìda co ìÌaü dciathesno capíruto25
desteÌivì1r.
Vírus edoenças
Os !íÌs câusrnr'írì.1!docnçasao hoÌnem,
aosrniÌnaise àsplanras.Até o moÌnenro.Ìroucas
drogrs se nìostraÍrìmeficrzesem desÍujr os ví-
rus scmcausarsériosetèitoscotrrerais.
A ìÌeÌhor nìaneiracìecomhnÌerâs doençâs
vlrris é aÍavésdc vacinàs.Crâçasis crnrpanhâs
nNndiais de vrcinação,a vâríolají foi pfaticr
ìnenÌeeÌÌadìcadâdo plâneÌâ.OrÌrÌasvxcinasrÌ
lanrenteelÌcazcsião ascorìrraa polj!ììieliÌe c o
srraÌnpo.(Tab.2.l)
PÌôrêínosrêspônsóvêis
Môéc!tosdê
ranrcrprose
Figuro2.5 EsituÍurqdo HtV,o rerrovíruscousodordÒAids.
22
Goii@loideFlirc, .onktodiBlb,
úieios,conrominoddkop.s,go.
OvíM p€mtmpelosmloms dG
órcnË.t.udúrldê nsrdo.;m
Peeè mu@sos,dusndo6 ule'
roçôsomcr€ísri.ddodoêiÇo.
Vo.iiocõo@minhoqemdêvitur
dtsuodolumolinhos;mqleob@
oaodobovino,GrÒé,r.ind déví.
AÌÌdésdopiododomosquitoÁe
der oeglp,i O mosqulro.oíro-
o,noiê @p@ umnonêmouou
Ovnú êintoduzidoiúironmrê
@nosdllwdorcsqliro,dnmi.
mêdulo6smêqõnslo! nturco!
Vo(noçôo.omlinhogemdevíru.
orenuodolvacinod6virusvivôd
Dêshuiçõodonosluibl€d6r,B.
O vlÍ6 penerropelomu.dd do!
vlor rèspirotÒdor,.oi nocorenh
$nsüiimeFdi*n m pordi€r
Vocnoçõocm vnü vls de nho
Acrcdhaeq@ovjruipsêhePéo
bo@e e mu pliqmpÍinelrcno
gdçdnbôrcsin!€5ÍrcsDoíd$e
mmos P€rô@rPo,oÍ@$ oosoi
gueSêlring, .éuìosnêrusosèe
alEfiodomuÍuotuÍoesquelái.o,
Vftinoçõo@mviMviÍ!mroìnoÍ
vodolÉ.inosolkl@(m vnBvÉ
PelomordedurodeonmolÌntoc O víÍ6 pereÍop€lohimd0 do
nodedutuiunbmnl€om o$ iw
domimo.Atingeo siremonm
s .entÌol,ddê s úutip @,.ou
sonoooorcsürcpo@€saoíie.
Vocinoçôodq c&s,e minoçòod6
(õêsdêÍ!o, Éc ioçõôdepe$ús
rcrd dospor.õs de@ih<l&sd
.m suspèodèpóftroooenço.
Pkododemoquiro,e dê(oÍe O v1rusé intodlzdona.orrcnrè
$nguheoP€loPodo d. oiÌoPd
doportodorAtngeor é ! or do
Conborôoosodópodosverorcs.
Cotiolosdêslir, conbrodiÍelo,
obièros,.onhminodoekopos,gor
Ovlú oh@nomomeiteorglôtr
duossovo@ipdólìdos,podendo,
mhetonlo,oolEo.É no!l4ticu
os,ddnos,p00(ú5e.ee@
GÍipe Oví6 dw o5reciddd6 poÍÉfl
Npo,oH doopÍè horesprcroÍioi
Conromino.õodêóouoêobieros
porËadelndMd,s"@ii!.i*;16
5!põee qmhG6s lm$onemo
viru:deÍea orlmimdosporcoli'
mir.r 64_e obiebs.0 no& de
0vÍusmulloli.o€notoodo..du.
sondodstrulçõodecélJshepa.
lr^dido:desnomento;ffsoizo-
c@dosnoiipulodor6dêoliM.
ros.a inièçôodègdmdglobulino,
enÍoidodesobsngìjíns húmo
io, pooê@iÈír pÍoÉçoompe
CoilominoÉoolrdérdêìronslusõo
delonsledepe$@!inÍebdo'
peo HV,dous deinshumnl$.i
rurum oussng6 onrmmomse
hnrbmoi@ésdooro!ã!o ,qum_
aindoiõô sê6te eïó dir6sbr
Ovíusoto@os inlóciros,quoóo
os.é!osmoÍ@odd dodebm
immiú,iodoüsono,roÍmndo
o mcopozoercss r 05nE.çoes
opoÍlun,o! O indivdm-dÍêtodo
9émMtsnorec nFcç@gflt
ri@ izoÉoÍiso@ d6 hn.osde
úig@, porc4ilor dshib!çõode
rng@.ohninodo.Esblizo&
Írgorcsdo!nítunènl6c çor
êuiodeoguhôse*íngo! oekoÍ
rows.PÍaençõodepo$ivê.onl6.
sionooto.dudl P6lou$ dôpre.
Tob€lo2.ì Alsumosd@nçoscousodosporvÍr$.
23
Diagnosêdos vírus SeÍesaceutares,conslituídospor um ácidonuctéico(DNAou RNA)e
pÍoteínas,ParasilasintÍacetularesobrigalórios.
Oncleenconlrar vírus? Os vÍus sáo visíveisapenasao mjcroscópioelêtrônico.podemser
deteclâdospelâsdoençasquecausamêmouirosseÍesvlvos(planlas,anÌmais,bactériasetc.)
ê a mêlhormaneiÍade achá"iosé procurarnoorganismoqueaprêsentaos sinlomasda inec_
çãoviíâl-SãoexêmpÌosdevíÍusqueparasìiamo hoÍnem:osvíruscausâdoresdasgÍipes,do
sararnpo,da raivae daAids,
ClassiÍicaçãoOsvírus,peloÍalode nãoseÍemconstiiuÍdosde cótuÌas,nãosãoinctuídosem
nenhumdoscÍncoÍeinosde seresvivos.
BêprocluçãoMulliplicâm-sêapenasnointerioÍdecétutashospedeiras.tJmúnicovÍrion(partÊ
culaviral)podeoriginarcentenasdeoutrosemcurtoinlerualodelempo.
Textoodopiddodolivropi.orosdocéluio,deAndrewScon.roducaode
MorioGsrsjnoSesurodo,ColeçqoUnivêrsoddCiêncid,Edições70,
Lisboo,I982.
OsvírussãominúsculospiraÌasbiológicos.primejroelesinvademascéluÍasvivase.
depois,se utilizamdocomplexometâbolismocêlularparaproduzirmâisvÍus.
Osvírusentramnascélulas,multiplicam-seedepoissaêmparaseiníiltraremoutras
células,repetindoo processo.A quasetotalidadedas reâçõesquímicasnecessáriasa
concÍetlzaçãodestecicloinfindávelé executadapelascélulashospedeirase nãopelos
víruspropriamenteditos.
Durantesuatransmissãocélulaa célula,osvíruspodêmprovocardanosdevaslado-
res.Asdoençascausadasporvírusvãodesdeinfecçõestíviais,comoo reslriadocomurÌì,
até â varíola,â raiva,a Íebreamarela,o cancroe a Aids.Entreessesdoisextremos,
siluâm"sedoençascomoa gripe,a catapora,o sarampota cáÌxumba,a hepatite,a polio-
mielitee oulrasmais.Essasdoênçassãocapazesde mâtar,aleiÌarou, na melhordas
hipóteses,nosprovocardesconíortodurantêdias,semanasou meses.Osvírusnãoata_
camapenaso homem,mastambémpodeminlectaroutrosanimais,planlâsou bactérias.
Apesarda recêntee alarmantedisseminaçâodaAids,o séculoXXpresenciouuma
extraordináfiatransformaçãonarêlaçãoda humânidadecomosvírus.Aolonqodemjlha_
resdêanos,osvírusmataÍammilhõesdeserêshumanos,alémdecausaren;mesdanos
aogadoe às colheitas.Atualmenle,porém,é possívelevitarmujtasinfecçõesviraispor
meiodavacinação.
EmborâosvÍus aindanãolenhamsjdoderrotados,osveniosdamudancacomecam
a soprar.A provamaiseletivadissoé o triunÌodefinitivosobrea varíola,umaáasdoencus
infêcciosasmaisdevastadorasdahistóriadahumanidade.Graçasa ummonumentalesior_
çodêvacinaçãoporpartêdaOrganizaçãoÀrundialdaSaúdê,a varíolafoierradicada.
Naspróximasdécadas,váriosoutrosvírusperigososlerãoo mêsmodestinooueo
davaíiola.ouseusefeitosnocivosseÍáodrasticamentereduzidos.
1. Façacinco desenhos,com legendâsexplicâ.ivascuÍas. queiÌustremcadaum dosmo
nentos do cicÌoreprodutivodo bâcleÌiófà8pTr descritosI seguir:
a) fixaçãodo vírioni d) ììontâgemde vírionsi
b) injeçãodo DNA: e) lise da bâctéria.
'c)nulúplicação do DNA viúll
2. ApontepeÌomenosduasdiferençasimportantesnosciclosrepÌodutivosdc uÌn vírusde
gripee de um bacteriófâgo.
3. Sobreos retovíÌïs, rcspondai
a) QuaÌé o mâleriaÌsenéúco?
b) Qual a funçãodr enzìmâtanscriptasereveÍsal
c)oqueéplovírus?
d) QuedoençâspodeÌncausar?
4. Apontee cêracterize.em Ìinhâsgenis. trêsdoençâscâxsâdaspor vírüs.
A. TESTES
Blocoúnico. Osvírus
l. (PUC/Cmpinâ! SP)A pâlavE télula,. etìholo
gÌcâmente,ven de.?/4,quequeÌdjrerlequenâcd-
qdâde.Toddsoso.goimos livos sãofomâdos
de.éltn6, àexceçAodo(at:
a)tungos. d)âlsascimofíceas(uuis).
bl brclédas. e)protozoários.
2. (J. F.S.CdÌos-SP)QuaÌdoseÌuFx apresútâdos
Èúneapenasdoe!ç6 causadasporvms?
a)Rubóola.poiiomielÌte,tétdo, tèbreamarelae
b) Hepdlitelnfecciola,febreanàreta,Dbéolâ.
poliôÌnieliteevâríola.
c) Malíriâ. catalon, crÌumba,saraúpoe ru
d) Tétmo,polìomielìte,tubeÍculose,gripee ru-
e) saÌampo.râríoìa.nÌaldrir, iebrcamarelaehe-
pâtiteiníecciosâ,
3. (LIFRN)TodosÒsvírussãoconsLituídospor:
a)DNA epforeínás.
b)aminoácidoseágua.
c) ácidosnucìéìcoseproreÍnas.
d)DNA CRNA.
e)RNAeproLeínas.
4. (Unirio) Tôdososvírus;
a)sósereproduzomno ìnterioi decéluÌas.
b) são!üasltas devegerâissuperìo.es.
c) sãopatoeênicospda o homem.
d) podemserobservadosâomicroscópioóllico.
e) sãobadedófagos.
B. QUESTÕES DISCURSIVAS
5. (Faap'SP)O quesão,comosãoconsrituídose
ondesereP|oduzemosvírus?
ó. (Vunesp)O vírusresponsávelpetasÍndronedd
imunodeficiênciaadquirida(Aido é um retroví
Íus.Qualo tipo dêácidonucÌéicoquecolstiÌuj o
hate.ial genéticodosfeúovírus?A denomjn.ção
'Ìerrovírus"rcferesea queclracledsrìcadcsse
7. (FuvesÌSP)Queesuôentospodemserusados
parajusÌificâracla$ificaçãodosvÍus comose-
l Os vÍrus causam yárias doènças ao homeh.
âosanlmâis e àsplânt.s. Até o DÌomenlo o que se
sabesobrc o uso de drogls no conbate dasdoen
çâs virais? Quaì a melhoi úaneira de coô-
2.
3.
EnumeÌealeumascâracteísÌicasdos víus.
Citetiés doençdscausadaspor vfius,jndicandoo
modo detrdsúissão, modo de inïecçãoe medj-
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Capítulo 02- Os Vírus

  • 1.
    2.1 Característicasgerais dosvírus Os vírussãoseresdilìinLúos,visíveisâpe- nâsâo micì.scópio elelìônico.consiituídospor apeÌrâsdurscÌals€sdesubstâncias.ÌuÍìicas: áci- do nucléico,.ÌuepodeseìDNA ouRNA. e pro- teínâ. O qÌrÈdifcrenci.ìos vírus de todos os ou tros seresvivos é qrc cÌes sãoacelulâres, oÌr seja,nãopossuemestrulurâceÌular.Assim. não 1êmâ complexamaquinariabioquínica neces sáriâparafazerfuncionar setrprogramagenéti co e precìsaìnde célulasqueos hospedeìn.To dosos vírüssãopàrâsitâs intrâcelulsÍes obri- gatórios. Atuando como um "pirata ' celular, üm ví rus invadeumacéluÌa e as$umeo comando.fa rendo com que ela trabalhequaseque exclusi vamenteparaproduzl novos vírus.A infecção viral geralmenÌecausapÌofundasalteraçõesno metabolismocelular.podendolevaràmortedas céluÌâs infectadas.Víus causaÌndoençasem pÌân1âse em animiis, inclüindo o honem. Exemplosde doençashu dâspor vírüs sãoo sarampo,a varíolae dive. Forada célulahospedeiÌa,os vírusnãoma- Ìifestam nenhumÂâúvìdade vitaÌ: não crescem. não degradam neln fabricam substâncias e não rcâgeÌna estímulos.No entanto.selìouler célu lâshospedeirascompatíveìsì suâdisposìção,uìì ÌÍrico vírusé cdpdTde originar.em cercade 20 minubs, centenasde novosvíms. 2.2 Estrutura e diversidade dosvírus CrD"iJi. O envoÌtóriodosírus.fonnadopoÌproteí- nês,é denomirìadocâpsídio.AlémdeprotegeÌ o ácìdonucléicoviral.o câpsídioteÌnÂcapacj dadedeseconrbinarquinììcamentecomsubs tânciaspresentesna superiíciedascélulas.o queperÌnileaovÍus reconheceÌe atacaro iipo decéÌuÌaadequadoa hospedálo.Algunsvíus podem,ainda.apresent.ìruÌnenvoltóriolìpídi- co,proverlientedanembranadacéluÌaondese orìginaram. i[ú0 N]iüìÍi.o OÌnâÈriâlgenéticodosvíÌuspodeserDNA ox RNA, ondeestãoinscritasasinloÌmações paÌaâ FoduEãodenovosvirus.Cadaespécie virâÌ possüumúnicoripodeácidonucléico:há, poÌtanto.írus deDNA e vírus deRNA. Olirio A paúícuÌaviraÌ.quâDdoforadacélulahos pedeirê.é geneÌjcamentedeDominadavírion. Cadaespécìede vírus apresentâvÍions de for Ìnalocaracterístico.(Fig. 2.1)
  • 2.
    Vru5 do herpesímplex @,,,',"ffiffff:ffi ilg ffi w @ 6 Figuro2.1Nosdesenhos,olsunsiiposde ví.us,reprêseniodosèmescolo.No ÍdÕmicroqroÌioêtehônicoo esqJe.dÕ,oordoor[Íciôlm"nr-.-rorsdel-erpe.{cordelo,ÕriolÌe,o.dodol,,rc(;zLêr,o)pdÕo ( 'oplosro{ve'de)deLmocèlulô:nI;.!do.No Íoicr icrog-oÍôêler'óri,o o o,'eitocolo'iooorl,c,dl-ê. e.u,, vífiondêyoÍiolo. 18 , . n' ': x.';' , W
  • 3.
    A especificidadedosvírus Em geÍal.umtipodevÍus âtâcaapenasüm oupoìcostiposdecéÌuÌa.lssopoíqüeumdeleÌ- minadoÌìpo de vírus sóconsegueiúèctar ümâ célülâquepossua.nâm,embrana,substânciasàs quaiseÌepossaseÌigaÌ. OvírusdâpoÌiomielite,poÌ exemplo,éaÌÌa- men!eespecifico.inÍertandoapenascélulâ'neF rosas,inre.íinâisedamuco'âddgffganlJJào rru.darubéolâedardnúlâcon'egueminÍectar maioÌnúmerodetecidoshumanos O, rrru. degnpe,ãob:rânreerlreise podemrÍìlecurdrveÍso.rìpo'deceìulahumâna e tambémcélulasde dìferentesânimais,como pat'.câvalo'e porroc.tm muirô.cd'os.e*â caprcidâde'e deeaofârodee"e.riru' con'e gLirem'e ligara 'ub'úncrarpre'enr'emcéìu- lâsdedìversostiposdeorganismo. 2.3 Reproduçãodosvírus A rcproduçãodeuÌì vírusenvolY€doisas- pectosiâduplicaçãodo mâteriâl g€néticoviral easíntesedasproteínasdocapsídio.Comov! mos.osvÍrusnãopossuema maqumanâneces- sáriapâÌâÍeaÌizaressesprocessose porissosó podemsereproduzirno interior decéÌulashos Os vírusdesenvolveram,ao Ìongode sua evolução.mecânismossuÌpÍeendentespâÌasub- vertefofuncionamentodâcélulahospedeiÌaese reproduzirà custadelâ.GeralÌnenteeÌesinìbem o tuncionâmentodo mâteriâlgenéticodacélulâ infectadae pâssamacomândma síntesedepÌo_ Ciclo reprodutiYo deum bacteriófago Um vírus muito estudado é o bacterió{ago T., qüe serepÌoduz em certas linhagens da bac- têti:àEscheric hìa colí. Quando o úÌion do bâcteriófago TaentÍa em contato com âbâctúia, adereàpaÌedeceÌuÌêrpor meio de ceía prolernâ.presenle.nâ' fibÌasde .ua cJudâ.Seme.r rcconhecimenromolecuìd un vlrusnáocon.egueinlecrata F,.h ' i.hia '.lt Nr câudddo bacreriólagoe.rànrambemp'e .enre. enzima, que. orivadasJpo' o reconhe.i mentomoleculâÌ,sãocâpazesdedigeÌiÌ eperfu- rarâpâÌededâcéÌutabâcterianâ.ODNA dobâc- teriófagoé,então,ìnjetadonocìtopìasmâ. Umaveznointeriordabâctéda,osgenesdo bâcteÌiófagosãoüanscritosem nolécuÌâsde RNA etraduzidosemFoteínasviÌais.IssoocoÍ- rc porqueasenzìmâsde trânscriçãoe tÌadução dabactérianãodìstinguemosgenes'doinvâsor deseusFóprÌos genes. As pdrnenâsFot€ínâsviÌâis quesefomâm induzerno DNA viraÌ âsenuÌtipÌicar, aoÌnesrno tempoqueinibemo tuncionâmenlodocromosso- mobacteriano.Empoucosminutosabâctériâesú totalmenÌecontrolâdapelobâcteriófago. O passosegrìinteé âproduçãodaspÌoteínâs queconstìtuirãoâscâbeçâse câüdasdosnovos vírus.Câbeçae câüdasãoeÌâboÌadasseparadâ mente,e depoisseagregâmâoDNA. forÍnândo CeÌcade 30 minutosâpósa entradadeum únicofâgoinvasoÌ,â célulabâcteriânajá estáre- duzidaa umabolsâÌ€pletade paÍícuÌâs vÍaú. Nessemomentosãoproduzidasenzimasqueinj ciamadestÍuição.oulise(dogregoô,i}J, desuui çáor.dâpaÍedebâderiãna.qüeârÍebenrde über: cenrenâ'devirionsmâduro..quepodeminÍêúâr outrâsbâctéÌiaserciniciâro cicìo.(Fig.2.2) Ciclo reprodutivo de um vírus degripe ExistemcentenâsdevâÌiedadesdevÍrusde gipe, todospoÍadoresdeRNA, quêé seumate Íiâl he{editáÌio. A infecçãogripal começaqüandoo vírion âdeÍeasübstânciasÌ€ceptomspÌ€sentesnasuper fïcie dâscéÌulashospedeiÌâs,geÌâlmenteasqüe rcvestemasvjasÌespiÌâtóriâs.A paÍtículaviÍâlpe- netrâinGirÂ,nissodiferindodobacteÌiófâgo,em queâpenâso DNA viraÌpenetÍânacéluìâ. No interior da célulâo capsídìoé dìgerido porenziÌnas,libeÍandooRNAnocitoplasma.O RNA dovírusdagripeedeoutrosvírusdeRNA (excetoosretrovírìrs)écapazdeseduplicar,ori- ginandoinúmeÍâscópiâsdentÌodacélulâhospe- deiÍâ. As infoÍÌnaçõesgenéticasdo RNA viÌaÌ sãoenÌãotraduzidas,dândoofgem aoscompo- nenìesprotéicosdocâpsídio. 19
  • 4.
    DNA liberoçõodosnovosvniônr lnico dd fofúoçõoAcúmuo dê dê panículosv rol5 pÕúícúlÕsvúdis a 7 )4 2j . :: . ,::2r.,.,,:::: ÌêmPo(mii) íigqo 2.2Cco repÌodutivodobocieÍófagoTj.Ehcercode30 minutos,!m únjcovírìoninÍecronteécopozde gerorenhel0O e 200viriÕns. A reünião de ícì&)s nucléìcose capsídn)s dâ cétnl.Ìhospedcjra.enìborajssopossaocorfer orÌgìra rovos virÌons,quese libcrtrDrdascétu enì virludedâsperrufbaçõcscalsrdnspelaìnrec Ìasinfectâd.ìs.Nâohá,nccessariamcntejanÌoÍlc çãoviÌrl. (Fig. 2.3) [igur6 2.3 EtoposdÒ rê prod!çõô de um vírusde srlpêemcélllôsdooporelho rêsprotóriohuhono.(l ) Fixoçõodo vírionò mem- bionqdo céutq (2ì e 13) Enslobomentodovírion.(4) DêÍruiçõôdo ervorório prôréicoeiheroçõodosoiro moléc!losde RNA 9ue consiÌuemo genomoqro. {51Síntesede RNA men- soseirov rol ló)Dupli.oçõo doRNAyirôI.{Z)SínresedÕs proreinosvircìs.(81 ncôr porocõode proleínosvirois na memb,onoclutor (e) EmpocolomeriodoRNAyi rol côm proteÍnos.ll0) El;minoçõodo vÍion pêq céuo oddolhê(quodrôò esquerdalmôstraos ei coixesmoleccloresque pêrmiieho llgoçõodovírus "it;:: l 20
  • 5.
    Cicloreprodutivo deum retrovírus O ÌnâteriâlheÌedìtín) dos reúo!íus é o RNA. A p ncìprl caracteríslicâdessetipo dc ví- Íus é a presençâdâenznnatranscriptasc rêYer- sa,caprzde produzirÌnolécultsdc DNA aprrtiÍ dc RNA, isto é. dc cxccutarunrâ'1tunscÌiçio ro A nlenÌbram do rctlovÍus se funde colÌ I ìneÌnbÍânada céluh hospedeìra.e o câpsídiovi ìâÌ peneúano cin)plâsmâ.Unì.llez ljberrÌdodo c.ìpsídioprotéìco,o RNA produT.sobâ açãoda truscÌiptase reve|sa.uma molécul! cìeDNA. F-sttpeDcrâno núcleodâcéÌuÌx.inlroduz-seem uÌn doscronossomosdo hospedeiroe rccoÌnb1- na secom o DNA ceÌuld. O DNA virâl i egrâdoâ( luìàÍ é cÌìaìì{do províms. Ele é reconhecidoe transcrìtopehs enzimâsdâ céÌuÌâ hosFdeirâ, de nodo que logo coÌncçân â surgir molécüìâs de RNA coìn inlbrmaçõcs prìÌâ a síntesedc transcriptasereversâe d$ prolcínâsdo cèp!í dìo. AÌgunas dessis nìoléculasdò RNA são emptÌcotâdrsjuÌtiìÌente coìn nrolécuÌasde transcriptrse reversa.originando ccnlenasde Umr ez com os genesdo provírusrúegra dos aosscus.a célulaintèctadaproduzpaÌtícu- ÌâsviraisduÍântetodaa sui !ida. A infccçãopol rctrcvÍus gcrâÌmenlenão lea à morte r cóltrÌâ hospedeìÌa,c cstâpodeseÍepÌoduzire tfrDsmr' rir o pÌovÍus iìÌtcgÍadoâ suâsiìÌhâs.(Fig.2.;r) @' o OO ' id,j'o2.4 EtooodÕÍeoroducòodeumÍerrôvrusêmumocéluo (I )Fixoçôodovírioro receptoresdomembrono d;ce! o.(2liereÌroçõodocopçdio(3)LrberoçaodoRNAvlrol(r')SíntesedeDNAÕPadirdÒRNAvirol(5J PeneirqçôodoDNAvlro nonú;bo.e! or ló)IntegroçõodoDNAvnoloooomôssomodo.é1!o 17)SÍniesede RNAviro (8)SinrêsedosproÌeínosvlrois.{9) EmpocotomenrôdoRNÀvno comproteinosÍôrmqndoocopsídio (10ìlncoryorÒçõodeprÕréÍnosvlroisno membronocelulor.(l 1)EllmlnÒçõodôvirionpêlocé! o 21
  • 6.
    RúuoÌíru!tincdÌ.ALdj MÌritosrcrÌovíui possucnìgenescìcDoìÌina ü,', oncoqenc.it,.ndu,/drì:,. c<t rd h,,,|e- d(ira' ; Ji'.1o J. ro ,rÍo1..1.,.. nrnJ ,{ ,:,!10 de tumorcscancerosos. Rec,nlerrenr"Je.cobr| | r-.e:t. I r fe Ío rruquejr í(cr Inc.lub. Irrlo.. l r r( (t... destacr se o HIV. sigÌâ eÌn irgÌôs de Ìl,nan InnunaleíiìeY: I'izJ, que aLrcaos lintõci tos T do sânsuee é o rgente câusâdorda sín" dromedâ imunodeficiência âdqui rida. aAids 60 ìt1g)ês.A.quirc.] iútnunodelüj..rcr sn llrone). tFls.2.5) . EnÌboraa ÌnaioÍir dosreÌÌovíus não c{u1e doençasgrrves I Aids é morrate veÌn sc disse, minandof.ìpidancnÌepeÌo nrtrndo.desdc l98l. SegundoalSunscientisÌis.ìssoocoÌÌe porqueo lIÌV era ori-!ìnaììncnreÌrnì vÍ.us prescDteeÌn nìacacose.apen:ìsrccertcmenle,teriasidoh.ans_ rìÌilìdo à espéciebuDrana.qüe âinda não teÌe terìpo sufìcientepàrâ se adaptafa eÌe.À Aids sefáeÍuúìda co ìÌaü dciathesno capíruto25 desteÌivì1r. Vírus edoenças Os !íÌs câusrnr'írì.1!docnçasao hoÌnem, aosrniÌnaise àsplanras.Até o moÌnenro.Ìroucas drogrs se nìostraÍrìmeficrzesem desÍujr os ví- rus scmcausarsériosetèitoscotrrerais. A ìÌeÌhor nìaneiracìecomhnÌerâs doençâs vlrris é aÍavésdc vacinàs.Crâçasis crnrpanhâs nNndiais de vrcinação,a vâríolají foi pfaticr ìnenÌeeÌÌadìcadâdo plâneÌâ.OrÌrÌasvxcinasrÌ lanrenteelÌcazcsião ascorìrraa polj!ììieliÌe c o srraÌnpo.(Tab.2.l) PÌôrêínosrêspônsóvêis Môéc!tosdê ranrcrprose Figuro2.5 EsituÍurqdo HtV,o rerrovíruscousodordÒAids. 22
  • 7.
    Goii@loideFlirc, .onktodiBlb, úieios,conrominoddkop.s,go. OvíM p€mtmpelosmlomsdG órcnË.t.udúrldê nsrdo.;m Peeè mu@sos,dusndo6 ule' roçôsomcr€ísri.ddodoêiÇo. Vo.iiocõo@minhoqemdêvitur dtsuodolumolinhos;mqleob@ oaodobovino,GrÒé,r.ind déví. AÌÌdésdopiododomosquitoÁe der oeglp,i O mosqulro.oíro- o,noiê @p@ umnonêmouou Ovnú êintoduzidoiúironmrê @nosdllwdorcsqliro,dnmi. mêdulo6smêqõnslo! nturco! Vo(noçôo.omlinhogemdevíru. orenuodolvacinod6virusvivôd Dêshuiçõodonosluibl€d6r,B. O vlÍ6 penerropelomu.dd do! vlor rèspirotÒdor,.oi nocorenh $nsüiimeFdi*n m pordi€r Vocnoçõocm vnü vls de nho Acrcdhaeq@ovjruipsêhePéo bo@e e mu pliqmpÍinelrcno gdçdnbôrcsin!€5ÍrcsDoíd$e mmos P€rô@rPo,oÍ@$ oosoi gueSêlring, .éuìosnêrusosèe alEfiodomuÍuotuÍoesquelái.o, Vftinoçõo@mviMviÍ!mroìnoÍ vodolÉ.inosolkl@(m vnBvÉ PelomordedurodeonmolÌntoc O víÍ6 pereÍop€lohimd0 do nodedutuiunbmnl€om o$ iw domimo.Atingeo siremonm s .entÌol,ddê s úutip @,.ou sonoooorcsürcpo@€saoíie. Vocinoçôodq c&s,e minoçòod6 (õêsdêÍ!o, Éc ioçõôdepe$ús rcrd dospor.õs de@ih<l&sd .m suspèodèpóftroooenço. Pkododemoquiro,e dê(oÍe O v1rusé intodlzdona.orrcnrè $nguheoP€loPodo d. oiÌoPd doportodorAtngeor é ! or do Conborôoosodópodosverorcs. Cotiolosdêslir, conbrodiÍelo, obièros,.onhminodoekopos,gor Ovlú oh@nomomeiteorglôtr duossovo@ipdólìdos,podendo, mhetonlo,oolEo.É no!l4ticu os,ddnos,p00(ú5e.ee@ GÍipe Oví6 dw o5reciddd6 poÍÉfl Npo,oH doopÍè horesprcroÍioi Conromino.õodêóouoêobieros porËadelndMd,s"@ii!.i*;16 5!põee qmhG6s lm$onemo viru:deÍea orlmimdosporcoli' mir.r 64_e obiebs.0 no& de 0vÍusmulloli.o€notoodo..du. sondodstrulçõodecélJshepa. lr^dido:desnomento;ffsoizo- c@dosnoiipulodor6dêoliM. ros.a inièçôodègdmdglobulino, enÍoidodesobsngìjíns húmo io, pooê@iÈír pÍoÉçoompe CoilominoÉoolrdérdêìronslusõo delonsledepe$@!inÍebdo' peo HV,dous deinshumnl$.i rurum oussng6 onrmmomse hnrbmoi@ésdooro!ã!o ,qum_ aindoiõô sê6te eïó dir6sbr Ovíusoto@os inlóciros,quoóo os.é!osmoÍ@odd dodebm immiú,iodoüsono,roÍmndo o mcopozoercss r 05nE.çoes opoÍlun,o! O indivdm-dÍêtodo 9émMtsnorec nFcç@gflt ri@ izoÉoÍiso@ d6 hn.osde úig@, porc4ilor dshib!çõode rng@.ohninodo.Esblizo& Írgorcsdo!nítunènl6c çor êuiodeoguhôse*íngo! oekoÍ rows.PÍaençõodepo$ivê.onl6. sionooto.dudl P6lou$ dôpre. Tob€lo2.ì Alsumosd@nçoscousodosporvÍr$. 23
  • 8.
    Diagnosêdos vírus SeÍesaceutares,conslituídosporum ácidonuctéico(DNAou RNA)e pÍoteínas,ParasilasintÍacetularesobrigalórios. Oncleenconlrar vírus? Os vÍus sáo visíveisapenasao mjcroscópioelêtrônico.podemser deteclâdospelâsdoençasquecausamêmouirosseÍesvlvos(planlas,anÌmais,bactériasetc.) ê a mêlhormaneiÍade achá"iosé procurarnoorganismoqueaprêsentaos sinlomasda inec_ çãoviíâl-SãoexêmpÌosdevíÍusqueparasìiamo hoÍnem:osvíruscausâdoresdasgÍipes,do sararnpo,da raivae daAids, ClassiÍicaçãoOsvírus,peloÍalode nãoseÍemconstiiuÍdosde cótuÌas,nãosãoinctuídosem nenhumdoscÍncoÍeinosde seresvivos. BêprocluçãoMulliplicâm-sêapenasnointerioÍdecétutashospedeiras.tJmúnicovÍrion(partÊ culaviral)podeoriginarcentenasdeoutrosemcurtoinlerualodelempo. Textoodopiddodolivropi.orosdocéluio,deAndrewScon.roducaode MorioGsrsjnoSesurodo,ColeçqoUnivêrsoddCiêncid,Edições70, Lisboo,I982. OsvírussãominúsculospiraÌasbiológicos.primejroelesinvademascéluÍasvivase. depois,se utilizamdocomplexometâbolismocêlularparaproduzirmâisvÍus. Osvírusentramnascélulas,multiplicam-seedepoissaêmparaseiníiltraremoutras células,repetindoo processo.A quasetotalidadedas reâçõesquímicasnecessáriasa concÍetlzaçãodestecicloinfindávelé executadapelascélulashospedeirase nãopelos víruspropriamenteditos. Durantesuatransmissãocélulaa célula,osvíruspodêmprovocardanosdevaslado- res.Asdoençascausadasporvírusvãodesdeinfecçõestíviais,comoo reslriadocomurÌì, até â varíola,â raiva,a Íebreamarela,o cancroe a Aids.Entreessesdoisextremos, siluâm"sedoençascomoa gripe,a catapora,o sarampota cáÌxumba,a hepatite,a polio- mielitee oulrasmais.Essasdoênçassãocapazesde mâtar,aleiÌarou, na melhordas hipóteses,nosprovocardesconíortodurantêdias,semanasou meses.Osvírusnãoata_ camapenaso homem,mastambémpodeminlectaroutrosanimais,planlâsou bactérias. Apesarda recêntee alarmantedisseminaçâodaAids,o séculoXXpresenciouuma extraordináfiatransformaçãonarêlaçãoda humânidadecomosvírus.Aolonqodemjlha_ resdêanos,osvírusmataÍammilhõesdeserêshumanos,alémdecausaren;mesdanos aogadoe às colheitas.Atualmenle,porém,é possívelevitarmujtasinfecçõesviraispor meiodavacinação. EmborâosvÍus aindanãolenhamsjdoderrotados,osveniosdamudancacomecam a soprar.A provamaiseletivadissoé o triunÌodefinitivosobrea varíola,umaáasdoencus infêcciosasmaisdevastadorasdahistóriadahumanidade.Graçasa ummonumentalesior_ çodêvacinaçãoporpartêdaOrganizaçãoÀrundialdaSaúdê,a varíolafoierradicada. Naspróximasdécadas,váriosoutrosvírusperigososlerãoo mêsmodestinooueo davaíiola.ouseusefeitosnocivosseÍáodrasticamentereduzidos.
  • 9.
    1. Façacinco desenhos,comlegendâsexplicâ.ivascuÍas. queiÌustremcadaum dosmo nentos do cicÌoreprodutivodo bâcleÌiófà8pTr descritosI seguir: a) fixaçãodo vírioni d) ììontâgemde vírionsi b) injeçãodo DNA: e) lise da bâctéria. 'c)nulúplicação do DNA viúll 2. ApontepeÌomenosduasdiferençasimportantesnosciclosrepÌodutivosdc uÌn vírusde gripee de um bacteriófâgo. 3. Sobreos retovíÌïs, rcspondai a) QuaÌé o mâleriaÌsenéúco? b) Qual a funçãodr enzìmâtanscriptasereveÍsal c)oqueéplovírus? d) QuedoençâspodeÌncausar? 4. Apontee cêracterize.em Ìinhâsgenis. trêsdoençâscâxsâdaspor vírüs.
  • 10.
    A. TESTES Blocoúnico. Osvírus l.(PUC/Cmpinâ! SP)A pâlavE télula,. etìholo gÌcâmente,ven de.?/4,quequeÌdjrerlequenâcd- qdâde.Toddsoso.goimos livos sãofomâdos de.éltn6, àexceçAodo(at: a)tungos. d)âlsascimofíceas(uuis). bl brclédas. e)protozoários. 2. (J. F.S.CdÌos-SP)QuaÌdoseÌuFx apresútâdos Èúneapenasdoe!ç6 causadasporvms? a)Rubóola.poiiomielÌte,tétdo, tèbreamarelae b) Hepdlitelnfecciola,febreanàreta,Dbéolâ. poliôÌnieliteevâríola. c) Malíriâ. catalon, crÌumba,saraúpoe ru d) Tétmo,polìomielìte,tubeÍculose,gripee ru- e) saÌampo.râríoìa.nÌaldrir, iebrcamarelaehe- pâtiteiníecciosâ, 3. (LIFRN)TodosÒsvírussãoconsLituídospor: a)DNA epforeínás. b)aminoácidoseágua. c) ácidosnucìéìcoseproreÍnas. d)DNA CRNA. e)RNAeproLeínas. 4. (Unirio) Tôdososvírus; a)sósereproduzomno ìnterioi decéluÌas. b) são!üasltas devegerâissuperìo.es. c) sãopatoeênicospda o homem. d) podemserobservadosâomicroscópioóllico. e) sãobadedófagos. B. QUESTÕES DISCURSIVAS 5. (Faap'SP)O quesão,comosãoconsrituídose ondesereP|oduzemosvírus? ó. (Vunesp)O vírusresponsávelpetasÍndronedd imunodeficiênciaadquirida(Aido é um retroví Íus.Qualo tipo dêácidonucÌéicoquecolstiÌuj o hate.ial genéticodosfeúovírus?A denomjn.ção 'Ìerrovírus"rcferesea queclracledsrìcadcsse 7. (FuvesÌSP)Queesuôentospodemserusados parajusÌificâracla$ificaçãodosvÍus comose- l Os vÍrus causam yárias doènças ao homeh. âosanlmâis e àsplânt.s. Até o DÌomenlo o que se sabesobrc o uso de drogls no conbate dasdoen çâs virais? Quaì a melhoi úaneira de coô- 2. 3. EnumeÌealeumascâracteísÌicasdos víus. Citetiés doençdscausadaspor vfius,jndicandoo modo detrdsúissão, modo de inïecçãoe medj- 26