Biologia
Vírus
Etapas da replicação
viral
Vírus (do latim virus = toxina,
veneno)
A B C
Para muitos, a resposta é sim. Para outros, não.
Podemos considerar que os vírus são formas particulares de vida
parasitária. São, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios, pois só
dentro de uma célula hospedeira conseguem se reproduzir.
Fora da célula hospedeira, são chamados de vírion.
Vírus: seres
vivos? Ou não?
• ausência de uma organização celular (acelulares);
• reprodução exclusiva dentro de células
hospedeiras;
• todos são patogênicos;
• inertes fora de uma célula hospedeira;
• seres microscópicos que medem de 0,01 m a 0,9
m (1 m equivale a 10-12m).
Características gerais dos vírus:
Características gerais dos vírus:
Hipóteses sobre a origem dos vírus
Hipóteses sobre a origem dos vírus
Diferentemente do que é exposto sobre a teoria
celular e as hipóteses acerca da origem da vida, o
surgimento dos vírus é um acontecimento não tão
complexo assim. Entretanto, para explicar tal fato existem
algumas hipóteses:
Evolução Química: seres microbianos extremamente
reduzidos que poderiam ter surgido de forma separada da
“sopa nutritiva” dos oceanos primitivos.
Evolução Retrógrada: surgimento dos vírus a partir de
seres parasitas intracelulares obrigatórios que perderam o
poder de síntese proteica, restando apenas os genes de
identificação e capacidade de reprodução.
Continua...
continuação...
DNA autorreplicante: os vírus se formariam a partir de
sequências de DNA autorreplicantes, assumindo seu nicho
parasita para sobreviverem na natureza.
Origem celular: surgiram derivados de componentes das
próprias células hospedeiras, comportando-se como genes
que passaram a existir fora das células.
De que são constituídos os vírus?
O Nucleocapsídeo corresponde à cápsula
proteica, junto com o ácido nucleico.
Dependendo do ácido nucleico, os vírus
podem ser classificados como: Adenovírus, vírus
que apresentam DNA no interior da cápsula; ou
Retrovírus, vírus que possuem no interior da
cápsula o RNA como ácido nucleico (figura 2).
Imagem: Autor Y_tambe / disponibilizado por Pngbot / GNU Free Documentation License
Figura 2. Componentes estruturais de um bacteriófago: 1. Cabeça; 2. Cauda; 3. DNA viral; 4.
Capsídeo; 5. Colar; 6. Bainha; 7. Fibras; 8. Espículas; 9. Placa basal
Taxonomia Viral
Da mesma forma que os demais
seres vivos que, de acordo com a
classificação de Whitaker (1969), foram
agrupados em 5 reinos — Monera,
Protista, Fungi, Plantae, e Animalia — os
vírus também apresentam um critério de
classificação, criado por David Baltimore:
○Ordem (sufixo virales)
○Família (sufixo viridae)
■Subfamília (sufixo virinae)
○Gênero (sufixo virus)
○Espécie (epíteto identificador, sem padrão universal)
Classificação dos
vírus, por Baltimore
David Baltimore, biólogo americano,
desenvolveu um sistema de classificação para os vírus
baseando-se na síntese do RNAm. O referido critério
classifica esses seres de acordo com o tipo de ácido
nucleico (DNA ou RNA), da fita (simples ou dupla) e da
replicação do DNA.
•Vírus dsDNA: adenovírus de fita dupla (Herpervirus, Poxvirus).
•Vírus ssDNA: adenovírus de fita simples (Parvovirus).
•Vírus dsRNA: retrovírus de fita dupla (Rotavirus).
•Vírus (+)ssRNA: retrovírus de fita simples positivo
(Picornavirus).
•Vírus (-)ssRNA: retrovírus de fita simples negativo
(Rhabdovirus).
•Vírus ssRNA-RT: retrovírus de fita simples com RNA
intermediário (Retrovirus).
continua...
• Vírus dsDNA-RT: adenovírus de fita dupla com RNA
intermediário (Orthohepadnavirus).
continuação...
Figura 3. a. Herpesviridae; b. Canines parvovirus; c. Multiple Rotavirus particles; d.
Rhinovirus; e. Vesicular stomatitis virus; f. HIV-1 Transmission Electron Micrograph; g.
Hepatitis-B virions.
a b c d
e f g
Vírus capsulados ou envelopados
Os vírus capsulados são,
na realidade, moléculas de
proteínas virais específicas,
imersas em uma camada dupla
de lipídios derivada da membrana
plasmática da célula hospedeira.
A figura 4 representa um
Coronavirus, um gênero de vírus
envelopado que apresenta RNA
simples na sua estrutura genética,
capsídeo helicoidal, e envelope
bilipídico.
Figura 4. Gênero Coronavirus.
Imagem: Autor Nilses / disponibilizado por Prskavka / Public domain
O Genoma Viral
O quantitativo de genes dos vírus, de uma maneira geral, em comparação a
outros seres vivos, é bem menor. Cerca de 200 genes formam o genoma viral; enquanto nas
bactérias esse número pode chegar até cerca de 4 mil, no ser humano varia de 30 a 40 mil.
Exceções quanto à especificidade
dos ácidos nucleicos
● Citomegalovírus e vírus da hepatite B:
○ Vírus de DNA que iniciam a síntese de moléculas de RNA enquanto
ainda estão se formando, de modo que a partícula viral contém os dois
tipos de ácidos nucleicos: DNA e RNA (apenas no início da sua
formação).
Tipos de vírus
Tipos de vírus
de RNA
de RNA
Vírus de cadeia positiva (+): são aqueles cujo
RNA do genoma têm a mesma sequência de
bases nitrogenadas que os RNAm por ele
produzidos.
Vírus de cadeia negativa (–): são aqueles cujo
RNA genômico têm sequência de bases
nitrogenadas complementar à dos RNAm
formados.
Retrovírus: são aqueles que contêm uma cadeia
simples de RNA associada à transcriptase
reversa.
Vírus de plantas x Vírus de animais
● Maior parte dos vírus
tem como material
genético o RNA.
● Não possui envelope.
● Entretanto, existem
vírus não envelopados
de DNA e vírus
envelopados de RNA.
● Transmissão: inseto,
fungo ou verme
nematódeo (vetores).
● Material genético: DNA ou
RNA.
● Envelopados ou não.
● O RNA viral é transcrito em
outras moléculas de RNA
viral.
● Comandam a síntese
proteica.
● Formação de DNA a partir
de RNA, pela transcriptase
reversa.
Análise dos ciclos
reprodutivos virais
• Ciclo de vida de Bacteriófagos.
• Ciclo de vida dos Influenzavirus.
• Ciclo de vida do HIV (Human Immunodeficience Virus).
Ciclo reprodutivo do Bacteriófago
Do grego phagein, comer. São vírus que invadem e destroem bactérias.
Um exemplo de bacteriófago é o fago T4, portador de DNA como ácido
nucleico, com capsídeo formado por uma espécie de cabeça e por um tipo especial
de cauda que permanece fora da célula bacteriana.
Atuação de um Bacteriófago
Dentro de uma bactéria, o ácido nucleico viral dá início
ao seu processo reprodutivo, transcrevendo moléculas de RNAm
através das enzimas da própria bactéria infectada.
Após esse processo, o metabolismo da bactéria passa a
ser comandado pelo genoma do bacteriófago.
Com aproximadamente 30 minutos após a entrada do
DNA viral, a bactéria se rompe. Cada bactéria libera dezenas de
novos vírus, aptos a infectarem outras bactérias (animação 1).
Ciclo reprodutivo do vírus da gripe
O vírus da gripe possui um envelope lipoproteico
contendo oito moléculas de RNA diferentes, circundadas
por proteínas do capsídeo.
Tipos diferentes de proteínas identificam o vírus da
gripe:
Hemaglutininas: conhecidas como espícula H,
identificadas por índices numéricos (N1, N2);
Neuroaminidases: conhecidas por espícula N,
identificadas por índices numéricos (H0, H1, H2, etc.).
Figura 5. Ênfase às Neuraminidases e Hemaglutininas dos Influenza vírus.
Imagem:
Autor
U.S.
Food
and
Drug
Administration
/
disponibilizado
por
Magnus
Manske
/
United
States
Department
of
Agriculture
/
Public
domain.
Neuraminidases Hemaglutininas
As hemaglutininas (H) permitem que os vírus se liguem às células
hospedeiras. Caso a pessoa possua anticorpos que reconheçam essas
espículas, o vírus torna-se incapaz de infectar suas células.
Durante a infecção viral, a pessoa infectada produz anticorpos
contra as espículas virais, tornando-se imune ao tipo de vírus que causou a
doença. Sendo assim, após um surto de gripe, boa parte da população
passa a ser considerada imune a esse tipo de vírus, a não ser que ele sofra
uma mutação, trazendo vírus ligeiramente diferentes dos da linhagem
original.
A população idosa tem tido atendimento preferencial no que diz
respeito às campanhas de vacinação contra a gripe.
A recombinação genética tem sido um problema enfrentado pelos
países no combate à gripe, já que formas muito diferentes de vírus têm
surgido esporadicamente.
Figura 6. Invasão em uma célula por um Influenza virus.
Complexo
de
Golgi
tradução
RNAm
Imagem:
Autor
YK
Times
/
disponibilizado
por
Juancharlie
/
GNU
Free
Documentation
License
Ciclo reprodutivo do HIV
Desde quando foi descoberta, a AIDS (da sigla
inglesa Acquired Immunodeficiense Syndrome), muitos
preconceitos foram observados. Descoberta em 1981,
acreditou-se que essa doença estivesse restrita a
homossexuais, hemofílicos, usuários de drogas
injetáveis e haitianos, já que as primeiras 4 mil pessoas
infectadas pertenciam a esses grupos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou
dados em 2001, mostrando as estatísticas recentes da
época, com números espantosos (tabela 1).
Adultos Crianças Total
(em milhões)
Infectados 4,3 0,7 5
Portadores 37,5 2,5 40
Mortes 2,5 0,5 3
Mortes desde
o início da
epidemia
(1981)
17,5 4,3 21,8
Fonte: OMS, 2001 apud AMABIS & MARTHO, 2004.
Estrutura e replicação do HIV
Figura 7. Ilustração do HIV-1
Imagem:
Autor
CDC/
C.
Goldsmith,
P.
Feorino,
E.
L.
Palmer,
W.
R.
McManus
/
United
States
Department
of
Health
and
Human
Services
/
Public
domain
Multiplicação do HIV
Com um envelope lipoproteico, o vírion do HIV
possui duas moléculas iguais de RNA de cadeia simples e as
enzimas: transcriptase reversa, capaz de transcrever o DNA
a partir de RNA, e integrase, responsável pela integração do
DNA viral no cromossomo da célula infectada.
Quando se liga aos receptores da célula hospedeira,
o HIV se mistura à membrana nuclear, tendo o seu
nucleocapsídeo introduzido no citoplasma.
Após a introdução, o nucleocapsídeo se desfaz e o
RNA é liberado, assim como a transcriptase reversa e a
integrase no citosol.
A transcriptase reversa transcreve uma cadeia de DNA
a partir do ácido nucleico viral (RNA). Assim que o DNA é
formado, o molde de RNA é degradado pela própria enzima.
Após se aderir à membrana plasmática, juntamente às
glicoproteínas, surgem os novos envelopes virais. Logo após,
vírions completos são liberados da célula e podem infectar
outras.
Quando está em estado latente, o sistema imunitário
é incapaz de reconhecer o provírus e as drogas antivirais não
têm como eliminar o vírus totalmente do organismo humano.
Figura 8. Esquema do
HIV entrando em uma
célula hospedeira.
Imagem:
Autores
Rachid
Sougrat,
Alberto
Bartesaghi,
Jeffrey
D.
Lifson,
Adam
E.
Bennett,
Julian
W.
Bess,
Daniel
J.
Zabransky,
Sriram
Subramaniam
/
disponibilizado
por
Fvasconcellos
/
Creative
Commons
Attribution
2.5
Generic.
Conclusões
Conclusões
• Os vírus são estruturas diminutas que não possuem
organização celular, e todos são patogênicos.
• Existe um critério de classificação científica para os vírus,
criada por David Baltimore.
• Fora das células hospedeiras são chamados vírions,
encontrando-se inertes.
• Não pertencem a nenhum dos 5 reinos, porém apresentam
classificação científica própria.
• No interior dos capsídeos há, geralmente, um ácido
nucleico: DNA ou RNA.
Exercícios para Fixação
1. Ao se comparar os vírus com os unicelulares, do Reino
Monera, como podemos classificá-los como seres vivos?
2. Mesmo sem estarem em nenhum dos 5 reinos, pela
classificação de Whitaker (1969), os vírus possuem uma
classificação à parte. Comente essa classificação.
3. Cite as principais diferenças entre vírus que infectam plantas e
vírus que infectam animais.
4. Existem apenas vírus com ácido nucleico RNA ou com DNA? Há
exceções?
5. Descreva sucintamente o ciclo reprodutivo de um
bacteriófago.
6. Como se multiplica o vírus da gripe na célula infectada?
7. Como podem surgir novos tipos de vírus da gripe, contra os
quais não há quase nenhuma imunidade entre as pessoas?

Aula sobre Vírus - características e replicação viral.

  • 1.
  • 2.
    Vírus (do latimvirus = toxina, veneno) A B C
  • 3.
    Para muitos, aresposta é sim. Para outros, não. Podemos considerar que os vírus são formas particulares de vida parasitária. São, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios, pois só dentro de uma célula hospedeira conseguem se reproduzir. Fora da célula hospedeira, são chamados de vírion. Vírus: seres vivos? Ou não?
  • 4.
    • ausência deuma organização celular (acelulares); • reprodução exclusiva dentro de células hospedeiras; • todos são patogênicos; • inertes fora de uma célula hospedeira; • seres microscópicos que medem de 0,01 m a 0,9 m (1 m equivale a 10-12m). Características gerais dos vírus: Características gerais dos vírus:
  • 5.
    Hipóteses sobre aorigem dos vírus Hipóteses sobre a origem dos vírus Diferentemente do que é exposto sobre a teoria celular e as hipóteses acerca da origem da vida, o surgimento dos vírus é um acontecimento não tão complexo assim. Entretanto, para explicar tal fato existem algumas hipóteses: Evolução Química: seres microbianos extremamente reduzidos que poderiam ter surgido de forma separada da “sopa nutritiva” dos oceanos primitivos. Evolução Retrógrada: surgimento dos vírus a partir de seres parasitas intracelulares obrigatórios que perderam o poder de síntese proteica, restando apenas os genes de identificação e capacidade de reprodução. Continua...
  • 6.
    continuação... DNA autorreplicante: osvírus se formariam a partir de sequências de DNA autorreplicantes, assumindo seu nicho parasita para sobreviverem na natureza. Origem celular: surgiram derivados de componentes das próprias células hospedeiras, comportando-se como genes que passaram a existir fora das células.
  • 7.
    De que sãoconstituídos os vírus? O Nucleocapsídeo corresponde à cápsula proteica, junto com o ácido nucleico. Dependendo do ácido nucleico, os vírus podem ser classificados como: Adenovírus, vírus que apresentam DNA no interior da cápsula; ou Retrovírus, vírus que possuem no interior da cápsula o RNA como ácido nucleico (figura 2).
  • 8.
    Imagem: Autor Y_tambe/ disponibilizado por Pngbot / GNU Free Documentation License Figura 2. Componentes estruturais de um bacteriófago: 1. Cabeça; 2. Cauda; 3. DNA viral; 4. Capsídeo; 5. Colar; 6. Bainha; 7. Fibras; 8. Espículas; 9. Placa basal
  • 9.
    Taxonomia Viral Da mesmaforma que os demais seres vivos que, de acordo com a classificação de Whitaker (1969), foram agrupados em 5 reinos — Monera, Protista, Fungi, Plantae, e Animalia — os vírus também apresentam um critério de classificação, criado por David Baltimore: ○Ordem (sufixo virales) ○Família (sufixo viridae) ■Subfamília (sufixo virinae) ○Gênero (sufixo virus) ○Espécie (epíteto identificador, sem padrão universal)
  • 10.
    Classificação dos vírus, porBaltimore David Baltimore, biólogo americano, desenvolveu um sistema de classificação para os vírus baseando-se na síntese do RNAm. O referido critério classifica esses seres de acordo com o tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA), da fita (simples ou dupla) e da replicação do DNA. •Vírus dsDNA: adenovírus de fita dupla (Herpervirus, Poxvirus). •Vírus ssDNA: adenovírus de fita simples (Parvovirus). •Vírus dsRNA: retrovírus de fita dupla (Rotavirus). •Vírus (+)ssRNA: retrovírus de fita simples positivo (Picornavirus). •Vírus (-)ssRNA: retrovírus de fita simples negativo (Rhabdovirus). •Vírus ssRNA-RT: retrovírus de fita simples com RNA intermediário (Retrovirus). continua...
  • 11.
    • Vírus dsDNA-RT:adenovírus de fita dupla com RNA intermediário (Orthohepadnavirus). continuação... Figura 3. a. Herpesviridae; b. Canines parvovirus; c. Multiple Rotavirus particles; d. Rhinovirus; e. Vesicular stomatitis virus; f. HIV-1 Transmission Electron Micrograph; g. Hepatitis-B virions. a b c d e f g
  • 12.
    Vírus capsulados ouenvelopados Os vírus capsulados são, na realidade, moléculas de proteínas virais específicas, imersas em uma camada dupla de lipídios derivada da membrana plasmática da célula hospedeira. A figura 4 representa um Coronavirus, um gênero de vírus envelopado que apresenta RNA simples na sua estrutura genética, capsídeo helicoidal, e envelope bilipídico. Figura 4. Gênero Coronavirus. Imagem: Autor Nilses / disponibilizado por Prskavka / Public domain
  • 13.
    O Genoma Viral Oquantitativo de genes dos vírus, de uma maneira geral, em comparação a outros seres vivos, é bem menor. Cerca de 200 genes formam o genoma viral; enquanto nas bactérias esse número pode chegar até cerca de 4 mil, no ser humano varia de 30 a 40 mil.
  • 14.
    Exceções quanto àespecificidade dos ácidos nucleicos ● Citomegalovírus e vírus da hepatite B: ○ Vírus de DNA que iniciam a síntese de moléculas de RNA enquanto ainda estão se formando, de modo que a partícula viral contém os dois tipos de ácidos nucleicos: DNA e RNA (apenas no início da sua formação).
  • 15.
    Tipos de vírus Tiposde vírus de RNA de RNA Vírus de cadeia positiva (+): são aqueles cujo RNA do genoma têm a mesma sequência de bases nitrogenadas que os RNAm por ele produzidos. Vírus de cadeia negativa (–): são aqueles cujo RNA genômico têm sequência de bases nitrogenadas complementar à dos RNAm formados. Retrovírus: são aqueles que contêm uma cadeia simples de RNA associada à transcriptase reversa.
  • 16.
    Vírus de plantasx Vírus de animais ● Maior parte dos vírus tem como material genético o RNA. ● Não possui envelope. ● Entretanto, existem vírus não envelopados de DNA e vírus envelopados de RNA. ● Transmissão: inseto, fungo ou verme nematódeo (vetores). ● Material genético: DNA ou RNA. ● Envelopados ou não. ● O RNA viral é transcrito em outras moléculas de RNA viral. ● Comandam a síntese proteica. ● Formação de DNA a partir de RNA, pela transcriptase reversa.
  • 17.
    Análise dos ciclos reprodutivosvirais • Ciclo de vida de Bacteriófagos. • Ciclo de vida dos Influenzavirus. • Ciclo de vida do HIV (Human Immunodeficience Virus).
  • 18.
    Ciclo reprodutivo doBacteriófago Do grego phagein, comer. São vírus que invadem e destroem bactérias. Um exemplo de bacteriófago é o fago T4, portador de DNA como ácido nucleico, com capsídeo formado por uma espécie de cabeça e por um tipo especial de cauda que permanece fora da célula bacteriana.
  • 19.
    Atuação de umBacteriófago Dentro de uma bactéria, o ácido nucleico viral dá início ao seu processo reprodutivo, transcrevendo moléculas de RNAm através das enzimas da própria bactéria infectada. Após esse processo, o metabolismo da bactéria passa a ser comandado pelo genoma do bacteriófago. Com aproximadamente 30 minutos após a entrada do DNA viral, a bactéria se rompe. Cada bactéria libera dezenas de novos vírus, aptos a infectarem outras bactérias (animação 1).
  • 20.
    Ciclo reprodutivo dovírus da gripe O vírus da gripe possui um envelope lipoproteico contendo oito moléculas de RNA diferentes, circundadas por proteínas do capsídeo. Tipos diferentes de proteínas identificam o vírus da gripe: Hemaglutininas: conhecidas como espícula H, identificadas por índices numéricos (N1, N2); Neuroaminidases: conhecidas por espícula N, identificadas por índices numéricos (H0, H1, H2, etc.).
  • 21.
    Figura 5. Ênfaseàs Neuraminidases e Hemaglutininas dos Influenza vírus. Imagem: Autor U.S. Food and Drug Administration / disponibilizado por Magnus Manske / United States Department of Agriculture / Public domain. Neuraminidases Hemaglutininas
  • 22.
    As hemaglutininas (H)permitem que os vírus se liguem às células hospedeiras. Caso a pessoa possua anticorpos que reconheçam essas espículas, o vírus torna-se incapaz de infectar suas células. Durante a infecção viral, a pessoa infectada produz anticorpos contra as espículas virais, tornando-se imune ao tipo de vírus que causou a doença. Sendo assim, após um surto de gripe, boa parte da população passa a ser considerada imune a esse tipo de vírus, a não ser que ele sofra uma mutação, trazendo vírus ligeiramente diferentes dos da linhagem original. A população idosa tem tido atendimento preferencial no que diz respeito às campanhas de vacinação contra a gripe. A recombinação genética tem sido um problema enfrentado pelos países no combate à gripe, já que formas muito diferentes de vírus têm surgido esporadicamente.
  • 23.
    Figura 6. Invasãoem uma célula por um Influenza virus. Complexo de Golgi tradução RNAm Imagem: Autor YK Times / disponibilizado por Juancharlie / GNU Free Documentation License
  • 24.
    Ciclo reprodutivo doHIV Desde quando foi descoberta, a AIDS (da sigla inglesa Acquired Immunodeficiense Syndrome), muitos preconceitos foram observados. Descoberta em 1981, acreditou-se que essa doença estivesse restrita a homossexuais, hemofílicos, usuários de drogas injetáveis e haitianos, já que as primeiras 4 mil pessoas infectadas pertenciam a esses grupos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou dados em 2001, mostrando as estatísticas recentes da época, com números espantosos (tabela 1).
  • 25.
    Adultos Crianças Total (emmilhões) Infectados 4,3 0,7 5 Portadores 37,5 2,5 40 Mortes 2,5 0,5 3 Mortes desde o início da epidemia (1981) 17,5 4,3 21,8 Fonte: OMS, 2001 apud AMABIS & MARTHO, 2004.
  • 26.
    Estrutura e replicaçãodo HIV Figura 7. Ilustração do HIV-1 Imagem: Autor CDC/ C. Goldsmith, P. Feorino, E. L. Palmer, W. R. McManus / United States Department of Health and Human Services / Public domain
  • 27.
    Multiplicação do HIV Comum envelope lipoproteico, o vírion do HIV possui duas moléculas iguais de RNA de cadeia simples e as enzimas: transcriptase reversa, capaz de transcrever o DNA a partir de RNA, e integrase, responsável pela integração do DNA viral no cromossomo da célula infectada. Quando se liga aos receptores da célula hospedeira, o HIV se mistura à membrana nuclear, tendo o seu nucleocapsídeo introduzido no citoplasma. Após a introdução, o nucleocapsídeo se desfaz e o RNA é liberado, assim como a transcriptase reversa e a integrase no citosol.
  • 28.
    A transcriptase reversatranscreve uma cadeia de DNA a partir do ácido nucleico viral (RNA). Assim que o DNA é formado, o molde de RNA é degradado pela própria enzima. Após se aderir à membrana plasmática, juntamente às glicoproteínas, surgem os novos envelopes virais. Logo após, vírions completos são liberados da célula e podem infectar outras. Quando está em estado latente, o sistema imunitário é incapaz de reconhecer o provírus e as drogas antivirais não têm como eliminar o vírus totalmente do organismo humano.
  • 29.
    Figura 8. Esquemado HIV entrando em uma célula hospedeira. Imagem: Autores Rachid Sougrat, Alberto Bartesaghi, Jeffrey D. Lifson, Adam E. Bennett, Julian W. Bess, Daniel J. Zabransky, Sriram Subramaniam / disponibilizado por Fvasconcellos / Creative Commons Attribution 2.5 Generic.
  • 30.
    Conclusões Conclusões • Os vírussão estruturas diminutas que não possuem organização celular, e todos são patogênicos. • Existe um critério de classificação científica para os vírus, criada por David Baltimore. • Fora das células hospedeiras são chamados vírions, encontrando-se inertes. • Não pertencem a nenhum dos 5 reinos, porém apresentam classificação científica própria. • No interior dos capsídeos há, geralmente, um ácido nucleico: DNA ou RNA.
  • 31.
    Exercícios para Fixação 1.Ao se comparar os vírus com os unicelulares, do Reino Monera, como podemos classificá-los como seres vivos? 2. Mesmo sem estarem em nenhum dos 5 reinos, pela classificação de Whitaker (1969), os vírus possuem uma classificação à parte. Comente essa classificação. 3. Cite as principais diferenças entre vírus que infectam plantas e vírus que infectam animais. 4. Existem apenas vírus com ácido nucleico RNA ou com DNA? Há exceções? 5. Descreva sucintamente o ciclo reprodutivo de um bacteriófago. 6. Como se multiplica o vírus da gripe na célula infectada? 7. Como podem surgir novos tipos de vírus da gripe, contra os quais não há quase nenhuma imunidade entre as pessoas?