FIB/ESTÁCIO CURSO DE DIREITO
                           Professor Doutor                     JULIO ROCHA




HISTÓRIA DO DIREITO



Aula 01




  1. História e nova história
     La nouvelle historie – “Escola dos Annales” criada em 1929 (França)

     Fases: 1929-1945 (subversiva, contestatória da historiografia tradicional; após II
     Guerra Mundial (se aproxima de uma escola, com conceitos e métodos; 1968 e
     seguintes (marcada pela fragmentação do pensamento)



     a) A nova história começou a privilegiar toda atividade humana. “Agora tudo
        tem uma história” Peter Burke
     b) A nova história se ocupa das mudanças estruturais, mormente no social e
        econômico;
     c) Necessidade de recuperar as experiências históricas das bases, das
        pessoas comuns, das mentalidades coletivas;
     d) Redefinir as fontes históricas


   1.1 Características do momento atual:

     Substituição da tradicional narrativa de conhecimentos por uma história-
     problema, história que inter-relaciona os diversos significados da atividade
     humana.

     A história tradicional orienta-se por uma perspectiva linear, estática e
     conservadora.

     A teoria crítica revela-se como instrumental para ruptura de sua condição de
     opressão, espoliação e sua marginalidade.

     A atualidade determina uma renovação metodológica nos estudos históricos.

     A história passa a se ocupar não só como ciência do passado, mas como
     ciência do presente.
FIB/ESTÁCIO CURSO DE DIREITO
                           Professor Doutor                 JULIO ROCHA


  2. Conceito de história do direito

     “Parte da história geral que examina o direito como fenômeno sociocultural,
     produzido dialeticamente pela situação humana através dos tempos, e
     materializado evolutivamente por fontes históricas, documentos jurídicos,
     agentes e instituições legais reguladoras” Antônio Carlos Wolkmer

  3. Objetivo

      Fazer compreender como é que o direito atual se formou e se desenvolveu bem
como evoluiu no decurso dos séculos. Necessidade de uma contextualização crítica
maior

     “O tempo não pára
     Eu vejo o futuro repetir o passado
     Eu vejo um museu de grandes novidades
     O tempo não para
     Não para, não, não para”
     (Cazuza)

Aula1 hist

  • 1.
    FIB/ESTÁCIO CURSO DEDIREITO Professor Doutor JULIO ROCHA HISTÓRIA DO DIREITO Aula 01 1. História e nova história La nouvelle historie – “Escola dos Annales” criada em 1929 (França) Fases: 1929-1945 (subversiva, contestatória da historiografia tradicional; após II Guerra Mundial (se aproxima de uma escola, com conceitos e métodos; 1968 e seguintes (marcada pela fragmentação do pensamento) a) A nova história começou a privilegiar toda atividade humana. “Agora tudo tem uma história” Peter Burke b) A nova história se ocupa das mudanças estruturais, mormente no social e econômico; c) Necessidade de recuperar as experiências históricas das bases, das pessoas comuns, das mentalidades coletivas; d) Redefinir as fontes históricas 1.1 Características do momento atual: Substituição da tradicional narrativa de conhecimentos por uma história- problema, história que inter-relaciona os diversos significados da atividade humana. A história tradicional orienta-se por uma perspectiva linear, estática e conservadora. A teoria crítica revela-se como instrumental para ruptura de sua condição de opressão, espoliação e sua marginalidade. A atualidade determina uma renovação metodológica nos estudos históricos. A história passa a se ocupar não só como ciência do passado, mas como ciência do presente.
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    FIB/ESTÁCIO CURSO DEDIREITO Professor Doutor JULIO ROCHA 2. Conceito de história do direito “Parte da história geral que examina o direito como fenômeno sociocultural, produzido dialeticamente pela situação humana através dos tempos, e materializado evolutivamente por fontes históricas, documentos jurídicos, agentes e instituições legais reguladoras” Antônio Carlos Wolkmer 3. Objetivo Fazer compreender como é que o direito atual se formou e se desenvolveu bem como evoluiu no decurso dos séculos. Necessidade de uma contextualização crítica maior “O tempo não pára Eu vejo o futuro repetir o passado Eu vejo um museu de grandes novidades O tempo não para Não para, não, não para” (Cazuza)