Parasitologia aplicada à Odontologia
(celular desligado/modo silencioso?)
Gerhard Wunderlich, Dep. de Parasitologia, ICB2, sala 7
Site do curso http://lineu.icb.usp.br/~gwunder/teachcourse.htm
BMP209
?
- Proteger-se contra organismos eventualmente
patogénicos vindos do paciente
- Proteger o paciente contra a involuntária transmissão de
organismos patogénicos
- Evitar contato com parasitas em condições precárias de
trabalho
- Reconhecer infecções parasitárias na hora do tratamento
odontológico em condições precárias e eventualmente
encaminhar o paciente para o tratamento adequado
(notificação compulsória)
- Ser um professional de saúde completo/encontrar seu
lado cientista?
Benguigi and Stein 2006 Seminars in Infectious diseases
Datas e programa do curso 2013
http://lineu.icb.usp.br/~gwunder/teachcourse.htm
Estrutura da aula
• aula teórica incl. apresentação dos alunos
• gincana final sobre parasitas e seus ciclos de vida (aula prática)
Avaliação
6 miniexames a partir da próxima aula* 70%
Apresentação seminários dos alunos 20%
Participação na aula prática (gincana
com roteiro) 10%
Tolerância 15 min após o início da prova, a aula começa as 8.30
com a provinha
1. Toxoplasma gondii, ciclo de vida e patogênese com foco para
imunodeprimidos
2. Trypanosoma brucei e tripanossomiase africana
3. Ainda um problema? Incidência de Schistoma mansoni no Nordeste
4. Diphyllobothrium latum
5. Mansonella ozzardi, um nematóide manso?
6. Onchocerca volvulus e a cegueira do rio
7. Ectoparasitas: Piolho e Sarna
8. Montando consultório de campo em São Gabriel da Cachoeira-AM: O
que você leva na mochila?
Temas dos seminários dos estudantes (apresentação
nas datas indicadas no site)
Conceitos da Parasitologia
Associações de espécies diferentes
Motivos de trofismoMotivos ecológicos
Mutualismo Forese
(“Inquilinismo”)
Parasitismo Comensalismo Simbiose
Mutualismo
Buphagus
Carapus acus
Holothuria
(Um echinodermata)
Forese
“Inquilinismo ”
Simbiose
Methanococcus ruminantium
Motivos de trofismo
Bos taurus (gado)
Ácido butirico
Celulose
Comensalismo
Intestino humano
Bacteroides & E. coli, Amebas
Parasitismo
Endoparasitismo Ectoparasitismo
permanente temporário/predatório
(Fêmeas de pernilongos,
carrapatos)
(Piolho, sarna)
extracelular
intracelular
Vetor: transmite parasitas
(também outros micróbios, virus etc.)
Hospedeiro definitivo : Hospedeiro que alberga as
fases sexuadas do parasita
(onde ocorre formação do
zígoto)
Hospedeiro intermediário: Hospedeiro que alberga as
fases assexuadas
Definições importantes
Monoxénico/heteroxénico: Parasita acomete apenas
uma espécie/várias
espécies
Zoonose: Infecção que pode ser transmitida para o ser humano onde
existe outro hospedeiro principal (um animal)
• Malária (falciparum) não é zoonose embora seja transmitida por
mosquitos (não existe outro hospedeiro viável/importante para os
plasmódios que infectam humanos, exceção P. knowlesi)
• Febre amarela é zoonose, porque existem outros hospedeiros que
albergam a grande maioria de vírus circulante (capivaras, ratos etc.)
Definições importantes
Infecção versus infestação:
Infecção: O organismo invasor é capaz de se replicar no
organismo invadido
Infestação: O organismo invasor não consegue se reproduzir no
organismo invadido
Monogenético/digenético: Parasita tem um modo de reprodução
(sexuada ou assexuada)/dois modos
(alternando sexuado com assexuado
de reprodução).
Protozoa
Sarcomastigophora
Mastigophora
Kinetoplastida
Trypanosomatidae
Trypanosoma brucei
T. cruzi
Leishmania
Trichomonadida
Trichomonadidae
Sarcodina
Amoebida
Endamoebidae
Entamoeba histolyticum
E. hartmanni
E. gingivalis
Taxonomia dos organismos da aula
Trichomonas tenax
T. vaginalis
Apicomplexa
Eucoccidiorida
Plasmodiidae
Plasmodium spec.
Sarcocystidae
Toxoplasma gondii
Sub-reino
Filo
Subfilo
Ordem
Familia
Gênero e espécie
Protista
Reino
Isospora belli
Eucariota
Metazoa
Platyhelminthes
Nematoda
Artropoda Insecta Diptera
Arachnida Sarcoptiformes
Trematoda Digenea Schistosoma
Echinococcus
Cestoidea Taenia solium
T. saginata
Enterobius
Ascaris
Wuchereria
Ancylostoma
Dermatobia hominis
Sarcoptes scabiei
David Ussery: Comparative Microbial Genomics, www.cbs.dtu.dk 2002
Os organismos desta
aula são muito estranhos
em termos evolutivos
Protozooses intestinais e cavitárias
Amebas
Giardia
Trichomonas
Isospora belli
Cryptosporidium parvum
Agentes etiológicos
reino filo subfilo classe ordem subordem gênero e espécie
Protozoa
Sarcomastigophora
Sarcodina
Rhizopoda
Amoebina
Entamoeba spec.
Mastigophora
Zoomastigophora
Kinetoplastida
Diplomonadida
Giardia lamblia/intestinalis
Trichomonadida
Trichomonas spec.
Apicomplexa
Coccidida
Eimeriina
Isospora belli
Cryptosporidium
parvum
Amebas
• Detectado e descrito pela primeira vez em 1875
por Fedor Losch como agente causador de diarréia
em um camponês russo
• Em 1919, descrição de três amebas que infectaram
humanos: E. histolytica, E. coli, E. gingivalis
• Em 1925, Emile Brumpt postula que existem duas
espécies de E. histolytica, uma patológica, a outra
um simples comensal inofensivo
• Somente em 1978, está confirmada a existência de
E. dispar , morfológicamente não distingüível
de E. histolytica
Histórico
• Anaeróbios facultativos, alimentam-se de bactérias, leucócitos ou
hemácias (por fagocitose)
• Não possuem mitocôndrias, Golgi ou reticulo endoplasmático,
locomoção através de pseudopódios
• Projeto genoma no Instituto Sanger (E.h. 24 MB em 14
cromossomos, tetraplóide 4n, múltiplos minicirculos extracromos-
somais)
• Parasita extracelular. E. histolytica pode aderir à membrana
plasmática das células do hospedeiro, citotoxicidade depende de
contato
• Reprodução assexuada por fissão binária (dentro do hospedeiro) no
lumen intestinal ou em lesões
• Mundialmente distribuído, preferencialmente em países tropicais
• 3a
mais importante doença parasitária em número de óbitos no
mundo! (40.000-110.000 óbitos/ano, somente por E. histolytica)
• 1% da população mundial está infectada
Entamoeba espécies
Taxas de infecção em algumas comunidades
Ingestão do cistos
Desencistamento
no intestino delgado
Ciclo patogênico na
parede intestinal
fígado
pulmão
pele
cérebro
Intestino grosso
Cistos INFECCIOSOS
Fezes formadas
Fezes pastosas e formadas
Fezes diarréicas
Transmissão de Amebas
(exceto E. gingivalis )
Um indivíduo infectado libera até
45 milhões de cistos por dia!
- formas assintomáticas (90%?)
- formas sintomáticas (diarréia)
- Amebíase intestinal: disentérica, colites não disentéricas,
amebomas, apendicite amebiana. Seqüelas: perfuração, peritonite,
hemorragia, invaginação, colites pós-disentéricas, estenoses
- Amebíase extra-intestinal
- Amebiase hepática: aguda não supurativa (não forma pus),
abscesso hepático, (pode levar a ruptura, sepsis, e propagação
para outros órgãos)
- Amebíase cutânea
- Amebíase em outros órgãos: pulmão, cérebro, baço, rim etc.
Patologia da infecção com E. histolytica
Patogenia
Lesão intestinal causada por E. histolytica
2. Diagnóstico de Amebas
• Entamoeba histolytica
---------------------------
• E. dispar
• E. coli
• E. hartmannii
• E. polecki
---------------------------
• E. gingivalis
Patogénico
em geral não patogénico
(comensal)
patogenia não confirmada
ou inexistente
(não forma cistos)
No caso de diarréias, sempre excluir também outras fontes
comuns dos sintomas (Escherichia coli enteropatológicas,
Rotavirus)
A. Purificação de formas de ameba
(também eficiente para ovos de Schistosoma, cistos de Giardia, Coccideos etc.)
ZnCl2
NaCl
Microscopia
WC
B. Microscopia
E. histolytica E. coli
Microscopia
Trofozoíta E. histolytica
Cisto E. histolytica
Cisto E. histolytica e hartmanni Trofozoíta E. hartmanni
Discriminação de Entamoeba histolytica
versus Entamoeba hartmanni
rofozoítas
E. histolytica E. hartmanni
imensões: 12-20 µm 5-8 µm
ovimentação: ativa ativa
pós coloração
om hematoxilina
amanho núcleo 3-4 µm 2-2,5 µm
ariossomo punctiforme, central ou punctiforme, central ou
excêntrico excêntrico
istos
xame fresco: diámetro 10-15 µm 5-8 µm
oloração com lugol
manho dos 4 núcleos 1/2-1/3 do cisto 1/3-1/4 do cisto
icogênio intensamente corado difuso e levemente cor
oloração com hematoxilina
úcleo (cistos uninucleados) 3,5-4,2 µm 2-2,8 µm
úcleos (com cistos 2-4 núcleos) maiores menores
icogênio Um único vacúolo vários vacúolos
C. Outros métodos
A partir de material de
• sangue/fezes:
Imunoensaios (ELISA), detectam se existem anticorpos contra lectinas
específicas de E. histolytica
• fezes:
Métodos moleculares (PCR com oligonucleotídeos que amplificam
genes específicos)
Tratamento (seguindo Markell & Voge)
Amebiasis assintomática (apenas cistos nas fezes) : Furamid (3x por dia, 500
mg)
Paromomicina (tratamento opcional)
Amebiasis assintomática (trofozoítas + cistos nas fezes): Iodoquinol (3x por dia 650 mg,
20 dias) ou
Metronidazol (3x por dia 750 mg,
10 dias)
Colite amébica : Cloroquina, 2x por dia 250 mg,
14-20 dias plus Metronidazol
Diarréia amébica aguda : Emetin-HCl, 1mg/kg (max. 65 mg)
ou
Dehydroemetin 1,5 mg/kg i.m./s.c.
depois segue colite amébica
Abscesso hepático amébico : Metronidazol plus Dehydroemetin
por 10 dias.
Tratamento novo: Nitazoxanida (combate formas
invadidas e luminais e helmintos)
Glicose 2 Piruvato Acetato + Etanol
NADPH2 + ADP + Pi ATP + 2 CO2 + H2
Metronidazol Metronidazol
inativo ativo
Como funciona Metronidazol?
Replicação
DNA do
parasita
Prevenção
• Estrita higiene no manuseio de alimentos, evitar acesso
de atrópodos á comida
• Tratamento d´água potável: Global: Saneamento básico
Individual: Ferver água ou
tratar com Iodo/filtrar
• Tratamento de assintomáticos
Entamoeba gingivalis
• Não é patogênica (comensal)
• não forma cistos, transmissão ocorre via oral
0
20
40
60
80
100
120
pacientes controles
pacientes total
pacientes com E.
gingivalis
Ocorrência de E. gingivalis de pacientes com patologias
odontológicas ou no grupo controle ---> diferença estatísticamente
não significativa
Giardia lamblia/intestinalis
Giardia lamblia (doença: Giardíase)
- Filo Sarcomastigophora, subfilo mastigophora, ordem Diplomonadina
- possui 4 pares de flagelos
- ocorre da forma de trofozoítas (forma
replicativa) e cistos (forma infecciosa)
-Sem mitocôndrias, metabolismo anaeróbio
facultativo
- lado dorsal e ventral diferente,
possui um “attachment disc” central
- distribuído mundialmente
- Tetraplóide, Genoma extremamente compacto: 1,2* 107
Bp
Giardia lamblia : Morfologia
cariossoma
nuclei
flagelos
Parede do cisto
axóstiloTrofozoíta
Cisto
(infeccioso)
“Corpos medianos”
(Golgi)
Ciclo de vida de Giardia lamblia
Adere na parede do intestino delgado/duodeno
(amebas no intestino grosso)
Giardia lamblia
O disco central permite a interação com
a parede do intestino
microvilosidades
Interação parasita-hospedeiro
“Attachment“ de Giardia depende de beta-tubulina,
localizado no disco ventral e de “giardinas“, e proteinas
glicosiladas que interagem com as microvilosidades
A maciça aderência de Giardia
parece o fator de patogenidade
(má-absorpção de nutrientes)
• Giardia pode infectar varias vezes repetidas apesar de existirem anticorpos
contra a superfície de Giardia (IgA no epitélio intestinal)
• Após o encistamento e desencistamento, o antígeno principal na
superfície muda (Variação antigênica)
Variação antigênica
Trofozoita Cisto Trofozoita
A doença e os sintomas
- prazo pré-patente: 8-10 dias, 10 a 36 dias até a
detecção de Giardia nas fezes
- diarréia moderada, flatulência, anorexia, dores
abdominais agudas, síndrome de má-absorbção
ou sem sintomas
- Grupo de risco: crianças em creches
- Identificação por microscopia de fezes ou do conteúdo duodenal
- Coloração com Lugol (muitos parasitas) ou corar cistos com
ou iodo 4%
ou hematoxilina
ou Polivinil álcool
- Se não encontrar em várias amostras: lavagem duodenal e
novo exame microscópico deste material
- ELISA com fezes, detectando antígenos específicos de Giardia
- Imunofluorescência usando anticorpos monoclonais contra
Giardia
- PCR
Diagnose da Giardíase
Tratamento
- Metronidazol 3x 250 mg por dia, 5 dias
- Existe tratamento de dose única: Secnidazol (2 g em dose única)
“Deprozol”
- Outros possíveis tratamentos são com Mebendazol e Albendazol
(Benzimidazóis)
Prevenção
Vide Amebas, mas o tratamento d’água tem que ser mais eficiente
já que cistos de Giardia passam por filtragens comuns e são muito mais
resistentes à seca e ao cloro
Trichomonas vaginalis
Trichomonas tenax
• filo Sarcomastigophora, classe Zoomastigophorea, família
Trichomonadidae, gênero Trichomonas
• 4 espécies infectam humanos, os mais importantes são T.
vaginalis e T. tenax
• Possui flagelos, não forma cistos
• Habitat limitado: aparelho urogenital ou cavidade bucal
• anaeróbicos facultativos: ciclo de Krebs incompleto, liberação de
hidrogênio (análogo a amebas!)
Trichomonas
Trichomonas vaginalis e tenax: Morfologia
Trichomonas vaginalis T. tenax
AX: Axóstilo
PG: Golgi e corpo basal
CO: Costa
RF: membrana ondulada
AF: Flagelos anteriores livres
HY: Hidrogenossomos
PB: Filamento parabasal
N: Núcleo
(5-30 µm) (6-10 µm)
Ciclo de vida de Trichomonas vaginalis
O organismo não forma cistos!
- percebidos e contraidos em geral por mulheres sexualmente
ativas, homens são transmissores (transmissão por contato
sexual)
- causa vaginite, caracterizada por corrimento fluido abundante de
cor amarelo-esverdeada, bolhose e fétido, especialmente na fase
pós-menstrual, homens normalmente sem sintomas
- irritação vulvo-vaginal
- pH vaginal alcalino, provocando mudanças na microflora da vagina
(Candidíase)
- facilita infecção por bactérias e virus oportunistas
Sintomas da infecção com T. vaginalis
Patologia da infecção com Trichomonas vaginalis
Trichomonas adere, secreta fatores que causam a desintegração
tecidual (cell detaching factor, cysteine proteases) e o organismo se
nutre da debris celular
epitélio
Diagnose de Trichomonas vaginalis
- Esfregaços do fluido vaginal ou da uretra, microscopia
- Cultivo do parasita em meio Diamond, microscopia
- Imunodetecção por ELISA, imunofluorescência,
agglutinação com latex e por hibridação com sondas
específicas para DNA de Trichomonas
Tratamento
• Metronidazol: 10 dias 250 mg 3x por dia
OU
• Dose única de 2 g Secnidazol
Casos de resistência são frequentemente descritos!
Trichomonas tenax
• Encontrado na flora bucal onde não parece causar
patologia
• Muito raramente associado a infecções pulmonares
ou das brônquias
Terapia é desnecessária.
Isospora belli
- detectado em 1860 em microvilosidades de pessoas,
confirmado 1870 por Eimer
- Oocistos detectados em fezes por Raillet e Lucet (1890),
depois oocistos e esporos descrito por Wenyon (1915)
- Infecção mais encontrada sob pobres condições
higiênicas ou em homens homossexuais, importante
oportunista no AIDS: Isosporíase
- Ciclo de vida monoxênico, parasita intracelular: células
epiteliais do intestino delgado
Cryptosporidium parvum
- Detectado somente em 1976, Zoonose (apesar de
existirem aparentemente duas ssp. associadas
com infecções em humanos ou animais
domésticos)
- Parasita muito parecido com Isospora belli, porém,
infecta qualquer célula epitelial
Isospora belli : Ciclo de vida
Cryptosporidium possui dois tipos de cistos:
Cistos com parede grossa e fina: contaminação do ambiente
e autoinfecção
Fonte: CDC
Esporoblasto
R!
R!
Esporocistos Esporozoitas
A Isosporíase: Sintomas
• Comum: Assintomático
• Deformação ou atrofia de microvilosidades do epitélio
• Edema na submucosa, eosinofilia, inflamação
• Em imunocompetentes: dias ou até semanas de
diarréia, fezes aquosas, febre baixa, dores abdominais
• Em aidéticos: Crônico
Tratamento
• Indicado para aidéticos: Trimetoprim/sulfometoxazol
• Alternativamente: Metronidazol e Quinacrina
Cryptosporidíase : Sintomas
• Diarréia por 2 semanas, raro: desconforto abdominal
anorexia, febre, náusea, perda de peso
• AIDS: Todos o sintomas acima, porém, mais severo.
O paciente pode correr risco de vida, Cryptosporidium
encontrado em vários fluidos do corpo: saliva, no
endotélio pulmonar, no ducto vesicular alta taxa de
autoinfecção
• Associado: síndrome de má-absorpção
Tratamento: Paromomicina 3x 500 mg/dia por 2 semanas
Literatura:
Ferreira, Foronda e Schumaker: Fundamentos Biológicos da
Parasitologia Humana (Manole)
Markell´s and Voge´s Medical Parasitology
L. Rey: Parasitologia
J. Dönges: Parasitologie
Site da UCLA: Parasite course
(http://164.67.60.203/parasite_course-old/default.asp?)
Imagens de I. belli: http://www.cdfound.to.it/HTML/iso1.htm
Google: Pictures of cutaneous amebiasis
Samuel Stanley Jr.: Amoebiasis, Lancet 361, 1025 ff.

1 protozooses intestinais

  • 1.
    Parasitologia aplicada àOdontologia (celular desligado/modo silencioso?) Gerhard Wunderlich, Dep. de Parasitologia, ICB2, sala 7 Site do curso http://lineu.icb.usp.br/~gwunder/teachcourse.htm BMP209
  • 2.
  • 3.
    - Proteger-se contraorganismos eventualmente patogénicos vindos do paciente - Proteger o paciente contra a involuntária transmissão de organismos patogénicos - Evitar contato com parasitas em condições precárias de trabalho - Reconhecer infecções parasitárias na hora do tratamento odontológico em condições precárias e eventualmente encaminhar o paciente para o tratamento adequado (notificação compulsória) - Ser um professional de saúde completo/encontrar seu lado cientista?
  • 4.
    Benguigi and Stein2006 Seminars in Infectious diseases
  • 5.
    Datas e programado curso 2013 http://lineu.icb.usp.br/~gwunder/teachcourse.htm
  • 6.
    Estrutura da aula •aula teórica incl. apresentação dos alunos • gincana final sobre parasitas e seus ciclos de vida (aula prática) Avaliação 6 miniexames a partir da próxima aula* 70% Apresentação seminários dos alunos 20% Participação na aula prática (gincana com roteiro) 10% Tolerância 15 min após o início da prova, a aula começa as 8.30 com a provinha
  • 7.
    1. Toxoplasma gondii,ciclo de vida e patogênese com foco para imunodeprimidos 2. Trypanosoma brucei e tripanossomiase africana 3. Ainda um problema? Incidência de Schistoma mansoni no Nordeste 4. Diphyllobothrium latum 5. Mansonella ozzardi, um nematóide manso? 6. Onchocerca volvulus e a cegueira do rio 7. Ectoparasitas: Piolho e Sarna 8. Montando consultório de campo em São Gabriel da Cachoeira-AM: O que você leva na mochila? Temas dos seminários dos estudantes (apresentação nas datas indicadas no site)
  • 8.
    Conceitos da Parasitologia Associaçõesde espécies diferentes Motivos de trofismoMotivos ecológicos Mutualismo Forese (“Inquilinismo”) Parasitismo Comensalismo Simbiose
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    Simbiose Methanococcus ruminantium Motivos detrofismo Bos taurus (gado) Ácido butirico Celulose
  • 12.
  • 13.
    Parasitismo Endoparasitismo Ectoparasitismo permanente temporário/predatório (Fêmeasde pernilongos, carrapatos) (Piolho, sarna) extracelular intracelular
  • 14.
    Vetor: transmite parasitas (tambémoutros micróbios, virus etc.) Hospedeiro definitivo : Hospedeiro que alberga as fases sexuadas do parasita (onde ocorre formação do zígoto) Hospedeiro intermediário: Hospedeiro que alberga as fases assexuadas Definições importantes Monoxénico/heteroxénico: Parasita acomete apenas uma espécie/várias espécies
  • 15.
    Zoonose: Infecção quepode ser transmitida para o ser humano onde existe outro hospedeiro principal (um animal) • Malária (falciparum) não é zoonose embora seja transmitida por mosquitos (não existe outro hospedeiro viável/importante para os plasmódios que infectam humanos, exceção P. knowlesi) • Febre amarela é zoonose, porque existem outros hospedeiros que albergam a grande maioria de vírus circulante (capivaras, ratos etc.) Definições importantes Infecção versus infestação: Infecção: O organismo invasor é capaz de se replicar no organismo invadido Infestação: O organismo invasor não consegue se reproduzir no organismo invadido Monogenético/digenético: Parasita tem um modo de reprodução (sexuada ou assexuada)/dois modos (alternando sexuado com assexuado de reprodução).
  • 16.
    Protozoa Sarcomastigophora Mastigophora Kinetoplastida Trypanosomatidae Trypanosoma brucei T. cruzi Leishmania Trichomonadida Trichomonadidae Sarcodina Amoebida Endamoebidae Entamoebahistolyticum E. hartmanni E. gingivalis Taxonomia dos organismos da aula Trichomonas tenax T. vaginalis Apicomplexa Eucoccidiorida Plasmodiidae Plasmodium spec. Sarcocystidae Toxoplasma gondii Sub-reino Filo Subfilo Ordem Familia Gênero e espécie Protista Reino Isospora belli
  • 17.
    Eucariota Metazoa Platyhelminthes Nematoda Artropoda Insecta Diptera ArachnidaSarcoptiformes Trematoda Digenea Schistosoma Echinococcus Cestoidea Taenia solium T. saginata Enterobius Ascaris Wuchereria Ancylostoma Dermatobia hominis Sarcoptes scabiei
  • 18.
    David Ussery: ComparativeMicrobial Genomics, www.cbs.dtu.dk 2002 Os organismos desta aula são muito estranhos em termos evolutivos
  • 19.
    Protozooses intestinais ecavitárias Amebas Giardia Trichomonas Isospora belli Cryptosporidium parvum
  • 20.
    Agentes etiológicos reino filosubfilo classe ordem subordem gênero e espécie Protozoa Sarcomastigophora Sarcodina Rhizopoda Amoebina Entamoeba spec. Mastigophora Zoomastigophora Kinetoplastida Diplomonadida Giardia lamblia/intestinalis Trichomonadida Trichomonas spec. Apicomplexa Coccidida Eimeriina Isospora belli Cryptosporidium parvum
  • 21.
  • 22.
    • Detectado edescrito pela primeira vez em 1875 por Fedor Losch como agente causador de diarréia em um camponês russo • Em 1919, descrição de três amebas que infectaram humanos: E. histolytica, E. coli, E. gingivalis • Em 1925, Emile Brumpt postula que existem duas espécies de E. histolytica, uma patológica, a outra um simples comensal inofensivo • Somente em 1978, está confirmada a existência de E. dispar , morfológicamente não distingüível de E. histolytica Histórico
  • 23.
    • Anaeróbios facultativos,alimentam-se de bactérias, leucócitos ou hemácias (por fagocitose) • Não possuem mitocôndrias, Golgi ou reticulo endoplasmático, locomoção através de pseudopódios • Projeto genoma no Instituto Sanger (E.h. 24 MB em 14 cromossomos, tetraplóide 4n, múltiplos minicirculos extracromos- somais) • Parasita extracelular. E. histolytica pode aderir à membrana plasmática das células do hospedeiro, citotoxicidade depende de contato • Reprodução assexuada por fissão binária (dentro do hospedeiro) no lumen intestinal ou em lesões • Mundialmente distribuído, preferencialmente em países tropicais • 3a mais importante doença parasitária em número de óbitos no mundo! (40.000-110.000 óbitos/ano, somente por E. histolytica) • 1% da população mundial está infectada Entamoeba espécies
  • 24.
    Taxas de infecçãoem algumas comunidades
  • 25.
    Ingestão do cistos Desencistamento nointestino delgado Ciclo patogênico na parede intestinal fígado pulmão pele cérebro Intestino grosso Cistos INFECCIOSOS Fezes formadas Fezes pastosas e formadas Fezes diarréicas Transmissão de Amebas (exceto E. gingivalis ) Um indivíduo infectado libera até 45 milhões de cistos por dia!
  • 27.
    - formas assintomáticas(90%?) - formas sintomáticas (diarréia) - Amebíase intestinal: disentérica, colites não disentéricas, amebomas, apendicite amebiana. Seqüelas: perfuração, peritonite, hemorragia, invaginação, colites pós-disentéricas, estenoses - Amebíase extra-intestinal - Amebiase hepática: aguda não supurativa (não forma pus), abscesso hepático, (pode levar a ruptura, sepsis, e propagação para outros órgãos) - Amebíase cutânea - Amebíase em outros órgãos: pulmão, cérebro, baço, rim etc. Patologia da infecção com E. histolytica
  • 28.
  • 29.
    Lesão intestinal causadapor E. histolytica
  • 31.
    2. Diagnóstico deAmebas • Entamoeba histolytica --------------------------- • E. dispar • E. coli • E. hartmannii • E. polecki --------------------------- • E. gingivalis Patogénico em geral não patogénico (comensal) patogenia não confirmada ou inexistente (não forma cistos) No caso de diarréias, sempre excluir também outras fontes comuns dos sintomas (Escherichia coli enteropatológicas, Rotavirus)
  • 32.
    A. Purificação deformas de ameba (também eficiente para ovos de Schistosoma, cistos de Giardia, Coccideos etc.) ZnCl2 NaCl Microscopia WC
  • 33.
  • 34.
    Microscopia Trofozoíta E. histolytica CistoE. histolytica Cisto E. histolytica e hartmanni Trofozoíta E. hartmanni
  • 35.
    Discriminação de Entamoebahistolytica versus Entamoeba hartmanni rofozoítas E. histolytica E. hartmanni imensões: 12-20 µm 5-8 µm ovimentação: ativa ativa pós coloração om hematoxilina amanho núcleo 3-4 µm 2-2,5 µm ariossomo punctiforme, central ou punctiforme, central ou excêntrico excêntrico istos xame fresco: diámetro 10-15 µm 5-8 µm oloração com lugol manho dos 4 núcleos 1/2-1/3 do cisto 1/3-1/4 do cisto icogênio intensamente corado difuso e levemente cor oloração com hematoxilina úcleo (cistos uninucleados) 3,5-4,2 µm 2-2,8 µm úcleos (com cistos 2-4 núcleos) maiores menores icogênio Um único vacúolo vários vacúolos
  • 36.
    C. Outros métodos Apartir de material de • sangue/fezes: Imunoensaios (ELISA), detectam se existem anticorpos contra lectinas específicas de E. histolytica • fezes: Métodos moleculares (PCR com oligonucleotídeos que amplificam genes específicos)
  • 37.
    Tratamento (seguindo Markell& Voge) Amebiasis assintomática (apenas cistos nas fezes) : Furamid (3x por dia, 500 mg) Paromomicina (tratamento opcional) Amebiasis assintomática (trofozoítas + cistos nas fezes): Iodoquinol (3x por dia 650 mg, 20 dias) ou Metronidazol (3x por dia 750 mg, 10 dias) Colite amébica : Cloroquina, 2x por dia 250 mg, 14-20 dias plus Metronidazol Diarréia amébica aguda : Emetin-HCl, 1mg/kg (max. 65 mg) ou Dehydroemetin 1,5 mg/kg i.m./s.c. depois segue colite amébica Abscesso hepático amébico : Metronidazol plus Dehydroemetin por 10 dias. Tratamento novo: Nitazoxanida (combate formas invadidas e luminais e helmintos)
  • 38.
    Glicose 2 PiruvatoAcetato + Etanol NADPH2 + ADP + Pi ATP + 2 CO2 + H2 Metronidazol Metronidazol inativo ativo Como funciona Metronidazol? Replicação DNA do parasita
  • 39.
    Prevenção • Estrita higieneno manuseio de alimentos, evitar acesso de atrópodos á comida • Tratamento d´água potável: Global: Saneamento básico Individual: Ferver água ou tratar com Iodo/filtrar • Tratamento de assintomáticos
  • 40.
    Entamoeba gingivalis • Nãoé patogênica (comensal) • não forma cistos, transmissão ocorre via oral 0 20 40 60 80 100 120 pacientes controles pacientes total pacientes com E. gingivalis Ocorrência de E. gingivalis de pacientes com patologias odontológicas ou no grupo controle ---> diferença estatísticamente não significativa
  • 41.
  • 42.
    Giardia lamblia (doença:Giardíase) - Filo Sarcomastigophora, subfilo mastigophora, ordem Diplomonadina - possui 4 pares de flagelos - ocorre da forma de trofozoítas (forma replicativa) e cistos (forma infecciosa) -Sem mitocôndrias, metabolismo anaeróbio facultativo - lado dorsal e ventral diferente, possui um “attachment disc” central - distribuído mundialmente - Tetraplóide, Genoma extremamente compacto: 1,2* 107 Bp
  • 43.
    Giardia lamblia :Morfologia cariossoma nuclei flagelos Parede do cisto axóstiloTrofozoíta Cisto (infeccioso) “Corpos medianos” (Golgi)
  • 44.
    Ciclo de vidade Giardia lamblia
  • 45.
    Adere na parededo intestino delgado/duodeno (amebas no intestino grosso) Giardia lamblia
  • 46.
    O disco centralpermite a interação com a parede do intestino microvilosidades
  • 48.
    Interação parasita-hospedeiro “Attachment“ deGiardia depende de beta-tubulina, localizado no disco ventral e de “giardinas“, e proteinas glicosiladas que interagem com as microvilosidades A maciça aderência de Giardia parece o fator de patogenidade (má-absorpção de nutrientes)
  • 49.
    • Giardia podeinfectar varias vezes repetidas apesar de existirem anticorpos contra a superfície de Giardia (IgA no epitélio intestinal) • Após o encistamento e desencistamento, o antígeno principal na superfície muda (Variação antigênica) Variação antigênica Trofozoita Cisto Trofozoita
  • 50.
    A doença eos sintomas - prazo pré-patente: 8-10 dias, 10 a 36 dias até a detecção de Giardia nas fezes - diarréia moderada, flatulência, anorexia, dores abdominais agudas, síndrome de má-absorbção ou sem sintomas - Grupo de risco: crianças em creches
  • 51.
    - Identificação pormicroscopia de fezes ou do conteúdo duodenal - Coloração com Lugol (muitos parasitas) ou corar cistos com ou iodo 4% ou hematoxilina ou Polivinil álcool - Se não encontrar em várias amostras: lavagem duodenal e novo exame microscópico deste material - ELISA com fezes, detectando antígenos específicos de Giardia - Imunofluorescência usando anticorpos monoclonais contra Giardia - PCR Diagnose da Giardíase
  • 52.
    Tratamento - Metronidazol 3x250 mg por dia, 5 dias - Existe tratamento de dose única: Secnidazol (2 g em dose única) “Deprozol” - Outros possíveis tratamentos são com Mebendazol e Albendazol (Benzimidazóis) Prevenção Vide Amebas, mas o tratamento d’água tem que ser mais eficiente já que cistos de Giardia passam por filtragens comuns e são muito mais resistentes à seca e ao cloro
  • 53.
  • 54.
    • filo Sarcomastigophora,classe Zoomastigophorea, família Trichomonadidae, gênero Trichomonas • 4 espécies infectam humanos, os mais importantes são T. vaginalis e T. tenax • Possui flagelos, não forma cistos • Habitat limitado: aparelho urogenital ou cavidade bucal • anaeróbicos facultativos: ciclo de Krebs incompleto, liberação de hidrogênio (análogo a amebas!) Trichomonas
  • 55.
    Trichomonas vaginalis etenax: Morfologia Trichomonas vaginalis T. tenax AX: Axóstilo PG: Golgi e corpo basal CO: Costa RF: membrana ondulada AF: Flagelos anteriores livres HY: Hidrogenossomos PB: Filamento parabasal N: Núcleo (5-30 µm) (6-10 µm)
  • 56.
    Ciclo de vidade Trichomonas vaginalis O organismo não forma cistos!
  • 58.
    - percebidos econtraidos em geral por mulheres sexualmente ativas, homens são transmissores (transmissão por contato sexual) - causa vaginite, caracterizada por corrimento fluido abundante de cor amarelo-esverdeada, bolhose e fétido, especialmente na fase pós-menstrual, homens normalmente sem sintomas - irritação vulvo-vaginal - pH vaginal alcalino, provocando mudanças na microflora da vagina (Candidíase) - facilita infecção por bactérias e virus oportunistas Sintomas da infecção com T. vaginalis
  • 59.
    Patologia da infecçãocom Trichomonas vaginalis Trichomonas adere, secreta fatores que causam a desintegração tecidual (cell detaching factor, cysteine proteases) e o organismo se nutre da debris celular epitélio
  • 60.
    Diagnose de Trichomonasvaginalis - Esfregaços do fluido vaginal ou da uretra, microscopia - Cultivo do parasita em meio Diamond, microscopia - Imunodetecção por ELISA, imunofluorescência, agglutinação com latex e por hibridação com sondas específicas para DNA de Trichomonas
  • 61.
    Tratamento • Metronidazol: 10dias 250 mg 3x por dia OU • Dose única de 2 g Secnidazol Casos de resistência são frequentemente descritos!
  • 62.
    Trichomonas tenax • Encontradona flora bucal onde não parece causar patologia • Muito raramente associado a infecções pulmonares ou das brônquias Terapia é desnecessária.
  • 63.
    Isospora belli - detectadoem 1860 em microvilosidades de pessoas, confirmado 1870 por Eimer - Oocistos detectados em fezes por Raillet e Lucet (1890), depois oocistos e esporos descrito por Wenyon (1915) - Infecção mais encontrada sob pobres condições higiênicas ou em homens homossexuais, importante oportunista no AIDS: Isosporíase - Ciclo de vida monoxênico, parasita intracelular: células epiteliais do intestino delgado
  • 64.
    Cryptosporidium parvum - Detectadosomente em 1976, Zoonose (apesar de existirem aparentemente duas ssp. associadas com infecções em humanos ou animais domésticos) - Parasita muito parecido com Isospora belli, porém, infecta qualquer célula epitelial
  • 65.
    Isospora belli :Ciclo de vida
  • 66.
    Cryptosporidium possui doistipos de cistos: Cistos com parede grossa e fina: contaminação do ambiente e autoinfecção Fonte: CDC
  • 67.
  • 68.
    A Isosporíase: Sintomas •Comum: Assintomático • Deformação ou atrofia de microvilosidades do epitélio • Edema na submucosa, eosinofilia, inflamação • Em imunocompetentes: dias ou até semanas de diarréia, fezes aquosas, febre baixa, dores abdominais • Em aidéticos: Crônico Tratamento • Indicado para aidéticos: Trimetoprim/sulfometoxazol • Alternativamente: Metronidazol e Quinacrina
  • 69.
    Cryptosporidíase : Sintomas •Diarréia por 2 semanas, raro: desconforto abdominal anorexia, febre, náusea, perda de peso • AIDS: Todos o sintomas acima, porém, mais severo. O paciente pode correr risco de vida, Cryptosporidium encontrado em vários fluidos do corpo: saliva, no endotélio pulmonar, no ducto vesicular alta taxa de autoinfecção • Associado: síndrome de má-absorpção Tratamento: Paromomicina 3x 500 mg/dia por 2 semanas
  • 70.
    Literatura: Ferreira, Foronda eSchumaker: Fundamentos Biológicos da Parasitologia Humana (Manole) Markell´s and Voge´s Medical Parasitology L. Rey: Parasitologia J. Dönges: Parasitologie Site da UCLA: Parasite course (http://164.67.60.203/parasite_course-old/default.asp?) Imagens de I. belli: http://www.cdfound.to.it/HTML/iso1.htm Google: Pictures of cutaneous amebiasis Samuel Stanley Jr.: Amoebiasis, Lancet 361, 1025 ff.