ROTEIRO PARA ESTUDO

                     AFECÇÕES DO RECÉM NASCIDO

CLASSIFICAÇÃO DO RECÉM NASCIDO

Quanto à idade gestacional:

   •   Pré-termo: < 37 semanas de gestação;

   •   A termo: entre 37 e < 42 sem. de gestação;

   •   Pós-termo: 42 ou mais semanas de gestação

Quanto ao peso de nascimento:

   •   Peso normal: RN peso = ou > 2500g;

   •   Baixo peso: < 2500g;

   •   Muito baixo peso: < 1500g;

   •   Peso extremamente baixo: < 1000g.

   •   Problemas mais comuns:

    Relacionados à idade gestacional:

   •   Prematuro - dificuldades relacionadas a imaturidade geral dos sistemas como –
       Síndrome da Membrana Hialina, Apnéia, Displasia Bronco-Pulmonar, Persistência de
       Canal Arterial, Termorregulação ineficaz, Infecção, Estresse

   Pósmaturo – Síndrome da broncoaspiração meconial, anóxia.

    Relacionados ao Peso:

      PIG – retardo do crescimento intra-uterino. Causas maternas: Hipertensão arterial,
       doenças cardíacas, pneumopatias, tabagismo, teratogênese.

   •   Causas placentárias: Deslocamento prematuro da Placenta, Tumores, infartos.

   •   Causas fetais: alterações cromossômicas, anomalias congênitas, infecções (rubéola,
       CMV, toxoplasmose)

   SINDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO (DOENÇA DA MEMBRANA HIALINA)

   •   Caracterizada pela deficiência de surfactante, levando ao colapso dos alvéolos
       (atelectasia pulmonar) de forma progressiva, ocorrendo, como conseqüência, um
       aumento da necessidade de oxigênio e estresse respiratório.

   FATORES PRE-DISPONENTES:

   Prematuridade (incidência maior < 32 semanas)
Anóxia perinatal

Parto cesariano

Hidropsia fetal

Hipotermia

Diabetes gestacional

Gestação gemelar ( o 2º é mais afetado.)

Tudo que leve a hipoxia durante o nascimento.

PREVENÇÃO

Glucocorticóide no pré-natal

Manejo que evite diminuição de circulação pulmonar

QUADRO CLINICO:

•   Dispneia ou respiração superficial

•   Aumento progressivo da frequência respiratória(60irpm)

•   Insuficiencia Respiratória ou no pós parto nas primeiras horas de vida (6h com
    progressão nas 48h.)

•   Taquicardia

•   Retrações

•   BAN

•   Diminução do Murmurio Vesicular

•   Cianose central

•   Gemido expiratorio

•   Episodios de apnéia

•   Necessidade progressiva de oxigenio

•   Palidez causada pela vasoconstricçao periferica

DIAGNOSTICO
quadro clinico
Rx de Toráx
gasometria
TRATAMENTO
reduzir a hipoxemia
administrar surfactante (100mg/kg)
    corrigir acidose
    manter temperatura corporal
    equilibrio hidroeletrolítico
    aporte calorico

TAQUIPNÉIA TRANSITÓRIA

    •   QUADRO CLINICO

Gemidos expiratórios e cianose (podem estar presentes)

Taquipnéia, com freqüência respiratória > 100 irpm

Taquipnéia persistente sem dispnéia (resolvendo em aproximadamente em 5 dias.)

Retrações intercostais mínimas ou ausentes

Ruídos respiratórios normais

Respiração gemente e BAN podem estar presentes

O processo resolve em 12 a 72 horas

Saturação de Oxigênio dentro dos parâmetros normais

    •   DIAGNÓSTICO

Quadro clinico

Rx (infiltrado pulmonar difuso, fluido nos pulmões).

Gasometria arterial

    •   TRATAMENTO

Oxigênio (se necessário)

Manter jejum se freqüência > 60irpm

Manter saturação de O2 entre 90-95%

Manter ambiente térmico neutro

Manter equilibrio hidroeletrolítico

SÍNDROME DA ASPIRAÇÃO MECONIAL

    •   O mecônio está presente no íleo fecal entre 10-12 semanas e é composto por células
        epiteliais, água, pelo/cabelo fetal, muco e sais biliares.

    •   A aspiração de mecônio ocorre intra útero e é difícil prever quando essa ocorre.
•   Ou pode ocorrer ao nascimento

. FATORES DE RISCO

gestação pós termo

Doença materna: hipertensão, eclampsia ou pré-eclampsia, dabetes mellitus, doença cronica
cardiorespiratoria.

Tabagismo materno

Insuficiência placentária

Oligodramnios

Retardo no crescimento intra-uterino

Batimentos cardíacos fetais anormais

      •   QUADRO CLINICO

Coloração amarelada: da pele, cordão umbilical e sob as unhas, quando a eliminação do
meconio ocorreu pelo menos 4 a 6 horas antes do nascimento.

Características de gestação pós-termo (unhas longas, pele seca, enrugada, sem vérnix)

PIG devido a retardo no crescimento intra-uterino

Pode apresentar sintomas respiratórios logo após o nascimento, ou passar despercebido nas
primeiras horas, evoluindo após 6 a 12 horas de vida.

      •   DIAGNÓSTICO

Quadro clinico

Rx.

      •   TRATAMENTO

Manejo na sala de parto

Ventilação mecânica sem criar hiperventilação

Oxigenação adequada evitando a hipóxia

Toilet respiratoria: antibioticos, administração de surfactante.

Evitar acidose

Observar sinais de hipertensão pulmonar.
TERMORREGULAÇÃO DO RECÉM NASCIDO

   •   A produção de calor é conseqüência de atividade metabólica, resultante da adaptação
       ao meio ambiente, sendo assim a produção de calor no adulto se dá pelo
       calafrio( atividade muscular voluntária e involuntária); já no RN a atividade muscular é
       inadequada , sendo este dependente de Gordura Marrom.

A dificuldade da manutenção térmica na população neonatal deve-se a fatores como:

 - Superfície corporal ;

 - Capacidade metabólica limitada para produção de calor;

 - Isolamento térmico inadequado.

   •   AMBIENTE TÉRMICO NEUTRO: aquele em que a produção de calor é igual a perda,
       permitindo que o RN mantenha a temperatura corporal estável utilizando uma
       quantidade mínima de calorias.
        Mecanismos de perda de Calor:
       - Radiação: É a transferência do calor corporal para superfícies frias no ambiente
       que não estão em contato com o corpo
       - Condução: É a perda de calor por contato direto de um corpo em contato com o
       outro.
       - Convecção: Envolve a perda de calor pela movimentação do ar passando pela
       superfície da pele.
       - Evaporação:É a perda de calor durante a conversão do estado líquido para gasoso.
•   Quadro Clínico:

       *Extremidades e tórax frios;
       *Intolerância alimentar
       *Letargia;
       *Choro Fraco;
       *Pele moteada;
       *Irritabilidade;
       *Apnéia e bradicardia;
       *Diminuição do ganho de peso;
       *Estresse respiratório

DISTÚRBIOS METABÓLICOS

   HIPOGLICEMIA

↓ 40mg/dl

   •   ALGUMAS CAUSAS: PIG; Prematuridade; Stress durante o parto; Distúrbios do
       armazenamento da glicose; Erros inatos do Metabolismo; Filho de mãe Diabética;
       Eritoblastose fetal; Exsanguineotransfusão; GIGs não filho de mãe Diabética; Sepsis;
       Policitemia; Hipopituitarismo congênito

   •   Normoglicemia        produção = utilização

   •   Hipoglicemia: para RN a Termo glicemia< 40mg/dl nas primeiras 3 horas de vida e <
       45mg/dl após as 24 horas.

   Para os RN Pré-termos ainda há controvérsias mas se considera < 50 mg/dl como de risco.

   •   Hiperglicemia: concentração de glicose em sangue total > 120-125 mg/dl ou 145-150
       mg/dl no plasma, independente de IG, peso e idade pós-natal

Sintomas da hipoglicemia:

       tremores

       irritabilidade, choro estridente

       convulsões

       apnéia e cianose

       letargia e hipotonia

       hipotermia

       taquipnéia

       diaforese
    dificuldade ou recusa alimentar

       pode chegar ao óbito.

   TRATAMENTO

RN assintomático, com níveis de glicose limítrofes, 38 a 45 mg/dl:

   •   RN em boas condições clínicas: a alimentação oral o mais precoce possível e fazer uma
       2ª dosagem de glicose. Geralmente, o intervalo entre uma dosagem e outra é
       suficiente para ocorrer normalização do nível glicêmico;

   •   se não ocorre a normalização do nível glicêmico com alimentação oral, iniciar solução
       de glicose endovenosa;

   •   RN está recebendo solução EV de glicose: considerar aumento da taxa de infusão de
       glicose após verificar o bom funcionamento do acesso venoso e conferir a taxa de
       infusão;

   •   OBS: as principais causas de hipoglicemia em RN que estão recebendo infusão de
       glicose endovenosa é o erro de cálculo da taxa de infusão e problemas com o acesso
       venoso. Se glicemia < 38 tratar EV.

RN sintomático:

   •   Administrar “bolus” de glicose endovenosa: 2 ml/kg (200 mg/kg) de soro glicosado a
       10%, em 1 a 2 minutos;

   •   RN já está recebendo infusão de glicose, administrar o “bolus” e aumentar a taxa de
       infusão de glicose, após verificar o bom funcionamento do acesso venoso e conferir a
       taxa atual.

   HIPERBILIRRUBINEMIA

   •   A bilirrubina é um dos produtos da degradação da hemoglobina, resultado da
       destruição das hemácias. Depois que as hemácias são destruídas, os produtos de
       degradação são liberados na circulação, onde a hemoglobina se divide em duas
       porções, heme e globina (proteína). A porção heme é transformada em bilirrubina
       não-conjugada, uma substância insolúvel ligada à albumina. No fígado, a bilirrubina e a
       albumina se dissociam e, na presença da enzima glucoroniltransferase, é conjugada
       com o ácido glicurônico, produzindo a bilirrubina conjugada, que é excretada na bile.
       No intestino, através da ação das bactérias, a bilirrubina conjugada é reduzida em
       urobilinogênio e estercobilina, pigmento que dá coloração às fezes.

   ICTERÍCIA FISIOLÓGICA

   •   A icterícia fisiológica manifesta-se 48 a 72 horas após o nascimento. O nível sérico de
       bilirrubina atinge um pico de 4 a 12 mg/dl em torno do 3º ao 5º dia após o
       nascimento. Em média, o nível de bilirrubina aumenta menos de 5mg/dl/dia. A
icterícia fisiológica comumente desaparece ao final do 7º dia. Cinco condições que
    podem causar icterícia fisiológica são:

circulação hepática diminuída,

carga de bilirrubina aumentada,

captação hepática de bilirrubina plasmática reduzida,

conjugação da bilirrubina diminuída e

excreção de bilirrubina diminuída

ICTERÍCIA PATOLÓGICA

•   Em contraste, a icterícia patológica ocorre dentro das primeiras 24 horas após o
    nascimento; o nível de bilirrubina sérica se eleva acima de 13mg/dl. A icterícia
    patológica pode se originar de condições como incompatibilidade sanguínea ABO ou
    Rh; anormalidades hepáticas, biliares ou metabólicas ou infecção .

  O risco de hiperbilirrubinemia é maior em neonatos prematuros, aqueles que estão
doentes, aqueles que têm anemia hemolítica auto-imune e aqueles que sofreram um
parto traumático que leve a hematomas e policetemia. Condições como hipoxia e
hipoglicemia (caracterizada por deslocamento da bilirrubina de seus locais de ligação)
predispõem o neonato a hiperbilirrubinemia.

COMPLICAÇÕES:

•   De acordo com HARRISON (2002), níveis de bilirrubina sérica não-conjugada de
    aproximadamente 20mg/dl ou mais podem levar a encefalopatia bilirrubínica ou
    kernicterus, no qual a bilirrubina atravessa a barreira hematoencefálica imatura e
    precipita nos núcleos da base e em outras áreas cerebrais. As conseqüências variam de
    déficits neurológicos marcantes até a morte.

Cuidados de enfermagem

•   A atuação do enfermeiro junto ao recém nascido portador de hiperbilirrubinemia deve
    iniciar-se na detecção precoce de icterícia, estendendo-se durante a terapia proposta,
    seja ela fototerapia, exsanguineotransfusão ou tratamento medicamentoso, a fim de
    proporcionar os resultados de maneira rápida e efetiva, evitando possíveis
    complicações.

•   CONDUTA TERAPÊUTICA:

       A principal forma de tratamento da icterícia envolve a fototerapia. A luz favorece a
excreção de bilirrubina através:

- fotoisomerização, que altera a estrutura da bilirrubina em isômeros geométricos
estruturais que são transportados pelo plasma e excretado na bile, parte eliminada através
o mecônio;
- fotooxidação: produção de complexos pirrólicos, solúveis em água e excretados pela
    urina.

           Para que a fototerapia tenha efeito, a pele do bebê deve estar totalmente exposta
    a uma intensidade adequada de luz. Algumas precauções devem ser tomadas, como por
    exemplo, os olhos do bebê devem ser vedados para evitar a exposição à luz.

          Alguns efeitos adversos, como fezes moles e esverdeadas, rubores cutâneos
    passageiros, hipertermia, aumento do metabolismo basal e desidratação, podem aparecer.
    Para prevenir os reduzir esses efeitos, a temperatura deve ser monitorizada, a pele do
    bebê deve ser mantida limpa e seca e deve ser feito um suporte hídrico.

•          A exsangüineotransfusão geralmente é usada para níveis perigosamente altos de
    bilirrubina, como ocorre na doença hemolítica .




    Fonte:

    •   HOCKEMBERRY, M.J. Wong – Fundamentos de Enfermagem Pediátrica 7 a Ed. Rio de
        Janeiro: Elsevier, 2006.

    •   TAMEZ, R. N.; SILVA, M.J.P. Enfermagem na UTI-Neonantal 4 A ed. Rio de Janeiro:
        Guanabara Koogan, 2009.

2012 2_-_afecções_do_recém_na

  • 1.
    ROTEIRO PARA ESTUDO AFECÇÕES DO RECÉM NASCIDO CLASSIFICAÇÃO DO RECÉM NASCIDO Quanto à idade gestacional: • Pré-termo: < 37 semanas de gestação; • A termo: entre 37 e < 42 sem. de gestação; • Pós-termo: 42 ou mais semanas de gestação Quanto ao peso de nascimento: • Peso normal: RN peso = ou > 2500g; • Baixo peso: < 2500g; • Muito baixo peso: < 1500g; • Peso extremamente baixo: < 1000g. • Problemas mais comuns:  Relacionados à idade gestacional: • Prematuro - dificuldades relacionadas a imaturidade geral dos sistemas como – Síndrome da Membrana Hialina, Apnéia, Displasia Bronco-Pulmonar, Persistência de Canal Arterial, Termorregulação ineficaz, Infecção, Estresse Pósmaturo – Síndrome da broncoaspiração meconial, anóxia.  Relacionados ao Peso:  PIG – retardo do crescimento intra-uterino. Causas maternas: Hipertensão arterial, doenças cardíacas, pneumopatias, tabagismo, teratogênese. • Causas placentárias: Deslocamento prematuro da Placenta, Tumores, infartos. • Causas fetais: alterações cromossômicas, anomalias congênitas, infecções (rubéola, CMV, toxoplasmose) SINDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO (DOENÇA DA MEMBRANA HIALINA) • Caracterizada pela deficiência de surfactante, levando ao colapso dos alvéolos (atelectasia pulmonar) de forma progressiva, ocorrendo, como conseqüência, um aumento da necessidade de oxigênio e estresse respiratório. FATORES PRE-DISPONENTES: Prematuridade (incidência maior < 32 semanas)
  • 2.
    Anóxia perinatal Parto cesariano Hidropsiafetal Hipotermia Diabetes gestacional Gestação gemelar ( o 2º é mais afetado.) Tudo que leve a hipoxia durante o nascimento. PREVENÇÃO Glucocorticóide no pré-natal Manejo que evite diminuição de circulação pulmonar QUADRO CLINICO: • Dispneia ou respiração superficial • Aumento progressivo da frequência respiratória(60irpm) • Insuficiencia Respiratória ou no pós parto nas primeiras horas de vida (6h com progressão nas 48h.) • Taquicardia • Retrações • BAN • Diminução do Murmurio Vesicular • Cianose central • Gemido expiratorio • Episodios de apnéia • Necessidade progressiva de oxigenio • Palidez causada pela vasoconstricçao periferica DIAGNOSTICO quadro clinico Rx de Toráx gasometria TRATAMENTO reduzir a hipoxemia
  • 3.
    administrar surfactante (100mg/kg) corrigir acidose manter temperatura corporal equilibrio hidroeletrolítico aporte calorico TAQUIPNÉIA TRANSITÓRIA • QUADRO CLINICO Gemidos expiratórios e cianose (podem estar presentes) Taquipnéia, com freqüência respiratória > 100 irpm Taquipnéia persistente sem dispnéia (resolvendo em aproximadamente em 5 dias.) Retrações intercostais mínimas ou ausentes Ruídos respiratórios normais Respiração gemente e BAN podem estar presentes O processo resolve em 12 a 72 horas Saturação de Oxigênio dentro dos parâmetros normais • DIAGNÓSTICO Quadro clinico Rx (infiltrado pulmonar difuso, fluido nos pulmões). Gasometria arterial • TRATAMENTO Oxigênio (se necessário) Manter jejum se freqüência > 60irpm Manter saturação de O2 entre 90-95% Manter ambiente térmico neutro Manter equilibrio hidroeletrolítico SÍNDROME DA ASPIRAÇÃO MECONIAL • O mecônio está presente no íleo fecal entre 10-12 semanas e é composto por células epiteliais, água, pelo/cabelo fetal, muco e sais biliares. • A aspiração de mecônio ocorre intra útero e é difícil prever quando essa ocorre.
  • 4.
    Ou pode ocorrer ao nascimento . FATORES DE RISCO gestação pós termo Doença materna: hipertensão, eclampsia ou pré-eclampsia, dabetes mellitus, doença cronica cardiorespiratoria. Tabagismo materno Insuficiência placentária Oligodramnios Retardo no crescimento intra-uterino Batimentos cardíacos fetais anormais • QUADRO CLINICO Coloração amarelada: da pele, cordão umbilical e sob as unhas, quando a eliminação do meconio ocorreu pelo menos 4 a 6 horas antes do nascimento. Características de gestação pós-termo (unhas longas, pele seca, enrugada, sem vérnix) PIG devido a retardo no crescimento intra-uterino Pode apresentar sintomas respiratórios logo após o nascimento, ou passar despercebido nas primeiras horas, evoluindo após 6 a 12 horas de vida. • DIAGNÓSTICO Quadro clinico Rx. • TRATAMENTO Manejo na sala de parto Ventilação mecânica sem criar hiperventilação Oxigenação adequada evitando a hipóxia Toilet respiratoria: antibioticos, administração de surfactante. Evitar acidose Observar sinais de hipertensão pulmonar.
  • 5.
    TERMORREGULAÇÃO DO RECÉMNASCIDO • A produção de calor é conseqüência de atividade metabólica, resultante da adaptação ao meio ambiente, sendo assim a produção de calor no adulto se dá pelo calafrio( atividade muscular voluntária e involuntária); já no RN a atividade muscular é inadequada , sendo este dependente de Gordura Marrom. A dificuldade da manutenção térmica na população neonatal deve-se a fatores como: - Superfície corporal ; - Capacidade metabólica limitada para produção de calor; - Isolamento térmico inadequado. • AMBIENTE TÉRMICO NEUTRO: aquele em que a produção de calor é igual a perda, permitindo que o RN mantenha a temperatura corporal estável utilizando uma quantidade mínima de calorias. Mecanismos de perda de Calor: - Radiação: É a transferência do calor corporal para superfícies frias no ambiente que não estão em contato com o corpo - Condução: É a perda de calor por contato direto de um corpo em contato com o outro. - Convecção: Envolve a perda de calor pela movimentação do ar passando pela superfície da pele. - Evaporação:É a perda de calor durante a conversão do estado líquido para gasoso.
  • 6.
    Quadro Clínico: *Extremidades e tórax frios; *Intolerância alimentar *Letargia; *Choro Fraco; *Pele moteada; *Irritabilidade; *Apnéia e bradicardia; *Diminuição do ganho de peso; *Estresse respiratório DISTÚRBIOS METABÓLICOS HIPOGLICEMIA ↓ 40mg/dl • ALGUMAS CAUSAS: PIG; Prematuridade; Stress durante o parto; Distúrbios do armazenamento da glicose; Erros inatos do Metabolismo; Filho de mãe Diabética; Eritoblastose fetal; Exsanguineotransfusão; GIGs não filho de mãe Diabética; Sepsis; Policitemia; Hipopituitarismo congênito • Normoglicemia produção = utilização • Hipoglicemia: para RN a Termo glicemia< 40mg/dl nas primeiras 3 horas de vida e < 45mg/dl após as 24 horas. Para os RN Pré-termos ainda há controvérsias mas se considera < 50 mg/dl como de risco. • Hiperglicemia: concentração de glicose em sangue total > 120-125 mg/dl ou 145-150 mg/dl no plasma, independente de IG, peso e idade pós-natal Sintomas da hipoglicemia:  tremores  irritabilidade, choro estridente  convulsões  apnéia e cianose  letargia e hipotonia  hipotermia  taquipnéia  diaforese
  • 7.
    dificuldade ou recusa alimentar  pode chegar ao óbito. TRATAMENTO RN assintomático, com níveis de glicose limítrofes, 38 a 45 mg/dl: • RN em boas condições clínicas: a alimentação oral o mais precoce possível e fazer uma 2ª dosagem de glicose. Geralmente, o intervalo entre uma dosagem e outra é suficiente para ocorrer normalização do nível glicêmico; • se não ocorre a normalização do nível glicêmico com alimentação oral, iniciar solução de glicose endovenosa; • RN está recebendo solução EV de glicose: considerar aumento da taxa de infusão de glicose após verificar o bom funcionamento do acesso venoso e conferir a taxa de infusão; • OBS: as principais causas de hipoglicemia em RN que estão recebendo infusão de glicose endovenosa é o erro de cálculo da taxa de infusão e problemas com o acesso venoso. Se glicemia < 38 tratar EV. RN sintomático: • Administrar “bolus” de glicose endovenosa: 2 ml/kg (200 mg/kg) de soro glicosado a 10%, em 1 a 2 minutos; • RN já está recebendo infusão de glicose, administrar o “bolus” e aumentar a taxa de infusão de glicose, após verificar o bom funcionamento do acesso venoso e conferir a taxa atual. HIPERBILIRRUBINEMIA • A bilirrubina é um dos produtos da degradação da hemoglobina, resultado da destruição das hemácias. Depois que as hemácias são destruídas, os produtos de degradação são liberados na circulação, onde a hemoglobina se divide em duas porções, heme e globina (proteína). A porção heme é transformada em bilirrubina não-conjugada, uma substância insolúvel ligada à albumina. No fígado, a bilirrubina e a albumina se dissociam e, na presença da enzima glucoroniltransferase, é conjugada com o ácido glicurônico, produzindo a bilirrubina conjugada, que é excretada na bile. No intestino, através da ação das bactérias, a bilirrubina conjugada é reduzida em urobilinogênio e estercobilina, pigmento que dá coloração às fezes. ICTERÍCIA FISIOLÓGICA • A icterícia fisiológica manifesta-se 48 a 72 horas após o nascimento. O nível sérico de bilirrubina atinge um pico de 4 a 12 mg/dl em torno do 3º ao 5º dia após o nascimento. Em média, o nível de bilirrubina aumenta menos de 5mg/dl/dia. A
  • 8.
    icterícia fisiológica comumentedesaparece ao final do 7º dia. Cinco condições que podem causar icterícia fisiológica são: circulação hepática diminuída, carga de bilirrubina aumentada, captação hepática de bilirrubina plasmática reduzida, conjugação da bilirrubina diminuída e excreção de bilirrubina diminuída ICTERÍCIA PATOLÓGICA • Em contraste, a icterícia patológica ocorre dentro das primeiras 24 horas após o nascimento; o nível de bilirrubina sérica se eleva acima de 13mg/dl. A icterícia patológica pode se originar de condições como incompatibilidade sanguínea ABO ou Rh; anormalidades hepáticas, biliares ou metabólicas ou infecção . O risco de hiperbilirrubinemia é maior em neonatos prematuros, aqueles que estão doentes, aqueles que têm anemia hemolítica auto-imune e aqueles que sofreram um parto traumático que leve a hematomas e policetemia. Condições como hipoxia e hipoglicemia (caracterizada por deslocamento da bilirrubina de seus locais de ligação) predispõem o neonato a hiperbilirrubinemia. COMPLICAÇÕES: • De acordo com HARRISON (2002), níveis de bilirrubina sérica não-conjugada de aproximadamente 20mg/dl ou mais podem levar a encefalopatia bilirrubínica ou kernicterus, no qual a bilirrubina atravessa a barreira hematoencefálica imatura e precipita nos núcleos da base e em outras áreas cerebrais. As conseqüências variam de déficits neurológicos marcantes até a morte. Cuidados de enfermagem • A atuação do enfermeiro junto ao recém nascido portador de hiperbilirrubinemia deve iniciar-se na detecção precoce de icterícia, estendendo-se durante a terapia proposta, seja ela fototerapia, exsanguineotransfusão ou tratamento medicamentoso, a fim de proporcionar os resultados de maneira rápida e efetiva, evitando possíveis complicações. • CONDUTA TERAPÊUTICA: A principal forma de tratamento da icterícia envolve a fototerapia. A luz favorece a excreção de bilirrubina através: - fotoisomerização, que altera a estrutura da bilirrubina em isômeros geométricos estruturais que são transportados pelo plasma e excretado na bile, parte eliminada através o mecônio;
  • 9.
    - fotooxidação: produçãode complexos pirrólicos, solúveis em água e excretados pela urina. Para que a fototerapia tenha efeito, a pele do bebê deve estar totalmente exposta a uma intensidade adequada de luz. Algumas precauções devem ser tomadas, como por exemplo, os olhos do bebê devem ser vedados para evitar a exposição à luz. Alguns efeitos adversos, como fezes moles e esverdeadas, rubores cutâneos passageiros, hipertermia, aumento do metabolismo basal e desidratação, podem aparecer. Para prevenir os reduzir esses efeitos, a temperatura deve ser monitorizada, a pele do bebê deve ser mantida limpa e seca e deve ser feito um suporte hídrico. • A exsangüineotransfusão geralmente é usada para níveis perigosamente altos de bilirrubina, como ocorre na doença hemolítica . Fonte: • HOCKEMBERRY, M.J. Wong – Fundamentos de Enfermagem Pediátrica 7 a Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. • TAMEZ, R. N.; SILVA, M.J.P. Enfermagem na UTI-Neonantal 4 A ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.