UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO (UFERSA)
CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE PAU DOS FERROS (CMPF)
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E TECNOLOGIA (DETEC)
SINAIS E SISTEMAS
Aula 05 - Transformada de Laplace
Prof.: Pedro Thiago Valério de Souza
UFERSA – Campus Pau dos Ferros
pedro.souza@ufersa.edu.br
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Sistemas Lineares e Invariantes no Tempo
2
LTI
( )
x t ( )
y t ( ) ( ) ( )
θ θ
= + +
1 1 2 2
x t a t a t
( )
{ } ( )
θ ϕ
=
1 1
T t t
( )
{ } ( )
θ ϕ
=
2 2
T t t
( ) ( )
ϕ ϕ
= + +
1 1 2 2
a t a t
Escolher um sinal θk(t) que seja fácil de calcular a saída:
• Impulso: Convolução;
• Exponenciais complexas: Transformada de Laplace.

( ) ( )
{ } ( ) ( )
{ }
θ θ
= = + +
1 1 2 2
y t T x t T a t a t
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Transformada de Laplace
Resposta de um sistema LTI à exponenciais complexas:
3
( )
h t
( ) = st
x t e
( ) ( ) ( ) ( ) ( )
τ τ τ
∞
−∞
= ∗ = −
∫
y t x t h t h x t d
σ ω
= +
s j
( ) ( )
( )
τ τ
τ τ τ τ
∞ ∞
− −
−∞ −∞
= =
∫ ∫
s t st s
h e d h e e d
( ) ( )
τ
τ τ
∞
−
−∞
= =
∫
st s st
e h e d e H s
( )
H s
Ou seja: ( )
→
st st
e H s e
( ) ( )
∞
−
−∞
= ∫
st
H s h t e dt Transformada de Laplace de h(t)
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Transformada de Laplace
Generalização:
4
( ) ( )
∞
−
−∞
= ∫
st
X s x t e dt σ ω
= +
s j
( ) ( )




x t X s

( ) ( )
{ }
=
X s t
x

Representação compacta:
( ) ( )
1
2
c j
st
c j
x t X s e ds
j
π
+ ∞
− ∞
= ∫
 Transformada Direta
 Transformada Inversa
( ) ( )
{ }
−
= 1
x t t
X

c é um valor escolhido de forma a garantir a convergência da integral.
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Transformada de Laplace
5
Região de convergência (RoC): É o conjunto de valores de s para qual a transformada de
Laplace convege, ou seja, a RoC é o conjunto de valores de s tal que ( ) < ∞
X s
( ) ( ) ( ) ( )
( )
σ ω σ ω
∞ ∞ ∞
− +
− − −
−∞ −∞ −∞
= = =
∫ ∫ ∫
j t
st t j t
X s x t e dt x t e dt x t e e dt
( ) ( ) ( )
σ ω σ ω
∞ ∞
− − − −
−∞ −∞
= =
∫ ∫
t j t t j t
X s x t e e dt x t e e dt
( ) ( )
σ ω σ
∞ ∞
− − −
−∞ −∞
= =
∫ ∫
t j t t
x t e e dt x t e dt
Para haver convergência , ou seja:
( ) σ
∞
−
−∞
<
∫ 0
t
x t e dt
( ) < ∞
X s
 o sinal deve ser absolutamente integrável.
( ) σ
− t
x t e
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
t
0
1
2
3
4
5
6
x(t) = 3t
e
- t
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
t
0
0.05
0.1
0.15
0.2
0.25
0.3
0.35
0.4
x(t)e
- t
( ) σ
= >
3 0
x t t
Exemplo:
( ) σ
= <
3 0
x t t
Exemplo:
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
t
0
5
10
15
20
25
x(t) = 3t
e
- t
0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2
t
0
20
40
60
80
100
120
140
x(t)e
- t
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Transformada de Laplace
Plano s
8
σ ω
= +
s j
Im
Re
σ
ω
A RoC deve ser representada no plano s (região hachurada)
A RoC depende de parte real de σ = Re{s}, ou seja, sempre é algum dos seguintes formatos:
• Re{s} > σmin
• Re{s} < σmax
• σmin < Re{s} < σmax
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Transformada de Laplace
9
Exemplo 5.1: Determine a transformada de Laplace, RoC e diagrama de polos e zeros para
o seguinte sinal (lateral direito):
( ) ( )
−
= at
x t e u t
Observação:
{ }
{ }
−
→∞
 >
= 
∞ <

0 Re 0
lim
Re 0
zt
t
z
e
z
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Transformada de Laplace
Transformada de Laplace racional:
11
( )
( )
( )
=
P s
X s
Q s
( ) = 0
P s Zeros de X(s)  Valores que fazem X(s) = 0.
( ) = 0
Q s Polos de X(s)  Valores que fazem X(s) = ∞.
Diagrama de polos e zeros: Representação no plano s
Polo
Zero
M  quantidade de zeros finitos
N  quantidade de polos
( )
( )( ) ( )
( )( ) ( )
− −
=
−
− − −


1 2
1 2
M
N
s z s z s z
X K
s p p s
s
s p
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Transformada de Laplace
Plano s
12
Im
Re
0,5
-2
1+j
1-j
-1
-2+1,5j
-2-1,5j
Diagrama de polos e zeros:
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Transformada de Laplace
Zeros ou polos no infinito:
• Se a ordem do denominador for maior do que a do numerador, então X(s)  0 quando s 
∞, logo temos zero em s = ∞.
• Se a ordem do numerador for maior do que a do denominador, então X(s)  ∞ quando s 
∞, logo temos polos em s = ∞.
Quantidade de polos/zeros no infinito = |M – N|
13
( ) 2
1
5 6
s
X s
s s
+
=
+ +
( )
3 2
2
2 3 1
5 6
s s s
X s
s s
+ − +
=
+ +
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Transformada de Laplace
Exemplo 5.2: Determine a transformada de Laplace, RoC e diagrama de polos e zeros para o
seguinte sinal (lateral esquerdo):
14
( ) ( )
−
=
− −
at
x t e u t
Observação:
{ }
{ }
−
→−∞
∞ >
= 
<

Re 0
lim
0 Re 0
zt
t
z
e
z
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Transformada de Laplace Unilateral
• Em muitas situações, o sinal envolvido é causal (x(t) = 0 para t < 0);
• Em outros casos, a saída de um sistema é calculada apenas para t > 0 (sistema causal);
• Ao considerar apenas o cenário de sinais/sistemas causais, a ambiguidade da RoC é
retirada (pois todos sinais são laterais direitos), e portanto não precisamos considerar a
RoC  Transformada de Laplace Unilateral;
• Propriedade da exclusividade: para cada X(s) possui apenas um x(t).
• Aplicações:
• Análise de sinais e sistemas causais;
• Resolver equações diferenciais com condições iniciais quaisquer (nulas ou não-nulas);
15
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Unilateral
16
( ) ( )




u
x t s
X

( ) ( )
{ }
= u
X s t
x

Representação compacta:
Região de convergência: Não é necessário indicar.
( ) { }
−
> −
+




1
Re
at
e u t s a
s a

( )
−
+




1
u
at
e u t
s a

Definição:
( ) ( )
−
∞
−
= ∫
0
st
X s x t e dt
0-  inclui possíveis impulsos ou descontinuidades na origem.
Observação: A não ser que seja dito, a transformada de Laplace sempre se refere à
unilateral.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Unilateral
Exemplo 5.3: Determine a transformada de Laplace unilateral dos seguintes sinais:
(a)
(b)
(c)
(d)
17
( ) ( )
ω
= 0
j t
x t e u t
( ) ( )
δ
=
x t t
( ) ( )
=
x t u t
( ) ( ) ( )
ω
= 0
cos
x t t u t
Propriedade da Linearidade da Transformada de Laplace:
( )
{ } ( )
=
 x t X s
( )
{ } ( )
=
 1 1
x t X s
( )
{ } ( )
=
 2 2
x t X s
Então, ( ) ( )
{ } ( ) ( )
+ = +
1 2 1 2
ax t bx t aX s bX s

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Transformada de Laplace Inversa
Métodos para cálculo da transformada de Laplace inversa:
• Expressão analítica;
• Exige cálculos em variáveis complexas;
• Inspeção;
• Expansão em frações parciais.
18
TABELA 1 – TABELA DE TRANSFORMADAS DE LAPLACE UNILATERAIS.
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Transformada de Laplace Inversa (Unilateral)
21
Exemplo 5.4: Determine a transformada de Laplace inversa de:
( )
= +
+ +
3 2
1 2
X s
s s
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Transformada de Laplace Inversa (Unilateral)
Frações parciais:
22
( )
( )
( )
( )( ) ( )
( )( ) ( )
− − −
= =
− − −


1 2
1 2
M
N
P s s z s z s z
X s K
Q s s p s p s p
{ } = 
1, ,
i
z i M
{ } = 
1, ,
i
p i N
Zeros
Fração própria: N > M
Caso I – Fração própria, polos reais e diferentes entre si.
( )
( )
( )( ) ( )
=
− − −

1 2 N
P s
X s
s p s p s p
= + + +
− − −

1 2
1 2
N
N
A A A
s p s p s p
( )( ) =
= −
k
k k s p
A X s s p
Polos
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Transformada de Laplace Inversa (Unilateral)
Exemplo 5.5: Determine a transformada de Laplace inversa de:
23
( )
−
=
− −
2
7 6
6
s
X s
s s
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Transformada de Laplace Inversa (Unilateral)
Expansão em Frações Parciais:
Caso II – Fração própria, polos complexos conjugados.
24
( )
( )
( )( )
α ω α ω α ω α ω
= = +
+ − + + + − + +
1 2
0 0 0 0
P s A A
X s
s j s j s j s j
( )( ) α ω
α ω =
− +
= + − =  1
0
1 0 1
j A
s j
A X s s j A e
( )( ) α ω
α ω −
=
− −
= + + = =  1
0
*
2 0 1 1
j A
s j
A X s s j A A e
( )
α ω α ω
−
= +
+ − + +
 
1 1
1 1
0 0
j A j A
A e A e
X s
s j s j
( ) ( )
( ) ( )
( )
α ω α ω
− + − −
−
= +
 
0 0
1 1
1 1
j t j t
j A j A
x t A e e u t A e e u t
( ) ( ) ( )
α
ω
−
= + 
1 0 1
2 cos
t
x t A e t A u t
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Inversa (Unilateral)
Exemplo 5.6: Determine a transformada de Laplace inversa de:
25
( )
( )
( )
+
=
+ +
2
6 34
10 34
s
X s
s s s
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Inversa (Unilateral)
Expansão em Frações parciais:
26
Caso III – Fração própria, com um polo com multiplicidade r.
( )
( )
( ) ( ) ( )
0 1 1
1
r
r r r
P s B B B
X s
s
s s s λ
λ λ λ
−
−
= = + + +
−
− − −

( )( )
λ
λ
=
 
= −
 
1
!
k
r
k k
s
d
B X s s
k ds
Exemplo 5.7: Determine a transformada de Laplace inversa de:
( )
( )( )
+
=
+ +
3
8 10
1 2
s
X s
s s
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Transformada de Laplace Inversa (Unilateral)
27
Caso IV – Fração imprópria: Dividir P(s) por Q(s) até obter um resto com ordem inferior à
Q(s).
( )
( )
( )
( )
( )
( )
= = +
P s R s
X s E s
Q s D s
Expansão em Frações parciais:
Exemplo 5.8: Determine a transformada de Laplace inversa de:
( )
+
=
+ +
2
2
2 5
3 2
s
X s
s s
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Propriedades da Transformada de Laplace
28
Considerações iniciais:
( )
{ } ( )
x t X s
=

( )
{ } ( )
1 1
x t X s
=

( )
{ } ( )
2 2
x t X s
=

Propriedade 1 – Linearidade: ( ) ( )
{ } ( ) ( )
1 2 1 2
ax t bx t aX s bX s
+ = +

Propriedade 2 - Deslocamento no tempo: ( ) ( )
{ } ( )
−
− − =
 0
0 0
st
x t t u t t e X s
Propriedade 3 - Multiplicação por exponencial: ( )
{ } ( )
0
0
s t
e x t X s s
= −

( )
X s polo/zero em s a
=
polo/zero em 0
s a s
= +
( )
0
X s s
−
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Propriedades da Transformada de Laplace
29
Im
Re
2
−
1 j
+
1 j
−
0 1
s j
= +
Im
Re
1 j
− +
2 2j
+
2
Propriedade 3 - Multiplicação por exponencial: ( )
{ } ( )
0
0
s t
e x t X s s
= −

Exemplo 5.9: Determine a transformada de Laplace inversa de:
( )
( )( )
2
3 5
1 2
s
s e
X s
s s
−
+ +
=
+ +
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da Transformada de Laplace
Exemplo 5.10: Determine a transformada de Laplace do sinal x(t) apresentado na Figura
abaixo.
30
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da Transformada de Laplace
31
Propriedade 4 - Mudança de escala: ( )
{ } 1 s
x at X
a a
 
=  
 

( )
X s polo/zero em 0
s s
=
polo/zero em 0
s as
=
( )
X s a
A escala no tempo por um fator a faz com que todos os polos sejam multiplicados pelo
mesmo fator a.
Propriedade 5 – Convolução: ( ) ( )
{ } ( ) ( )
1 2 1 2
x t x t X s X s
∗ =

Exemplo 5.11: Utilizando a transformada de Laplace, determine a convolução entre os dois
sinais:
( ) ( )
1
t
x t e u t
−
=
( ) ( )
2
2
t
x t e u t
−
=
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Propriedades da Transformada de Laplace
32
Propriedade 6 – Diferenciação no domínio s: ( )
{ } ( )
dX s
tx t
ds
− =

Propriedade 7 – Diferenciação no domínio do tempo:
( )
( ) ( )
0
dx t
sX s x
dt
−
 
= −
 
 

( )
( ) ( ) ( )
2
2
2
0 0
u
d x t
s X s sx x
dt
− −
 
= − −
 
 


( )
( ) ( ) ( ) ( )
3
3 2
3
0 0 0
u
d x t
s X s s x sx x
dt
− − −
 
= − − −
 
 
 

( )
( ) ( ) ( ) ( )
1
1 2
1
0 0
0
k k
k k k
u k k
t t
d x t dx t d x t
s X s s x s
dt dt dt
− −
−
− − −
−
= =
 
= − − − −
 
 


© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da Transformada de Laplace
Exemplo 5.12: Determine a transformada de Laplace do sinal apresentado na Figura abaixo
utilizando a tabela de transformadas de Laplace em conjunto com as propriedades.
33
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da Transformada de Laplace
35
Propriedade 8 – Integração no domínio do tempo: ( ) ( )
( )
0
1
t
X s
x d x t dt
s s
τ τ
−
−∞ −∞
 
= +
 
 
∫ ∫

Caso particular: ( )
( )
0
t
X s
x d
s
τ τ
−
 
 
=
 
 
 
∫

Propriedade 9 - Teorema do valor inicial e valor final:
( ) ( )
0 lim
s
x sX s
+
→∞
=
( ) ( )
0
lim lim
t s
x t sX s
→∞ →
=
Propriedade 10 – Convolução na frequência:
( ) ( )
{ } ( ) ( )
1 2 1 2
1
2
x t x t X s X s
j
π
= ∗

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Propriedades da Transformada de Laplace
36
Exemplo 5.13: Utilizando o teorema dos valores finais e iniciais, determine o valor inicial e
final da seguinte sinal causal com a transformada de Laplace:
( )
( )
( )
2
10 2 3
2 5
s
X s
s s s
+
=
+ +
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Solução de Equações Diferenciais
37
Aplicação para solução de equações diferenciais:
• Aplicar a transformada de Laplace unilateral em ambos lados da equação diferencial;
• Calcular a inversa para obter y(t).
Exemplo 5.14: Resolva a seguinte EDO considerando as condições iniciais e entrada dadas.
( ) ( )
( )
( )
( )
2
2
5 6
d y t dy t dx t
y t x t
dt dt dt
+ + = +
( ) ( ) ( ) ( )
4
0 2, 0 1, t
y y x t e u t
− − −
= = =

© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Unilateral
Reposta de entrada nula vs. Resposta de estado nulo:
• Reposta de entrada nula: Surge quando a entrada é igual a zero, ou seja, é a componente
que depende apenas das condições iniciais;
• Reposta de estado nulo: Surge quando as condições iniciais são nulas.
38
( ) ( ) ( )

2
termos de condições iniciais
termos de entrada
1
5 6 2 12
4
s
s s Y s s
s
+
+ + = + +
+




( )
( )( )
2 2
componente de entrada nula
componente de estado nulo
2 12 1
5 6 4 5 6
s s
Y s
s s s s s
+ +
= +
+ + + + +




( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 3 2 3 4
componente de entrada nula
componente de estado nulo
1 3
8 6 2
2 2
t t t t t
y t e u t e u t e u t e u t e u t
− − − − −
 
= − + − + −
 
 





© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Unilateral
Reposta de entrada nula vs. Resposta de estado nulo:
• Em um sistema linear invariante no tempo, as condições inicias são nulas;
• A resposta de entrada nula depende apenas das condições iniciais;
• Como em um sistema LTI as condições iniciais são nulas, então a resposta de entrada
nula é igual à zero;
• Em um sistema LTI, a saída é igual à resposta de estado nulo;
• Ou seja, a resposta de estado nulo é igual à convolução.
39
( ) ( ) ( )
0
y t y t y t
φ
= +
( )
0
y t  Resposta de entrada nula
( )
y t
ϕ  Resposta de estado nulo
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Unilateral
Exemplo 5.15: Determine a saída do sistema LTI causal descrito pela seguinte equação
diferencial quando a entrada é x(t) = 3e-5tu(t).
40
( ) ( )
( )
( )
( )
2
2
5 6
d y t dy t dx t
y t x t
dt dt dt
+ + = +
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
Função Transferência
41
( )
h t
( )
x t ( ) ( ) ( )
y t x t h t
= ∗ ( )
{ } ( )
x s
t X
=

( )
{ } ( )
h s
t H
=

( )
{ } ( )
y s
t Y
=

( )
{ } ( ) ( ) ( )
{ } ( ) ( )
s
t t
y Y s x h X H
t s
= = ∗ =
 
( ) ( ) ( )
Y s X s H s
=
Como estamos trabalhando com sistemas LTI, as condições iniciais são sempre nulas e
admite-se que a entrada é causal.
Desta forma: ( ) ( )
{ }
( )
( )
= =

condições iniciais nulas
s
X
s
Y
h t
H s
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
Exemplo 5.16: Em um determinado sistema LTI causal, quando a entrada , a saída
é dada como . Determine:
(a) Função transferência.
(b) Resposta ao impulso.
(c) A saída do sistema quando a entrada é igual a .
42
( ) ( )
x t u t
=
( ) ( )
3
2 t
y t e u t
−
=
( ) ( )
t
x t e u t
−
=
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
Sistema LTI descrito por equações diferenciais:
43
( ) ( )
0 0
k k
N M
k k
k k
k k
d y t d x t
a b
dt dt
= =
=
∑ ∑
( ) ( )
0 0
k k
N M
k k
k k
k k
d y t d x t
a b
dt dt
= =
   
=
   
   
∑ ∑
 
( ) ( )
0 0
k k
N M
k k
k k
k k
d y t d x t
a b
dt dt
= =
   
=
   
   
∑ ∑
 
( ) ( )
0 0
k k
N M
k k
k k
k k
d y t d x t
a b
dt dt
= =
   
=
   
   
∑ ∑
 
( ) ( )
0 0
N M
k k
k k
k k
a s Y s b s X s
= =
=
∑ ∑
© Pedro Souza Sinais e Sistemas 44
( ) ( )
0 0
N M
k k
k k
k k
Y s a s X s b s
= =
=
∑ ∑
( )
( )
( )
( )
( )
0
0
M
k
k
k
N
k
k
k
b s
Y s P s
H s
X s Q s
a s
=
=
= = =
∑
∑
(racional)
Função de Transferência
Sistema LTI descrito por equações diferenciais:
Exemplo 5.17: Obtenha a equação diferencial que relaciona qualquer entrada à qualquer
saída para o sistema LTI causal descrito no Exemplo anterior.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
Exemplo 5.18: Determine a função transferência dos seguintes sistemas de tempo contínuo:
(a) um deslocador ideal de T segundos.
(b) um diferenciador.
(c) um integrador.
45
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
46
Sistema LTI causais (LTIC) descrito por equações diferenciais:
( )
( )
( )( ) ( )
1 2 N
P s
H s
s p s p s p
=
− − −

1 2
1 2
N
N
A A A
s p s p s p
= + + +
− − −

( ) ( ) ( ) ( )
1 2
1 2
N
p t p t p t
N
h t A e u t A e u t A e u t
= + + +

Para o sistema ser estável  h(t) absolutamente integrável. Ou seja, para um sistema LTI
causal ser estável, todos os polos devem estar no SPE.
Além disso, se M > N, então o sistema também será instável, exemplo:
( )
3 2 2
2 2
4 4 5 2 5
3 2 3 2
s s s s s
H s s
s s s s
+ + + + +
= = +
+ + + +
O termo livre s corresponde a um derivador, ou seja, aplicando x(t) = u(t), na saída temos um
termo de impulso  entrada limitada leva a saída ilimitada.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
47
Exemplo 5.19: Para o sistema LTI causal descrito pela seguinte equação diferencial,
determine: (a) o sistema será estável?, (b) a resposta ao impulso, (c) resposta ao degrau, (d)
o valor em regime permanente para entrada ao degrau e (e) a saída do sistema quando a
entrada é x(t) = e-3tu(t).
( ) ( )
( )
( )
( )
2
2
3 2 2 3
d y t dy t dx t
y t x t
dt dt dt
+ + = −
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz:
48
( )
( )
( )
( )
1
0 1 1
n n
n n
P s P s
H s
Q s a s a s a s a
−
−
= =
+ + + +

Critério de Routh: determina quantos polos de H(s) existem no SPD sem calcular os polos.
O sistema será instável se:
• Se Q(s) estiver faltando algum dos coeficientes ai;
• Se todos os coeficientes de Q(s) não tiverem o mesmo sinal.
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Função de Transferência
Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz:
Exemplo:
49
( ) 3 2
1
3 1
s
H s
s s
−
=
+ +
( ) 3 2
1
3 2 1
s
H s
s s s
−
=
+ − +
 Instável
 Instável
Caso contrário, o sistema pode ser estável ou instável, devendo-se montar a tabela de Routh.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz:
50
( )
( )
( )
( )
1
0 1 1
n n
n n
N s N s
H s
D s a s a s a s a
−
−
= =
+ + + +

n
s
1
n
s −
2
n
s −
3
n
s −

1
s
0
s
0
a
1
a
2
a
3
a
4
a
5
a


0
0
1
b
1
c
2
b
2
c
3
b
4
b



1
f
1
g
1 2 0 3
1
1
a a a a
b
a
−
= 1 4 0 5
2
1
a a a a
b
a
−
=
1 3 1 2
1
1
b a a b
c
b
−
=
1 5 1 3
2
1
b a a b
c
b
−
=

O número de raízes no SPD é igual ao número de mudanças da primeira coluna de coeficientes
da tabela de Routh.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Função de Transferência
Exemplo 5.20: Seja um sistema LTI causal com a seguinte função de transferência.
Determine o valor de a que torna o sistema estável.
51
( ) 3 2
1
3 1
s
H s
s s as
−
=
+ + +
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Álgebra de Diagrama de Blocos
52
( )
1
H s
( )
x t
( )
2
H s
( )
y t ( )
x t
( ) ( )
1 2
H s H s
( )
y t
Associação em série:
( )
x t
( )
1
H s
( )
2
H s
( )
y t
+
( )
x t
( ) ( )
1 2
H s H s
+
( )
y t
Associação em paralelo:
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Álgebra de Diagrama de Blocos
53
( )
G s
( )
x t
( )
H s
( )
y t
Associação em Feedback negativo:
( )
e t
( )
c t
+
−
( ) ( ) ( )
Y s E s G s
=
( ) ( ) ( )
E s X s C s
= −
( ) ( ) ( )
C s Y s H s
=
( ) ( ) ( )
X s Y s H s
= −
Desta maneira: ( ) ( ) ( )
Y s E s G s
=
( ) ( ) ( ) ( )
X s Y s H s G s
 
= −
 
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
Y s Y s G s H s G s X s
+ =
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Álgebra de Diagrama de Blocos
54
Associação em Feedback negativo:
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
1
Y s G s H s G s X s
+ =
( )
( )
( )
( )
( ) ( )
1
eq
Y s G s
H s
X s H s G s
= =
+
( )
G s
( )
x t
( )
H s
( )
y t
( )
e t
( )
c t
+
−
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Álgebra de Diagrama de Blocos
55
( )
G s
( )
x t
( )
H s
( )
y t
Associação em Feedback negativo + Controlador:
+
−
( )
( )
( )
( ) ( )
( ) ( ) ( )
1
eq
Y s C s G s
H s
X s H s C s G s
= =
+
( )
C s
Sensor
Controlador Planta
Referência
Erro
Sinal de
controle
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Álgebra de Diagrama de Blocos
Exemplo 5.21: Um sistema de controle é apresentado na Figura abaixo. O controlador
utilizado é um controlador proporcional, cuja função de transferência é C(s) = K. Admitindo
que a planta possua a função transferência:
57
( )
G s
( )
x t ( )
y t
+
−
( )
C s
( )
( )
1
8
G s
s s
=
+
Determine: (a) a expressão para a função de transferência em malha fechada. (b) a faixa de
valores de K de forma a tornar o sistema estável.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Análise de Estabilidade e Causalidade de Sistemas LTI
• Para utilizar a transformada de Laplace unilateral, devemos assumir, à priori, que o sistema
é causal e/ou que os sinais de entrada são causais;
• Caso isso não seja possível, não é possível utilizar a transformada de Laplace unilateral;
• Transformada de Laplace bilateral;
• Região de Convergêcia.
58
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Análise de Estabilidade e Causalidade de Sistemas LTI
• Transformada de Laplace Unilateral:
• Análise de sinais e sistemas que são conhecidamente causais;
• Permite determinar apenas a estabilidade do sistema (supondo a causalidade);
• Resolver equações diferenciais com condições iniciais nulas ou não nulas;
• Transformada de Laplace Bilateral:
• Análise de sinais ou sistemas quaisquer;
• Permite determinar a estabilidade e causalidade do sistema;
• Resolver equações diferenciais com condições iniciais nulas (LTI);
59
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Análise de Estabilidade e Causalidade de Sistemas LTI
Propriedade da Linearidade da Transformada de Laplace Bilateral:
60
( )
{ } ( )
= RoC =
x t X s R

( )
{ } ( )
=
1 1 1
RoC =
x t X s R

( )
{ } ( )
=
2 2 2
RoC =
x t X s R

Então, ( ) ( )
{ } ( ) ( )
+ = +
1 2 1 2
ax t bx t aX s bX s

A RoC contém , mas pode ser mais se houver cancelamento de polos e zeros.
∩
1 2
R R
Exemplo 5.22: Determine a transformada de Laplace, RoC e diagrama de polos e zeros para
o seguinte sinal (bilateral):
( ) −
=
b t
x t e
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da RoC
Propriedade 1 - A RoC não contém polos.
61
( )
( )
( )
=
N s
X s
D s
( ) ( )
= ⇒ → ∞
0
D s X s
Polos:
Propriedade 2 - A RoC consiste de faixas paralelas ao eixo imaginário no plano s.
Im
Re
RoC
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da RoC
Propriedade 3 – O sinal x(t) será absolutamente integrável se e somente se a RoC de X(s)
incluir o eixo s = jω (eixo imaginário).
62
Propriedade 4 - A RoC de uma transformada de Laplace racional é delimitada por polos e
conforme a propriedade 1, não pode conter polos.
( ) ( )
∞
−
−∞
= ∫
st
X s x t e dt
( ) ( ) ω
∞
−
−∞
= ∫
j t
X s x t e dt
( ) ( ) ( ) ( )
ω ω ω
∞ ∞ ∞
− − −
−∞ −∞ −∞
= = =
∫ ∫ ∫
j t j t j t
X s x t e dt x t e dt x t e dt
Fazendo s = jω (eixo imaginário):
( )
∞
−∞
= ∫ x t dt
Se s = jω (eixo imaginário) está na RoC, então: ( ) ( )
∞
−∞
< ∞ ⇒ < ∞
∫
X s x t dt
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da RoC
Propriedade 5 - Se x(t) tem duração finita, então a RoC é todo plano s.
63
( ) σ
∞
−
−∞
<
∫ 0
t
x t e dt
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da RoC
Propriedade 6 - Se x(t) é lateral direito, a RoC é um semi-plano direito e tem formato Re{s} >
σmin. Se X(s) é racional, a RoC está à direita do polo mais à direita.
64
(sinal lateral direito)
( ) { }
−
> −
+




1
RoC: Re
at
e u t s a
s a
Im
Re
-a
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da RoC
Propriedade 7 - Se x(t) é lateral esquerdo, a RoC é um semi-plano esquerdo e tem formato
Re{s} < σmax. Se X(s) é racional, a RoC está à esquerda do polo mais à esquerda.
65
(sinal lateral esquerdo)
( ) { }
−
− − < −
+




1
RoC: Re
at
e u t s a
s a
Im
Re
-a
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da RoC
Propriedade 8 - Se x(t) é bilateral, a RoC é uma faixa de valores no plano s e tem formato
σmin < Re{s} < σmax. Se X(s) é racional, a RoC é delimitada por dois polos e não pode conter
polos.
66
(sinal bilateral)
( )( )
{ }
− −
− < <
+ −




2
RoC: Re
b t b
e b s b
s b s b
Im
Re
-b b
Propriedade 9 – A RoC precisa ser uma região conectada.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da RoC
67
Exemplo 5.23: Determine todas a RoC possíveis para a seguinte transformada de Laplace.
Para cada uma das RoC, indique se o sinal é lateral direito, lateral esquerdo ou bilateral.
Indique também se o sinal será absolutamente integrável.
( )
( )( )
=
+ +
1
1 2
X s
s s
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da Transformada de Laplace (Bilateral)
68
Propriedade 1 - Multiplicação por exponencial: ( )
{ } ( ) { }
0
0 0
RoC Re
s t
e x t X s s R s
=
− =
+

Considerações iniciais:
( )
{ } ( ) RoC =
x t X s R
=

( )
{ } ( )
1 1 1
RoC =
x t X s R
=

( )
{ } ( )
2 2 2
RoC =
x t X s R
=

Propriedade 2 - Mudança de escala: ( )
{ } 1
RoC
s
x at X aR
a a
 
= =
 
 

Propriedade 3 - Reversão temporal: ( )
{ } ( ) RoC
x t X s R
− = − =
−

Propriedade 4 - Diferenciação:
( )
( ) RoC Contém
dx t
sX s R
dt
 
= =
 
 

© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Propriedades da Transformada de Laplace
69
Propriedade 5 - Integração: ( ) ( ) { }
( )
1
RoC Re 0
t
x d X s R s
s
τ τ
−∞
 
= =
∩ >
 
 
∫

Propriedade 6 - Convolução: ( ) ( )
{ } ( ) ( )
1 2 1 2
x t x t X s X s
∗ =

A RoC contém , mas pode ser mais se houver cancelamento de polos e zeros.
1 2
R R
∩
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Inversa (Bilateral)
70
{ } ( )
1
Re at
s a e u t
s a
−
> −
+




{ } ( )
1
Re at
s a e u t
s a
−
< − − −
+




( )
{ }
( )
( )
1
1
Re
1 !
n
at
n
t
s a e u t
n
s a
−
−
> −
−
+




( )
{ }
( )
( )
1
1
Re
1 !
n
at
n
t
s a e u t
n
s a
−
−
< − − −
−
+




( )
1 todo plano s t
δ




© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Inversa (Bilateral)
71
A RoC de cada termo deve ser escolhida de tal forma a ter intersecção com a RoC de X(s).
( )
1
N
i
i i
A
X s
s p
=
=
−
∑
Cada termo contribui com um polo em s = pi e pode corresponder a cada uma das
situações da RoC:
i
i
A
s p
−
{ } ( )
Re i
p t
i i
s p A e u t
> ⇒
{ } ( )
Re i
p t
i i
s p A e u t
< ⇒ − −
a)
b)
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Inversa (Bilateral)
72
Exemplo 5.24: Determine a transformada de Laplace inversa de:
( ) { }
3 2
Re 1
1 2
X s s
s s
= + > −
+ +
( ) { }
3 2
Re 2
1 2
X s s
s s
= + < −
+ +
( ) { }
3 2
2 Re 1
1 2
X s s
s s
= + − < < −
+ +
a)
b)
c)
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Transformada de Laplace Bilateral
Sistema descrito por equações diferenciais:
73
( ) ( )
0 0
k k
N M
k k
k k
k k
d y t d x t
a b
dt dt
= =
=
∑ ∑
( )
( )
( ) 0
0
M
k
k
k
N
k
k
k
b s
Y s
H s
X s
a s
=
=
= =
∑
∑
Características:
• H(s) racional;
• RoC não especificada  requer o conhecimento de outras características do sistema
(causalidade ou estabilidade).
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Análise de Sistemas LTI utilizando a Transformada de
Laplace Bilateral
A análise da função transferência permite analisar a estabilidade e causalidade de um
sistema LTI qualquer.
Causalidade:
• Critério 1 – Um sistema é causal se e somente se a saída em t = t0 depende apenas das
entradas em t ≤ t0.
• Critério 2 – Um sistema é causal se e somente se a h(t) for um sinal causal.
74
( ) ( )
{ }
H s h t
=  RoC de uma sinal causal
Semiplano direito
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Análise de Sistemas LTI utilizando a Transformada de
Laplace Bilateral
Causalidade:
• Critério 3 – A RoC de um sistema causal é um semi-plano direito (Condição Necessária).
• Não necessariamente o fato da RoC ser um semi-plano direito implica que H(s) é
causal, mas sim que h(t) é lateral direito. Mas se H(s) é causal, necessariamente a RoC
é um semi-plano direito.
• Se H(s) é racional, a RoC é delimitada por polos, e não pode conter polos, e neste caso,
temos uma condição suficiente.
• Critério 4 – Um sistema racional é causal se e somente se a RoC de H(s) é um semi-plano
à direita do polo mais à direita (Condição Suficiente).
75
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Análise de Sistemas LTI utilizando a Transformada de
Laplace Bilateral
76
Estabilidade:
• Critério 1 – Um sistema é dito estável se para uma entrada com amplitude limitada, a saída
também tem amplitude limitada;
• Critério 2 – Um sistema é dito estável se e somente se h(t) for absolutamente integrável;
Lembrando que o sinal é absolutamente integrável se e somente se a RoC da Transformada
de Laplace inclui o eixo s = jω.
• Critério 3 – Um sistema é estável se e somente se a RoC de H(s) contiver o eixo s = jω.
• Caso Particular (Sistema Causal) – Um sistema causal é estável se e somente se todos
os polos de H(s) estiverem no semi-plano esquerdo.
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Exemplo 5.25: Um determinado sistema LTI é descrito pela seguinte equação diferencial:
Determine:
(a) Função transferência.
(b) Todas as respostas ao impulso do sistema, classificando para cada uma delas, se o
sistema é causal e/ou estável.
77
Transformada de Laplace Bilateral
( ) ( )
( ) ( )
2
2
2
d y t dy t
y t x t
dt dt
+ − =
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Sistemas Inversos
78
( )
h t
( )
x t
( )
i
h t
( )
x t
( )
y t ( ) ( ) ( )
i
h t h t t
δ
∗ =
( ) ( )
{ } ( )
{ }
i
h t h t t
δ
∗ =
 
( ) ( ) 1
i
H s H s =
Ou seja: ( )
( )
1
i
H s
H s
= (RoC de H(s) e Hi(s) devem ter intersecção)
H(s) racional:
( )
( )( ) ( )
( )( ) ( )
1 2
1 2
M
N
s z s z s z
H s K
s p s p s p
− − −
=
− − −


{ } 1, ,
i
z i M
= 
{ } 1, ,
i
p i N
= 
Zeros de H(s)
Polos de H(s)
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Sistemas Inversos
Sistema inverso Hi(s):
79
( )
( )
( )( ) ( )
( )( ) ( )
1 2
1 2
1 1 N
i
M
s p s p s p
H s
H s K s z s z s z
− − −
= =
− − −


{ } 1, ,
i
p i N
= 
{ } 1, ,
i
z i M
= 
Zeros de Hi(s)
Polos de Hi(s)
Ou seja: Polos de H(s) Zeros de Hi(s)
Zeros de H(s) Polos de Hi(s)
H(s) causal e estável Polos de H(s) no SPE
Hi(s) causal e estável Polos de Hi(s) no SPE
Zeros de H(s) no SPE
=
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Sistemas Inversos
H(s) e Hi(s) ambos estáveis e causais  polos e zeros de H(s) no
SPE.
80
Sistema de fase mínima = todos polos e zeros no SPE
© Pedro Souza Sinais e Sistemas
Sistemas Inversos
Exemplo 5.26: Dado o seguinte sistema LTI causal descrito pela seguinte equação diferencial:
Determine: (a) A função transferência do sistema original, (b) o sistema original é estável? (c)
A função transferência para o sistema inverso, com todas as RoC possíveis, (d) o sistema
inverso pode ser causal e estável?
81
( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
2 2
2 2
3 2 5 6
d y t dy t d x t dx t
y t x t
dt dt dt dt
+ + = − +

Aula 05 - Transformada de Laplace.pdf

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL RURALDO SEMI-ÁRIDO (UFERSA) CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE PAU DOS FERROS (CMPF) DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E TECNOLOGIA (DETEC) SINAIS E SISTEMAS Aula 05 - Transformada de Laplace Prof.: Pedro Thiago Valério de Souza UFERSA – Campus Pau dos Ferros pedro.souza@ufersa.edu.br
  • 2.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Sistemas Lineares e Invariantes no Tempo 2 LTI ( ) x t ( ) y t ( ) ( ) ( ) θ θ = + + 1 1 2 2 x t a t a t ( ) { } ( ) θ ϕ = 1 1 T t t ( ) { } ( ) θ ϕ = 2 2 T t t ( ) ( ) ϕ ϕ = + + 1 1 2 2 a t a t Escolher um sinal θk(t) que seja fácil de calcular a saída: • Impulso: Convolução; • Exponenciais complexas: Transformada de Laplace.  ( ) ( ) { } ( ) ( ) { } θ θ = = + + 1 1 2 2 y t T x t T a t a t
  • 3.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Resposta de um sistema LTI à exponenciais complexas: 3 ( ) h t ( ) = st x t e ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) τ τ τ ∞ −∞ = ∗ = − ∫ y t x t h t h x t d σ ω = + s j ( ) ( ) ( ) τ τ τ τ τ τ ∞ ∞ − − −∞ −∞ = = ∫ ∫ s t st s h e d h e e d ( ) ( ) τ τ τ ∞ − −∞ = = ∫ st s st e h e d e H s ( ) H s Ou seja: ( ) → st st e H s e ( ) ( ) ∞ − −∞ = ∫ st H s h t e dt Transformada de Laplace de h(t)
  • 4.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Generalização: 4 ( ) ( ) ∞ − −∞ = ∫ st X s x t e dt σ ω = + s j ( ) ( )     x t X s  ( ) ( ) { } = X s t x  Representação compacta: ( ) ( ) 1 2 c j st c j x t X s e ds j π + ∞ − ∞ = ∫  Transformada Direta  Transformada Inversa ( ) ( ) { } − = 1 x t t X  c é um valor escolhido de forma a garantir a convergência da integral.
  • 5.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace 5 Região de convergência (RoC): É o conjunto de valores de s para qual a transformada de Laplace convege, ou seja, a RoC é o conjunto de valores de s tal que ( ) < ∞ X s ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) σ ω σ ω ∞ ∞ ∞ − + − − − −∞ −∞ −∞ = = = ∫ ∫ ∫ j t st t j t X s x t e dt x t e dt x t e e dt ( ) ( ) ( ) σ ω σ ω ∞ ∞ − − − − −∞ −∞ = = ∫ ∫ t j t t j t X s x t e e dt x t e e dt ( ) ( ) σ ω σ ∞ ∞ − − − −∞ −∞ = = ∫ ∫ t j t t x t e e dt x t e dt Para haver convergência , ou seja: ( ) σ ∞ − −∞ < ∫ 0 t x t e dt ( ) < ∞ X s  o sinal deve ser absolutamente integrável. ( ) σ − t x t e
  • 6.
    0 0.2 0.40.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 t 0 1 2 3 4 5 6 x(t) = 3t e - t 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 t 0 0.05 0.1 0.15 0.2 0.25 0.3 0.35 0.4 x(t)e - t ( ) σ = > 3 0 x t t Exemplo:
  • 7.
    ( ) σ =< 3 0 x t t Exemplo: 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 t 0 5 10 15 20 25 x(t) = 3t e - t 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1 1.2 1.4 1.6 1.8 2 t 0 20 40 60 80 100 120 140 x(t)e - t
  • 8.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Plano s 8 σ ω = + s j Im Re σ ω A RoC deve ser representada no plano s (região hachurada) A RoC depende de parte real de σ = Re{s}, ou seja, sempre é algum dos seguintes formatos: • Re{s} > σmin • Re{s} < σmax • σmin < Re{s} < σmax
  • 9.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace 9 Exemplo 5.1: Determine a transformada de Laplace, RoC e diagrama de polos e zeros para o seguinte sinal (lateral direito): ( ) ( ) − = at x t e u t Observação: { } { } − →∞  > =  ∞ <  0 Re 0 lim Re 0 zt t z e z
  • 11.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Transformada de Laplace racional: 11 ( ) ( ) ( ) = P s X s Q s ( ) = 0 P s Zeros de X(s)  Valores que fazem X(s) = 0. ( ) = 0 Q s Polos de X(s)  Valores que fazem X(s) = ∞. Diagrama de polos e zeros: Representação no plano s Polo Zero M  quantidade de zeros finitos N  quantidade de polos ( ) ( )( ) ( ) ( )( ) ( ) − − = − − − −   1 2 1 2 M N s z s z s z X K s p p s s s p
  • 12.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Plano s 12 Im Re 0,5 -2 1+j 1-j -1 -2+1,5j -2-1,5j Diagrama de polos e zeros:
  • 13.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Zeros ou polos no infinito: • Se a ordem do denominador for maior do que a do numerador, então X(s)  0 quando s  ∞, logo temos zero em s = ∞. • Se a ordem do numerador for maior do que a do denominador, então X(s)  ∞ quando s  ∞, logo temos polos em s = ∞. Quantidade de polos/zeros no infinito = |M – N| 13 ( ) 2 1 5 6 s X s s s + = + + ( ) 3 2 2 2 3 1 5 6 s s s X s s s + − + = + +
  • 14.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Exemplo 5.2: Determine a transformada de Laplace, RoC e diagrama de polos e zeros para o seguinte sinal (lateral esquerdo): 14 ( ) ( ) − = − − at x t e u t Observação: { } { } − →−∞ ∞ > =  <  Re 0 lim 0 Re 0 zt t z e z
  • 15.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Unilateral • Em muitas situações, o sinal envolvido é causal (x(t) = 0 para t < 0); • Em outros casos, a saída de um sistema é calculada apenas para t > 0 (sistema causal); • Ao considerar apenas o cenário de sinais/sistemas causais, a ambiguidade da RoC é retirada (pois todos sinais são laterais direitos), e portanto não precisamos considerar a RoC  Transformada de Laplace Unilateral; • Propriedade da exclusividade: para cada X(s) possui apenas um x(t). • Aplicações: • Análise de sinais e sistemas causais; • Resolver equações diferenciais com condições iniciais quaisquer (nulas ou não-nulas); 15
  • 16.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Unilateral 16 ( ) ( )     u x t s X  ( ) ( ) { } = u X s t x  Representação compacta: Região de convergência: Não é necessário indicar. ( ) { } − > − +     1 Re at e u t s a s a  ( ) − +     1 u at e u t s a  Definição: ( ) ( ) − ∞ − = ∫ 0 st X s x t e dt 0-  inclui possíveis impulsos ou descontinuidades na origem. Observação: A não ser que seja dito, a transformada de Laplace sempre se refere à unilateral.
  • 17.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Unilateral Exemplo 5.3: Determine a transformada de Laplace unilateral dos seguintes sinais: (a) (b) (c) (d) 17 ( ) ( ) ω = 0 j t x t e u t ( ) ( ) δ = x t t ( ) ( ) = x t u t ( ) ( ) ( ) ω = 0 cos x t t u t Propriedade da Linearidade da Transformada de Laplace: ( ) { } ( ) =  x t X s ( ) { } ( ) =  1 1 x t X s ( ) { } ( ) =  2 2 x t X s Então, ( ) ( ) { } ( ) ( ) + = + 1 2 1 2 ax t bx t aX s bX s 
  • 18.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa Métodos para cálculo da transformada de Laplace inversa: • Expressão analítica; • Exige cálculos em variáveis complexas; • Inspeção; • Expansão em frações parciais. 18
  • 19.
    TABELA 1 –TABELA DE TRANSFORMADAS DE LAPLACE UNILATERAIS.
  • 21.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Unilateral) 21 Exemplo 5.4: Determine a transformada de Laplace inversa de: ( ) = + + + 3 2 1 2 X s s s
  • 22.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Unilateral) Frações parciais: 22 ( ) ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( )( ) ( ) − − − = = − − −   1 2 1 2 M N P s s z s z s z X s K Q s s p s p s p { } =  1, , i z i M { } =  1, , i p i N Zeros Fração própria: N > M Caso I – Fração própria, polos reais e diferentes entre si. ( ) ( ) ( )( ) ( ) = − − −  1 2 N P s X s s p s p s p = + + + − − −  1 2 1 2 N N A A A s p s p s p ( )( ) = = − k k k s p A X s s p Polos
  • 23.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Unilateral) Exemplo 5.5: Determine a transformada de Laplace inversa de: 23 ( ) − = − − 2 7 6 6 s X s s s
  • 24.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Unilateral) Expansão em Frações Parciais: Caso II – Fração própria, polos complexos conjugados. 24 ( ) ( ) ( )( ) α ω α ω α ω α ω = = + + − + + + − + + 1 2 0 0 0 0 P s A A X s s j s j s j s j ( )( ) α ω α ω = − + = + − =  1 0 1 0 1 j A s j A X s s j A e ( )( ) α ω α ω − = − − = + + = =  1 0 * 2 0 1 1 j A s j A X s s j A A e ( ) α ω α ω − = + + − + +   1 1 1 1 0 0 j A j A A e A e X s s j s j ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) α ω α ω − + − − − = +   0 0 1 1 1 1 j t j t j A j A x t A e e u t A e e u t ( ) ( ) ( ) α ω − = +  1 0 1 2 cos t x t A e t A u t
  • 25.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Unilateral) Exemplo 5.6: Determine a transformada de Laplace inversa de: 25 ( ) ( ) ( ) + = + + 2 6 34 10 34 s X s s s s
  • 26.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Unilateral) Expansão em Frações parciais: 26 Caso III – Fração própria, com um polo com multiplicidade r. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 0 1 1 1 r r r r P s B B B X s s s s s λ λ λ λ − − = = + + + − − − −  ( )( ) λ λ =   = −   1 ! k r k k s d B X s s k ds Exemplo 5.7: Determine a transformada de Laplace inversa de: ( ) ( )( ) + = + + 3 8 10 1 2 s X s s s
  • 27.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Unilateral) 27 Caso IV – Fração imprópria: Dividir P(s) por Q(s) até obter um resto com ordem inferior à Q(s). ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) = = + P s R s X s E s Q s D s Expansão em Frações parciais: Exemplo 5.8: Determine a transformada de Laplace inversa de: ( ) + = + + 2 2 2 5 3 2 s X s s s
  • 28.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace 28 Considerações iniciais: ( ) { } ( ) x t X s =  ( ) { } ( ) 1 1 x t X s =  ( ) { } ( ) 2 2 x t X s =  Propriedade 1 – Linearidade: ( ) ( ) { } ( ) ( ) 1 2 1 2 ax t bx t aX s bX s + = +  Propriedade 2 - Deslocamento no tempo: ( ) ( ) { } ( ) − − − =  0 0 0 st x t t u t t e X s Propriedade 3 - Multiplicação por exponencial: ( ) { } ( ) 0 0 s t e x t X s s = −  ( ) X s polo/zero em s a = polo/zero em 0 s a s = + ( ) 0 X s s −
  • 29.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace 29 Im Re 2 − 1 j + 1 j − 0 1 s j = + Im Re 1 j − + 2 2j + 2 Propriedade 3 - Multiplicação por exponencial: ( ) { } ( ) 0 0 s t e x t X s s = −  Exemplo 5.9: Determine a transformada de Laplace inversa de: ( ) ( )( ) 2 3 5 1 2 s s e X s s s − + + = + +
  • 30.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace Exemplo 5.10: Determine a transformada de Laplace do sinal x(t) apresentado na Figura abaixo. 30
  • 31.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace 31 Propriedade 4 - Mudança de escala: ( ) { } 1 s x at X a a   =      ( ) X s polo/zero em 0 s s = polo/zero em 0 s as = ( ) X s a A escala no tempo por um fator a faz com que todos os polos sejam multiplicados pelo mesmo fator a. Propriedade 5 – Convolução: ( ) ( ) { } ( ) ( ) 1 2 1 2 x t x t X s X s ∗ =  Exemplo 5.11: Utilizando a transformada de Laplace, determine a convolução entre os dois sinais: ( ) ( ) 1 t x t e u t − = ( ) ( ) 2 2 t x t e u t − =
  • 32.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace 32 Propriedade 6 – Diferenciação no domínio s: ( ) { } ( ) dX s tx t ds − =  Propriedade 7 – Diferenciação no domínio do tempo: ( ) ( ) ( ) 0 dx t sX s x dt −   = −      ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 2 0 0 u d x t s X s sx x dt − −   = − −       ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 3 3 2 3 0 0 0 u d x t s X s s x sx x dt − − −   = − − −        ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 1 1 2 1 0 0 0 k k k k k u k k t t d x t dx t d x t s X s s x s dt dt dt − − − − − − − = =   = − − − −      
  • 33.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace Exemplo 5.12: Determine a transformada de Laplace do sinal apresentado na Figura abaixo utilizando a tabela de transformadas de Laplace em conjunto com as propriedades. 33
  • 35.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace 35 Propriedade 8 – Integração no domínio do tempo: ( ) ( ) ( ) 0 1 t X s x d x t dt s s τ τ − −∞ −∞   = +     ∫ ∫  Caso particular: ( ) ( ) 0 t X s x d s τ τ −     =       ∫  Propriedade 9 - Teorema do valor inicial e valor final: ( ) ( ) 0 lim s x sX s + →∞ = ( ) ( ) 0 lim lim t s x t sX s →∞ → = Propriedade 10 – Convolução na frequência: ( ) ( ) { } ( ) ( ) 1 2 1 2 1 2 x t x t X s X s j π = ∗ 
  • 36.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace 36 Exemplo 5.13: Utilizando o teorema dos valores finais e iniciais, determine o valor inicial e final da seguinte sinal causal com a transformada de Laplace: ( ) ( ) ( ) 2 10 2 3 2 5 s X s s s s + = + +
  • 37.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Solução de Equações Diferenciais 37 Aplicação para solução de equações diferenciais: • Aplicar a transformada de Laplace unilateral em ambos lados da equação diferencial; • Calcular a inversa para obter y(t). Exemplo 5.14: Resolva a seguinte EDO considerando as condições iniciais e entrada dadas. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 5 6 d y t dy t dx t y t x t dt dt dt + + = + ( ) ( ) ( ) ( ) 4 0 2, 0 1, t y y x t e u t − − − = = = 
  • 38.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Unilateral Reposta de entrada nula vs. Resposta de estado nulo: • Reposta de entrada nula: Surge quando a entrada é igual a zero, ou seja, é a componente que depende apenas das condições iniciais; • Reposta de estado nulo: Surge quando as condições iniciais são nulas. 38 ( ) ( ) ( )  2 termos de condições iniciais termos de entrada 1 5 6 2 12 4 s s s Y s s s + + + = + + +     ( ) ( )( ) 2 2 componente de entrada nula componente de estado nulo 2 12 1 5 6 4 5 6 s s Y s s s s s s + + = + + + + + +     ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 3 2 3 4 componente de entrada nula componente de estado nulo 1 3 8 6 2 2 2 t t t t t y t e u t e u t e u t e u t e u t − − − − −   = − + − + −         
  • 39.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Unilateral Reposta de entrada nula vs. Resposta de estado nulo: • Em um sistema linear invariante no tempo, as condições inicias são nulas; • A resposta de entrada nula depende apenas das condições iniciais; • Como em um sistema LTI as condições iniciais são nulas, então a resposta de entrada nula é igual à zero; • Em um sistema LTI, a saída é igual à resposta de estado nulo; • Ou seja, a resposta de estado nulo é igual à convolução. 39 ( ) ( ) ( ) 0 y t y t y t φ = + ( ) 0 y t  Resposta de entrada nula ( ) y t ϕ  Resposta de estado nulo
  • 40.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Unilateral Exemplo 5.15: Determine a saída do sistema LTI causal descrito pela seguinte equação diferencial quando a entrada é x(t) = 3e-5tu(t). 40 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 5 6 d y t dy t dx t y t x t dt dt dt + + = +
  • 41.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Função Transferência 41 ( ) h t ( ) x t ( ) ( ) ( ) y t x t h t = ∗ ( ) { } ( ) x s t X =  ( ) { } ( ) h s t H =  ( ) { } ( ) y s t Y =  ( ) { } ( ) ( ) ( ) { } ( ) ( ) s t t y Y s x h X H t s = = ∗ =   ( ) ( ) ( ) Y s X s H s = Como estamos trabalhando com sistemas LTI, as condições iniciais são sempre nulas e admite-se que a entrada é causal. Desta forma: ( ) ( ) { } ( ) ( ) = =  condições iniciais nulas s X s Y h t H s
  • 42.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Exemplo 5.16: Em um determinado sistema LTI causal, quando a entrada , a saída é dada como . Determine: (a) Função transferência. (b) Resposta ao impulso. (c) A saída do sistema quando a entrada é igual a . 42 ( ) ( ) x t u t = ( ) ( ) 3 2 t y t e u t − = ( ) ( ) t x t e u t − =
  • 43.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Sistema LTI descrito por equações diferenciais: 43 ( ) ( ) 0 0 k k N M k k k k k k d y t d x t a b dt dt = = = ∑ ∑ ( ) ( ) 0 0 k k N M k k k k k k d y t d x t a b dt dt = =     =         ∑ ∑   ( ) ( ) 0 0 k k N M k k k k k k d y t d x t a b dt dt = =     =         ∑ ∑   ( ) ( ) 0 0 k k N M k k k k k k d y t d x t a b dt dt = =     =         ∑ ∑   ( ) ( ) 0 0 N M k k k k k k a s Y s b s X s = = = ∑ ∑
  • 44.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas 44 ( ) ( ) 0 0 N M k k k k k k Y s a s X s b s = = = ∑ ∑ ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 0 0 M k k k N k k k b s Y s P s H s X s Q s a s = = = = = ∑ ∑ (racional) Função de Transferência Sistema LTI descrito por equações diferenciais: Exemplo 5.17: Obtenha a equação diferencial que relaciona qualquer entrada à qualquer saída para o sistema LTI causal descrito no Exemplo anterior.
  • 45.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Exemplo 5.18: Determine a função transferência dos seguintes sistemas de tempo contínuo: (a) um deslocador ideal de T segundos. (b) um diferenciador. (c) um integrador. 45
  • 46.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência 46 Sistema LTI causais (LTIC) descrito por equações diferenciais: ( ) ( ) ( )( ) ( ) 1 2 N P s H s s p s p s p = − − −  1 2 1 2 N N A A A s p s p s p = + + + − − −  ( ) ( ) ( ) ( ) 1 2 1 2 N p t p t p t N h t A e u t A e u t A e u t = + + +  Para o sistema ser estável  h(t) absolutamente integrável. Ou seja, para um sistema LTI causal ser estável, todos os polos devem estar no SPE. Além disso, se M > N, então o sistema também será instável, exemplo: ( ) 3 2 2 2 2 4 4 5 2 5 3 2 3 2 s s s s s H s s s s s s + + + + + = = + + + + + O termo livre s corresponde a um derivador, ou seja, aplicando x(t) = u(t), na saída temos um termo de impulso  entrada limitada leva a saída ilimitada.
  • 47.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência 47 Exemplo 5.19: Para o sistema LTI causal descrito pela seguinte equação diferencial, determine: (a) o sistema será estável?, (b) a resposta ao impulso, (c) resposta ao degrau, (d) o valor em regime permanente para entrada ao degrau e (e) a saída do sistema quando a entrada é x(t) = e-3tu(t). ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 3 2 2 3 d y t dy t dx t y t x t dt dt dt + + = −
  • 48.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz: 48 ( ) ( ) ( ) ( ) 1 0 1 1 n n n n P s P s H s Q s a s a s a s a − − = = + + + +  Critério de Routh: determina quantos polos de H(s) existem no SPD sem calcular os polos. O sistema será instável se: • Se Q(s) estiver faltando algum dos coeficientes ai; • Se todos os coeficientes de Q(s) não tiverem o mesmo sinal.
  • 49.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz: Exemplo: 49 ( ) 3 2 1 3 1 s H s s s − = + + ( ) 3 2 1 3 2 1 s H s s s s − = + − +  Instável  Instável Caso contrário, o sistema pode ser estável ou instável, devendo-se montar a tabela de Routh.
  • 50.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Critério de Estabilidade de Routh-Hurwitz: 50 ( ) ( ) ( ) ( ) 1 0 1 1 n n n n N s N s H s D s a s a s a s a − − = = + + + +  n s 1 n s − 2 n s − 3 n s −  1 s 0 s 0 a 1 a 2 a 3 a 4 a 5 a   0 0 1 b 1 c 2 b 2 c 3 b 4 b    1 f 1 g 1 2 0 3 1 1 a a a a b a − = 1 4 0 5 2 1 a a a a b a − = 1 3 1 2 1 1 b a a b c b − = 1 5 1 3 2 1 b a a b c b − =  O número de raízes no SPD é igual ao número de mudanças da primeira coluna de coeficientes da tabela de Routh.
  • 51.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Função de Transferência Exemplo 5.20: Seja um sistema LTI causal com a seguinte função de transferência. Determine o valor de a que torna o sistema estável. 51 ( ) 3 2 1 3 1 s H s s s as − = + + +
  • 52.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Álgebra de Diagrama de Blocos 52 ( ) 1 H s ( ) x t ( ) 2 H s ( ) y t ( ) x t ( ) ( ) 1 2 H s H s ( ) y t Associação em série: ( ) x t ( ) 1 H s ( ) 2 H s ( ) y t + ( ) x t ( ) ( ) 1 2 H s H s + ( ) y t Associação em paralelo:
  • 53.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Álgebra de Diagrama de Blocos 53 ( ) G s ( ) x t ( ) H s ( ) y t Associação em Feedback negativo: ( ) e t ( ) c t + − ( ) ( ) ( ) Y s E s G s = ( ) ( ) ( ) E s X s C s = − ( ) ( ) ( ) C s Y s H s = ( ) ( ) ( ) X s Y s H s = − Desta maneira: ( ) ( ) ( ) Y s E s G s = ( ) ( ) ( ) ( ) X s Y s H s G s   = −   ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Y s Y s G s H s G s X s + =
  • 54.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Álgebra de Diagrama de Blocos 54 Associação em Feedback negativo: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 1 Y s G s H s G s X s + = ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 1 eq Y s G s H s X s H s G s = = + ( ) G s ( ) x t ( ) H s ( ) y t ( ) e t ( ) c t + −
  • 55.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Álgebra de Diagrama de Blocos 55 ( ) G s ( ) x t ( ) H s ( ) y t Associação em Feedback negativo + Controlador: + − ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 1 eq Y s C s G s H s X s H s C s G s = = + ( ) C s Sensor Controlador Planta Referência Erro Sinal de controle
  • 57.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Álgebra de Diagrama de Blocos Exemplo 5.21: Um sistema de controle é apresentado na Figura abaixo. O controlador utilizado é um controlador proporcional, cuja função de transferência é C(s) = K. Admitindo que a planta possua a função transferência: 57 ( ) G s ( ) x t ( ) y t + − ( ) C s ( ) ( ) 1 8 G s s s = + Determine: (a) a expressão para a função de transferência em malha fechada. (b) a faixa de valores de K de forma a tornar o sistema estável.
  • 58.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Análise de Estabilidade e Causalidade de Sistemas LTI • Para utilizar a transformada de Laplace unilateral, devemos assumir, à priori, que o sistema é causal e/ou que os sinais de entrada são causais; • Caso isso não seja possível, não é possível utilizar a transformada de Laplace unilateral; • Transformada de Laplace bilateral; • Região de Convergêcia. 58
  • 59.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Análise de Estabilidade e Causalidade de Sistemas LTI • Transformada de Laplace Unilateral: • Análise de sinais e sistemas que são conhecidamente causais; • Permite determinar apenas a estabilidade do sistema (supondo a causalidade); • Resolver equações diferenciais com condições iniciais nulas ou não nulas; • Transformada de Laplace Bilateral: • Análise de sinais ou sistemas quaisquer; • Permite determinar a estabilidade e causalidade do sistema; • Resolver equações diferenciais com condições iniciais nulas (LTI); 59
  • 60.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Análise de Estabilidade e Causalidade de Sistemas LTI Propriedade da Linearidade da Transformada de Laplace Bilateral: 60 ( ) { } ( ) = RoC = x t X s R  ( ) { } ( ) = 1 1 1 RoC = x t X s R  ( ) { } ( ) = 2 2 2 RoC = x t X s R  Então, ( ) ( ) { } ( ) ( ) + = + 1 2 1 2 ax t bx t aX s bX s  A RoC contém , mas pode ser mais se houver cancelamento de polos e zeros. ∩ 1 2 R R Exemplo 5.22: Determine a transformada de Laplace, RoC e diagrama de polos e zeros para o seguinte sinal (bilateral): ( ) − = b t x t e
  • 61.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da RoC Propriedade 1 - A RoC não contém polos. 61 ( ) ( ) ( ) = N s X s D s ( ) ( ) = ⇒ → ∞ 0 D s X s Polos: Propriedade 2 - A RoC consiste de faixas paralelas ao eixo imaginário no plano s. Im Re RoC
  • 62.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da RoC Propriedade 3 – O sinal x(t) será absolutamente integrável se e somente se a RoC de X(s) incluir o eixo s = jω (eixo imaginário). 62 Propriedade 4 - A RoC de uma transformada de Laplace racional é delimitada por polos e conforme a propriedade 1, não pode conter polos. ( ) ( ) ∞ − −∞ = ∫ st X s x t e dt ( ) ( ) ω ∞ − −∞ = ∫ j t X s x t e dt ( ) ( ) ( ) ( ) ω ω ω ∞ ∞ ∞ − − − −∞ −∞ −∞ = = = ∫ ∫ ∫ j t j t j t X s x t e dt x t e dt x t e dt Fazendo s = jω (eixo imaginário): ( ) ∞ −∞ = ∫ x t dt Se s = jω (eixo imaginário) está na RoC, então: ( ) ( ) ∞ −∞ < ∞ ⇒ < ∞ ∫ X s x t dt
  • 63.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da RoC Propriedade 5 - Se x(t) tem duração finita, então a RoC é todo plano s. 63 ( ) σ ∞ − −∞ < ∫ 0 t x t e dt
  • 64.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da RoC Propriedade 6 - Se x(t) é lateral direito, a RoC é um semi-plano direito e tem formato Re{s} > σmin. Se X(s) é racional, a RoC está à direita do polo mais à direita. 64 (sinal lateral direito) ( ) { } − > − +     1 RoC: Re at e u t s a s a Im Re -a
  • 65.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da RoC Propriedade 7 - Se x(t) é lateral esquerdo, a RoC é um semi-plano esquerdo e tem formato Re{s} < σmax. Se X(s) é racional, a RoC está à esquerda do polo mais à esquerda. 65 (sinal lateral esquerdo) ( ) { } − − − < − +     1 RoC: Re at e u t s a s a Im Re -a
  • 66.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da RoC Propriedade 8 - Se x(t) é bilateral, a RoC é uma faixa de valores no plano s e tem formato σmin < Re{s} < σmax. Se X(s) é racional, a RoC é delimitada por dois polos e não pode conter polos. 66 (sinal bilateral) ( )( ) { } − − − < < + −     2 RoC: Re b t b e b s b s b s b Im Re -b b Propriedade 9 – A RoC precisa ser uma região conectada.
  • 67.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da RoC 67 Exemplo 5.23: Determine todas a RoC possíveis para a seguinte transformada de Laplace. Para cada uma das RoC, indique se o sinal é lateral direito, lateral esquerdo ou bilateral. Indique também se o sinal será absolutamente integrável. ( ) ( )( ) = + + 1 1 2 X s s s
  • 68.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace (Bilateral) 68 Propriedade 1 - Multiplicação por exponencial: ( ) { } ( ) { } 0 0 0 RoC Re s t e x t X s s R s = − = +  Considerações iniciais: ( ) { } ( ) RoC = x t X s R =  ( ) { } ( ) 1 1 1 RoC = x t X s R =  ( ) { } ( ) 2 2 2 RoC = x t X s R =  Propriedade 2 - Mudança de escala: ( ) { } 1 RoC s x at X aR a a   = =      Propriedade 3 - Reversão temporal: ( ) { } ( ) RoC x t X s R − = − = −  Propriedade 4 - Diferenciação: ( ) ( ) RoC Contém dx t sX s R dt   = =     
  • 69.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Propriedades da Transformada de Laplace 69 Propriedade 5 - Integração: ( ) ( ) { } ( ) 1 RoC Re 0 t x d X s R s s τ τ −∞   = = ∩ >     ∫  Propriedade 6 - Convolução: ( ) ( ) { } ( ) ( ) 1 2 1 2 x t x t X s X s ∗ =  A RoC contém , mas pode ser mais se houver cancelamento de polos e zeros. 1 2 R R ∩
  • 70.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Bilateral) 70 { } ( ) 1 Re at s a e u t s a − > − +     { } ( ) 1 Re at s a e u t s a − < − − − +     ( ) { } ( ) ( ) 1 1 Re 1 ! n at n t s a e u t n s a − − > − − +     ( ) { } ( ) ( ) 1 1 Re 1 ! n at n t s a e u t n s a − − < − − − − +     ( ) 1 todo plano s t δ    
  • 71.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Bilateral) 71 A RoC de cada termo deve ser escolhida de tal forma a ter intersecção com a RoC de X(s). ( ) 1 N i i i A X s s p = = − ∑ Cada termo contribui com um polo em s = pi e pode corresponder a cada uma das situações da RoC: i i A s p − { } ( ) Re i p t i i s p A e u t > ⇒ { } ( ) Re i p t i i s p A e u t < ⇒ − − a) b)
  • 72.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Inversa (Bilateral) 72 Exemplo 5.24: Determine a transformada de Laplace inversa de: ( ) { } 3 2 Re 1 1 2 X s s s s = + > − + + ( ) { } 3 2 Re 2 1 2 X s s s s = + < − + + ( ) { } 3 2 2 Re 1 1 2 X s s s s = + − < < − + + a) b) c)
  • 73.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Transformada de Laplace Bilateral Sistema descrito por equações diferenciais: 73 ( ) ( ) 0 0 k k N M k k k k k k d y t d x t a b dt dt = = = ∑ ∑ ( ) ( ) ( ) 0 0 M k k k N k k k b s Y s H s X s a s = = = = ∑ ∑ Características: • H(s) racional; • RoC não especificada  requer o conhecimento de outras características do sistema (causalidade ou estabilidade).
  • 74.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Análise de Sistemas LTI utilizando a Transformada de Laplace Bilateral A análise da função transferência permite analisar a estabilidade e causalidade de um sistema LTI qualquer. Causalidade: • Critério 1 – Um sistema é causal se e somente se a saída em t = t0 depende apenas das entradas em t ≤ t0. • Critério 2 – Um sistema é causal se e somente se a h(t) for um sinal causal. 74 ( ) ( ) { } H s h t =  RoC de uma sinal causal Semiplano direito
  • 75.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Análise de Sistemas LTI utilizando a Transformada de Laplace Bilateral Causalidade: • Critério 3 – A RoC de um sistema causal é um semi-plano direito (Condição Necessária). • Não necessariamente o fato da RoC ser um semi-plano direito implica que H(s) é causal, mas sim que h(t) é lateral direito. Mas se H(s) é causal, necessariamente a RoC é um semi-plano direito. • Se H(s) é racional, a RoC é delimitada por polos, e não pode conter polos, e neste caso, temos uma condição suficiente. • Critério 4 – Um sistema racional é causal se e somente se a RoC de H(s) é um semi-plano à direita do polo mais à direita (Condição Suficiente). 75
  • 76.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Análise de Sistemas LTI utilizando a Transformada de Laplace Bilateral 76 Estabilidade: • Critério 1 – Um sistema é dito estável se para uma entrada com amplitude limitada, a saída também tem amplitude limitada; • Critério 2 – Um sistema é dito estável se e somente se h(t) for absolutamente integrável; Lembrando que o sinal é absolutamente integrável se e somente se a RoC da Transformada de Laplace inclui o eixo s = jω. • Critério 3 – Um sistema é estável se e somente se a RoC de H(s) contiver o eixo s = jω. • Caso Particular (Sistema Causal) – Um sistema causal é estável se e somente se todos os polos de H(s) estiverem no semi-plano esquerdo.
  • 77.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Exemplo 5.25: Um determinado sistema LTI é descrito pela seguinte equação diferencial: Determine: (a) Função transferência. (b) Todas as respostas ao impulso do sistema, classificando para cada uma delas, se o sistema é causal e/ou estável. 77 Transformada de Laplace Bilateral ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 2 d y t dy t y t x t dt dt + − =
  • 78.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Sistemas Inversos 78 ( ) h t ( ) x t ( ) i h t ( ) x t ( ) y t ( ) ( ) ( ) i h t h t t δ ∗ = ( ) ( ) { } ( ) { } i h t h t t δ ∗ =   ( ) ( ) 1 i H s H s = Ou seja: ( ) ( ) 1 i H s H s = (RoC de H(s) e Hi(s) devem ter intersecção) H(s) racional: ( ) ( )( ) ( ) ( )( ) ( ) 1 2 1 2 M N s z s z s z H s K s p s p s p − − − = − − −   { } 1, , i z i M =  { } 1, , i p i N =  Zeros de H(s) Polos de H(s)
  • 79.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Sistemas Inversos Sistema inverso Hi(s): 79 ( ) ( ) ( )( ) ( ) ( )( ) ( ) 1 2 1 2 1 1 N i M s p s p s p H s H s K s z s z s z − − − = = − − −   { } 1, , i p i N =  { } 1, , i z i M =  Zeros de Hi(s) Polos de Hi(s) Ou seja: Polos de H(s) Zeros de Hi(s) Zeros de H(s) Polos de Hi(s) H(s) causal e estável Polos de H(s) no SPE Hi(s) causal e estável Polos de Hi(s) no SPE Zeros de H(s) no SPE =
  • 80.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Sistemas Inversos H(s) e Hi(s) ambos estáveis e causais  polos e zeros de H(s) no SPE. 80 Sistema de fase mínima = todos polos e zeros no SPE
  • 81.
    © Pedro SouzaSinais e Sistemas Sistemas Inversos Exemplo 5.26: Dado o seguinte sistema LTI causal descrito pela seguinte equação diferencial: Determine: (a) A função transferência do sistema original, (b) o sistema original é estável? (c) A função transferência para o sistema inverso, com todas as RoC possíveis, (d) o sistema inverso pode ser causal e estável? 81 ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 2 2 2 2 3 2 5 6 d y t dy t d x t dx t y t x t dt dt dt dt + + = − +