SlideShare uma empresa Scribd logo
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
1
SELEÇÃO DE BACTÉRIAS LÁCTICAS DE ORIGEM SUÍNA PARA USO COMO
PROBIÓTICO UTILIZANDO COMO CRITÉRIO A CAPACIDADE DE SOBREVIVÊNCIA
E CRESCIMENTO EM VINHOTO DA PRODUÇÃO DE CACHAÇA SOB ATMOSFERA
AERÓBICA
SELECTION OF LACTIC BACTERIA OF SWINE ORIGIN FOR USE AS A PROBIOTIC USING THE CAPACITY OF
SURVIVAL AND GROWTH IN VINASSE OF CACHAÇA PRODUCTION UNDER AEROBIC ATMOSPHERE AS A
CRITERION
FLÁVIO HENRIQUE FERREIRA BARBOSA1; FELIPE HENRIQUE SILVA BAMBIRRA2; LEANDRO
HENRIQUE SILVA BAMBIRRA3; RUBENS ALEX DE OLIVEIRA MENEZES4
RESUMO
A produção de alimentos saudáveis e nutritivos em grande quantidade tem se tornado um desafio para todos os
profissionais que trabalham com toda a cadeia produtiva alimentícia. A produção mundial de suínos cresceu e o Brasil
teve um aumento significativo nas exportações de carne suína. Para que a atividade de criação de suínos se mantenha
produtiva, com a geração de lucros, promotores de crescimento têm sido incorporados às rações, com objetivo de
melhorar o processo digestivo e o desempenho zootécnico dos animais, resultando em maior ganho de peso e redução
do número de doenças. Entretanto, nos últimos anos tem aumentado a conscientização sobre o uso excessivo destes
produtos, bem como se tornado evidente os possíveis transtornos à saúde destes animais e do homem, como
consequências desta suplementação. As alternativas disponíveis para substituição dos antimicrobianos na suinocultura
incluem a utilização de probióticos, prebióticos, simbióticos e agentes fitoterápicos. Quanto aos Sistemas Agroindustriais
(SAG) existentes no Brasil, sabe-se que o sucroalcooleiro se destaca pela importância social, econômica e política. O
aumento da produção de álcool acarretará um problema ao meio ambiente, devido à maior quantidade de vinhoto, resíduo
produzido em grande volume. Seguindo esta linha de raciocínio, este trabalho propôs realizar a prospecção de
microrganismos probióticos e testar o vinhoto descartado nas usinas de álcool e alambiques de cachaça como veículo ou
meio de cultivo para microrganismos em formulações probióticas a serem utilizadas em suinocultura. Pelos resultados
obtidos, foi possível avaliar e constatar, que é possível produzir um preparado probiótico de bactérias lácticas a base de
vinhoto para a alimentação de animais monogástricos (suínos) recém-nascidos e terminados. Verificando-se neste caso,
até o presente momento, que a melhoria dos processos de multiplicação celular em vinhoto visando à máxima
produtividade a custos aceitáveis para a sua produção em larga escala se faz necessário.
PALAVRAS-CHAVE: Lactobacillus, bactérias lácticas, suínos, probiótico, vinhoto.
ABSTRACT
The production of healthy and nutritious food in large quantities has become a challenge for all professionals who work
with the entire food production chain. World swine production grew and Brazil saw a significant increase in exports. In
order for the pig breeding activity to remain productive, with the generation of profits, growth promoters have been
incorporated into the rations, with the objective of improving the digestive process and the zootechnical performance of
the animals, resulting in greater weight gain and reduced number of diseases. However, in recent years there has been
an increase in awareness about the excessive use of these products, as well as the possible health disorders of these
animals and man, as consequences of this supplementation, have become evident. The alternatives available to replace
antimicrobials in pig farming include the use of probiotics, prebiotics, symbiotics and herbal agents. As for the Agroindustrial
Systems (SAG) in Brazil, it is known that the sugar and alcohol industry stands out for its social, economic and political
importance. The increase in alcohol production will cause a problem to the environment, due to the greater amount of
vinasse, waste produced in large volume. Following this line of reasoning, this work proposed to prospect probiotic
microorganisms and test the vinasse discarded in alcohol plants and cachaça stills as a vehicle or culture medium for
microorganisms in probiotic formulations to be used in pig farming. From the results obtained, it was possible to evaluate
and verify that it is possible to produce a probiotic preparation of lactic acid bacteria based on vinasse for the feeding of
newborn and finished monogastric animals (swine). In this case, it has been verified, until now, that the improvement of
cell multiplication processes in vinasse aiming at maximum productivity at acceptable costs for its large-scale production
is necessary.
KEYWORDS: Lactobacillus, lactic bacteria, swine, probiotic, vinasse.
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
2
INTRODUÇÃO
A produção de alimentos saudáveis e
nutritivos em grande quantidade tem se
tornado um desafio para todos os profissionais
que trabalham com toda a cadeia produtiva
alimentícia. Estimativas indicam que o
suprimento de alimentos necessários para
atender aos requerimentos nutricionais da
população humana durante os próximos
quarenta anos equivale à quantidade
previamente produzida ao longo de toda a
história. Para atender a esta grande demanda
de alimentos de origem animal, os
pesquisadores têm se esforçado na busca de
novas tecnologias a fim de aumentar a
eficiência e a produtividade dos animais de
criação.
A suinocultura é um dos setores
agropecuários que mais tem crescido nas
últimas décadas. Segundo dados da
EMBRAPA, a produção de carne suína no
Brasil vem crescendo mais 5% ao ano desde
o ano de 2006. A produção mundial de suínos
cresceu sistematicamente nos últimos 30
anos e o Brasil teve um aumento significativo
nas exportações de carne suína, chegando à
quarta colocação mundial e, atualmente, esse
produto pode ser encontrado até na Rússia. A
este fato, associa-se um marcante aumento
no comércio e consumo de carne de suínos
em todo o mundo, sendo que sua produção
está rapidamente se expandindo em muitos
países em desenvolvimento, como o Brasil, o
que faz aumentar o rigor no manejo dos
animais e na produção da carne.
Para que a atividade de criação de
suínos se mantenha produtiva, com a geração
de lucros, muitos aditivos (incluindo
promotores de crescimento, como drogas
antimicrobianas) têm sido incorporados às
rações, com objetivo de melhorar o processo
digestivo e o desempenho zootécnico dos
animais, resultando em maior ganho de peso
e redução do número de doenças. Entretanto,
nos últimos anos tem aumentado a
conscientização sobre o uso excessivo destes
produtos, bem como se tornado evidente os
possíveis transtornos à saúde destes animais
e do homem, como consequências desta
suplementação.
Os antimicrobianos promotores de
crescimento podem alterar a microbiota do
trato digestivo e deprimir os mecanismos de
defesa dos animais, além de deixar resíduos
indesejáveis à saúde do homem na carne.
Além disso, a presença de concentrações
baixas de antimicrobianos pode ser
responsável pelo aumento dos fenômenos de
resistência bacteriana aos mesmos.
Recentemente, novos microrganismos
resistentes a uma ou várias drogas
antimicrobianas têm surgido e sido motivo de
preocupação para a saúde pública mundial.
Estes microrganismos modificados podem se
difundir pelo meio ambiente e estarem
presentes na carne dos animais (FULLER,
1989; SALMINEN & VON WRIGHT, 1993;
TANNOCK, 2003).
Por causa destas evidências, a
ausência de microrganismos potencialmente
patogênicos e a ausência de resíduos de
produtos químicos têm se tornado os
principais indicadores de qualidade da carne
de suínos, bem como de outros alimentos.
Assim, a suinocultura brasileira precisará se
adaptar às futuras normas de comércio
internacional, pois alguns países
importadores, principalmente da União
Europeia, não mais aceitarão adquirir carne
de suínos oriunda de produtores que utilizam
antimicrobianos para aumentar os índices de
produtividade de seus plantéis.
Assim, tem gerado a necessidade de se
buscar alternativas que possam promover os
mesmos efeitos de produtividade
relacionados ao uso dos aditivos alimentares,
porém, sem causar as mesmas
consequências indesejáveis destes. Além
disto, ainda existem prejuízos relacionados ao
impacto econômico da retirada destas drogas
antimicrobianas da alimentação de suínos.
Isto representa aumento nos custos de
produção, sendo, principalmente, causados
por aumento no consumo de ração e no
período de ocupação dos galpões, menos
ciclos produtivos por ano, além de mais gastos
com a mão-de-obra.
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
3
As alternativas disponíveis para
substituição dos antimicrobianos na
suinocultura incluem a utilização de
probióticos, prebióticos, simbióticos e agentes
fitoterápicos. Dentre estas, a utilização dos
microrganismos probióticos constitui uma
perspectiva extremamente interessante, pois
as próprias bactérias benéficas da microbiota
intestinal dos animais poderiam ser
empregadas em substituição aos
antimicrobianos. Nestes casos, estes
microrganismos poderiam favorecer o
equilíbrio do ecossistema gastrintestinal, o
que seria refletido em melhoria da saúde e
boa produtividade. Trabalhos científicos têm
sido conduzidos tentando avaliar a eficiência
da utilização dos probióticos, em substituição
aos produtos químicos, para modular a saúde
de suínos comerciais e proporcionar um
ganho de peso adequado. Bactérias do
gênero Lactobacillus são os principais
microrganismos desejáveis encontrados em
grandes quantidades por todo o trato
gastrintestinal (TGI) de suínos, mostrando ser
fortes candidatas como probióticos para estes
animais (FULLER, 1989; SALMINEN & VON
WRIGHT, 1993; TANNOCK, 2003).
Quanto aos Sistemas Agroindustriais
(SAG) existentes no Brasil, sabe-se que o
sucroalcooleiro se destaca pela importância
social, econômica e política. A crise do
Proálcool, após a década de 1990, foi
acompanhada por período de sensível
redução dos preços do açúcar no mercado
externo. Esse fato, associado à estagnação
no crescimento da demanda interna e no
aumento da produtividade agrícola e
industrial, desencadeou uma nova crise de
superprodução, existente até há pouco tempo.
Nessa nova configuração, a análise da
competitividade e de potencialidades para
novos empreendimentos com uso de
derivados da cana-de-açúcar aparece em
destaque. A cadeia produtiva da cana-de-
açúcar como fornecedora de produtos para o
mercado industrial e para exportação faz com
que as usinas intensifiquem seus esforços por
melhoria da produtividade, sendo que a
exigência dos clientes industriais as leva à
diferenciação de produtos com maior valor
agregado.
Dessa forma, uma diferente iniciativa
que o SAG Canavieiro poderia empreender
para reforçar sua competitividade nesta nova
configuração seria o aproveitamento das
oportunidades de diversificação na direção de
novos produtos oriundos da cana-de-açúcar e
seus derivados. Os empreendimentos para
diversificação das empresas mais bem
posicionadas do SAG estão sendo para
diferenciar suas commodities, açúcar e álcool,
em atividades complementares, tais como as
iniciativas para produção de produtos
resultantes de transformação de derivados da
cana-de-açúcar.
A reestruturação do SAG, na direção de
consolidar seu posicionamento nos mercados
interno e externo, apresenta grande impacto
na produção canavieira. Esse impacto é mais
forte principalmente em regiões do país onde
há predomínio da atividade canavieira.
Anuncia-se para essas regiões o aumento na
produção do álcool, dada sua
sobrevalorização em decorrência do
crescimento da demanda, devido às
exportações e do aumento dos preços do
petróleo e, ainda, do crescimento do mercado
interno, com os novos carros bicombustíveis e
a perspectiva de outros países adotarem
combustíveis menos poluidores.
De outro lado, o aumento da produção
de álcool acarretará um problema ao meio
ambiente, devido à maior quantidade de
vinhoto, resíduo produzido em grande volume,
qual seja na proporção de um litro de álcool
para 12 litros de vinhoto. O vinhoto distribuído
no solo, por meio de fertiirrigação dos talhões
de cana, apresenta já, nesse momento, várias
objeções de caráter ambiental: a primeira é
que a quantidade de vinhaça necessária para
a fertiirrigação da cana é inferior à quantidade
despejada, o que provoca comprometimento
dos lençóis freáticos e, no limite, até dos
lençóis mais profundos de água, como os
aquíferos. A segunda objeção é que as usinas
não possuem capacidade logística de
distribuição do vinhoto sobre toda a área
colhida de cana. Essa distribuição, em geral,
concentra-se nas áreas circunvizinhas às
usinas, o que vem comprometendo a própria
produtividade da cana próxima. Isso reforça a
necessidade de pensar em soluções, ou que
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
4
reduzam o grau de concentração da vinhaça a
ser distribuída no solo, ou que seja expandida
a área de fertiirrigação ou ainda, que se
descubram novas aplicações tecnológicas
(VIAN, 2003; MOREIRA et al., 2002;
ASSUMPÇÃO, 2004).
Seguindo esta linha de raciocínio, este
trabalho se propôs a selecionar bactérias
lácticas para uso como probiótico utilizando
como critério a sua capacidade de
sobrevivência e crescimento em atmosfera
aeróbica; no vinhoto, avaliando, também, a
capacidade de estocagem das bactérias
lácticas selecionadas, ao longo do tempo, a
4ºC e à temperatura ambiente.
MATERIAL E MÉTODOS
1. Microrganismos
Características Morfo-tintoriais,
Bioquímicas e Fisiológicas dos
Microrganismos Isolados
Numa placa contendo em torno de 100
unidades formadoras de colônia (UFC), as
colônias morfologicamente diferentes e mais
significativas do ponto de vista populacional
foram repicadas, a partir do ágar MRS (Difco),
no mesmo meio. A partir de colônias, de cada
amostra, que apresentaram aspectos
morfológicos distintos foram feitos esfregaços
em lâminas para coloração pelo método de
Gram. Além disto, a partir dessas mesmas
colônias foram feitos testes de catalase em
lâmina, utilizando-se H2O2 (30%). Aqueles
que se apresentaram como Gram-positivo e
catalase negativa, sugestivos de pertencerem
ao gênero Lactobacillus, foram submetidos à
identificação, utilizando técnicas de biologia
molecular.
Purificação e Manutenção dos
Microrganismos Isolados
Os microrganismos isolados e
avaliados pelas características morfo-
tintoriais, bioquímicas e fisiológicas e pelo
teste respiratório foram inoculados em 5 mL
de caldo MRS (Difco), sendo em seguida
incubados em anaerobiose, à 37ºC durante 48
horas. Após o crescimento, uma alíquota de
500 µL de cada tubo foi transferida para tubo
eppendorf e adicionada de glicerol esterilizado
(50 µL), sendo, em seguida, congelados a -
18ºC e -86ºC, para posterior utilização,
quando necessário. O restante dos cultivos foi
destinado às análises baseadas em técnicas
de biologia molecular, com a finalidade de
identificação das espécies isoladas.
Ativação das culturas
Amostras de Lactobacillus spp.
isoladas a partir do TGI dos suínos (Sus scrofa
domesticus), oriundos de criação intensiva, e
pré-identificadas pelo perfil de fermentação de
carboidratos (kit API 50 CHL, BioMérieux,
Marcy l’Etoile, France), foram descongeladas
e inoculadas (200 µL) em caldo MRS (Difco).
O meio foi incubado, sob condições de
anaerobiose, a 37ºC, durante 48 horas. Após
cinco passagens em caldo, 50 µL de cada
amostra foram repicados em ágar MRS
(Difco), por três métodos diferentes: pour-
plate, espalhamento com auxílio da alça de
Drigalski e estria. Então, as placas foram
incubadas em anaerobiose, sendo mantidas a
37ºC, durante 48 horas.
2. O Vinhoto
Foram utilizadas amostras de vinhoto
(produto resultante do destilado da cana-de-
açúcar) produzidas por “Vale Verde
Alambique e Parque Ecológico”, alambique de
cachaça localizado na rodovia MG 50, Km 39
– Bairro Vianópolis, município de Betim – MG.
As amostras foram acondicionadas e
transportadas em vasilhame de polietileno
tereftalato (PET) selados para evitar trocas
gasosas prevenindo a oxidação. Foram
realizadas análises físico-químicas e
estabilidade microbiológica durante o período
de estocagem.
3. Teste Respiratório
As amostras foram repicadas, em
triplicata, para placas de Petri contendo ágar
MRS (Difco). As placas foram incubadas sob
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
5
três condições de cultivo diferentes:
aerobiose, microaerofilia e anaerobiose. O
material foi incubado durante 48 horas a 37oC.
Para viabilizar a produção de um probiótico
em escala industrial, microrganismos com
crescimento satisfatório em condições
aeróbicas se fazem necessário.
4. Testes in vitro Para Simulação de
Viabilidade e Crescimento das Bactérias
Lácticas Cultivadas em Vinhoto com
Suplementações Diferenciadas
As células foram crescidas em 10 mL
de caldo MRS (Difco) e incubadas a 37°C sob
condições de anaerobiose em câmara
anaeróbica, durante 24 horas. Após duas
passagens em 10 mL de caldo MRS, 100 µL
de cada amostra foram repicados para 10 mL
do meio de cultura alternativo contendo
vinhoto de cana-de-açúcar a 37ºC por 24
horas. Esta simulação foi feita utilizando
vinhoto “puro”; vinhoto com suplementação de
2% de dextrose (fonte de carbono) e 0,2% de
extrato de levedura (fonte de nitrogênio);
vinhoto com suplementação de 2% de
sacarose (fonte de carbono) e 0,2% de extrato
de levedura (fonte de nitrogênio); e vinhoto
com suplementação de 2% de melado de
cana-de-açúcar (fonte de carbono) e 0,2% de
extrato de levedura (fonte de nitrogênio). Em
todos os tratamentos citados, foi acertado o
pH para 6,5. Para a suplementação levou-se
em consideração a concentração de dextrose
(2%) no meio de cultura utilizado para o cultivo
de Lactobacillus, o MRS (Difco). Foi mantido
um controle em salina tamponada estéril nas
mesmas condições (37ºC). Após 24 horas de
incubação a 37ºC em ágar MRS (Difco) as
amostras foram processadas em análises nas
quais alíquotas foram retiradas, diluídas,
plaqueadas em MRS (Difco) e incubadas a
37ºC por 24-48 horas em anaerobiose para
contagem dos microrganismos. Os resultados
foram comparados com seus respectivos
controles.
5. Estocagem e Viabilidade das
Bactérias Lácticas ao Longo do Tempo
Cultivadas em Vinhoto Com
Suplementação
Para avaliar a viabilidade das bactérias
lácticas escolhidas ao longo do tempo, estas
foram crescidas em 1 litro de meio MRS
durante 24-48 horas à temperatura de 37ºC
em câmara anaeróbica. Após este tempo, as
células foram centrifugadas durante 10
minutos a 3000 rpm, ressuspensas em vinhoto
com suplementação de fonte de carbono e
0,2% de extrato de levedura (fonte de
nitrogênio); pH=6,5; para a obtenção de uma
concentração de 108 UFC/mL e aliquotadas
em tubos de rosca e mantidas à temperatura
ambiente ou em geladeira. Em intervalos pré-
determinados (a cada 7 dias durante 1 mês),
uma alíquota de amostra (em duplicata) foi
retirada, diluída e plaqueada em MRS (Difco),
as colônias foram contadas e a viabilidade foi
avaliada.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
1. Teste Respiratório
As amostras foram repicadas, em
triplicata, para placas de Petri contendo ágar
MRS (Difco) e incubadas sob três condições
de cultivo diferentes: aerobiose, microaerofilia
e anaerobiose. Crescimento satisfatório em
condições aeróbicas se faz necessário.
Microrganismos isolados das fezes de suínos
que não apresentaram crescimento sob
condições de aerobiose foram descartados,
pois no caso de aplicação industrial em
grande escala poderia inviabilizar o processo
de produção. Nas Tabelas a seguir, pode-se
observar os padrões de crescimento em
função da atmosfera gasosa em que os
microrganismos isolados e identificados foram
incubados.
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
6
Tabela 1. Teste respiratório de espécies de
Lactobacillus spp., isoladas do conteúdo fecal de
suínos recém-desmamados (21 dias) em sistema de
criação intensiva. Total: 2 animais.
Tabela 2. Teste respiratório de espécies de
Lactobacillus spp., isoladas do conteúdo fecal de
suínos terminados (140 dias) em sistema de criação
intensiva. Total: 2 animais.
2. Testes in vitro Para Simulação de
Viabilidade e Crescimento das Bactérias
Lácticas Cultivadas em Vinhoto com
Suplementações Diferenciadas
Primeiramente, antes de dar início aos
trabalhos com o vinhoto, este resíduo foi
analisado por testes físico-químicos de modo
a caracterizá-lo quanto à composição e
adequar os passos seguintes para o cultivo
dos microrganismos selecionados. Os
microrganismos que apresentaram
crescimento satisfatório (positivo) em
aerobiose na etapa anterior foram utilizados
nestes testes. Em todos os tratamentos
realizados a seguir, o pH foi acertado para 6,5.
Segue abaixo a Tabela 3, a qual relaciona os
valores encontrados inicialmente:
Tabela 3. Determinações físico-químicas realizadas no
vinhoto utilizado nos experimentos.
O vinhoto é um resíduo liquido oriundo
do processo de destilação de álcool, estudado
por diversos pesquisadores (VIAN, 2003;
MOREIRA et al., 2002; ASSUMPÇÃO, 2004).
À temperatura e concentração elevada é
muito corrosivo, o que torna muito difícil seu
transporte e armazenamento. Em sua
composição, estão presentes substâncias
metabolizadas e não incorporadas pelas
leveduras durante o processo fermentativo,
tais como substâncias redutoras e
aminoácidos, além de metabólitos como o
glicerol, que pode chegar de 5 a 6% da
matéria seca do vinhoto, ácidos orgânicos,
gomas, lama e substâncias não identificadas.
Estes autores destacam ainda, que na Europa
e em outros países como Cuba, é muito
difundido o seu uso na produção de levedura
forrageira, onde é utilizado como única fonte
de carbono e também misturado com
pequenas proporções de melaço para
melhorar os resultados produtivos e de
qualidade, bem como diminuir os custos de
investimento em fermentadores e outros
equipamentos (VIAN, 2003; MOREIRA et al.,
2002; ASSUMPÇÃO, 2004).
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
7
Os testes mostraram (ver figuras: 1, 2,
3 e 4) que no vinhoto sem suplementação os
Lactobacillus selecionados não apresentam
crescimento satisfatório durante o intervalo de
24 horas em que se mantiveram incubados a
37ºC em anaerobiose. Pode-se citar,
entretanto, que os mesmos não foram
completamente eliminados (mortos) neste
intervalo de tempo e nem apresentaram
queda drástica dos níveis microbianos no
período em que foram mantidos sob
incubação, mesmo com a ausência de
nutrientes.
Já no segundo teste, quando se utilizou
o vinhoto com suplementação de vinhoto com
suplementação de 2% de dextrose (fonte de
carbono) e 0,2% de extrato de levedura (fonte
de nitrogênio); vinhoto com suplementação de
2% de sacarose (fonte de carbono) e 0,2% de
extrato de levedura (fonte de nitrogênio); e
vinhoto com suplementação de 2% de melado
de cana-de-açúcar (fonte de carbono) e 0,2%
de extrato de levedura (fonte de nitrogênio),
com pH=6,5, os microrganismos selecionados
mostraram crescimento suficiente para a
possível utilização probiótica em
concentrações de 106 à 108. Para a
suplementação levou-se em consideração a
concentração de dextrose (2%) encontrada no
meio de cultura comercialmente indicado
utilizado para o cultivo de bactérias lácticas, o
MRS (Difco). Verifica-se, então, a
possibilidade de potencializarmos a sobrevida
celular por meio da adição de fontes
alternativas presentes nos alambiques
cachaça e usinas de álcool, como a sacarose,
presente no próprio caldo de cana utilizado na
fabricação de álcool e cachaça quanto ao
melado e ao melaço presente, também, em
usinas produtoras de açúcar.
Todos os testes foram realizados com
inóculos nas concentrações iniciais
aproximadas de 103. Foi mantido um controle
em salina tamponada estéril nas mesmas
condições (37ºC). Após 24 horas de
incubação a 37ºC em ágar MRS (Difco) as
amostras foram processadas em análises nas
quais alíquotas foram retiradas, diluídas,
plaqueadas em MRS (Difco) e incubadas a
37ºC por 24-48 horas em anaerobiose para
contagem dos microrganismos. Os resultados
foram comparados com seus respectivos
controles.
Figura 1. Concentração (log. de UFC/mL) dos
Lactobacillus spp. selecionados para o teste de
crescimento em vinhoto sem suplementação após 24
horas de incubação a 37oC em anaerobiose.
Figura 2. Concentração (log. de UFC/mL) dos
Lactobacillus spp. selecionados para o teste de
crescimento em vinhoto com suplementação de
Dextrose 2% após 24 horas de incubação a 37oC em
anaerobiose.
Figura 3. Concentração (log. de UFC/mL) dos
Lactobacillus spp. selecionados para o teste de
crescimento em vinhoto com suplementação de
Sacarose 2% após 24 horas de incubação a 37oC em
anaerobiose.
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
8
Figura 4. Concentração (log de UFC/mL) dos
Lactobacillus spp. selecionados para o teste de
crescimento em vinhoto com suplementação de Melado
2% após 24 horas de incubação a 37oC em
anaerobiose.
Os testes de crescimento em vinhoto
sem suplementação e suplementados (24
horas de incubação a 37oC em anaerobiose)
foram submetidos à análise estatística de
variância “Kruskal-Wallis One Way Analysis of
Variance on Ranks – SigmaStat 3.5” onde
foram encontradas diferenças significativas (P
< 0,05):
Comparações por fatores:
Não foram observadas diferenças
significativas entre os cultivos de Lactobacillus
em vinhoto suplementados com 2% de
dextrose e com 2% de sacarose. Para a
sequência de cultivos nos experimentos
seguintes priorizou-se a utilização de dextrose
como principal suplemento nutricional
garantindo fonte de carbono adequada ao
crescimento no vinhoto.
3. Estocagem e Viabilidade das
Bactérias Lácticas ao Longo do Tempo
Cultivadas em Vinhoto Com
Suplementação
Para avaliar a viabilidade das bactérias
lácticas escolhidas ao longo do tempo, estas
foram crescidas em 1 litro de meio MRS
durante 24-48 horas à temperatura de 37ºC
em câmara anaeróbica. Após este tempo, as
células foram centrifugadas durante 10
minutos a 3000 rpm, ressuspensas em vinhoto
com suplementação (2% de dextrose e 0,2%
de extrato de levedura – pH=6,5) para a
obtenção de uma concentração de 108
UFC/mL e aliquotadas em tubos de rosca e
mantidas à temperatura ambiente ou em
geladeira. Em intervalos pré-determinados (a
cada 7 dias durante 1 mês), uma alíquota de
amostra (em duplicata) foi retirada, diluída e
plaqueada em MRS (Difco), as colônias foram
contadas e a viabilidade foi avaliada.
Os resultados demonstraram (figuras 5
e 6) que o período de viabilidade celular em
meio aquoso é extremamente curto (10 dias)
para estas bactérias lácticas, principalmente
quando mantidos à temperatura ambiente.
Mesmo com algumas características
importantes e muito comuns aos
Lactobacillus, como por exemplo, a
capacidade de sobreviver em meios ácidos ou
outras condições ambientais, a queda nos
níveis microbianos implica em redução ou
ineficácia da atividade probiótica, a qual se
encontra intimamente ligada ao número de
microrganismos em um dado ecossistema em
que se deseja atuar.
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
9
Figura 5. Viabilidade dos Lactobacillus selecionados
em vinhoto com suplementação ao longo do tempo e
mantidos sob temperatura ambiente (28oC).
Figura 6. Viabilidade dos Lactobacillus selecionados
em vinhoto com suplementação ao longo do tempo e
mantidos sob refrigeração (4ºC).
Nestes casos, para uma utilização
racional e efetiva do microrganismo probiótico
associado ao vinhoto como suplemento
alimentar incorporado à dieta animal, faz-se
necessário a produção seguida de rápida
aplicação do produto (talvez três dias fosse o
prazo máximo), ainda com número
considerável de células viáveis ou, então, do
estabelecimento de outras formas de
conservação microbiana e manutenção do
produto como se pode citar: a liofilização,
desidratação da cultura tipo spray dryer,
congelamento, e outros.
CONCLUSÃO
De acordo com as características
probióticas estudadas, algumas amostras de
microrganismos isolados do conteúdo fecal de
suínos se destacam quando o objetivo
almejado é a utilização para a elaboração de
produtos probióticos que poderão ser
administrados via oral para os animais, logo
após o nascimento, durante o desmame
(creche) e em outras fases da cadeia
produtiva.
Em relação aos testes realizados nesta
esta etapa temos:
- Teste Respiratório
Destaque para os microrganismos os
quais apresentaram crescimento satisfatório
em aerobiose: L. acidophilus - 04 J; L.
mucosae - 06 J; L. ruminis - 14 J; L. johnsonii
- 18 J; L. johnsonii - 21 J; L. reuteri - 23 J; L.
reuteri - 27 J; L. salivarius - 08 A; L. reuteri -
11 A; L. acidophilus - 13 A; L. acidophilus - 22
A e L. salivarius - 25 A.
- Simulação de Viabilidade e
Crescimento das Bactérias Lácticas
Cultivadas em Vinhoto com Suplementações
Diferenciadas / Estocagem e Viabilidade das
Bactérias Lácticas ao Longo do Tempo
Cultivadas em Vinhoto
Destaque para os microrganismos que
atingiram concentrações microbianas acima
de 107: L. mucosae - 06 J; L. ruminis - 14 J; L.
johnsonii - 18 J; L. salivarius - 08 A; L. reuteri
- 11 A e L. acidophilus - 13 A. Em relação à
estocagem em vinhoto, todos os
microrganismos apresentaram
comportamento semelhante em meio aquoso,
o que determina a produção e rápida
aplicação aos animais visando efeitos
probióticos.
Sendo assim, é possível produzir
bactérias lácticas no vinhoto. Verifica-se neste
caso, até o presente momento, que a melhoria
dos processos de multiplicação celular em
vinhoto visando à máxima produtividade a
custos aceitáveis para a sua produção em
larga escala se faz necessário. O crescimento
dos Lactobacillus no vinhoto somente foi
alcançado com acréscimo de nutrientes (ex.:
glicose e extrato de levedura).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ASSUMPÇÃO, M.R.P. A competitividade do
sistema agroindustrial da cana-de-açúcar e
novos empreendimentos viáveis baseados na
ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014
10
utilização de matérias primas originadas da
cana-de-açúcar e seus derivados. 978 p.
Relatório Final. UFSCar, Estudo contrato 165
pelo IEL/CNI, realizado pelo Grupo de
Pesquisa DIVERICANA, UFSCAR. São
Carlos, 2004.
FULLER, R. Probiotics in man and animals. J.
Appl. Bacteriol., v. 66, p. 365-378, 1989.
MOREIRA, I.; MARCIS Jr., M.; FURNLAN,
A.C.; PATRICIO, V.M.I.; OLIVEIRA, G.C. Uso
da levedura seca por “spray-dry” como fonte
de proteína para suínos em crescimento e
terminação. Rev Bras Zootec, v. 31, p. 962-
969, 2002.
SALMINEN, S.; VON WRIGHT, A. Lactic acid
bacteria. New York: Marcel Dekker, 442 p.,
1993.
TANNOCK, G.W. Probiotics and prebiotics:
where we are going? Wymondham: Caister
Academic Press. 54 p., 2003.
VIAN, C.E. de F. Agroindústria canavieira –
estratégias competitivas e modernização.
Campinas: Editora Átomo, 216 p., 2003.
________________________________________
1 - Graduação em Ciências Biológicas.
Professor Adjunto do Departamento de
Morfologia (DMO – CCBS) da Universidade
Federal de Sergipe - UFS, Brasil.
E-mail: flaviobarbosaufs@gmail.com
2 - Graduação em Fisioterapia. Mestrado em
Microbiogia. Departamento de Microbiologia
(ICB) da Universidade Federal de Minas
Gerais - UFMG, Brasil.
3 - Graduação em Medicina Veterinária.
Departamento de Microbiologia (ICB) da
Universidade Federal de Minas Gerais -
UFMG, Brasil.
4 - Graduação em Enfermagem. Professor
Adjunto do Curso de Enfermagem da
Universidade Federal do Amapá (UNIFAP),
Brasil.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Artigo abmba v5_n2_2017_01
Artigo abmba v5_n2_2017_01Artigo abmba v5_n2_2017_01
Artigo abmba v5_n2_2017_01
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Artigo abmba v5_n1_2017_01
Artigo abmba v5_n1_2017_01Artigo abmba v5_n1_2017_01
Artigo abmba v5_n1_2017_01
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Artigo abmba v6_n2_2018_01
Artigo abmba v6_n2_2018_01Artigo abmba v6_n2_2018_01
Artigo abmba v6_n2_2018_01
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Artigo abmba v4_n1_2016_01
Artigo abmba v4_n1_2016_01Artigo abmba v4_n1_2016_01
Artigo abmba v4_n1_2016_01
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Artigo abmba v7_n1_2019_01
Artigo abmba v7_n1_2019_01Artigo abmba v7_n1_2019_01
Artigo abmba v7_n1_2019_01
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Artigo abmba v6_n1_2018_01
Artigo abmba v6_n1_2018_01Artigo abmba v6_n1_2018_01
Artigo abmba v6_n1_2018_01
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Cartilha carbono-web
Cartilha carbono-webCartilha carbono-web
Cartilha carbono-web
Fábio Santos
 
Comunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídio
Comunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídioComunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídio
Comunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídio
João Siqueira da Mata
 
PapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e Comercialização
PapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e ComercializaçãoPapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e Comercialização
PapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e Comercialização
Instituto Qualittas de Pós Graduação
 
Trabalho avaliativo - Outros Agronegócios - recuperação
Trabalho avaliativo - Outros Agronegócios  - recuperaçãoTrabalho avaliativo - Outros Agronegócios  - recuperação
Trabalho avaliativo - Outros Agronegócios - recuperação
Jobenemar Carvalho
 
Mod. 6 vitaminas, minerais e aditivos
Mod. 6   vitaminas, minerais e aditivosMod. 6   vitaminas, minerais e aditivos
Mod. 6 vitaminas, minerais e aditivos
Portal Canal Rural
 
Aditivos em ruminantes bromatologia
Aditivos em ruminantes   bromatologiaAditivos em ruminantes   bromatologia
Aditivos em ruminantes bromatologia
Roger Moreira
 
Agricultura orgânica e produção integrada diferenças e semelhanças
Agricultura orgânica e produção integrada  diferenças e semelhançasAgricultura orgânica e produção integrada  diferenças e semelhanças
Agricultura orgânica e produção integrada diferenças e semelhanças
João Siqueira da Mata
 
Manejos nutricional para aves
Manejos nutricional para avesManejos nutricional para aves
Manejos nutricional para aves
Marília Gomes
 
Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...
Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...
Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...
Weysser Felipe
 
Soja - OGM
Soja - OGMSoja - OGM
Soja - OGM
Biomap
 
Calculo da c n
Calculo da c nCalculo da c n
Calculo da c n
ClaireJuliana1
 
Milho transgênico
Milho transgênicoMilho transgênico
Milho transgênico
Aline Karolayne
 
Analise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CE
Analise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CEAnalise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CE
Analise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CE
Francisco Pereira da Silva
 
Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1
Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1
Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1
João Siqueira da Mata
 

Mais procurados (20)

Artigo abmba v5_n2_2017_01
Artigo abmba v5_n2_2017_01Artigo abmba v5_n2_2017_01
Artigo abmba v5_n2_2017_01
 
Artigo abmba v5_n1_2017_01
Artigo abmba v5_n1_2017_01Artigo abmba v5_n1_2017_01
Artigo abmba v5_n1_2017_01
 
Artigo abmba v6_n2_2018_01
Artigo abmba v6_n2_2018_01Artigo abmba v6_n2_2018_01
Artigo abmba v6_n2_2018_01
 
Artigo abmba v4_n1_2016_01
Artigo abmba v4_n1_2016_01Artigo abmba v4_n1_2016_01
Artigo abmba v4_n1_2016_01
 
Artigo abmba v7_n1_2019_01
Artigo abmba v7_n1_2019_01Artigo abmba v7_n1_2019_01
Artigo abmba v7_n1_2019_01
 
Artigo abmba v6_n1_2018_01
Artigo abmba v6_n1_2018_01Artigo abmba v6_n1_2018_01
Artigo abmba v6_n1_2018_01
 
Cartilha carbono-web
Cartilha carbono-webCartilha carbono-web
Cartilha carbono-web
 
Comunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídio
Comunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídioComunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídio
Comunicado 14 leite de vaca cru para o controle de oídio
 
PapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e Comercialização
PapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e ComercializaçãoPapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e Comercialização
PapoVet - Riscos Alimentares na Produção, Distribuição e Comercialização
 
Trabalho avaliativo - Outros Agronegócios - recuperação
Trabalho avaliativo - Outros Agronegócios  - recuperaçãoTrabalho avaliativo - Outros Agronegócios  - recuperação
Trabalho avaliativo - Outros Agronegócios - recuperação
 
Mod. 6 vitaminas, minerais e aditivos
Mod. 6   vitaminas, minerais e aditivosMod. 6   vitaminas, minerais e aditivos
Mod. 6 vitaminas, minerais e aditivos
 
Aditivos em ruminantes bromatologia
Aditivos em ruminantes   bromatologiaAditivos em ruminantes   bromatologia
Aditivos em ruminantes bromatologia
 
Agricultura orgânica e produção integrada diferenças e semelhanças
Agricultura orgânica e produção integrada  diferenças e semelhançasAgricultura orgânica e produção integrada  diferenças e semelhanças
Agricultura orgânica e produção integrada diferenças e semelhanças
 
Manejos nutricional para aves
Manejos nutricional para avesManejos nutricional para aves
Manejos nutricional para aves
 
Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...
Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...
Avaliação físico química, sensorial e microbiológica de iogurte de açaí (eute...
 
Soja - OGM
Soja - OGMSoja - OGM
Soja - OGM
 
Calculo da c n
Calculo da c nCalculo da c n
Calculo da c n
 
Milho transgênico
Milho transgênicoMilho transgênico
Milho transgênico
 
Analise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CE
Analise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CEAnalise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CE
Analise de Mesófilos em Leite Cru Comercializado na Cidade de Quixeramobim - CE
 
Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1
Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1
Relatório+para+2011 12+-+30 10-13_1
 

Semelhante a Artigo abmba v2_n2_2014_01

Antimicrobianos dbo março
Antimicrobianos dbo marçoAntimicrobianos dbo março
Antimicrobianos dbo março
Renato Villela
 
01 defensivos alternativos
01 defensivos alternativos01 defensivos alternativos
01 defensivos alternativos
Andre Moraes Costa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Frango corte
Frango corteFrango corte
Frango corte
mvezzone
 
Artigo bioterra v19_n2_06
Artigo bioterra v19_n2_06Artigo bioterra v19_n2_06
Artigo bioterra v19_n2_06
Universidade Federal de Sergipe - UFS
 
Análise microbiológica de iogurte
Análise microbiológica de iogurteAnálise microbiológica de iogurte
Análise microbiológica de iogurte
Artur Chimbapo
 
Gestão da qualidade e segurança alimentar
Gestão da qualidade e segurança alimentar Gestão da qualidade e segurança alimentar
Gestão da qualidade e segurança alimentar
José Luís Franco
 
Os Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
Os Desafios Socioambientais para o Agro SustentávelOs Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
Os Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
AgriculturaSustentavel
 
Kefir artigo
Kefir artigoKefir artigo
Kefir artigo
Flavio Silva
 
Exploração das potencialidades da biosfera
Exploração das potencialidades da biosferaExploração das potencialidades da biosfera
Exploração das potencialidades da biosfera
Filipe Leal
 
AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014
AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014
AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014
ECOCLÃ BIOTECNOLOGIA
 
Apostilaproctecnalim 2015
Apostilaproctecnalim 2015Apostilaproctecnalim 2015
Apostilaproctecnalim 2015
Maria Joao Ramalho
 
O Novo Perfil Varietal da Cana-de-Açúcar
O Novo Perfil Varietal da Cana-de-AçúcarO Novo Perfil Varietal da Cana-de-Açúcar
O Novo Perfil Varietal da Cana-de-Açúcar
Rural Pecuária
 
Special Share Green Technologies - (Fehispor)
Special Share Green Technologies - (Fehispor)Special Share Green Technologies - (Fehispor)
Special Share Green Technologies - (Fehispor)
Extremadura Avante
 
Relatório de estágio
Relatório de estágioRelatório de estágio
Relatório de estágio
tatianabd1992
 
53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf
53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf
53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf
LUCIENECRISTALDOALBU
 
Apostila biotecnologia alimentos
Apostila biotecnologia alimentosApostila biotecnologia alimentos
Apostila biotecnologia alimentos
consultor tecnico
 
Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...
Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...
Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...
OZILDO1
 
790 3008-2-pb
790 3008-2-pb790 3008-2-pb
Chr hansenhalabiotec150
Chr hansenhalabiotec150Chr hansenhalabiotec150
Chr hansenhalabiotec150
MilkPoint
 

Semelhante a Artigo abmba v2_n2_2014_01 (20)

Antimicrobianos dbo março
Antimicrobianos dbo marçoAntimicrobianos dbo março
Antimicrobianos dbo março
 
01 defensivos alternativos
01 defensivos alternativos01 defensivos alternativos
01 defensivos alternativos
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N1 2011
 
Frango corte
Frango corteFrango corte
Frango corte
 
Artigo bioterra v19_n2_06
Artigo bioterra v19_n2_06Artigo bioterra v19_n2_06
Artigo bioterra v19_n2_06
 
Análise microbiológica de iogurte
Análise microbiológica de iogurteAnálise microbiológica de iogurte
Análise microbiológica de iogurte
 
Gestão da qualidade e segurança alimentar
Gestão da qualidade e segurança alimentar Gestão da qualidade e segurança alimentar
Gestão da qualidade e segurança alimentar
 
Os Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
Os Desafios Socioambientais para o Agro SustentávelOs Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
Os Desafios Socioambientais para o Agro Sustentável
 
Kefir artigo
Kefir artigoKefir artigo
Kefir artigo
 
Exploração das potencialidades da biosfera
Exploração das potencialidades da biosferaExploração das potencialidades da biosfera
Exploração das potencialidades da biosfera
 
AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014
AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014
AQUACULTURE LINE PRESENTATION 2014
 
Apostilaproctecnalim 2015
Apostilaproctecnalim 2015Apostilaproctecnalim 2015
Apostilaproctecnalim 2015
 
O Novo Perfil Varietal da Cana-de-Açúcar
O Novo Perfil Varietal da Cana-de-AçúcarO Novo Perfil Varietal da Cana-de-Açúcar
O Novo Perfil Varietal da Cana-de-Açúcar
 
Special Share Green Technologies - (Fehispor)
Special Share Green Technologies - (Fehispor)Special Share Green Technologies - (Fehispor)
Special Share Green Technologies - (Fehispor)
 
Relatório de estágio
Relatório de estágioRelatório de estágio
Relatório de estágio
 
53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf
53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf
53-Texto do Artigo-160-1-10-20171020.pdf
 
Apostila biotecnologia alimentos
Apostila biotecnologia alimentosApostila biotecnologia alimentos
Apostila biotecnologia alimentos
 
Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...
Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...
Qualidade microbiológica do queijo de coalho comercializado no município de p...
 
790 3008-2-pb
790 3008-2-pb790 3008-2-pb
790 3008-2-pb
 
Chr hansenhalabiotec150
Chr hansenhalabiotec150Chr hansenhalabiotec150
Chr hansenhalabiotec150
 

Mais de Flávio Henrique Ferreira Barbosa

Artigo abmba v9_n1_2021_02
Artigo abmba v9_n1_2021_02Artigo abmba v9_n1_2021_02
Artigo abmba v9_n1_2021_02
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Flávio Henrique Ferreira Barbosa
 

Mais de Flávio Henrique Ferreira Barbosa (16)

Artigo abmba v9_n1_2021_02
Artigo abmba v9_n1_2021_02Artigo abmba v9_n1_2021_02
Artigo abmba v9_n1_2021_02
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N2 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V2N1 2012
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V3N1 2013
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
 
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
Ciência Equatorial - ISSN 2179-9563 - V1N2 2011
 

Último

Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
jenneferbarbosa21
 
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
FlorAzaleia1
 
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
jenneferbarbosa21
 
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
FlorAzaleia1
 
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptxMÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MnicaPereira739219
 
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
jenneferbarbosa21
 
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
FERNANDACAROLINEPONT
 
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.pptAula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
cleidianevieira7
 

Último (8)

Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
Taxonomia: é a ciência que classifica os seres vivos, estabelecendo critérios...
 
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - ONDAS ELETROMAGNÉTICAS - APLICAÇÕES TECNOLÓGICAS.pdf
 
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
Cards das Espécies da Coleção-Carpoteca Temática Itinerante sediada no Labora...
 
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
2-10-EF - 9º ANO - CIÊNCIAS - LUZ E CORES.pdf
 
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptxMÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
MÁQUINAS SIMPLES-ALAVANCAS-POLIAS-ENGRENAGENS.pptx
 
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
EVOLUÇÃO-EVOLUÇÃO- A evolução pode ser definida como a mudança na forma e no ...
 
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.anatomia e fisiologia de peixes  CRMVCP.
anatomia e fisiologia de peixes CRMVCP.
 
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.pptAula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
Aula 1. Introdução ao estudo da célula.ppt
 

Artigo abmba v2_n2_2014_01

  • 1. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 1 SELEÇÃO DE BACTÉRIAS LÁCTICAS DE ORIGEM SUÍNA PARA USO COMO PROBIÓTICO UTILIZANDO COMO CRITÉRIO A CAPACIDADE DE SOBREVIVÊNCIA E CRESCIMENTO EM VINHOTO DA PRODUÇÃO DE CACHAÇA SOB ATMOSFERA AERÓBICA SELECTION OF LACTIC BACTERIA OF SWINE ORIGIN FOR USE AS A PROBIOTIC USING THE CAPACITY OF SURVIVAL AND GROWTH IN VINASSE OF CACHAÇA PRODUCTION UNDER AEROBIC ATMOSPHERE AS A CRITERION FLÁVIO HENRIQUE FERREIRA BARBOSA1; FELIPE HENRIQUE SILVA BAMBIRRA2; LEANDRO HENRIQUE SILVA BAMBIRRA3; RUBENS ALEX DE OLIVEIRA MENEZES4 RESUMO A produção de alimentos saudáveis e nutritivos em grande quantidade tem se tornado um desafio para todos os profissionais que trabalham com toda a cadeia produtiva alimentícia. A produção mundial de suínos cresceu e o Brasil teve um aumento significativo nas exportações de carne suína. Para que a atividade de criação de suínos se mantenha produtiva, com a geração de lucros, promotores de crescimento têm sido incorporados às rações, com objetivo de melhorar o processo digestivo e o desempenho zootécnico dos animais, resultando em maior ganho de peso e redução do número de doenças. Entretanto, nos últimos anos tem aumentado a conscientização sobre o uso excessivo destes produtos, bem como se tornado evidente os possíveis transtornos à saúde destes animais e do homem, como consequências desta suplementação. As alternativas disponíveis para substituição dos antimicrobianos na suinocultura incluem a utilização de probióticos, prebióticos, simbióticos e agentes fitoterápicos. Quanto aos Sistemas Agroindustriais (SAG) existentes no Brasil, sabe-se que o sucroalcooleiro se destaca pela importância social, econômica e política. O aumento da produção de álcool acarretará um problema ao meio ambiente, devido à maior quantidade de vinhoto, resíduo produzido em grande volume. Seguindo esta linha de raciocínio, este trabalho propôs realizar a prospecção de microrganismos probióticos e testar o vinhoto descartado nas usinas de álcool e alambiques de cachaça como veículo ou meio de cultivo para microrganismos em formulações probióticas a serem utilizadas em suinocultura. Pelos resultados obtidos, foi possível avaliar e constatar, que é possível produzir um preparado probiótico de bactérias lácticas a base de vinhoto para a alimentação de animais monogástricos (suínos) recém-nascidos e terminados. Verificando-se neste caso, até o presente momento, que a melhoria dos processos de multiplicação celular em vinhoto visando à máxima produtividade a custos aceitáveis para a sua produção em larga escala se faz necessário. PALAVRAS-CHAVE: Lactobacillus, bactérias lácticas, suínos, probiótico, vinhoto. ABSTRACT The production of healthy and nutritious food in large quantities has become a challenge for all professionals who work with the entire food production chain. World swine production grew and Brazil saw a significant increase in exports. In order for the pig breeding activity to remain productive, with the generation of profits, growth promoters have been incorporated into the rations, with the objective of improving the digestive process and the zootechnical performance of the animals, resulting in greater weight gain and reduced number of diseases. However, in recent years there has been an increase in awareness about the excessive use of these products, as well as the possible health disorders of these animals and man, as consequences of this supplementation, have become evident. The alternatives available to replace antimicrobials in pig farming include the use of probiotics, prebiotics, symbiotics and herbal agents. As for the Agroindustrial Systems (SAG) in Brazil, it is known that the sugar and alcohol industry stands out for its social, economic and political importance. The increase in alcohol production will cause a problem to the environment, due to the greater amount of vinasse, waste produced in large volume. Following this line of reasoning, this work proposed to prospect probiotic microorganisms and test the vinasse discarded in alcohol plants and cachaça stills as a vehicle or culture medium for microorganisms in probiotic formulations to be used in pig farming. From the results obtained, it was possible to evaluate and verify that it is possible to produce a probiotic preparation of lactic acid bacteria based on vinasse for the feeding of newborn and finished monogastric animals (swine). In this case, it has been verified, until now, that the improvement of cell multiplication processes in vinasse aiming at maximum productivity at acceptable costs for its large-scale production is necessary. KEYWORDS: Lactobacillus, lactic bacteria, swine, probiotic, vinasse.
  • 2. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 2 INTRODUÇÃO A produção de alimentos saudáveis e nutritivos em grande quantidade tem se tornado um desafio para todos os profissionais que trabalham com toda a cadeia produtiva alimentícia. Estimativas indicam que o suprimento de alimentos necessários para atender aos requerimentos nutricionais da população humana durante os próximos quarenta anos equivale à quantidade previamente produzida ao longo de toda a história. Para atender a esta grande demanda de alimentos de origem animal, os pesquisadores têm se esforçado na busca de novas tecnologias a fim de aumentar a eficiência e a produtividade dos animais de criação. A suinocultura é um dos setores agropecuários que mais tem crescido nas últimas décadas. Segundo dados da EMBRAPA, a produção de carne suína no Brasil vem crescendo mais 5% ao ano desde o ano de 2006. A produção mundial de suínos cresceu sistematicamente nos últimos 30 anos e o Brasil teve um aumento significativo nas exportações de carne suína, chegando à quarta colocação mundial e, atualmente, esse produto pode ser encontrado até na Rússia. A este fato, associa-se um marcante aumento no comércio e consumo de carne de suínos em todo o mundo, sendo que sua produção está rapidamente se expandindo em muitos países em desenvolvimento, como o Brasil, o que faz aumentar o rigor no manejo dos animais e na produção da carne. Para que a atividade de criação de suínos se mantenha produtiva, com a geração de lucros, muitos aditivos (incluindo promotores de crescimento, como drogas antimicrobianas) têm sido incorporados às rações, com objetivo de melhorar o processo digestivo e o desempenho zootécnico dos animais, resultando em maior ganho de peso e redução do número de doenças. Entretanto, nos últimos anos tem aumentado a conscientização sobre o uso excessivo destes produtos, bem como se tornado evidente os possíveis transtornos à saúde destes animais e do homem, como consequências desta suplementação. Os antimicrobianos promotores de crescimento podem alterar a microbiota do trato digestivo e deprimir os mecanismos de defesa dos animais, além de deixar resíduos indesejáveis à saúde do homem na carne. Além disso, a presença de concentrações baixas de antimicrobianos pode ser responsável pelo aumento dos fenômenos de resistência bacteriana aos mesmos. Recentemente, novos microrganismos resistentes a uma ou várias drogas antimicrobianas têm surgido e sido motivo de preocupação para a saúde pública mundial. Estes microrganismos modificados podem se difundir pelo meio ambiente e estarem presentes na carne dos animais (FULLER, 1989; SALMINEN & VON WRIGHT, 1993; TANNOCK, 2003). Por causa destas evidências, a ausência de microrganismos potencialmente patogênicos e a ausência de resíduos de produtos químicos têm se tornado os principais indicadores de qualidade da carne de suínos, bem como de outros alimentos. Assim, a suinocultura brasileira precisará se adaptar às futuras normas de comércio internacional, pois alguns países importadores, principalmente da União Europeia, não mais aceitarão adquirir carne de suínos oriunda de produtores que utilizam antimicrobianos para aumentar os índices de produtividade de seus plantéis. Assim, tem gerado a necessidade de se buscar alternativas que possam promover os mesmos efeitos de produtividade relacionados ao uso dos aditivos alimentares, porém, sem causar as mesmas consequências indesejáveis destes. Além disto, ainda existem prejuízos relacionados ao impacto econômico da retirada destas drogas antimicrobianas da alimentação de suínos. Isto representa aumento nos custos de produção, sendo, principalmente, causados por aumento no consumo de ração e no período de ocupação dos galpões, menos ciclos produtivos por ano, além de mais gastos com a mão-de-obra.
  • 3. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 3 As alternativas disponíveis para substituição dos antimicrobianos na suinocultura incluem a utilização de probióticos, prebióticos, simbióticos e agentes fitoterápicos. Dentre estas, a utilização dos microrganismos probióticos constitui uma perspectiva extremamente interessante, pois as próprias bactérias benéficas da microbiota intestinal dos animais poderiam ser empregadas em substituição aos antimicrobianos. Nestes casos, estes microrganismos poderiam favorecer o equilíbrio do ecossistema gastrintestinal, o que seria refletido em melhoria da saúde e boa produtividade. Trabalhos científicos têm sido conduzidos tentando avaliar a eficiência da utilização dos probióticos, em substituição aos produtos químicos, para modular a saúde de suínos comerciais e proporcionar um ganho de peso adequado. Bactérias do gênero Lactobacillus são os principais microrganismos desejáveis encontrados em grandes quantidades por todo o trato gastrintestinal (TGI) de suínos, mostrando ser fortes candidatas como probióticos para estes animais (FULLER, 1989; SALMINEN & VON WRIGHT, 1993; TANNOCK, 2003). Quanto aos Sistemas Agroindustriais (SAG) existentes no Brasil, sabe-se que o sucroalcooleiro se destaca pela importância social, econômica e política. A crise do Proálcool, após a década de 1990, foi acompanhada por período de sensível redução dos preços do açúcar no mercado externo. Esse fato, associado à estagnação no crescimento da demanda interna e no aumento da produtividade agrícola e industrial, desencadeou uma nova crise de superprodução, existente até há pouco tempo. Nessa nova configuração, a análise da competitividade e de potencialidades para novos empreendimentos com uso de derivados da cana-de-açúcar aparece em destaque. A cadeia produtiva da cana-de- açúcar como fornecedora de produtos para o mercado industrial e para exportação faz com que as usinas intensifiquem seus esforços por melhoria da produtividade, sendo que a exigência dos clientes industriais as leva à diferenciação de produtos com maior valor agregado. Dessa forma, uma diferente iniciativa que o SAG Canavieiro poderia empreender para reforçar sua competitividade nesta nova configuração seria o aproveitamento das oportunidades de diversificação na direção de novos produtos oriundos da cana-de-açúcar e seus derivados. Os empreendimentos para diversificação das empresas mais bem posicionadas do SAG estão sendo para diferenciar suas commodities, açúcar e álcool, em atividades complementares, tais como as iniciativas para produção de produtos resultantes de transformação de derivados da cana-de-açúcar. A reestruturação do SAG, na direção de consolidar seu posicionamento nos mercados interno e externo, apresenta grande impacto na produção canavieira. Esse impacto é mais forte principalmente em regiões do país onde há predomínio da atividade canavieira. Anuncia-se para essas regiões o aumento na produção do álcool, dada sua sobrevalorização em decorrência do crescimento da demanda, devido às exportações e do aumento dos preços do petróleo e, ainda, do crescimento do mercado interno, com os novos carros bicombustíveis e a perspectiva de outros países adotarem combustíveis menos poluidores. De outro lado, o aumento da produção de álcool acarretará um problema ao meio ambiente, devido à maior quantidade de vinhoto, resíduo produzido em grande volume, qual seja na proporção de um litro de álcool para 12 litros de vinhoto. O vinhoto distribuído no solo, por meio de fertiirrigação dos talhões de cana, apresenta já, nesse momento, várias objeções de caráter ambiental: a primeira é que a quantidade de vinhaça necessária para a fertiirrigação da cana é inferior à quantidade despejada, o que provoca comprometimento dos lençóis freáticos e, no limite, até dos lençóis mais profundos de água, como os aquíferos. A segunda objeção é que as usinas não possuem capacidade logística de distribuição do vinhoto sobre toda a área colhida de cana. Essa distribuição, em geral, concentra-se nas áreas circunvizinhas às usinas, o que vem comprometendo a própria produtividade da cana próxima. Isso reforça a necessidade de pensar em soluções, ou que
  • 4. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 4 reduzam o grau de concentração da vinhaça a ser distribuída no solo, ou que seja expandida a área de fertiirrigação ou ainda, que se descubram novas aplicações tecnológicas (VIAN, 2003; MOREIRA et al., 2002; ASSUMPÇÃO, 2004). Seguindo esta linha de raciocínio, este trabalho se propôs a selecionar bactérias lácticas para uso como probiótico utilizando como critério a sua capacidade de sobrevivência e crescimento em atmosfera aeróbica; no vinhoto, avaliando, também, a capacidade de estocagem das bactérias lácticas selecionadas, ao longo do tempo, a 4ºC e à temperatura ambiente. MATERIAL E MÉTODOS 1. Microrganismos Características Morfo-tintoriais, Bioquímicas e Fisiológicas dos Microrganismos Isolados Numa placa contendo em torno de 100 unidades formadoras de colônia (UFC), as colônias morfologicamente diferentes e mais significativas do ponto de vista populacional foram repicadas, a partir do ágar MRS (Difco), no mesmo meio. A partir de colônias, de cada amostra, que apresentaram aspectos morfológicos distintos foram feitos esfregaços em lâminas para coloração pelo método de Gram. Além disto, a partir dessas mesmas colônias foram feitos testes de catalase em lâmina, utilizando-se H2O2 (30%). Aqueles que se apresentaram como Gram-positivo e catalase negativa, sugestivos de pertencerem ao gênero Lactobacillus, foram submetidos à identificação, utilizando técnicas de biologia molecular. Purificação e Manutenção dos Microrganismos Isolados Os microrganismos isolados e avaliados pelas características morfo- tintoriais, bioquímicas e fisiológicas e pelo teste respiratório foram inoculados em 5 mL de caldo MRS (Difco), sendo em seguida incubados em anaerobiose, à 37ºC durante 48 horas. Após o crescimento, uma alíquota de 500 µL de cada tubo foi transferida para tubo eppendorf e adicionada de glicerol esterilizado (50 µL), sendo, em seguida, congelados a - 18ºC e -86ºC, para posterior utilização, quando necessário. O restante dos cultivos foi destinado às análises baseadas em técnicas de biologia molecular, com a finalidade de identificação das espécies isoladas. Ativação das culturas Amostras de Lactobacillus spp. isoladas a partir do TGI dos suínos (Sus scrofa domesticus), oriundos de criação intensiva, e pré-identificadas pelo perfil de fermentação de carboidratos (kit API 50 CHL, BioMérieux, Marcy l’Etoile, France), foram descongeladas e inoculadas (200 µL) em caldo MRS (Difco). O meio foi incubado, sob condições de anaerobiose, a 37ºC, durante 48 horas. Após cinco passagens em caldo, 50 µL de cada amostra foram repicados em ágar MRS (Difco), por três métodos diferentes: pour- plate, espalhamento com auxílio da alça de Drigalski e estria. Então, as placas foram incubadas em anaerobiose, sendo mantidas a 37ºC, durante 48 horas. 2. O Vinhoto Foram utilizadas amostras de vinhoto (produto resultante do destilado da cana-de- açúcar) produzidas por “Vale Verde Alambique e Parque Ecológico”, alambique de cachaça localizado na rodovia MG 50, Km 39 – Bairro Vianópolis, município de Betim – MG. As amostras foram acondicionadas e transportadas em vasilhame de polietileno tereftalato (PET) selados para evitar trocas gasosas prevenindo a oxidação. Foram realizadas análises físico-químicas e estabilidade microbiológica durante o período de estocagem. 3. Teste Respiratório As amostras foram repicadas, em triplicata, para placas de Petri contendo ágar MRS (Difco). As placas foram incubadas sob
  • 5. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 5 três condições de cultivo diferentes: aerobiose, microaerofilia e anaerobiose. O material foi incubado durante 48 horas a 37oC. Para viabilizar a produção de um probiótico em escala industrial, microrganismos com crescimento satisfatório em condições aeróbicas se fazem necessário. 4. Testes in vitro Para Simulação de Viabilidade e Crescimento das Bactérias Lácticas Cultivadas em Vinhoto com Suplementações Diferenciadas As células foram crescidas em 10 mL de caldo MRS (Difco) e incubadas a 37°C sob condições de anaerobiose em câmara anaeróbica, durante 24 horas. Após duas passagens em 10 mL de caldo MRS, 100 µL de cada amostra foram repicados para 10 mL do meio de cultura alternativo contendo vinhoto de cana-de-açúcar a 37ºC por 24 horas. Esta simulação foi feita utilizando vinhoto “puro”; vinhoto com suplementação de 2% de dextrose (fonte de carbono) e 0,2% de extrato de levedura (fonte de nitrogênio); vinhoto com suplementação de 2% de sacarose (fonte de carbono) e 0,2% de extrato de levedura (fonte de nitrogênio); e vinhoto com suplementação de 2% de melado de cana-de-açúcar (fonte de carbono) e 0,2% de extrato de levedura (fonte de nitrogênio). Em todos os tratamentos citados, foi acertado o pH para 6,5. Para a suplementação levou-se em consideração a concentração de dextrose (2%) no meio de cultura utilizado para o cultivo de Lactobacillus, o MRS (Difco). Foi mantido um controle em salina tamponada estéril nas mesmas condições (37ºC). Após 24 horas de incubação a 37ºC em ágar MRS (Difco) as amostras foram processadas em análises nas quais alíquotas foram retiradas, diluídas, plaqueadas em MRS (Difco) e incubadas a 37ºC por 24-48 horas em anaerobiose para contagem dos microrganismos. Os resultados foram comparados com seus respectivos controles. 5. Estocagem e Viabilidade das Bactérias Lácticas ao Longo do Tempo Cultivadas em Vinhoto Com Suplementação Para avaliar a viabilidade das bactérias lácticas escolhidas ao longo do tempo, estas foram crescidas em 1 litro de meio MRS durante 24-48 horas à temperatura de 37ºC em câmara anaeróbica. Após este tempo, as células foram centrifugadas durante 10 minutos a 3000 rpm, ressuspensas em vinhoto com suplementação de fonte de carbono e 0,2% de extrato de levedura (fonte de nitrogênio); pH=6,5; para a obtenção de uma concentração de 108 UFC/mL e aliquotadas em tubos de rosca e mantidas à temperatura ambiente ou em geladeira. Em intervalos pré- determinados (a cada 7 dias durante 1 mês), uma alíquota de amostra (em duplicata) foi retirada, diluída e plaqueada em MRS (Difco), as colônias foram contadas e a viabilidade foi avaliada. RESULTADOS E DISCUSSÃO 1. Teste Respiratório As amostras foram repicadas, em triplicata, para placas de Petri contendo ágar MRS (Difco) e incubadas sob três condições de cultivo diferentes: aerobiose, microaerofilia e anaerobiose. Crescimento satisfatório em condições aeróbicas se faz necessário. Microrganismos isolados das fezes de suínos que não apresentaram crescimento sob condições de aerobiose foram descartados, pois no caso de aplicação industrial em grande escala poderia inviabilizar o processo de produção. Nas Tabelas a seguir, pode-se observar os padrões de crescimento em função da atmosfera gasosa em que os microrganismos isolados e identificados foram incubados.
  • 6. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 6 Tabela 1. Teste respiratório de espécies de Lactobacillus spp., isoladas do conteúdo fecal de suínos recém-desmamados (21 dias) em sistema de criação intensiva. Total: 2 animais. Tabela 2. Teste respiratório de espécies de Lactobacillus spp., isoladas do conteúdo fecal de suínos terminados (140 dias) em sistema de criação intensiva. Total: 2 animais. 2. Testes in vitro Para Simulação de Viabilidade e Crescimento das Bactérias Lácticas Cultivadas em Vinhoto com Suplementações Diferenciadas Primeiramente, antes de dar início aos trabalhos com o vinhoto, este resíduo foi analisado por testes físico-químicos de modo a caracterizá-lo quanto à composição e adequar os passos seguintes para o cultivo dos microrganismos selecionados. Os microrganismos que apresentaram crescimento satisfatório (positivo) em aerobiose na etapa anterior foram utilizados nestes testes. Em todos os tratamentos realizados a seguir, o pH foi acertado para 6,5. Segue abaixo a Tabela 3, a qual relaciona os valores encontrados inicialmente: Tabela 3. Determinações físico-químicas realizadas no vinhoto utilizado nos experimentos. O vinhoto é um resíduo liquido oriundo do processo de destilação de álcool, estudado por diversos pesquisadores (VIAN, 2003; MOREIRA et al., 2002; ASSUMPÇÃO, 2004). À temperatura e concentração elevada é muito corrosivo, o que torna muito difícil seu transporte e armazenamento. Em sua composição, estão presentes substâncias metabolizadas e não incorporadas pelas leveduras durante o processo fermentativo, tais como substâncias redutoras e aminoácidos, além de metabólitos como o glicerol, que pode chegar de 5 a 6% da matéria seca do vinhoto, ácidos orgânicos, gomas, lama e substâncias não identificadas. Estes autores destacam ainda, que na Europa e em outros países como Cuba, é muito difundido o seu uso na produção de levedura forrageira, onde é utilizado como única fonte de carbono e também misturado com pequenas proporções de melaço para melhorar os resultados produtivos e de qualidade, bem como diminuir os custos de investimento em fermentadores e outros equipamentos (VIAN, 2003; MOREIRA et al., 2002; ASSUMPÇÃO, 2004).
  • 7. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 7 Os testes mostraram (ver figuras: 1, 2, 3 e 4) que no vinhoto sem suplementação os Lactobacillus selecionados não apresentam crescimento satisfatório durante o intervalo de 24 horas em que se mantiveram incubados a 37ºC em anaerobiose. Pode-se citar, entretanto, que os mesmos não foram completamente eliminados (mortos) neste intervalo de tempo e nem apresentaram queda drástica dos níveis microbianos no período em que foram mantidos sob incubação, mesmo com a ausência de nutrientes. Já no segundo teste, quando se utilizou o vinhoto com suplementação de vinhoto com suplementação de 2% de dextrose (fonte de carbono) e 0,2% de extrato de levedura (fonte de nitrogênio); vinhoto com suplementação de 2% de sacarose (fonte de carbono) e 0,2% de extrato de levedura (fonte de nitrogênio); e vinhoto com suplementação de 2% de melado de cana-de-açúcar (fonte de carbono) e 0,2% de extrato de levedura (fonte de nitrogênio), com pH=6,5, os microrganismos selecionados mostraram crescimento suficiente para a possível utilização probiótica em concentrações de 106 à 108. Para a suplementação levou-se em consideração a concentração de dextrose (2%) encontrada no meio de cultura comercialmente indicado utilizado para o cultivo de bactérias lácticas, o MRS (Difco). Verifica-se, então, a possibilidade de potencializarmos a sobrevida celular por meio da adição de fontes alternativas presentes nos alambiques cachaça e usinas de álcool, como a sacarose, presente no próprio caldo de cana utilizado na fabricação de álcool e cachaça quanto ao melado e ao melaço presente, também, em usinas produtoras de açúcar. Todos os testes foram realizados com inóculos nas concentrações iniciais aproximadas de 103. Foi mantido um controle em salina tamponada estéril nas mesmas condições (37ºC). Após 24 horas de incubação a 37ºC em ágar MRS (Difco) as amostras foram processadas em análises nas quais alíquotas foram retiradas, diluídas, plaqueadas em MRS (Difco) e incubadas a 37ºC por 24-48 horas em anaerobiose para contagem dos microrganismos. Os resultados foram comparados com seus respectivos controles. Figura 1. Concentração (log. de UFC/mL) dos Lactobacillus spp. selecionados para o teste de crescimento em vinhoto sem suplementação após 24 horas de incubação a 37oC em anaerobiose. Figura 2. Concentração (log. de UFC/mL) dos Lactobacillus spp. selecionados para o teste de crescimento em vinhoto com suplementação de Dextrose 2% após 24 horas de incubação a 37oC em anaerobiose. Figura 3. Concentração (log. de UFC/mL) dos Lactobacillus spp. selecionados para o teste de crescimento em vinhoto com suplementação de Sacarose 2% após 24 horas de incubação a 37oC em anaerobiose.
  • 8. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 8 Figura 4. Concentração (log de UFC/mL) dos Lactobacillus spp. selecionados para o teste de crescimento em vinhoto com suplementação de Melado 2% após 24 horas de incubação a 37oC em anaerobiose. Os testes de crescimento em vinhoto sem suplementação e suplementados (24 horas de incubação a 37oC em anaerobiose) foram submetidos à análise estatística de variância “Kruskal-Wallis One Way Analysis of Variance on Ranks – SigmaStat 3.5” onde foram encontradas diferenças significativas (P < 0,05): Comparações por fatores: Não foram observadas diferenças significativas entre os cultivos de Lactobacillus em vinhoto suplementados com 2% de dextrose e com 2% de sacarose. Para a sequência de cultivos nos experimentos seguintes priorizou-se a utilização de dextrose como principal suplemento nutricional garantindo fonte de carbono adequada ao crescimento no vinhoto. 3. Estocagem e Viabilidade das Bactérias Lácticas ao Longo do Tempo Cultivadas em Vinhoto Com Suplementação Para avaliar a viabilidade das bactérias lácticas escolhidas ao longo do tempo, estas foram crescidas em 1 litro de meio MRS durante 24-48 horas à temperatura de 37ºC em câmara anaeróbica. Após este tempo, as células foram centrifugadas durante 10 minutos a 3000 rpm, ressuspensas em vinhoto com suplementação (2% de dextrose e 0,2% de extrato de levedura – pH=6,5) para a obtenção de uma concentração de 108 UFC/mL e aliquotadas em tubos de rosca e mantidas à temperatura ambiente ou em geladeira. Em intervalos pré-determinados (a cada 7 dias durante 1 mês), uma alíquota de amostra (em duplicata) foi retirada, diluída e plaqueada em MRS (Difco), as colônias foram contadas e a viabilidade foi avaliada. Os resultados demonstraram (figuras 5 e 6) que o período de viabilidade celular em meio aquoso é extremamente curto (10 dias) para estas bactérias lácticas, principalmente quando mantidos à temperatura ambiente. Mesmo com algumas características importantes e muito comuns aos Lactobacillus, como por exemplo, a capacidade de sobreviver em meios ácidos ou outras condições ambientais, a queda nos níveis microbianos implica em redução ou ineficácia da atividade probiótica, a qual se encontra intimamente ligada ao número de microrganismos em um dado ecossistema em que se deseja atuar.
  • 9. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 9 Figura 5. Viabilidade dos Lactobacillus selecionados em vinhoto com suplementação ao longo do tempo e mantidos sob temperatura ambiente (28oC). Figura 6. Viabilidade dos Lactobacillus selecionados em vinhoto com suplementação ao longo do tempo e mantidos sob refrigeração (4ºC). Nestes casos, para uma utilização racional e efetiva do microrganismo probiótico associado ao vinhoto como suplemento alimentar incorporado à dieta animal, faz-se necessário a produção seguida de rápida aplicação do produto (talvez três dias fosse o prazo máximo), ainda com número considerável de células viáveis ou, então, do estabelecimento de outras formas de conservação microbiana e manutenção do produto como se pode citar: a liofilização, desidratação da cultura tipo spray dryer, congelamento, e outros. CONCLUSÃO De acordo com as características probióticas estudadas, algumas amostras de microrganismos isolados do conteúdo fecal de suínos se destacam quando o objetivo almejado é a utilização para a elaboração de produtos probióticos que poderão ser administrados via oral para os animais, logo após o nascimento, durante o desmame (creche) e em outras fases da cadeia produtiva. Em relação aos testes realizados nesta esta etapa temos: - Teste Respiratório Destaque para os microrganismos os quais apresentaram crescimento satisfatório em aerobiose: L. acidophilus - 04 J; L. mucosae - 06 J; L. ruminis - 14 J; L. johnsonii - 18 J; L. johnsonii - 21 J; L. reuteri - 23 J; L. reuteri - 27 J; L. salivarius - 08 A; L. reuteri - 11 A; L. acidophilus - 13 A; L. acidophilus - 22 A e L. salivarius - 25 A. - Simulação de Viabilidade e Crescimento das Bactérias Lácticas Cultivadas em Vinhoto com Suplementações Diferenciadas / Estocagem e Viabilidade das Bactérias Lácticas ao Longo do Tempo Cultivadas em Vinhoto Destaque para os microrganismos que atingiram concentrações microbianas acima de 107: L. mucosae - 06 J; L. ruminis - 14 J; L. johnsonii - 18 J; L. salivarius - 08 A; L. reuteri - 11 A e L. acidophilus - 13 A. Em relação à estocagem em vinhoto, todos os microrganismos apresentaram comportamento semelhante em meio aquoso, o que determina a produção e rápida aplicação aos animais visando efeitos probióticos. Sendo assim, é possível produzir bactérias lácticas no vinhoto. Verifica-se neste caso, até o presente momento, que a melhoria dos processos de multiplicação celular em vinhoto visando à máxima produtividade a custos aceitáveis para a sua produção em larga escala se faz necessário. O crescimento dos Lactobacillus no vinhoto somente foi alcançado com acréscimo de nutrientes (ex.: glicose e extrato de levedura). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSUMPÇÃO, M.R.P. A competitividade do sistema agroindustrial da cana-de-açúcar e novos empreendimentos viáveis baseados na
  • 10. ISSN 2318-4752 – Volume 2, N2, 2014 10 utilização de matérias primas originadas da cana-de-açúcar e seus derivados. 978 p. Relatório Final. UFSCar, Estudo contrato 165 pelo IEL/CNI, realizado pelo Grupo de Pesquisa DIVERICANA, UFSCAR. São Carlos, 2004. FULLER, R. Probiotics in man and animals. J. Appl. Bacteriol., v. 66, p. 365-378, 1989. MOREIRA, I.; MARCIS Jr., M.; FURNLAN, A.C.; PATRICIO, V.M.I.; OLIVEIRA, G.C. Uso da levedura seca por “spray-dry” como fonte de proteína para suínos em crescimento e terminação. Rev Bras Zootec, v. 31, p. 962- 969, 2002. SALMINEN, S.; VON WRIGHT, A. Lactic acid bacteria. New York: Marcel Dekker, 442 p., 1993. TANNOCK, G.W. Probiotics and prebiotics: where we are going? Wymondham: Caister Academic Press. 54 p., 2003. VIAN, C.E. de F. Agroindústria canavieira – estratégias competitivas e modernização. Campinas: Editora Átomo, 216 p., 2003. ________________________________________ 1 - Graduação em Ciências Biológicas. Professor Adjunto do Departamento de Morfologia (DMO – CCBS) da Universidade Federal de Sergipe - UFS, Brasil. E-mail: flaviobarbosaufs@gmail.com 2 - Graduação em Fisioterapia. Mestrado em Microbiogia. Departamento de Microbiologia (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Brasil. 3 - Graduação em Medicina Veterinária. Departamento de Microbiologia (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, Brasil. 4 - Graduação em Enfermagem. Professor Adjunto do Curso de Enfermagem da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Brasil.