Ana Carina Ferrão
                                 Rute Canas
Licenciatura em Educação Básica / 3º Ano / Turma N
“Quando a Rute e a Carina
chegaram à nossa
sala, disseram-nos coisas sobre
Jornais.”




Ao chegar à Sala Amarela da EB1/JI de S. Miguel, foi nossa intenção criar oportunidades para falar,
interagir, aprender, negociar, resolver problemas, clarificar situações ou significados e aceder ao
conhecimento. Essas eram as nossas “ideias principais”. Um projeto sobre “O Jornal”, integrado na
dinâmica que explorámos em fase de observação na Sala Amarela, foi o projeto que nos cativou (e às
crianças!)…
“Também descobrimos muitas
coisas: os jornais têm notícias e
quem faz as notícias são os
jornalistas. Os jornais também
têm fotografias. Quem tira as
fotografias são os fotógrafos. Os
jornais também têm poesia e
publicidade.”



Foi nosso intuito proporcionar experiências importantes para aprender o valor da conversa na
construção de saberes, porque, através da modelização linguística de processos e procedimentos
operativos (“construir o jornal”, “escolher o nome”, observar os exemplos propostos”) o educador
ajuda a criança a tornar-se mais competente e mais confiante nas suas capacidades linguística,
cognitivas e de produção expressiva.
“Elas mostraram-nos muitos
jornais e nós vimos que os
jornais tinham título na primeira
página e tinham os títulos das
notícias. Nós decidimos fazer a
primeira página de um jornal e
demos-lhe um nome.”




Ao vivenciar todas as etapas de produção de um Jornal, as crianças assumiram uma postura do
jornalista que observa, reflete e expressa o Mundo. Desta forma, aprendendo a
aprender, potenciámos espaços em que as crianças foram mais que sujeitos no processo de ensino–
aprendizagem: foram agentes sociais dispostos a cultivar novos valores.
“Fizemos uma votação e
escolhemos o nome “O
Moinho”, porque há muitos
moinhos na Enxara do Bispo.”




Esta atividade potenciou e desenvolveu o pensamento reflexivo e criativo das crianças, bem como
promoveu a participação democrática e a consciencialização de si e do outro como elementos de um
grupo. Assim constroem a sua autonomia. Criam-se condições para que a criança possa investigar e
partilhar o conhecimento através de processos cooperativos de aprendizagem.
“Fizemos a técnica do berlinde,
deixámos secar e fomos fazer
moinhos de vento com papel de
jornal. E também fizemos
chapéus com jornal”




A Arte é um elemento indispensável no desenvolvimento social, pessoal e cultural da criança. Ao
potenciar espaços de produção e expressão artística, articulamos imaginação, razão e emoção. Ao
expressarmos a compreensão de um fenómeno através da Arte, temos novas perspetivas,
densidades e formas de ver o ambiente e a sociedade em que se vive. A vivência artística influencia
o modo como se aprende, como se comunica e como se interpretam os significados do quotidiano.
“Construímos a nossa 1ª página”




Desenvolver um projeto implica a organização, a seriação, a classificação. A comunicação adquiriu
um papel fundamental na partilha do que se aprendeu a descobrir: a troca de saberes, o saber–fazer
e os momentos de partilha incentivaram e valorizaram o esforço de cada criança para transmitir o
que aprendeu, contribuindo, dessa forma, para a construção do objetivo comum.
“Depois fomos ser jornalistas e
fotógrafos do nosso jornal.
Fomos fazer as notícias sobre a
nossa escola e sobre o que
fazemos na nossa sala e
também ajudar a Rute e a
Carina a tirar fotografias e a
fazer poesia.”



Da discussão rica acerca do jornal – Para que servem? Quem escreve as noticias? Quem tira as
fotografias? Quem faz a poesia? Resulta um percurso de construção de conceptualização do modo
escrito. A exploração do espaço (próximo e afastado), a organização lógica do conhecimento e a sua
experimentação devolve envolvimento aos aprendentes e integração curricular e intencionalidade
educativa aos docentes…
“No outro dia a Carina e a Rute
 ensinaram-nos muitos jogos no
 polidesportivo, com jornais.
 O Jogo do Super-Homem era segurar
 os jornais nas costas sem deixar cair e
 fingir que estávamos a voar. Outro
 jogo era pôr a folha do jornal na
 cabeça e andar sem segurar e sem ela
 cair. Outro jogo era saltar por cima de
 uma folha que estava no chão, de
 mão dada com um par.”


Através dos jogos proporcionamos às crianças experiências significativas nos domínios da
psicomotricidade, no desenvolvimento pessoal e social, no conhecimento de si e do outro, do espaço
que a rodeia…
A conceção da motricidade infantil está associada ao sucesso educativo e ao direito da criança a
ambientes educativos que lhe proporcionem oportunidades de se desenvolver plenamente.
“Estivemos a colar as notícias e
 as fotografias na primeira
 página do nosso jornal.
 No final demos o nosso jornal à
 Carina e à Rute para elas
 levarem para a escola e
 mostrarem à professora delas.”




A “produção” de um “resultado esperado”, palpável, exequível, é também o espaço de avaliação e de
devolução de avaliação útil à criança e ao educador. É através da “divulgação” do conhecimento
adquirido que a criança exprime o modelo de compreensão e as competências adquiridas ao longo da
participação e envolvimento na tarefa.
Ana Carina Ferrão
                                 Rute Canas
Licenciatura em Educação Básica / 3º Ano / Turma N

Apresentação Estágio

  • 1.
    Ana Carina Ferrão Rute Canas Licenciatura em Educação Básica / 3º Ano / Turma N
  • 2.
    “Quando a Rutee a Carina chegaram à nossa sala, disseram-nos coisas sobre Jornais.” Ao chegar à Sala Amarela da EB1/JI de S. Miguel, foi nossa intenção criar oportunidades para falar, interagir, aprender, negociar, resolver problemas, clarificar situações ou significados e aceder ao conhecimento. Essas eram as nossas “ideias principais”. Um projeto sobre “O Jornal”, integrado na dinâmica que explorámos em fase de observação na Sala Amarela, foi o projeto que nos cativou (e às crianças!)…
  • 3.
    “Também descobrimos muitas coisas:os jornais têm notícias e quem faz as notícias são os jornalistas. Os jornais também têm fotografias. Quem tira as fotografias são os fotógrafos. Os jornais também têm poesia e publicidade.” Foi nosso intuito proporcionar experiências importantes para aprender o valor da conversa na construção de saberes, porque, através da modelização linguística de processos e procedimentos operativos (“construir o jornal”, “escolher o nome”, observar os exemplos propostos”) o educador ajuda a criança a tornar-se mais competente e mais confiante nas suas capacidades linguística, cognitivas e de produção expressiva.
  • 4.
    “Elas mostraram-nos muitos jornaise nós vimos que os jornais tinham título na primeira página e tinham os títulos das notícias. Nós decidimos fazer a primeira página de um jornal e demos-lhe um nome.” Ao vivenciar todas as etapas de produção de um Jornal, as crianças assumiram uma postura do jornalista que observa, reflete e expressa o Mundo. Desta forma, aprendendo a aprender, potenciámos espaços em que as crianças foram mais que sujeitos no processo de ensino– aprendizagem: foram agentes sociais dispostos a cultivar novos valores.
  • 5.
    “Fizemos uma votaçãoe escolhemos o nome “O Moinho”, porque há muitos moinhos na Enxara do Bispo.” Esta atividade potenciou e desenvolveu o pensamento reflexivo e criativo das crianças, bem como promoveu a participação democrática e a consciencialização de si e do outro como elementos de um grupo. Assim constroem a sua autonomia. Criam-se condições para que a criança possa investigar e partilhar o conhecimento através de processos cooperativos de aprendizagem.
  • 6.
    “Fizemos a técnicado berlinde, deixámos secar e fomos fazer moinhos de vento com papel de jornal. E também fizemos chapéus com jornal” A Arte é um elemento indispensável no desenvolvimento social, pessoal e cultural da criança. Ao potenciar espaços de produção e expressão artística, articulamos imaginação, razão e emoção. Ao expressarmos a compreensão de um fenómeno através da Arte, temos novas perspetivas, densidades e formas de ver o ambiente e a sociedade em que se vive. A vivência artística influencia o modo como se aprende, como se comunica e como se interpretam os significados do quotidiano.
  • 7.
    “Construímos a nossa1ª página” Desenvolver um projeto implica a organização, a seriação, a classificação. A comunicação adquiriu um papel fundamental na partilha do que se aprendeu a descobrir: a troca de saberes, o saber–fazer e os momentos de partilha incentivaram e valorizaram o esforço de cada criança para transmitir o que aprendeu, contribuindo, dessa forma, para a construção do objetivo comum.
  • 8.
    “Depois fomos serjornalistas e fotógrafos do nosso jornal. Fomos fazer as notícias sobre a nossa escola e sobre o que fazemos na nossa sala e também ajudar a Rute e a Carina a tirar fotografias e a fazer poesia.” Da discussão rica acerca do jornal – Para que servem? Quem escreve as noticias? Quem tira as fotografias? Quem faz a poesia? Resulta um percurso de construção de conceptualização do modo escrito. A exploração do espaço (próximo e afastado), a organização lógica do conhecimento e a sua experimentação devolve envolvimento aos aprendentes e integração curricular e intencionalidade educativa aos docentes…
  • 9.
    “No outro diaa Carina e a Rute ensinaram-nos muitos jogos no polidesportivo, com jornais. O Jogo do Super-Homem era segurar os jornais nas costas sem deixar cair e fingir que estávamos a voar. Outro jogo era pôr a folha do jornal na cabeça e andar sem segurar e sem ela cair. Outro jogo era saltar por cima de uma folha que estava no chão, de mão dada com um par.” Através dos jogos proporcionamos às crianças experiências significativas nos domínios da psicomotricidade, no desenvolvimento pessoal e social, no conhecimento de si e do outro, do espaço que a rodeia… A conceção da motricidade infantil está associada ao sucesso educativo e ao direito da criança a ambientes educativos que lhe proporcionem oportunidades de se desenvolver plenamente.
  • 10.
    “Estivemos a colaras notícias e as fotografias na primeira página do nosso jornal. No final demos o nosso jornal à Carina e à Rute para elas levarem para a escola e mostrarem à professora delas.” A “produção” de um “resultado esperado”, palpável, exequível, é também o espaço de avaliação e de devolução de avaliação útil à criança e ao educador. É através da “divulgação” do conhecimento adquirido que a criança exprime o modelo de compreensão e as competências adquiridas ao longo da participação e envolvimento na tarefa.
  • 11.
    Ana Carina Ferrão Rute Canas Licenciatura em Educação Básica / 3º Ano / Turma N