j o a q u i m . c o l o a @ g m a i l . c o m
Joaquim Colôa
Centro de Formação da Associação de Escolas da Beira Interior
Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã
Encontro de Educação Especial
Covilhã – 3 de dezembro de 2016
n e l d a v 2 5 @ g m a i l . c o m
Nelson Santos
“ (…) ganhámos a batalha da presença, mas falta ganhar a da
aprendizagem. É um dos grandes desafios que temos pela frente”.
(Nóvoa, 2014)
Nível político,
Organizacional
Pedagógico-curricular
(Roldão 2003)
A diferenciação pode operacionalizar-se em três níveis:
(Roldão 2003)
Princípio da simplificação-redução (alterações/reduções porque se considera que
não são capazes);
Princípio da adequação às características dos alunos (redução de objetivos
– reforço em determinadas áreas em detrimento de competências académicas);
Princípio do défice institucional (valorizar a socialização, afetividade e
respeito pela multiculturalidade dissociada da prática curricular;
Princípio da compensação quantitativa (apoios em quantidade vs apoios em
qualidade);
Princípio da produção e gestão curricular pelos profissionais (défices ao nível da
formação)
Algumas contradições quando se fala em diferenciação
que se tornam formas de exclusão:
“A diferenciação pedagógica constitui-se como uma resposta orientada
pelo princípio do direito de todos à aprendizagem, essencial para dar
resposta à heterogeneidade de alunos que frequentam a escola atual”.
(Santos, 2009, p. 52)
Da Definição – Diferenciação Pedagógica
Aprendizagem dos
alunos
Flexibilidade
curricular:
Promover o acesso
dos alunos
Atentos às
diferenças
individuais
Princípio
Organizador
Diferenciação
Pedagógica:
Operacionalizar
atividades,
avaliação…
Desenvolver
competências e
otimizar
desempenhos com
vista ao sucesso
Princípio
Orientador
(Dias, J. 2014, pp. 174-175)
Princípios
Gestão
Flexível
Diferenciação
Pedagógica
Maior
Sucesso
Mais
autonomia Currículo
(Dias, J. 2014, p. 174)
Para uma verdadeira resposta à heterogeneidade:
Para uma verdadeira resposta à heterogeneidade:
O trabalho em equipa não só poderá trazer benefícios para as
aprendizagens dos alunos como torna a intervenção do professor mais
exequível e produtiva.
(Perrenoud, 1995 in Santos, 2009)
Diferenciação
Conteúdo(s)
Processo(s)
Produto(s)
Contexto(s) de
aprendizagem
Diferenciação de Conteúdos
Grupo A – Dificuldade de interpretação de
enunciados.
( Santos, 2009 )
Problema identificado:
Constituição de grupos homogéneos
problemas com enunciados longos a que
pedíamos não a sua resolução, mas sim a
identificação dos dados a ter em conta.
Diferenciação de Conteúdos
Grupo B – Dificuldade em selecionar uma estratégia
adequada.
( Santos, 2009 )
Problema identificado:
Constituição de grupos homogéneos
propúnhamos um conjunto de
problemas do mesmo tipo, isto é, que
requeressem uma estratégia comum
para a sua resolução.
Diferenciação de Processos
O mesmo feedback escrito para os alunos
prosseguirem o seu trabalho na aula seguinte, dado
ter interpretado que o problema tinha a ver com não
se ter entrado em linha de conta que o total de
cubinhos constituía também um cubo .
( Santos, 2009 )
Diferenciação de Produtos
Um grupo esboçou um esquema condensado
com os desenhos dos retângulos que incluíra na
tabela. A professora pediu ao grupo que
mostrasse este esquema à turma e de seguida
ensinou-os a construir um gráfico cartesiano.
( Santos, 2009 )
Diferenciação de Produtos
A comparação dos gráficos (…). Por outras palavras,
a partir de um problema explorou-se diversos tipos
de representações, desenvolvendo uma
diferenciação pedagógica que procura atender a
diversas formas de pensar dos seus alunos.
( Santos, 2009 )
Estratégias de Trabalho de Grupo
(Guidelines for a Distinct Teaching and Learning Programme – RBKC & Westminster EiC, 2002)
• De amigos
• Da mesma idade ou de idades diferentes
• Do mesmo sexo ou de sexos diferentes
• Com as mesmas capacidades e conhecimentos
ou com capacidades e conhecimentos diferentes
• Colaborativos versus cooperativos
• (…)
Estratégias de Trabalho de Grupo
• Cascata
• Tutoria de pares
• Rotação de representantes
• Membros de grupo com tarefas diferentes
• Carrocel
• Alunos como professores
(Guidelines for a Distinct Teaching and Learning Programme – RBKC & Westminster EiC, 2002)
Algumas Pistas de Diferenciação
• A linguagem
• A apresentação
• As tarefas
• As questões
• Os instrumentos
• Os métodos de ensino
• Os processos de pensamento e de
resolução de problemas
• (…)
Tipos de Diferenciação em Contexto de Sala de Aula
( Santos, 2009 )
Diferenciação
simultânea
Diferenciação
Variada
Diferenciação
Sucessiva
Variação de forma ao
longo de um tempo
sucessivo
Centra-se na
natureza das
tarefas
Abordagens
diversas
Representações
múltiplas de um
dado conceitos
Tempo curto em
determinado momento
Grupos de
alunos
realizam
tarefas
distintas
Centra-se no que
os alunos fazem
Combinação de tipos de diferenciação
(simultânea e sucessiva)
Diferenciação e Adequações Curriculares
As dinâmicas/ações de
diferenciação pedagógica
materializam-se/formalizam-
se nas adequações
Curriculares
Da Definição
Adequações Curriculares?
ou
Acomodações Curriculares?
Acomodações curriculares
Apoios ou serviços disponibilizados para ajudar
ao progressão dois alunos ao longo do currículo
geral de modo a que estes consigam demonstrar a
sua aprendizagem.
(Marty Beech, 2010)
Baseiam-se no tipo de suporte/apoio
disponibilizado a alguns alunos para que em
igualdade de oportunidades consigam aprender e
demonstrarem o que aprenderam.
Acomodações Curriculares
São mudanças essencialmente ao
nível da gestão do processo de
avaliação.
(Richard Wood,s, 2015)
São projetadas para
qualificar desempenhos
individuais.
Acomodações Curriculares
Não alteram o constructo / saber que se
destina a ser avaliado ou o significado dos
valores resultantes da avaliação quando
estamos perante uma componente
sumativa do processo de avaliação.
(Richard Wood,s, 2015)
Não devem reduzir as expetativas
de aprendizagem relativamente a
determinado aluno.
Acomodações Curriculares
Por vezes implicam uma
atenção a componentes como
apresentação, resposta,
configuração e programação.
(Richard Wood,s, 2015)
Acomodações Curriculares
(Marty Beech, 2010)
Não significam grandes
mudanças ao nível do
ensino/instrução,
conteúdos ou critérios de
avaliação.
Acomodações Curriculares
(Marty Beech, 2010)
As Acomodações Curriculares NÃO SÃO:
Modificação da informação a ser
Aprendida.
Modificação da quantidade de informação
a ser aprendida.
Questões Exploratórias
(Marty Beech, 2010)
A que alunos concretos se destina a unidade
de ensino?
Que materiais e instrumentos é suposto os
alunos usarem?
Que tipos de atividades está previsto
ocorrerem?
Que tipos de práticas de aprendizagem têm os
alunos?
Questões Exploratórias
(Marty Beech, 2010)
Como vou avaliar os alunos?
Que tipo de ambientes de aprendizagem s
erão necessários?
Que acomodações curriculares
específicas serão necessárias para as tarefas
de ensino, aprendizagem e inerentemente de
avaliação?
Princípios Base
NECESSIDADES INDIVIDUAIS
NÃO
Categorias de deficiência – Ano de
escolaridade – tempo médio gasto em
sala de aula – configuração do programa
geral
REALIDADE DIÁRIA EM SALA DE AULA
NÃO
Contingência de avaliação sumativa
Participação plena nas unidades de
ensino e processos de avaliação
DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS
INDEPENDÊNCIA DOS ALUNOS
Justificadas e
documentadas no PEI
Passiveis de serem
requeridas em
avaliações externas
(Richard Wood,s, 2015)
Componentes das Acomodações
(Marty Beech, 2010)
ALUNO Que competências (saberes e saberes fazer)
o aluno necessita integrar e que não
consegue fazer de forma independente?
Quais as necessidades do aluno
relativamente a determinada componente de
preocupação curricular?
Quais as forças, competências,
motivações e expectativas do aluno?
Componentes das Acomodações
(Marty Beech, 2010)
CONTEXTOS
FISICOS,
TÉCNICOS E
PESSOAIS
De que materiais e equipamentos dispomos?
Que tipo de acomodações/alterações
físicas? Existem preocupações especiais?
Que tipo de acomodações/alterações no ato
de ensino/instrução? As alterações são
possíveis?
Componentes das Acomodações
(Marty Beech, 2010)
CONTEXTOS
FISICOS,
TÉCNICOS E
PESSOAIS
Os suportes de apoio e recursos estão
disponíveis e acessíveis tanto para o aluno
como para outros atores educativos?
Quais são as atitudes e as expectativas
da equipa, família e outros atores?
Quais são as questões específicas relativas
ao acesso à tecnologia, ambiente físico e
atividades de ensino/instrução?
Componentes das Acomodações
(Marty Beech, 2010)
TAREFAS QUE
O ALUNO DEVE
DESENVOLVER
Que tarefas ocorrem naturalmente no
contexto de sala de aula durante a ação de
ensino/instrução?
Que atividades de ensino/instrução e
avaliação apoiam os objetivos curriculares
do aluno?
Quais são as componentes essenciais
das tarefas?
Componentes das Acomodações
(Marty Beech, 2010)
TAREFAS QUE
O ALUNO DEVE
DESENVOLVER
Como poderão ser alteradas as tarefas para
acomodar as necessidades especificas do
aluno?
Como pode a tecnologia ou outras
estratégias serem usadas para apoiar a
participação ativa do aluno nessas tarefas?
Componentes das Acomodações
(Marty Beech, 2010)
FERRAMENTAS
QUE AJUDAM O
ALUNO A
APRENDER
Que ferramentas / tecnologias podem ser
consideradas e integradas na ação de ensino
para que o aluno possa aprender?
Como podem estas ferramentas/tecnologias
ser usadas com o aluno nos ambientes natu
rais de aprendizagem?
Componentes das Acomodações
(Marty Beech, 2010)
FERRAMENTAS
QUE AJUDAM O
ALUNO A
APRENDER
O tipo estratégias de ensino/instrução
podem ser usadas para aumentar
o desempenho dos alunos?
Em que outras alterações /acomodações,
serviços e apoios é necessário envolver o
aluno de a progredir nas aprendizagens?
Dimensão Apresentação
(Marty Beech, 2010)
Facilitam a utilização, por parte do aluno, dos
materiais impressos, grafismos padrão ou
linguagem oral bem como outras.
Permite a participação com equidade nas ações de
ensino/instrução e avaliação.
Facilitam o acesso a símbolos abstratos, conceitos
ou ideias, à aprendizagem.
Dimensão Resposta
(Marty Beech, 2010)
Permitem aos alunos usar
maneiras diferentes de
completar tarefas, testes, e
atividades.
Dimensão Gestão de Comportamentos
(Marty Beech, 2010)
Definem modelos e estratégias de gestão
dos comportamentos devidamente
monitorizados que permitam focar a
atenção do aluno, reduzir fontes de
distração e o reforço de comportamentos
mais adequados tanto para o ensino
como para a aprendizagem.
Dimensão Organização de Espaços e Materiais
(Marty Beech, 2010)
Envolvem alterações físicas, das condições do
ambiente ou do cenário educativo.
Resolvem problemas de acessibilidade, gestão
de comportamentos e organização de espaços
e materiais.
Adequações Curriculares Enquanto Medida Educativa
Interdependência
com outras
medidas
educativas
ADEQUAÇÕES
CURRICULARES
INDIVIDUAIS
TECNOLOGIAS
DE APOIO
ADEQUAÇÕES NO
PROCESSO DE
AVALIAÇÃO
APOIO
PEDAGÓGICO
PERSONALIZADO
Adequação de processos e de contextos
 Objetivo: trabalhar áreas e perímetros;
 Verificou-se que alguns alunos têm dificuldades em concretizar após serem dadas as
fórmulas;
 Proposta da professora de Matemática: ir para a rua medir a área e o perímetro dos
canteiros.
 Objetivo: Contactar, observar e descrever
diferentes locais de comércio (supermercado,
mercearia, sapataria, praça, feira…):
- o que vendem;
- onde se abastecem;
- Identificar notas e moedas do sistema
monetário em uso no nosso país;
 Proposta do professor de 1.ºCEB: distribuir a turma em grupos (produtores, vendedores
e consumidores. Fazerem as trocas comerciais usando as notas e as moedas de acordo
com os preços previamente estipulados.
 Objetivo: trabalhar/sistematizar o algoritmo com centenas,
dezenas e unidade;
 Existem alunos que estão a ter dificuldades na operação com centenas; A turma
tem um aluno com uma problemática a nível neuromotor: como adaptar esta
atividade?
 Proposta da professora de 1.ºCEB: ir para a rua e fazer um jogo de bowling. Os
garrafões representavam as centenas, as garrafas de 1,5l eram as dezenas e as
garrafas de 0,5l eram as unidades. 1.º jogavam a bola, viam quantos objetos
deitavam abaixo e de seguida faziam as operações
Adequação de produtos
Português
nível 1
1 Português
nível 2
2 Matemática
nível 1
3 Matemática
nível 2
4
História
adaptada
Ficha de
interpretação
Formulário
Matemática
Formulário
História e
Geografia de
Portugal
Adequação de conteúdos
Unidade Temática 1 - A importância das rochas e do solo na manutenção da vida
1.2. Distinguir ambientes terrestres de ambientes aquáticos, com base na exploração
de documentos diversificados.
1.2.1. Identificar ambientes terrestres com base em imagens.
1.2.2. Identificar ambientes terrestres com base em descrições em diferentes textos
(histórias, notícias, reportagens, etc.).
1.2.3. Identificar ambientes aquáticos com base em imagens.
1.2.4 Identificar ambientes aquáticos com base em descrições em diferentes textos
(histórias, notícias, reportagens, etc.).
1.3. Caracterizar dois habitats existentes na região onde a escola se localiza.
1.3.1. Conhecer as características de uma foz (foz do rio Trancão).
1.3.2. Conhecer as características de um estuário (estuário do rio Tejo).
1.3.3. Identificar outros locais com as mesmas características.
1.5. Relacionar os impactes da destruição de habitats com as ameaças à continuidade dos
seres vivos.
1.5.1.Conhecer o conceito de sustentabilidade.
1.5.2.Conhecer o conceito de biodiversidade.
1.5.3.Conhecer o conceito de habitat.
1.5.4.Conhecer o conceito de biosfera.
1.5.5.Conhecer diferentes tipos de impacto e destruição dos habitats (incêndios, poluição,
desflorestação, etc. )
1.5.6.Relacionar a diminuição de biodiversidade com a destruição dos habitats.
1. Frações equivalentes
1.1. Obter frações equivalentes a uma fração dada multiplicando o numerador e o denominador
pelo mesmo número natural
1.2. Simplificar uma fração:
1.2.1. identificar um divisor comum ao numerador e denominador
1.2.2. dividir o numerador e o denominador pelo divisor comum
1.3. Frações irredutíveis:
1.3.1. Dividir sucessivamente o numerador e o denominador por divisores comuns
1.3.2. calcular o máximo divisor comum (m.d.c.) do numerador e do denominador
1.3.3. Dividir o numerador e o denominador pelo m.d.c
Números e Operações
Números racionais não negativos
2. Redução de duas frações ao mesmo denominador
2.1. Multiplicar os denominadores um pelo outro
2.2. Reconhecer que um dos denominadores é múltiplo do outro
2.3. Calcular o mínimo múltiplo comum (m.m.c.) entre os denominadores
3. Ordenação de números racionais representados por frações
3.1. Comparação com a unidade
3.2. Comparação de frações com o mesmo denominador
3.3. Comparação de frações com o mesmo numerador
3.4. Comparação de frações com denominadores ou numeradores diferentes
3.4.1. transformar as frações em numeral decimal (recorrendo à calculadora) e
comparar
3.4.2. reduzir as frações ao mesmo denominador ou numerador.
Números e Operações
Números racionais não negativos
j o a q u i m . c o l o a @ g m a i l . c o m
Joaquim Colôa
Apresentação disponível em:
www.slideshare.net/jcoloa
http://pt.slideshare.net/nelsonsantos7505
n e l d a v 2 5 @ g m a i l . c o m
Nelson Santos

Apresentação Covilhã - "A Medida Adequações Curriculares Individuais e Diferenciação Pedagógica"

  • 1.
    j o aq u i m . c o l o a @ g m a i l . c o m Joaquim Colôa Centro de Formação da Associação de Escolas da Beira Interior Agrupamento de Escolas Pêro da Covilhã Encontro de Educação Especial Covilhã – 3 de dezembro de 2016 n e l d a v 2 5 @ g m a i l . c o m Nelson Santos
  • 2.
    “ (…) ganhámosa batalha da presença, mas falta ganhar a da aprendizagem. É um dos grandes desafios que temos pela frente”. (Nóvoa, 2014)
  • 3.
    Nível político, Organizacional Pedagógico-curricular (Roldão 2003) Adiferenciação pode operacionalizar-se em três níveis:
  • 4.
    (Roldão 2003) Princípio dasimplificação-redução (alterações/reduções porque se considera que não são capazes); Princípio da adequação às características dos alunos (redução de objetivos – reforço em determinadas áreas em detrimento de competências académicas); Princípio do défice institucional (valorizar a socialização, afetividade e respeito pela multiculturalidade dissociada da prática curricular; Princípio da compensação quantitativa (apoios em quantidade vs apoios em qualidade); Princípio da produção e gestão curricular pelos profissionais (défices ao nível da formação) Algumas contradições quando se fala em diferenciação que se tornam formas de exclusão:
  • 5.
    “A diferenciação pedagógicaconstitui-se como uma resposta orientada pelo princípio do direito de todos à aprendizagem, essencial para dar resposta à heterogeneidade de alunos que frequentam a escola atual”. (Santos, 2009, p. 52) Da Definição – Diferenciação Pedagógica
  • 6.
    Aprendizagem dos alunos Flexibilidade curricular: Promover oacesso dos alunos Atentos às diferenças individuais Princípio Organizador Diferenciação Pedagógica: Operacionalizar atividades, avaliação… Desenvolver competências e otimizar desempenhos com vista ao sucesso Princípio Orientador (Dias, J. 2014, pp. 174-175) Princípios
  • 7.
  • 8.
    Para uma verdadeiraresposta à heterogeneidade: O trabalho em equipa não só poderá trazer benefícios para as aprendizagens dos alunos como torna a intervenção do professor mais exequível e produtiva. (Perrenoud, 1995 in Santos, 2009)
  • 9.
  • 10.
    Diferenciação de Conteúdos GrupoA – Dificuldade de interpretação de enunciados. ( Santos, 2009 ) Problema identificado: Constituição de grupos homogéneos problemas com enunciados longos a que pedíamos não a sua resolução, mas sim a identificação dos dados a ter em conta.
  • 11.
    Diferenciação de Conteúdos GrupoB – Dificuldade em selecionar uma estratégia adequada. ( Santos, 2009 ) Problema identificado: Constituição de grupos homogéneos propúnhamos um conjunto de problemas do mesmo tipo, isto é, que requeressem uma estratégia comum para a sua resolução.
  • 12.
    Diferenciação de Processos Omesmo feedback escrito para os alunos prosseguirem o seu trabalho na aula seguinte, dado ter interpretado que o problema tinha a ver com não se ter entrado em linha de conta que o total de cubinhos constituía também um cubo . ( Santos, 2009 )
  • 13.
    Diferenciação de Produtos Umgrupo esboçou um esquema condensado com os desenhos dos retângulos que incluíra na tabela. A professora pediu ao grupo que mostrasse este esquema à turma e de seguida ensinou-os a construir um gráfico cartesiano. ( Santos, 2009 )
  • 14.
    Diferenciação de Produtos Acomparação dos gráficos (…). Por outras palavras, a partir de um problema explorou-se diversos tipos de representações, desenvolvendo uma diferenciação pedagógica que procura atender a diversas formas de pensar dos seus alunos. ( Santos, 2009 )
  • 15.
    Estratégias de Trabalhode Grupo (Guidelines for a Distinct Teaching and Learning Programme – RBKC & Westminster EiC, 2002) • De amigos • Da mesma idade ou de idades diferentes • Do mesmo sexo ou de sexos diferentes • Com as mesmas capacidades e conhecimentos ou com capacidades e conhecimentos diferentes • Colaborativos versus cooperativos • (…)
  • 16.
    Estratégias de Trabalhode Grupo • Cascata • Tutoria de pares • Rotação de representantes • Membros de grupo com tarefas diferentes • Carrocel • Alunos como professores (Guidelines for a Distinct Teaching and Learning Programme – RBKC & Westminster EiC, 2002)
  • 17.
    Algumas Pistas deDiferenciação • A linguagem • A apresentação • As tarefas • As questões • Os instrumentos • Os métodos de ensino • Os processos de pensamento e de resolução de problemas • (…)
  • 18.
    Tipos de Diferenciaçãoem Contexto de Sala de Aula ( Santos, 2009 ) Diferenciação simultânea Diferenciação Variada Diferenciação Sucessiva Variação de forma ao longo de um tempo sucessivo Centra-se na natureza das tarefas Abordagens diversas Representações múltiplas de um dado conceitos Tempo curto em determinado momento Grupos de alunos realizam tarefas distintas Centra-se no que os alunos fazem Combinação de tipos de diferenciação (simultânea e sucessiva)
  • 19.
    Diferenciação e AdequaçõesCurriculares As dinâmicas/ações de diferenciação pedagógica materializam-se/formalizam- se nas adequações Curriculares
  • 20.
  • 21.
    Acomodações curriculares Apoios ouserviços disponibilizados para ajudar ao progressão dois alunos ao longo do currículo geral de modo a que estes consigam demonstrar a sua aprendizagem. (Marty Beech, 2010) Baseiam-se no tipo de suporte/apoio disponibilizado a alguns alunos para que em igualdade de oportunidades consigam aprender e demonstrarem o que aprenderam.
  • 22.
    Acomodações Curriculares São mudançasessencialmente ao nível da gestão do processo de avaliação. (Richard Wood,s, 2015) São projetadas para qualificar desempenhos individuais.
  • 23.
    Acomodações Curriculares Não alteramo constructo / saber que se destina a ser avaliado ou o significado dos valores resultantes da avaliação quando estamos perante uma componente sumativa do processo de avaliação. (Richard Wood,s, 2015) Não devem reduzir as expetativas de aprendizagem relativamente a determinado aluno.
  • 24.
    Acomodações Curriculares Por vezesimplicam uma atenção a componentes como apresentação, resposta, configuração e programação. (Richard Wood,s, 2015)
  • 25.
    Acomodações Curriculares (Marty Beech,2010) Não significam grandes mudanças ao nível do ensino/instrução, conteúdos ou critérios de avaliação.
  • 26.
    Acomodações Curriculares (Marty Beech,2010) As Acomodações Curriculares NÃO SÃO: Modificação da informação a ser Aprendida. Modificação da quantidade de informação a ser aprendida.
  • 27.
    Questões Exploratórias (Marty Beech,2010) A que alunos concretos se destina a unidade de ensino? Que materiais e instrumentos é suposto os alunos usarem? Que tipos de atividades está previsto ocorrerem? Que tipos de práticas de aprendizagem têm os alunos?
  • 28.
    Questões Exploratórias (Marty Beech,2010) Como vou avaliar os alunos? Que tipo de ambientes de aprendizagem s erão necessários? Que acomodações curriculares específicas serão necessárias para as tarefas de ensino, aprendizagem e inerentemente de avaliação?
  • 29.
    Princípios Base NECESSIDADES INDIVIDUAIS NÃO Categoriasde deficiência – Ano de escolaridade – tempo médio gasto em sala de aula – configuração do programa geral REALIDADE DIÁRIA EM SALA DE AULA NÃO Contingência de avaliação sumativa Participação plena nas unidades de ensino e processos de avaliação DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS INDEPENDÊNCIA DOS ALUNOS Justificadas e documentadas no PEI Passiveis de serem requeridas em avaliações externas (Richard Wood,s, 2015)
  • 30.
    Componentes das Acomodações (MartyBeech, 2010) ALUNO Que competências (saberes e saberes fazer) o aluno necessita integrar e que não consegue fazer de forma independente? Quais as necessidades do aluno relativamente a determinada componente de preocupação curricular? Quais as forças, competências, motivações e expectativas do aluno?
  • 31.
    Componentes das Acomodações (MartyBeech, 2010) CONTEXTOS FISICOS, TÉCNICOS E PESSOAIS De que materiais e equipamentos dispomos? Que tipo de acomodações/alterações físicas? Existem preocupações especiais? Que tipo de acomodações/alterações no ato de ensino/instrução? As alterações são possíveis?
  • 32.
    Componentes das Acomodações (MartyBeech, 2010) CONTEXTOS FISICOS, TÉCNICOS E PESSOAIS Os suportes de apoio e recursos estão disponíveis e acessíveis tanto para o aluno como para outros atores educativos? Quais são as atitudes e as expectativas da equipa, família e outros atores? Quais são as questões específicas relativas ao acesso à tecnologia, ambiente físico e atividades de ensino/instrução?
  • 33.
    Componentes das Acomodações (MartyBeech, 2010) TAREFAS QUE O ALUNO DEVE DESENVOLVER Que tarefas ocorrem naturalmente no contexto de sala de aula durante a ação de ensino/instrução? Que atividades de ensino/instrução e avaliação apoiam os objetivos curriculares do aluno? Quais são as componentes essenciais das tarefas?
  • 34.
    Componentes das Acomodações (MartyBeech, 2010) TAREFAS QUE O ALUNO DEVE DESENVOLVER Como poderão ser alteradas as tarefas para acomodar as necessidades especificas do aluno? Como pode a tecnologia ou outras estratégias serem usadas para apoiar a participação ativa do aluno nessas tarefas?
  • 35.
    Componentes das Acomodações (MartyBeech, 2010) FERRAMENTAS QUE AJUDAM O ALUNO A APRENDER Que ferramentas / tecnologias podem ser consideradas e integradas na ação de ensino para que o aluno possa aprender? Como podem estas ferramentas/tecnologias ser usadas com o aluno nos ambientes natu rais de aprendizagem?
  • 36.
    Componentes das Acomodações (MartyBeech, 2010) FERRAMENTAS QUE AJUDAM O ALUNO A APRENDER O tipo estratégias de ensino/instrução podem ser usadas para aumentar o desempenho dos alunos? Em que outras alterações /acomodações, serviços e apoios é necessário envolver o aluno de a progredir nas aprendizagens?
  • 37.
    Dimensão Apresentação (Marty Beech,2010) Facilitam a utilização, por parte do aluno, dos materiais impressos, grafismos padrão ou linguagem oral bem como outras. Permite a participação com equidade nas ações de ensino/instrução e avaliação. Facilitam o acesso a símbolos abstratos, conceitos ou ideias, à aprendizagem.
  • 38.
    Dimensão Resposta (Marty Beech,2010) Permitem aos alunos usar maneiras diferentes de completar tarefas, testes, e atividades.
  • 39.
    Dimensão Gestão deComportamentos (Marty Beech, 2010) Definem modelos e estratégias de gestão dos comportamentos devidamente monitorizados que permitam focar a atenção do aluno, reduzir fontes de distração e o reforço de comportamentos mais adequados tanto para o ensino como para a aprendizagem.
  • 40.
    Dimensão Organização deEspaços e Materiais (Marty Beech, 2010) Envolvem alterações físicas, das condições do ambiente ou do cenário educativo. Resolvem problemas de acessibilidade, gestão de comportamentos e organização de espaços e materiais.
  • 41.
    Adequações Curriculares EnquantoMedida Educativa Interdependência com outras medidas educativas ADEQUAÇÕES CURRICULARES INDIVIDUAIS TECNOLOGIAS DE APOIO ADEQUAÇÕES NO PROCESSO DE AVALIAÇÃO APOIO PEDAGÓGICO PERSONALIZADO
  • 42.
  • 43.
     Objetivo: trabalharáreas e perímetros;  Verificou-se que alguns alunos têm dificuldades em concretizar após serem dadas as fórmulas;  Proposta da professora de Matemática: ir para a rua medir a área e o perímetro dos canteiros.
  • 44.
     Objetivo: Contactar,observar e descrever diferentes locais de comércio (supermercado, mercearia, sapataria, praça, feira…): - o que vendem; - onde se abastecem; - Identificar notas e moedas do sistema monetário em uso no nosso país;  Proposta do professor de 1.ºCEB: distribuir a turma em grupos (produtores, vendedores e consumidores. Fazerem as trocas comerciais usando as notas e as moedas de acordo com os preços previamente estipulados.
  • 45.
     Objetivo: trabalhar/sistematizaro algoritmo com centenas, dezenas e unidade;  Existem alunos que estão a ter dificuldades na operação com centenas; A turma tem um aluno com uma problemática a nível neuromotor: como adaptar esta atividade?  Proposta da professora de 1.ºCEB: ir para a rua e fazer um jogo de bowling. Os garrafões representavam as centenas, as garrafas de 1,5l eram as dezenas e as garrafas de 0,5l eram as unidades. 1.º jogavam a bola, viam quantos objetos deitavam abaixo e de seguida faziam as operações
  • 46.
  • 47.
    Português nível 1 1 Português nível2 2 Matemática nível 1 3 Matemática nível 2 4
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  • 52.
    Unidade Temática 1- A importância das rochas e do solo na manutenção da vida 1.2. Distinguir ambientes terrestres de ambientes aquáticos, com base na exploração de documentos diversificados. 1.2.1. Identificar ambientes terrestres com base em imagens. 1.2.2. Identificar ambientes terrestres com base em descrições em diferentes textos (histórias, notícias, reportagens, etc.). 1.2.3. Identificar ambientes aquáticos com base em imagens. 1.2.4 Identificar ambientes aquáticos com base em descrições em diferentes textos (histórias, notícias, reportagens, etc.).
  • 53.
    1.3. Caracterizar doishabitats existentes na região onde a escola se localiza. 1.3.1. Conhecer as características de uma foz (foz do rio Trancão). 1.3.2. Conhecer as características de um estuário (estuário do rio Tejo). 1.3.3. Identificar outros locais com as mesmas características. 1.5. Relacionar os impactes da destruição de habitats com as ameaças à continuidade dos seres vivos. 1.5.1.Conhecer o conceito de sustentabilidade. 1.5.2.Conhecer o conceito de biodiversidade. 1.5.3.Conhecer o conceito de habitat. 1.5.4.Conhecer o conceito de biosfera. 1.5.5.Conhecer diferentes tipos de impacto e destruição dos habitats (incêndios, poluição, desflorestação, etc. ) 1.5.6.Relacionar a diminuição de biodiversidade com a destruição dos habitats.
  • 54.
    1. Frações equivalentes 1.1.Obter frações equivalentes a uma fração dada multiplicando o numerador e o denominador pelo mesmo número natural 1.2. Simplificar uma fração: 1.2.1. identificar um divisor comum ao numerador e denominador 1.2.2. dividir o numerador e o denominador pelo divisor comum 1.3. Frações irredutíveis: 1.3.1. Dividir sucessivamente o numerador e o denominador por divisores comuns 1.3.2. calcular o máximo divisor comum (m.d.c.) do numerador e do denominador 1.3.3. Dividir o numerador e o denominador pelo m.d.c Números e Operações Números racionais não negativos
  • 55.
    2. Redução deduas frações ao mesmo denominador 2.1. Multiplicar os denominadores um pelo outro 2.2. Reconhecer que um dos denominadores é múltiplo do outro 2.3. Calcular o mínimo múltiplo comum (m.m.c.) entre os denominadores 3. Ordenação de números racionais representados por frações 3.1. Comparação com a unidade 3.2. Comparação de frações com o mesmo denominador 3.3. Comparação de frações com o mesmo numerador 3.4. Comparação de frações com denominadores ou numeradores diferentes 3.4.1. transformar as frações em numeral decimal (recorrendo à calculadora) e comparar 3.4.2. reduzir as frações ao mesmo denominador ou numerador. Números e Operações Números racionais não negativos
  • 56.
    j o aq u i m . c o l o a @ g m a i l . c o m Joaquim Colôa Apresentação disponível em: www.slideshare.net/jcoloa http://pt.slideshare.net/nelsonsantos7505 n e l d a v 2 5 @ g m a i l . c o m Nelson Santos