Ação de Sensibilização
Adequações Curriculares Individuais e
Adequações no Processo de Avaliação
Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca
Aguiar da Beira
25-03-2014
João Adelino Matias Lopes dos Santos
1
“Não há, não,
Duas folhas iguais em toda a criação.
Ou nervura a menos ou célula a mais,
Não há de certeza, duas folhas iguais.”
António Gedeão (1958)
2
- Enquadrar os alunos com necessidades educativas especiais de
caráter permanente.
- Analisar as medidas educativas de adequações curriculares
individuais e de adequações no processo de avaliação.
- Identificar formas de operacionalizar as medidas de adequações
curriculares individuais e de adequações no processo de
avaliação.
Objetivos da ação de sensibilização
3
(…) alunos com limitações significativas ao
nível da atividade e participação num ou
vários domínios da vida, decorrentes de
alterações funcionais e estruturais, de caráter
permanente, resultando em dificuldades
continuadas ao nível da comunicação, da
aprendizagem, da mobilidade, da autonomia,
do relacionamento interpessoal e da
participação social.
(n.º 1 do art.º 1.º do DL 3/2008)
Necessidades educativas especiais
4
As necessidades educativas especiais
resultam da interação de uma grande
variedade de fatores, uns inerentes à
criança, outros ao meio e outros
relacionados com as respostas dadas
pela escola.
Necessidades educativas especiais
5
6
Adequações
curriculares
individuais?!!!!
Adequações curriculares individuais
7
Têm como padrão o currículo comum, no caso da
educação pré -escolar as que respeitem as orientações
curriculares, no ensino básico as que não põem em
causa a aquisição das “competências” (metas
curriculares) terminais de ciclo e, no ensino secundário,
as que não põem em causa as “competências
essenciais” (programa) das disciplinas.
(n.º 1 do art.º 18.º do DL 3/2008)
Adequações curriculares individuais
8
As adequações curriculares individuais são
uma diminuição parcial do currículo?
Podem-se reduzir objetivos e conteúdos
do currículo do aluno para que ele consiga
transitar de ano/nível de ensino?
O aluno aprende menos “matéria” do que
a turma?
Adequações curriculares individuais
Questões
9
As adequações curriculares individuais têm como padrão o
currículo comum ou as orientações curriculares e não põem em
causa a aquisição das metas curriculares terminais de ciclo
(ensino básico) ou de disciplina (ensino secundário).
Carecem de um parecer do conselho de docentes ou conselho de
turma, conforme o nível de educação ou ensino.
Adequações curriculares individuais
10
Introdução de áreas curriculares
específicas que não façam parte da
estrutura curricular comum (leitura e escrita
em braille, orientação e mobilidade, treino de visão e a
atividade motora adaptada, entre outras)
Adequações curriculares individuais
11
Para os alunos surdos com ensino bilingue consistem na
introdução de áreas curriculares específicas para a primeira
língua (L1), segunda língua (L2) e terceira língua (L3):
a) A língua gestual portuguesa (L1), do pré-escolar ao ensino
secundário
b) O português segunda língua (L2) do pré-escolar ao ensino
secundário
c) A introdução de uma língua estrangeira escrita (L3) do 3.º
ciclo do ensino básico ao ensino secundário.
Adequações curriculares individuais
12
Podem traduzir-se na dispensa das atividades
que se revelem de difícil execução em função
da incapacidade do aluno, só sendo aplicáveis
quando se verifique que o recurso a
tecnologias de apoio não é suficiente para
colmatar as necessidades educativas
resultantes da incapacidade.
Adequações curriculares individuais
13
Introdução de objetivos e conteúdos
intermédios em função das metas
curriculares terminais de ciclo ou de
curso, das características de
aprendizagem e dificuldades especificas
dos alunos.
(medida aditiva, não subtrativa)
Adequações curriculares individuais
14
Então,
como
vamos
fazer?
15
16
Introdução de objetivos e conteúdos intermédios em falta
- no final do ano letivo, o docente do grupo/disciplina lista os
objetivos e os conteúdos programados não adquiridos
- no início do ano letivo, na avaliação diagnóstica, o docente do
grupo/disciplina identifica os objetivos e os conteúdos ainda não
adquiridos imprescindíveis ao processo de aprendizagem
- ao longo do ano, o docente do grupo/disciplina deteta se o
aluno alcança ou não os objetivos e conteúdos programados
para um determinado período
Como elaborar adequações curriculares
individuais
Exemplo de formulação: 2.º ano de escolaridade:
Domínio: Geometria e Medida
Objetivo: Contar dinheiro
Descritor:
1. Ler e escrever quantias de dinheiro decompostas em euros e cêntimos envolvendo
números até 1000.
2. Efetuar contagens de quantias de dinheiro envolvendo números até 1000.
Mas, o aluno já domina…
- As moedas e notas da área do Euro?
- A contagem dos números até 1000?
- A relação entre euros e cêntimos?
Como elaborar adequações curriculares
individuais
17
Como elaborar adequações curriculares
individuais
18
Exemplo de formulação: inglês de 7.º ano de escolaridade
Domínio: Léxico e Gramática
Objetivo: Compreender formas de organização do léxico e conhecer algumas
estruturas frequentes do funcionamento da língua
Descritor:
10. Usar os verbos to be, there + to be, to have (got), no past simple, nas formas afirmativa,
negativa e interrogativa.
11. Usar verbos regulares e irregulares mais frequentes, no past simple, nas formas afirmativa,
negativa e interrogativa.
12. Usar o verbo to do, como auxiliar, no past simple, nas formas negativa e interrogativa.
13. Usar os verbos no future, com will/won’t + bare infinitive.
Como elaborar adequações curriculares
individuais
Mas, será que o aluno já domina o verbo
to be?!
Já distingue as formas afirmativa, negativa
e interrogativa em inglês?!
Já domina os tempos verbais?!
…?!!
19
Exemplo de formulação: inglês de 7.º ano de escolaridade
Domínio: Léxico e Gramática
Objetivo: Compreender (formas de organização d)o léxico e conhecer
algumas estruturas frequentes do funcionamento da língua
Descritor:
1.Usar o verbo to be, no present simple.
2.Usar o verbo to be, no present simple, na forma afirmativa.
3.Usar o verbo to be, no present simple, na forma interrogativa.
4.Usar os verbos to be no past simple, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa.
5.Usar os verbos to be, there + to be, to have (got), no past simple.
(…)
Nota: Os descritores foram reformulados de forma gradativa.
Como elaborar adequações curriculares
individuais
20
21
Exemplo de formulação:
6.º ano de escolaridade: Domínio da leitura e escrita
Objetivo 5: Ler em voz alta palavras e textos.
Descritores:
1.Ler corretamente, por minuto, um mínimo de 120 palavras, de uma lista de palavras
de um texto, apresentadas quase aleatoriamente.
1.2. Ler um texto com articulação e entoação corretas e uma velocidade de leitura de,
no mínimo, 150 palavras por minuto.
Como elaborar adequações curriculares
individuais
22
E se o aluno é disléxico?!
E se tem problemas de articulação?!
Ler corretamente?!
Ler em tempo cronometrado?!
Ler “em público” (voz alta)?!
Como elaborar adequações curriculares
individuais
23
Exemplo de formulação:
6.º ano de escolaridade: Domínio da leitura e escrita
Objetivo 5: Ler (em voz alta) palavras e textos.
Descritores:
1.Ler (corretamente), (por minuto, um mínimo de 120) palavras, de uma lista de
palavras de um texto, apresentadas quase aleatoriamente.
1.2. Ler um texto (com articulação) (com alguma) (e entoação corretas) e uma
(velocidade de leitura de, no mínimo, 150 palavras por minuto).
Como elaborar adequações curriculares
individuais
24
25
Em contexto de sala de aula.
Em apoio pedagógico personalizado fora da sala de
aula.
Implementação das adequações
curriculares individuais
Onde?
26
Ao longo do anolongo do ano, registar as adequações curriculares
individuais que o aluno vai atingindo ou superando;
No final do anofinal do ano, identificar as adequações que o aluno
não conseguiu atingir ou superar e que se consideram
essenciais para o nível ou ciclo seguinte;
Trata-se de um processo dinâmico.processo dinâmico.
Avaliação da eficácia das adequações
curriculares individuais
27
As adequações curriculares individuais são práticas epráticas e
procedimentos nas áreas do ensino, da aprendizagem,procedimentos nas áreas do ensino, da aprendizagem,
da resposta, do contexto, do tempo e do horário.da resposta, do contexto, do tempo e do horário.
Facultam o acesso ao currículo e o sucesso educativo.
Síntese
28
29
Adequações no
processo de
avaliação!!
30
Podem consistir na alteração do tipo de
provas, dos instrumentos de avaliação e
certificação, bem como das condições de
avaliação, no que respeita, entre outros
aspetos, às formas e meios de
comunicação e à periodicidade, duração e
local da mesma.
(n.º 1 do art.º 20.º do DL 3/2008)
Adequações no processo de avaliação
31
32
Leitura?
Ortografia?
Cálculo?
Resolução de problemas?
Estruturação frásica?
Conhecimentos?
Execução de uma tarefa?
…?
Avaliar…
33
- Redução do número de questões
- Simplificação das questões
- Escolha múltipla
- Correspondência (associação de conceitos, imagens,
afirmações, sob a forma de coluna…)
- Preenchimento de espaços
- Alternativa (verdadeiro/falso)
- Respostas objetivas
- Ordenação
- Composição curta (baseada em análise documental, gráficos, mapas,
tabelas, imagens…)
- Localização de elementos em mapas ou imagens
- …
Alteração do tipo de provas
34
- Modificação da graduação ou dos parâmetros de avaliação
- Reforço da avaliação prática em detrimento da escrita
- Não penalização dos erros ortográficos, de construção
frásica e de pontuação (Ex: disortografia)
- Não penalização dos erros de procedimentos matemáticos
(troca de sinais, algarismos…) (Ex: discalculia)
- Numeração dos textos (5 em 5 linhas), na margem esquerda
- Questões com referência à linha ou linhas onde se situa a
resposta
- Formulação de questões com estrutura familiar
- Produção de texto com fornecimento de palavras e/ou
expressões de enriquecimento vocabular
- …
Alteração dos instrumentos de avaliação e certificação
35
- Valorização da oralidade
- Provas no computador
- Máquina braille
- Intérprete de LGP
- Software específico (daisy)
- Reescrita das respostas
- Respostas ditadas
- Leitura dos enunciados das provas
- Máquina de calcular sonora
- Ampliação das provas
- Internet (plataforma moodle; google drive)
- …
Alteração de formas e meios de comunicação
36
- Avaliação contínua de caráter global
- Registos semanais de avaliação
- Tolerância de tempo na realização das provas e dos
trabalhos
- Provas fracionadas (diferentes momentos)
- Realização em sala à parte
- Realização no grupo/turma com apoio de um docente
- …
Periodicidade, duração e local da avaliação
37
Quero
exemplos!!!!!
Exemplos baseado no trabalho do psicólogo Luís Pereira – CRI da APCV
38
39
Consistência na
organização da
prova
Perguntas
emparelhadas com
cada texto
1
5
10
(Linha 1 a 3)
Fazer referência
à linha do texto
Numeração do
texto
Números
grandes e
destacados
40
Consistência na
organização da
prova
Perguntas
emparelhadas com
cada texto
41
42
a) Onomatopeia
b) Adjetivação
c) Personificação
Perguntas
de escolha
múltipla
Evitar
muitas
opções
Ordenar
alfabeticamente
Evitar opções
confusas
43
Colocação da
coluna mais
longa do lado
esquerdo
Consistência
na
organização
da prova
Colocação da
lista de
palavras após o
texto
Listagem das
palavras em
coluna
Fornecer ajudas
(usar palavras
como: escutar;
observar;
alegremente…)
Fornecer ajudas
Classifica
morfologicamente
(diz se são verbos,
nomes ou adjetivos)
45
Exemplo: Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu pintá-los-ei com tinta verde.
como no exemplo:
Dar exemplos
de resposta
correta Dar espaço
suficiente
para a
resposta
a. Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu ____________ (pintareizios / pintá-los-ei)
com tinta verde.
4. Substitui as palavras sublinhadas nas frases pelo pronome adequado.
Exercícios com
respostas
“não
convencionais”
4. Substitui as palavras sublinhadas nas frases pelo pronome adequado.
Circunda a resposta que achas correta como no exemplo:
Exemplo: Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu ____________ (pintareizios / pintá-los-ei)
com tinta verde.
Concretizar
46
Imagens com boa
qualidade e
explícitas
Repetição das palavras o número
de vezes que são utilizadas
47
Imagens e
textos úteis
48
49
como no exemplo:
Exemplo: B = (-3,2)
A = ( , );
C = ( , );
D = ( , );
Dar exemplos de
respostas
corretas
50
Inserir linhas
para as respostas
na folha da
prova
Questões
mais
concretas
51
52
Adequação ao
perfil do aluno
Imagens sem
ambiguidade
Imagens sem
ambiguidade
Imagens em
número correto e
contextualizadas
53
Evitar ligar com
setas
(torna-se
confuso)
54
55
56
57
58
59
60
• Fornecer, por escrito, o tema dos trabalhos e, se possível, uma
estruturação básica dos mesmos, delimitando, por exemplo, as
pesquisas a efetuar, a quantidade e o tipo de informação
predominante a incluir (visual, texto ou ambas);
• Indicar temas de trabalhos concretos;
• Em trabalhos de grupo, procurar que o aluno fique com
colegas considerados mais responsáveis e trabalhadores e
sugerir ao grupo a estruturação básica da parte a efetuar pelo
aluno em causa (à semelhança da sugestão referida em cima);
61
Avaliação adequada ao
perfil de funcionalidade
do aluno em concreto
Não se trata de facilitismo
mas de
FACILITAR!
Este é o puzzle da vida!
Nós somos as peças mais difíceis de encaixar.
Mas sem nós, nunca ele estará completo...
62
Obrigado pela vossa atenção!

Adequações curriculares e de avaliação

  • 1.
    Ação de Sensibilização AdequaçõesCurriculares Individuais e Adequações no Processo de Avaliação Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca Aguiar da Beira 25-03-2014 João Adelino Matias Lopes dos Santos 1
  • 2.
    “Não há, não, Duasfolhas iguais em toda a criação. Ou nervura a menos ou célula a mais, Não há de certeza, duas folhas iguais.” António Gedeão (1958) 2
  • 3.
    - Enquadrar osalunos com necessidades educativas especiais de caráter permanente. - Analisar as medidas educativas de adequações curriculares individuais e de adequações no processo de avaliação. - Identificar formas de operacionalizar as medidas de adequações curriculares individuais e de adequações no processo de avaliação. Objetivos da ação de sensibilização 3
  • 4.
    (…) alunos comlimitações significativas ao nível da atividade e participação num ou vários domínios da vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais, de caráter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social. (n.º 1 do art.º 1.º do DL 3/2008) Necessidades educativas especiais 4
  • 5.
    As necessidades educativasespeciais resultam da interação de uma grande variedade de fatores, uns inerentes à criança, outros ao meio e outros relacionados com as respostas dadas pela escola. Necessidades educativas especiais 5
  • 6.
  • 7.
  • 8.
    Têm como padrãoo currículo comum, no caso da educação pré -escolar as que respeitem as orientações curriculares, no ensino básico as que não põem em causa a aquisição das “competências” (metas curriculares) terminais de ciclo e, no ensino secundário, as que não põem em causa as “competências essenciais” (programa) das disciplinas. (n.º 1 do art.º 18.º do DL 3/2008) Adequações curriculares individuais 8
  • 9.
    As adequações curricularesindividuais são uma diminuição parcial do currículo? Podem-se reduzir objetivos e conteúdos do currículo do aluno para que ele consiga transitar de ano/nível de ensino? O aluno aprende menos “matéria” do que a turma? Adequações curriculares individuais Questões 9
  • 10.
    As adequações curricularesindividuais têm como padrão o currículo comum ou as orientações curriculares e não põem em causa a aquisição das metas curriculares terminais de ciclo (ensino básico) ou de disciplina (ensino secundário). Carecem de um parecer do conselho de docentes ou conselho de turma, conforme o nível de educação ou ensino. Adequações curriculares individuais 10
  • 11.
    Introdução de áreascurriculares específicas que não façam parte da estrutura curricular comum (leitura e escrita em braille, orientação e mobilidade, treino de visão e a atividade motora adaptada, entre outras) Adequações curriculares individuais 11
  • 12.
    Para os alunossurdos com ensino bilingue consistem na introdução de áreas curriculares específicas para a primeira língua (L1), segunda língua (L2) e terceira língua (L3): a) A língua gestual portuguesa (L1), do pré-escolar ao ensino secundário b) O português segunda língua (L2) do pré-escolar ao ensino secundário c) A introdução de uma língua estrangeira escrita (L3) do 3.º ciclo do ensino básico ao ensino secundário. Adequações curriculares individuais 12
  • 13.
    Podem traduzir-se nadispensa das atividades que se revelem de difícil execução em função da incapacidade do aluno, só sendo aplicáveis quando se verifique que o recurso a tecnologias de apoio não é suficiente para colmatar as necessidades educativas resultantes da incapacidade. Adequações curriculares individuais 13
  • 14.
    Introdução de objetivose conteúdos intermédios em função das metas curriculares terminais de ciclo ou de curso, das características de aprendizagem e dificuldades especificas dos alunos. (medida aditiva, não subtrativa) Adequações curriculares individuais 14
  • 15.
  • 16.
    16 Introdução de objetivose conteúdos intermédios em falta - no final do ano letivo, o docente do grupo/disciplina lista os objetivos e os conteúdos programados não adquiridos - no início do ano letivo, na avaliação diagnóstica, o docente do grupo/disciplina identifica os objetivos e os conteúdos ainda não adquiridos imprescindíveis ao processo de aprendizagem - ao longo do ano, o docente do grupo/disciplina deteta se o aluno alcança ou não os objetivos e conteúdos programados para um determinado período Como elaborar adequações curriculares individuais
  • 17.
    Exemplo de formulação:2.º ano de escolaridade: Domínio: Geometria e Medida Objetivo: Contar dinheiro Descritor: 1. Ler e escrever quantias de dinheiro decompostas em euros e cêntimos envolvendo números até 1000. 2. Efetuar contagens de quantias de dinheiro envolvendo números até 1000. Mas, o aluno já domina… - As moedas e notas da área do Euro? - A contagem dos números até 1000? - A relação entre euros e cêntimos? Como elaborar adequações curriculares individuais 17
  • 18.
    Como elaborar adequaçõescurriculares individuais 18
  • 19.
    Exemplo de formulação:inglês de 7.º ano de escolaridade Domínio: Léxico e Gramática Objetivo: Compreender formas de organização do léxico e conhecer algumas estruturas frequentes do funcionamento da língua Descritor: 10. Usar os verbos to be, there + to be, to have (got), no past simple, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa. 11. Usar verbos regulares e irregulares mais frequentes, no past simple, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa. 12. Usar o verbo to do, como auxiliar, no past simple, nas formas negativa e interrogativa. 13. Usar os verbos no future, com will/won’t + bare infinitive. Como elaborar adequações curriculares individuais Mas, será que o aluno já domina o verbo to be?! Já distingue as formas afirmativa, negativa e interrogativa em inglês?! Já domina os tempos verbais?! …?!! 19
  • 20.
    Exemplo de formulação:inglês de 7.º ano de escolaridade Domínio: Léxico e Gramática Objetivo: Compreender (formas de organização d)o léxico e conhecer algumas estruturas frequentes do funcionamento da língua Descritor: 1.Usar o verbo to be, no present simple. 2.Usar o verbo to be, no present simple, na forma afirmativa. 3.Usar o verbo to be, no present simple, na forma interrogativa. 4.Usar os verbos to be no past simple, nas formas afirmativa, negativa e interrogativa. 5.Usar os verbos to be, there + to be, to have (got), no past simple. (…) Nota: Os descritores foram reformulados de forma gradativa. Como elaborar adequações curriculares individuais 20
  • 21.
  • 22.
    Exemplo de formulação: 6.ºano de escolaridade: Domínio da leitura e escrita Objetivo 5: Ler em voz alta palavras e textos. Descritores: 1.Ler corretamente, por minuto, um mínimo de 120 palavras, de uma lista de palavras de um texto, apresentadas quase aleatoriamente. 1.2. Ler um texto com articulação e entoação corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 150 palavras por minuto. Como elaborar adequações curriculares individuais 22
  • 23.
    E se oaluno é disléxico?! E se tem problemas de articulação?! Ler corretamente?! Ler em tempo cronometrado?! Ler “em público” (voz alta)?! Como elaborar adequações curriculares individuais 23
  • 24.
    Exemplo de formulação: 6.ºano de escolaridade: Domínio da leitura e escrita Objetivo 5: Ler (em voz alta) palavras e textos. Descritores: 1.Ler (corretamente), (por minuto, um mínimo de 120) palavras, de uma lista de palavras de um texto, apresentadas quase aleatoriamente. 1.2. Ler um texto (com articulação) (com alguma) (e entoação corretas) e uma (velocidade de leitura de, no mínimo, 150 palavras por minuto). Como elaborar adequações curriculares individuais 24
  • 25.
  • 26.
    Em contexto desala de aula. Em apoio pedagógico personalizado fora da sala de aula. Implementação das adequações curriculares individuais Onde? 26
  • 27.
    Ao longo doanolongo do ano, registar as adequações curriculares individuais que o aluno vai atingindo ou superando; No final do anofinal do ano, identificar as adequações que o aluno não conseguiu atingir ou superar e que se consideram essenciais para o nível ou ciclo seguinte; Trata-se de um processo dinâmico.processo dinâmico. Avaliação da eficácia das adequações curriculares individuais 27
  • 28.
    As adequações curricularesindividuais são práticas epráticas e procedimentos nas áreas do ensino, da aprendizagem,procedimentos nas áreas do ensino, da aprendizagem, da resposta, do contexto, do tempo e do horário.da resposta, do contexto, do tempo e do horário. Facultam o acesso ao currículo e o sucesso educativo. Síntese 28
  • 29.
  • 30.
    30 Podem consistir naalteração do tipo de provas, dos instrumentos de avaliação e certificação, bem como das condições de avaliação, no que respeita, entre outros aspetos, às formas e meios de comunicação e à periodicidade, duração e local da mesma. (n.º 1 do art.º 20.º do DL 3/2008) Adequações no processo de avaliação
  • 31.
  • 32.
    32 Leitura? Ortografia? Cálculo? Resolução de problemas? Estruturaçãofrásica? Conhecimentos? Execução de uma tarefa? …? Avaliar…
  • 33.
    33 - Redução donúmero de questões - Simplificação das questões - Escolha múltipla - Correspondência (associação de conceitos, imagens, afirmações, sob a forma de coluna…) - Preenchimento de espaços - Alternativa (verdadeiro/falso) - Respostas objetivas - Ordenação - Composição curta (baseada em análise documental, gráficos, mapas, tabelas, imagens…) - Localização de elementos em mapas ou imagens - … Alteração do tipo de provas
  • 34.
    34 - Modificação dagraduação ou dos parâmetros de avaliação - Reforço da avaliação prática em detrimento da escrita - Não penalização dos erros ortográficos, de construção frásica e de pontuação (Ex: disortografia) - Não penalização dos erros de procedimentos matemáticos (troca de sinais, algarismos…) (Ex: discalculia) - Numeração dos textos (5 em 5 linhas), na margem esquerda - Questões com referência à linha ou linhas onde se situa a resposta - Formulação de questões com estrutura familiar - Produção de texto com fornecimento de palavras e/ou expressões de enriquecimento vocabular - … Alteração dos instrumentos de avaliação e certificação
  • 35.
    35 - Valorização daoralidade - Provas no computador - Máquina braille - Intérprete de LGP - Software específico (daisy) - Reescrita das respostas - Respostas ditadas - Leitura dos enunciados das provas - Máquina de calcular sonora - Ampliação das provas - Internet (plataforma moodle; google drive) - … Alteração de formas e meios de comunicação
  • 36.
    36 - Avaliação contínuade caráter global - Registos semanais de avaliação - Tolerância de tempo na realização das provas e dos trabalhos - Provas fracionadas (diferentes momentos) - Realização em sala à parte - Realização no grupo/turma com apoio de um docente - … Periodicidade, duração e local da avaliação
  • 37.
    37 Quero exemplos!!!!! Exemplos baseado notrabalho do psicólogo Luís Pereira – CRI da APCV
  • 38.
  • 39.
    39 Consistência na organização da prova Perguntas emparelhadascom cada texto 1 5 10 (Linha 1 a 3) Fazer referência à linha do texto Numeração do texto Números grandes e destacados
  • 40.
  • 41.
  • 42.
    42 a) Onomatopeia b) Adjetivação c)Personificação Perguntas de escolha múltipla Evitar muitas opções Ordenar alfabeticamente Evitar opções confusas
  • 43.
    43 Colocação da coluna mais longado lado esquerdo Consistência na organização da prova Colocação da lista de palavras após o texto
  • 44.
    Listagem das palavras em coluna Fornecerajudas (usar palavras como: escutar; observar; alegremente…) Fornecer ajudas Classifica morfologicamente (diz se são verbos, nomes ou adjetivos)
  • 45.
    45 Exemplo: Eu pintareios pratos com tinta verde. Eu pintá-los-ei com tinta verde. como no exemplo: Dar exemplos de resposta correta Dar espaço suficiente para a resposta a. Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu ____________ (pintareizios / pintá-los-ei) com tinta verde. 4. Substitui as palavras sublinhadas nas frases pelo pronome adequado. Exercícios com respostas “não convencionais” 4. Substitui as palavras sublinhadas nas frases pelo pronome adequado. Circunda a resposta que achas correta como no exemplo: Exemplo: Eu pintarei os pratos com tinta verde. Eu ____________ (pintareizios / pintá-los-ei) com tinta verde. Concretizar
  • 46.
    46 Imagens com boa qualidadee explícitas Repetição das palavras o número de vezes que são utilizadas
  • 47.
  • 48.
  • 49.
    49 como no exemplo: Exemplo:B = (-3,2) A = ( , ); C = ( , ); D = ( , ); Dar exemplos de respostas corretas
  • 50.
    50 Inserir linhas para asrespostas na folha da prova Questões mais concretas
  • 51.
  • 52.
    52 Adequação ao perfil doaluno Imagens sem ambiguidade Imagens sem ambiguidade Imagens em número correto e contextualizadas
  • 53.
  • 54.
  • 55.
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60.
    60 • Fornecer, porescrito, o tema dos trabalhos e, se possível, uma estruturação básica dos mesmos, delimitando, por exemplo, as pesquisas a efetuar, a quantidade e o tipo de informação predominante a incluir (visual, texto ou ambas); • Indicar temas de trabalhos concretos; • Em trabalhos de grupo, procurar que o aluno fique com colegas considerados mais responsáveis e trabalhadores e sugerir ao grupo a estruturação básica da parte a efetuar pelo aluno em causa (à semelhança da sugestão referida em cima);
  • 61.
    61 Avaliação adequada ao perfilde funcionalidade do aluno em concreto Não se trata de facilitismo mas de FACILITAR!
  • 62.
    Este é opuzzle da vida! Nós somos as peças mais difíceis de encaixar. Mas sem nós, nunca ele estará completo... 62 Obrigado pela vossa atenção!