ALGUNS ASPECTOS SANITÁRIOS E DE
SAÚDE NA CRIAÇÃO DE FRANGOS DE
CORTE
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIAS
UNIDADE DESCENTRALISADA DE IPAMERI
CURSO DE AGRONOMIA
IPAMERI - GO
ALGUNS ASPECTOS SANITÁRIOS E DE SAÚDE
NA CRIAÇÃO DE FRANGOS DE CORTE
Professor: Dr. Luiz Alberto
IPAMERI - GO
INTRODUÇÃO
Garantir a saúde do plantel é fundamental
O programa de biossegurança é uma
ferramenta indispensável para proteger a
saúde dos plantéis
Nesse programa são determinadas
normas de procedimentos quanto a
localização do aviário
1 – Programa de vacinação dos Frangos
 Programas de vacinação para frangos de corte
não são utilizados com freqüência
 Vacinação incorreta ou inadequada pode ser
tão prejudicial quanto não vacinar.
Recomenda-se vacinar em horários com
temperaturas amenas evitando-se estressar
excessivamente as aves.
Todos os aviários devem ter uma ficha de
controle com o histórico do lote em que constem
informações sobre as vacinações.
FICHA PARA ACOMPANHAMENTO TÉCNICO DO LOTE
1-Data do alojamento:
2-Nº. de aves:
3-Informações sobre as vacinas administradas
Data (Dia/Mês)
Via de administração Vacina utilizada N° aves vacinadas
4-Medicamento administrados:
Data
Identificação do aviário
Idade das aves
Principais sintomas
Medicamento administrado (nome comercial e princípio
ativo
Via de administração
Dose administrada
Período de administração
5-Mortalidade diária:
Semana
Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Total
1ª
2ª
3ª
4ª
5ª
6ª
7ª
Outras Observações: _______________________________
2 – Doenças tratáveis com
medicamentos
É fundamental a conscientização de todos
os funcionários da granja
as principais viroses que podem ser
controladas através de vacinação são:
a doença de Marek, a doença de
Gumboro, doença de Newcastle,
bronquite infecciosa das aves e varíola
aviária
3 – Doenças Modernas
3.1 – Síndrome da Morte Súbita
Um sério problema da indústria avícola
Compromete a função cardiovascular
A etiopatogenia dessas síndromes é bastante
complexa
apresenta incidências muito variáveis nos
diferentes países, que vão desde 1,25% até
9,62% da mortalidade total
O pico de mortalidade na síndrome de morte
súbita tem sido observado entre o 21º e o 27º
dias de idade
 No Brasil, podem ser esperadas perdas de 2 a
3% na produção
Em geral, as síndromes metabólicas
apresentam uma incidência do problema 70%
maior nos machos do que nas fêmeas
Essas síndromes são conseqüência de
desarranjos metabólicos e fisiológicos
3.2 – Síndrome da Ascite
Não é um problema infeccioso mas de origem
genética
Caracteriza-se pelo acúmulo de líquido na
cavidade abdominal
Frangos com ascite mostram-se apáticos,
apresentando crista e barbela arroxeadas e
penas eriçadas.
As perdas por ascite são elevadas em
conseqüência da morte de frangos a campo,
durante o transporte e devido a condenação no
abatedouro, pelo aspecto repugnante das
carcaças afetadas
Os frangos com ascite apresentam o coração
aumentado de tamanho e flácidos (amolecidos)
Os pulmões estão congestos e edematoso
(inchados) rompendo-se facilmente.
O fígado apresenta-se congesto (com acúmulo
anormal de sangue) e com as bordas
aumentadas.
Todas as condições que direta ou indiretamente
reduzem o suprimento de oxigênio ou que
aumentem a necessidade desse pelas aves,
predispõem à ascite.
Os principais fatores que aceleram a
manifestação da Ascite são:
• Linhagens com rápido ganho de peso inicial;
• aves do sexo masculino;
• altitudes elevadas no local de criação;
• grandes oscilações de temperatura;
• ventilação inadequada nos galpões;
• estresse excessivo;
• elevados níveis de amônia e gás carbônico
dentro dos aviários;
• doenças respiratórias;
• alimentos que promovam o aumento a pressão
sangüínea, como o Cloreto de Sódio;
• elevados níveis nutricionais na ração.
O controle da ascite, baseia-se em reduzir todas
as condições que predisponham às aves a um
quadro de deficiente oxigenação
Sendo assim recomenda-se os seguintes
cuidados:
• não alojar frangos de corte machos em locais de
altitudes elevadas, (acima de 1.500 metros);
• não estimular excessivamente o crescimento
corporal dos frangos, nas duas primeiras
semanas de vida;
• observar o nível de Sódio na dieta. Na água são
toleráveis níveis de até 50 ppm de Sódio para
14 ppm de Cloro. Já na ração, deve permanecer
de 0.16% a 0.20%;
• evitar o excesso de poeira no aviário, mantendo
adequada ventilação;
• manter uniforme e adequada a temperatura
interna do aviário, principalmente durante as
três primeiras semanas das aves, evitando-se
variações acima de 2ºC. Para tanto podem ser
utilizadas as chamadas "estufas" ou cortinas
suplementares. A temperatura ambiente junto
aos pintinhos na primeira semana, deverá ser
de 32ºC, reduzindo-se 3ºC a cada semana, até
atingir 20ºC na quinta semana de vida;
• reduzir as causas de comprometimento
pulmonar tais como doenças respiratórias,
aspergiloses, excesso de poeira, alta
concentração de amônia (níveis abaixo de 11,00
ppm) e de monóxido de carbono (níveis abaixo
de 70 ppm);
• utilizar rações de boa qualidade;
• a redução da densidade energética da ração
também é recomendada, porém mudanças nos
valores nutricionais devem ser analisados
quanto ao ganho de peso final desejado, pois
essa medida acarretará menor desempenho do
lote.
3.3 – Síndrome da Cabeça Inchada
 é uma enfermidade que acomete criações de galinhas e
está disseminada praticamente por todo mundo
 Em matrizes e poedeiras a enfermidade leva a um
quadro respiratório, com edema facial e submandibular,
presença de sinais nervosos, queda na produção e na
qualidade dos ovos.
 Em frangos de corte são observados secreção nasal,
depressão e edema subcutâneo
 Com freqüência os quadros são agravados pela
presença de infecções secundárias, principalmente E.
coli.
Em matrizes e poedeiras a mortalidade fica em
torno de 1% a 3%, porém ocorrem perdas
devido à queda de postura de 1% a 10%
durante 2 a 3 semanas e aumento da morte
embrionária em incubadora em torno de 3% a
10%.
A Síndrome da Cabeça Inchada pode
apresentar-se de forma aguda ou sub-clínica.
O curso da doença (sintomas, duração e
mortalidade) é muito variável e depende de
vários fatores, como; tipo de exploração, idade,
infecção bacteriana secundária, outras
infecções virais, má ventilação, contaminação
do ambiente, poeira, alta densidade
populacional e falta de higiene.
4 – O Abate e o Processamento dos
Frangos
 Boa qualidade final do produto
 Em condições normais de abate e
processamento, a retirada de ração é feita de 6
a 8 horas antes da apanha das aves
 A escalda, depena e evisceração são pontos
importantes de contaminação cruzada
 Períodos prolongados de jejum podem afetar o
pH das diversas partes do intestino,
aumentando a presença de Salmonella
 sugerem-se pesquisas nas seguintes áreas:
• definir o tempo ótimo de jejum;
• minimizar a contaminação e otimizar os
parâmetros de qualidade de carcaça;
• estudar os efeitos de períodos prolongados de
jejum sobre o pH e a colonização do papo, pró-
ventrículo, moela, intestino delgado, intestino
grosso e cecos por enterobactérias, como
Salmonella, por exemplo;
• efeito do jejum sobre o tamanho e cor do fígado
4.1 – Transporte da Granja ao Abatedouro
 Aves ornamentais:
• Guia de Trânsito Animal - GTA.
• Vacinação contra a Doença de New Castle.
• Vacinação contra o Epitelioma Contagioso.
• Atestado de que as aves não possuem ectoparasitas.
• Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou
lavadas e desinfetadas com produtos registrados.
• Proceder de granja onde não ocorreu doença infecto-contagiosa
nos últimos 90 dias e, nas circunvizinhanças, nos últimos 30 dias.
• Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e
desinfetados.
• Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
• Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou
lavadas e desinfetadas com produtos registrados.
 Aves silvestres
• Guia de Trânsito Animal - GTA.
• Vacinação contra a Doença de New Castle.
• Vacinação contra o Epitelioma Contagioso.
• Atestado de que as aves não possuem ectoparasitas.
• Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou
lavadas e desinfetadas com produtos registrados.
• Guia de Transporte fornecida pelo Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente - IBAMA.
• Proceder de granja onde não ocorreu doença infecto-contagiosa
nos últimos 90 dias e, nas circunvizinhanças, nos últimos 30 dias.
• Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e
desinfetados.
• Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
 Galinhas e frango de corte
 Abate de frango de corte
• Guia de Trânsito Animal - GTA.
• Proceder de granja onde não ocorreu Doença de New
Castle nos últimos 90 dias e num raio de 10km nos
últimos 30 dias.
• Devem ser transportados em embalagens novas e
apropriadas ou lavadas e desinfetadas com produtos
registrados.
• Os veículos transportadores devem ser previamente
lavados e desinfetados.
• Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
 Abate de matrizes industriais e postura comercial
(descarte)
• Guia de Trânsito Animal - GTA.
• Proceder de granja onde não ocorreu Doença de New
Castle nos últimos 90 dias e num raio de 10km nos
últimos 30 dias.
• Vacinação contra a Doença de New Castle.
• Devem ser transportados em embalagens novas e
apropriadas ou lavadas e desinfetadas com produtos
registrados.
• Os veículos transportadores devem ser previamente
lavados e desinfetados.
• Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
4.2 – Linha de Processamento
Recepção
As aves chegam ao frigorífico em caminhões,
dentro de gaiolas
Em dias quentes, recomenda-se colocar poucos
frangos nas gaiolas
As gaiolas podem ser de madeira ou de plástico
Pendura
Após o descarregamento, os frangos
permanecem parados por um período de
aproximadamente 2 horas ou mais na
plataforma.
Os frangos estressados apresentam um rápido
declínio do pH da carcaça no período "pós-
mortem".
Esta queda brusca de pH causa desnaturação
das proteínas musculares levando a uma
alteração qualitativa do produto final.
Os frangos são pendurados pelos pés em
ganchos em uma linha contínua.
Insensibilização ou atordoamento
Após a pendura, os frangos passam pelo
insensibilizador
Esta voltagem pode variar de 40 a 80 watts
 Este processo não pode matar a ave
A insensibilização também facilita a operação
de sangria
Sangria
Após a insensibilização, os frangos pendurados
nos ganchos recebem um corte manual ou
mecânico nas veias.
Depois da secção das veias, os frangos
percorrem um túnel de gotejamento de sangue
onde ficam por aproximadamente 6 a 7 minutos.
A completa sangria é de extrema importância.
 Escaldagem
 Logo após o esgotamento do sangue no túnel de
sangria, os frangos seguem para a escaldadeira.
 Usa-se a escaldadeira com a finalidade de uma prévia
lavagem da ave e o afrouxamento das penas, para
facilitar a depenagem.
 A seção de escaldagem deve ser efetuada em
instalações próprias.
 Esta seção deve possuir ventilação suficiente para
exaustão do vapor d'água, proveniente da escaldagem e
das impurezas em suspensão.
Depenagem
Utilizam-se, em geral, três depenadeiras em
série
Ao passar pela primeira depenadeira, grande
parte das penas são removidas, principalmente
da sambiqueira e do peito
A depenadeira final retira a cutícula da
superfície dos pés dos frangos
As penas retiradas caem sobre canaletas
 Corte dos pés
Logo após a saída da máquina de depenagem,
os frangos têm seus pés cortados
mecanicamente através de um disco afiado
girando em torno do próprio eixo.
Os pés são encaminhados para a graxaria ou
separados para a venda.
Evisceração
A evisceração é uma das operações mais
importantes na linha de abate.
Todas as operações do processo de
evisceração, podem ser feitas através de
eviseradora automática.
Quando não automatizados, as etapas básicas
realizadas antes e após a evisceração
propriamente dita são:
• corte da pele do pescoço, traquéia e
esôfago;
• extração da cloaca;
• corte do abdome;
• eventração;
• retirada de vísceras;
• retirada do papo, traquéia e esôfago;
• extração dos pulmões;
• reinspeção;
• limpeza final.
 Pré-resfriamento
 Esta operação é realizada em dois equipamentos em
série, o pré-chiller e o chiller.
 A reidratação tem por finalidade a recuperação da água
perdida durante o transporte e nas operações iniciais.
 O resfriamento tem por finalidade eliminar o calor "pós-
mortem" adquirido durante as fases iniciais de abate.
 Este processo de resfriamento leva de 30 a 40 minutos
Gotejamento
Os frangos saem do chiller através de
uma esteira.
A finalidade da etapa de gotejamento é
eliminar o excesso d'água adquirida na
operação de pré-resfriamento.
Classificação
As carcaças são classificadas por
funcionários, que podem destiná-la para a
embalagem como peça inteira ou para a
sala de cortes
As carcaças de aparência mais perfeitas
são embaladas inteiras, as de aparência
estranha (com manchas de sangue, por
exemplo) são destinadas ao corte.
Considerações Finais

Apresentação aves (2)

  • 1.
    ALGUNS ASPECTOS SANITÁRIOSE DE SAÚDE NA CRIAÇÃO DE FRANGOS DE CORTE UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIAS UNIDADE DESCENTRALISADA DE IPAMERI CURSO DE AGRONOMIA IPAMERI - GO
  • 2.
    ALGUNS ASPECTOS SANITÁRIOSE DE SAÚDE NA CRIAÇÃO DE FRANGOS DE CORTE Professor: Dr. Luiz Alberto IPAMERI - GO
  • 3.
    INTRODUÇÃO Garantir a saúdedo plantel é fundamental O programa de biossegurança é uma ferramenta indispensável para proteger a saúde dos plantéis Nesse programa são determinadas normas de procedimentos quanto a localização do aviário
  • 4.
    1 – Programade vacinação dos Frangos  Programas de vacinação para frangos de corte não são utilizados com freqüência  Vacinação incorreta ou inadequada pode ser tão prejudicial quanto não vacinar. Recomenda-se vacinar em horários com temperaturas amenas evitando-se estressar excessivamente as aves. Todos os aviários devem ter uma ficha de controle com o histórico do lote em que constem informações sobre as vacinações.
  • 5.
    FICHA PARA ACOMPANHAMENTOTÉCNICO DO LOTE 1-Data do alojamento: 2-Nº. de aves: 3-Informações sobre as vacinas administradas Data (Dia/Mês) Via de administração Vacina utilizada N° aves vacinadas
  • 6.
    4-Medicamento administrados: Data Identificação doaviário Idade das aves Principais sintomas Medicamento administrado (nome comercial e princípio ativo Via de administração Dose administrada Período de administração
  • 7.
    5-Mortalidade diária: Semana Domingo SegundaTerça Quarta Quinta Sexta Sábado Total 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª Outras Observações: _______________________________
  • 8.
    2 – Doençastratáveis com medicamentos É fundamental a conscientização de todos os funcionários da granja as principais viroses que podem ser controladas através de vacinação são: a doença de Marek, a doença de Gumboro, doença de Newcastle, bronquite infecciosa das aves e varíola aviária
  • 9.
    3 – DoençasModernas 3.1 – Síndrome da Morte Súbita Um sério problema da indústria avícola Compromete a função cardiovascular A etiopatogenia dessas síndromes é bastante complexa apresenta incidências muito variáveis nos diferentes países, que vão desde 1,25% até 9,62% da mortalidade total
  • 10.
    O pico demortalidade na síndrome de morte súbita tem sido observado entre o 21º e o 27º dias de idade  No Brasil, podem ser esperadas perdas de 2 a 3% na produção Em geral, as síndromes metabólicas apresentam uma incidência do problema 70% maior nos machos do que nas fêmeas Essas síndromes são conseqüência de desarranjos metabólicos e fisiológicos
  • 11.
    3.2 – Síndromeda Ascite Não é um problema infeccioso mas de origem genética Caracteriza-se pelo acúmulo de líquido na cavidade abdominal Frangos com ascite mostram-se apáticos, apresentando crista e barbela arroxeadas e penas eriçadas. As perdas por ascite são elevadas em conseqüência da morte de frangos a campo, durante o transporte e devido a condenação no abatedouro, pelo aspecto repugnante das carcaças afetadas
  • 12.
    Os frangos comascite apresentam o coração aumentado de tamanho e flácidos (amolecidos) Os pulmões estão congestos e edematoso (inchados) rompendo-se facilmente. O fígado apresenta-se congesto (com acúmulo anormal de sangue) e com as bordas aumentadas. Todas as condições que direta ou indiretamente reduzem o suprimento de oxigênio ou que aumentem a necessidade desse pelas aves, predispõem à ascite.
  • 13.
    Os principais fatoresque aceleram a manifestação da Ascite são: • Linhagens com rápido ganho de peso inicial; • aves do sexo masculino; • altitudes elevadas no local de criação; • grandes oscilações de temperatura; • ventilação inadequada nos galpões; • estresse excessivo; • elevados níveis de amônia e gás carbônico dentro dos aviários; • doenças respiratórias; • alimentos que promovam o aumento a pressão sangüínea, como o Cloreto de Sódio; • elevados níveis nutricionais na ração.
  • 14.
    O controle daascite, baseia-se em reduzir todas as condições que predisponham às aves a um quadro de deficiente oxigenação Sendo assim recomenda-se os seguintes cuidados: • não alojar frangos de corte machos em locais de altitudes elevadas, (acima de 1.500 metros); • não estimular excessivamente o crescimento corporal dos frangos, nas duas primeiras semanas de vida; • observar o nível de Sódio na dieta. Na água são toleráveis níveis de até 50 ppm de Sódio para 14 ppm de Cloro. Já na ração, deve permanecer de 0.16% a 0.20%;
  • 15.
    • evitar oexcesso de poeira no aviário, mantendo adequada ventilação; • manter uniforme e adequada a temperatura interna do aviário, principalmente durante as três primeiras semanas das aves, evitando-se variações acima de 2ºC. Para tanto podem ser utilizadas as chamadas "estufas" ou cortinas suplementares. A temperatura ambiente junto aos pintinhos na primeira semana, deverá ser de 32ºC, reduzindo-se 3ºC a cada semana, até atingir 20ºC na quinta semana de vida;
  • 16.
    • reduzir ascausas de comprometimento pulmonar tais como doenças respiratórias, aspergiloses, excesso de poeira, alta concentração de amônia (níveis abaixo de 11,00 ppm) e de monóxido de carbono (níveis abaixo de 70 ppm); • utilizar rações de boa qualidade; • a redução da densidade energética da ração também é recomendada, porém mudanças nos valores nutricionais devem ser analisados quanto ao ganho de peso final desejado, pois essa medida acarretará menor desempenho do lote.
  • 17.
    3.3 – Síndromeda Cabeça Inchada  é uma enfermidade que acomete criações de galinhas e está disseminada praticamente por todo mundo  Em matrizes e poedeiras a enfermidade leva a um quadro respiratório, com edema facial e submandibular, presença de sinais nervosos, queda na produção e na qualidade dos ovos.  Em frangos de corte são observados secreção nasal, depressão e edema subcutâneo  Com freqüência os quadros são agravados pela presença de infecções secundárias, principalmente E. coli.
  • 18.
    Em matrizes epoedeiras a mortalidade fica em torno de 1% a 3%, porém ocorrem perdas devido à queda de postura de 1% a 10% durante 2 a 3 semanas e aumento da morte embrionária em incubadora em torno de 3% a 10%. A Síndrome da Cabeça Inchada pode apresentar-se de forma aguda ou sub-clínica. O curso da doença (sintomas, duração e mortalidade) é muito variável e depende de vários fatores, como; tipo de exploração, idade, infecção bacteriana secundária, outras infecções virais, má ventilação, contaminação do ambiente, poeira, alta densidade populacional e falta de higiene.
  • 19.
    4 – OAbate e o Processamento dos Frangos  Boa qualidade final do produto  Em condições normais de abate e processamento, a retirada de ração é feita de 6 a 8 horas antes da apanha das aves  A escalda, depena e evisceração são pontos importantes de contaminação cruzada  Períodos prolongados de jejum podem afetar o pH das diversas partes do intestino, aumentando a presença de Salmonella
  • 20.
     sugerem-se pesquisasnas seguintes áreas: • definir o tempo ótimo de jejum; • minimizar a contaminação e otimizar os parâmetros de qualidade de carcaça; • estudar os efeitos de períodos prolongados de jejum sobre o pH e a colonização do papo, pró- ventrículo, moela, intestino delgado, intestino grosso e cecos por enterobactérias, como Salmonella, por exemplo; • efeito do jejum sobre o tamanho e cor do fígado
  • 21.
    4.1 – Transporteda Granja ao Abatedouro  Aves ornamentais: • Guia de Trânsito Animal - GTA. • Vacinação contra a Doença de New Castle. • Vacinação contra o Epitelioma Contagioso. • Atestado de que as aves não possuem ectoparasitas. • Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou lavadas e desinfetadas com produtos registrados. • Proceder de granja onde não ocorreu doença infecto-contagiosa nos últimos 90 dias e, nas circunvizinhanças, nos últimos 30 dias. • Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e desinfetados. • Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal. • Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou lavadas e desinfetadas com produtos registrados.
  • 22.
     Aves silvestres •Guia de Trânsito Animal - GTA. • Vacinação contra a Doença de New Castle. • Vacinação contra o Epitelioma Contagioso. • Atestado de que as aves não possuem ectoparasitas. • Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou lavadas e desinfetadas com produtos registrados. • Guia de Transporte fornecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA. • Proceder de granja onde não ocorreu doença infecto-contagiosa nos últimos 90 dias e, nas circunvizinhanças, nos últimos 30 dias. • Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e desinfetados. • Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
  • 23.
     Galinhas efrango de corte  Abate de frango de corte • Guia de Trânsito Animal - GTA. • Proceder de granja onde não ocorreu Doença de New Castle nos últimos 90 dias e num raio de 10km nos últimos 30 dias. • Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou lavadas e desinfetadas com produtos registrados. • Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e desinfetados. • Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
  • 24.
     Abate dematrizes industriais e postura comercial (descarte) • Guia de Trânsito Animal - GTA. • Proceder de granja onde não ocorreu Doença de New Castle nos últimos 90 dias e num raio de 10km nos últimos 30 dias. • Vacinação contra a Doença de New Castle. • Devem ser transportados em embalagens novas e apropriadas ou lavadas e desinfetadas com produtos registrados. • Os veículos transportadores devem ser previamente lavados e desinfetados. • Nota Fiscal de Produtor ou outro documento fiscal.
  • 25.
    4.2 – Linhade Processamento Recepção As aves chegam ao frigorífico em caminhões, dentro de gaiolas Em dias quentes, recomenda-se colocar poucos frangos nas gaiolas As gaiolas podem ser de madeira ou de plástico
  • 26.
    Pendura Após o descarregamento,os frangos permanecem parados por um período de aproximadamente 2 horas ou mais na plataforma. Os frangos estressados apresentam um rápido declínio do pH da carcaça no período "pós- mortem". Esta queda brusca de pH causa desnaturação das proteínas musculares levando a uma alteração qualitativa do produto final. Os frangos são pendurados pelos pés em ganchos em uma linha contínua.
  • 27.
    Insensibilização ou atordoamento Apósa pendura, os frangos passam pelo insensibilizador Esta voltagem pode variar de 40 a 80 watts  Este processo não pode matar a ave A insensibilização também facilita a operação de sangria
  • 28.
    Sangria Após a insensibilização,os frangos pendurados nos ganchos recebem um corte manual ou mecânico nas veias. Depois da secção das veias, os frangos percorrem um túnel de gotejamento de sangue onde ficam por aproximadamente 6 a 7 minutos. A completa sangria é de extrema importância.
  • 29.
     Escaldagem  Logoapós o esgotamento do sangue no túnel de sangria, os frangos seguem para a escaldadeira.  Usa-se a escaldadeira com a finalidade de uma prévia lavagem da ave e o afrouxamento das penas, para facilitar a depenagem.  A seção de escaldagem deve ser efetuada em instalações próprias.  Esta seção deve possuir ventilação suficiente para exaustão do vapor d'água, proveniente da escaldagem e das impurezas em suspensão.
  • 30.
    Depenagem Utilizam-se, em geral,três depenadeiras em série Ao passar pela primeira depenadeira, grande parte das penas são removidas, principalmente da sambiqueira e do peito A depenadeira final retira a cutícula da superfície dos pés dos frangos As penas retiradas caem sobre canaletas
  • 31.
     Corte dospés Logo após a saída da máquina de depenagem, os frangos têm seus pés cortados mecanicamente através de um disco afiado girando em torno do próprio eixo. Os pés são encaminhados para a graxaria ou separados para a venda.
  • 32.
    Evisceração A evisceração éuma das operações mais importantes na linha de abate. Todas as operações do processo de evisceração, podem ser feitas através de eviseradora automática. Quando não automatizados, as etapas básicas realizadas antes e após a evisceração propriamente dita são:
  • 33.
    • corte dapele do pescoço, traquéia e esôfago; • extração da cloaca; • corte do abdome; • eventração; • retirada de vísceras; • retirada do papo, traquéia e esôfago; • extração dos pulmões; • reinspeção; • limpeza final.
  • 34.
     Pré-resfriamento  Estaoperação é realizada em dois equipamentos em série, o pré-chiller e o chiller.  A reidratação tem por finalidade a recuperação da água perdida durante o transporte e nas operações iniciais.  O resfriamento tem por finalidade eliminar o calor "pós- mortem" adquirido durante as fases iniciais de abate.  Este processo de resfriamento leva de 30 a 40 minutos
  • 35.
    Gotejamento Os frangos saemdo chiller através de uma esteira. A finalidade da etapa de gotejamento é eliminar o excesso d'água adquirida na operação de pré-resfriamento.
  • 36.
    Classificação As carcaças sãoclassificadas por funcionários, que podem destiná-la para a embalagem como peça inteira ou para a sala de cortes As carcaças de aparência mais perfeitas são embaladas inteiras, as de aparência estranha (com manchas de sangue, por exemplo) são destinadas ao corte.
  • 37.