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Biosseguridade em
suínos e aves
Prof. Msc. Marília Gomes
Biossegurança
Indica normas e procedimentos relacionados a
saúde humana, estes são permanentes e
normalmente inflexíveis, a não ser para se
tornarem ainda mais restritivos (Sesti, 2004).
Biosseguridade
Conjunto de procedimentos técnicos imprescindíveis
que visa de forma direta e, indireta prevenir, diminuir
ou controlar os desafios gerados na produção de
animais frente aos agentes patogênicos que possam ter
impacto na produtividade destes rebanhos e/ou na
saúde dos consumidores de produtos (Sesti, 2004).
• Definida como a prática de medidas que visam
minimizar riscos e impactos de enfermidades ou
presença de resíduos (biológicos, químicos ou físicos)
em populações animais ou nos produtos derivados
destes (Soncini, 2007).
BIOSSEGURIDADE
• Saúde animal
• Normas flexíveis
• Riscos assumidos
• Prevenção e seguridade
• Medicina veterinária preventiva
BIOSSEGURANÇA
• Saúde humana
• Normas permanentes
• 0% de riscos
• 100% proteção
• Princípios da precaução
Aumento da população mundial
Maior demanda de alimentos
Crescimento da comercialização de
animais e seus produtos
Aumento da produtividade
(melhoramento em genética e tecnologia)
A única maneira de se manterem
livres ou controlados os sistemas de
produção e seus rebanhos, no que diz
respeito à presença de agentes de
enfermidades de impacto econômico
na produtividade e/ou perigosos para
a saúde pública (zoonoses), é através
da utilização de um efetivo programa
de biosseguridade.
• Deverá contemplar todos os aspectos gerais da medicina
veterinária preventiva bem como, conter aspectos
direcionados a cada sistema de produção em particular.
NA PRÁTICA DA PRODUÇÃO
• Significa a implantação e
desenvolvimento de um conjunto de
políticas e normas operacionais
rígidas que terão a função de
proteger os rebanhos contra a
introdução de quaisquer tipos de
agentes infecciosos (Moretti, 2007).
• Significa o estabelecimento de um nível de
segurança de seres vivos por meio da diminuição do
risco de ocorrência de enfermidades agudas e
crônicas em uma população (Moretti, 2007).
• É um conjunto de medidas e procedimentos de cuidados
com a saúde do plantel, aplicados em todas as etapas da
criação, interagindo com os diversos setores que compõe o
sistema produtivo (Jaenisch, 2004)
E PORQUE ISSO???
Zoonoses
• Doenças infecciosas naturalmente transmitidas entre
animais e seres humanos
• Microrganismos como bactérias, fungos, vírus, helmintos
e rickettsias
• Antropozoonoses: animal --> homem
• Zooantroponoses: homem --> animal
• Saúde animal sempre foi, e sempre será, uma das
principais, senão a principal barreira não tarifária para
embargo de nossas exportações ao resto do mundo.
Porque
biosseguridade
e
não
biossegurança?
• Um programa que adotasse os princípios de
biossegurança inviabilizaria a produção
animal, ou seja, “engessaria” de tal forma a
estrutura de produção que inviabilizaria o
fluxo normal de produção e a
disponibilidade de alimentos aos
consumidores.
Afinal, o que
precisamos?
Viabilizar uma
produção rentável
De alta qualidade
Protegendo a saúde
humana
Sesti, 2000
Tenham em mente!
• As medidas de biosseguridade funcionam integradas, requer
muita disciplina e são caras
• É um investimento que preserva a saúde do
rebanho, prioridade de um sistema de produção
• Prevenir sempre foi e sempre será mais
viável do que qualquer tipo de perdas
causadas por enfermidades
• Um programa planejado permite uma
cultura de higiene dentro do setor de
produção animal, cujos benefícios
obtidos se evidenciam na melhor
conversão alimentar, melhor ganho de
peso diário, redução do uso de vacinas
e medicamentos e, consequentemente
redução da mortalidade e garantindo
assim, bem estar animal.
• As boas práticas contempladas no programa de
biosseguridade devem ser revisadas rotineiramente e
modificadas de acordo com mudanças nos objetivos
econômicos, legais e de produtividade do sistema de
produção animal em questão.
Por onde começa um bom projeto de
biosseguridade?
•Projeto ambiental
•Projeto técnico
•Escolha e preparo do terreno
•Planejamento da produção
•Estudo da viabilidade econômica
Planejamento da atividade
Gestão do
estabelecimento
Visão estratégica
do negócio
Receitas do
suinocultor
Custo de
produção
Análise de
resultados
Aspectos
financeiros
Associativismo e
cooperativismo
Registro e
documentação
Biossegurança e
biosseguridade
8 PONTOS CRÍTICOS
Localização e isolamento das granjas
• Local tranquilo
• Distante de outras propriedades do mesmo setor
• Distante de frigoríficos e abatedouros
• Protegida por barreiras naturais e físicas
• Obedecida a direção do vento
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
• Cerca periférica com
entrada única
• Sistema de desinfecção
de pessoas e veículos
• Embarcadouro junto
à cerca periférica
Desinfecções
• Sem arco de desinfecção
- aspersão manual
• Algumas granjas exigem
desinfecção manual com
jato antes do arco
• 3km/h
• Desinfecção para a
introdução de materiais
e equipamentos
• Fumigador ou solução
de formaldeído (10%) ou
glutaraldeído
• Dispor de livro de registro de visitas:
Identificando a última data e local de visitas a outras
granjas de suídeos, laboratórios, matadouros, frigoríficos ou
outros locais com presença de suídeos
Vazio sanitário: mínimo de 48 horas – 72 horas
Microrganismos são carreados por longas distâncias
Controle de fluxo
Conduta do
visitante
Manter-se apresentável, com cabelos
aparados, barba feita, unhas
cortadas, uniforme limpo
Receber recomendações de como é o
funcionamento da empresa e o que
acontecerá durante a visita
Ser acompanhado, por um
encarregado ou proprietário, gerente
ou médico veterinário responsável
Conduta do
visitante
As recomendações durante a visita são
dirigidas pelo responsável da granja
juntamente com os responsáveis pelas
diferentes unidades
Obedecer rigorosamente o grau de
sanidade e idade dos animais nos
diferentes setores da granja
Antes de entrar em um local devem-se
desinfetar as botas em pedilúvios,
evitando assim a contaminação dos
diferentes ambientes
• Vestiário - paredes e pisos impermeáveis, banheiro,
chuveiro e vestuário
• Água de fonte conhecida
• Reservatórios protegidos, limpos e desinfetados (seis
meses)
Área interna - higienização
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Certeza que isso aqui
todo mundo sabe fazer
depois de 2020
Clique para adicionar texto
• Higienização das instalações e equipamentos:
Limpeza seca: remoção do material orgânico (cama,
ração, fezes, penas, ovos quebrados) com vassoura e
espátulas para raspar torrões de cama, de ração ou
outros resíduos
Os animais já devem ter sido retirados
Biosseguridade em suínos e aves
• Higienização das instalações e equipamentos:
Limpeza úmida: limpeza com água e sabão ou
detergente (dispersam e removem a matéria orgânica
das superfícies)
Biosseguridade em suínos e aves
• Higienização das instalações e equipamentos:
Desinfecção: agentes químicos que eliminam os
patógenos por contato, garantindo a máxima eficiência.
Deve ser realizado sempre na direção do teto para o
chão, distribuído por toda superfície. Durante esse
processo, as cortinas devem estar fechadas, para não
ocorrer correntes de ar e dispersar o desinfetante.
Biosseguridade em suínos e aves
• Comedouros
e bebedouros
• Produtos utilizados:
1. Combinação de amônias
quaternária + aldeídos (Um
potencializa a ação do outro)
2. Base de fenóis
3. Cloreto de benzalcônio
*Eficazes para bactérias, leveduras
e alguns fungos e vírus
Importante
usar um
produto:
De amplo espectro
Eficiente diante de
matéria orgânica
Com poder residual
prolongado
Relação custo/benefício
favorável
Em estabelecimentos avícolas, a desinfecção deve ser
feita em todo o aviário, com combinação de produtos
à base de formaldeído e ácidos orgânicos,
por nebulização, um dia antes de alojar e, ao longo de
vida do lote, para diminuir a carga bacteriana do aviário.
Aplicou veneno para controle de pragas antes do processo de limpeza
Retirou toda matéria orgânica e restos de ração
Realizou lavagem com bomba de alta pressão e água fria
Realizou lavagem com bomba de alta pressão e água quente
Utilizou detergente para remoção de sujidades e gorduras
Enxaguo com água limpa
Esperou secar para aplicar desinfetante
Foi dado vazio preconizado
.
.
.
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• Controle de pragas rigoroso, especializado e semanal
PROPRIEDADE SIM NÃO QUANTIDADE
Pragas mortas
Pragas vivas
• Proibido animais de estimação
• Certificado qualquer produção animal, atestadas suas
vacinações
• Compostagem*
• Diques de oxidação
• Bioesterqueira
• Biodigestor
• Lagoas de estabilização (aeróbias, anaeróbias e
facultativas)
Descartes de cadáveres, restos
de parto e dejetos
AERÓBIO
ANAERÓBIO
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Biosseguridade em suínos e aves
Programa de
vacinação
Deve ter foco no controle
dos desafios sanitários
intercorrentes na região e
basear-se em resultados
técnicos e laboratoriais.
• Alguns pontos principais para o êxito da vacinação:
Seguir o cronograma proposto;
Respeitar prazos de validade, vias de aplicação e diluições;
Realizar treinamento sistemático e educação contínua;
Manusear e conservar as vacinas de forma adequada;
Manter a qualidade da água na vacinação (T°C e pH);
Limpar e desinfetar utensílios utilizados
Monitoramento de biosseguridade e
erradicação de doenças
• O monitoramento sorológico e bacteriano tem a função de
avaliar e reajustar o programa de vacinação, determinar
os níveis de imunidade, diagnosticar surtos de doença e
avaliar a biossegurança na granja.
• São utilizados métodos de suabes estéreis e
plaqueamentos para avaliação dos desafios e da
eficiência de um programa de limpeza e desinfecção.
• Monitoram a carga microbiológica de enterobactérias e
presença de salmonela (aves).
• Com esses resultados é possível fazer um plano de ação
na tentativa de erradicação dessas doenças.
• Exames realizados por laboratório do MAPA (oficial)
• Como são feitas as coletas em produção de aves?
Do 1° ao 5° dia de vida – iniciam as coletas;
12 semanas - realizam-se coletas de 300 soros (por lote ou
núcleos) e um pro pé por aviário em recrias;
25 semanas - coletas de 150 soros (por lote ou núcleos) e um
pro pé por aviário na produção;
• Exames solicitados: SAR-MG, SAR-MS e ISL-SALM
Controle de procedimentos
• Checam o programa de biosseguridade
• Aplicação de programas de 5S e auditorias
• Mensal ou bimestralmente
• Se existirem erros: plano de ação e ajustes
• Os princípios do 5S auxiliam na obtenção de padrões
operacionais que contribuem para maior eficiência e
excelência na realização das tarefas de biosseguridade
Biosseguridade em suínos e aves
Educação continuada
Contratação
Período
probatório
Necessidade
extra
SUÍNOS
4° maior produtor de carne suína do mundo
4° maior exportador
• Recomenda-se distância mínima de 3-5km entre granjas
• Distantes de centros urbanos
• Entre a barreira natural e a primeira instalação +-25
metros para evitar problemas de ventilação
• Quarentenério localizado distante da granja (vazio de 3-
4 dias)
• Por receber animais de alto valor genético e financeiro
de outra granja, que estarão em período de observação e
adaptação, recomenda-se que o quarentenário
tenha instalações com banho, troca de roupas e calçado
separados daqueles da granja.
PROGRAMA NACIONAL DE
SANIDADE SUÍDEA (PNSS)
• O PNSS é atualmente coordenado pela Divisão de
Sanidade das Aves do MAPA, foi instituído no âmbito da
Secretaria de Defesa Agropecuária pela Portaria nº 193,
de 19 de setembro de 1994.
AVES
2° maior produtor de carne de frango do mundo
Maior exportador
• Instrução Normativa nº 4/1998 (MAPA) - distâncias mínimas entre a
granja de matriz e outros estabelecimentos:
• Distância entre Granja e Abatedouro: 5.000m
• Distância entre Bisavozeiro e Avozeiro: 5.000m
• Distância entre Matrizeiros: 3.000m
• Distância entre Núcleos e Limites Periféricos da Propriedade: 100m
• Distância entre Núcleo e Estrada Vicinal: 500m
• Distância entre Núcleos de Diferentes Idades: 500m
• Distância entre Recria e Produção: 500m
• A distância mínima entre aviários do mesmo núcleo, é o dobro da largura
dos aviários.
Biosseguridade em suínos e aves
• Cobb-Vantress é líder
mundial no fornecimento de
aves de produção para
frangos de corte
• Práticas sustentáveis
• Em 10 anos -6,5% em
gastos com energia elétrica
PROGRAMA NACIONAL DE
SANIDADE AVÍCOLA (PNSA)
• O PNSA é atualmente coordenado pela Divisão de
Sanidade das Aves do MAPA, foi instituído no âmbito da
Secretaria de Defesa Agropecuária pela Portaria nº 193,
de 19 de setembro de 1994.
Principais
objetivos
dos
programas
de
sanidade
(PNSS
e
PNSA):
• Prevenir e controlar as enfermidades de
interesse em avicultura e saúde pública
• Definir ações que possibilitem a certificação
sanitária do plantel avícola e suídeo
nacional
• Favorecer a elaboração de
produtos saudáveis para o mercado interno
e externo
Conclusão
• A biosseguridade é uma ferramenta
indispensável para assegurar a saúde dos
plantéis, dando condições aos animais de
expressarem o seu potencial genético. Esse
programa exige o comprometimento de todos,
com o objetivo de impedir o risco a entrada de
agentes na unidade de produção, garantido não
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Biosseguridade em suínos e aves

  • 1. Biosseguridade em suínos e aves Prof. Msc. Marília Gomes
  • 3. Indica normas e procedimentos relacionados a saúde humana, estes são permanentes e normalmente inflexíveis, a não ser para se tornarem ainda mais restritivos (Sesti, 2004).
  • 5. Conjunto de procedimentos técnicos imprescindíveis que visa de forma direta e, indireta prevenir, diminuir ou controlar os desafios gerados na produção de animais frente aos agentes patogênicos que possam ter impacto na produtividade destes rebanhos e/ou na saúde dos consumidores de produtos (Sesti, 2004).
  • 6. • Definida como a prática de medidas que visam minimizar riscos e impactos de enfermidades ou presença de resíduos (biológicos, químicos ou físicos) em populações animais ou nos produtos derivados destes (Soncini, 2007).
  • 7. BIOSSEGURIDADE • Saúde animal • Normas flexíveis • Riscos assumidos • Prevenção e seguridade • Medicina veterinária preventiva BIOSSEGURANÇA • Saúde humana • Normas permanentes • 0% de riscos • 100% proteção • Princípios da precaução
  • 8. Aumento da população mundial Maior demanda de alimentos Crescimento da comercialização de animais e seus produtos Aumento da produtividade (melhoramento em genética e tecnologia)
  • 9. A única maneira de se manterem livres ou controlados os sistemas de produção e seus rebanhos, no que diz respeito à presença de agentes de enfermidades de impacto econômico na produtividade e/ou perigosos para a saúde pública (zoonoses), é através da utilização de um efetivo programa de biosseguridade.
  • 10. • Deverá contemplar todos os aspectos gerais da medicina veterinária preventiva bem como, conter aspectos direcionados a cada sistema de produção em particular.
  • 11. NA PRÁTICA DA PRODUÇÃO • Significa a implantação e desenvolvimento de um conjunto de políticas e normas operacionais rígidas que terão a função de proteger os rebanhos contra a introdução de quaisquer tipos de agentes infecciosos (Moretti, 2007).
  • 12. • Significa o estabelecimento de um nível de segurança de seres vivos por meio da diminuição do risco de ocorrência de enfermidades agudas e crônicas em uma população (Moretti, 2007).
  • 13. • É um conjunto de medidas e procedimentos de cuidados com a saúde do plantel, aplicados em todas as etapas da criação, interagindo com os diversos setores que compõe o sistema produtivo (Jaenisch, 2004) E PORQUE ISSO???
  • 14. Zoonoses • Doenças infecciosas naturalmente transmitidas entre animais e seres humanos • Microrganismos como bactérias, fungos, vírus, helmintos e rickettsias • Antropozoonoses: animal --> homem • Zooantroponoses: homem --> animal
  • 15. • Saúde animal sempre foi, e sempre será, uma das principais, senão a principal barreira não tarifária para embargo de nossas exportações ao resto do mundo.
  • 16. Porque biosseguridade e não biossegurança? • Um programa que adotasse os princípios de biossegurança inviabilizaria a produção animal, ou seja, “engessaria” de tal forma a estrutura de produção que inviabilizaria o fluxo normal de produção e a disponibilidade de alimentos aos consumidores.
  • 17. Afinal, o que precisamos? Viabilizar uma produção rentável De alta qualidade Protegendo a saúde humana Sesti, 2000
  • 18. Tenham em mente! • As medidas de biosseguridade funcionam integradas, requer muita disciplina e são caras • É um investimento que preserva a saúde do rebanho, prioridade de um sistema de produção • Prevenir sempre foi e sempre será mais viável do que qualquer tipo de perdas causadas por enfermidades
  • 19. • Um programa planejado permite uma cultura de higiene dentro do setor de produção animal, cujos benefícios obtidos se evidenciam na melhor conversão alimentar, melhor ganho de peso diário, redução do uso de vacinas e medicamentos e, consequentemente redução da mortalidade e garantindo assim, bem estar animal.
  • 20. • As boas práticas contempladas no programa de biosseguridade devem ser revisadas rotineiramente e modificadas de acordo com mudanças nos objetivos econômicos, legais e de produtividade do sistema de produção animal em questão.
  • 21. Por onde começa um bom projeto de biosseguridade? •Projeto ambiental •Projeto técnico •Escolha e preparo do terreno •Planejamento da produção •Estudo da viabilidade econômica Planejamento da atividade
  • 22. Gestão do estabelecimento Visão estratégica do negócio Receitas do suinocultor Custo de produção Análise de resultados Aspectos financeiros Associativismo e cooperativismo Registro e documentação Biossegurança e biosseguridade
  • 24. Localização e isolamento das granjas • Local tranquilo • Distante de outras propriedades do mesmo setor • Distante de frigoríficos e abatedouros • Protegida por barreiras naturais e físicas • Obedecida a direção do vento
  • 28. • Cerca periférica com entrada única • Sistema de desinfecção de pessoas e veículos • Embarcadouro junto à cerca periférica Desinfecções
  • 29. • Sem arco de desinfecção - aspersão manual • Algumas granjas exigem desinfecção manual com jato antes do arco • 3km/h
  • 30. • Desinfecção para a introdução de materiais e equipamentos • Fumigador ou solução de formaldeído (10%) ou glutaraldeído
  • 31. • Dispor de livro de registro de visitas: Identificando a última data e local de visitas a outras granjas de suídeos, laboratórios, matadouros, frigoríficos ou outros locais com presença de suídeos Vazio sanitário: mínimo de 48 horas – 72 horas Microrganismos são carreados por longas distâncias Controle de fluxo
  • 32. Conduta do visitante Manter-se apresentável, com cabelos aparados, barba feita, unhas cortadas, uniforme limpo Receber recomendações de como é o funcionamento da empresa e o que acontecerá durante a visita Ser acompanhado, por um encarregado ou proprietário, gerente ou médico veterinário responsável
  • 33. Conduta do visitante As recomendações durante a visita são dirigidas pelo responsável da granja juntamente com os responsáveis pelas diferentes unidades Obedecer rigorosamente o grau de sanidade e idade dos animais nos diferentes setores da granja Antes de entrar em um local devem-se desinfetar as botas em pedilúvios, evitando assim a contaminação dos diferentes ambientes
  • 34. • Vestiário - paredes e pisos impermeáveis, banheiro, chuveiro e vestuário • Água de fonte conhecida • Reservatórios protegidos, limpos e desinfetados (seis meses) Área interna - higienização
  • 39. Certeza que isso aqui todo mundo sabe fazer depois de 2020
  • 41. • Higienização das instalações e equipamentos: Limpeza seca: remoção do material orgânico (cama, ração, fezes, penas, ovos quebrados) com vassoura e espátulas para raspar torrões de cama, de ração ou outros resíduos Os animais já devem ter sido retirados
  • 43. • Higienização das instalações e equipamentos: Limpeza úmida: limpeza com água e sabão ou detergente (dispersam e removem a matéria orgânica das superfícies)
  • 45. • Higienização das instalações e equipamentos: Desinfecção: agentes químicos que eliminam os patógenos por contato, garantindo a máxima eficiência. Deve ser realizado sempre na direção do teto para o chão, distribuído por toda superfície. Durante esse processo, as cortinas devem estar fechadas, para não ocorrer correntes de ar e dispersar o desinfetante.
  • 48. • Produtos utilizados: 1. Combinação de amônias quaternária + aldeídos (Um potencializa a ação do outro) 2. Base de fenóis 3. Cloreto de benzalcônio *Eficazes para bactérias, leveduras e alguns fungos e vírus
  • 49. Importante usar um produto: De amplo espectro Eficiente diante de matéria orgânica Com poder residual prolongado Relação custo/benefício favorável
  • 50. Em estabelecimentos avícolas, a desinfecção deve ser feita em todo o aviário, com combinação de produtos à base de formaldeído e ácidos orgânicos, por nebulização, um dia antes de alojar e, ao longo de vida do lote, para diminuir a carga bacteriana do aviário.
  • 51. Aplicou veneno para controle de pragas antes do processo de limpeza Retirou toda matéria orgânica e restos de ração Realizou lavagem com bomba de alta pressão e água fria Realizou lavagem com bomba de alta pressão e água quente Utilizou detergente para remoção de sujidades e gorduras Enxaguo com água limpa Esperou secar para aplicar desinfetante Foi dado vazio preconizado . . . . . . . .
  • 52. • Controle de pragas rigoroso, especializado e semanal PROPRIEDADE SIM NÃO QUANTIDADE Pragas mortas Pragas vivas • Proibido animais de estimação • Certificado qualquer produção animal, atestadas suas vacinações
  • 53. • Compostagem* • Diques de oxidação • Bioesterqueira • Biodigestor • Lagoas de estabilização (aeróbias, anaeróbias e facultativas) Descartes de cadáveres, restos de parto e dejetos AERÓBIO ANAERÓBIO
  • 59. Programa de vacinação Deve ter foco no controle dos desafios sanitários intercorrentes na região e basear-se em resultados técnicos e laboratoriais.
  • 60. • Alguns pontos principais para o êxito da vacinação: Seguir o cronograma proposto; Respeitar prazos de validade, vias de aplicação e diluições; Realizar treinamento sistemático e educação contínua; Manusear e conservar as vacinas de forma adequada; Manter a qualidade da água na vacinação (T°C e pH); Limpar e desinfetar utensílios utilizados
  • 61. Monitoramento de biosseguridade e erradicação de doenças • O monitoramento sorológico e bacteriano tem a função de avaliar e reajustar o programa de vacinação, determinar os níveis de imunidade, diagnosticar surtos de doença e avaliar a biossegurança na granja.
  • 62. • São utilizados métodos de suabes estéreis e plaqueamentos para avaliação dos desafios e da eficiência de um programa de limpeza e desinfecção. • Monitoram a carga microbiológica de enterobactérias e presença de salmonela (aves). • Com esses resultados é possível fazer um plano de ação na tentativa de erradicação dessas doenças.
  • 63. • Exames realizados por laboratório do MAPA (oficial) • Como são feitas as coletas em produção de aves? Do 1° ao 5° dia de vida – iniciam as coletas; 12 semanas - realizam-se coletas de 300 soros (por lote ou núcleos) e um pro pé por aviário em recrias; 25 semanas - coletas de 150 soros (por lote ou núcleos) e um pro pé por aviário na produção; • Exames solicitados: SAR-MG, SAR-MS e ISL-SALM
  • 64. Controle de procedimentos • Checam o programa de biosseguridade • Aplicação de programas de 5S e auditorias • Mensal ou bimestralmente • Se existirem erros: plano de ação e ajustes • Os princípios do 5S auxiliam na obtenção de padrões operacionais que contribuem para maior eficiência e excelência na realização das tarefas de biosseguridade
  • 68. 4° maior produtor de carne suína do mundo 4° maior exportador
  • 69. • Recomenda-se distância mínima de 3-5km entre granjas • Distantes de centros urbanos • Entre a barreira natural e a primeira instalação +-25 metros para evitar problemas de ventilação • Quarentenério localizado distante da granja (vazio de 3- 4 dias)
  • 70. • Por receber animais de alto valor genético e financeiro de outra granja, que estarão em período de observação e adaptação, recomenda-se que o quarentenário tenha instalações com banho, troca de roupas e calçado separados daqueles da granja.
  • 71. PROGRAMA NACIONAL DE SANIDADE SUÍDEA (PNSS) • O PNSS é atualmente coordenado pela Divisão de Sanidade das Aves do MAPA, foi instituído no âmbito da Secretaria de Defesa Agropecuária pela Portaria nº 193, de 19 de setembro de 1994.
  • 72. AVES
  • 73. 2° maior produtor de carne de frango do mundo Maior exportador
  • 74. • Instrução Normativa nº 4/1998 (MAPA) - distâncias mínimas entre a granja de matriz e outros estabelecimentos: • Distância entre Granja e Abatedouro: 5.000m • Distância entre Bisavozeiro e Avozeiro: 5.000m • Distância entre Matrizeiros: 3.000m • Distância entre Núcleos e Limites Periféricos da Propriedade: 100m • Distância entre Núcleo e Estrada Vicinal: 500m • Distância entre Núcleos de Diferentes Idades: 500m • Distância entre Recria e Produção: 500m • A distância mínima entre aviários do mesmo núcleo, é o dobro da largura dos aviários.
  • 76. • Cobb-Vantress é líder mundial no fornecimento de aves de produção para frangos de corte • Práticas sustentáveis • Em 10 anos -6,5% em gastos com energia elétrica
  • 77. PROGRAMA NACIONAL DE SANIDADE AVÍCOLA (PNSA) • O PNSA é atualmente coordenado pela Divisão de Sanidade das Aves do MAPA, foi instituído no âmbito da Secretaria de Defesa Agropecuária pela Portaria nº 193, de 19 de setembro de 1994.
  • 78. Principais objetivos dos programas de sanidade (PNSS e PNSA): • Prevenir e controlar as enfermidades de interesse em avicultura e saúde pública • Definir ações que possibilitem a certificação sanitária do plantel avícola e suídeo nacional • Favorecer a elaboração de produtos saudáveis para o mercado interno e externo
  • 79. Conclusão • A biosseguridade é uma ferramenta indispensável para assegurar a saúde dos plantéis, dando condições aos animais de expressarem o seu potencial genético. Esse programa exige o comprometimento de todos, com o objetivo de impedir o risco a entrada de agentes na unidade de produção, garantido não só a qualidade sanitária do plantel como também a rentabilidade do setor produtivo.