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Identificar os acontecimentos principais e distingui-los dos secundários
 Descrição espacio-temporal da vida lisboeta. (1 – 15)
Lojas, escritórios, Àquela hora uma vida atribulada e agitada
Algumas oficinas, às cinco horas
Ruas, praças,
Paragens de eléctrico
Largos, passeios das
Grandes praças, eléctricos,
As ruas da Baixa, casas de chá
 Acomodação das pessoas no interior de um eléctrico. (16 – 28)
Multidão
Os elegantes Muitos homenzinhos pouco correctos
As elegantes Homenzinhos
Mulheres vulgares
MAR DE GENTE
(hipérbole/ metáfora)
 O início da viagem do eléctrico. (29 – 65)
 O comportamento das pessoas no interior do eléctrico.
 A interrupção da “aparente calma” que pairava no eléctrico. Destaca-se a
presença de um homenzinho no meio da multidão. Ele instala a indignação no
rosto dos restantes passageiros, quando, empurrando as pessoas, afirmava
que havia um lugar vago à frente, ao lado de uma “velhota por sinal
opulenta”. (66 – 82)
 O espanto dos passageiros face à atitude do “homenzinho”. (83 – 85)
 O incómodo explicito da senhora opulenta face à presença do seu novo
“vizinho”. (86 – 94)
 O comportamento do “homenzinho” no eléctrico: ele começa a assobiar
como se nada fosse. (94 – 98)
 A reacção dos passageiros ao assobio do “homem”:
(desprezo/ indiferença)
No entanto estes sossegaram quando o condutor deu indícios que ía
interpelar o “homem”. No entanto a intervenção deste não correspondeu às
expectativas dos passageiros. (98 – 107)
 Caracterização do assobio do “homenzinho”. (108 – 114)
 Reacções dos passageiros. (115 – 130) // (152 – 157)
 Atitude de uma criança presente no eléctrico.
 ingenuidade  muito pálida
 pureza  cabelos louros e encaracolados
 vestida de azul
 começou a bater palmas
 Repreensão da mãe face ao acto da filha. (131 – 139)
 Reflexão da mãe da criança: (139 – 151)
 avaliação da sua repreensão pensando na sua infância (157 – 160)
 a voz da sua consciência (173 – 175)
 A saída do “homenzinho” do eléctrico. A reacção dos passageiros
principalmente da criança. (161 – 172)
 O voltar de tudo ao normal. (176 – 183)
Acontecimentos Secundários
 Descrição espácio-temporal da vida Lisboeta.
 Acomodação das pessoas no interior do eléctrico.
 O inicio da viagem do eléctrico.
 Reacção: - dos passageiros face a atitude do “homem”;
- da “senhora opulenta”
 Reacção dos passageiros quando o “homem” sai do eléctrico.
Acontecimentos Principais
 O destacamento de um “homem” no meio dos passageiros do eléctrico.
 Os comportamentos do “homem”.
 A reacção/ atitude de uma criança face ao assobio do “homem”.
 Reflexão de “uma senhora nova e bonita”.
 a sua infância face ao comportamento da filha e ao do “homem”.
Fazer o levantamento das expressões indiciadoras do espaço (geográfico
e social), referidas no conto
CIDADE RUAS DA BAIXA ELÉCTRICO
1- “… Àquela hora, o trânsito complicava-se” (l. 1)
2- “… as lojas, os escritórios, algumas oficinas” (l. 1/2)
3- “… e as ruas, as praças, as paragens dos eléctricos” (l. 2/3)
4- “Nos largos dos passeios das grandes praças” (l. 5)
5- “… os eléctricos apinhavam-se na linha” (l. 8)
6- “… as ruas da baixa” (l. 12)
7- “… pelas lojas de novidades e pelas casas de chá…” (l. 13/14)
8- “… pessoas penduradas no eléctrico…” (l. 18)
9- “… numa das várias linhas que ligavam o centro da cidade aos bairros
relativamente novos…” (l. 63/64)
10-“… conseguiu entrar no interior do eléctrico…” (l. 78/79)
11- “… foi sentar-se num lugar de lado…” (l. 80)
12-“… no silêncio do carro” (l. 122)
13-“… uma criança que ia sentada junto de uma janela…” (l. 131)
14-“A plataforma do carro ia-se esvaziando” (l. 152/153)
15-“… sentada num banco de lado…” (l. 157/158)
Espaço Físico: exterior cidade Baixa
interior: eléctrico
Espaço Social: vida citadina
Descobrir o Tempo na narrativa
Expressões do Texto indiciadoras de tempo
 “Àquela hora” (l. 1)
(a + aquela = àquela) – locução prepositiva de tempo
 “planeadas quando não havia…” (l. 3)
conjunção temporal
 “… de um momento para o outro…” (l. 5)
(= de repente) locução adverbial de tempo
 “… praguejar algumas vezes…” (l. 7/8)
Locução adverbial de tempo
 “… àquela hora…” (l. 19/11)
 “às cinco horas…” (l. 13)
(a+a = à)
 “… à hora do jantar…” (l. 15)
Locução prepositiva de tempo
 “… o carro seguia morosamente…” (l. 29)
Adverbio de modo
 “Nos primeiros momentos da viagem…” (l. 34)
Locução adverbial
 “… depois as pessoas…” (l. 38)
Adverbio de tempo
 “… depois guardavam os espelhos…” (l. 49)
 “… embora de vez em quando…” (l. 55)
Locução adverbial de tempo
 “Quando alguém tinha…” (l. 56)
Conjunção temporal
 “em dada altura…” (l. 66)
Locução temporal
 “… primeiro, foi um assobio…” (l. 96)
Adverbio de tempo
 “Depois, a pouco e pouco, o sujeitinho…” (l. 97)
Adverbio de tempo
Locução adverbial
 “Mas quando o homem olhou…” (l. 106)
Conjunção temporal
 “… o assobio, umas vezes, era baixo…” (l. 108)
Locução adverbial temporal
 “… outras vezes, alto…” (l. 108)
Locução adverbial temporal
 “Às vezes, repetia os sons…” (l. 111)
Locução adverbial temporal
 “… outras vezes, porém, a maior parte das vezes…” (l. 112)
 De repente, uma criança…” (l. 131)
Locução adverbial temporal
 “Quando era da idade da filha…” (l. 145)
Conjunção temporal
 “De vez em quando, um passageiro saia…” (l. 152)
Locução adverbial de tempo
 “E, a pouco e pouco, os que ficavam…” (l. 153)
Locução adverbial
 “Em dada altura, o homem, sem deixar de assobiar…” (l. 161)
(= entretanto) Locução adverbial de tempo
 “… um minuto de simplicidade…” (l. 169)
Locução de tempo
 “Só então a senhora nova e bonita…” (l. 173)
Advérbio de tempo
 “… ela agora é que dizia à filha…” (l. 174)
Adverbio de tempo
 “Depois esse sorriso foi-se apagando…” (l. 177)
Adverbio de tempo
Conhecer a importância das personagens
As personagens intervenientes
 Nas ruas da Baixa:
- “centenas de pessoas”;
- “as pessoas”;
- “elegantes”
 No eléctrico:
- “a multidão”;
- “a gente”;
- “mar de gente”;
- “os passageiros”;
- “as pessoas”
- os elegantes - homenzinhos
- as elegantes - mulheres vulgares
- cavalheiros - um homenzinho
- senhores respeitáveis - o homenzinho
- senhoras - o passageiro
- a senhora opulenta - o homem do chapéu coçado
- uma criança - homenzinho patusco
- uma senhora nova e bonita - dos populares
(- amigos do pai) - homenzinhos pouco correctos
( - mãe)
- o condutor
2 grupos de
Personagens Colectivas
Os passageiros
Média sociedade Baixa sociedade
Destaca-se: Destaca-se:
Personagens Individuais Personagens Individuais
- a criança - “o homenzinho patusco”
- a sr.ª nova e bonita
- a sr.ª opulenta
 Personagens Principais:
- o homenzinho
- a criança
A sr.ª nova e bonita ( sobre quem o assobio teve um efeito mais forte, mais
significativo)
 Personagens Secundárias:
- sr.ª opulenta
- passageiros
 Figurantes:
- o condutor
- (amigos do pai/mãe da senhora nova e bonita)
 Os passageiros
Esta personagem colectiva apresenta uma subdivisão:
- passageiros de média classe;
- passageiros de classe baixa.
Os passageiros da média sociedade revelam neste conto a sua prepotência
(abuso de poder), o seu ar de superioridade para com a classe mais baixa.
No entanto, é pertinente focar o facto de estas duas estirpes sociais se
encontrarem no mesmo local: um eléctrico.
Através desta classe social temos a oportunidade de tomar conhecimento
da opinião que eles têm sobre a classe mais baixa: “ homenzinhos e mulheres
vulgares com um cheiro insuportável”.
Essa mesma opinião ajusta-se à caracterização do passageiro que assobia,
sendo esta sempre feita num tom depreciativo (recorrendo para tal ao uso
do diminutivo: “um homenzinho”).
Dentro desta classe, destaca-se a senhora opulenta (personagem tipo), que
acarreta todo o pensamento e maneira de ser da classe a que pertence.
 A criança
A criança contribui para pôr em evidência a mensagem que o conto quer
exteriorizar, pois pela simbologia que ela acarreta (ingenuidade, pureza e
simplicidade) ela é a única personagem que não sente a sua dignidade
afectada pelo facto de bater palmas quando lhe apetece. Ela representa a
liberdade dos comportamentos humanos.
Se na criança, certos comportamentos patenteiam uma carga negativa
( recriminação sexual) pelo facto de ela ser menina (“uma menina bonita não
fazia barulho”), no sr. que assobia, tal acto é recriminado pela falta de
compostura de um homem num lugar público (“um eléctrico não é o local mais
próprio para exibições daquelas”).
A sociedade tem sempre tendência em criticar os outros, mas Nini, por ser
criança, torna-se cúmplice deste sr. que a sociedade recrimina.
 A Senhora nova e bonita
Esta personagem representa a voz da consciência de uma sociedade, mas
apesar dessa tomada de consciência nada faz para tentar alterar o curso
dos factos ou para expor aos outros o seu verdadeiro ponto de vista.
Ela “abriu os olhos” e através dos seus pensamentos faz também abrir os
olhos ao leitor, mas infelizmente não os abriu a todos aqueles passageiros
que irradiavam acusações e indignações. O seu comodismo, e exagerando um
pouco, a sua hipocrisia, é fruto dessa mesma sociedade que a criou e da qual
ela hoje faz parte e na qual está a criar a sua filha. Há certos valores
sociais que a sociedade (“amigos do pai… mãe…”) lhe incutiu desde pequena e
que permanecem nela, elevando-se mais alto do que a sua consciência.
(Remete-nos para a intemporalidade da mensagem do conto – universal e
intemporal).
 O homem do assobio
Representa a classe mais baixa mas, contrariamente à opinião que a média
sociedade deixava transparecer (“esses homenzinhos e mulheres vulgares”
com “um cheiro insuportável”) não era o cheiro que mais os incomodava mas
sim o seu simples e espontâneo assobio.
É pela reacção dos passageiros a este mesmo assobio, que o conto expõe o
snobismo da média sociedade ridicularizando o seu comportamento.
Este homem do assobio contribui para a divulgação da máxima “sê tu mesmo”
pois apesar dos olhares recriminadores dos que o rodeiam, ele continua a
assobiar indiferente a tudo e a todos.
Afinal, que mal tem um simples assobio, quando comparado a tanta falta de
sociabilidade desses homens ditos correctos, elegantes e respeitáveis?
 O homem do assobio
Um “homenzinho” de chapéu coçado e um sobretudo castanho bastante
lustroso nas bandas (vestuário já muito usado), ainda novo embora tivesse
cabelo grisalho e de barba por fazer, destaca-se entre os passageiros.
Revela-se aos restantes quando decide empurrar quem encontra pela
frente, para se sentar num lugar que estava vago, precisamente ao lado de
uma senhora “opulenta”.
Não se importando com o furor e a indignação que provoca, começa a
assobiar, e quase se pode afirmar que assobia numa atitude de desprezo. O
som paira no eléctrico. E, é sempre assobiando à vontade que ele sai do
carro. É uma saída altiva e irónica.
O seu gesto foi só: assobiar, uma atitude simples , mas que causou um
escândalo, feriu as susceptibilidades dos restantes.
A criança
Nini, é a criança de 5 anos, muito pálida, de cabelos louros e encaracolados e
vestida de azul, que simpatizando com o “homenzinho2 do assobio, começa a
bater palmas no meio do eléctrico.
Esta criança é o símbolo da infância que toda a gente teve. É o símbolo da
ingenuidade, da simplicidade que tanto as crianças como os adultos devem
ter e manter.
 Senhora nova e bonita
Chamou-se também Nini na sua infância, esta senhora casada, nova e bonita,
mãe da pequena Nini.
E é como mãe que cessa a espontaneidade do bater palmas da sua filha.
Esta senhora, contrariamente aos restantes passageiros, admirou a atitude
do homem que assobiava. Este som fê-la voltar à sua infância.
É com esta personagem que se faz o contraponto do que vai sendo admitido
na infância e depois é censurado sem nenhuma razão plausível, quando já se
é adulto.
 Senhora opulenta
A senhora opulenta é a companheira/ a vizinha do senhor do assobio, é o
alvo directo do gesto daquele senhor.
A senhora sente-se incomodada, tanto fisicamente, dado o seu tamanho
relativamente ao espaço que ocupa, como moralmente, visto que se sente o
centro de todas as atenções, facto que a envergonha e a faz sentir ainda
mais indignada em relação ao homem do assobio.
 Os passageiros
Comportamento:
- incomodados com a multidão;
- distinção entre “elegantes” / “homenzinho”; “srs. respeitáveis” / vizinhos;
- indignados com o comportamento do “homenzinho” do assobio;
- há um momento de “descontracção” quando se dá a saída do sr. (…) afinal
era um simples assobio;
- volta-se à compostura inicial: “silêncio e dignidade”.
 Homem do assobio
Fisicamente:
- chapéu coçado e um sobretudo castanho bastante lustroso nas mangas;
- novo, embora tivesse a barba por fazer e o cabelo grisalho.
Psicologicamente:
- decidido;
- de forte personalidade;
- natural;
- irónico;
- descontraído.
 A criança
Fisicamente:
- criança de 5 anos, muito pálida, de cabelos louros e encaracolados
- vestida de azul.
Psicologicamente:
- ingénua;
- pura;
- natural.
 Senhora nova e bonita
Fisicamente:
- nova e bonita.
Psicologicamente:
- sensata;
- consciente.
 Senhora opulenta
Fisicamente:
- gorda.
Psicologicamente:
- hipócrita.
Marcas da presença ou da ausência do narrador, da sua parcialidade ou
imparcialidade
 Narrador não participante
 Omnisciente
 Narra na 3ª pessoa
 Relata os factos de uma forma irónica e crítica (imparcial).
 Não é personagem da história porque não encontramos a 1ª pessoa “eu”.
 Narra na 3ª pessoa:
- “A multidão propunha uma…” (l. 16)
- “os elegantes e as elegantes” (l. 21)
- “as pessoas voltavam-se” (l. 34)
- “as senhoras respeitáveis” (l. 43)
- “cabeças voltaram-se no interior” (l. 68/69)
 Relata os factos de forma irónica e crítica:
- “Era preciso … pela gente que nunca se tinha visto antes e apetecia
insultar” (2º parágrafo)
- “Muitos homenzinhos pouco correctos e onde esses mesmos homenzinhos e
mulheres vulgares deitavam um cheiro insuportável” (l. 24/25)
- “Felizmente, ainda havia alguns homens correctos na cidade e algumas
mulherzinhas que conheciam o seu lugar” (l. 30/31)
- “Onde a separação entre a chamada classe média e as camadas mais baixas
da população não fora ainda convenientemente estabelecida” (7º parágrafo)
- “Que sujeito…” (10º parágrafo)
- “viu-se um homenzinho a empurrar toda a gente” (l. 70/71)
- “todos os atrevidos têm sorte” (l. 85)
- “… A que uma pessoa está sujeita” (l. 119/121)
- “… talvez no fundo aquele gorjeio ridículo não fosse desagradável de todo”
(l. 122/123)
- “… uma criança… já se sentia enfastiada” (l. 131/132)
- “Era um homenzinho insignificante” (l. 162)
- “Que patetice… Que tolice…” (l. 180)
- “As pessoas de aprumo tinham que fechar os olhos àquele desacato” (l.. 6)
- “As ruas da Baixa, enchiam-se de elegantes” (l. 12)
- “Os elegantes e as elegantes achavam naturalmente tudo isto muito
aborrecido” (l. 21)
Conclusão
O narrador é não participante na história, mas é omnisciente (sabe tudo),
porém verificamos que ele toma determinadas posições relativamente à vida
citadina e ainda a toda a situação no eléctrico, pois ele relata os factos, isto
é, o que vê com uma certa carga “irónica” e mesmo crítica.
Quando fala de “homenzinhos e mulheres vulgares” dá-nos a conhecer
através deste tom depreciativo o que ele próprio considera (acha/pensa)
desses homens e mulheres de condição social inferior, que “deitavam um
cheiro insuportável”.
Mas este tom irónico aparece também e ainda mais explicito quando ele diz
“… onde a separação … não fora ainda convenientemente estabelecida”.
Para ele talvez fosse importante separar em 2 grupos os frequentadores do
eléctrico.

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Análise assobiando à vontade

  • 1. Identificar os acontecimentos principais e distingui-los dos secundários  Descrição espacio-temporal da vida lisboeta. (1 – 15) Lojas, escritórios, Àquela hora uma vida atribulada e agitada Algumas oficinas, às cinco horas Ruas, praças, Paragens de eléctrico Largos, passeios das Grandes praças, eléctricos, As ruas da Baixa, casas de chá  Acomodação das pessoas no interior de um eléctrico. (16 – 28) Multidão Os elegantes Muitos homenzinhos pouco correctos As elegantes Homenzinhos
  • 2. Mulheres vulgares MAR DE GENTE (hipérbole/ metáfora)  O início da viagem do eléctrico. (29 – 65)  O comportamento das pessoas no interior do eléctrico.  A interrupção da “aparente calma” que pairava no eléctrico. Destaca-se a presença de um homenzinho no meio da multidão. Ele instala a indignação no rosto dos restantes passageiros, quando, empurrando as pessoas, afirmava que havia um lugar vago à frente, ao lado de uma “velhota por sinal opulenta”. (66 – 82)  O espanto dos passageiros face à atitude do “homenzinho”. (83 – 85)  O incómodo explicito da senhora opulenta face à presença do seu novo “vizinho”. (86 – 94)  O comportamento do “homenzinho” no eléctrico: ele começa a assobiar como se nada fosse. (94 – 98)  A reacção dos passageiros ao assobio do “homem”: (desprezo/ indiferença)
  • 3. No entanto estes sossegaram quando o condutor deu indícios que ía interpelar o “homem”. No entanto a intervenção deste não correspondeu às expectativas dos passageiros. (98 – 107)  Caracterização do assobio do “homenzinho”. (108 – 114)  Reacções dos passageiros. (115 – 130) // (152 – 157)  Atitude de uma criança presente no eléctrico.  ingenuidade  muito pálida  pureza  cabelos louros e encaracolados  vestida de azul  começou a bater palmas  Repreensão da mãe face ao acto da filha. (131 – 139)  Reflexão da mãe da criança: (139 – 151)  avaliação da sua repreensão pensando na sua infância (157 – 160)  a voz da sua consciência (173 – 175)  A saída do “homenzinho” do eléctrico. A reacção dos passageiros principalmente da criança. (161 – 172)  O voltar de tudo ao normal. (176 – 183)
  • 4. Acontecimentos Secundários  Descrição espácio-temporal da vida Lisboeta.  Acomodação das pessoas no interior do eléctrico.  O inicio da viagem do eléctrico.  Reacção: - dos passageiros face a atitude do “homem”; - da “senhora opulenta”  Reacção dos passageiros quando o “homem” sai do eléctrico. Acontecimentos Principais  O destacamento de um “homem” no meio dos passageiros do eléctrico.  Os comportamentos do “homem”.  A reacção/ atitude de uma criança face ao assobio do “homem”.  Reflexão de “uma senhora nova e bonita”.  a sua infância face ao comportamento da filha e ao do “homem”.
  • 5. Fazer o levantamento das expressões indiciadoras do espaço (geográfico e social), referidas no conto CIDADE RUAS DA BAIXA ELÉCTRICO 1- “… Àquela hora, o trânsito complicava-se” (l. 1) 2- “… as lojas, os escritórios, algumas oficinas” (l. 1/2) 3- “… e as ruas, as praças, as paragens dos eléctricos” (l. 2/3) 4- “Nos largos dos passeios das grandes praças” (l. 5) 5- “… os eléctricos apinhavam-se na linha” (l. 8) 6- “… as ruas da baixa” (l. 12) 7- “… pelas lojas de novidades e pelas casas de chá…” (l. 13/14) 8- “… pessoas penduradas no eléctrico…” (l. 18) 9- “… numa das várias linhas que ligavam o centro da cidade aos bairros relativamente novos…” (l. 63/64) 10-“… conseguiu entrar no interior do eléctrico…” (l. 78/79) 11- “… foi sentar-se num lugar de lado…” (l. 80) 12-“… no silêncio do carro” (l. 122) 13-“… uma criança que ia sentada junto de uma janela…” (l. 131) 14-“A plataforma do carro ia-se esvaziando” (l. 152/153) 15-“… sentada num banco de lado…” (l. 157/158) Espaço Físico: exterior cidade Baixa interior: eléctrico Espaço Social: vida citadina
  • 6. Descobrir o Tempo na narrativa Expressões do Texto indiciadoras de tempo  “Àquela hora” (l. 1) (a + aquela = àquela) – locução prepositiva de tempo  “planeadas quando não havia…” (l. 3) conjunção temporal  “… de um momento para o outro…” (l. 5) (= de repente) locução adverbial de tempo  “… praguejar algumas vezes…” (l. 7/8) Locução adverbial de tempo  “… àquela hora…” (l. 19/11)  “às cinco horas…” (l. 13) (a+a = à)  “… à hora do jantar…” (l. 15) Locução prepositiva de tempo  “… o carro seguia morosamente…” (l. 29) Adverbio de modo  “Nos primeiros momentos da viagem…” (l. 34) Locução adverbial  “… depois as pessoas…” (l. 38) Adverbio de tempo  “… depois guardavam os espelhos…” (l. 49)  “… embora de vez em quando…” (l. 55) Locução adverbial de tempo  “Quando alguém tinha…” (l. 56) Conjunção temporal
  • 7.  “em dada altura…” (l. 66) Locução temporal  “… primeiro, foi um assobio…” (l. 96) Adverbio de tempo  “Depois, a pouco e pouco, o sujeitinho…” (l. 97) Adverbio de tempo Locução adverbial  “Mas quando o homem olhou…” (l. 106) Conjunção temporal  “… o assobio, umas vezes, era baixo…” (l. 108) Locução adverbial temporal  “… outras vezes, alto…” (l. 108) Locução adverbial temporal  “Às vezes, repetia os sons…” (l. 111) Locução adverbial temporal  “… outras vezes, porém, a maior parte das vezes…” (l. 112)  De repente, uma criança…” (l. 131) Locução adverbial temporal  “Quando era da idade da filha…” (l. 145) Conjunção temporal  “De vez em quando, um passageiro saia…” (l. 152) Locução adverbial de tempo  “E, a pouco e pouco, os que ficavam…” (l. 153) Locução adverbial  “Em dada altura, o homem, sem deixar de assobiar…” (l. 161) (= entretanto) Locução adverbial de tempo  “… um minuto de simplicidade…” (l. 169) Locução de tempo
  • 8.  “Só então a senhora nova e bonita…” (l. 173) Advérbio de tempo  “… ela agora é que dizia à filha…” (l. 174) Adverbio de tempo  “Depois esse sorriso foi-se apagando…” (l. 177) Adverbio de tempo
  • 9. Conhecer a importância das personagens As personagens intervenientes  Nas ruas da Baixa: - “centenas de pessoas”; - “as pessoas”; - “elegantes”  No eléctrico: - “a multidão”; - “a gente”; - “mar de gente”; - “os passageiros”; - “as pessoas” - os elegantes - homenzinhos - as elegantes - mulheres vulgares - cavalheiros - um homenzinho - senhores respeitáveis - o homenzinho - senhoras - o passageiro - a senhora opulenta - o homem do chapéu coçado - uma criança - homenzinho patusco - uma senhora nova e bonita - dos populares (- amigos do pai) - homenzinhos pouco correctos ( - mãe)
  • 10. - o condutor 2 grupos de Personagens Colectivas Os passageiros Média sociedade Baixa sociedade Destaca-se: Destaca-se: Personagens Individuais Personagens Individuais - a criança - “o homenzinho patusco” - a sr.ª nova e bonita - a sr.ª opulenta  Personagens Principais: - o homenzinho - a criança A sr.ª nova e bonita ( sobre quem o assobio teve um efeito mais forte, mais significativo)  Personagens Secundárias: - sr.ª opulenta - passageiros
  • 11.  Figurantes: - o condutor - (amigos do pai/mãe da senhora nova e bonita)  Os passageiros Esta personagem colectiva apresenta uma subdivisão: - passageiros de média classe; - passageiros de classe baixa. Os passageiros da média sociedade revelam neste conto a sua prepotência (abuso de poder), o seu ar de superioridade para com a classe mais baixa. No entanto, é pertinente focar o facto de estas duas estirpes sociais se encontrarem no mesmo local: um eléctrico. Através desta classe social temos a oportunidade de tomar conhecimento da opinião que eles têm sobre a classe mais baixa: “ homenzinhos e mulheres vulgares com um cheiro insuportável”. Essa mesma opinião ajusta-se à caracterização do passageiro que assobia, sendo esta sempre feita num tom depreciativo (recorrendo para tal ao uso do diminutivo: “um homenzinho”). Dentro desta classe, destaca-se a senhora opulenta (personagem tipo), que acarreta todo o pensamento e maneira de ser da classe a que pertence.  A criança A criança contribui para pôr em evidência a mensagem que o conto quer exteriorizar, pois pela simbologia que ela acarreta (ingenuidade, pureza e simplicidade) ela é a única personagem que não sente a sua dignidade afectada pelo facto de bater palmas quando lhe apetece. Ela representa a liberdade dos comportamentos humanos.
  • 12. Se na criança, certos comportamentos patenteiam uma carga negativa ( recriminação sexual) pelo facto de ela ser menina (“uma menina bonita não fazia barulho”), no sr. que assobia, tal acto é recriminado pela falta de compostura de um homem num lugar público (“um eléctrico não é o local mais próprio para exibições daquelas”). A sociedade tem sempre tendência em criticar os outros, mas Nini, por ser criança, torna-se cúmplice deste sr. que a sociedade recrimina.  A Senhora nova e bonita Esta personagem representa a voz da consciência de uma sociedade, mas apesar dessa tomada de consciência nada faz para tentar alterar o curso dos factos ou para expor aos outros o seu verdadeiro ponto de vista. Ela “abriu os olhos” e através dos seus pensamentos faz também abrir os olhos ao leitor, mas infelizmente não os abriu a todos aqueles passageiros que irradiavam acusações e indignações. O seu comodismo, e exagerando um pouco, a sua hipocrisia, é fruto dessa mesma sociedade que a criou e da qual ela hoje faz parte e na qual está a criar a sua filha. Há certos valores sociais que a sociedade (“amigos do pai… mãe…”) lhe incutiu desde pequena e que permanecem nela, elevando-se mais alto do que a sua consciência. (Remete-nos para a intemporalidade da mensagem do conto – universal e intemporal).  O homem do assobio Representa a classe mais baixa mas, contrariamente à opinião que a média sociedade deixava transparecer (“esses homenzinhos e mulheres vulgares” com “um cheiro insuportável”) não era o cheiro que mais os incomodava mas sim o seu simples e espontâneo assobio.
  • 13. É pela reacção dos passageiros a este mesmo assobio, que o conto expõe o snobismo da média sociedade ridicularizando o seu comportamento. Este homem do assobio contribui para a divulgação da máxima “sê tu mesmo” pois apesar dos olhares recriminadores dos que o rodeiam, ele continua a assobiar indiferente a tudo e a todos. Afinal, que mal tem um simples assobio, quando comparado a tanta falta de sociabilidade desses homens ditos correctos, elegantes e respeitáveis?
  • 14.  O homem do assobio Um “homenzinho” de chapéu coçado e um sobretudo castanho bastante lustroso nas bandas (vestuário já muito usado), ainda novo embora tivesse cabelo grisalho e de barba por fazer, destaca-se entre os passageiros. Revela-se aos restantes quando decide empurrar quem encontra pela frente, para se sentar num lugar que estava vago, precisamente ao lado de uma senhora “opulenta”. Não se importando com o furor e a indignação que provoca, começa a assobiar, e quase se pode afirmar que assobia numa atitude de desprezo. O som paira no eléctrico. E, é sempre assobiando à vontade que ele sai do carro. É uma saída altiva e irónica. O seu gesto foi só: assobiar, uma atitude simples , mas que causou um escândalo, feriu as susceptibilidades dos restantes. A criança Nini, é a criança de 5 anos, muito pálida, de cabelos louros e encaracolados e vestida de azul, que simpatizando com o “homenzinho2 do assobio, começa a bater palmas no meio do eléctrico. Esta criança é o símbolo da infância que toda a gente teve. É o símbolo da ingenuidade, da simplicidade que tanto as crianças como os adultos devem ter e manter.  Senhora nova e bonita Chamou-se também Nini na sua infância, esta senhora casada, nova e bonita, mãe da pequena Nini. E é como mãe que cessa a espontaneidade do bater palmas da sua filha. Esta senhora, contrariamente aos restantes passageiros, admirou a atitude do homem que assobiava. Este som fê-la voltar à sua infância.
  • 15. É com esta personagem que se faz o contraponto do que vai sendo admitido na infância e depois é censurado sem nenhuma razão plausível, quando já se é adulto.  Senhora opulenta A senhora opulenta é a companheira/ a vizinha do senhor do assobio, é o alvo directo do gesto daquele senhor. A senhora sente-se incomodada, tanto fisicamente, dado o seu tamanho relativamente ao espaço que ocupa, como moralmente, visto que se sente o centro de todas as atenções, facto que a envergonha e a faz sentir ainda mais indignada em relação ao homem do assobio.  Os passageiros Comportamento: - incomodados com a multidão; - distinção entre “elegantes” / “homenzinho”; “srs. respeitáveis” / vizinhos; - indignados com o comportamento do “homenzinho” do assobio; - há um momento de “descontracção” quando se dá a saída do sr. (…) afinal era um simples assobio; - volta-se à compostura inicial: “silêncio e dignidade”.
  • 16.  Homem do assobio Fisicamente: - chapéu coçado e um sobretudo castanho bastante lustroso nas mangas; - novo, embora tivesse a barba por fazer e o cabelo grisalho. Psicologicamente: - decidido; - de forte personalidade; - natural; - irónico; - descontraído.  A criança Fisicamente: - criança de 5 anos, muito pálida, de cabelos louros e encaracolados - vestida de azul. Psicologicamente: - ingénua; - pura; - natural.  Senhora nova e bonita Fisicamente: - nova e bonita. Psicologicamente: - sensata; - consciente.
  • 17.  Senhora opulenta Fisicamente: - gorda. Psicologicamente: - hipócrita.
  • 18. Marcas da presença ou da ausência do narrador, da sua parcialidade ou imparcialidade  Narrador não participante  Omnisciente  Narra na 3ª pessoa  Relata os factos de uma forma irónica e crítica (imparcial).  Não é personagem da história porque não encontramos a 1ª pessoa “eu”.  Narra na 3ª pessoa: - “A multidão propunha uma…” (l. 16) - “os elegantes e as elegantes” (l. 21) - “as pessoas voltavam-se” (l. 34) - “as senhoras respeitáveis” (l. 43) - “cabeças voltaram-se no interior” (l. 68/69)  Relata os factos de forma irónica e crítica: - “Era preciso … pela gente que nunca se tinha visto antes e apetecia insultar” (2º parágrafo) - “Muitos homenzinhos pouco correctos e onde esses mesmos homenzinhos e mulheres vulgares deitavam um cheiro insuportável” (l. 24/25) - “Felizmente, ainda havia alguns homens correctos na cidade e algumas mulherzinhas que conheciam o seu lugar” (l. 30/31) - “Onde a separação entre a chamada classe média e as camadas mais baixas da população não fora ainda convenientemente estabelecida” (7º parágrafo) - “Que sujeito…” (10º parágrafo) - “viu-se um homenzinho a empurrar toda a gente” (l. 70/71) - “todos os atrevidos têm sorte” (l. 85) - “… A que uma pessoa está sujeita” (l. 119/121)
  • 19. - “… talvez no fundo aquele gorjeio ridículo não fosse desagradável de todo” (l. 122/123) - “… uma criança… já se sentia enfastiada” (l. 131/132) - “Era um homenzinho insignificante” (l. 162) - “Que patetice… Que tolice…” (l. 180) - “As pessoas de aprumo tinham que fechar os olhos àquele desacato” (l.. 6) - “As ruas da Baixa, enchiam-se de elegantes” (l. 12) - “Os elegantes e as elegantes achavam naturalmente tudo isto muito aborrecido” (l. 21)
  • 20. Conclusão O narrador é não participante na história, mas é omnisciente (sabe tudo), porém verificamos que ele toma determinadas posições relativamente à vida citadina e ainda a toda a situação no eléctrico, pois ele relata os factos, isto é, o que vê com uma certa carga “irónica” e mesmo crítica. Quando fala de “homenzinhos e mulheres vulgares” dá-nos a conhecer através deste tom depreciativo o que ele próprio considera (acha/pensa) desses homens e mulheres de condição social inferior, que “deitavam um cheiro insuportável”. Mas este tom irónico aparece também e ainda mais explicito quando ele diz “… onde a separação … não fora ainda convenientemente estabelecida”. Para ele talvez fosse importante separar em 2 grupos os frequentadores do eléctrico.