A BIBLIOTECA ESCOLAR E AS NOVAS TECNOLOGIAS
A Biblioteca na sociedade da informação e do conhecimento
Ambientes virtuais de aprendizagem, redes de aprendizagem e comunidades de prática - do LMS ao PLE
Pós-graduação emGestão de Bibliotecas Escolares Carla Ta vares
A internet veio alterar a forma com pensamos, vivemos, aprendemos e
ensinamos, ou seja, as novas tecnologias vieram alterar as dinâmicas da sociedade e,
consequentemente, das escolas e respetivas bibliotecas escolares. Sabemos que os
novos ambientes virtuais de aprendizagem constituem novas oportunidades para as
bibliotecas escolares, mas por outro lado também exigem novas responsabilidades.
Neste sentido, as bibliotecas escolares tiveram de revolucionar os seus serviços que
passaram a ser mais globais e com novas competências promovendo mudanças no
meio escolar, o trabalho cooperativo e em rede, e a partilha. No mundo atual em que a
supremacia das tecnologias é, sem dúvida, uma realidade inabalável e inevitável e com
a qual convivemos diária e reiteradamente, afigura-se-nos pertinente rever os
desafios, as possibilidades e as dificuldades das bibliotecas escolares.
Uma das novas formas de aprendizagem são as comunidades virtuais de
aprendizagem. Segundo José Illera (2007), os educadores encontraram nas
comunidades virtuais de aprendizagem “uma possibilidade concreta de utilização da
força social das comunidades para fins educativos, sobretudo pelo modo como as
formas colaborativas permitem abordar tarefas em equipa ou aprender uma nova
forma de trabalhar e inclusivamente de pensar”. As comunidades virtuais de
aprendizagem proporcionam novas formas de aprender, ensinar e trabalhar
recorrendo a novas ferramentas, tendo sempre com base o trabalho colaborativo e em
equipa. Na perspetiva de Barab & Duffy (2000) citados por Illera (2007) “as
comunidades virtuais de prática constituem a forma adequada de realização de
aprendizagens autênticas”. Neste contexto, na sociedade digital em que vivemos, o
conceito de aprendizagem enriqueceu-se e as novas tecnologias mudaram a própria
conceção de educação. Assim e como refere José Mota (2009), o “Personal Learning
Environment representa, de certa forma, o convergir de muitos dos aspectos que
marcam as mudanças sociais e culturais provocadas pelo desenvolvimento
tecnológico, nomeadamente com a Web 2.0”, e que acabam por ter um grande
impacto na educação e na concepção da aprendizagem. Importa aqui salientar a
autonomia do utilizador, o trabalho colaborativo, a partilha e a aprendizagem
permanente e ao longo da vida que estes ambientes virtuais proporcionam.
A BIBLIOTECA ESCOLAR E AS NOVAS TECNOLOGIAS
A Biblioteca na sociedade da informação e do conhecimento
Ambientes virtuais de aprendizagem, redes de aprendizagem e comunidades de prática - do LMS ao PLE
Pós-graduação emGestão de Bibliotecas Escolares Carla Ta vares
Como já foi referido as bibliotecas escolares tiveram de se adaptar à nova
realidade. Desta forma, as bibliotecas escolares onde trabalho tiveram também que
acompanhar as mudanças trazidas pelas novas tecnologias. Possuem algum
equipamento informático que permite aos utilizadores da biblioteca navegar nestes
novos ambientes virtuais. Claro que gostaríamos de ter mais computadores e alguns
dos novos equipamentos informáticos como é o caso dos tablets, mas os
constrangimentos económicos não o permitem. Conscientes de que ainda há muito a
fazer, tentamos colocar à disposição do utilizador ferramentas que lhe permitam
navegar nos novos ambientes virtuais. Uma das ferramentas 2.0 que utilizamos para
divulgar as atividades realizadas na biblioteca escolar é o blogue. Assim e segundo Ana
Carvalho (2007) “ Com as ferramentas da Web 2.0, a facilidade de publicação é uma
realidade. O professor, os colegas e os próprios encarregados de educação podem
acompanhar os trabalhos realizados. Os alunos podem usar as salas de informática da
escola ou a biblioteca para realizarem as suas publicações online”. Os utilizadores
recorrem com frequência à biblioteca para fazerem publicações online, utilizar a
plataforma Moodle e realizarem trabalhos.
Sempre que possível são também feitas sessões de formação no âmbito das
literacias dos media e da informação e disponibilizados guias de apoio aos alunos. A
Biblioteca Escolar Carvalho Rodrigues possui catálogo online e neste sentido são
também dinamizadas sessões de formação acerca do catálogo para que os alunos
possam fazer as suas pesquisas autonomamente.
Para rentabilizar as novas ferramentas no processo de ensino e aprendizagem é
necessário ter um espírito aberto e adaptável e criar situações que envolvam os alunos
na aprendizagem e que os ajudem a desenvolver o pensamento crítico.

Ambientes virtuais de aprendizagem, redes de aprendizagem e comunidades de prática - do LMS ao PLE

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    A BIBLIOTECA ESCOLARE AS NOVAS TECNOLOGIAS A Biblioteca na sociedade da informação e do conhecimento Ambientes virtuais de aprendizagem, redes de aprendizagem e comunidades de prática - do LMS ao PLE Pós-graduação emGestão de Bibliotecas Escolares Carla Ta vares A internet veio alterar a forma com pensamos, vivemos, aprendemos e ensinamos, ou seja, as novas tecnologias vieram alterar as dinâmicas da sociedade e, consequentemente, das escolas e respetivas bibliotecas escolares. Sabemos que os novos ambientes virtuais de aprendizagem constituem novas oportunidades para as bibliotecas escolares, mas por outro lado também exigem novas responsabilidades. Neste sentido, as bibliotecas escolares tiveram de revolucionar os seus serviços que passaram a ser mais globais e com novas competências promovendo mudanças no meio escolar, o trabalho cooperativo e em rede, e a partilha. No mundo atual em que a supremacia das tecnologias é, sem dúvida, uma realidade inabalável e inevitável e com a qual convivemos diária e reiteradamente, afigura-se-nos pertinente rever os desafios, as possibilidades e as dificuldades das bibliotecas escolares. Uma das novas formas de aprendizagem são as comunidades virtuais de aprendizagem. Segundo José Illera (2007), os educadores encontraram nas comunidades virtuais de aprendizagem “uma possibilidade concreta de utilização da força social das comunidades para fins educativos, sobretudo pelo modo como as formas colaborativas permitem abordar tarefas em equipa ou aprender uma nova forma de trabalhar e inclusivamente de pensar”. As comunidades virtuais de aprendizagem proporcionam novas formas de aprender, ensinar e trabalhar recorrendo a novas ferramentas, tendo sempre com base o trabalho colaborativo e em equipa. Na perspetiva de Barab & Duffy (2000) citados por Illera (2007) “as comunidades virtuais de prática constituem a forma adequada de realização de aprendizagens autênticas”. Neste contexto, na sociedade digital em que vivemos, o conceito de aprendizagem enriqueceu-se e as novas tecnologias mudaram a própria conceção de educação. Assim e como refere José Mota (2009), o “Personal Learning Environment representa, de certa forma, o convergir de muitos dos aspectos que marcam as mudanças sociais e culturais provocadas pelo desenvolvimento tecnológico, nomeadamente com a Web 2.0”, e que acabam por ter um grande impacto na educação e na concepção da aprendizagem. Importa aqui salientar a autonomia do utilizador, o trabalho colaborativo, a partilha e a aprendizagem permanente e ao longo da vida que estes ambientes virtuais proporcionam.
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    A BIBLIOTECA ESCOLARE AS NOVAS TECNOLOGIAS A Biblioteca na sociedade da informação e do conhecimento Ambientes virtuais de aprendizagem, redes de aprendizagem e comunidades de prática - do LMS ao PLE Pós-graduação emGestão de Bibliotecas Escolares Carla Ta vares Como já foi referido as bibliotecas escolares tiveram de se adaptar à nova realidade. Desta forma, as bibliotecas escolares onde trabalho tiveram também que acompanhar as mudanças trazidas pelas novas tecnologias. Possuem algum equipamento informático que permite aos utilizadores da biblioteca navegar nestes novos ambientes virtuais. Claro que gostaríamos de ter mais computadores e alguns dos novos equipamentos informáticos como é o caso dos tablets, mas os constrangimentos económicos não o permitem. Conscientes de que ainda há muito a fazer, tentamos colocar à disposição do utilizador ferramentas que lhe permitam navegar nos novos ambientes virtuais. Uma das ferramentas 2.0 que utilizamos para divulgar as atividades realizadas na biblioteca escolar é o blogue. Assim e segundo Ana Carvalho (2007) “ Com as ferramentas da Web 2.0, a facilidade de publicação é uma realidade. O professor, os colegas e os próprios encarregados de educação podem acompanhar os trabalhos realizados. Os alunos podem usar as salas de informática da escola ou a biblioteca para realizarem as suas publicações online”. Os utilizadores recorrem com frequência à biblioteca para fazerem publicações online, utilizar a plataforma Moodle e realizarem trabalhos. Sempre que possível são também feitas sessões de formação no âmbito das literacias dos media e da informação e disponibilizados guias de apoio aos alunos. A Biblioteca Escolar Carvalho Rodrigues possui catálogo online e neste sentido são também dinamizadas sessões de formação acerca do catálogo para que os alunos possam fazer as suas pesquisas autonomamente. Para rentabilizar as novas ferramentas no processo de ensino e aprendizagem é necessário ter um espírito aberto e adaptável e criar situações que envolvam os alunos na aprendizagem e que os ajudem a desenvolver o pensamento crítico.