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4. TOMOGRAFIA LINEAR

4.1    INTRODUÇÃO

        Desde o início da utilização da radiologia
como forma de diagnóstico clínico, os médicos sem-
pre se depararam com um problema insolúvel: a so-
breposição de órgãos e anatomias na imagem
radiográfica. Algumas soluções engenhosas, como a
radiografia tridimensional ou stereoradiografia foram
tentadas até mesmo por Roentgen. Porém a realiza-
ção de duas radiografias com pequena diferença de
posicionamento do ponto focal entre elas e a utiliza-
ção de equipamentos especiais para a visualização da
“imagem em estéreo” nunca convencerão os radiolo-
gistas.
        Por isso, quando um diagnóstico não podia
ser preciso devido a superimposição das anatomias,
os médicos prescreviam a realização de uma tomo-
grafia. A tomografia, que do latim significa desenho
por partes, é uma técnica muito utilizada até o final
da década de 1980. Com a implementação dos tomó-        Figura 4.1. Projeção dos objetos irradiados sobre
grafos computadorizados, assim chamados para dife-                 o filme na tomografia linear.
renciar dos tomógrafos originais, conhecidos como
lineares, e dos ressonadores nucleares, a radiografia           Ao moverem-se em sentidos contrários,
realizada por tomógrafos lineares foi gradativamente    chassi e ampola provocam que apenas a região cen-
deixa de lado.                                          tral do objeto sobre análise permaneça sempre na
                                                        mesma porção do filme. As anatomias acima e abai-
                                                        xo do eixo de movimentação do sistema ampola-
                                                        chassi trocam de posição entre si, o que provocará
4.2    PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO                       que ambas sejam borradas e sem definição. Somente
                                                        a posição central do objeto será reforçada, pois a ra-
                                                        diação atingirá sempre a mesma posição do filme,
        O exame de tomografia linear foi desenvol-      reforçando a imagem.
vido para tentar realizar a radiografia de um plano,            Obviamente, a imagem não terá aquela qua-
ou uma fatia, do corpo humano, tentando dar mais        lidade desejada, principalmente se comparada com as
contraste e definição a anatomia ali presente. Isto é   imagens obtidas através de ressonância magnética e
conseguido não por incremento da anatomia em            tomografia computadorizada. Porém, a eliminação
questão, mas pelo borramento ou desfocagem das          das imagens sobrepostas de várias anatomias ajuda
anatomias que estão acima e abaixo da região de inte-   em muito ao radiologista a definir melhor sobre as
resse.                                                  condições e anomalias presentes na radiografia da
        O processo de obtenção deste efeito é muito     anatomia desejada. Um exemplo de utilização da
simples. A tomografia consiste em fazer com que a       tomografia linear é a exploração de pedras nos rins.
ampola e o chassi com o filme se movimentem si-
multaneamente, em sincronia, de forma que as ima-
gens se sobreponham e se misturem. Com ajuda da
Figura 4.1, podemos verificar que com o movimento
da ampola e do chassi as anatomias mudam a posição
de suas sombras no filme.


                                         Núcleo de Tecnologia Clínica
28    Parte 3 – RADIOGRAFIA ESPECIALIZADA

4.3     IMPLEMENTAÇÃO TÉCNICA                            plos usos do equipamento.
                                                                   O pondo de rotação ou eixo de rotação, co-
                                                         nhecido como fulcro, é a peça chave para a realiza-
                                                         ção do exame. Na figura 4.2, podemos ver que o
                                                         fulcro está fixado sobre uma torre. Esta torre permite
4.3.1. Equipamento                                       que o fulcro seja deslocado para cima e para baixo
        Em termos construtivos, o tomógrafo linear       através da manivela (nos aparelhos mais modernos,
não é diferente de um equipamento radiográfico con-      um motor elétrico faz o serviço). A altura em que o
vencional. Na realidade, o tomógrafo consiste na         fulcro é colocado em relação a mesa é exatamente o
adaptação de alguns acessórios ao equipamento nor-       plano que será visualizado na imagem radiográfica,
mal. Desta forma, os custos são reduzidos e o equi-      conforme apresentado na figura 4.1. Assim o técnico
pamento pode ser usado tanto como tomógrafo              deve ter o maior cuidado ao escolher a altura do ful-
quanto para todos os exames convencionais.               cro, pois esta deve corresponder a altura da anatomia
        Há equipamentos inclusive que podem ser          do paciente que se quer ver destacada na radiografia.
considerados verdadeiros 3 em 1, pois são equipa-        Normalmente além de uma escala colocada junto a
mentos convencionais que possuem dispositivo fluo-       torre que prende o fulcro, existe uma guia ou ponta
roscópico e de tomografia linear.                        retrátil que pode ser encostada no paciente para faci-
        Para realizar a tomografia linear, o equipa-     litar a localização da altura certa.
mento precisa dispor apenas de três acessórios ou
dispositivos:                                            4.3.2. Controles
        • uma haste que faça a ligação entre o cabe-
        çote e o porta-chassi;                                   Os controles para manipulação do tomógrafo
        • o ponto de rotação ou eixo sobre o qual será   consistem em ajustar os seguintes parâmetros:
        realizado o deslocamento; e                              a) ângulo de deslocamento;
        • os controles necessários para que o movi-              b) tempo do deslocamento.
        mento de tomografia seja realizado.                      A figura 4.3 nos mostra uma mesa de contro-
                                                         le disponível num equipamento onde os comandos da
                                                         tomografia linear se encontram juntos aos controles
                                                         da radiografia convencional.



                              cabeçote

                haste

                          manivela



          fulcro



                          guia                            Figura 4.3. Detalhe da mesa de controle de um
                                                                   tomógrafo linear automático.

                                                                 Podemos ver os três botões bem em cima que
 Figura 4.2. Detalhe dos acessórios para realiza-        definem o ângulo em que irá se deslocar o cabeçote.
             ção da tomografia linear.
                                                         Quanto maior o ângulo, menor a espessura do plano
                                                         radiográfico e mais detalhes a imagem terá. Os bo-
        Existem alguns equipamentos utilizados ape-
                                                         tões abaixo dos primeiros definem o tempo em que
nas para a tomografia, nos quais a haste de ligação
                                                         ocorrerá o exame, ou seja, o tempo de deslocamento.
entre cabeçote e porta-chassi é fixo, no entanto por
                                                         O técnico deve levar em conta a mobilidade do paci-
questões econômicas, a haste pode ser colocada e
                                                         ente (respiração por exemplo) e a dose envolvida no
retirada a qualquer instante, permitindo assim múlti-
                                                         exame. Tempos menores podem diminuir a dose e

                                         Núcleo de Tecnologia Clínica
TOMOGRAFIA LINEAR      29

evitar borramento por movimentação, mas podem           4.4    TIPOS DE MOVIMENTAÇÃO
deixar a imagem muito clara.
        A tabela 1 ajuda o técnico a definir melhor
qual ângulo escolher de acordo com a espessura da
anatomia ou do corte que quer realizar.
                                                        4.4.1. Tomografia linear
    Tabela 1. Relação entre ângulo de deslo-
    camento e espessura do plano de corte.
                                                                Até agora descrevemos o tomógrafo linear
                                                        como sendo um equipamento que realiza apenas um
        ÂNGULO       ESPESSURA DO CORTE                 movimento retilíneo. Em equipamentos convencio-
            0o             Infinita                     nais que são adaptados para a realização da tomogra-
            2o             31 mm                        fia, este é o único movimento possível. Porém,
            4o             16 mm                        equipamentos construídos especificamente para a
            6o             11 mm                        realização da tomografia convencional podem apre-
           10o              6 mm                        sentar movimentos circulares ou angulados, permi-
           20o              3 mm                        tindo uma melhora no contraste e resolução da
           35o              2 mm                        imagem.
           50o              1 mm                                Para que a distância da anatomia (plano de
                                                        corte) e o filme se mantenha constante, é necessário
                                                        que o sistema cabeçote-porta-chassi faça um movi-
                                 pequenos               mento em arco, conforme a figura 4.4.
                                  ângulos


                                                                             trajetória
                                                                            do cabeçote
           grandes
           ângulos




                                          grande
                                         espessura
                   pequena
                  espessura




 Figura 4.3. Detalhe da mesa de controle de um
          tomógrafo linear automático.                                       trajetória
                                                                              do filme
         Ainda na figura 4.3 podemos verificar que os   Figura 4.4. Movimento angular do sistema cabe-
dois botões da direita controlam a altura do ponto de                  çote-porta-chassi.
fulcro. Os dois últimos botões em baixo, permitem
colocar o conjunto cabeçote-porta-chassi na posição
inicial do exame (esquerda) e testar o movimento        4.4.2. Tomografia multidirecional
(direita).                                                       Os tomogramas lineares muitas vezes apare-
         Os controles também podem estar localiza-      cem marcados com listras, principalmente quando
dos junto a mesa do paciente, permitindo que o técni-   radiografamos estruturas compridas como grandes
co posicione o paciente ao mesmo tempo em que           ossos que, embora estejam fora do plano de cor-
ajusta a posição do cabeçote e do fulcro.               te,estão orientados segundo o movimento do sistema
                                                        cabeçote-filme. Além disso, a tomografia linear não
                                                        consegue fixar bem o foco de certas estruturas e pla-
                                                        nos de corte, resultando numa imagem pouco nítida e
                                                        borrada. Estes problemas são acentuados quanto
                                                        maiores forem os ângulos de movimentação do cabe-
                                                        çote, pois mais angulada será a projeção da imagem
                                                        da anatomia no filme. Para superar estes problemas a


                                         Núcleo de Tecnologia Clínica
30    Parte 3 – RADIOGRAFIA ESPECIALIZADA

solução é alterar a trajetória de movimentação do         beçote necessita para cumprir todo o seu movimento,
sistema cabeçote-porta-chassi.                            seja linear ou circular. Este tempo, de 1 a 10 segun-
         Embora não tenha sido comentado até agora,       dos, pode elevar a dose do paciente em até dez vezes
o principio de funcionamento da tomografia consiste       se comparada a uma radiografia comum. Uma tomo-
me movimentar o sistema cabeçote-porta-chassi de          grafia dos rins pode infligir no paciente uma dose de
forma síncrona. Ou seja, se ambos permanecerem a          até 10 mGy. Além disso, o técnico tem que avaliar
mesma distância, o que significa distâncias de foco-      muito bem a espessura do paciente e acertar na pri-
paciente e paciente-filme constantes, não importa a       meira tentativa ao plano de corte, evitando assim que
trajetória ou o movimento feito pelo cabeçote.            novos tomogramas sejam realizadas por má posicio-
         Assim, foram desenvolvidos quatro tipos de       namento do fulcro.
movimentos que podem ser realizados por um siste-                  Outro problema relativo a dose é a utilização
ma cabeçote-porta-chassi:                                 de grade durante a realização do exame. Como o uso
         a) circular;                                     da grade antidifusora é recomendada para melhorar a
         b) elíptico;                                     nitidez da imagem radiográfica, também deve ser
         c) hipocicloidal;                                utilizada na tomografia. Porém a grade deve ser ori-
         d) trispiral.                                    entada segundo o movimento do cabeçote, para que
                                                          ela não bloqueie todos os fótons de raios X por estar
         De acordo com o ângulo utilizado, as ima-        perpendicular ao feixe. No caso de movimentos cir-
gens fornecidas pelo movimento hipocicloidal e tris-      culares, a grade deve alterar sua orientação durante o
piral serão as mais nítidas. O movimento circular do      movimento do cabeçote, o que constitui numa solu-
cabeçote possui uma resolução e nitidez melhores          ção de engenharia muito complexa (figura 4.6).
que o sistema linear, porém aquém dos outros três
movimentos. Por serem estruturas um tanto comple-                                                   movimento
xas para uma realização prática, estes equipamentos                                                 do cabeçote
não são mais fabricados uma vez que a tomografia
computadorizada e a ressonância magnética produ-
zem imagens muito mais nítidas e de melhor resolu-
ção.

                                                                                                    grade




                                                                                            filme
          (a)                          (b)
                                                           Figura 4.6. Movimentos executados pela grade
                                                          antidifusora para acompanhar os movimentos do
                                                                              cabeçote.

                                                                   Uma solução para diminuir a dose no pacien-
                                                          te é a utilização de vários filmes ao mesmo tempo. A
          (c)                          (d)                tomografia com múltiplos filmes consiste em utilizar-
Figura 4.5. Movimentos executados em tomógra-             se um porta-chassi especial onde se utiliza um chassi
fos com trajetória bidimensional do cabeçote: a)          mais alto. Este chassi, por ser mais alto ou mais gros-
 circular; b) elíptico; c) hipocicloidal; d) trispiral.   so permite a inserção de 4 a 6 filmes simultaneamen-
                                                          te. Os filmes são espaçados com folhas de um
                                                          material radiotransparente e translúcido de 0,5 a 1 cm
                                                          de espessura. Com isso, são obtidos de 4 a 6 tomo-
4.5    DOSE                                               gramas simultâneos com o paciente recebendo uma
                                                          dose ligeiramente maior do que para realização de
                                                          um simples tomograma. E com certeza, muito menor
        A principal desvantagem da tomografia con-        do que se fosse necessário realizar 4 a 6 exposições
vencional é o aumento da dose no paciente devido ao       distintas para cada imagem separadamente.
excessivo tempo de exposição. A radiação é mantida
constante durante os poucos segundos em que o ca-


                                             Núcleo de Tecnologia Clínica
TOMOGRAFIA LINEAR   31




Figura 4.7. Tomografia com múltiplos filmes di-
minui a dose no paciente por ser realizada uma
 única exposição para vários planos de corte.




                                     Núcleo de Tecnologia Clínica
32   Parte 3 – RADIOGRAFIA ESPECIALIZADA




                                     Núcleo de Tecnologia Clínica
5. BIBLIOGRAFIA

       BUSHONG, Stewart C. Radiologic science for technologists: physics, biology, and protection. 6 ed.
Mosby-Year Book, Inc. St. Louis 1997, 600 pp.
       EISENBERG, Ronald L. Radiology: an illustrated history. Mosby-Year Book, Inc. St. Louis 1992, 606
pp.
       HOXTER, Erwin A. Introdução a técnica radiográfica. Siemens AG - Editora Edgard Blücher Ltda. São
Paulo 1977, 223 pp.
       Manuais de Fabricantes: Philips, General Electric e Siemens.




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  • 1. 4. TOMOGRAFIA LINEAR 4.1 INTRODUÇÃO Desde o início da utilização da radiologia como forma de diagnóstico clínico, os médicos sem- pre se depararam com um problema insolúvel: a so- breposição de órgãos e anatomias na imagem radiográfica. Algumas soluções engenhosas, como a radiografia tridimensional ou stereoradiografia foram tentadas até mesmo por Roentgen. Porém a realiza- ção de duas radiografias com pequena diferença de posicionamento do ponto focal entre elas e a utiliza- ção de equipamentos especiais para a visualização da “imagem em estéreo” nunca convencerão os radiolo- gistas. Por isso, quando um diagnóstico não podia ser preciso devido a superimposição das anatomias, os médicos prescreviam a realização de uma tomo- grafia. A tomografia, que do latim significa desenho por partes, é uma técnica muito utilizada até o final da década de 1980. Com a implementação dos tomó- Figura 4.1. Projeção dos objetos irradiados sobre grafos computadorizados, assim chamados para dife- o filme na tomografia linear. renciar dos tomógrafos originais, conhecidos como lineares, e dos ressonadores nucleares, a radiografia Ao moverem-se em sentidos contrários, realizada por tomógrafos lineares foi gradativamente chassi e ampola provocam que apenas a região cen- deixa de lado. tral do objeto sobre análise permaneça sempre na mesma porção do filme. As anatomias acima e abai- xo do eixo de movimentação do sistema ampola- chassi trocam de posição entre si, o que provocará 4.2 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO que ambas sejam borradas e sem definição. Somente a posição central do objeto será reforçada, pois a ra- diação atingirá sempre a mesma posição do filme, O exame de tomografia linear foi desenvol- reforçando a imagem. vido para tentar realizar a radiografia de um plano, Obviamente, a imagem não terá aquela qua- ou uma fatia, do corpo humano, tentando dar mais lidade desejada, principalmente se comparada com as contraste e definição a anatomia ali presente. Isto é imagens obtidas através de ressonância magnética e conseguido não por incremento da anatomia em tomografia computadorizada. Porém, a eliminação questão, mas pelo borramento ou desfocagem das das imagens sobrepostas de várias anatomias ajuda anatomias que estão acima e abaixo da região de inte- em muito ao radiologista a definir melhor sobre as resse. condições e anomalias presentes na radiografia da O processo de obtenção deste efeito é muito anatomia desejada. Um exemplo de utilização da simples. A tomografia consiste em fazer com que a tomografia linear é a exploração de pedras nos rins. ampola e o chassi com o filme se movimentem si- multaneamente, em sincronia, de forma que as ima- gens se sobreponham e se misturem. Com ajuda da Figura 4.1, podemos verificar que com o movimento da ampola e do chassi as anatomias mudam a posição de suas sombras no filme. Núcleo de Tecnologia Clínica
  • 2. 28 Parte 3 – RADIOGRAFIA ESPECIALIZADA 4.3 IMPLEMENTAÇÃO TÉCNICA plos usos do equipamento. O pondo de rotação ou eixo de rotação, co- nhecido como fulcro, é a peça chave para a realiza- ção do exame. Na figura 4.2, podemos ver que o fulcro está fixado sobre uma torre. Esta torre permite 4.3.1. Equipamento que o fulcro seja deslocado para cima e para baixo Em termos construtivos, o tomógrafo linear através da manivela (nos aparelhos mais modernos, não é diferente de um equipamento radiográfico con- um motor elétrico faz o serviço). A altura em que o vencional. Na realidade, o tomógrafo consiste na fulcro é colocado em relação a mesa é exatamente o adaptação de alguns acessórios ao equipamento nor- plano que será visualizado na imagem radiográfica, mal. Desta forma, os custos são reduzidos e o equi- conforme apresentado na figura 4.1. Assim o técnico pamento pode ser usado tanto como tomógrafo deve ter o maior cuidado ao escolher a altura do ful- quanto para todos os exames convencionais. cro, pois esta deve corresponder a altura da anatomia Há equipamentos inclusive que podem ser do paciente que se quer ver destacada na radiografia. considerados verdadeiros 3 em 1, pois são equipa- Normalmente além de uma escala colocada junto a mentos convencionais que possuem dispositivo fluo- torre que prende o fulcro, existe uma guia ou ponta roscópico e de tomografia linear. retrátil que pode ser encostada no paciente para faci- Para realizar a tomografia linear, o equipa- litar a localização da altura certa. mento precisa dispor apenas de três acessórios ou dispositivos: 4.3.2. Controles • uma haste que faça a ligação entre o cabe- çote e o porta-chassi; Os controles para manipulação do tomógrafo • o ponto de rotação ou eixo sobre o qual será consistem em ajustar os seguintes parâmetros: realizado o deslocamento; e a) ângulo de deslocamento; • os controles necessários para que o movi- b) tempo do deslocamento. mento de tomografia seja realizado. A figura 4.3 nos mostra uma mesa de contro- le disponível num equipamento onde os comandos da tomografia linear se encontram juntos aos controles da radiografia convencional. cabeçote haste manivela fulcro guia Figura 4.3. Detalhe da mesa de controle de um tomógrafo linear automático. Podemos ver os três botões bem em cima que Figura 4.2. Detalhe dos acessórios para realiza- definem o ângulo em que irá se deslocar o cabeçote. ção da tomografia linear. Quanto maior o ângulo, menor a espessura do plano radiográfico e mais detalhes a imagem terá. Os bo- Existem alguns equipamentos utilizados ape- tões abaixo dos primeiros definem o tempo em que nas para a tomografia, nos quais a haste de ligação ocorrerá o exame, ou seja, o tempo de deslocamento. entre cabeçote e porta-chassi é fixo, no entanto por O técnico deve levar em conta a mobilidade do paci- questões econômicas, a haste pode ser colocada e ente (respiração por exemplo) e a dose envolvida no retirada a qualquer instante, permitindo assim múlti- exame. Tempos menores podem diminuir a dose e Núcleo de Tecnologia Clínica
  • 3. TOMOGRAFIA LINEAR 29 evitar borramento por movimentação, mas podem 4.4 TIPOS DE MOVIMENTAÇÃO deixar a imagem muito clara. A tabela 1 ajuda o técnico a definir melhor qual ângulo escolher de acordo com a espessura da anatomia ou do corte que quer realizar. 4.4.1. Tomografia linear Tabela 1. Relação entre ângulo de deslo- camento e espessura do plano de corte. Até agora descrevemos o tomógrafo linear como sendo um equipamento que realiza apenas um ÂNGULO ESPESSURA DO CORTE movimento retilíneo. Em equipamentos convencio- 0o Infinita nais que são adaptados para a realização da tomogra- 2o 31 mm fia, este é o único movimento possível. Porém, 4o 16 mm equipamentos construídos especificamente para a 6o 11 mm realização da tomografia convencional podem apre- 10o 6 mm sentar movimentos circulares ou angulados, permi- 20o 3 mm tindo uma melhora no contraste e resolução da 35o 2 mm imagem. 50o 1 mm Para que a distância da anatomia (plano de corte) e o filme se mantenha constante, é necessário que o sistema cabeçote-porta-chassi faça um movi- pequenos mento em arco, conforme a figura 4.4. ângulos trajetória do cabeçote grandes ângulos grande espessura pequena espessura Figura 4.3. Detalhe da mesa de controle de um tomógrafo linear automático. trajetória do filme Ainda na figura 4.3 podemos verificar que os Figura 4.4. Movimento angular do sistema cabe- dois botões da direita controlam a altura do ponto de çote-porta-chassi. fulcro. Os dois últimos botões em baixo, permitem colocar o conjunto cabeçote-porta-chassi na posição inicial do exame (esquerda) e testar o movimento 4.4.2. Tomografia multidirecional (direita). Os tomogramas lineares muitas vezes apare- Os controles também podem estar localiza- cem marcados com listras, principalmente quando dos junto a mesa do paciente, permitindo que o técni- radiografamos estruturas compridas como grandes co posicione o paciente ao mesmo tempo em que ossos que, embora estejam fora do plano de cor- ajusta a posição do cabeçote e do fulcro. te,estão orientados segundo o movimento do sistema cabeçote-filme. Além disso, a tomografia linear não consegue fixar bem o foco de certas estruturas e pla- nos de corte, resultando numa imagem pouco nítida e borrada. Estes problemas são acentuados quanto maiores forem os ângulos de movimentação do cabe- çote, pois mais angulada será a projeção da imagem da anatomia no filme. Para superar estes problemas a Núcleo de Tecnologia Clínica
  • 4. 30 Parte 3 – RADIOGRAFIA ESPECIALIZADA solução é alterar a trajetória de movimentação do beçote necessita para cumprir todo o seu movimento, sistema cabeçote-porta-chassi. seja linear ou circular. Este tempo, de 1 a 10 segun- Embora não tenha sido comentado até agora, dos, pode elevar a dose do paciente em até dez vezes o principio de funcionamento da tomografia consiste se comparada a uma radiografia comum. Uma tomo- me movimentar o sistema cabeçote-porta-chassi de grafia dos rins pode infligir no paciente uma dose de forma síncrona. Ou seja, se ambos permanecerem a até 10 mGy. Além disso, o técnico tem que avaliar mesma distância, o que significa distâncias de foco- muito bem a espessura do paciente e acertar na pri- paciente e paciente-filme constantes, não importa a meira tentativa ao plano de corte, evitando assim que trajetória ou o movimento feito pelo cabeçote. novos tomogramas sejam realizadas por má posicio- Assim, foram desenvolvidos quatro tipos de namento do fulcro. movimentos que podem ser realizados por um siste- Outro problema relativo a dose é a utilização ma cabeçote-porta-chassi: de grade durante a realização do exame. Como o uso a) circular; da grade antidifusora é recomendada para melhorar a b) elíptico; nitidez da imagem radiográfica, também deve ser c) hipocicloidal; utilizada na tomografia. Porém a grade deve ser ori- d) trispiral. entada segundo o movimento do cabeçote, para que ela não bloqueie todos os fótons de raios X por estar De acordo com o ângulo utilizado, as ima- perpendicular ao feixe. No caso de movimentos cir- gens fornecidas pelo movimento hipocicloidal e tris- culares, a grade deve alterar sua orientação durante o piral serão as mais nítidas. O movimento circular do movimento do cabeçote, o que constitui numa solu- cabeçote possui uma resolução e nitidez melhores ção de engenharia muito complexa (figura 4.6). que o sistema linear, porém aquém dos outros três movimentos. Por serem estruturas um tanto comple- movimento xas para uma realização prática, estes equipamentos do cabeçote não são mais fabricados uma vez que a tomografia computadorizada e a ressonância magnética produ- zem imagens muito mais nítidas e de melhor resolu- ção. grade filme (a) (b) Figura 4.6. Movimentos executados pela grade antidifusora para acompanhar os movimentos do cabeçote. Uma solução para diminuir a dose no pacien- te é a utilização de vários filmes ao mesmo tempo. A (c) (d) tomografia com múltiplos filmes consiste em utilizar- Figura 4.5. Movimentos executados em tomógra- se um porta-chassi especial onde se utiliza um chassi fos com trajetória bidimensional do cabeçote: a) mais alto. Este chassi, por ser mais alto ou mais gros- circular; b) elíptico; c) hipocicloidal; d) trispiral. so permite a inserção de 4 a 6 filmes simultaneamen- te. Os filmes são espaçados com folhas de um material radiotransparente e translúcido de 0,5 a 1 cm de espessura. Com isso, são obtidos de 4 a 6 tomo- 4.5 DOSE gramas simultâneos com o paciente recebendo uma dose ligeiramente maior do que para realização de um simples tomograma. E com certeza, muito menor A principal desvantagem da tomografia con- do que se fosse necessário realizar 4 a 6 exposições vencional é o aumento da dose no paciente devido ao distintas para cada imagem separadamente. excessivo tempo de exposição. A radiação é mantida constante durante os poucos segundos em que o ca- Núcleo de Tecnologia Clínica
  • 5. TOMOGRAFIA LINEAR 31 Figura 4.7. Tomografia com múltiplos filmes di- minui a dose no paciente por ser realizada uma única exposição para vários planos de corte. Núcleo de Tecnologia Clínica
  • 6. 32 Parte 3 – RADIOGRAFIA ESPECIALIZADA Núcleo de Tecnologia Clínica
  • 7. 5. BIBLIOGRAFIA BUSHONG, Stewart C. Radiologic science for technologists: physics, biology, and protection. 6 ed. Mosby-Year Book, Inc. St. Louis 1997, 600 pp. EISENBERG, Ronald L. Radiology: an illustrated history. Mosby-Year Book, Inc. St. Louis 1992, 606 pp. HOXTER, Erwin A. Introdução a técnica radiográfica. Siemens AG - Editora Edgard Blücher Ltda. São Paulo 1977, 223 pp. Manuais de Fabricantes: Philips, General Electric e Siemens. Núcleo de Tecnologia Clínica