SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 35
TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA
Celina Costa
Tomografia
A palavra “Tomografia axial
computadorizada” é derivada do Grego:
 Tomos: corte ou fatia
 Grafia: desenhar uma imagem ou gráfico
 Axial: relativo ao eixo
 Computadorizada: Processa dados por
meio de um computador.
Definição:
A tomografia computadorizada (TC) originalmente apelidada
tomografia axial computadorizada (TAC), é um exame complementar de
diagnostico por imagem, que consiste numa imagem que representa
uma secção ou “fatia” do corpo.
É obtida através do processamento por computador de
informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.
A TC é um exame de fácil execução, não invasivo, não causa
incomodo ao paciente, que não precisa ser internado. Da uma melhor
definição das estruturas, delimita a exata anatomia melhor do que a
radiologia convencional e a ultra-sonografia e torna as alterações
patológicas mais evidentes.
1971: Dia 1 de outubro - Mulher de 41 anos com suspeita de tumor
no
lobo frontal. A varredura durou quinze horas;
1974: 60 instalações clínicas de TC (estudos exclusivos do crânio);
1975: Hounsfield constrói o primeiro tomógrafo de corpo inteiro;
1977: Primeiro tomógrafo instalado no Brasil (Hospital da
Beneficência
Portuguesa-SP);
1979: Godfrey Hounsfield e Allan Cormack são agraciados com o
Premio Nobel de Medicina e Fisiologia;
1980: A unidade de TC número 5.000 foi instalada nos EUA;
1989: W.A. Kalender e P. Vock realizaram o primeiro exame clínico
com a TC helicoidal;
1998: Introdução dos sistemas de detectores de multicortes (MDCT);
2000: ~30.000 tomógrafos de corpo inteiro instalados no mundo;
Hoje : No Brasil, ~ 1.600 tomógrafos instalados (IBGE).
• A Tomografia Computadorizada, TC , foi introduzida na pratica clinica
no ano de 1972, ( Hounsfield & Ambrose) no Atkinson Morley Hospital
em Londres.
• Revolucionou a imagem por raios-X ao produzir, sem superposição,
imagens de seções transversais do corpo humano.
Cormack Hounsfield
O primeiro equipamento foi construído em um torno antigo e o
objeto a ser examinado constituía-se de um conjunto de peças de
plásticos fixadas numa porção móvel que durante o teste girava a
ângulos desejados. Para irradiar o conjunto, foram utilizados raios
gama obtidos de uma fonte de amerício. A irradiação originaria desta
fonte era avaliada por detectores de cristal de iodeto de sódio e os
sinais obtidos pelos detectores eram transmitidos a um computador
programado para reprodução bidimensional das peças examinadas.
Marcos: 1970 – Primeiro tomógrafo; 1972 – Início da aplicação
clínica; 1989 – CT – helicoidal; 1992 – CT multicortes
A tomografia vem sofrendo grandes transformações, sendo
objeto de constantes pesquisas, voltadas, principalmente, para a redução
nos tempos de exames através do aumento na velocidade de obtenção
dos cortes tomográficos e do desenvolvimento de softwares para o
processamento das imagens.
Um tubo de raios-X gira, emitindo radiação, em torno do
paciente, num plano axial. Um conjunto de detectores posicionados no
lado oposto captam os fótons de raios-x que atravessam o paciente, e
transmite as informação ao computador ao qual está conectado.
As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos
básicos: Axial e Coronal. Depois de obtidas as imagens, recursos
computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital ou
reconstruções em 3 D.
c.f. Bushberg, et al. The Essential
Physics of Medical Imaging, 2ª ed., p. 328
• Distinguir estruturas de órgãos e tecidos com pequenas diferenças de
densidade em especial entre os tecidos moles;
• Imagem de um corte sem a superposição de imagens das estruturas não
pertencentes a seção em estudo;
• As imagens das estruturas anatômicas conservam as mesmas
proporções, sem distorções;
• Imagens digitais permitem medições quantitativas das densidades dos
tecidos e dos tamanhos das estruturas
• Admite reformatações e manipulações pós-reconstrução, tais como:
ampliação, suavização, reformatação em outros planos (2D) e
reconstrução tridimensional (3D)
• Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar
radiação X. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja
baixo, é desaconselhada a realização de TCs em mulheres gravidas e
em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os
benefícios;
• O meio de contraste iodado pode causar prurido, erupção cutânea,
urticaria, e uma sensação de calor no interior do corpo, estas reações
que ocorrem são geralmente transitórias.
• Uma reação grave é a anafilática.
Desvantagens
Primeira geração
• Feixe em forma de lápis;
• Um detector;
• Movimento de translação do sistema tubo/detector;
• Tempo de varredura entre 4 a 5 minutos.
Conforme o movimento de varredura, os equipamentos de
tomografia são classificados em quatro tipos: primeira, segunda, terceira e
quarta geração.
Segunda geração
• Feixe em forma de leque;
• Múltiplos detectores (cerca de 30);
• Movimento linear do sistema tubo; detectores com rotações maiores (30º);
• Tempo de varredura em torno de 20 a 60 segundos.
Terceira geração
• Feixe em forma de leque;
• Múltiplos detectores (288 a 700);
• Movimento de rotação do sistema tubo; detectores;
• Tempo de varredura em torno de 1 a 2 segundos
Quarta geração
• Feixe em forma de leque;
• Multipls detectores (até 2 mil);
• Detectores fixos;
• Movimento de rotação somente do tubo de raio x;
• Tempo de varredura em torno de 1 a 2 segundos.
TC Helicoidal
O diferencial desse tipo de exame é a aquisição volumétrica de
dados, feita de modo contínuo, enquanto a mesa é movida para o interior
do gantry em uma velocidade constante e com a radiação ionizante
desenvolvendo uma trajetória em espiral.
TC Multislice (Multicortes)
Os equipamentos de tomografia possuem mais de uma fileira
de detectores, dessa forma, a cada revolução (giro do gantry de 360º),
são gerados vários cortes. Exemplo: para um equipamento com oito
fileiras de detectores, serão gerados oito cortes.
Com a evolução dos tomógrafos aumentando as fileiras de
detectores e diminuindo o tempo de rotação do tubo a modalidade de
tomografia computadorizada acabou por se tornar uma das mais
utilizadas para a pesquisa de diversos tipos de patologias, e com isso
damos inicio a era dos tomógrafos multislices ou multidetectores.
A utilização da tomografia computadorizada é muito vasta
atingindo quase todos os ramos da medicina.
Pneumologia
Cardiologia
Neurologia
Ortopedia
Urologia
Componentes do sistema de TC
Os sistemas de TC podem ser fixos ou móveis, dependendo da
aplicação necessária. Os tomógrafos moveis são usados na produção de imagem
de trauma e pré-operatório, ou ainda como um sistema auxiliar reserva dentro
do departamento de imagem.
Os sistemas de TC possuem três componentes básicos: Gantry, mesa e
Sistema Computacional. Estes sistemas incluem equipamentos de computação e
imagem altamente complexos.
Gantry - Contem um tubo de raios X, o arco de detectores e os
colimadores. Geralmemte o gantry pode ser angulado até 30º em cada
direção, como é necessário nos estudos de cranio e coluna. O gantry
possui uma abertura central.
Mesa - Esta ligada eletronicamente ao gantry para o controle dos
movimentos durante a varredura. A parte anatômica do paciente dentro
da abertura é a área a ser examinada naquele momento.
Painel de comando do Gantry
Tubo de raios X - É semelhante ao tubo de radiologia convencional
na sua construção e operação; entretanto, existem varias
modificações de modelo necessárias para garantir que o tubo seja
capaz de suportar a capacidade adicional de calor provocada pelo
aumento dos tempos de exposição.
Placa de detectores – Os detectores estão em estado sólido,
compostos por fotodiodos combinados com materiais de cintilação de
cristais (tungstato de cádmio ou cristais cerâmicos de terras raras
oxidadas). Os detectores em estado sólido convertem a energia dos
raios X transmitido s em sinal digital. A fileira de detectores afeta a dose
de radiação no paciente e a eficiência da unidade tomográfica.
Conjunto de colimadores – A colimação é importante para a TC
porque reduz a dose de radiação no paciente e melhora a qualidade
da imagem. A TC utiliza dois colimadores:
• Pré paciente - localiza-se no tubo de raios X
• Pós paciente – localiza-se no detector, modelam o feixe.
O colimador pós-paciente determina a espessura do corte
Mesa – O que difere as mesas dos diversos modelos de tomógrafos
são a capacidade de peso suportado, que varia de 90 kg em
aparelhos de gerações e ate 320 kg e, aparelhos multidetectores de
ultima geração.
Computador – O computador da TC precisa de dois tipos de software
altamente sofisticados – um para o sistema operacional e o outro para
as aplicações. O sistema operacional (frequentemente baseado no
Microsoft Windows) cuida do equipamento, enquanto o programa
aplicativo cuida do processamento das imagens, reconstrução e de uma
variedade de operações pós-processamento. O computador da TC deve
possuir uma velocidade considerável e capacidade de memória.
Botões de comando no teclado
Botões de comando no teclado
As imagens da TC são exibida em um monitor para observação e
gravadas em filme para interpretação, possuem pixel, voxel e matriz
como elementos básicos da imagem digital.
Princípios da reconstrução da imagem
Pixel – É a menor unidade da imagem, representado na TC por um
ponto quadrado em escala de cinza atenuado pelo feixe de raio x; assim,
uma imagem é formada por inúmeros pixels. O conjunto de pixels está
distribuídos em colunas e linhas que formam a matriz.
Voxel – É o pixel com volume e profundidade, é uma imagem
tridimencional, representada pela espessura de corte.
Matriz – Numero de linhas ou colunas de pixels que compõem a imagem.
1- Qual o significado de TAC?
2- Descreva com suas palavras a importância de Roentgen para a
tomografia computadorizada?
3- A partir de qual ano a tomografia computadorizada passou a ser
usada clinicamente?
4- Quais são os pai da TAC?
5- Descreva os aparelhos de tomografia de acordo com cada
geração?
6- O que são raio X?
7- Quais os principais componentes de um tomógrafo?
8- Qual a angulação máxima do Gantry?
9- Qual o total de colimadores e qual a sua localização no Gantry?
10- Quais são os elementos básicos da imagem digital?
11- Qual o principio de funcionamento da TC?
12- Cite pelo menos 5 ramos da medicina que a TC é usada?
13- Cite 2 vantagens da TC?
14- Quais as desvantagens da TC?
15- Qual a importância dos conjuntos de colimadores no Gantry?
16- Quais são os elementos básicos da reconstrução de uma imagem?
Questionário

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)
Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)
Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)
Jean Carlos
 
Tomografia computadorizada
Tomografia computadorizadaTomografia computadorizada
Tomografia computadorizada
Luanapqt
 
Aula 1 - histórico e aspectos físicos
Aula 1 - histórico e aspectos físicosAula 1 - histórico e aspectos físicos
Aula 1 - histórico e aspectos físicos
Pedro Antonio
 
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologiaEquipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Heraldo Silva
 
História da radiologia aula
História da radiologia aulaHistória da radiologia aula
História da radiologia aula
Douglas Henrique
 
Medicina Nuclear
Medicina NuclearMedicina Nuclear
Medicina Nuclear
lilitha
 

Mais procurados (20)

Ressonancia magnetica
Ressonancia magneticaRessonancia magnetica
Ressonancia magnetica
 
Medicina nuclear
Medicina nuclearMedicina nuclear
Medicina nuclear
 
HEMODINÂMICA
HEMODINÂMICAHEMODINÂMICA
HEMODINÂMICA
 
Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)
Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)
Aula 2-protocolos-de-cranio-e-face-prof-claudio-souza (1)
 
Medicina nuclear
Medicina nuclearMedicina nuclear
Medicina nuclear
 
Aula 06 densitometria
Aula 06 densitometriaAula 06 densitometria
Aula 06 densitometria
 
RADIOLOGIA DIGITAL
RADIOLOGIA DIGITALRADIOLOGIA DIGITAL
RADIOLOGIA DIGITAL
 
Tomografia computadorizada
Tomografia computadorizadaTomografia computadorizada
Tomografia computadorizada
 
FILMES E ECRÁNS
FILMES E ECRÁNSFILMES E ECRÁNS
FILMES E ECRÁNS
 
Aula de tomografia 2019
Aula de tomografia   2019Aula de tomografia   2019
Aula de tomografia 2019
 
Tomografia do Abdome
Tomografia do Abdome Tomografia do Abdome
Tomografia do Abdome
 
Aula 1 - histórico e aspectos físicos
Aula 1 - histórico e aspectos físicosAula 1 - histórico e aspectos físicos
Aula 1 - histórico e aspectos físicos
 
APOSTILA TOMOGRAFIA
APOSTILA TOMOGRAFIAAPOSTILA TOMOGRAFIA
APOSTILA TOMOGRAFIA
 
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologiaEquipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologia
 
INTRODUÇÃO A RADIOLOGIA
INTRODUÇÃO A RADIOLOGIAINTRODUÇÃO A RADIOLOGIA
INTRODUÇÃO A RADIOLOGIA
 
Ressonancia Magnetica
Ressonancia MagneticaRessonancia Magnetica
Ressonancia Magnetica
 
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIAEQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
 
História da radiologia aula
História da radiologia aulaHistória da radiologia aula
História da radiologia aula
 
Radiologia digital
Radiologia digitalRadiologia digital
Radiologia digital
 
Medicina Nuclear
Medicina NuclearMedicina Nuclear
Medicina Nuclear
 

Semelhante a Tomografia Computadorizada - Introdução

Tomografia para tecnicos
Tomografia   para tecnicosTomografia   para tecnicos
Tomografia para tecnicos
Luanapqt
 
Oficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdf
Oficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdfOficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdf
Oficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdf
MonicaTapety
 

Semelhante a Tomografia Computadorizada - Introdução (20)

Apostila tomografia prof. ricardo pereira
Apostila tomografia   prof. ricardo pereiraApostila tomografia   prof. ricardo pereira
Apostila tomografia prof. ricardo pereira
 
Tc apostila almir
Tc apostila almirTc apostila almir
Tc apostila almir
 
Tc apostila almir
Tc apostila almirTc apostila almir
Tc apostila almir
 
TC (2).ppt
TC (2).pptTC (2).ppt
TC (2).ppt
 
Tomografia computadorizada em Odontologia
Tomografia computadorizada em OdontologiaTomografia computadorizada em Odontologia
Tomografia computadorizada em Odontologia
 
Tomografia para tecnicos
Tomografia   para tecnicosTomografia   para tecnicos
Tomografia para tecnicos
 
Tomografia feixe conico
Tomografia feixe conicoTomografia feixe conico
Tomografia feixe conico
 
1ª tc[1].ppt cópia
1ª tc[1].ppt   cópia1ª tc[1].ppt   cópia
1ª tc[1].ppt cópia
 
Tomografia computadorizada tecnologia_e_funcionamento_equipamentos
Tomografia computadorizada tecnologia_e_funcionamento_equipamentosTomografia computadorizada tecnologia_e_funcionamento_equipamentos
Tomografia computadorizada tecnologia_e_funcionamento_equipamentos
 
Modulo 21
Modulo 21Modulo 21
Modulo 21
 
TOMOGRAFANDO A TÉCNICA DE TOMOGRAFAR
TOMOGRAFANDO A TÉCNICA DE TOMOGRAFARTOMOGRAFANDO A TÉCNICA DE TOMOGRAFAR
TOMOGRAFANDO A TÉCNICA DE TOMOGRAFAR
 
aula painel de comando dia 30.pptx
aula painel de comando dia 30.pptxaula painel de comando dia 30.pptx
aula painel de comando dia 30.pptx
 
DiagnóStico Por Imagem Prof Vagner Sá
DiagnóStico Por Imagem   Prof  Vagner SáDiagnóStico Por Imagem   Prof  Vagner Sá
DiagnóStico Por Imagem Prof Vagner Sá
 
Oficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdf
Oficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdfOficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdf
Oficina_Raios-X_agosto2011_Mario.pdf
 
Cintilografia ossea instrumentação
Cintilografia  ossea instrumentaçãoCintilografia  ossea instrumentação
Cintilografia ossea instrumentação
 
DOC-20230522-WA0030_.ppt
DOC-20230522-WA0030_.pptDOC-20230522-WA0030_.ppt
DOC-20230522-WA0030_.ppt
 
anatomia seccional e HD - aula 5.pptx
anatomia seccional e HD - aula 5.pptxanatomia seccional e HD - aula 5.pptx
anatomia seccional e HD - aula 5.pptx
 
Ressonancia magnetica professor desconhecido.pdf
Ressonancia magnetica professor desconhecido.pdfRessonancia magnetica professor desconhecido.pdf
Ressonancia magnetica professor desconhecido.pdf
 
Medicina nuclear e Radiologia Digital
Medicina nuclear e Radiologia DigitalMedicina nuclear e Radiologia Digital
Medicina nuclear e Radiologia Digital
 
Tcc.fernanda costa inca 2011
Tcc.fernanda costa inca 2011Tcc.fernanda costa inca 2011
Tcc.fernanda costa inca 2011
 

Último

Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
HELLEN CRISTINA
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
paulo222341
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
HELLEN CRISTINA
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
HELLEN CRISTINA
 

Último (7)

Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUSHomens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
Homens Trans tem Caderneta de Pré-Natal especial / Programa Transgesta - SUS
 
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdfrelatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
relatorio de estagio de terapia ocupacional.pdf
 
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino FelisbertoAltas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
Altas habilidades/superdotação. Adelino Felisberto
 
Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................Treinamento NR 18.pdf .......................................
Treinamento NR 18.pdf .......................................
 
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdfCrianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
Crianças e Adolescentes em Psicoterapia A abordagem psicanalítica-1 (2).pdf
 
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion  ais.pdfrelatorio ciencias morfofuncion  ais.pdf
relatorio ciencias morfofuncion ais.pdf
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 

Tomografia Computadorizada - Introdução

  • 2. Tomografia A palavra “Tomografia axial computadorizada” é derivada do Grego:  Tomos: corte ou fatia  Grafia: desenhar uma imagem ou gráfico  Axial: relativo ao eixo  Computadorizada: Processa dados por meio de um computador. Definição:
  • 3. A tomografia computadorizada (TC) originalmente apelidada tomografia axial computadorizada (TAC), é um exame complementar de diagnostico por imagem, que consiste numa imagem que representa uma secção ou “fatia” do corpo. É obtida através do processamento por computador de informação recolhida após expor o corpo a uma sucessão de raios X.
  • 4. A TC é um exame de fácil execução, não invasivo, não causa incomodo ao paciente, que não precisa ser internado. Da uma melhor definição das estruturas, delimita a exata anatomia melhor do que a radiologia convencional e a ultra-sonografia e torna as alterações patológicas mais evidentes.
  • 5. 1971: Dia 1 de outubro - Mulher de 41 anos com suspeita de tumor no lobo frontal. A varredura durou quinze horas; 1974: 60 instalações clínicas de TC (estudos exclusivos do crânio); 1975: Hounsfield constrói o primeiro tomógrafo de corpo inteiro; 1977: Primeiro tomógrafo instalado no Brasil (Hospital da Beneficência Portuguesa-SP); 1979: Godfrey Hounsfield e Allan Cormack são agraciados com o Premio Nobel de Medicina e Fisiologia; 1980: A unidade de TC número 5.000 foi instalada nos EUA; 1989: W.A. Kalender e P. Vock realizaram o primeiro exame clínico com a TC helicoidal; 1998: Introdução dos sistemas de detectores de multicortes (MDCT); 2000: ~30.000 tomógrafos de corpo inteiro instalados no mundo; Hoje : No Brasil, ~ 1.600 tomógrafos instalados (IBGE).
  • 6. • A Tomografia Computadorizada, TC , foi introduzida na pratica clinica no ano de 1972, ( Hounsfield & Ambrose) no Atkinson Morley Hospital em Londres. • Revolucionou a imagem por raios-X ao produzir, sem superposição, imagens de seções transversais do corpo humano. Cormack Hounsfield
  • 7. O primeiro equipamento foi construído em um torno antigo e o objeto a ser examinado constituía-se de um conjunto de peças de plásticos fixadas numa porção móvel que durante o teste girava a ângulos desejados. Para irradiar o conjunto, foram utilizados raios gama obtidos de uma fonte de amerício. A irradiação originaria desta fonte era avaliada por detectores de cristal de iodeto de sódio e os sinais obtidos pelos detectores eram transmitidos a um computador programado para reprodução bidimensional das peças examinadas.
  • 8. Marcos: 1970 – Primeiro tomógrafo; 1972 – Início da aplicação clínica; 1989 – CT – helicoidal; 1992 – CT multicortes A tomografia vem sofrendo grandes transformações, sendo objeto de constantes pesquisas, voltadas, principalmente, para a redução nos tempos de exames através do aumento na velocidade de obtenção dos cortes tomográficos e do desenvolvimento de softwares para o processamento das imagens.
  • 9. Um tubo de raios-X gira, emitindo radiação, em torno do paciente, num plano axial. Um conjunto de detectores posicionados no lado oposto captam os fótons de raios-x que atravessam o paciente, e transmite as informação ao computador ao qual está conectado.
  • 10. As imagens tomográficas podem ser obtidas em dois planos básicos: Axial e Coronal. Depois de obtidas as imagens, recursos computacionais podem permitir reconstruções no plano sagital ou reconstruções em 3 D.
  • 11.
  • 12. c.f. Bushberg, et al. The Essential Physics of Medical Imaging, 2ª ed., p. 328
  • 13. • Distinguir estruturas de órgãos e tecidos com pequenas diferenças de densidade em especial entre os tecidos moles; • Imagem de um corte sem a superposição de imagens das estruturas não pertencentes a seção em estudo; • As imagens das estruturas anatômicas conservam as mesmas proporções, sem distorções; • Imagens digitais permitem medições quantitativas das densidades dos tecidos e dos tamanhos das estruturas • Admite reformatações e manipulações pós-reconstrução, tais como: ampliação, suavização, reformatação em outros planos (2D) e reconstrução tridimensional (3D)
  • 14. • Uma das principais desvantagens da TC é devida ao fato de utilizar radiação X. Embora o risco de se desenvolverem anomalias seja baixo, é desaconselhada a realização de TCs em mulheres gravidas e em crianças, devendo ser ponderado com cuidado os riscos e os benefícios; • O meio de contraste iodado pode causar prurido, erupção cutânea, urticaria, e uma sensação de calor no interior do corpo, estas reações que ocorrem são geralmente transitórias. • Uma reação grave é a anafilática. Desvantagens
  • 15. Primeira geração • Feixe em forma de lápis; • Um detector; • Movimento de translação do sistema tubo/detector; • Tempo de varredura entre 4 a 5 minutos. Conforme o movimento de varredura, os equipamentos de tomografia são classificados em quatro tipos: primeira, segunda, terceira e quarta geração.
  • 16. Segunda geração • Feixe em forma de leque; • Múltiplos detectores (cerca de 30); • Movimento linear do sistema tubo; detectores com rotações maiores (30º); • Tempo de varredura em torno de 20 a 60 segundos.
  • 17. Terceira geração • Feixe em forma de leque; • Múltiplos detectores (288 a 700); • Movimento de rotação do sistema tubo; detectores; • Tempo de varredura em torno de 1 a 2 segundos
  • 18. Quarta geração • Feixe em forma de leque; • Multipls detectores (até 2 mil); • Detectores fixos; • Movimento de rotação somente do tubo de raio x; • Tempo de varredura em torno de 1 a 2 segundos.
  • 19. TC Helicoidal O diferencial desse tipo de exame é a aquisição volumétrica de dados, feita de modo contínuo, enquanto a mesa é movida para o interior do gantry em uma velocidade constante e com a radiação ionizante desenvolvendo uma trajetória em espiral.
  • 20. TC Multislice (Multicortes) Os equipamentos de tomografia possuem mais de uma fileira de detectores, dessa forma, a cada revolução (giro do gantry de 360º), são gerados vários cortes. Exemplo: para um equipamento com oito fileiras de detectores, serão gerados oito cortes.
  • 21. Com a evolução dos tomógrafos aumentando as fileiras de detectores e diminuindo o tempo de rotação do tubo a modalidade de tomografia computadorizada acabou por se tornar uma das mais utilizadas para a pesquisa de diversos tipos de patologias, e com isso damos inicio a era dos tomógrafos multislices ou multidetectores.
  • 22. A utilização da tomografia computadorizada é muito vasta atingindo quase todos os ramos da medicina. Pneumologia Cardiologia Neurologia Ortopedia Urologia
  • 23. Componentes do sistema de TC Os sistemas de TC podem ser fixos ou móveis, dependendo da aplicação necessária. Os tomógrafos moveis são usados na produção de imagem de trauma e pré-operatório, ou ainda como um sistema auxiliar reserva dentro do departamento de imagem. Os sistemas de TC possuem três componentes básicos: Gantry, mesa e Sistema Computacional. Estes sistemas incluem equipamentos de computação e imagem altamente complexos.
  • 24. Gantry - Contem um tubo de raios X, o arco de detectores e os colimadores. Geralmemte o gantry pode ser angulado até 30º em cada direção, como é necessário nos estudos de cranio e coluna. O gantry possui uma abertura central. Mesa - Esta ligada eletronicamente ao gantry para o controle dos movimentos durante a varredura. A parte anatômica do paciente dentro da abertura é a área a ser examinada naquele momento.
  • 25. Painel de comando do Gantry
  • 26. Tubo de raios X - É semelhante ao tubo de radiologia convencional na sua construção e operação; entretanto, existem varias modificações de modelo necessárias para garantir que o tubo seja capaz de suportar a capacidade adicional de calor provocada pelo aumento dos tempos de exposição.
  • 27. Placa de detectores – Os detectores estão em estado sólido, compostos por fotodiodos combinados com materiais de cintilação de cristais (tungstato de cádmio ou cristais cerâmicos de terras raras oxidadas). Os detectores em estado sólido convertem a energia dos raios X transmitido s em sinal digital. A fileira de detectores afeta a dose de radiação no paciente e a eficiência da unidade tomográfica.
  • 28. Conjunto de colimadores – A colimação é importante para a TC porque reduz a dose de radiação no paciente e melhora a qualidade da imagem. A TC utiliza dois colimadores: • Pré paciente - localiza-se no tubo de raios X • Pós paciente – localiza-se no detector, modelam o feixe. O colimador pós-paciente determina a espessura do corte
  • 29. Mesa – O que difere as mesas dos diversos modelos de tomógrafos são a capacidade de peso suportado, que varia de 90 kg em aparelhos de gerações e ate 320 kg e, aparelhos multidetectores de ultima geração.
  • 30. Computador – O computador da TC precisa de dois tipos de software altamente sofisticados – um para o sistema operacional e o outro para as aplicações. O sistema operacional (frequentemente baseado no Microsoft Windows) cuida do equipamento, enquanto o programa aplicativo cuida do processamento das imagens, reconstrução e de uma variedade de operações pós-processamento. O computador da TC deve possuir uma velocidade considerável e capacidade de memória.
  • 31. Botões de comando no teclado
  • 32. Botões de comando no teclado
  • 33. As imagens da TC são exibida em um monitor para observação e gravadas em filme para interpretação, possuem pixel, voxel e matriz como elementos básicos da imagem digital. Princípios da reconstrução da imagem
  • 34. Pixel – É a menor unidade da imagem, representado na TC por um ponto quadrado em escala de cinza atenuado pelo feixe de raio x; assim, uma imagem é formada por inúmeros pixels. O conjunto de pixels está distribuídos em colunas e linhas que formam a matriz. Voxel – É o pixel com volume e profundidade, é uma imagem tridimencional, representada pela espessura de corte. Matriz – Numero de linhas ou colunas de pixels que compõem a imagem.
  • 35. 1- Qual o significado de TAC? 2- Descreva com suas palavras a importância de Roentgen para a tomografia computadorizada? 3- A partir de qual ano a tomografia computadorizada passou a ser usada clinicamente? 4- Quais são os pai da TAC? 5- Descreva os aparelhos de tomografia de acordo com cada geração? 6- O que são raio X? 7- Quais os principais componentes de um tomógrafo? 8- Qual a angulação máxima do Gantry? 9- Qual o total de colimadores e qual a sua localização no Gantry? 10- Quais são os elementos básicos da imagem digital? 11- Qual o principio de funcionamento da TC? 12- Cite pelo menos 5 ramos da medicina que a TC é usada? 13- Cite 2 vantagens da TC? 14- Quais as desvantagens da TC? 15- Qual a importância dos conjuntos de colimadores no Gantry? 16- Quais são os elementos básicos da reconstrução de uma imagem? Questionário