Noções de Neonatologia
Professora Sara
Neonatologia
• sub-especialidade da pediatria
• recém-nascido,
• primeiras quatro semanas de vida.
Adaptação do Neonato Imediatamente após o
nascimento
• o neonato precisa assumir as funções vitais
realizadas pela placenta
• período crítico de 24 horas, ( transição)
• vida intra-uterina para a vida extra-uterina.
• 67% de todas as mortes infantis acontecem
durante o período neonatal
• estímulos externos.
• As condições que impedem uma adaptação bem
sucedida à vida extra-uterina impõem uma séria
ameaça ao Rn e a equipe de enfermagem.
Características Biológicas da adaptação
• Ajustes fisiológicos cruciais ocorrem em todos os sistemas corporais
após o nascimento.
Relembrando .....
Sistema Cardiovascular
• a circulação fetal precisa se converter em circulação
neonatal
• A circulação fetal
• características anatômicas
• desviam a maior parte do sangue para fora do fígado e dos
pulmões.
• A placenta> órgão de troca> absorção de oxigênio,
nutrientes e excreção de resíduos
• O ducto venoso liga a veia cava inferior à veia umbilical, a
maior parte do sangue da placenta contorna o fígado.
• O forame oval e o ducto arterioso dirigem a maior parte
do sangue para fora do circuito pulmonar.
• pequena parte do sangue arterial entra no circuito
pulmonar
• o ducto arterioso desvia a maior parte para a aorta para
suprir o tronco e os membros inferiores de oxigênio e
nutrientes.
Volume sanguíneo
• O volume sangüíneo do Rn a termo varia de
80 a 90 ml/kg
• o volume de sangue do Rn prematuro que
varia de 90 a 105 ml/kg.
• O volume depende da quantidade de sangue
transferida pela placenta após o parto.
• O clampeamento tardio do cordão aumenta
o volume em até 100 ml, possivelmente
aumentando a freqüência cardíaca a
freqüência respiratória e a pressão arterial
sistólica
Sistema Respiratório
• Entre as semanas 24 a 30 de gestação,
• os pneumócitos II (células alveolares), começam a secreção limitada
de surfactante.
• O surfactante é um fosfolipídio que diminui a tensão superficial dos
fluidos pulmonares e evita o colapso alveolar ao final da expiração.
• A redução da tensão da superfície dos
alvéolos facilita as trocas gasosas,
• diminuindo as pressões de insuflação
necessárias para a abertura das vias
respiratórias,
• melhora a complacência pulmonar
• diminui o trabalho respiratório.
Instalação da respiração neonatal
• A medida que o tórax do Rn se
comprime através do canal vaginal, a
compressão força pra fora cerca de
1/3 do líquido pulmonar através do
nariz e boca.
• A circulação pulmonar e o sistema
linfático absorvem os 2/3 restantes
após o começo da respiração.
Estímulo respiratório
• Em resposta a vários estímulos,
o Rn realiza a primeira
respiração dentro de 20
segundos após o parto.
• A asfixia é o estímulo mais
importante para a respiração do
neonato.
• estímulos bioquímicos também
entram em ação, bem como
vários fatores mecânicos,
térmicos e sensoriais.
ESTÍMULO INICIAL ESTIMULAÇÃO DO
RECEPTOR
RESPOSTA
Sensorial
Luzes brilhantes, toque, dor
Quimiorreceptores visuais,
auditivos e proprioceptivos
Estimulação do centro
respiratório medular
Bioquímico
Asfixia
Quimiorreceptores aórticos e
carotídeos
Impulsos nervosos
eferentes (via medula
espinhal)
Térmico
Perda de calor
Receptores térmicos Contração diafragmática
Mecânico
Compressão torácica,
retração elástica
Receptores de estiramento Respiração glossofaríngea
Função respiratória neonatal
• A freqüência respiratória varia no primeiro dia, estabilizando-se nas
primeiras 24h após o nascimento
Sistema Hematopoiético
As características hematológicas que garantiram a
oxigenação tissular adequada intra-útero precisam ser
substituídas por alguns elementos mais maduros após o
nascimento.
No Embrião o fígado e o baço funcionam como
órgãos hemocitopoéticos temporários.
No segundo mês de vida intra-uterina, a formação
da medula óssea
Sistema Hepático
• É responsável :
• liberação da bilirrubina,
• coagulação sangüínea,
• metabolismo dos carboidratos
• armazenamento de ferro
• – é imaturo.
• Liberação da bilirrubina
• A bilirrubina
(pigmento biliar amarelo) é um
subproduto da degradação das
hemácias.
• A bilirrubina liga-se a albumina
plasmática e é insolúvel em água
• (bilirrubina indireta ou não
conjugada).
• A bilirrubina indireta precisa ser
conjugada convertida em
bilirrubina direta para ser
excretada.
• A conjugação ocorre no fígado.
Icterícia
• Se a bilirrubina não conjugada se acumular mais rapidamente do que o
fígado pode eliminá-la, o Rn pode desenvolver uma coloração amarela
conhecida como icterícia.
• A eliminação lenta ou ineficaz da bilirrubina
• 50% dos Rn a termo
• 90% dos recém-nascidos prematuros.
• Fatores que podem aumentar o risco de hiperbilirrubinemia não
conjugada:
• asfixia,
• estresse ao frio,
• hipoglicemia,
• ingestão materna de salicilatos.
•
Coagulação sanguínea
• Nos primeiros dias após o nascimento, o
trato gastrintestinal não tem atividade
bacteriana para sintetizar vitamina K
suficiente.
• A vitamina K cataliza ativa os fatores de
coagulação.
• risco de hemorragia.
• Todos os neonatos recebem vitamina K logo
após o nascimento,
• Prevenção de hemorragia.
Metabolismo dos carboidratos
• fonte de energia: primeiras 4 a 6
horas após o nascimento é a glicose
• que é armazenada no fígado como
glicogênio
• Aproximadamente 90% do
glicogênio hepático do Rn são
usados dentro das primeiras 3
horas de vida.
• Situações de estresse como
hipotermia, hipóxia e alimentação
retardada podem exaurir
rapidamente os depósitos de
glicogênio levando a hipoglicemia.
Armazenamento de ferro
• Na gestação termo o fígado contém
ferro suficiente para produzir
hemácias até a idade de 5 meses,
desde que a mãe tenha ingerido
ferro suficiente durante a gravidez.
• Removido das hemácias destruídas,
o ferro é armazenado no fígado e
depois reciclado em novas hemácias.
• O neonato precisa ingerir uma dieta
com ferro suficiente para manter a
produção adequada de hemácias.
•
Sistema Renal
• O sistema renal é imaturo
• suscetível a desidratação,.
• A taxa de filtração glomerular é baixa.
• Taxa de filtração glomerular em 24 h – 54 L
• Fabricação de urina em 24 h – 540 mL
• Fabricação de urina em 1 h – 22,5 mL
• a primeira urina de cor vermelho escuro e
nebulosa pela presença de uratos e muco –
mancha levemente vermelha.
• Sistema Digestório
• funções digestivas previamente realizadas pela placenta.
• A capacidade gástrica do Rn é de 40 a 60 ml no primeiro dia após o
nascimento;
• aumentando com alimentações subseqüentes.
• capacidade limitada,
• as necessidades de
nutrientes
• pequenas alimentações
mais freqüentes.
• O tempo de esvaziamento
gástrico em geral é de 2 a 4
horas –
• A peristalse é rápida
Síntese de vitamina K
• por meio da atividade bacteriana
• função gastrintestinal
• início estéril,
• colônia bacteriana normal dentro
da primeira semana
• síntese adequada de vitamina K.
Iniciação da alimentação
• deve começar logo que o recém-
nascido esteja fisicamente estável
• reflexos de sucção e deglutição.
• demora pode esgotar as reservas
limitadas de glicogênio
• hipoglicemia,
• colocando em risco o cérebro que é
altamente dependente de glicose.
• .
Fezes neonatais
• mecônio,
• uma substância fecal
espessa, verde-escura e
inodora
• consiste em líquido
amniótico, bile, células
epiteliais e cabelo.
• primeiro mecônio dentro de
24 horas após o nascimento
Sistema Imunológico
• deficiente
• a exposição a substâncias
• ativa resposta
imunológica.
• O primeiro ano é o
período de maior
vulnerabilidade a
infecções graves.;
Sistema Neurológico
• não totalmente desenvolvido,
• funções complexas
• a adaptação do neonato
• estimular respirações ,
• manter o equilíbrio ácido-básico
• regular a temperatura corporal.
• controlada principalmente pelo tronco cerebral e pela medula
espinhal.
• O sistema nervoso autônomo e o tronco cerebral coordenam as
funções respiratória e cardíaca.
• Todos os nervos cranianos estão presentes ao nascimento.
• O cérebro necessita de um suprimento
constante de glicose como fonte de energia e
de um nível relativamente alto de oxigênio
para manter um metabolismo celular
adequado.
• o estado de oxigenação do neonato e os níveis
de glicose devem ser avaliados e monitorados
cuidadosamente,
• Detecção de comprometimento das trocas
gasosas e sinais de hipoglicemia
Sistema Endócrino e Metabólico
• anatomicamente maduro, mas
funcionalmente imaturo.
• suspensão do suprimento de oxigênio, de
nutrientes, de eletrólitos ...
• A retirada da glicose e do cálcio supridos
pela mãe implica alterações metabólicas
significativas e imediatas para garantir
uma adaptação neonatal bem-sucedida.
• Durante as primeiras horas após o
nascimento, os níveis de glicose e de
cálcio sérico mudam rapidamente
Termorregulação
• A manutenção da temperatura corporal
• essencial para uma adaptação extra-uterina bem sucedida
• interações complexas entre a temperatura ambiental e a perda e produção de
calor corporal.
• A compreensão e o uso adequado da termorregulação foram um dos primeiros
avanços da neonatologia.
• O neonato tem uma capacidade termorreguladora limitada,
• Quando o recém-nascido não pode mais manter a temperatura corporal, ocorre
resfriamento ou superaquecimento;
• a exaustão do mecanismo de termorregulação traz a morte.
•
• a transição para a vida extra-uterina,
• a temperatura central diminui em quantidades
que variam com a temperatura ambiental e a
condição do Rn.
• Inicialmente, a temperatura central do Rn a
termo cai cerca de 0,3ºC por minuto.
• Assim, em condições normais de parto, ela pode
cair 3ºC antes que o Rn saia da sala de parto.
• A manutenção da temperatura corporal normal
no Rn pode contribuir significativamente para
uma adaptação bem-sucedida.
Ambiente Térmico Neutro (ATN)
• requer a menor quantidade de energia para
manter uma temperatura central estável.
• o ATN varia de 32 a 34ºC.
• Dentro dessa faixa de temperatura, o consumo de
oxigênio e a produção de dióxido de carbono são
menores e a temperatura central é normal.
• Temperaturas ambientais acima ou abaixo do ATN
aumentam o consumo de oxigênio e aumentam a
taxa de metabolismo.
Algumas características colocam o Rn
em desvantagem fisiológica para a
termorregulação, aumentando o risco
de hipotermia.
• Uma grande superfície corporal em
relação à massa;
• Deposição limitada de gordura
subcutânea para prover isolamento;
• Instabilidade vasomotora
• Capacidade metabólica limitada
Mecanismos da perda de calor
• A perda de calor que
começa no parto, pode
ocorrer através de quatro
mecanismos
Evaporação
• a perda de calor por evaporação
ocorre quando fluidos (água
insensível, perspiração visível e
fluidos pulmonares) se tornam
vapor no ar seco.
• A perda acentuada de calor por
evaporação que ocorre no parto
pode ser minimizada secando-se
imediatamente o Rn e
removendo-se os campos
molhados.
Condução
• quando a pele entra em
contato direto com um
objeto mais frio
•
• qualquer superfície metálica
sobre a qual o Rn será
colocado deve ser forrada.
Radiação
• – Uma superfície sólida mais fria sem
contato direto com o neonato pode
causar perda de calor através de
radiação.
• Fontes comuns de perda de calor
radiante incluem as paredes, e janelas
da incubadora.
• Ocorrendo mesmo a temperaturas
quentes, a perda de calor radiante
pode ser minimizada através do uso
de uma cobertura de calor
termoplástica
Convecção
• A perda de calor da superfície
corporal para o ar circunjacente
mais frio
• Ela é maior em ambientes
resfriados.
• a sala de parto resfriada para o
conforto da equipe de saúde
pode causar perda significativa
de calor no Rn.
Defesas contra hipotermia
• Em um ambiente frio
• circunstâncias estressantes,
• o Rn se defende contra a perda de calor
Controle vasomotor
• conserva o calor através da vasoconstrição periférica
• dissipa o calor através da vasodilatação periférica
Isolamento térmico
• Fornecido pela gordura subcutânea
• o isolamento térmico protege contra
a perda rápida de calor.
• A quantidade de gordura
subcutânea determina o grau de
isolamento térmico.
Atividade muscular
• A atividade muscular aumenta a
produção de calor.
• o Rn reage ao ambiente frio com um
aumento dos movimentos
• (irritabilidade).
Termogênese não espasmogênica
• produção de calor através da lipólise da gordura
marrom.
• É o mecanismo de produção de calor mais eficaz do Rn
porque aumenta minimamente a taxa metabólica.
• Um tipo de tecido adiposo, a gordura marrom responde
por até 1,5% do peso total do Rn a termo.
• a gordura marrom é depositada em torno do pescoço,
da cabeça, do coração, dos grandes vasos, dos rins, das
glândulas supra-renais, entre as escápulas; atrás do
esterno; e nas axilas.
• Em resposta a perda de calor há uma queima da
gordura marrom, levando a um aumento da produção
de calor.
• A produção de calor pela oxidação (queima) da gordura
marrom, é distribuída através do corpo pelo sangue,
que absorve o calor ao passar pelo tecido gorduroso
Prevenção da perda de calor
• Parte importante dos cuidados neonatais de enfermagem.
Perda de calor por condução
• Preaqueça o berço e a roupa de cama do
berço aquecido.
• Aqueça o estetoscópio antes de usá-lo.
• Envolva o recém-nascido em uma manta
aquecida ou deixe a mãe segurá-lo para
utilizar o efeito de aquecimento do contato
de pele.
• Forre a balança com papel ou uma manta
pré-pesada, aquecida, quando for pesar o
recém-nascido.
• Verifique a temperatura de qualquer
superfície antes de colocar o recém-nascido
sobre ela.
Perda de calor por convecção
• Coloque o berço do recém-nascido fora
do alcance direto de uma janela aberta,
um ventilador ou um aparelho de ar
condicionado.
• Cubra o recém-nascido com uma manta
quando for removê-lo para outra área.
• Eleve os lados do berço aquecido para
prevenir a exposição do recém-nascido a
correntes de ar.
• Evite usar ventiladores na sala de parto
ou no berçário.
Perda de calor por evaporação
• Enxugue o recém-nascido imediatamente após o
parto.
• Quando o Rn não estiver em um berço aquecido,
mantenha-o seco e enrolado em mantas aquecidas.
• Retire do Rn roupas molhadas.
• Retarde o banho até que a temperatura do Rn esteja
estável.
• Durante o banho do Rn, exponha apenas uma parte
do corpo de cada vez; lave cada parte
completamente, secando-a imediatamente.
• Quando estiver avaliando o Rn, descubra apenas a
área específica a ser avaliada.
• Coloque um gorro na cabeça do Rn na sala de parto.
Perda de calor por radiação
• Use um berço aquecido para
estabilização inicial pós parto.
• Coloque o Rn em uma incubadora
de paredes duplas.
• Mantenha o Rn longe de áreas de
superfícies frias.
Sistema Tegumentar
• O recém-nascido saudável é
úmido e quente ao toque.
• Lanugem, um cabelo fino e
felpudo, pode existir sobre as
costas e os ombros.
• a pele dos Rn serve como a
primeira linha de defesa
contra infecções.
Sistema Musculoesquelético
• A ossificação (desenvolvimento ósseo é
incompleta ao nascer, mas prossegue
rapidamente a partir daí.
• O esqueleto do Rn consiste
principalmente em osso.
• Os músculos são anatomicamente
completos no nascimento a termo.
• Com a idade a massa, a força e o
tamanho muscular aumentam.
Sistema Reprodutor
• O sistema reprodutor é anatômica e funcionalmente imaturo ao
nascer.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DA ADAPTAÇÃO
O recém-nascido percebe o ambiente,
tenta controlá-lo através do seu comportamento.
Capaz de ver, ouvir e distinguir entre gostos e
cheiros,
o Rn responde ao toque e aos movimentos,
se defende de estímulos
dá sinais que, quando interpretados por um
cuidador atento, podem satisfazer às suas
necessidades
Capacidades sensoriais neonatais
Visão
• Podem ver objetos cerca de 23 a 30,
5 cm de distância.
• Prefere o padrão de cores branco-e-
preto.
• Sensível à luz.
• Pode seguir os pais com o olhar.
• Coordenação muscular.
Audição
• Pode detectar sons desde que as tubas auditivas estejam limpas.
Paladar
• começa a desenvolver-se antes do nascimento.
• Prefere doce ao amargo ou azedo.
Tato
• Pode sentir pressão, dor e toque,
imediatamente ou logo após o
nascimento.
• Sensível ao ser acariciado.
Olfato
• Depois que o muco e o líquido
amniótico são limpos das vias
nasais, pode diferenciar os
odores agradáveis dos
desagradáveis.
• Pode diferenciar o cheiro do
absorvente de mama úmido da
própria mãe do de outra mãe,
uma semana após o nascimento.
AVALIAÇÃO DA IDADE GESTACIONAL
• determina a maturidade física e neuromuscular do Rn,
• ajudando a provedores de cuidados de saúde antecipar problemas
perinatais
• prétermo ou pós-termo.
Pré-termo (PT)
• crianças nascidas vivas, antes da 38º semana,
• ou seja, até 37 semanas e seis dias.
Termo (T)
crianças vivas nascidas entre 38 e 41 semanas e 6 dias
Pós-termo (PO)
crianças vivas nascidas com 42 semanas ou mais de IG
Características do RN
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Vérnix Cobre o corpo
Dorso, cabeça e
pregas.
Desaparece
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Tecido mamário
e aréola
1 a 2 mm
Nódulo
3 a 6 mm 7 a 10 mm
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Formas das orelhas
Começa a curvatura
superior ou achatada e
disforme.
Curvatura bem definida de
todo pavilhão.
Curvatura bem definida de
todo pavilhão.
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Pregas plantares Anterior 2/3 da sola Pregas até o calcanhar Sulcos em toda a sola
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Pele
Lisa mais espessa sem
edema.
Unhas até a ponta dos
dedos.
Rósea, poucas veias e
alguma descamação
pálido-rósea.
Unha até a ponta dos
dedos.
Grossa, pálida, descamação.
Unhas se estendem além
das pontas dos dedos.
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Cabelo Finos, aparência de lã. Sedosos, margem única.
Linha do cabelo anteriorizada.
Queda de cabelo, fino e curto.
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Lanugem
Desaparece na
face.
Só no ombro. Ausente.
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Genitália
Testículos no alto do escroto.
Escroto com menos rugas.
Grandes lábios quase cobre o
clitóris.
Testículos no escroto.
Escroto com rugas completas.
Pequenos lábios e clitóris
coberto.
Testículos no escroto.
Escroto pendentes
Pequenos lábios e clitóris
coberto.
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Consistência do
crânio
Elástico junto à
fontanela.
Ossos endurecidos,
suturas deslocáveis.
Ossos endurecidos, não
podem se deslocar.
Achados
físicos
Pré – Termo Termo Pós - Termo
Postura em repouso
Como sapo Flexão dos membros
inferiores
Hipertônico
• AVALIAÇÃO E EXAME DO RN
• Alguns minutos depois do nascimento o
exame físico é feito pelo pediatra.
• É uma avaliação de rotina do estado físico do
bebê.
• O exame físico e neurológico mais
aprofundado é realizado depois, no berçário
ou Uti neonatal,
• O exame consiste em avaliar que tipo de
pessoa esta criança é, como ela reage aos
estímulos à sua volta e qual sua capacidade
de se ajustar ao novo meio ambiente
Materiais necessários para o exame físico
• Fita métrica
• Balança digital
• Régua antropométrica
• Termômetro
• Estetoscópio neonatal
• Oftalmoscópio
Sinais vitais
Freqüência respiratória
• contagem das respirações por 60 segundos,
• antes de determinar a freqüência cardíaca apical,
• enquanto o recém-nascido está calmo;
• a freqüência normal é de 30 a 60 respirações por minuto
Freqüência cardíaca
• contagem da freqüência apical por 60 segundos,
• acima do ápice cardíaco;
• a freqüência normal é de 120 a 160 batimentos por minuto.
Temperatura
• - verificar a temperatura axilar com termômetro firme à dobra axilar
por 3 minutos;
• a temperatura no recém-nascido normal varia 36,4ºC a 37,2ºC..
Medidas antropométricas
Peso
• - pesar o recém-nascido no mesmo horário diariamente,
• antes da alimentação;
• 95% dos recém-nascidos a termo pesam de 2500 a 4250g.
Comprimento
• - colocar o recém-nascido em uma superfície rígida com as pernas
totalmente estendidas antes de medir.
• O recém-nascido apresenta ao termo uma estatura média de 50 cm
(sexo masculino) ou 49 cm (sexo feminino) .
Perímetro torácico
apresentam perímetro torácico em média de 32 cm.
Medido colocando-se a fita métrica acima dos mamilos e cruzar o
bordo superior da escápula
Perímetro cefálico
• Ao nascimento o perímetro cefálico é 1 a 2 cm maior que o torácico.
• perímetro cefálico de cerca de 34 cm,
• medido em uma linha que passa pela protuberância occipital e pela
região mais proeminente da fronte.
Cabeça
• Tamanho da cabeça em relação ao corpo é de normalmente cerca de
25% do tamanho total.
• Verificar presença de deformações
moldadas:
• bossa serossangüínea
(aumento de espessura do couro
cabeludo, geralmente difuso,
constituído de líquido plasmático
extravasado que se coleciona no
subcutâneo)
• cefalematoma
( massa mais bem delimitada, já que é
formada por sangue represado entre o
osso e o periósteo, que é fortemente
aderente na linha de sutura).
• Verificar presença de cranioestenose
• soldadura precoce de sutura entre ossos do crânio
• RN apresenta PC anormalmente pequenos.
• Observar presença de macrocefalia ou microcefalia.
• Observar presença de craniotabes
• zona de tábua óssea depressível, com
consistência classicamente comparada à
de uma bola de pingue-pongue
encontrada com freqüência em RN
normais.
• Situa-se em geral nos parietais, nos
limites com o occipital.
• Em criança de mais de 3 meses é, em
geral, patológica e significa, na maior
parte dos casos, presença de
raquitismo.
Fontanela anterior
• forma de diamante,
• 3 a 4 cm de comprimento
• 2 a 3 cm de largura
• Fecha-se com mais ou menos 18 meses.
Fontanela posterior
• forma triangular,
• menor que a anterior
• Fecha-se de 6 a 8 meses.
• fontanela tensa, abaulada
• pode indicar aumento da
pressão intracraniana.
• fontanela deprimida
• desidratação
Olhos
• Observar simetria .
• Permanecem fechados a maior parte do tempo
nos primeiros dias.
• Abrem-se mais facilmente em resposta a um
movimento de “balanço” do que pela força.
• hipertelorismo ocular
• espaço amplo entre os olhos
• distância de mais de 3 cm entre os
cantos internos dos olhos
• As escleróticas são azuladas devido
à sua delgadez.
• As conjuntivas são sede de
pequenas hemorragias, sem
significado clínico.
• O sinal do “sol poente”
• “fenômeno dos olhos de boneca”
• pode ser visto quando a cabeça é virada e os olhos movimentam-se
tardiamente para trás.
• É mais freqüente em hidrocéfalos, em encefalopatia bilirrubínica e em
lesões do tronco cerebral.
• Estrabismo
• comum em recém-nascidos normais
• pode persistir até cerca de três a
seis meses,
• quando se desenvolve coordenação
dos movimentos oculares.
• As pupilas reagem normalmente à luz,
• podendo haver anisocoria em lesões
obstétricas extensas do plexo braquial.
Orelhas
• Os pavilhões, nos RN, são muito moles
e moldáveis.
• No prematuro, freqüentemente
permanece dobrado o pavilhão sobre o
qual repousa a criança em decúbito
lateral.
•
• A inserção das orelhas pode ser
anormal.
• É baixa, em geral, na agenesia renal
bilateral, na síndrome de Down e em
anomalias do primeiro arco braquial
• proeminentes e com pontas afiladas
na síndrome de Marfan.
• A audição é normalmente bem
desenvolvida
• se a tuba auditiva estiver
limpa.
Nariz
• É geralmente achatado na sua base e situado mais alto na face.
• Sua ponta é arredondada.
• Obstrução intensa e constante
das vias aéreas superiores no
recém-nascido deve fazer pensar
na possibilidade de oclusão
congênita das coanas,
• pesquisada pela oclusão da boca
e de cada narina, separadamente,
• de preferência à passagem de
cateter pelas narinas.
• Coriza intensa pode ser
encontrada em recém-
nascidos de mães tratadas
com Reserpina.
• Coriza mucossanguinolenta
sugere sífilis congênita
Boca, faringe e mandíbula
• A visualização da orofaringe é difícil mas muito importante, pela
necessidade de se detectar eventual malformação.
A salivação do RN é
normalmente pobre.
Um excesso de saliva ou muco na
boca impõe a pesquisa de atresia
do esôfago.
• Devido a sua delgadez, a
mucosa gengival no RN
apresenta-se clara em
certas áreas, quase branca
principalmente nas regiões
correspondentes aos
molares.
• A borda livre da gengiva
pode ser serrilhada.
•
• “pérolas de Epstein”
• pequenas formações esbranquiçadas do tamanho de uma cabeça de
alfinete
• devido ao acúmulo de células epiteliais, que desaparecem em dias ou
semanas.
Orofaringe
• nos primeiros dias de vida, pode apresentar-se normalmente
avermelhada.
• As amígdalas palatinas não são visíveis e irão hipertrofiar-se somente
após o contato com microorganismos.
• A úvula deve ser sempre visualizada, pois pode ser sede de
malformações
Língua
• apresenta-se relativamente lisa
sendo as papilas pouco
desenvolvidas.
• Em relação ao tamanho da boca
e da face, a língua é
relativamente maior nos RN que
em outras idades.
• Macroglossia pode sugerir
hipotireoidismo ou Síndrome de
Beckwith.
• O maxilar inferior é geralmente pouco
desenvolvido no RN.
• Um grau pronunciado de hipoplasia
de mandíbula recebe o nome de
micrognatia.
• Esse achado se acompanha
freqüentemente de glossoptose.
• A associação desses dois sinais e
fissura palatina recebe o nome de
síndrome de Pierre Robin.
A criança pode nascer com
dentes,
em geral, mal formados.
Se bem formados, podem
criar problemas para o
aleitamento ao seio,
requerendo a extração.
O perigo de aspiração de
dentes prestes a cair faz com
que a extração seja urgente
Pescoço
• O RN apresenta pescoço curto,
• difícil reconhecer anomalias
• cretinismo,
• anomalias congênitas do desenvolvimento
da clavícula, etc.
• fibroma do esternocleidomastóideo
• (massa dura encontrada no corpo do
músculo e que algumas vezes pode
perturbar a movimentação do pescoço),
normalmente é pós trauma.
Tórax
• O tórax do RN é de forma
cilíndrica e o ângulo costal é
de quase 90°.
Uma assimetria pode
determinar por malformações
de coração, pulmões, coluna
ou arcabouço costal.
• O tipo respiratório é
caracteristicamente
abdominal.
• O componente torácico
quando presente, deve fazer
pensar em problema pulmonar.
No RN, pode encontrar-se
ingurgitamento das mamas, tanto
em meninos quanto em meninas.
Esse aumento de volume pode
persistir por várias semanas e
mesmo meses, e pode haver
passagem de um fluxo de secreção
semelhante ao colostro.
Nas crianças nascidas de termo,
esse fato é comum e, em
prematuro, geralmente não ocorre
Abdome
• O abdome do RN em decúbito dorsal
está aproximadamente no mesmo nível
do tórax.
• Abdome abaulado nas primeiras horas
pode sugerir obstrução intestinal,
enquanto abdome escavado sugere
hérnia diafragmática.
•
• O cordão umbilical
• branco-gelatinoso
• duas artérias e uma veia
• amarelo-esverdeado
• eritroblastose fetal.
• A presença de artéria umbilical única
sugere a presença de mal formações
congênitas associadas
• O umbigo mumifica-se durante a primeira semana
• destaca-se entre 8 e 10 dias,
• assepsia da base de implantação.
• Hérnia umbilical ou
inguinal,
• agenesia de músculos da
parede
• podem estar presentes ao
exame físico do recém-
nascido.
• Ruídos hidroaérios são
normalmente audíveis
quando o RN está relaxado.
Reto e ânus
• Verificar a permeabilidade do
intróito anal.
• Verificar presença de
malformações
Região sacrococcígena
Coluna normalmente plana,
levemente arredondada.
Presença de manchas.
Presença de massas tumorais sugere
a possibilidade de malignidade
(teratoma sacrococcígeo).
Nessa região (sacro) podem
encontrar meningoceles
Genitália feminina
• Grandes lábios normalmente
cobrem pequenos lábios.
• O clitóris normalmente é
proeminente.
• Pode aparecer nos primeiros dias
uma secreção vaginal
esbranquiçada, translúcida e no
fim da primeira semana pode
aparecer sangue vaginal.
• Pesquisar imperfuração himenal
e aderência de pequenos lábios.
Genitália masculina
• A bolsa escrotal normalmente é
contraída
• hidroceles são freqüentes.
• Há presença dos dois testículos na
bolsa ou nos canais inguinais.
• Geralmente o pênis apresenta um
prepúcio com orifício muito
estreito
• aderências entre a pele do
prepúcio e a glande,
• No pênis o meato urinário
localiza-se normalmente na
ponta da glande.
• Meato urinário na superfície
dorsal da glande – epispádia;
• Meato urinário na superfície
ventral da glande –
hipospádia.
Membros
• Verificar flexão, extensão e movimentos;
tônus e força muscular;
• reflexos de preensão palmar e plantar;
• os pulsos braquial e femoral de ambos os
lados.
• Verificar os dedos – presença de
polidactilias, simdactilias, malformações
ungueais.
• Verificar o bom estado das
articulações coxofemorais
• “manobra de Ortolani” - pela
abdução das coxas, tendo as
pernas fletidas.
• Paralisias obstétricas de vários
tipos incidem nos membros,
especialmente nos superiores
Exame neurológico
• REFLEXOS DO RECÉM-NASCIDO
Búsqueda ou sucção
• RESPOSTA NORMAL
• O bebê gira a cabeça na direção do estímulo,
abre a boca e começa a sugar quando a
bochecha, os lábios ou o canto da boca são
tocados com o dedo ou mamilo.
• RESPOSTA ANORMAL
• Fraca ou ausente ocorre na prematuridade, no
déficit neurológico ou trauma, ou na depressão
do sistema nervoso central (SNC) secundário à
ingestão de droga pela mãe (p.ex. narcóticos).
Deglutição
• Resposta Normal
• O bebê deglute de forma coordenada com a sucção quando o líquido é
colocado na parte posterior da língua.
• Resposta Anormal
• Engasga, tosse ou regurgita líquidos possivelmente associada a cianose
secundária à prematuridade, déficit neurológico, ou trauma; tipicamente
vista após laringoscopia
• .
Extrusão
• Resposta normal
• O bebê empurra a língua para fora
quando sua ponta é tocada pelo
dedo ou mamilo.
• Resposta Anormal
• Extrusão contínua da língua ou
com movimentos repetitivos
ocorre com anomalias do SNC e
convulsões.
Moro
• Resposta normal
• Extensão simétrica bilateral e abdução das extremidades, enquanto o polegar e o
indicador formam um “c” característico, são seguidas pela adução das extremidades e
pelo retorno à posição de flexão relaxada quando o bebê muda de posição
repentinamente ou quando ele é colocado com o dorso numa superfície plana.
• Resposta Anormal
• Resposta assimétrica pode ser observada com lesões de nervo periférico (com plexo
braquial) ou fratura da clavícula ou da perna. Ausência de respostas em casos de
lesões graves do SNC
Marcha
• Resposta normal
• O bebê esboça movimentos de marcha
alternando os pés quando um deles toca
uma superfície plana.
• Resposta Anormal
• Resposta assimétrica pode ser observada
com lesão do SNC ou de nervo periférico
ou com fratura do osso longo da perna.
Rastejamento
Resposta normal
O bebê tentará rastejar para frente com
ambos os braços e as pernas quando
colocando com o abdômen em contrato
com uma superfície plana.
Resposta Anormal
Resposta assimétrica pode ser
observada com lesão de SNC ou de
nervo periférico ou com fratura do osso
longo da perna.
Tônico do pescoço
• Resposta normal
• As extremidades no lado para o qual a cabeça
é girada serão estendidas, e as extremidades
opostas serão flexionadas quando se vira a
cabeça do bebê para o lado, enquanto ele está
em repouso à resposta pode estar ausente ou
incompleta imediatamente após o
nascimento.
• Resposta Anormal
Resposta persistente após o quarto mês pode
indicar lesão neurológica.
• Ausência persistente pode ser vista em casos
de lesão do SNC e distúrbios neurológicos.
Susto
Resposta normal
O bebê abduz e flexiona as extremidades e
pode começar a chorar quando é exposto a
movimento repentino ou barulho.
Resposta Anormal
Ausência de resposta pode indicar déficit
neurológico ou trauma. Ausência completa ou
consistente de resposta aos ruídos intensos
pode indicar surdez. A resposta pode estar
ausente ou reduzido durante o sono
profundo.
Extensão cruzada
• Resposta normal
• A perna oposta do bebê se flexionará e
depois se estenderá rapidamente como se
tornasse dissipar o estímulo para o outro
pé.
• Resposta Anormal
• Resposta enfraquecida ou ausente pode
ser vista com lesão de nervo periférico ou
fratura de osso longo.
Piscadela globular
• Resposta normal
• O bebê piscará 4 a 5 vezes em resposta a toques leves na
ponte nasal enquanto os olhos estão abertos.
• Resposta Anormal
• O planejamento persistente e a dificuldade de parar depois
que o estimulo é suspenso indicam déficit neurológico.
Preensão palmar
• Resposta normal
• Os dedos do bebê irão apreender o objeto e segurá-lo momentaneamente
quando este toca a palma de sua mão.
• Resposta Anormal
• A resposta diminui com a prematuridade. Ocorre assimetria com o dano ao
nervo periférico (plexo braquial) ou fratura de úmero. Ocorre diminuição da
resposta com déficit neurológico grave.
Preensão plantar
• Resposta normal
• Os dedos do pé irão apreender o dedo do examinador quando este é
pressionado contra a base dos dedos.
• Resposta Anormal
• Ocorre diminuição da resposta com a prematuridade. Ocorre ausência de
resposta com déficit neurológico.
Babinski
• Resposta normal
• Os dedos do pé do bebê se hiperestende e afastam-se devido a dorsiflexão do
hálux quando um lado do pé é “riscado” partido-se do calcanhar e cruzando a
parte mais elevada sola do pé.
• Resposta Anormal Ocorre ausência de resposta com o déficit neurológico.
ATENDIMENTO AO RN NA SALA DE PARTO
• pode ser realizado na própria sala de parto,
• sala anexa
• pessoal especializado (médicos, enfermagem),
• Sala confortável, ampla, com boa iluminação, aquecida ,
comunicação fácil e direta com a sala de admissão do RN
na unidade neonatal.
• Considerada área estéril,
• uso de máscara, gorro e pró-pés.
• lavagem prévia e cuidadosa das mãos com solução
desinfetante.
Medicamentos da sala de reanimação
• SG a 5% e a 10%.
• Água destilada – ampolas.
• Adrenalina (1:1.000).
• Bicarbonato de sódio (3,0%, 5,0%, 8,4%, 10%).
• Expansores de volume – soro fisiológico,
albumina a 5%, Ringer-lactato.
• Naloxona (Narcan) – ampola = 1ml = 0,4mg.
• Dopamina (Revivan) – ampola = 10ml =50mg.
• Dobutamina (Dobutrex) – ampola = 20ml =
250mg
• Atropina – sulfato (ampolas = 25mg/ml).
• As medicações e os expansores de volume são administrados durante os
procedimentos da reanimação para:
• Estimular o coração
• Aumentar a perfusão tecidual
• Restaurar o equilíbrio ácido-básico
• O uso de medicações pode ser necessário em recém-nascidos que não
respondem à ventilação com O2 a 100% e à massagem cardíaca.
Indicações do uso das medicações
• A maioria dos recém-nascidos submetidos à
reanimação responde à ventilação com oxigênio a
100%, se esta é realizada de maneira rápida e efetiva.
• Alguns Rn necessitam também da massagem
cardíaca.
• Poucos Rn não melhoram com a ventilação e
massagem cardíaca.
• Nesses pacientes o uso de medicações é indicado.
• Se uma criança não apresenta qualquer batimento
cardíaco detectável, as drogas podem ser
administradas imediatamente, de maneira
simultânea ao início da ventilação com pressão
positiva e da massagem cardíaca.
• A administração das drogas deve ser iniciada quando:
• A F.C. do recém-nascido permanece abaixo de 60 batimentos/minuto, apesar
da ventilação com pressão positiva,
• O2 a 100% e da massagem cardíaca por, no mínimo, 30 segundos.
• A freqüência cardíaca é igual a zero.
ADRENALINA
• epinefrina, é um estimulante do coração.
• aumenta a força e a freqüência das contrações
cardíacas.
• vaso contrição periférica -> aumento do fluxo
sangüíneo coronariano e cerebral.
• Administração Dose – 0,1 a 0,3 ml/kg da solução a
1:10.000 UI
• Via – Endovenosa (EV) ou através da cânula traqueal
(ET)
EXPANSORES DE VOLUME
• combater os efeitos da hipovolemia, aumentando o volume vascular
e, subseqüentemente, a perfusão tecidual.
• A hipovolemia deve ser considerada em qualquer criança que
necessite de reanimação.
•
Tipos de expansores de volume
• Sangue total: o negativo com teste cruzado
com o sangue da mãe
• Albumina a 5%: diluída em soro fisiológico
ou outro substituto do plasma
• Soro fisiológico a 0,9%
• Ringer lactato
BICARBONATO DE SÓDIO
• Durante a asfixia prolongada há uma diminuição da oxigenação tecidual,
• resultando em acidose metabólica e aumento de dióxido de carbono
Administação
• Dose – 2 mEq/ml x peso em kg
• Via – Endovenosa (EV)
CLORIDRATO DE NALOXONE
Narcan®,
reverte a depressão respiratória. (uso de opióide da mãe)
• Administração
•
• Dose – 0,1mg/kg ou 0,25ml/kg
• Via – Endovenosa (EV) e Endotraqueal (ET)– vias
preferenciais, IM e SC (aceitáveis embora haja demora
para o início do efeito da medicação)
• Velocidade – injetar rapidamente, “em bolus”.
MATERIAL NECESSÁRIO NA SALA DE PARTO
Todo material necessário para reanimação deve estar PREPARADO, TESTADO E
DISPONÍVEL EM LOCAL DE FÁCIL ACESSO, antes do nascimento de qualquer recém-
nascido.
VENTILAÇÃO COM PRESSÃO POSITIVA
• Balão auto-inflável com capacidade máxima de 750ml, com válvula de escape ou manômetro e
reservatório de oxigênio.
Máscara para RN a termo e pré-termo
MEDICAÇÕES
•Adrenalina 1:10.000
•Albumina 5% ou soro fisiológico ou Ringer Lactato
•Bicarbonato de sódio 2,5% ou 4,2%
•Dopamina – Revivan
•Naloxone – Narcan
•Ampolas de água destilada
CATETERISMO UMBILICAL
Pinças: 1 Kelly reta (14 cm)
e 1 Adson c/ dentes (12 cm)
1 tesoura íris reta (10,5 cm)
1 cabo para bisturi nº 3 com lâmina
1 porta agulhas de 11 cm
Fio agulhado mononylon 3-0
Sonda traqueal nº 5 ou
Catéter umbilical n º 5 ou 8
1 campo estéril fenestrado
1 cadarço de 15 cm
OUTRAS
Luvas e compressas estéreis
Óculos para proteção
Estetoscópio neonatal
Seringas (20/10/5 e 1cc)
Agulhas 20x32
Passos Iniciais seqüência de ações deve ser realizada assim que uma criança nasce.
Chega de aula .... Obrigada pela atenção

enfermagem na saúde da criança e do adolescente

  • 1.
  • 2.
    Neonatologia • sub-especialidade dapediatria • recém-nascido, • primeiras quatro semanas de vida.
  • 4.
    Adaptação do NeonatoImediatamente após o nascimento • o neonato precisa assumir as funções vitais realizadas pela placenta • período crítico de 24 horas, ( transição) • vida intra-uterina para a vida extra-uterina. • 67% de todas as mortes infantis acontecem durante o período neonatal • estímulos externos. • As condições que impedem uma adaptação bem sucedida à vida extra-uterina impõem uma séria ameaça ao Rn e a equipe de enfermagem.
  • 5.
    Características Biológicas daadaptação • Ajustes fisiológicos cruciais ocorrem em todos os sistemas corporais após o nascimento.
  • 6.
  • 7.
    Sistema Cardiovascular • acirculação fetal precisa se converter em circulação neonatal • A circulação fetal • características anatômicas • desviam a maior parte do sangue para fora do fígado e dos pulmões. • A placenta> órgão de troca> absorção de oxigênio, nutrientes e excreção de resíduos • O ducto venoso liga a veia cava inferior à veia umbilical, a maior parte do sangue da placenta contorna o fígado. • O forame oval e o ducto arterioso dirigem a maior parte do sangue para fora do circuito pulmonar. • pequena parte do sangue arterial entra no circuito pulmonar • o ducto arterioso desvia a maior parte para a aorta para suprir o tronco e os membros inferiores de oxigênio e nutrientes.
  • 10.
    Volume sanguíneo • Ovolume sangüíneo do Rn a termo varia de 80 a 90 ml/kg • o volume de sangue do Rn prematuro que varia de 90 a 105 ml/kg. • O volume depende da quantidade de sangue transferida pela placenta após o parto. • O clampeamento tardio do cordão aumenta o volume em até 100 ml, possivelmente aumentando a freqüência cardíaca a freqüência respiratória e a pressão arterial sistólica
  • 11.
    Sistema Respiratório • Entreas semanas 24 a 30 de gestação, • os pneumócitos II (células alveolares), começam a secreção limitada de surfactante. • O surfactante é um fosfolipídio que diminui a tensão superficial dos fluidos pulmonares e evita o colapso alveolar ao final da expiração.
  • 13.
    • A reduçãoda tensão da superfície dos alvéolos facilita as trocas gasosas, • diminuindo as pressões de insuflação necessárias para a abertura das vias respiratórias, • melhora a complacência pulmonar • diminui o trabalho respiratório.
  • 14.
    Instalação da respiraçãoneonatal • A medida que o tórax do Rn se comprime através do canal vaginal, a compressão força pra fora cerca de 1/3 do líquido pulmonar através do nariz e boca. • A circulação pulmonar e o sistema linfático absorvem os 2/3 restantes após o começo da respiração.
  • 15.
    Estímulo respiratório • Emresposta a vários estímulos, o Rn realiza a primeira respiração dentro de 20 segundos após o parto. • A asfixia é o estímulo mais importante para a respiração do neonato. • estímulos bioquímicos também entram em ação, bem como vários fatores mecânicos, térmicos e sensoriais.
  • 16.
    ESTÍMULO INICIAL ESTIMULAÇÃODO RECEPTOR RESPOSTA Sensorial Luzes brilhantes, toque, dor Quimiorreceptores visuais, auditivos e proprioceptivos Estimulação do centro respiratório medular Bioquímico Asfixia Quimiorreceptores aórticos e carotídeos Impulsos nervosos eferentes (via medula espinhal) Térmico Perda de calor Receptores térmicos Contração diafragmática Mecânico Compressão torácica, retração elástica Receptores de estiramento Respiração glossofaríngea
  • 17.
    Função respiratória neonatal •A freqüência respiratória varia no primeiro dia, estabilizando-se nas primeiras 24h após o nascimento
  • 18.
    Sistema Hematopoiético As característicashematológicas que garantiram a oxigenação tissular adequada intra-útero precisam ser substituídas por alguns elementos mais maduros após o nascimento. No Embrião o fígado e o baço funcionam como órgãos hemocitopoéticos temporários. No segundo mês de vida intra-uterina, a formação da medula óssea
  • 19.
    Sistema Hepático • Éresponsável : • liberação da bilirrubina, • coagulação sangüínea, • metabolismo dos carboidratos • armazenamento de ferro • – é imaturo.
  • 20.
    • Liberação dabilirrubina • A bilirrubina (pigmento biliar amarelo) é um subproduto da degradação das hemácias. • A bilirrubina liga-se a albumina plasmática e é insolúvel em água • (bilirrubina indireta ou não conjugada). • A bilirrubina indireta precisa ser conjugada convertida em bilirrubina direta para ser excretada. • A conjugação ocorre no fígado.
  • 22.
    Icterícia • Se abilirrubina não conjugada se acumular mais rapidamente do que o fígado pode eliminá-la, o Rn pode desenvolver uma coloração amarela conhecida como icterícia. • A eliminação lenta ou ineficaz da bilirrubina • 50% dos Rn a termo • 90% dos recém-nascidos prematuros.
  • 23.
    • Fatores quepodem aumentar o risco de hiperbilirrubinemia não conjugada: • asfixia, • estresse ao frio, • hipoglicemia, • ingestão materna de salicilatos. •
  • 24.
    Coagulação sanguínea • Nosprimeiros dias após o nascimento, o trato gastrintestinal não tem atividade bacteriana para sintetizar vitamina K suficiente. • A vitamina K cataliza ativa os fatores de coagulação. • risco de hemorragia. • Todos os neonatos recebem vitamina K logo após o nascimento, • Prevenção de hemorragia.
  • 25.
    Metabolismo dos carboidratos •fonte de energia: primeiras 4 a 6 horas após o nascimento é a glicose • que é armazenada no fígado como glicogênio • Aproximadamente 90% do glicogênio hepático do Rn são usados dentro das primeiras 3 horas de vida. • Situações de estresse como hipotermia, hipóxia e alimentação retardada podem exaurir rapidamente os depósitos de glicogênio levando a hipoglicemia.
  • 26.
    Armazenamento de ferro •Na gestação termo o fígado contém ferro suficiente para produzir hemácias até a idade de 5 meses, desde que a mãe tenha ingerido ferro suficiente durante a gravidez. • Removido das hemácias destruídas, o ferro é armazenado no fígado e depois reciclado em novas hemácias. • O neonato precisa ingerir uma dieta com ferro suficiente para manter a produção adequada de hemácias. •
  • 27.
    Sistema Renal • Osistema renal é imaturo • suscetível a desidratação,. • A taxa de filtração glomerular é baixa. • Taxa de filtração glomerular em 24 h – 54 L • Fabricação de urina em 24 h – 540 mL • Fabricação de urina em 1 h – 22,5 mL • a primeira urina de cor vermelho escuro e nebulosa pela presença de uratos e muco – mancha levemente vermelha.
  • 28.
    • Sistema Digestório •funções digestivas previamente realizadas pela placenta. • A capacidade gástrica do Rn é de 40 a 60 ml no primeiro dia após o nascimento; • aumentando com alimentações subseqüentes.
  • 29.
    • capacidade limitada, •as necessidades de nutrientes • pequenas alimentações mais freqüentes. • O tempo de esvaziamento gástrico em geral é de 2 a 4 horas – • A peristalse é rápida
  • 30.
    Síntese de vitaminaK • por meio da atividade bacteriana • função gastrintestinal • início estéril, • colônia bacteriana normal dentro da primeira semana • síntese adequada de vitamina K.
  • 31.
    Iniciação da alimentação •deve começar logo que o recém- nascido esteja fisicamente estável • reflexos de sucção e deglutição. • demora pode esgotar as reservas limitadas de glicogênio • hipoglicemia, • colocando em risco o cérebro que é altamente dependente de glicose. • .
  • 32.
    Fezes neonatais • mecônio, •uma substância fecal espessa, verde-escura e inodora • consiste em líquido amniótico, bile, células epiteliais e cabelo. • primeiro mecônio dentro de 24 horas após o nascimento
  • 33.
    Sistema Imunológico • deficiente •a exposição a substâncias • ativa resposta imunológica. • O primeiro ano é o período de maior vulnerabilidade a infecções graves.;
  • 34.
    Sistema Neurológico • nãototalmente desenvolvido, • funções complexas • a adaptação do neonato • estimular respirações , • manter o equilíbrio ácido-básico • regular a temperatura corporal. • controlada principalmente pelo tronco cerebral e pela medula espinhal. • O sistema nervoso autônomo e o tronco cerebral coordenam as funções respiratória e cardíaca. • Todos os nervos cranianos estão presentes ao nascimento.
  • 35.
    • O cérebronecessita de um suprimento constante de glicose como fonte de energia e de um nível relativamente alto de oxigênio para manter um metabolismo celular adequado. • o estado de oxigenação do neonato e os níveis de glicose devem ser avaliados e monitorados cuidadosamente, • Detecção de comprometimento das trocas gasosas e sinais de hipoglicemia
  • 36.
    Sistema Endócrino eMetabólico • anatomicamente maduro, mas funcionalmente imaturo. • suspensão do suprimento de oxigênio, de nutrientes, de eletrólitos ... • A retirada da glicose e do cálcio supridos pela mãe implica alterações metabólicas significativas e imediatas para garantir uma adaptação neonatal bem-sucedida. • Durante as primeiras horas após o nascimento, os níveis de glicose e de cálcio sérico mudam rapidamente
  • 37.
    Termorregulação • A manutençãoda temperatura corporal • essencial para uma adaptação extra-uterina bem sucedida • interações complexas entre a temperatura ambiental e a perda e produção de calor corporal. • A compreensão e o uso adequado da termorregulação foram um dos primeiros avanços da neonatologia. • O neonato tem uma capacidade termorreguladora limitada, • Quando o recém-nascido não pode mais manter a temperatura corporal, ocorre resfriamento ou superaquecimento; • a exaustão do mecanismo de termorregulação traz a morte. •
  • 38.
    • a transiçãopara a vida extra-uterina, • a temperatura central diminui em quantidades que variam com a temperatura ambiental e a condição do Rn. • Inicialmente, a temperatura central do Rn a termo cai cerca de 0,3ºC por minuto. • Assim, em condições normais de parto, ela pode cair 3ºC antes que o Rn saia da sala de parto. • A manutenção da temperatura corporal normal no Rn pode contribuir significativamente para uma adaptação bem-sucedida.
  • 39.
    Ambiente Térmico Neutro(ATN) • requer a menor quantidade de energia para manter uma temperatura central estável. • o ATN varia de 32 a 34ºC. • Dentro dessa faixa de temperatura, o consumo de oxigênio e a produção de dióxido de carbono são menores e a temperatura central é normal. • Temperaturas ambientais acima ou abaixo do ATN aumentam o consumo de oxigênio e aumentam a taxa de metabolismo.
  • 40.
    Algumas características colocamo Rn em desvantagem fisiológica para a termorregulação, aumentando o risco de hipotermia. • Uma grande superfície corporal em relação à massa; • Deposição limitada de gordura subcutânea para prover isolamento; • Instabilidade vasomotora • Capacidade metabólica limitada
  • 41.
    Mecanismos da perdade calor • A perda de calor que começa no parto, pode ocorrer através de quatro mecanismos
  • 42.
    Evaporação • a perdade calor por evaporação ocorre quando fluidos (água insensível, perspiração visível e fluidos pulmonares) se tornam vapor no ar seco. • A perda acentuada de calor por evaporação que ocorre no parto pode ser minimizada secando-se imediatamente o Rn e removendo-se os campos molhados.
  • 43.
    Condução • quando apele entra em contato direto com um objeto mais frio • • qualquer superfície metálica sobre a qual o Rn será colocado deve ser forrada.
  • 44.
    Radiação • – Umasuperfície sólida mais fria sem contato direto com o neonato pode causar perda de calor através de radiação. • Fontes comuns de perda de calor radiante incluem as paredes, e janelas da incubadora. • Ocorrendo mesmo a temperaturas quentes, a perda de calor radiante pode ser minimizada através do uso de uma cobertura de calor termoplástica
  • 45.
    Convecção • A perdade calor da superfície corporal para o ar circunjacente mais frio • Ela é maior em ambientes resfriados. • a sala de parto resfriada para o conforto da equipe de saúde pode causar perda significativa de calor no Rn.
  • 47.
    Defesas contra hipotermia •Em um ambiente frio • circunstâncias estressantes, • o Rn se defende contra a perda de calor
  • 48.
    Controle vasomotor • conservao calor através da vasoconstrição periférica • dissipa o calor através da vasodilatação periférica
  • 49.
    Isolamento térmico • Fornecidopela gordura subcutânea • o isolamento térmico protege contra a perda rápida de calor. • A quantidade de gordura subcutânea determina o grau de isolamento térmico.
  • 50.
    Atividade muscular • Aatividade muscular aumenta a produção de calor. • o Rn reage ao ambiente frio com um aumento dos movimentos • (irritabilidade).
  • 51.
    Termogênese não espasmogênica •produção de calor através da lipólise da gordura marrom. • É o mecanismo de produção de calor mais eficaz do Rn porque aumenta minimamente a taxa metabólica. • Um tipo de tecido adiposo, a gordura marrom responde por até 1,5% do peso total do Rn a termo. • a gordura marrom é depositada em torno do pescoço, da cabeça, do coração, dos grandes vasos, dos rins, das glândulas supra-renais, entre as escápulas; atrás do esterno; e nas axilas. • Em resposta a perda de calor há uma queima da gordura marrom, levando a um aumento da produção de calor. • A produção de calor pela oxidação (queima) da gordura marrom, é distribuída através do corpo pelo sangue, que absorve o calor ao passar pelo tecido gorduroso
  • 52.
    Prevenção da perdade calor • Parte importante dos cuidados neonatais de enfermagem.
  • 53.
    Perda de calorpor condução • Preaqueça o berço e a roupa de cama do berço aquecido. • Aqueça o estetoscópio antes de usá-lo. • Envolva o recém-nascido em uma manta aquecida ou deixe a mãe segurá-lo para utilizar o efeito de aquecimento do contato de pele. • Forre a balança com papel ou uma manta pré-pesada, aquecida, quando for pesar o recém-nascido. • Verifique a temperatura de qualquer superfície antes de colocar o recém-nascido sobre ela.
  • 54.
    Perda de calorpor convecção • Coloque o berço do recém-nascido fora do alcance direto de uma janela aberta, um ventilador ou um aparelho de ar condicionado. • Cubra o recém-nascido com uma manta quando for removê-lo para outra área. • Eleve os lados do berço aquecido para prevenir a exposição do recém-nascido a correntes de ar. • Evite usar ventiladores na sala de parto ou no berçário.
  • 55.
    Perda de calorpor evaporação • Enxugue o recém-nascido imediatamente após o parto. • Quando o Rn não estiver em um berço aquecido, mantenha-o seco e enrolado em mantas aquecidas. • Retire do Rn roupas molhadas. • Retarde o banho até que a temperatura do Rn esteja estável. • Durante o banho do Rn, exponha apenas uma parte do corpo de cada vez; lave cada parte completamente, secando-a imediatamente. • Quando estiver avaliando o Rn, descubra apenas a área específica a ser avaliada. • Coloque um gorro na cabeça do Rn na sala de parto.
  • 56.
    Perda de calorpor radiação • Use um berço aquecido para estabilização inicial pós parto. • Coloque o Rn em uma incubadora de paredes duplas. • Mantenha o Rn longe de áreas de superfícies frias.
  • 57.
    Sistema Tegumentar • Orecém-nascido saudável é úmido e quente ao toque. • Lanugem, um cabelo fino e felpudo, pode existir sobre as costas e os ombros. • a pele dos Rn serve como a primeira linha de defesa contra infecções.
  • 58.
    Sistema Musculoesquelético • Aossificação (desenvolvimento ósseo é incompleta ao nascer, mas prossegue rapidamente a partir daí. • O esqueleto do Rn consiste principalmente em osso. • Os músculos são anatomicamente completos no nascimento a termo. • Com a idade a massa, a força e o tamanho muscular aumentam.
  • 59.
    Sistema Reprodutor • Osistema reprodutor é anatômica e funcionalmente imaturo ao nascer.
  • 60.
    CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DAADAPTAÇÃO O recém-nascido percebe o ambiente, tenta controlá-lo através do seu comportamento. Capaz de ver, ouvir e distinguir entre gostos e cheiros, o Rn responde ao toque e aos movimentos, se defende de estímulos dá sinais que, quando interpretados por um cuidador atento, podem satisfazer às suas necessidades
  • 61.
  • 62.
    Visão • Podem verobjetos cerca de 23 a 30, 5 cm de distância. • Prefere o padrão de cores branco-e- preto. • Sensível à luz. • Pode seguir os pais com o olhar. • Coordenação muscular.
  • 63.
    Audição • Pode detectarsons desde que as tubas auditivas estejam limpas.
  • 64.
    Paladar • começa adesenvolver-se antes do nascimento. • Prefere doce ao amargo ou azedo.
  • 65.
    Tato • Pode sentirpressão, dor e toque, imediatamente ou logo após o nascimento. • Sensível ao ser acariciado.
  • 66.
    Olfato • Depois queo muco e o líquido amniótico são limpos das vias nasais, pode diferenciar os odores agradáveis dos desagradáveis. • Pode diferenciar o cheiro do absorvente de mama úmido da própria mãe do de outra mãe, uma semana após o nascimento.
  • 67.
    AVALIAÇÃO DA IDADEGESTACIONAL • determina a maturidade física e neuromuscular do Rn, • ajudando a provedores de cuidados de saúde antecipar problemas perinatais • prétermo ou pós-termo.
  • 68.
    Pré-termo (PT) • criançasnascidas vivas, antes da 38º semana, • ou seja, até 37 semanas e seis dias.
  • 69.
    Termo (T) crianças vivasnascidas entre 38 e 41 semanas e 6 dias
  • 70.
    Pós-termo (PO) crianças vivasnascidas com 42 semanas ou mais de IG
  • 72.
  • 73.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Vérnix Cobre o corpo Dorso, cabeça e pregas. Desaparece
  • 74.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Tecido mamário e aréola 1 a 2 mm Nódulo 3 a 6 mm 7 a 10 mm
  • 75.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Formas das orelhas Começa a curvatura superior ou achatada e disforme. Curvatura bem definida de todo pavilhão. Curvatura bem definida de todo pavilhão.
  • 76.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Pregas plantares Anterior 2/3 da sola Pregas até o calcanhar Sulcos em toda a sola
  • 77.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Pele Lisa mais espessa sem edema. Unhas até a ponta dos dedos. Rósea, poucas veias e alguma descamação pálido-rósea. Unha até a ponta dos dedos. Grossa, pálida, descamação. Unhas se estendem além das pontas dos dedos.
  • 78.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Cabelo Finos, aparência de lã. Sedosos, margem única. Linha do cabelo anteriorizada. Queda de cabelo, fino e curto.
  • 79.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Lanugem Desaparece na face. Só no ombro. Ausente.
  • 80.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Genitália Testículos no alto do escroto. Escroto com menos rugas. Grandes lábios quase cobre o clitóris. Testículos no escroto. Escroto com rugas completas. Pequenos lábios e clitóris coberto. Testículos no escroto. Escroto pendentes Pequenos lábios e clitóris coberto.
  • 81.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Consistência do crânio Elástico junto à fontanela. Ossos endurecidos, suturas deslocáveis. Ossos endurecidos, não podem se deslocar.
  • 82.
    Achados físicos Pré – TermoTermo Pós - Termo Postura em repouso Como sapo Flexão dos membros inferiores Hipertônico
  • 83.
    • AVALIAÇÃO EEXAME DO RN • Alguns minutos depois do nascimento o exame físico é feito pelo pediatra. • É uma avaliação de rotina do estado físico do bebê. • O exame físico e neurológico mais aprofundado é realizado depois, no berçário ou Uti neonatal, • O exame consiste em avaliar que tipo de pessoa esta criança é, como ela reage aos estímulos à sua volta e qual sua capacidade de se ajustar ao novo meio ambiente
  • 84.
    Materiais necessários parao exame físico • Fita métrica • Balança digital • Régua antropométrica • Termômetro • Estetoscópio neonatal • Oftalmoscópio
  • 85.
  • 86.
    Freqüência respiratória • contagemdas respirações por 60 segundos, • antes de determinar a freqüência cardíaca apical, • enquanto o recém-nascido está calmo; • a freqüência normal é de 30 a 60 respirações por minuto
  • 87.
    Freqüência cardíaca • contagemda freqüência apical por 60 segundos, • acima do ápice cardíaco; • a freqüência normal é de 120 a 160 batimentos por minuto.
  • 88.
    Temperatura • - verificara temperatura axilar com termômetro firme à dobra axilar por 3 minutos; • a temperatura no recém-nascido normal varia 36,4ºC a 37,2ºC..
  • 89.
  • 90.
    Peso • - pesaro recém-nascido no mesmo horário diariamente, • antes da alimentação; • 95% dos recém-nascidos a termo pesam de 2500 a 4250g.
  • 91.
    Comprimento • - colocaro recém-nascido em uma superfície rígida com as pernas totalmente estendidas antes de medir. • O recém-nascido apresenta ao termo uma estatura média de 50 cm (sexo masculino) ou 49 cm (sexo feminino) .
  • 92.
    Perímetro torácico apresentam perímetrotorácico em média de 32 cm. Medido colocando-se a fita métrica acima dos mamilos e cruzar o bordo superior da escápula
  • 93.
    Perímetro cefálico • Aonascimento o perímetro cefálico é 1 a 2 cm maior que o torácico. • perímetro cefálico de cerca de 34 cm, • medido em uma linha que passa pela protuberância occipital e pela região mais proeminente da fronte.
  • 94.
    Cabeça • Tamanho dacabeça em relação ao corpo é de normalmente cerca de 25% do tamanho total.
  • 95.
    • Verificar presençade deformações moldadas: • bossa serossangüínea (aumento de espessura do couro cabeludo, geralmente difuso, constituído de líquido plasmático extravasado que se coleciona no subcutâneo) • cefalematoma ( massa mais bem delimitada, já que é formada por sangue represado entre o osso e o periósteo, que é fortemente aderente na linha de sutura).
  • 96.
    • Verificar presençade cranioestenose • soldadura precoce de sutura entre ossos do crânio • RN apresenta PC anormalmente pequenos.
  • 97.
    • Observar presençade macrocefalia ou microcefalia.
  • 98.
    • Observar presençade craniotabes • zona de tábua óssea depressível, com consistência classicamente comparada à de uma bola de pingue-pongue encontrada com freqüência em RN normais. • Situa-se em geral nos parietais, nos limites com o occipital. • Em criança de mais de 3 meses é, em geral, patológica e significa, na maior parte dos casos, presença de raquitismo.
  • 99.
    Fontanela anterior • formade diamante, • 3 a 4 cm de comprimento • 2 a 3 cm de largura • Fecha-se com mais ou menos 18 meses.
  • 100.
    Fontanela posterior • formatriangular, • menor que a anterior • Fecha-se de 6 a 8 meses.
  • 101.
    • fontanela tensa,abaulada • pode indicar aumento da pressão intracraniana. • fontanela deprimida • desidratação
  • 102.
    Olhos • Observar simetria. • Permanecem fechados a maior parte do tempo nos primeiros dias. • Abrem-se mais facilmente em resposta a um movimento de “balanço” do que pela força.
  • 103.
    • hipertelorismo ocular •espaço amplo entre os olhos • distância de mais de 3 cm entre os cantos internos dos olhos
  • 104.
    • As escleróticassão azuladas devido à sua delgadez. • As conjuntivas são sede de pequenas hemorragias, sem significado clínico.
  • 105.
    • O sinaldo “sol poente” • “fenômeno dos olhos de boneca” • pode ser visto quando a cabeça é virada e os olhos movimentam-se tardiamente para trás. • É mais freqüente em hidrocéfalos, em encefalopatia bilirrubínica e em lesões do tronco cerebral.
  • 106.
    • Estrabismo • comumem recém-nascidos normais • pode persistir até cerca de três a seis meses, • quando se desenvolve coordenação dos movimentos oculares.
  • 107.
    • As pupilasreagem normalmente à luz, • podendo haver anisocoria em lesões obstétricas extensas do plexo braquial.
  • 108.
    Orelhas • Os pavilhões,nos RN, são muito moles e moldáveis. • No prematuro, freqüentemente permanece dobrado o pavilhão sobre o qual repousa a criança em decúbito lateral. •
  • 109.
    • A inserçãodas orelhas pode ser anormal. • É baixa, em geral, na agenesia renal bilateral, na síndrome de Down e em anomalias do primeiro arco braquial • proeminentes e com pontas afiladas na síndrome de Marfan.
  • 110.
    • A audiçãoé normalmente bem desenvolvida • se a tuba auditiva estiver limpa.
  • 111.
    Nariz • É geralmenteachatado na sua base e situado mais alto na face. • Sua ponta é arredondada.
  • 112.
    • Obstrução intensae constante das vias aéreas superiores no recém-nascido deve fazer pensar na possibilidade de oclusão congênita das coanas, • pesquisada pela oclusão da boca e de cada narina, separadamente, • de preferência à passagem de cateter pelas narinas.
  • 113.
    • Coriza intensapode ser encontrada em recém- nascidos de mães tratadas com Reserpina. • Coriza mucossanguinolenta sugere sífilis congênita
  • 114.
    Boca, faringe emandíbula • A visualização da orofaringe é difícil mas muito importante, pela necessidade de se detectar eventual malformação.
  • 115.
    A salivação doRN é normalmente pobre. Um excesso de saliva ou muco na boca impõe a pesquisa de atresia do esôfago.
  • 116.
    • Devido asua delgadez, a mucosa gengival no RN apresenta-se clara em certas áreas, quase branca principalmente nas regiões correspondentes aos molares. • A borda livre da gengiva pode ser serrilhada.
  • 117.
    • • “pérolas deEpstein” • pequenas formações esbranquiçadas do tamanho de uma cabeça de alfinete • devido ao acúmulo de células epiteliais, que desaparecem em dias ou semanas.
  • 118.
    Orofaringe • nos primeirosdias de vida, pode apresentar-se normalmente avermelhada. • As amígdalas palatinas não são visíveis e irão hipertrofiar-se somente após o contato com microorganismos. • A úvula deve ser sempre visualizada, pois pode ser sede de malformações
  • 119.
    Língua • apresenta-se relativamentelisa sendo as papilas pouco desenvolvidas. • Em relação ao tamanho da boca e da face, a língua é relativamente maior nos RN que em outras idades. • Macroglossia pode sugerir hipotireoidismo ou Síndrome de Beckwith.
  • 120.
    • O maxilarinferior é geralmente pouco desenvolvido no RN. • Um grau pronunciado de hipoplasia de mandíbula recebe o nome de micrognatia. • Esse achado se acompanha freqüentemente de glossoptose. • A associação desses dois sinais e fissura palatina recebe o nome de síndrome de Pierre Robin.
  • 121.
    A criança podenascer com dentes, em geral, mal formados. Se bem formados, podem criar problemas para o aleitamento ao seio, requerendo a extração. O perigo de aspiração de dentes prestes a cair faz com que a extração seja urgente
  • 122.
    Pescoço • O RNapresenta pescoço curto, • difícil reconhecer anomalias • cretinismo, • anomalias congênitas do desenvolvimento da clavícula, etc. • fibroma do esternocleidomastóideo • (massa dura encontrada no corpo do músculo e que algumas vezes pode perturbar a movimentação do pescoço), normalmente é pós trauma.
  • 123.
    Tórax • O tóraxdo RN é de forma cilíndrica e o ângulo costal é de quase 90°. Uma assimetria pode determinar por malformações de coração, pulmões, coluna ou arcabouço costal.
  • 124.
    • O tiporespiratório é caracteristicamente abdominal. • O componente torácico quando presente, deve fazer pensar em problema pulmonar.
  • 125.
    No RN, podeencontrar-se ingurgitamento das mamas, tanto em meninos quanto em meninas. Esse aumento de volume pode persistir por várias semanas e mesmo meses, e pode haver passagem de um fluxo de secreção semelhante ao colostro. Nas crianças nascidas de termo, esse fato é comum e, em prematuro, geralmente não ocorre
  • 126.
    Abdome • O abdomedo RN em decúbito dorsal está aproximadamente no mesmo nível do tórax. • Abdome abaulado nas primeiras horas pode sugerir obstrução intestinal, enquanto abdome escavado sugere hérnia diafragmática. •
  • 127.
    • O cordãoumbilical • branco-gelatinoso • duas artérias e uma veia • amarelo-esverdeado • eritroblastose fetal. • A presença de artéria umbilical única sugere a presença de mal formações congênitas associadas
  • 128.
    • O umbigomumifica-se durante a primeira semana • destaca-se entre 8 e 10 dias, • assepsia da base de implantação.
  • 129.
    • Hérnia umbilicalou inguinal, • agenesia de músculos da parede • podem estar presentes ao exame físico do recém- nascido. • Ruídos hidroaérios são normalmente audíveis quando o RN está relaxado.
  • 130.
    Reto e ânus •Verificar a permeabilidade do intróito anal. • Verificar presença de malformações
  • 131.
    Região sacrococcígena Coluna normalmenteplana, levemente arredondada. Presença de manchas. Presença de massas tumorais sugere a possibilidade de malignidade (teratoma sacrococcígeo). Nessa região (sacro) podem encontrar meningoceles
  • 132.
    Genitália feminina • Grandeslábios normalmente cobrem pequenos lábios. • O clitóris normalmente é proeminente. • Pode aparecer nos primeiros dias uma secreção vaginal esbranquiçada, translúcida e no fim da primeira semana pode aparecer sangue vaginal. • Pesquisar imperfuração himenal e aderência de pequenos lábios.
  • 133.
    Genitália masculina • Abolsa escrotal normalmente é contraída • hidroceles são freqüentes. • Há presença dos dois testículos na bolsa ou nos canais inguinais. • Geralmente o pênis apresenta um prepúcio com orifício muito estreito • aderências entre a pele do prepúcio e a glande,
  • 134.
    • No pêniso meato urinário localiza-se normalmente na ponta da glande. • Meato urinário na superfície dorsal da glande – epispádia; • Meato urinário na superfície ventral da glande – hipospádia.
  • 135.
    Membros • Verificar flexão,extensão e movimentos; tônus e força muscular; • reflexos de preensão palmar e plantar; • os pulsos braquial e femoral de ambos os lados. • Verificar os dedos – presença de polidactilias, simdactilias, malformações ungueais.
  • 136.
    • Verificar obom estado das articulações coxofemorais • “manobra de Ortolani” - pela abdução das coxas, tendo as pernas fletidas. • Paralisias obstétricas de vários tipos incidem nos membros, especialmente nos superiores
  • 137.
  • 138.
    Búsqueda ou sucção •RESPOSTA NORMAL • O bebê gira a cabeça na direção do estímulo, abre a boca e começa a sugar quando a bochecha, os lábios ou o canto da boca são tocados com o dedo ou mamilo. • RESPOSTA ANORMAL • Fraca ou ausente ocorre na prematuridade, no déficit neurológico ou trauma, ou na depressão do sistema nervoso central (SNC) secundário à ingestão de droga pela mãe (p.ex. narcóticos).
  • 139.
    Deglutição • Resposta Normal •O bebê deglute de forma coordenada com a sucção quando o líquido é colocado na parte posterior da língua. • Resposta Anormal • Engasga, tosse ou regurgita líquidos possivelmente associada a cianose secundária à prematuridade, déficit neurológico, ou trauma; tipicamente vista após laringoscopia • .
  • 140.
    Extrusão • Resposta normal •O bebê empurra a língua para fora quando sua ponta é tocada pelo dedo ou mamilo. • Resposta Anormal • Extrusão contínua da língua ou com movimentos repetitivos ocorre com anomalias do SNC e convulsões.
  • 141.
    Moro • Resposta normal •Extensão simétrica bilateral e abdução das extremidades, enquanto o polegar e o indicador formam um “c” característico, são seguidas pela adução das extremidades e pelo retorno à posição de flexão relaxada quando o bebê muda de posição repentinamente ou quando ele é colocado com o dorso numa superfície plana. • Resposta Anormal • Resposta assimétrica pode ser observada com lesões de nervo periférico (com plexo braquial) ou fratura da clavícula ou da perna. Ausência de respostas em casos de lesões graves do SNC
  • 142.
    Marcha • Resposta normal •O bebê esboça movimentos de marcha alternando os pés quando um deles toca uma superfície plana. • Resposta Anormal • Resposta assimétrica pode ser observada com lesão do SNC ou de nervo periférico ou com fratura do osso longo da perna.
  • 143.
    Rastejamento Resposta normal O bebêtentará rastejar para frente com ambos os braços e as pernas quando colocando com o abdômen em contrato com uma superfície plana. Resposta Anormal Resposta assimétrica pode ser observada com lesão de SNC ou de nervo periférico ou com fratura do osso longo da perna.
  • 144.
    Tônico do pescoço •Resposta normal • As extremidades no lado para o qual a cabeça é girada serão estendidas, e as extremidades opostas serão flexionadas quando se vira a cabeça do bebê para o lado, enquanto ele está em repouso à resposta pode estar ausente ou incompleta imediatamente após o nascimento. • Resposta Anormal Resposta persistente após o quarto mês pode indicar lesão neurológica. • Ausência persistente pode ser vista em casos de lesão do SNC e distúrbios neurológicos.
  • 145.
    Susto Resposta normal O bebêabduz e flexiona as extremidades e pode começar a chorar quando é exposto a movimento repentino ou barulho. Resposta Anormal Ausência de resposta pode indicar déficit neurológico ou trauma. Ausência completa ou consistente de resposta aos ruídos intensos pode indicar surdez. A resposta pode estar ausente ou reduzido durante o sono profundo.
  • 146.
    Extensão cruzada • Respostanormal • A perna oposta do bebê se flexionará e depois se estenderá rapidamente como se tornasse dissipar o estímulo para o outro pé. • Resposta Anormal • Resposta enfraquecida ou ausente pode ser vista com lesão de nervo periférico ou fratura de osso longo.
  • 147.
    Piscadela globular • Respostanormal • O bebê piscará 4 a 5 vezes em resposta a toques leves na ponte nasal enquanto os olhos estão abertos. • Resposta Anormal • O planejamento persistente e a dificuldade de parar depois que o estimulo é suspenso indicam déficit neurológico.
  • 148.
    Preensão palmar • Respostanormal • Os dedos do bebê irão apreender o objeto e segurá-lo momentaneamente quando este toca a palma de sua mão. • Resposta Anormal • A resposta diminui com a prematuridade. Ocorre assimetria com o dano ao nervo periférico (plexo braquial) ou fratura de úmero. Ocorre diminuição da resposta com déficit neurológico grave.
  • 149.
    Preensão plantar • Respostanormal • Os dedos do pé irão apreender o dedo do examinador quando este é pressionado contra a base dos dedos. • Resposta Anormal • Ocorre diminuição da resposta com a prematuridade. Ocorre ausência de resposta com déficit neurológico.
  • 150.
    Babinski • Resposta normal •Os dedos do pé do bebê se hiperestende e afastam-se devido a dorsiflexão do hálux quando um lado do pé é “riscado” partido-se do calcanhar e cruzando a parte mais elevada sola do pé. • Resposta Anormal Ocorre ausência de resposta com o déficit neurológico.
  • 151.
    ATENDIMENTO AO RNNA SALA DE PARTO • pode ser realizado na própria sala de parto, • sala anexa • pessoal especializado (médicos, enfermagem), • Sala confortável, ampla, com boa iluminação, aquecida , comunicação fácil e direta com a sala de admissão do RN na unidade neonatal. • Considerada área estéril, • uso de máscara, gorro e pró-pés. • lavagem prévia e cuidadosa das mãos com solução desinfetante.
  • 152.
    Medicamentos da salade reanimação • SG a 5% e a 10%. • Água destilada – ampolas. • Adrenalina (1:1.000). • Bicarbonato de sódio (3,0%, 5,0%, 8,4%, 10%). • Expansores de volume – soro fisiológico, albumina a 5%, Ringer-lactato. • Naloxona (Narcan) – ampola = 1ml = 0,4mg. • Dopamina (Revivan) – ampola = 10ml =50mg. • Dobutamina (Dobutrex) – ampola = 20ml = 250mg • Atropina – sulfato (ampolas = 25mg/ml).
  • 153.
    • As medicaçõese os expansores de volume são administrados durante os procedimentos da reanimação para: • Estimular o coração • Aumentar a perfusão tecidual • Restaurar o equilíbrio ácido-básico • O uso de medicações pode ser necessário em recém-nascidos que não respondem à ventilação com O2 a 100% e à massagem cardíaca.
  • 154.
    Indicações do usodas medicações • A maioria dos recém-nascidos submetidos à reanimação responde à ventilação com oxigênio a 100%, se esta é realizada de maneira rápida e efetiva. • Alguns Rn necessitam também da massagem cardíaca. • Poucos Rn não melhoram com a ventilação e massagem cardíaca. • Nesses pacientes o uso de medicações é indicado. • Se uma criança não apresenta qualquer batimento cardíaco detectável, as drogas podem ser administradas imediatamente, de maneira simultânea ao início da ventilação com pressão positiva e da massagem cardíaca.
  • 155.
    • A administraçãodas drogas deve ser iniciada quando: • A F.C. do recém-nascido permanece abaixo de 60 batimentos/minuto, apesar da ventilação com pressão positiva, • O2 a 100% e da massagem cardíaca por, no mínimo, 30 segundos. • A freqüência cardíaca é igual a zero.
  • 156.
    ADRENALINA • epinefrina, éum estimulante do coração. • aumenta a força e a freqüência das contrações cardíacas. • vaso contrição periférica -> aumento do fluxo sangüíneo coronariano e cerebral. • Administração Dose – 0,1 a 0,3 ml/kg da solução a 1:10.000 UI • Via – Endovenosa (EV) ou através da cânula traqueal (ET)
  • 157.
    EXPANSORES DE VOLUME •combater os efeitos da hipovolemia, aumentando o volume vascular e, subseqüentemente, a perfusão tecidual. • A hipovolemia deve ser considerada em qualquer criança que necessite de reanimação. •
  • 158.
    Tipos de expansoresde volume • Sangue total: o negativo com teste cruzado com o sangue da mãe • Albumina a 5%: diluída em soro fisiológico ou outro substituto do plasma • Soro fisiológico a 0,9% • Ringer lactato
  • 159.
    BICARBONATO DE SÓDIO •Durante a asfixia prolongada há uma diminuição da oxigenação tecidual, • resultando em acidose metabólica e aumento de dióxido de carbono Administação • Dose – 2 mEq/ml x peso em kg • Via – Endovenosa (EV)
  • 160.
    CLORIDRATO DE NALOXONE Narcan®, revertea depressão respiratória. (uso de opióide da mãe) • Administração • • Dose – 0,1mg/kg ou 0,25ml/kg • Via – Endovenosa (EV) e Endotraqueal (ET)– vias preferenciais, IM e SC (aceitáveis embora haja demora para o início do efeito da medicação) • Velocidade – injetar rapidamente, “em bolus”.
  • 161.
    MATERIAL NECESSÁRIO NASALA DE PARTO Todo material necessário para reanimação deve estar PREPARADO, TESTADO E DISPONÍVEL EM LOCAL DE FÁCIL ACESSO, antes do nascimento de qualquer recém- nascido. VENTILAÇÃO COM PRESSÃO POSITIVA • Balão auto-inflável com capacidade máxima de 750ml, com válvula de escape ou manômetro e reservatório de oxigênio. Máscara para RN a termo e pré-termo
  • 162.
    MEDICAÇÕES •Adrenalina 1:10.000 •Albumina 5%ou soro fisiológico ou Ringer Lactato •Bicarbonato de sódio 2,5% ou 4,2% •Dopamina – Revivan •Naloxone – Narcan •Ampolas de água destilada
  • 163.
    CATETERISMO UMBILICAL Pinças: 1Kelly reta (14 cm) e 1 Adson c/ dentes (12 cm) 1 tesoura íris reta (10,5 cm) 1 cabo para bisturi nº 3 com lâmina 1 porta agulhas de 11 cm Fio agulhado mononylon 3-0 Sonda traqueal nº 5 ou Catéter umbilical n º 5 ou 8 1 campo estéril fenestrado 1 cadarço de 15 cm OUTRAS Luvas e compressas estéreis Óculos para proteção Estetoscópio neonatal Seringas (20/10/5 e 1cc) Agulhas 20x32
  • 164.
    Passos Iniciais seqüênciade ações deve ser realizada assim que uma criança nasce.
  • 168.
    Chega de aula.... Obrigada pela atenção