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A BIOLOGIA E OS DESAFIOS
DA ATUALIDADE
       Património Genético
       Biologia
       12º Ano
A Biologia e os desafio da atualidade
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                     Reprodução humana e manipulação da
                      fertilidade
      Temáticas




                     Património genético

                     Imunidade e controlo de doenças
3   Património Genético
Herança genética
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       Que mecanismo permite a passagem             da
        informação genética de geração em geração?

       Porque razão determinadas características não se
        manifestam?

       O que é o genoma?
Herança genética
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   Genoma

       É o conjunto de toda a
        informação genética de um
        organismo.

       Funciona como um manual de
        instruções do organismo.

       Essa informação genética passa
        de geração em geração através
        dos gâmetas.

       Cada indivíduo recebe dois
        “exemplares do mesmo manual
        de instruções”, que embora
        “expliquem” as mesmas coisas,
        podem não o dizer da mesma
        forma.
Material genético
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       O material genético, DNA, encontra-se
        associado a proteínas, histonas, e
        organizado em cromossomas ao nível
        do núcleo das células.

       Ao conjunto de todos os cromossomas
        de uma determinada espécie damos o
        nome de cariotipo.
           Cada espécie tem o seu cariotipo
            específico.

           A forma e tamanho dos cromossomas
            varia também de acordo com a
            espécie.

           Dentro da espécie cada par de
            cromossomas tem forma e tamanho
            específico.
Material genético
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       No cariótipo distinguem-se dois
        grupos de cromossomas…

           os sexuais
               que estão relacionados com a
                determinação do sexo, e que no caso
                humano se estipulou serem o par 23.

           os autossómicos
               os restantes 22 pares e que não estão
                associados        diretamente      as
                características sexuais denominam-se
                autossómicos.
Material genético
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       Recebemos ao todo 46 cromossomas
        dos nossos progenitores.

           23 da mãe e outros 23 do pai.
               Isto é, em cada par recebemos um
                cromossoma da mãe e outro do pai.

               Desta forma temos informação duplicada
                para cada característica.
                    Podem informar da mesma ou forma, ou de
                     formas diferentes.

           O momento em que recebemos esta
            herança é a fecundação.
Material genético
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       Cada porção de uma molécula de
        ADN que contenha informação
        para uma característica denomina-
        se de gene.

           Calcula-se que na espécie humana
            existam ao todo 20.000 genes.

           Como recebemos duas cópias de
            cada molécula de ADN (cada
            molécula de ADN organiza-se em um
            cromossoma) então para cada
            característica temos pelo menos dois
            genes.
               No entanto nem todos os genes se
                manifestam.
Transmissão das características hereditárias
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    O estudo da genética inicia-se com a pessoa mais improvável…
        Gregor Mendel (1822-1884)

        Monge da Ordem de Santo Agostinho

        Desde cedo se interessou por plantas, desenvolvendo trabalhos
         sobre o cruzamento de inúmeras plantas.

        Em 1866 publica as suas descobertas, no entanto com pouca ou
         nenhuma aceitação.

        Estudou as ideias evolucionista, foi contemporâneo de Darwin e
         tentou mesmo ajuda-lo na sua teoria.

        Um homem à frente no seu tempo mas ignorado toda a sua vida.

        Os seus trabalhos foram redescobertos anos após a sua morte,
         embora sempre estivessem disponíveis nas melhores bibliotecas
         Europeias e Norte-Americanas.

        Mais tarde as suas ideias viriam a completar e sustentar as teorias
         neodarwinistas.
Transmissão das características hereditárias
11


    Os trabalhos de Mendel são
     impressionantes a vários níveis.

        Duraram 7 anos.

        Cultivou e semeou 29.000 ervilhas.

        E mais importante desenrolou-se
         numa altura e por alguém que
         desconhecia as ideias de genes,
         cromossomas, ADN, gametogénese
         e meiose.
Transmissão das características hereditárias
12

    Os estudos de Mendel iniciaram-se com a análise
     da transmissão de apenas uma característica,
     aquilo que se denomina de monoibridismo.
        Mendel realizou estudos de monoibridismo da cor da
         corola da ervilheira.

    Para tal Mendel gastou os dois primeiros anos na
     tentativa de obter linhas puras para cada uma
     das características.
        Indivíduos que quando cruzados entre si originam
         descendência toda igual entre si e igual ao
         progenitor.

        Por outras palavas, linhas puras de ervilheiras de
         corola roxa, quando cruzados entre si, originam
         descendência de corola roxa.

        Mendel não o sabia explicar, mas na realidade um
         indivíduo de linhas puras é homozigótico para uma
         determinada característica (apresenta dois genes
         alelos idênticos para determinado caracter.
Transmissão das características hereditárias
13


        Linhas puras estudadas por Mendel….
Transmissão das características hereditárias
14

    Mendel iniciou os estudos com
     o   cruzamentos      parentais
     (Geração P)…
        Com indivíduos de linhas puras
         diferentes.

        E muitas vezes recorrendo a
         cruzamentos recíprocos, isto é,
         se o macho era vermelho, a
         fêmea era branca, e vice-
         versa.

    Tratando-se     de     plantas,
     Mendel        recorreu       à
     polinização cruzada.
Transmissão das características hereditárias
15

    Obteve então uma primeira geração de
     plantas, conhecidas como geração F1 (F1) ou
     híbridos de primeira geração.
        Nesta primeira situação estudada todas as
         plantas eram todas vermelhas (1:1).

    Numa segunda fase Mendel fez cruzas duas
     dessas plantas, isto é, cruzou duas plantas
     vermelhas da F1.

    Obteve então a 2º geração (F2), surgindo
     agora uma nova proporção: 3:1, isto é, por
     cada três flores vermelhas surge uma branca.

    Mendel verificou a mesma situação em outros
     casos de monoibridismos da ervilheira.
Transmissão das características hereditárias
16


        Explicação proposta foi a seguinte:

          Cada   organismo contêm dois fatores para cada
           carácter.

          Na  formação dos gâmetas, os fatores separam-se de
           tal modo que cada gâmeta contêm apenas um fator
           por cada par, pureza dos gâmetas.
            Este princípio viria a ser conhecido por Princípio da
             Segregação Fatorial.
Transmissão das características hereditárias
17


        Mendel viria ainda a concluir que um dos fatores
         seria dominante sobre o outro.

          Talsituação verifica-se nos indivíduos de F1, em que
           embora tenham os dois fatores, apenas um se
           manifesta.

          Por conseguinte o fator que não se expressa
           denominou-o de fator recessivo.
Transmissão das características hereditárias
18


        Por convenção…

         O fator dominante é representado pela primeira letra
          deste em maiúscula;

         Eo fator recessivo pela mesma letra mas em
          minúscula.
Transmissão das características hereditárias
19
Mendel e a genética moderna
20

        Mendel não viu o seu trabalho reconhecido nem viveu o
         suficiente para relacionar as sua descobertas com o
         desenvolvimento da genética.

            Aquilo a que Mendel chamou fatores são na realidade genes.
                Unidades genéticas que correspondem a uma fração de uma
                 molécula de ADN e que contem informação para uma dada
                 característica.

            Os genes podem apresentar formas alternativas para a mesma
             característica, tais genes são denominado por genes alelos.

            O conjunto de todos os genes de um indivíduo constitui o
             genótipo.
Mendel e a genética moderna
21


        Quando, um indivíduo, para uma determinada
         característica apresenta dois genes alelos idênticos,
         então dizemos que o indivíduo é homozigótico para
         esse gene.

        Por outro lado, se os genes alelos forem diferentes
         então dizemos que o indivíduo é heterozigótico para
         esse gene.

        A expressão física do genótipo denomina-se de
         fenótipo.
Mendel e a genética moderna
22

    Sabe-se hoje em dia que um ser humano é
     constituído por cerca de 20.000 genes, no
     entanto o cariotipo é de apenas 46
     cromossomas…

        Isto quererá dizer que cada cromossoma tem mais
         do que um gene.
            Um cromossoma é assim uma sequência de genes,
             entre genes por vezes encontram-se sequência não
             codificantes, como que um intervalo entre genes.


        Esta ideia foi lançada em 1902 por Sutton e é
         conhecida por teoria cromossómica da
         hereditariedade.

        A zona no cromossoma onde se localiza um gene
         denomina-se de locus (plural, loci).
            Em cromossomas homólogos os genes alelos
             localizam-se nos mesmos loci em cada um dos
             cromossomas, de tal forma que, quando se
             emparelham, os genes alelos ficam lado a lado.
Mendel e a genética moderna
23

    A existência de genes alelos com formas diferentes de descreverem
     a mesmo informação possibilita a existência de fenótipos diferentes.

    Por exemplo, no caso da cor da corola da ervilheira, o alelo
     vermelho corresponde ao fenótipo vermelho, enquanto que o alelo
     branco corresponde ao fenótipo branco.

    Um indivíduo homozigótico para o gene alelo vermelho é
     obrigatoriamente vermelho, pois só tem informação para a cor
     vermelha.
        Da mesma forma um homozigótico para o alelo branco é
         obrigatoriamente branco.

    No entanto os indivíduos heterozigóticos contem informação para os
     dois fenótipos, mas expressam apenas um dos alelos, neste caso o
     vermelho.
        Isto acontece pois o alelo vermelho é dominantes sobre o alelo branco,
         impedindo que este se expresse.

        De facto o fenótipo branco apenas se expressa em ervilheiras
         homozigóticas.
Xadrez mendeliano
24

        O estudo das possíveis
         combinações genéticas entre
         dois indivíduos relativas a uma
         determinada       características
         podem        ser      realizados
         recorrendo       ao      xadrez
         mendeliano.

        Corresponde a uma tabela de
         dupla entrada, em que num
         dos lados se escrevem os
         possíveis gâmetas masculinos, e
         no outro lado se escrevem os
         possíveis gâmetas femininos.
Xadrez mendeliano
25

    O primeiro passo consiste em
     determinar quais os possíveis
     genótipos dos gâmetas paternos e
     maternos.                                 v   V

        Tal como foi estudado na meiose, a
         segregação      dos   cromossomas
         homólogos é totalmente aleatória,
         além disso cada gâmeta apenas
         transporta um cromossoma de cada
         par.

        Como os genes se encontram nos
         cromossomas então também a
         separação dos genes é aleatória.

        Pelo que a probabilidade de um
         determinado gâmeta ter um ou
         outro alelo é igual isto é, de 50%.
Xadrez mendeliano
26

    De seguida construi-se           o    xadrez
     propriamente dito…

        Na primeira coluna colocam-se os possíveis
         genes transportados pelos gâmetas
                                                          ♀
                                                                     Carga genética dos
         masculinos ou femininos.
                                                                     V              V
                                                                     gâmetas femininos
        O mesmo se aplica à primeira barra.              ♂
        Por exemplo no caso do indivíduo masculino
         ter o seguinte genoma Vv, os gâmetas que
         formará serão V ou v.
                                                          V
                                                         Carga       VV           VV
                                                      genética dos
        Se o indivíduo feminino possuir genoma VV,     gâmetas
         então os seus gâmetas serão ambos V.          masculinos
                                                          v          Vv            Vv
        Vejamos a aplicação na grelha.
            Por recombinação…
Xadrez mendeliano
27

        O xadrez mendeliano embora seja um método rudimentar
         continua ainda hoje a se utilizado em estudos simples de
         genética.

            Um dos maiores problemas, para quem não tem material
             laboratorial necessário, que um investigador se pode deparar é em
             determinar o genoma de um indivíduo cujo fenótipo é dominante.
                Vejamos o caso das ervilheiras com as cores vermelha (V) e brancas (v).

                Um indivíduo branco, pelo facto do gene recessivo ser o branco,
                 sabemos de imediato que o seu genoma é vv.

                Mas um indivíduo vermelho tem duas hipóteses…
                      Vv (Heterozigótico)
                      VV (Homozigótico)
Xadrez mendeliano
28

        Uma forma bastante prática de se determinar a carga genética de
         um fenótipo dominante é realizando um retrocruzamento ou
         cruzamento teste.

            Consiste em cruzar um indivíduo de fenótipo dominante com um
             indivíduo de fenótipo recessivo – logo de genoma conhecido – e
             observar a sua descendência.

            Se todos os descendentes forem dominantes então provavelmente o
             indivíduo dominante é homozigótico.
                Embora, baseando-nos apenas nesta situação nunca se possa ter 100% de
                 certeza.

            Se surgir descendência recessiva então, com 100% de absoluta, o
             indivíduo de fenótipo dominante é heterozigótico.
Xadrez mendeliano
29


    Vejamos    o        atrás     referido
     comprovado           em        xadrez
     mendeliano…                               ♀
        Se o indivíduo de fenótipo, neste
         caso o macho, for homozigótico.
                                                   V    V
                                               ♂
        Repare-se que nunca       aparece
         descendência recessiva.
                                               v   Vv   Vv
        Numa situação real de estudo, o
         facto de nunca aparecer um
         indivíduo
         significar
                      recessivo,
                     que
                                     poderá
                             realmente     o
                                               v   Vv   Vv
         progenitor     em       causa     é
         homozigótico dominante, ou que,
         pelo acaso, os dois gâmetas
         recessivos      não         tiveram
         oportunidade de se juntar.
Xadrez mendeliano
30


    Se por seu lado o indivíduo dominante
     for heterozigótico…
                                                  ♀
        Há a probabilidade de 50% dos
         descendentes serem recessivos, e o seu
                                                      V    v
         aparecimento mostra que de facto o       ♂
         progenitor em causa é heterozigótico.

        Mas relembra-se que, tal como foi dito
         anteriormente, e embora exista 50%
                                                  v   Vv   vv
         de hipóteses de aparecerem, os
         referidos    descendentes   recessivos
         podem não aparecer no estudo o que
         vai falsear os resultados.               v   Vv   vv
    Como tal o retrocruzamento é
     limitado e deve ser utilizado com
     cuidado.
Os trabalhos de Mendel
31

    Após a redescoberta dos trabalhos de
     Mendel,   os    seu     resultados    foram
     comprovados por diferentes investigadores.

    Em sua honra, as conclusões a que chegou
     ficaram conhecidas como leis de Mendel e
     lançaram as bases da genética.

        1ª Lei de Mendel
            Os dois elementos de um par de genes alelos
             separam-se durante a formação dos gâmetas, de
             tal modo, que há probabilidade de metade dos
             gâmetas transportar um dos alelos e a outra
             metade transportar o outro alelo.

        2ª Lei de Mendel
            Durante a formação dos gâmetas, a segregação
             dos alelos de um gene é independente da
             segregação dos alelos de outro gene (desde que
             em cromossomas diferentes):
                  Esta ligação não é aplicável nos genes em
                   linkage.
Dominância incompleta e Co-dominância
32

    Certas situações vão contra as ideias de Mendel, apenas porque não foram
     tidas em estudo pelo mesmo.

    Uma dessas situações é o caso da…

        Dominância incompleta

        Co-dominância.
Dominância incompleta
33

        As     situações      de     dominância
         incompleta caracterizam-se pela
         existência, no caso da existência de
         dois alelos, de três fenótipos distintos.

        Sendo que o terceiro fenótipo
         aparece nos indivíduos heterozigóticos
         e deve-se ao facto de nenhum dos
         alelos ser totalmente dominante.

        Neste caso um dos alelos é
         ligeiramente dominante que o outro,
         tendo este ultimo também expressão,
         resultando num fenótipo intermédio
         entre ambos.

        O caso mais comum é o das Bocas-
         de-Lobo.
Dominância incompleta
34

    No caso das Bocas-de-Lobo…
        A cor vermelha é expressa pelo gene V;
            Sendo os indivíduos vermelhos VV.

        A cor branca é expressa pelo gene B;
            Sendo os indivíduos brancos BB.

        Na presença de um gene V e um B o
         indivíduo mostra uma mistura dos dois,
         neste caso um cor rosa.

        Estas situações permitem determinar o
         genótipo basicamente olhando para o
         fenótipo.

        Além disso não é evidente a expressão
         dos genes das cores originais em
         heterozigóticos, pois na realidade o que
         se vê é a mistura de ambos.
Co-dominância
35

    O caso da co-dominância é muito semelhante ao da
     dominância incompleta.

        No entanto nestes casos nenhum dos genes é dominante,
         por outro lado ambos têm o mesmo peso genético, pelo
         que quando se expressam, ambos se expressam de igual
         forma.

        O sistema sanguíneo AB0 é um exemplo.

        Tal como a cor das zebras.

        Um dos casos mais conhecidos é a cor das vacas.
            A cor branca é determinada pelo gene B
            Por seu lado a cor castanha pelo gene C
            Quando se cruzam animais brancos (BB) com castanhos (CC)
             surgem indivíduos heterozigóticos que são malhados.
                  Neste caso ambos os genes se manifestam em igual
                   percentagem.
Diibridismo
36

    Estudar a passagem de um gene de cada
     vez – monoibridismo – é relativamente
     fácil.

    No entanto a quando da reprodução
     sexuada, todos os genes de um indivíduo são
     passados, pelo que por vezes é necessário
     perceber como dois ou mais genes passam.
        Isto torna-se ainda mais importante quando
         nos     apercebemos    que    determinadas
         características são o resultado de vários
         genes.

    O estudo da passagem de dois pares de
     genes ao mesmo tempo adquire o nome de
     diibridismo e gere-se basicamente da
     mesma forma que os de monoibridismo.
        Isto porque segundo a segunda lei de Mendel
         genes diferentes separam-se de forma
         independente.
Diibridismo
37

        Inicia-se sempre por obter linhas puras para as duas características.

            Os descendentes desses indivíduos                    por   apresentarem   duas
             características em estudo são diíbridos.

            Imagine-se as seguintes características da ervilha:
                Cor: Amarela (A) ou Verde (a)
                Textura: Lisa (L) ou Rugoso (l)

            As linhas puras serão:
                Amarelo Lisa (AALL) – linhas puras dominantes.
                      Os seus gâmetas serão AL ou AL.
                Verde Rugoso (aall) – linhas puras recessivas.
                      Os seu gâmetas serão al ou al.
Diibridismo
38

        Por cruzamento originarão diíbridos
         AaLl, isto é, plantas com ervilhas
         amarelas e lisas.
            Este diíbridos constituirão a geração                     AaL l
             F1.

        O cruzamento de indivíduos F1 irá
         originar os indivíduos da geração
         F2.                                              O gene dominante Amarelo pode se
            Para fazermos isso há que ter           AL   acompanhado pelo gene dominante Liso ou…
             cuidado      ao     determinar    a          pelo gene recessivo rugoso, o que desde logo
             constituição genética dos gâmetas,      Al
             pois estamos a tratar de dois pares          gera duas combinações possíveis.
             de genes independentes.                 aL   Como o mesmo se vai passar para o gene
                                                     al   recessivo verde, então existem quatro
            Lembrar que um determinado gene              combinações possíveis de genes logo quatro
             pode ser acompanhado por um dos
             dois genes do outro par, o que gera          gâmetas possíveis.
             duas hipóteses de gâmetas, isto é…           Os quais têm que ser tidos em conta no
                                                          xadrez mendeliano.
Diibridismo
39

        No cruzamento de indivíduos de F1 verificamos uma multiplicidade
         de genótipos diferentes:

            9/16 indivíduos com sementes amarelas e lisas;

            3/16 indivíduos com sementes amarelas e rugosas;

            3/16 indivíduos com sementes verdes e lisas;

            1/16 indivíduos com sementes verdes e rugosas.

        Os dados obtidos confirmam as teorias mendelianas.
            Pois os valores obtidos em campo coincidem com os dados obtidos
             através dos xadrez mendeliano.
Diibridismo
40

        Tal como no monoibridismo, também no
         diibridismo os indivíduos de fenótipo
         dominante são duvidosos de determinar
         os seu genótipo só observando.

        Para determinar de uma forma rápida
         o genótipo destes indivíduos devemos
         realizar um retrocruzamento.
            Por outras palavras cruzar com um
             indivíduo recessivo para ambos os pares
             de genes.

            No caso anterior um indivíduo com
             ervilhas verdes rugosas (aall).
Hereditariedade ligada ao sexo
41


    Certas características não obedecem
     ao à proporção 3:1 da relação
     dominante/recessivo     que  Mendel
     determinou.

    Algumas parecem estar relacionadas
     com o sexo, isto é, determinadas
     características aparecem apenas nos
     machos e outras nas fêmeas.

        Os primeiros estudos a este nível foram
         realizados por Morgan em moscas da
         fruta – Drosphila melanogaster.
Hereditariedade ligada ao sexo
42

        Nas drosófilas, tal como na maior parte
         dos animais, o sexo é determinado por um
         par de cromossomas sexuais.

            Nas moscas da fruta o cariótipo é 4…
                3 pares de autossomas, iguais em macho e
                 fêmeas;
                1 par de cromossomas sexuais…
                      XX nas fêmeas;
                      XY nos machos.

            Uma vez que o Y é muito mais pequeno que
             o X e praticamente desprovido de genes,
             existirão     genes    para     determinadas
             características que o Y não terá.
                Desta forma macho e fêmea terão
                 características diferentes por presença ou
                 ausência de determinados genes.
Hereditariedade ligada ao sexo
43


    Quando os genes se localizam
     nos autossomas, dizem-se genes
     autossómicos.

    Por outro lado quando se
     localizam   nos   cromossomas
     sexuais,   dizem-se     genes
     heterossómicos ou ligados ao
     sexo.

        As características hereditárias que
         dependem de genes localizados
         no cromossoma X dizem-se
         características ligadas ao sexo.
Hereditariedade ligada ao sexo
44

    Para os genes localizados no
     cromossoma X, os resultados obtidos no
     cruzamento direto ou no seu recíproco
     são diferentes.

    Tais resultados devem-se ao facto de,
     no macho, o cromossoma Y não possuir
     os     alelos    correspondentes  do
     cromossoma X, dado que os dois
     cromossomas não são totalmente
     homólogos.
        Os machos manifestam o único alelo que
         está localizado no cromossoma X.
            Os   alelos    recessivos   têm   maior
             probabilidade de se manifestarem.
Ligação fatorial
45


    Outra situação que correspondia ao
     previsto por Mendel, neste caso, no
     que diz respeito ao diibridismo,
     ocorre quando dois ou mais genes,
     para características diferentes, se
     encontram no mesmo cromossoma.

      Genes   que se encontrem no mesmo
       cromossoma dizem-se genes ligados
       fatorialmente ou em linkage.
        Constituindo   um grupo de ligação fatorial.
Ligação fatorial
46

        Os genes que se situam no mesmo cromossoma, isto é, ligados fatorialmente,
         transmitem-se à descendência em conjunto, não ocorrendo a segregação
         independente postulada por Mendel.

            Estes resultados constituem exceções à segunda lei de Mendel.

            Como os diferentes genes se comportam como um só, dado que se encontram no
             mesmo cromossoma (e que na realidade se separa durante a meiose são os
             cromossomas e não os genes) as proporções são de 3:1.
Ligação fatorial
47

    Mas nem sempre os genes ligados
     fatorialmente se comportam como uma
     unidade indissociável.

    Na maioria dos casos na realidade e devido
     ao crossing-over que ocorre durante a
     meiose, os genes podem separar-se e surgir
     gâmetas como se tivessem situados em
     cromossomas separados.

    Se esta situação ocorrer os resultados podem
     ser os esperados em diibridismo por Mendel.
        Contudo como os gâmetas que transportam os
         genes resultantes de fenómenos de crossing-
         over são menos frequentes que os gâmetas
         que transportam o conjunto dos dois genes
         presentes no progenitor, as proporções dos
         diferentes fenótipos surgem claramente
         alteradas.
Interações génicas
48

    Muitas das características não são
     controladas apenas pelo material
     genético existente num único locus,
     mas sim por vários genes existentes
     em diferentes loci ou mesmo em
     diferentes cromossomas.

    Por exemplo a cor dos cães da
     raça Labrador é controlado por
     dois pares de genes…

        Cor – Preto (N) ou Castanho (n);

        Deposição de pigmento – Com
         pigmento (D) ou Sem pigmento (d).
Interações génicas
49

    Nesta situação os                  dois genes
     encontram-se  em                   cromossomas
     diferentes.

    A interação deste genes gera três
     fenótipos diferentes.
        Ter ou não ter cor depende da
         deposição da pigmentação.
            Se houver deposição de pigmento (DD ou
             Dd) o cão pode ser preto (Nn ou NN) ou
             castanho (nn).

            Se não houver deposição (dd) o animal é
             branco.

            Repare-se que a cor do animal depende
             do gene que determina a sua deposição
             ou não.
                  Logo a cor dos Labradores
Interações génicas
50

        Muitos outros casos de características devem-se a interação de genes.

        Os genes codificam não apenas características de um ser vivos, mas por
         vezes até a sua sobrevivência.

        Um caso bem conhecido de genes que ditam a sobrevivência do ser
         vivo é o do gene que codifica a presença ou não da cauda dos gatos
         da ilha de Manx.
Interações génicas
51

        O gene para a ausência de cauda
         (uma mutação) é dominante (M)

        Por seu lado a presença de cauda é
         codificada pelo alelo recessivo (m)
            Este gene é letal.

            Quando em homozigotia este gene
             desencadeia a morte dos embriões,
             pelo que nesta ilha não existem gatos
             com cauda.

            Quando em heterozigotia, o gene
             recessivo não se manifesta pelo que o
             animal sobrevive mas sem cauda.
Interações génicas
52

    Admite-se que todas as espécies
     incluem no seu genoma genes letais.

        Uns são dominantes e manifestam-se
         nos heterozigóticos, provocando a
         morte dos indivíduos quando em
         homozigotia.

        Outros são também dominantes e
         provocam a morte logo em
         heterozigotia.

        Por fim a maior parte são recessivos
         levando a morte apenas ser
         homozigóticos, permitindo a vida em
         heterozigóticos.
Hereditariedade humana
53

    O estudo da genética humana enfrentou
     desde sempre grandes dificuldades.
        A impossibilidade de experimentar em
         seres humanos;

        A baixa quantidade de descendentes em
         cada cruzamento;

        Elevado número de cromossomas…

    Entre outros obstáculos dificulta o estudo
     na espécie humana.

    No entanto os primeiros estudos de
     genética em seres humanos foram feitos
     recorrendo a árvores geneológicas,
     heredogramas ou pedigree das famílias.
Hereditariedade humana
54


        Quando se estuda a transmissão de características em
         cromossomas somáticos dizemos que estamos perante
         casos de hereditariedade autossómica.

        Podemos avaliar duas situações distintas…

            Alelo autossómica recessivo;
                Caso da Fenilcetonúria.

            Alelo autossómico dominante.
                Cado da Doença de Huntington.
Hereditariedade humana
55

    Alelo autossómica recessivo

        Os homens e as mulheres são
         igualmente afetados;

        A maioria dos descendentes
         afetados possui pais normais;

        Os            heterozigóticos
         apresentam fenótipo normal;

        Dois progenitores afetados
         originam uma descendência
         em que todos os indivíduos
         apresentam a anomalia.
Hereditariedade humana
56

    Alelo autossómico dominante

        Os homens e as mulheres são igualmente afetados;

        A anomalia tende a aparecer em todas as gerações;

        Quando um indivíduo manifesta a anomalia, pelo menos um dos progenitores também o possui;

        Quando um dos elementos do casal apresenta a anomalia, aproximadamente metade da sua
         descendência pode ser afetada;

        Os heterozigóticos manifestam a anomalia.
Alelos múltiplos
57


    Ocasionalmente               um
     determinada característica é
     determinada por um gene que
     tem mais do que dois alelos.

    Tal situação denomina-se de
     polialelismo e os alelos
     denominam-se de uma série de
     alelos múltiplos ou polialelos.

    Um     dos    exemplos    mais
     familiares é o grupo sanguíneo
     AB0.
Sistema AB0
58

    O sistema sanguíneo vulgarmente conhecido por
     grupo sanguíneo é um sistema amplamente
     conhecido pelas pessoas.

    É conhecido pelo sistema AB0 e caracteriza-se
     pela presença, ou não, de determinadas
     glicoproteínas na superfície da membrana das
     hemácias .
        Estas glicoproteínas são denominadas de antigénios
         ou aglutinogénios.

    No plasma circulam proteínas relacionadas com os
     antigénios das hemácias, os anticorpos
     (aglutininas).
        Têm este nome pois desencadeiam o processo de
         aglutinação em determinadas transfusões sanguíneas
         incompatíveis.
Sistema AB0
59

        Por volta do início do século XX determinou-se a
         existência de quatro grupos sanguíneos:

            A – cujas hemácias apresentam antigénios do tipo
             A na superfície da membrana plasmática, e
             anticorpos do tipo B no plasma.

            B – cujas hemácias apresentam antigénios do tipo
             B na superfície da membrana plasmática, e
             anticorpos do tipo A no plasma.

            AB – cujas hemácias apresentam antigénios do
             tipo A e B na superfície da membrana plasmática,
             e não apresentam nenhum tipo de anticorpos
             contra antigénios no plasma.

            0 – cujas hemácias não apresentam nenhum tipo
             de antigénios na superfície da membrana
             plasmática, e apresentam anticorpos do tipo A e
             B.
Sistema AB0
60


    Um único locus situado no par de
     cromossomas 9 determina o grupo
     sanguíneo.

      Existem  três alelos a determinar esta
      característica:

        IA   – grupo A;

        IB   – grupo B;

        I0   – grupo 0.
Sistema AB0
61

        Os alelos IA e IB são um caso de codominância, por seu lado o alelo
         I0 é recessivo face aos alelos anteriores.

            Desta forma os indivíduos do grupo sanguíneo 0 são homozigóticos
             recessivos, isto é, I0I0.

            Por seu lado os indivíduos do grupo A poderão ser homozigóticos, IAIA
             ou heterozigóticos IAI0.

            Tal como os indivíduos do grupo sanguíneo B, homozigóticos, IBIB ou
             heterozigóticos IBI0.

            Devido ao facto da codominância dos alelos A e B, ocorre um quarto
             fenótipo, AB, onde a única hipótese genética é serem heterozigóticos
             IAIB.
Sistema AB0
62
Sistema AB0
63
Hereditariedade ligada ao sexo
64

    Tal como já foi referido o sexo é
     uma característica herdada.

        Esta característica é definida pelo
         par de cromossomas 23, que
         apresenta dois tipos de homólogos
         diferentes.

        Um deles é o cromossoma X,
         característico do sexo feminino.

        Por seu lado o cromossoma Y é
         característico do sexo masculino.

        Desta forma uma mulher é
         definida pelo genótipo XX e um
         homem pelo genótipo XY.
Transmissão genética de genes localizados
         nos cromossomas sexuais
65




    Devido ao facto do homem e da mulher
     apresentarem cromossomas diferentes no
     par de cromossomas sexuais, existem
     todo um conjunto de características,
     muitas vezes doenças, que são
     características de um ou outro sexo, pois
     podem encontrar-se exclusivamente no
     cromossoma X ou Y.

    Isto ocorre pois os dois cromossomas não
     emparelham       totalmente    ocorrendo
     regiões onde não há genes homólogos.
        Por outras palavras, os cromossomas X e Y
         apresentam genes distintos.
Transmissão genética de genes localizados nos
     cromossomas sexuais
66
Transmissão genética de genes localizados no
      cromossoma X
67

    Uma das anomalias fenotípicas mais
     comuns, determinada por um gene
     localizado no cromossoma X é o
     Daltonismo.

    Cerca de 10% dos homens são daltónicos,
     enquanto apenas 0,3% das mulher o são.

    Embora seja uma característica associada
     ao cromossoma X trata-se de uma situação
     mais frequente no homem.

        Esta situação manifesta-se na incapacidade
         de distinguir as cores verdes e vermelhas
         mostrando-se ambas como cinzentas.
Transmissão genética de genes localizados no
     cromossoma X
68


        O daltonismo é determinada por um gene recessivo…
            Xd – Daltonismo; XD – Normal

        Para que um mulher seja daltónica ela tem que ser
         necessariamente homozigótico recessiva (XdXd).

        Por seu lado para que um homem seja daltónico basta-
         lhe apresentar um único gene recessivo para o
         daltonismo (XdY).
            Isto ocorre pois o gene do daltonismo encontra-se na região
             diferencial do X.
Transmissão genética de genes localizados no
      cromossoma X
69

    Se uma mulher daltónica tiver descendência com um homem
     de visão normal…
        Todos os seus filhos são daltónicos.

        Todas as suas filhas terão visão normal.

    Se a mulher for apenas portadora de daltonismo, mesmo
     assim há 50% de probabilidade dos seus filhos serem
     daltónicos, mas as suas filhas serão normais.

        Isto acontece porque cada mulher recebe dois cromossomas X
         e para que seja daltónica ambos os X da mãe e do pai devem
         ser portadores do gene recessivo.

        No entanto os rapazes apenas recebem um cromossoma X e
         que é da sua mãe, se esta for daltónica então também eles
         serão daltónicos, pois não recebem outro gene do pai para a
         mesma característica para que contrarie a anomalia.
Transmissão genética de genes localizados no
      cromossoma X
70

    Uma situação interessante surge no              Xd   Y
     entanto quando verificamos a
     descendência de um homem                   XD   XdXD XDY
     daltónico.
                                               D     XDXd XDY
        Se a mulher com a qual se realiza o X
         cruzamento for normal e não                                 Xd   Y
         portadora então nenhum dos seus
         filhos, e filhas, será daltónico.                      XD   XdXD XDY

                                                                Xd   XdXd XdY
        Se por outro lado a mulher for
         portadora então há 25% de                   Xd   Y
         hipóteses de uma das filhas ser
         também daltónica.               Xd          XdXd XdY

                                                Xd   XdXd XdY
        Se a mulher for daltónica então toda
         a sua descendência será daltónica.
Transmissão genética de genes localizados no
         cromossoma X
71

    A hemofilia é uma anomalia ao nível da
     coagulação do sangue.

    Devido a uma alteração de genes que
     codificam proteínas essenciais à coagulação
     do sangue os afetados não conseguem
     estancar hemorragias sanguíneas.

    Tal como no daltonismo o gene responsável
     por esta anomalia encontra-se no
     cromossoma X, sendo também recessivo.
        XH – Normal; Xh – Hemofilia.

    Esta é uma das doenças hereditárias mais
     conhecidas do mundo em parte porque
     afetou diversas linhagens de famílias reais
     europeias, tendo sido disseminada pela
     família real inglesa.
Transmissão genética de genes localizados no
     cromossoma X
72
Transmissão genética de genes localizados no
     cromossoma X
73

    Tal como no daltonismo também na hemofilia a
     maior parte dos afetados são homens, dado que
     basta receber um gene recessivo para que tenham a
     anomalia.

    Algo que se verifica nestes doentes é que morrem
     relativamente cedo dadas as características da
     doença.

    Mulheres hemofílicas são muito raras nas populações
     pois se julga que este gene em homozigótica seja
     muitas vezes letal o que leva à morte dos embriões
     nesta situação.

    Dadas estas características a hemofilia é uma
     doença relativamente rara, pois as mulheres
     homozigóticas morrem e as portadoras originam
     filhos que cedo morrem não deixando muitas vezes
     descendência.
Transmissão genética de genes localizados no
     cromossoma Y
74


        Anomalias no cromossoma Y são
         apenas exclusivos do homem,
         por razões obvias.

        Estes genes que não têm
         correspondência no cromossoma
         X denominam-se de genes
         holândricos.
Regulação do material genético
75

    Uma das questões que mais intrigou
     os investigadores é o modo como os
     genes condicionam as características
     dos indivíduos.

    Sabe-se hoje em dia que o processo
     central reside na síntese das
     proteínas.
        Cada gene codifica uma proteína, a
         qual    desempenha   determinada
         função.

        Diferenças no código genético ao
         nível do mesmo gene leva a que as
         proteínas sejam diferentes quer
         estruturalmente e até às vezes
         funcionalmente,     resultando em
         variações no fenótipo.
Regulação do material genético
76


        Outra questão que tem vindo a ser resolvida nos
         últimos tempos reside na forma como as células de
         um organismo, que supostamente apresentam o
         mesmo genoma, serem tão diferentes umas das
         outras e desempenharem funções tão distintas.
Regulação do material genético
77

        Os estudo para entender este processo
         iniciaram-se na bactéria Escherichia coli, mais
         concretamente nos genes envolvidos no
         metabolismo da lactose (operão lac) e na
         síntese do triptofano (operão trp).

        Um operão consiste num conjunto de genes
         intimamente relacionados mas com funções
         diferentes.
            Por exemplo o operão lac, essencial no
             catabolismo da lactose, é constituído pelo
             seguinte conjunto de genes:
                Promotor;
                Operador;
                lac Z;
                lac Y;
                lac A.
Regulação do material genético
78


    Em cada operão existem genes estruturais, com funções
     relacionados (lac Z, lac Y e lac A), mas também
     sequências de ADN responsáveis pelo seu controlo
     (Operador e Promotor).

      Gene  operador – gene onde se liga um repressor,
       impedindo a transcrição dos genes estruturais.

      Gene  promotor – local onde se liga a RNA-polimerase
       para iniciar a transcrição dos genes estruturais, desde que
       o gene operador esteja livre do repressor.
Regulação do material genético
79

    A regulação da expressividade dos genes
     dos operões depende ainda de um gene
     denominada de gene regulador.

        Este gene encontra-se fora do operão e é
         responsável pela produção de um repressor
         que pode estar ou não ativo.

        No caso do operão lac, na ausência de
         lactose, não é necessário a produção das
         enzimas que catabolizam a lactose, pelo que
         se sintetiza uma proteína repressora que se
         liga ao repressor e desta forma bloqueia a
         transcrição dos genes estruturais.

        Na ocorrência de lactose, esta liga-se à
         proteína repressora que dessa forma muda
         de conformação.
            Desta forma a proteína deixa de se ligar ao
             repressor e assim permite a transcrição pois a
             RNA-polimerase pode então ligar-se ao gene
             promotor.
Regulação do material genético
80

                       Funcionamento de um operão de tipo indutivo

     Na ausência de lactose                     Na presença de lactose

     • O gene regulador determina a síntese     • O gene regulador determina a síntese
       de um repressor que está ativo.            de um repressor.

     • O repressor bloqueia o gene promotor     • A lactose liga-se ao repressor
       ao ligar-se ao operador.                   inativando-o.

     • A enzima RNA-polimerase não se liga      • O gene operador fica desbloqueado.
       ao promotor.
                                                • A enzima RNA-polimerase liga-se ao
     • Os genes estruturais não são               promotor.
       transcritos.
                                                • Os genes estruturais são transcritos.
     • Não ocorre a síntese das três enzimas.
                                                • Dá-se a síntese das enzimas.
Regulação do material genético
81

    Este tipo de operão é um mecanismo indutivo,
     pois a presença da lactose induz o funcionamento
     dos genes estruturais.

    Por seu lado o operão trp funciona por um
     processo inverso.
        O triptofano é um aminoácido que pode ser
         produzido pela E. coli através de uma cadeia de
         síntese que mobiliza diferentes enzimas.

        Se o aminoácido existir no ambiente, a bactéria
         não gasta recursos na sua síntese.

        Neste caso o aminoácido liga-se a enzima
         repressora ativando-a, o que faz com esta se ligue
         ao repressor impedindo a transcrição dos genes
         estruturais.
            Nestas situações o fator que se liga à proteína é
             denominado de co-repressor.

            Este processo é denominado de mecamismo
             repressivo.
Regulação do material genético
82


        Ocasionalmente um grupo de operões é controlado por
         apenas um regulador, constituindo assim um regulão.

        Nestas situações os       operões   são   intimamente
         relacionados na função.

        No caso do regulão das enzimas produtoras de glicose,
         cada operão é responsável por uma enzima específica
         e dependendo dos níveis de glicose no sangue vão
         sendo induzidos diferentes operões.
Regulação do material genético
83

    Através deste método de controlo,
     diferentes genes vão sendo transcritos
     ou não.

        Desta forma e de acordo com as
         condições ambientais certos genes
         estão ou não ativos.

        Percebe-se assim como diferentes
         células com a mesma carga genética
         podem ser tão diferentes em aspeto e
         função.

        Entende-se também porque razão a
         presença de um gene letal nem sempre
         gera situações adversas, dado que
         muitas vezes necessita de um agente
         exógeno para que se exprima, o que
         na maior parte dos casos não ocorre.
Mutações cromossómicas
84

    Ocasionalmente o material genético sofre
     modificações.

    Estas podem afetar porções maiores do
     genoma, como partes de cromossomas,
     cromossomas inteiros ou mesmo conjuntos de
     cromossomas.

    Estes fenómenos são mais frequentes
     durante as divisões celulares: mitoses e
     meioses, mais concretamente durante…
        replicação de ADN;

        crossing-over;

        movimentação dos cromossomas.

    Em média um ser humano possui 60
     mutações genéticas!
Mutações cromossómicas estruturais
85


    A quebra de cromossomas ocorre com alguma frequência e
     a sua reorganização nem sempre decorre da melhor forma.

    O número de cromossomas mantém-se, o código neles
     contido altera.

        O rearranjo, a perda ou ganho de material genético é
         denominado de mutações cromossómicas estruturais.
            Dado que a estrutura, e não o número, dos cromossomas é modificado.

            Este tipo de situação é mais frequente durante o crossing-over, onde
             porções de cromossomas podem ser trocadas de forma incorreta.
Mutações cromossómicas estruturais
86

    Tipos de alterações cromossómicas

        Deleção
            Representa uma perda de material cromossómico.

            Geram normalmente situações graves.

            A síndrome conhecido por "mio de gato" resulta, nos
             humanos, da deleção de uma parte do braço curto
             do cromossoma 5.
                  A síndrome caracteriza-se pela emissão de sons
                   específicos.
                  Este som, "mio de gato", produz-se desde o
                   nascimento e durante vários meses.
                  O indivíduo atingido tem uma cabeça pequena,
                   malformação facial e cerebral e ainda um atraso
                   psicomotor.
                  A sobrevivência até à idade adulta é rara.
Mutações cromossómicas estruturais
87


    Tipos de alterações cromossómicas

        Duplicação
            Caracteriza-se pela repetição de uma porção
             de cromossoma.

            A duplicação de material genético podem
             conferir novas funções ao gene duplicado.

          São de especial interesse nos estudo evolutivos.
          A duplicação de material genético significa a
           perda de material genético de outro
           cromossoma,         isto       é,       deleção.
Mutações cromossómicas estruturais
88


    Tipos      de              alterações
     cromossómicas

        Inversão
            Um determinado segmento de
             cromossoma pode sofrer uma
             rotação de 180º relativamente à
             posição normal.

            Não há perda nem ganho de
             informação genética.


        A informação é modificada.
Mutações cromossómicas estruturais
89

    Tipos de alterações cromossómicas

        Translocação
            A translocação de uma porção de
             um cromossoma ou de um
             cromossoma inteiro, para outro não
             homólogo        designa-se      de
             translocação simples.

            No entanto as translocações mais
             comuns são as translocações
             recíprocas, havendo troca de
             segmentos entre cromossomas não
             homólogos.

            Este tipo de mutação pode alterar
             significativamente o tamanho do
             cromossoma bem como a posição do
             centrómero.
Mutações cromossómicas estruturais
90


        Tanto nas inversões como nas
         translocações o número de
         genes no genoma mantêm-se.

        No entanto a mudança de
         posição ou orientação dos
         genes no cromossoma, ou
         mesmo entre cromossomas
         acresce logo o problema do
         emparelhamento durante a
         meiose.
Mutações cromossómicas numéricas
91

    Durante a meiose pode ocorrer:
        uma não disjunção de cromossomas
         homólogos durante a divisão I;

        uma não disjunção dos cromatídeos
         na divisão II.


    Em ambos os casos resultam células
     com um número anormal de
     cromossomas, isto é, uma anomalia
     numérica dos cromossomas.

    Cerca de 38% dos embriões
     formados resultam da junção de
     gâmetas com anomalias numéricas,
     sendo que uma grande parte
     acabar por resultar em aborto
     espontâneo.
Mutações cromossómicas numéricas
92

    Neste tipo de mutação usa-se o
     sufixo “somia” para indicar a
     alteração numérica.

        Por exemplo o caso mais conhecido, a
         Trissomia 21, corresponde a dizer
         que existem três cromossomas 21.

        Em termos de cariotipo e no que diz
         respeito    ao    cromossoma     a
         representação é 2n+1.

        Da mesma forma existirão indivíduos
         que em vez de ter dois cromossomas
         para determinado par, vão ter
         apenas um, nesse cado estamos
         perante o caso de uma monossomia.
Mutações cromossómicas numéricas
93

    Trissomias
        As trissomias figuram entre os casos de mutações
         cromossómicas mais comuns nos seres humanos.
            Dentro deste tipo de mutações a Trissomia 21 é das mais
             frequentes.

            Esta situação também conhecida como Síndrome de Down
             é caracterizada pela existência de três cromossomas 21.

            Os indivíduos apresentam normalmente o seguinte fenótipo
                  Baixa estatura;
                  Boca pequena e muitas vezes semiaberta;
                  Forma dos olhos características;
                  Dificuldade em acomodar a língua;
                  Forma da cabeça arredondada;
                  Problemas respiratórios, com facilidade em desenvolver
                   infeções respiratórias.
                  Problemas cardiovasculares.

            Em geral estes indivíduos têm uma esperançam média de
             vida de cerca de 17 anos.
Mutações cromossómicas numéricas
94


        Síndromes    resultantes          de      alterações   nos
         cromossomas sexuais.
         A  não disjunção dos cromossomas sexuais ocorre tanto
           no homem como na mulher, desencadeando um conjunto
           de síndromes.

            Síndrome   de Turner – 45,X (X0)

            Síndrome   de Kleinefelter - 47,XXY (XXY)
Mutações cromossómicas numéricas
95

    Síndrome de Turner

        É a única monossomia viável na espécie
         humana.

        Presença de apenas um cromossoma sexual
         X.
            Não são raras as situações mosaico genético.



        Resulta em mulheres de baixa estatura e
         desprovidas   de    caracteres   sexuais
         secundários.

        Os órgãos genitais permanecem no estado
         infantil e os ovários não são funcionais.

        Frequência 1:2700.
Mutações cromossómicas numéricas
96

    Síndrome de Klinefelter

        Presença de dois cromossomas sexuais X
         no homem.

        Resulta em homens altos com testículos
         pouco     desenvolvidos     mas   com
         desenvolvimento do pénis normal.

        Normalmente     estéreis,    mas    não
         impotentes.

        Fraca pilosidade e ausência de barba.

        Geralmente com       ancas    e    seios
         desenvolvidos.

        Frequência: 1:700.
Mutações cromossómicas numéricas
97

    A maior parte das monossomias são inviáveis
     e como tal levam a abortos espontâneos.

        Cariotipo masculino anormal (45, Y)
            A anomalia é letal pelo que embrião cessa o seu
             desenvolvimento.

    Mas por vezes as trissomias são praticamente
     imperfectíveis pelo que o desenvolvimento do
     organismos é viável.

        Cariotipo feminino anormal (47, XXX)
            Síndrome Triplo X.

            Neste caso o cromossoma X supranumerário não
             conduz a anomalias significativas nem altera a
             fertilidade.
            Frequência: 1:100.
Mutações cromossómicas numéricas
98
Mutações cromossómicas
99



                                       Anomalias cromossómicas


 Trissomias     Síndrome de Down (21); Síndrome de Edwards (18); Síndrome de Patau (13); Trissomia 9; Síndrome de
autossómicas                       Warkany (8); Síndrome do olho de gato (22), Trissomia 16.

Monossomias        Síndrome de Wolf-Hirschhorn (4); Cri du chat (5); Síndrome de Williams (7); Imprinting genômico;
autossómicas/   Síndrome de Angelman/Síndrome de Prader-Willi (15); Síndrome de Miller-Dieker/Síndrome de Smith-
   deleções                          Magenis(17); Mono Síndrome da deleção 22q11.2 (22)

                                     Monossomia                                      Síndrome de Turner (X0)

 Ligadas ao                                                                   Síndrome do triplo X (XXX); Síndrome
                                       Trissomia                                    de Klinefelter (XXY); XYY.
     X/Y
                                  Outros cariótipos                               XXXX; XXYY; XXXXX; XXXXY.

Translocações                                Cromossoma Filadélfia; Linfoma de Burkitt.

     Outras                                  Síndrome do X frágil; Disgenesia gonadal
Uh! Uh!
100


      Diapositivo 100…

              PARTY!!!




      Basicamente este diapositivo serve apenas para justificar a existência do… 101!