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A BIOLOGIA E OS DESAFIOS
DA ATUALIDADE
       Reprodução humana e manipulação da fertilidade
       Biologia
       12º Ano
A Biologia e os desafio da atualidade


                 Reprodução humana e manipulação da
                  fertilidade
  Temáticas




                 Património genético

                 Imunidade e controlo de doenças
Reprodução humana e manipulação
da fertilidade
Reprodução humana
   A reprodução sexuada é o processo
    biológico que permite à espécie
    humana a sua continuidade.

   A maturidade sexual é atingida à
    partir da puberdade, momento em
    que homem e mulher é capaz de
    produzir gâmetas funcionais, bem
    como criar as condições necessárias
    para a reunião destes e consequente
    desenvolvimento do novo ser gerado.
Reprodução humana
   A partir do ovo, por sucessivas divisões
    mitóticas, constitui-se um embrião que de
    desenvolve no útero materno.

       Ainda nesta fase, os indivíduos desenvolvem
        caracteres sexuais, já previamente definidos no
        seu genoma.

       No entanto os órgãos sexuais não são ainda
        totalmente funcionais.


   Após nascimento, o indivíduo passa por uma
    fase de desenvolvimento, em que os órgãos
    sexuais se encontram em “pausa”.

   Chegando à puberdade os órgãos sexuais
    maturam e iniciam a produção de gâmetas,
    através dos quais é possível a transmissão do
    genoma.
Órgão do sistema reprodutor feminino
Órgãos do sistema reprodutor feminino

Órgãos                   Funções
Ovários                  Produção de oócitos e hormonas sexuais.

Trompas de Falópio       Permite o transporte de gâmetas e é o local de fecundação.

                         Órgão muscular que permite a implementação e desenvolvimento
Útero                    do embrião no endométrio.
Cérvix                   Abertura do útero.

Vagina                   Canal de comunicação com o exterior, recetor do esperma.

Clitóris                 Órgão erétil associado à estimulação sexual.
                         Dupla prega de pele, mais interna e em contacto com a
Pequenos lábios          abertura vaginal, função de proteção.
                         Dupla prega de pele, mais externa, recobre normalmente




                                                                                      Vulva
Grandes lábios           os pequenos lábios, função de proteção.

Abertura vaginal         Permite o contacto da vagina com o meio externo.

                         Libertam secreções lubrificantes e que facilitam o ato
Glândulas de Bartholin   sexual.
Órgãos do sistema reprodutor masculino
Órgãos do sistema reprodutor masculino

Órgãos               Funções
Testículos           Produção de espermatozoides e testosterona.
Escroto              Bolsa de pele onde se localizam os testículos fora do corpo.
Epidídimos           Tubos muito enrolados onde decorre a maturação dos
                     espermatozoides.
Canais deferentes    Armazenamento e transporte de espermatozoides.
Uretra               Transporte de esperma ou urina até ao exterior.
Vesículas seminais   Glândulas produtoras de líquido seminal, que limpa a uretra e
                     baixa o pH.
Próstata             Glândula produtora do líquido prostático, que serve para
                     tamponar o pH.
Pénis                Órgão de copulação, contento tecido erétil. Este tecido ao ficar
                     cheio de sangue gera pressão tornando o pénis ereto e rígido,
                     permitindo a ejeção de esperma.
Gónadas e gametogénese
   Durante a fase infantil, os seres
    humanos possuem um sistema genial
    morfologicamente diferenciado.
       Isto é, homem e mulher são
        fisicamente o que na realidade
        permite distinguir os sexos durante
        esta fase da vida.
           A estas características dá-se o nome de
            caracteres sexuais primários.

   No entanto estes órgãos não são
    ainda funcionais, facto que apenas
    acontece a partir da puberdade.
           A partir desse momento ocorre a
            produção de gâmetas.
Gónadas e gametogénese
   É nos testículos e nos ovários
    que ocorre a gametogénese
     Conjunto de processos ao nível
      das células germinativas e que
      levam à formação de gâmetas.

     No caso dos espermatozoides o
      processo   denomina-se    de
      espermatogénese.

     No caso dos oócitos o processo
      denomina-se de oogénese.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

   Testículos
       Órgãos ovoides;

       Aumentam até 500% face ao
        tamanho que tinham durante a
        fase infantil;

       Situam-se na bolsa escrotal
        localizada no exterior do
        abdómen;

       35ºC é a temperatura ideal de
        funcionamento.
Estrutura dos testículos e espermatogénese
Estrutura dos testículos e espermatogénese

   Estrutura de um testículo
     Septos      radiais,  que
      separam o interior do
      testículo em cerca de 200
      a 300 compartimentos –
      Lóbulos testiculares.

     Dentro    de cada lóbulo
      testicular existem um a
      quatro     túbulos  muito
      enrolados – Túbulos
      seminíferos.
Estrutura dos testículos e espermatogénese
Estrutura dos testículos e espermatogénese

   No     interior     dos    túbulos
    seminíferos, e a partir da
    puberdade,         existem      as
    seguintes células:
     Células   de Sertoli
       Células    volumosas      que   se
        estendem desde a periferia do
        túbulo seminífero até ao lúmen.

      A     membrana plasmática das
        células de Sertoli rodeiam células
        da     linha   germinativa     em
        desenvolvimento.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

   No tecido localizado entre
    os    túbulos    seminíferos
    existem os seguintes tipos
    de células:

       Células    intersticiais         ou
        Células de Leydig
           Responsáveis pela produção e
            libertação de um grupo de
            hormonas denominadas de
            androgénios     (testosterona, As células de Leydig estão representadas
            androstediona               e pela letra “d”.
            dehidroepiandrosterona).
Estrutura dos testículos e espermatogénese

   Espermatogénese
       A partir da puberdade, e até ao final da vida, vão-se
        produzir as células sexuais masculinas (gâmetas), os
        espermatozoides.

       O processo envolve diferentes tipos de divisões celulares,
        meióticas e mitóticas, bem como diferenciação celular,
        sendo que todo o processo se denomina de
        Espermatogénese.

       Trata-se de um processo contínuo que dura cerca de 64
        dias, formando milhões de espermatozoides por dia.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

                    O processo decorre ao longo
                     de quatro fases contínuas:

                      Fase   de multiplicação

                      Fase   de crescimento

                      Fase   de maturação

                      Fase   de diferenciação
Estrutura dos testículos e espermatogénese

                    Fase de multiplicação

                        As células que vão dar origem aos espermatozoides
                         dizem-se pertencer à Linhagem germinativa.

                        As células iniciais desta linhagem são as
                         espermatogónias,   que   são  diploides, logo
                         geneticamente semelhantes às restantes células
                         somáticas.

                        As espermatogónias iniciam o processo com divisões
                         mitóticas, assim por cada espematogónia formam-se
                         duas.

                        Dessas duas apenas um segue o processo da
                         espermatogénese, a outra volta a dividir-se por mitose.

                        Assim    existe   uma     provisão    contínua  de
                         espermatogónias, permitindo isso que o processo se
                         prolongue ao longo de toda a vida do homem.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

                    Fase de crescimento

                      Ocorre   um aumento quase
                       impercetível do volume da
                       espermatogónia, que assim se
                       passa a denominar de
                       espermatócito I.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

                    Fase de maturação

                        Cada espermatócito I é diplóide,
                         pelo que vai sofrer a primeira
                         divisão meiótica, originando duas
                         células haplóides ( ������ = 23 ), os
                         espermatócitos II.
                     
                        A nível cromossómico, espermatócito
                         II apresenta cromossomas com dois
                         cromatídeos, pelo que vão ainda
                         passar pela segunda fase da divisão
                         meiótica originando quatro células
                         haplóides, os espermatídios, cada
                         um com um cromatídeo.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

                    Fase de diferenciação

                        Ocorre a transformação dos espermatídios
                         em células altamente especializadas, os
                         espermatozoides.
                            Eliminação de grande parte do citoplasma
                             fagocitado pelas células de Sertoli.

                            Reorganização dos organelos:
                                  O complexo de Golgi forma uma vesícula de
                                   grandes dimensões, o acrossoma.

                                  Os centríolos dispõem-se no polo oposto ao
                                   acrossoma e um deles origina os microtúbulos
                                   do flagelo.

                                  As mitocôndrias dispõem-se na base do
                                   flagelo e fornecem energia, que permitem o
                                   movimento deste prolongamento.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

   Na fase final da diferenciação os
    espermatozoides são libertados
    para o lúmen dos túbulos seminíferos.

   São então encaminhados para o
    epidídimos onde terminam a sua
    maturação, tornando-se móveis.

   Ficam então armazenados nos
    epidídimos até ao momento da
    ejaculação.

   No momento da ejaculação os
    espermatozoides misturam-se com o
    líquido seminal e o líquido prostático,
    formando o esperma.
Estrutura dos testículos e espermatogénese

       Esperma

         Em  cada ejaculação são libertados entre 0,1 a 10ml
           de esperma

Composição           Quantidade   Função
                                  Aproximadamente 200 a 500 milhões de espermatozoides são
Espermatozóides      2-5%         lançados em cada ejaculação. Células responsáveis pela fecundação
                                  do oócito.
                                  Rico em aminoácidos, citrtato, enzimas, flavinas e frutose (2-5mg/mL),
                                  representa a fonte de energia aos espermatozóides.
Líquido seminal      65-75%       Encontram-se ainda fosforilcolina e prostaglandina, sustâncias
                                  imunosupressoras.
                                  Rico em zinco, ácido cítrico, enzimas proteolíticas, entre outras
Líquido prostático   25-30%       substâncias que dão propriedades alcalinas a este líquido. Desta
                                  forma o liquido prostático combatem a acidez do canal vaginal.
Estrutura dos ovários e oogénese
   Os ovários são órgãos de
    forma ovoide com algumas
    dezenas de gramas.

   Localizam-se   na    zona
    pélvica    da    cavidade
    abdominal, um de cada
    lado do útero.

   Mantêm-se na sua posição
    graças a ligamentos.
Estrutura dos ovários e oogénese
   O ovário apresenta as
    seguintes zonas:
                                                   Degeneração do          Corpo Amarelo
                                                   corpo amarelo
       Zona medular                                                                           Formação do
           Zona mais interna,                                                                 corpo amarelo

            constituída por um
                                                                                                        Rotura       do
            tecido com inúmeros                                                                         folículo maduro
            vasos sanguíneos e        Folículo
                                                                                                          Células
            nervosos.                 primário
                                                                                                          protetoras   e
                                                                                                          Oócito II
                               Folículo em crescimento                                         Fluído folicular
       Zona cortical                 Célula germinativa
                                                                                           Folículo maduro
           Zona mais superficial,                         Células foliculares

            com estruturas mais ou
            menos esféricas, os                                         Tempo
            folículos ováricos em
            diferentes estádios de
            desenvolvimento.
Estrutura dos ovários e oogénese
   Folículos ováricos
     Cada   folículo ovárico é
      constituído por uma
      célula      da      linha
      germinativa, que vai
      originar o oócito.

     Uma   ou mais camadas
      de células foliculares
      que     protegem     e
      fornecem nutrientes à
      célula germinativa.
Estrutura dos ovários e oogénese
   A oogénese inicia-se antes do nascimento, podendo
    o processo dividir-se em diferentes fases até à
    formação dos gâmetas a partir da puberdade.

     As   fases da oogénese são:
       Fase   de multiplicação

       Fase   de crescimento

       Fase   de maturação
Estrutura dos ovários e oogénese
   Fase de multiplicação
       As células germinativas migram para
        cada um dos ovários do embrião e
        dividem-se por mitoses sucessivas.

       Produzem-se oogónias (2n)

       Ocorre durante alguns meses
        durante       o     desenvolvimento
        embrionário, formando-se milhões de
        oogónias.
           Uma grande parte dessas oogónias
            degenera, não se verificando nova
            produção.

           Isto é, durante esta fase formam-se
            todas as oogónias que eventualmente
            a mulher libertará sobre a forma de
            oócitos II.
Estrutura dos ovários e oogénese
   Fase de crescimento
       As    oogónias      que    não
        degeneraram aumentam de
        volume com o armazenamento
        de substâncias de reserva.

       Formam-se os oócitos I (2n).

       Os oócitos I são também
        formados durante a vida
        intrauterina, e muitos deles
        acabam por degenerar ainda
        nesta fase.
Estrutura dos ovários e oogénese
   Fase de maturação
       Ainda durante a fase intrauterina os oócitos I iniciam a
        fase de maturação com a primeira divisão meiótica, que
        fica bloqueada em prófase I.

       Até à puberdade, muitos dos oócitos I continuam a
        degenerar, ficando reduzido a cerca de 400 mil.

       A partir da puberdade retoma-se a meiose, com o
        começo dos ciclos ováricos.

       Em cada ciclo ovárico, em regra, apenas um oócito I
        completa a primeira divisão meiótica, constituindo-se
        duas células haploides (n) de diferentes dimensões, uma
        vez que a divisão do citoplasma não é feita de forma
        equitativamente.
           A células de maiores dimensões denomina-se de oócito II;

           A célula de menores dimensões denomina-se de primeiro
            glóbulo polar.
Estrutura dos ovários e oogénese
   Fase de maturação
    A  segunda divisão meiótica
     começa de imediato, mas
     fica     bloqueada      em
     metáfase II.

     Nesse  momento ocorre a
     ovulação, ou seja, a
     libertação para o oviduto.
Estrutura dos ovários e oogénese
   Em cada ciclo ovárico além das
    células da linhagem germinativa
    sofrerem alterações, também as
    células foliculares.

   Aquando do nascimento, cada
    oócito I está envolvido por células
    foliculares,    constituindo     os
    folículos primordiais.

   Durante a vida fértil da mulher,
    todos os meses inicia-se o
    desenvolvimento duma série de
    folículos primordiais.
       Mas em regra apenas um termina
        esse processo.
Estrutura dos ovários e oogénese
   Ao terminar a evolução do
    folículo…
     Durante   o qual ocorreu:
       aumento      do número de
        células folículares;
       Aumento       da     cavidade
        folicular.

     Passando   o folículo a
      denominar-se de folículo
      maduro ou de Graaf.
Estrutura dos ovários e oogénese
   No estágio de folículo de Graaf, este forma
    uma saliência na superfície do ovário.

       O oócito II, rodeado por células foliculares, é
        libertado na cavidade folicular.

       A pressão aumenta ao ponto do folículo
        romper bem como a parede do ovário.

       O oócito II rodeado pela zona pelúcida e
        algumas células foliculares é então libertado
        para o pavilhão da trompa de Falópio.

       Após a ovulação a parede do ovário cicatriza,
        e o resto do folículo experimenta modificações
        estruturais e bioquímicas, constituindo-se o
        corpo amarelo ou corpo lúteo, que
        eventualmente degenerará.
Estrutura de um folículo
   Um folículo passa por uma série de
    transformações, até estar pronto
    para a ovulação.

   A sua estrutura varia ao longo do
    seu desenvolvimento, originando-se
    diferentes tipos de células.

   As células de um folículo ovárico são
    os oócitos, foliculares ou da
    granulosa e as células da teca.

       O oócito é a célula da linhagem
        germinativa que em últimas análise
        será libertada durante a ovulação.
           Em torno do oócito existe uma cada
            de glicoproteínas denominada de
            zona pelúcida.
Estrutura de um folículo
   A rodear o oócitos encontram-se as
    células da granulosa, o seu número
    vai aumentando ao longo da
    maturação do folículo em resposta
    ao      estímulo   das      hormonas
    gonadotrofinas, formando uma
    barreira de camadas crescentes
    deste tipo de células. Entre o oócito
    e a granulosa existe o fluído
    folicular.
       Aquando da ovulação, o oócito é
        rodeado por duas a três camadas de
        células da granulosa constituindo a
        corona radiata.

   As células da granulosa por sua vez
    são encapsuladas por uma fina
    camada de matriz extracelular, o
    qual é rodeado por camadas de
    células que constituem e teca interna
    e externa.
Regulação do funcionamento dos sistemas
    reprodutores

   Todos os sistemas têm que ser
    controlados.

   No caso do sistema reprodutor
    a regulação ocorre devido à
    interação     do    complexo
    hipotálamo-hipófise e das
    gónadas.

   Essa    interação    realiza-se
    através de hormonas.
       Mensageiros   químicos que
        percorrem     a      corrente
        sanguínea.
Regulação do funcionamento dos sistemas
    reprodutores

   Sistema reprodutor masculino
       Os       testículos    (gônadas)
        asseguram a produção de
        espermatozoides na parede dos
        túbulos seminíferos e a secreção
        de hormonas sexuais.
           A hormona sexual masculina é a
            testosterona.

           As células produtoras desta
            hormona são as células de
            Leydig.

           A partir da puberdade os níveis
            de testosterona no sangue
            mantêm-se         sensivelmente
            constantes.
Regulação do funcionamento dos sistemas
        reprodutores

   A testosterona é responsável
    pelo       aparecimento      e
    manutenção       de   diversas
    características.
       Desenvolvimento   dos   órgãos
        genitais;

       Aparecimento e manutenção
        dos     caracteres sexuais
        secundários;

       Regulam a espermatogénese;

       Está     associado         ao
        comportamento masculino.
Regulação do funcionamento dos sistemas
     reprodutores

   O funcionamento dos testículos resulta da
    existência de um mecanismo de regulação em que
    intervêm o complexo hipotálamo-hipófise.

   Neste sistema intervêm as seguintes hormonas:

       GnRH – Hormona Libertadora de Gonadotrofinas
        (Hipotálamo);

       LH – Hormona Luteoestimulina (Hipófise);

       FSH – Hormona Foliculoestimulina (Hipófise);

       Testosterona    –   Hormona      sexual    masculina
        (Testículos).
Regulação do funcionamento dos sistemas
reprodutores
Regulação do funcionamento dos sistemas
     reprodutores

        Para que os níveis de testosterona se mantenham
         estáveis ao longo do tempo tem que existir um
         sistema de controlo que corrige eventuais desvios.

          Este     sistema decorre de uma rede de interações neuro-
                hormonais.

Aumento do                  Complexo                             Produção de
                                                   Produção de
  teor de        Inibe     hipotálamo-   Diminui                 testosterona
                                                       LH
testosterona                 hipófise                                           Valor normal
                                                                                      de
                                                                                 testosterona
                                                                                restabelecida
Diminuição do               Complexo                             Produção de
                                                   Produção de
   teor de      Estimula   hipotálamo-   Aumenta
                                                                 testosterona
                                                       LH
 testosterona                hipófise
Regulação do funcionamento dos sistemas
     reprodutores

   O mecanismo de controlo hormonal dos níveis de
    testosterona ocorre através de uma regulação
    por retroação negativa.
       Isto é, por cada ação, há uma resposta contrária.

       Desta forma qualquer desvio é compensado.

   Ao manter-se uma taxa de testosterona
    constante ao longo do tempo, e sendo esta
    hormona      essencial   à    produção de
    espermatozoides, então a espermatogénese,
    bem como a manutenção dos caracteres
    secundários mantém ao longo da vida.

   Qualquer perturbação emocional ou externo
    pode influenciar o funcionamento do hipotálamo
    e como tal o funcionamento do processo de
    retroação negativa da testosterona.
Regulação do funcionamento dos sistemas
        reprodutores

   Sistema reprodutor feminino

       O sistema genital da mulher é
        caracterizado      por      um
        funcionamento que se inicia na
        puberdade e termina na
        menopausa.

       Em cada ciclo ocorre uma
        série de transformações em
        diversos            órgãos,
        nomeadamente nos ovários e
        no útero.
           Tudo de forma sincronizado.
Regulação do funcionamento dos sistemas
     reprodutores

   A sincronização entre as fases do ciclo
    ovárico e as fases do ciclo uterino são
    consequência da ação das hormonas
    ováricas sobre o endométrio uterino.

       As hormonas ováricas são:

           Estrogénio – são produzidas pelas células
            foliculares e pela teca interna. Desta forma à
            medida que o número de células foliculares e
            da teca interna aumentam em número, também
            a quantidade de estrogénio aumenta no
            organismo. Assim a quantidade máxima de
            estrogénio atinge o pico pouco antes da
            ovulação, decrescendo rapidamente após este
            evento devido à perda de células foliculares a
            quando da expulsão do oócito II.

                 Durante a fase luteínica a quantidade volta
                  novamente a aumentar devido a atividade do
                  corpo amarelo.
Regulação do funcionamento dos sistemas
reprodutores

 Progesterona  – é produzida
 pelo       corpo    amarelo,
 atingindo o valor máximo de
 concentração com o pleno
 desenvolvimento        dessa
 estrutura.

   Porseu lado, quando o corpo
   amarelo      degenera,     a
   concentração de progesterona
   começa a gradualmente a
   diminuir.
Regulação do funcionamento dos sistemas
     reprodutores

   A variação das diferentes hormonas ováricas    induz   o
    funcionamento cíclico do endométrio uterino.

       Desta forma consideram-se três fases:
           Fase menstrual

           Fase proliferativa

           Fase secretora
Regulação do funcionamento dos sistemas
    reprodutores

   Fase menstrual

       O ciclo uterino inicia-se com a fase
        menstrual.

       Ocorre a destruição parcial do
        endométrio, visto que as células,
        devido à contração dos vasos
        sanguíneos dessa estrutura, deixam de
        receber os nutrientes necessários e
        morrem.

       Essa destruição é consequência da
        baixa concentração de hormonas
        ováricas.

       Sangue e fragmentos de tecidos são
        expulsos, constituindo a menstruação.
Regulação do funcionamento dos sistemas
     reprodutores

   Fase proliferativa

       Inicia-se a reparação do
        endométrio perdido durante a
        menstruação.

       O endométrio aumenta de
        espessura.

       Desenvolvem-se glândulas   e
        vasos sanguíneos.

       Este crescimento deve-se ao
        estímulo     crescente   de
        estrogénio produzido pelo
        folículo.
Regulação do funcionamento dos sistemas
     reprodutores

   Fase secretora

       Prossegue o aumento de
        espessura do endométrio
        bem como a atividade
        secretora das glândulas
        nele existentes.

       Este decorre devido a ação
        conjunta da progesterona e
        estrogénio        libertados
        durante a fase secretora.
Regulação do funcionamento dos sistemas
reprodutores
Regulação do funcionamento dos sistemas
reprodutores
Regulação do funcionamento dos sistemas
        reprodutores

   Tal como nos homens o processo de controlo hormonal das
    mulheres é controlado pelo complexo hipotálamo-hipófise.

       Este processo procede-se em retroação tal como no homem.

       Desta forma o organismo consegue compensar eventuais
        variações das concentrações dessas hormonas, assegurando
        a sua estabilidade.

       No entanto quando se avalia as concentrações das
        gonadoestimulinas evidencia a existência de picos de
        concentração de FSH e LH, alguns dias antes da ovulação.
           Este facto ocorre simplesmente porque o número de células
            foliculares os estrogénios são produzidos em maior quantidade.

           O valor chega a ser tão elevado que se ultrapassa o limite que
            permite o retrocontrolo negativo, desencadeando-se a partir
            desse momento um mecanismos de retroação positivo.
Regulação do funcionamento dos sistemas
reprodutores
Regulação do funcionamento dos sistemas
reprodutores
Regulação do funcionamento dos sistemas
        reprodutores

   Por ação de uma concentração
    de estrogénios mais elevada, a
    produção                   de
    gonadoestimulinas            é
    estimulada, em vez de ser
    inibida.

       Desta      forma       aumenta
        drasticamente a concentração
        de FSH e essencialmente LH.

       Este processo desencadeia, ao
        aumentar a quantidade de LH,
        a rutura do folículo maduro e,
        consequentemente, a ovulação.
Regulação do funcionamento dos sistemas
    reprodutores

   Após a ovulação as hormonas
    sexuais femininas em conjunto
    exercem retroação negativa
    sobre o hipotálamo-hipófise, o
    que explica a queda da taxa
    de FSH e LH.

   A diminuição destas hormonas
    explica a regressão do corpo
    amarelo e consequentemente a
    diminuição da concentração de
    hormonas femininas, e o
    aparecimento da menstruação.
Regulação do funcionamento dos sistemas
    reprodutores

   Estímulos externos ou internos
    podem desencadear reações
    ao nível do hipotálamo.
       Essas variações podem resultar
        em alterações ao nível da
        produção de GnRH e como tal
        influenciarem    o       normal
        funcionamento da hipófise.

       Eventualmente até o ciclo sexual
        feminino é alterado.

   Na maioria das mulheres o
    “stock” de folículos primários é
    esgotado entre os 45 e os 55
    anos.
Menopausa
   A falta de folículos ováricos leva a
    ausência     de    hormonas     sexuais
    femininas: estrogénio e progesterona.

   Isto, por sua vez, faz com que a mulher
    deixe de menstruar.

   A partir dessa altura diz-se que a
    mulher entrou na menopausa.

   A falta de estrogénio e progesterona
    cessa o retro-controlo negativos destas
    sobre o complexo hipotálamo-hipófise,
    pelo     que       os     níveis    de
    gonadoestimulantes aumenta.
Fecundação e desenvolvimento
        embrionário
   O encontro do espermatozoide
    e do oócito II permite a
    ocorrência da fecundação.

   Este acontecimento tem que
    ocorrer obrigatoriamente ao
    nível do primeiro terço das
    trompas de Falópio.

       A antecipação ou atraso deste
        momento      desencadeará   a
        inviabilidade da gravidez.
Fecundação e desenvolvimento
        embrionário
   O período que se segue
    dura em regra 40 semanas.

       Durante esse período o ovo
        ou zigoto, célula inicial de um
        novo ser vivo e resultante da
        fecundação,      vai      sofrer
        mitoses sucessivas até formar
        os          cerca            de
        100.000.000.000 de células
        que constituem um corpo
        humano, tendo a maioria
        delas sofrido diferenciação
        celular para se transformar
        num dos 200 tipos de células
        diferentes.
Fecundação e desenvolvimento
        embrionário
   A     espécie      humana    apresenta
    fecundação        interna,   isto   é,
    espermatozoide e oócito II encontram-
    se no interior do corpo humano.

   Espécies terrestes tendencialmente
    apresentam fecundação interna, uma
    vez que o ambiente é adverso à
    sobrevivência dos gâmetas.

   Espécies    aquáticas     apresentam
    tendencialmente fecundação externa, o
    que pode representar um problema…
       Pois num dado momento pode coexistir
        diversos gâmetas de diferentes espécies
        no mesmo local.

       Assim têm que existir mecanismo de
        reconhecimento que permita a união de
        gâmetas da mesma espécie.
Fecundação e desenvolvimento
    embrionário
   Durante a relação sexual são depositados cerca
    de 500.000.000 de espermatozoides ao nível
    da parte terminal do canal vaginal (junto ao
    colo do útero).

   Desta forma têm que atravessar a cérvix para
    entrarem no útero.
       A cérvix apresenta uma mucosa, o muco cervical,
        que tirando durante o período fértil impede a
        entra de corpos no útero.

       Duranta a fase fértil o muco cervical torna-se mais
        fluído e apresenta espaços vazios no seu interior o
        que permite a progressão dos espermatozoides
        para o útero.
Fecundação e desenvolvimento
    embrionário
   Segue-se uma jornada em que os
    espermatozoides nadam até a
    trompa de Falópio onde se encontra
    o oócito II.

       Durante esta período de tempo
        milhões de gâmetas masculinos são
        eliminados, ao ponto de apenas umas
        centenas chegarem até ao oócito II.

       Os espermatozoides são orientados
        até ao local certo pois os oócitos II
        libertam substância que os atraem.
Fecundação e desenvolvimento
    embrionário
   Ao chegarem aos oócito II o
    espermatozoide encaixa em recetores
    específicos que s encontram nas células
    foliculares.

       Este processo permite ao oócito II
        reconhecer espermatozoides da sua
        espécie e assim impedir a fecundação
        inter-espécie.

       Este reconhecimento entre as duas
        células   desencadeia      a   reação
        acrossómica, isto é, a exocitose de
        enzimas contidas no acrossoma.

       Em sequência as células foliculares da
        zona pelúcida são digeridas naquele
        local até à membrana plasmática do
        oócito II.
Fecundação e desenvolvimento
        embrionário
   Ocorre então a fusão das duas células sexuais, o
    que desencadeia uma série de acontecimentos.

       Alteração da zona pelúcida, tornando-a resistente à
        penetração de outros espermatozoides.

       Incorporação progressiva do espermatozoide no
        oócito II.

       Finalização da divisão II da meiose do oócito II com a
        formação do pronúcleo feminino e do segundo
        glóbulo polar.

       Formação do pronúcleo masculino a partir da
        descondensação do núcleo do espermatozoide.

       Migração dos dois núcleos para o centro do oócito II,
        terminando com a fusão dos dois pronúcleos num só
        núcleo diploide com cromossomas maternos e
        paternos.
Fecundação e desenvolvimento
embrionário
Desenvolvimento embrionário e fetal
Desenvolvimento embrionário e fetal

   Desde a fecundação até ao
    nascimento decorrem regra geral
    40 semanas.

    A   célula inicial, o ovo/zigoto,
      apresenta um tamanho de
      0,015mm.

    O   recém-nascido tem em regra
      cerca de 50 cm de altura e um
      peso médio de 3,5 kg.
Desenvolvimento embrionário e fetal
   O desenvolvimento do novo ser
    divide-se em duas grandes
    etapas:

       Desenvolvimento embrionário
           Dura cerca de 8 semanas, durante
            as quais todos os órgãos estão já
            esboçados.

       Desenvolvimento fetal
           A partir das oito semanas os órgão
            aumentam em dimensões e em
            maturação        promovendo      o
            desenvolvimento e crescimento do
            indivíduo.
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
Desenvolvimento embrionário

   Decorridas algumas horas depois da
    fecundação, o ovo inicia um processo de
    multiplicação celular por mitose.

   Ao mesmo tempo que este processo decorre
    o embrião, ainda com poucas células, vai
    migrando através do oviduto em direção ao
    útero com ajuda das contrações musculares
    deste e dos cílios presentes nas células que
    revestem internamente as trompas de
    Falópio.

   Após 92 horas forma-se um massa celular
    esférica com cerca de 64 células
    (blastómeros) denominada de mórula.
       Este embrião apresenta ainda o tamanho do
        zigoto.
Desenvolvimento embrionário
   A partir desse momento as células
    organizam-se em dois grupos celulares
    designados, respetivamente…

       Massa celular interna
           Conjunto de células que originará o feto
            propriamente dito;

       Trofoblasto
           Rodeia a massa celular interna, delimitando
            também uma cavidade.

       Nesta fase o embrião com cerca de 150
        células denomina-se de blastocisto e eclode
        da zona pelúcida, capsula gelatinosa que
        rodeava o embrião até então.
Desenvolvimento embrionário
   Entre o sexto e o sétimo dia o embrião chega
    ao útero, pelo que o trofoblasto (percursor da
    placenta) adere à superfície do endométrio.

       Inicia-se assim o processo de nidação, isto é,
        implementação do embrião no útero.

       Este processo é importante pois até então o
        embrião obtinha o seu alimento das reservas
        que tinha no interior das suas células.

       A partir deste momento o embrião vai receber
        os nutrientes do endométrio.

       O processo de nidação depende do grau de
        desenvolvimento do embrião e do endométrio.
           Calcula-se que apenas 60% dos embriões
            conseguem nidar e que 1% nide fora do útero
            desenvolvendo por exemplo as gravidezes
            ectópicas.
Desenvolvimento embrionário
   Relembrar que embora todos estes processos
    estejam a decorrer as divisões mitóticas são uma
    constante, aumentando gradualmente o número
    de células no embrião, ou também conhecido
    neste momento como, botão embrionário.

   No entanto um novo acontecimento vai marcar o
    desenvolvimento do embrião, pois com o contínuo
    movimento de territórios celulares uns em relação
    aos outros, formam-se agora três zonas distintas.

       Endoderme – mais interna;

       Ectoderme – mais externa;

       Mesoderme – zona entre a ectoderme e a
        endoderme.
Desenvolvimento embrionário e fetal

   Vai ser a partir destas três regiões celulares que
    todos os órgãos se irão formar.




    A  ectoderme irá dar origem aos órgãos mais externos,
      a mesoderme a grande parte dos órgãos viscerais e a
      endoderme por seu lado aos órgãos mais internos.
Desenvolvimento embrionário
   Ao mesmo tempo que o embrião se
    desenvolve, todo um conjunto de
    estruturas    essenciais a     esse
    desenvolvimento começam a formar-se
    e existindo apenas durante a vida
    intrauterina, pelo que são formas
    transitórias e denominam-se de
    anexos embrionários.

       A origem destas estruturas é conjunta, em
        parte do embrião através das três
        camadas germinativas e do trofoblasto, e
        outra parte proveniente da própria mãe.
           No entanto não fazem parte do embrião
            nem da mãe.
Desenvolvimento embrionário
   Durante todo o desenvolvimento ocorrem assim, três processos
    fundamentais: crescimento, morfogénese e diferenciação celular.




   Este processos não ocorrem em sequência, mas sim inter-
    relacionados de tal modo que um deles pode dominar os outros nos
    diferentes estádios de desenvolvimento do organismo.
Desenvolvimento embrionário

Anexo embrionário   Função
                    Rodeia a cavidade amniótica preenchida por um líquido, o
                    líquido amniótico. Constitui uma estrutura que garante ao
Âmnio               embrião um abrigo contra a dessecação e contra choques
                    mecânicos, permitindo também a manutenção de uma
                    temperatura constante.
                    Muito reduzida mas ricamente vascularizada. Parte desta
                    estrutura fica incorporada no cordão umbilical, sendo o
Vesícula vitelina
                    primeiro local de produção de células sanguíneas e células
                    germinativas.
Alantoíde           Contribui para a formação do cordão umbilical.
                    Membrana extraembrionária mais externo que com o âmnio.
Córion
                    Rodeia o embrião e intervém na formação da placenta.
Desenvolvimento embrionário
Desenvolvimento embrionário
   O passo seguinte à nidação consiste na
    formação da placenta.

       Órgão constituído por endométrio do útero
        e por vilosidades do córion do embrião.

       Não existe fusão entre estes dois tecidos.

       Permite a trocas seletivas entre mãe e
        filho.

           Uma vez que não há fusão entre os tecidos
            maternos e embrionários, os vasos
            sanguíneos dos dois não se fundem, pelo que
            não ocorrem trocas de sangue.

           A placenta funciona assim como uma filtro
            em que apenas pequenas partículas passem
            através dela.
Desenvolvimento embrionário
Desenvolvimento embrionário
   Além da troca de nutrientes a
    placenta permite também a
    passagem de…
       Anticorpos do sangue da mãe;

       Álcool e drogas do sangue da mãe;

       Microrganismos do sangue da mãe;

       Excreções (ureia e dióxido de
        carbono) do sangue do embrião.
Desenvolvimento fetal
   A partir das 8 semanas todos os
    órgãos      do  novo    organismos
    encontram-se esboçados, entrando
    agora a gravidez numa fase em que
    se    verifica o     aumento    da
    complexidade e a maturação dos
    órgãos.

   Ao mesmo tempo verifica-se um
    crescimento rápido com consequente
    modificações nas proporções do
    corpo.

       Note-se no entanto que a cabeça
        continuará até à puberdade a ser a
        estrutura com a maior proporção.
Desenvolvimento fetal
Desenvolvimento fetal
Desenvolvimento fetal
Desenvolvimento fetal
Desenvolvimento fetal
Mecanismos que controlam o desenvolvimento
     embrionário
   A gravidez é sem dúvida uma altura em que o
    corpo feminino sofre tudo um conjunto drástico de
    transformações.

   O mais visível é o aumento do útero que resultara
    no aumento da massa corporal da mulher.

   No entanto fisiologicamente ocorrem também
    grandes alterações:
       Os rins aumentam a sua atividade;

       O coração aumenta o seu ritmo cardíaco;

       A regulação hormonal modifica-se havendo novas
        estruturas a sintetizar hormonas até então produzidas
        por outras estruturas e a produção de novas
        hormonas.
Mecanismos que controlam o desenvolvimento
embrionário

   A alteração dos ciclos hormonais, a sua paragem e
    a produção de novas hormonas são responsáveis
    pela:

     Manutenção     da gravidez;

     Trabalho    de parto;

     Lactação.
Mecanismos que controlam o desenvolvimento
    embrionário

   Desde o momento da nidação que o embrião sintetiza uma hormona a HCG
    (Hormona Gonadotrofina Coriónica) que é muito semelhante ao LH.

       Como tal a HCG impede a degeneração do corpo amarelo no ovário e como tal a
        produção de progesterona e estrogénio mantém-se, logo o endométrio mantém-se
        também no útero.

       O estrogénio e a progesterona em grandes quantidades acabam por desencadear
        retroação negativa ao nível do complexo hipotálamo-hipófise que impede a síntese
        de LH e FSH e como tal deixa de ocorrer o estímulo para um novo ciclo sexual.
           Não ocorre ovulação durante a gravidez.
Mecanismos que controlam o desenvolvimento
    embrionário

   A presença desta nova hormona,
    HCG, marca a gravidez, até
    então não existia e deixará de
    existir quando a gravide
    terminar.

   Assim é possível determinar
    hormonalmente se uma mulher se
    encontra grávida recorrendo a
    detentores desta hormona…
       Teste de gravidez.
Mecanismos que controlam o desenvolvimento
     embrionário

   Todas as hormonas são, após desempenharem
    as suas funções, eliminadas na urina.

   Desta o teste de gravidez tenta procurar a
    presença desta hormona na urina.

       No entanto só a partir de determinadas
        concentrações é que os testes são capazes de
        detetar esta hormona.

       Assim este dispositivo não é eficaz nos primeiros 7
        dias da gravidez, e os resultados podem muitas
        vezes mostrar falsos negativos nos primeiros 15
        dias.
Mecanismos que controlam o desenvolvimento
        embrionário

   Por volta das 10 semanas o corpo amarelo
    degenera pois a HCG deixa de ser produzida
    pelo córion.

   No entanto estrogénio e progesterona
    continuam a ser sintetizados, agora pela
    placenta, desenvolvendo-se assim um sistema
    autossuficiente que mantem o endométrio no
    útero.

       Estas hormonas são ainda responsáveis por:
           Estrogénio – expansão do útero;

           Progesterona – inibir as contrações do útero
            impedindo um parto prematuro.

           Ambas intervêm na maturação das glândulas
            mamárias.
Parto
   No final da gravidez a dominância do
    estrogénio face à progesterona
    desencadeia o trabalho de parto.

       Estimula as concentrações uterinas, rápidas e
        repetitivas.

       Estimula a formação de recetores de
        oxitocina.
           Esta hormona é sintetizada no final da
            gravidez pelo hipotálamo.

           Estimula as células musculares do útero a
            contraírem-se vigorosamente e com frequência.

           O controlo desta hormona faz-se por
            retroação positiva, isto é, mais oxitocina resulta
            em maior número de contrações que por sua
            vez levam à síntese de mais oxitocina,
            intensificando assim as contrações.
Parto
Parto
   Uma vez cortado o cordão
    umbilical o recém-nascido
    passa a ter vida livre mas
    muito dependente.

   A sua alimentação inicial
    passa pela ingestão de leite
    materno, produzido ao nível
    das glândulas mamárias.
       Pelo que também esta estrutura
        tem que sofrer um conjunto de
        alterações até ser capaz de
        produzir leite.
Amamentação
   O estrogénio e a progesterona
    sintetizados durante a gravidez
    vão desencadear as seguinte
    alterações     nas    glândulas
    mamárias:

       Os canais das glândulas mamárias
        ramificam-se;

       Os alvéolos (locais de síntese do
        leite) desenvolvem-se;

       Intensificação dos vasos sanguíneos
        e linfáticos do aparelho mamário.
Amamentação
   Embora o aparelho mamário se prepare antecipadamente, a libertação do leite apenas
    ocorre após o nascimento.

   Sendo que este fenómeno de produção e secreção é também controlado por hormonas,
    neste caso, a prolactina.

   Esta hormona é sintetizada na hipófise anterior.

   Durante a gestação os níveis elevados de estrogénio e progesterona desencadeiam uma
    retroação negativa na secreção desta hormona, isto é, impedem a sua produção.
       Logo não há produção de leite.
Amamentação
   Após o nascimento e com o
    subsequente declínio das hormonas
    sexuais femininas essa retroação
    negativa desaparece e inicia-se a
    produção de prolactina que estimula a
    síntese de leite.

   O primeiro líquido produzido é pobre
    em glícidos mas rico em proteínas e
    anticorpos, pelo que é essencial à
    criança, para adquirir defesas.

   Quatro dias após o parto inicia-se a
    produção de leite, mas esse fenómeno
    só acontece se o aparelho mamário for
    estimulado pela sucção do bebé.
Amamentação
   O mamilo é uma estrutura muito
    sensível e diretamente ligado ao
    hipotálamo via nervos sensitivos.

   A estimulação destes nervos leva a
    que o hipotálamo estimule a hipófise
    a produzir mais prolactina e assim
    assegurar a produção contínua de
    leite.

   Além disso levam a produção de
    oxitocina que estimula as células
    contrácteis dos ductos glandulares a
    contraírem-se e assim assegurando o
    fluxo de leite para o exterior.
Contraceção
   Segundo a OMS um método
    contracetivo é um conjunto de
    métodos utilizados para evitar a
    procriação, eficazes e reversíveis.

   Hoje em dia existem uma grande
    variedade de métodos que evitam
    a gestação de um novo ser
    humano, permitindo assim o
    planeamento do nascimento de um
    filho.

   Basicamente    dividem-se     em
    métodos naturais e não naturais.
Trabalho de pesquisa…
   Temas

       Causas de infertilidade…

       Diagnóstico Pré-Natal…

       Inseminação artificial…

       Fertilização in vitro…

       Injeção   intracitoplasmática   de
        espermatozoides…

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(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade

  • 1. A BIOLOGIA E OS DESAFIOS DA ATUALIDADE Reprodução humana e manipulação da fertilidade Biologia 12º Ano
  • 2. A Biologia e os desafio da atualidade  Reprodução humana e manipulação da fertilidade Temáticas  Património genético  Imunidade e controlo de doenças
  • 3. Reprodução humana e manipulação da fertilidade
  • 4. Reprodução humana  A reprodução sexuada é o processo biológico que permite à espécie humana a sua continuidade.  A maturidade sexual é atingida à partir da puberdade, momento em que homem e mulher é capaz de produzir gâmetas funcionais, bem como criar as condições necessárias para a reunião destes e consequente desenvolvimento do novo ser gerado.
  • 5. Reprodução humana  A partir do ovo, por sucessivas divisões mitóticas, constitui-se um embrião que de desenvolve no útero materno.  Ainda nesta fase, os indivíduos desenvolvem caracteres sexuais, já previamente definidos no seu genoma.  No entanto os órgãos sexuais não são ainda totalmente funcionais.  Após nascimento, o indivíduo passa por uma fase de desenvolvimento, em que os órgãos sexuais se encontram em “pausa”.  Chegando à puberdade os órgãos sexuais maturam e iniciam a produção de gâmetas, através dos quais é possível a transmissão do genoma.
  • 6. Órgão do sistema reprodutor feminino
  • 7. Órgãos do sistema reprodutor feminino Órgãos Funções Ovários Produção de oócitos e hormonas sexuais. Trompas de Falópio Permite o transporte de gâmetas e é o local de fecundação. Órgão muscular que permite a implementação e desenvolvimento Útero do embrião no endométrio. Cérvix Abertura do útero. Vagina Canal de comunicação com o exterior, recetor do esperma. Clitóris Órgão erétil associado à estimulação sexual. Dupla prega de pele, mais interna e em contacto com a Pequenos lábios abertura vaginal, função de proteção. Dupla prega de pele, mais externa, recobre normalmente Vulva Grandes lábios os pequenos lábios, função de proteção. Abertura vaginal Permite o contacto da vagina com o meio externo. Libertam secreções lubrificantes e que facilitam o ato Glândulas de Bartholin sexual.
  • 8. Órgãos do sistema reprodutor masculino
  • 9. Órgãos do sistema reprodutor masculino Órgãos Funções Testículos Produção de espermatozoides e testosterona. Escroto Bolsa de pele onde se localizam os testículos fora do corpo. Epidídimos Tubos muito enrolados onde decorre a maturação dos espermatozoides. Canais deferentes Armazenamento e transporte de espermatozoides. Uretra Transporte de esperma ou urina até ao exterior. Vesículas seminais Glândulas produtoras de líquido seminal, que limpa a uretra e baixa o pH. Próstata Glândula produtora do líquido prostático, que serve para tamponar o pH. Pénis Órgão de copulação, contento tecido erétil. Este tecido ao ficar cheio de sangue gera pressão tornando o pénis ereto e rígido, permitindo a ejeção de esperma.
  • 10. Gónadas e gametogénese  Durante a fase infantil, os seres humanos possuem um sistema genial morfologicamente diferenciado.  Isto é, homem e mulher são fisicamente o que na realidade permite distinguir os sexos durante esta fase da vida.  A estas características dá-se o nome de caracteres sexuais primários.  No entanto estes órgãos não são ainda funcionais, facto que apenas acontece a partir da puberdade.  A partir desse momento ocorre a produção de gâmetas.
  • 11. Gónadas e gametogénese  É nos testículos e nos ovários que ocorre a gametogénese  Conjunto de processos ao nível das células germinativas e que levam à formação de gâmetas.  No caso dos espermatozoides o processo denomina-se de espermatogénese.  No caso dos oócitos o processo denomina-se de oogénese.
  • 12. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Testículos  Órgãos ovoides;  Aumentam até 500% face ao tamanho que tinham durante a fase infantil;  Situam-se na bolsa escrotal localizada no exterior do abdómen;  35ºC é a temperatura ideal de funcionamento.
  • 13. Estrutura dos testículos e espermatogénese
  • 14. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Estrutura de um testículo  Septos radiais, que separam o interior do testículo em cerca de 200 a 300 compartimentos – Lóbulos testiculares.  Dentro de cada lóbulo testicular existem um a quatro túbulos muito enrolados – Túbulos seminíferos.
  • 15. Estrutura dos testículos e espermatogénese
  • 16. Estrutura dos testículos e espermatogénese  No interior dos túbulos seminíferos, e a partir da puberdade, existem as seguintes células:  Células de Sertoli  Células volumosas que se estendem desde a periferia do túbulo seminífero até ao lúmen. A membrana plasmática das células de Sertoli rodeiam células da linha germinativa em desenvolvimento.
  • 17. Estrutura dos testículos e espermatogénese  No tecido localizado entre os túbulos seminíferos existem os seguintes tipos de células:  Células intersticiais ou Células de Leydig  Responsáveis pela produção e libertação de um grupo de hormonas denominadas de androgénios (testosterona, As células de Leydig estão representadas androstediona e pela letra “d”. dehidroepiandrosterona).
  • 18. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Espermatogénese  A partir da puberdade, e até ao final da vida, vão-se produzir as células sexuais masculinas (gâmetas), os espermatozoides.  O processo envolve diferentes tipos de divisões celulares, meióticas e mitóticas, bem como diferenciação celular, sendo que todo o processo se denomina de Espermatogénese.  Trata-se de um processo contínuo que dura cerca de 64 dias, formando milhões de espermatozoides por dia.
  • 19. Estrutura dos testículos e espermatogénese  O processo decorre ao longo de quatro fases contínuas:  Fase de multiplicação  Fase de crescimento  Fase de maturação  Fase de diferenciação
  • 20. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Fase de multiplicação  As células que vão dar origem aos espermatozoides dizem-se pertencer à Linhagem germinativa.  As células iniciais desta linhagem são as espermatogónias, que são diploides, logo geneticamente semelhantes às restantes células somáticas.  As espermatogónias iniciam o processo com divisões mitóticas, assim por cada espematogónia formam-se duas.  Dessas duas apenas um segue o processo da espermatogénese, a outra volta a dividir-se por mitose.  Assim existe uma provisão contínua de espermatogónias, permitindo isso que o processo se prolongue ao longo de toda a vida do homem.
  • 21. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Fase de crescimento  Ocorre um aumento quase impercetível do volume da espermatogónia, que assim se passa a denominar de espermatócito I.
  • 22. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Fase de maturação  Cada espermatócito I é diplóide, pelo que vai sofrer a primeira divisão meiótica, originando duas células haplóides ( ������ = 23 ), os espermatócitos II.   A nível cromossómico, espermatócito II apresenta cromossomas com dois cromatídeos, pelo que vão ainda passar pela segunda fase da divisão meiótica originando quatro células haplóides, os espermatídios, cada um com um cromatídeo.
  • 23. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Fase de diferenciação  Ocorre a transformação dos espermatídios em células altamente especializadas, os espermatozoides.  Eliminação de grande parte do citoplasma fagocitado pelas células de Sertoli.  Reorganização dos organelos:  O complexo de Golgi forma uma vesícula de grandes dimensões, o acrossoma.  Os centríolos dispõem-se no polo oposto ao acrossoma e um deles origina os microtúbulos do flagelo.  As mitocôndrias dispõem-se na base do flagelo e fornecem energia, que permitem o movimento deste prolongamento.
  • 24. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Na fase final da diferenciação os espermatozoides são libertados para o lúmen dos túbulos seminíferos.  São então encaminhados para o epidídimos onde terminam a sua maturação, tornando-se móveis.  Ficam então armazenados nos epidídimos até ao momento da ejaculação.  No momento da ejaculação os espermatozoides misturam-se com o líquido seminal e o líquido prostático, formando o esperma.
  • 25. Estrutura dos testículos e espermatogénese  Esperma  Em cada ejaculação são libertados entre 0,1 a 10ml de esperma Composição Quantidade Função Aproximadamente 200 a 500 milhões de espermatozoides são Espermatozóides 2-5% lançados em cada ejaculação. Células responsáveis pela fecundação do oócito. Rico em aminoácidos, citrtato, enzimas, flavinas e frutose (2-5mg/mL), representa a fonte de energia aos espermatozóides. Líquido seminal 65-75% Encontram-se ainda fosforilcolina e prostaglandina, sustâncias imunosupressoras. Rico em zinco, ácido cítrico, enzimas proteolíticas, entre outras Líquido prostático 25-30% substâncias que dão propriedades alcalinas a este líquido. Desta forma o liquido prostático combatem a acidez do canal vaginal.
  • 26. Estrutura dos ovários e oogénese  Os ovários são órgãos de forma ovoide com algumas dezenas de gramas.  Localizam-se na zona pélvica da cavidade abdominal, um de cada lado do útero.  Mantêm-se na sua posição graças a ligamentos.
  • 27. Estrutura dos ovários e oogénese  O ovário apresenta as seguintes zonas: Degeneração do Corpo Amarelo corpo amarelo  Zona medular Formação do  Zona mais interna, corpo amarelo constituída por um Rotura do tecido com inúmeros folículo maduro vasos sanguíneos e Folículo Células nervosos. primário protetoras e Oócito II Folículo em crescimento Fluído folicular  Zona cortical Célula germinativa Folículo maduro  Zona mais superficial, Células foliculares com estruturas mais ou menos esféricas, os Tempo folículos ováricos em diferentes estádios de desenvolvimento.
  • 28. Estrutura dos ovários e oogénese  Folículos ováricos  Cada folículo ovárico é constituído por uma célula da linha germinativa, que vai originar o oócito.  Uma ou mais camadas de células foliculares que protegem e fornecem nutrientes à célula germinativa.
  • 29. Estrutura dos ovários e oogénese  A oogénese inicia-se antes do nascimento, podendo o processo dividir-se em diferentes fases até à formação dos gâmetas a partir da puberdade.  As fases da oogénese são:  Fase de multiplicação  Fase de crescimento  Fase de maturação
  • 30. Estrutura dos ovários e oogénese  Fase de multiplicação  As células germinativas migram para cada um dos ovários do embrião e dividem-se por mitoses sucessivas.  Produzem-se oogónias (2n)  Ocorre durante alguns meses durante o desenvolvimento embrionário, formando-se milhões de oogónias.  Uma grande parte dessas oogónias degenera, não se verificando nova produção.  Isto é, durante esta fase formam-se todas as oogónias que eventualmente a mulher libertará sobre a forma de oócitos II.
  • 31. Estrutura dos ovários e oogénese  Fase de crescimento  As oogónias que não degeneraram aumentam de volume com o armazenamento de substâncias de reserva.  Formam-se os oócitos I (2n).  Os oócitos I são também formados durante a vida intrauterina, e muitos deles acabam por degenerar ainda nesta fase.
  • 32. Estrutura dos ovários e oogénese  Fase de maturação  Ainda durante a fase intrauterina os oócitos I iniciam a fase de maturação com a primeira divisão meiótica, que fica bloqueada em prófase I.  Até à puberdade, muitos dos oócitos I continuam a degenerar, ficando reduzido a cerca de 400 mil.  A partir da puberdade retoma-se a meiose, com o começo dos ciclos ováricos.  Em cada ciclo ovárico, em regra, apenas um oócito I completa a primeira divisão meiótica, constituindo-se duas células haploides (n) de diferentes dimensões, uma vez que a divisão do citoplasma não é feita de forma equitativamente.  A células de maiores dimensões denomina-se de oócito II;  A célula de menores dimensões denomina-se de primeiro glóbulo polar.
  • 33. Estrutura dos ovários e oogénese  Fase de maturação A segunda divisão meiótica começa de imediato, mas fica bloqueada em metáfase II.  Nesse momento ocorre a ovulação, ou seja, a libertação para o oviduto.
  • 34. Estrutura dos ovários e oogénese  Em cada ciclo ovárico além das células da linhagem germinativa sofrerem alterações, também as células foliculares.  Aquando do nascimento, cada oócito I está envolvido por células foliculares, constituindo os folículos primordiais.  Durante a vida fértil da mulher, todos os meses inicia-se o desenvolvimento duma série de folículos primordiais.  Mas em regra apenas um termina esse processo.
  • 35. Estrutura dos ovários e oogénese  Ao terminar a evolução do folículo…  Durante o qual ocorreu:  aumento do número de células folículares;  Aumento da cavidade folicular.  Passando o folículo a denominar-se de folículo maduro ou de Graaf.
  • 36. Estrutura dos ovários e oogénese  No estágio de folículo de Graaf, este forma uma saliência na superfície do ovário.  O oócito II, rodeado por células foliculares, é libertado na cavidade folicular.  A pressão aumenta ao ponto do folículo romper bem como a parede do ovário.  O oócito II rodeado pela zona pelúcida e algumas células foliculares é então libertado para o pavilhão da trompa de Falópio.  Após a ovulação a parede do ovário cicatriza, e o resto do folículo experimenta modificações estruturais e bioquímicas, constituindo-se o corpo amarelo ou corpo lúteo, que eventualmente degenerará.
  • 37. Estrutura de um folículo  Um folículo passa por uma série de transformações, até estar pronto para a ovulação.  A sua estrutura varia ao longo do seu desenvolvimento, originando-se diferentes tipos de células.  As células de um folículo ovárico são os oócitos, foliculares ou da granulosa e as células da teca.  O oócito é a célula da linhagem germinativa que em últimas análise será libertada durante a ovulação.  Em torno do oócito existe uma cada de glicoproteínas denominada de zona pelúcida.
  • 38. Estrutura de um folículo  A rodear o oócitos encontram-se as células da granulosa, o seu número vai aumentando ao longo da maturação do folículo em resposta ao estímulo das hormonas gonadotrofinas, formando uma barreira de camadas crescentes deste tipo de células. Entre o oócito e a granulosa existe o fluído folicular.  Aquando da ovulação, o oócito é rodeado por duas a três camadas de células da granulosa constituindo a corona radiata.  As células da granulosa por sua vez são encapsuladas por uma fina camada de matriz extracelular, o qual é rodeado por camadas de células que constituem e teca interna e externa.
  • 39. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Todos os sistemas têm que ser controlados.  No caso do sistema reprodutor a regulação ocorre devido à interação do complexo hipotálamo-hipófise e das gónadas.  Essa interação realiza-se através de hormonas.  Mensageiros químicos que percorrem a corrente sanguínea.
  • 40. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Sistema reprodutor masculino  Os testículos (gônadas) asseguram a produção de espermatozoides na parede dos túbulos seminíferos e a secreção de hormonas sexuais.  A hormona sexual masculina é a testosterona.  As células produtoras desta hormona são as células de Leydig.  A partir da puberdade os níveis de testosterona no sangue mantêm-se sensivelmente constantes.
  • 41. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  A testosterona é responsável pelo aparecimento e manutenção de diversas características.  Desenvolvimento dos órgãos genitais;  Aparecimento e manutenção dos caracteres sexuais secundários;  Regulam a espermatogénese;  Está associado ao comportamento masculino.
  • 42. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  O funcionamento dos testículos resulta da existência de um mecanismo de regulação em que intervêm o complexo hipotálamo-hipófise.  Neste sistema intervêm as seguintes hormonas:  GnRH – Hormona Libertadora de Gonadotrofinas (Hipotálamo);  LH – Hormona Luteoestimulina (Hipófise);  FSH – Hormona Foliculoestimulina (Hipófise);  Testosterona – Hormona sexual masculina (Testículos).
  • 43. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores
  • 44. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Para que os níveis de testosterona se mantenham estáveis ao longo do tempo tem que existir um sistema de controlo que corrige eventuais desvios.  Este sistema decorre de uma rede de interações neuro- hormonais. Aumento do Complexo Produção de Produção de teor de Inibe hipotálamo- Diminui testosterona LH testosterona hipófise Valor normal de testosterona restabelecida Diminuição do Complexo Produção de Produção de teor de Estimula hipotálamo- Aumenta testosterona LH testosterona hipófise
  • 45. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  O mecanismo de controlo hormonal dos níveis de testosterona ocorre através de uma regulação por retroação negativa.  Isto é, por cada ação, há uma resposta contrária.  Desta forma qualquer desvio é compensado.  Ao manter-se uma taxa de testosterona constante ao longo do tempo, e sendo esta hormona essencial à produção de espermatozoides, então a espermatogénese, bem como a manutenção dos caracteres secundários mantém ao longo da vida.  Qualquer perturbação emocional ou externo pode influenciar o funcionamento do hipotálamo e como tal o funcionamento do processo de retroação negativa da testosterona.
  • 46. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Sistema reprodutor feminino  O sistema genital da mulher é caracterizado por um funcionamento que se inicia na puberdade e termina na menopausa.  Em cada ciclo ocorre uma série de transformações em diversos órgãos, nomeadamente nos ovários e no útero.  Tudo de forma sincronizado.
  • 47. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  A sincronização entre as fases do ciclo ovárico e as fases do ciclo uterino são consequência da ação das hormonas ováricas sobre o endométrio uterino.  As hormonas ováricas são:  Estrogénio – são produzidas pelas células foliculares e pela teca interna. Desta forma à medida que o número de células foliculares e da teca interna aumentam em número, também a quantidade de estrogénio aumenta no organismo. Assim a quantidade máxima de estrogénio atinge o pico pouco antes da ovulação, decrescendo rapidamente após este evento devido à perda de células foliculares a quando da expulsão do oócito II.  Durante a fase luteínica a quantidade volta novamente a aumentar devido a atividade do corpo amarelo.
  • 48. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Progesterona – é produzida pelo corpo amarelo, atingindo o valor máximo de concentração com o pleno desenvolvimento dessa estrutura.  Porseu lado, quando o corpo amarelo degenera, a concentração de progesterona começa a gradualmente a diminuir.
  • 49. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  A variação das diferentes hormonas ováricas induz o funcionamento cíclico do endométrio uterino.  Desta forma consideram-se três fases:  Fase menstrual  Fase proliferativa  Fase secretora
  • 50. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Fase menstrual  O ciclo uterino inicia-se com a fase menstrual.  Ocorre a destruição parcial do endométrio, visto que as células, devido à contração dos vasos sanguíneos dessa estrutura, deixam de receber os nutrientes necessários e morrem.  Essa destruição é consequência da baixa concentração de hormonas ováricas.  Sangue e fragmentos de tecidos são expulsos, constituindo a menstruação.
  • 51. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Fase proliferativa  Inicia-se a reparação do endométrio perdido durante a menstruação.  O endométrio aumenta de espessura.  Desenvolvem-se glândulas e vasos sanguíneos.  Este crescimento deve-se ao estímulo crescente de estrogénio produzido pelo folículo.
  • 52. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Fase secretora  Prossegue o aumento de espessura do endométrio bem como a atividade secretora das glândulas nele existentes.  Este decorre devido a ação conjunta da progesterona e estrogénio libertados durante a fase secretora.
  • 53. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores
  • 54. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores
  • 55. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Tal como nos homens o processo de controlo hormonal das mulheres é controlado pelo complexo hipotálamo-hipófise.  Este processo procede-se em retroação tal como no homem.  Desta forma o organismo consegue compensar eventuais variações das concentrações dessas hormonas, assegurando a sua estabilidade.  No entanto quando se avalia as concentrações das gonadoestimulinas evidencia a existência de picos de concentração de FSH e LH, alguns dias antes da ovulação.  Este facto ocorre simplesmente porque o número de células foliculares os estrogénios são produzidos em maior quantidade.  O valor chega a ser tão elevado que se ultrapassa o limite que permite o retrocontrolo negativo, desencadeando-se a partir desse momento um mecanismos de retroação positivo.
  • 56. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores
  • 57. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores
  • 58. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Por ação de uma concentração de estrogénios mais elevada, a produção de gonadoestimulinas é estimulada, em vez de ser inibida.  Desta forma aumenta drasticamente a concentração de FSH e essencialmente LH.  Este processo desencadeia, ao aumentar a quantidade de LH, a rutura do folículo maduro e, consequentemente, a ovulação.
  • 59. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Após a ovulação as hormonas sexuais femininas em conjunto exercem retroação negativa sobre o hipotálamo-hipófise, o que explica a queda da taxa de FSH e LH.  A diminuição destas hormonas explica a regressão do corpo amarelo e consequentemente a diminuição da concentração de hormonas femininas, e o aparecimento da menstruação.
  • 60. Regulação do funcionamento dos sistemas reprodutores  Estímulos externos ou internos podem desencadear reações ao nível do hipotálamo.  Essas variações podem resultar em alterações ao nível da produção de GnRH e como tal influenciarem o normal funcionamento da hipófise.  Eventualmente até o ciclo sexual feminino é alterado.  Na maioria das mulheres o “stock” de folículos primários é esgotado entre os 45 e os 55 anos.
  • 61. Menopausa  A falta de folículos ováricos leva a ausência de hormonas sexuais femininas: estrogénio e progesterona.  Isto, por sua vez, faz com que a mulher deixe de menstruar.  A partir dessa altura diz-se que a mulher entrou na menopausa.  A falta de estrogénio e progesterona cessa o retro-controlo negativos destas sobre o complexo hipotálamo-hipófise, pelo que os níveis de gonadoestimulantes aumenta.
  • 62. Fecundação e desenvolvimento embrionário  O encontro do espermatozoide e do oócito II permite a ocorrência da fecundação.  Este acontecimento tem que ocorrer obrigatoriamente ao nível do primeiro terço das trompas de Falópio.  A antecipação ou atraso deste momento desencadeará a inviabilidade da gravidez.
  • 63. Fecundação e desenvolvimento embrionário  O período que se segue dura em regra 40 semanas.  Durante esse período o ovo ou zigoto, célula inicial de um novo ser vivo e resultante da fecundação, vai sofrer mitoses sucessivas até formar os cerca de 100.000.000.000 de células que constituem um corpo humano, tendo a maioria delas sofrido diferenciação celular para se transformar num dos 200 tipos de células diferentes.
  • 64. Fecundação e desenvolvimento embrionário  A espécie humana apresenta fecundação interna, isto é, espermatozoide e oócito II encontram- se no interior do corpo humano.  Espécies terrestes tendencialmente apresentam fecundação interna, uma vez que o ambiente é adverso à sobrevivência dos gâmetas.  Espécies aquáticas apresentam tendencialmente fecundação externa, o que pode representar um problema…  Pois num dado momento pode coexistir diversos gâmetas de diferentes espécies no mesmo local.  Assim têm que existir mecanismo de reconhecimento que permita a união de gâmetas da mesma espécie.
  • 65. Fecundação e desenvolvimento embrionário  Durante a relação sexual são depositados cerca de 500.000.000 de espermatozoides ao nível da parte terminal do canal vaginal (junto ao colo do útero).  Desta forma têm que atravessar a cérvix para entrarem no útero.  A cérvix apresenta uma mucosa, o muco cervical, que tirando durante o período fértil impede a entra de corpos no útero.  Duranta a fase fértil o muco cervical torna-se mais fluído e apresenta espaços vazios no seu interior o que permite a progressão dos espermatozoides para o útero.
  • 66. Fecundação e desenvolvimento embrionário  Segue-se uma jornada em que os espermatozoides nadam até a trompa de Falópio onde se encontra o oócito II.  Durante esta período de tempo milhões de gâmetas masculinos são eliminados, ao ponto de apenas umas centenas chegarem até ao oócito II.  Os espermatozoides são orientados até ao local certo pois os oócitos II libertam substância que os atraem.
  • 67. Fecundação e desenvolvimento embrionário  Ao chegarem aos oócito II o espermatozoide encaixa em recetores específicos que s encontram nas células foliculares.  Este processo permite ao oócito II reconhecer espermatozoides da sua espécie e assim impedir a fecundação inter-espécie.  Este reconhecimento entre as duas células desencadeia a reação acrossómica, isto é, a exocitose de enzimas contidas no acrossoma.  Em sequência as células foliculares da zona pelúcida são digeridas naquele local até à membrana plasmática do oócito II.
  • 68. Fecundação e desenvolvimento embrionário  Ocorre então a fusão das duas células sexuais, o que desencadeia uma série de acontecimentos.  Alteração da zona pelúcida, tornando-a resistente à penetração de outros espermatozoides.  Incorporação progressiva do espermatozoide no oócito II.  Finalização da divisão II da meiose do oócito II com a formação do pronúcleo feminino e do segundo glóbulo polar.  Formação do pronúcleo masculino a partir da descondensação do núcleo do espermatozoide.  Migração dos dois núcleos para o centro do oócito II, terminando com a fusão dos dois pronúcleos num só núcleo diploide com cromossomas maternos e paternos.
  • 71. Desenvolvimento embrionário e fetal  Desde a fecundação até ao nascimento decorrem regra geral 40 semanas. A célula inicial, o ovo/zigoto, apresenta um tamanho de 0,015mm. O recém-nascido tem em regra cerca de 50 cm de altura e um peso médio de 3,5 kg.
  • 72. Desenvolvimento embrionário e fetal  O desenvolvimento do novo ser divide-se em duas grandes etapas:  Desenvolvimento embrionário  Dura cerca de 8 semanas, durante as quais todos os órgãos estão já esboçados.  Desenvolvimento fetal  A partir das oito semanas os órgão aumentam em dimensões e em maturação promovendo o desenvolvimento e crescimento do indivíduo.
  • 74. Desenvolvimento embrionário  Decorridas algumas horas depois da fecundação, o ovo inicia um processo de multiplicação celular por mitose.  Ao mesmo tempo que este processo decorre o embrião, ainda com poucas células, vai migrando através do oviduto em direção ao útero com ajuda das contrações musculares deste e dos cílios presentes nas células que revestem internamente as trompas de Falópio.  Após 92 horas forma-se um massa celular esférica com cerca de 64 células (blastómeros) denominada de mórula.  Este embrião apresenta ainda o tamanho do zigoto.
  • 75. Desenvolvimento embrionário  A partir desse momento as células organizam-se em dois grupos celulares designados, respetivamente…  Massa celular interna  Conjunto de células que originará o feto propriamente dito;  Trofoblasto  Rodeia a massa celular interna, delimitando também uma cavidade.  Nesta fase o embrião com cerca de 150 células denomina-se de blastocisto e eclode da zona pelúcida, capsula gelatinosa que rodeava o embrião até então.
  • 76. Desenvolvimento embrionário  Entre o sexto e o sétimo dia o embrião chega ao útero, pelo que o trofoblasto (percursor da placenta) adere à superfície do endométrio.  Inicia-se assim o processo de nidação, isto é, implementação do embrião no útero.  Este processo é importante pois até então o embrião obtinha o seu alimento das reservas que tinha no interior das suas células.  A partir deste momento o embrião vai receber os nutrientes do endométrio.  O processo de nidação depende do grau de desenvolvimento do embrião e do endométrio.  Calcula-se que apenas 60% dos embriões conseguem nidar e que 1% nide fora do útero desenvolvendo por exemplo as gravidezes ectópicas.
  • 77. Desenvolvimento embrionário  Relembrar que embora todos estes processos estejam a decorrer as divisões mitóticas são uma constante, aumentando gradualmente o número de células no embrião, ou também conhecido neste momento como, botão embrionário.  No entanto um novo acontecimento vai marcar o desenvolvimento do embrião, pois com o contínuo movimento de territórios celulares uns em relação aos outros, formam-se agora três zonas distintas.  Endoderme – mais interna;  Ectoderme – mais externa;  Mesoderme – zona entre a ectoderme e a endoderme.
  • 78. Desenvolvimento embrionário e fetal  Vai ser a partir destas três regiões celulares que todos os órgãos se irão formar. A ectoderme irá dar origem aos órgãos mais externos, a mesoderme a grande parte dos órgãos viscerais e a endoderme por seu lado aos órgãos mais internos.
  • 79. Desenvolvimento embrionário  Ao mesmo tempo que o embrião se desenvolve, todo um conjunto de estruturas essenciais a esse desenvolvimento começam a formar-se e existindo apenas durante a vida intrauterina, pelo que são formas transitórias e denominam-se de anexos embrionários.  A origem destas estruturas é conjunta, em parte do embrião através das três camadas germinativas e do trofoblasto, e outra parte proveniente da própria mãe.  No entanto não fazem parte do embrião nem da mãe.
  • 80. Desenvolvimento embrionário  Durante todo o desenvolvimento ocorrem assim, três processos fundamentais: crescimento, morfogénese e diferenciação celular.  Este processos não ocorrem em sequência, mas sim inter- relacionados de tal modo que um deles pode dominar os outros nos diferentes estádios de desenvolvimento do organismo.
  • 81. Desenvolvimento embrionário Anexo embrionário Função Rodeia a cavidade amniótica preenchida por um líquido, o líquido amniótico. Constitui uma estrutura que garante ao Âmnio embrião um abrigo contra a dessecação e contra choques mecânicos, permitindo também a manutenção de uma temperatura constante. Muito reduzida mas ricamente vascularizada. Parte desta estrutura fica incorporada no cordão umbilical, sendo o Vesícula vitelina primeiro local de produção de células sanguíneas e células germinativas. Alantoíde Contribui para a formação do cordão umbilical. Membrana extraembrionária mais externo que com o âmnio. Córion Rodeia o embrião e intervém na formação da placenta.
  • 83. Desenvolvimento embrionário  O passo seguinte à nidação consiste na formação da placenta.  Órgão constituído por endométrio do útero e por vilosidades do córion do embrião.  Não existe fusão entre estes dois tecidos.  Permite a trocas seletivas entre mãe e filho.  Uma vez que não há fusão entre os tecidos maternos e embrionários, os vasos sanguíneos dos dois não se fundem, pelo que não ocorrem trocas de sangue.  A placenta funciona assim como uma filtro em que apenas pequenas partículas passem através dela.
  • 85. Desenvolvimento embrionário  Além da troca de nutrientes a placenta permite também a passagem de…  Anticorpos do sangue da mãe;  Álcool e drogas do sangue da mãe;  Microrganismos do sangue da mãe;  Excreções (ureia e dióxido de carbono) do sangue do embrião.
  • 86. Desenvolvimento fetal  A partir das 8 semanas todos os órgãos do novo organismos encontram-se esboçados, entrando agora a gravidez numa fase em que se verifica o aumento da complexidade e a maturação dos órgãos.  Ao mesmo tempo verifica-se um crescimento rápido com consequente modificações nas proporções do corpo.  Note-se no entanto que a cabeça continuará até à puberdade a ser a estrutura com a maior proporção.
  • 92. Mecanismos que controlam o desenvolvimento embrionário  A gravidez é sem dúvida uma altura em que o corpo feminino sofre tudo um conjunto drástico de transformações.  O mais visível é o aumento do útero que resultara no aumento da massa corporal da mulher.  No entanto fisiologicamente ocorrem também grandes alterações:  Os rins aumentam a sua atividade;  O coração aumenta o seu ritmo cardíaco;  A regulação hormonal modifica-se havendo novas estruturas a sintetizar hormonas até então produzidas por outras estruturas e a produção de novas hormonas.
  • 93. Mecanismos que controlam o desenvolvimento embrionário  A alteração dos ciclos hormonais, a sua paragem e a produção de novas hormonas são responsáveis pela:  Manutenção da gravidez;  Trabalho de parto;  Lactação.
  • 94. Mecanismos que controlam o desenvolvimento embrionário  Desde o momento da nidação que o embrião sintetiza uma hormona a HCG (Hormona Gonadotrofina Coriónica) que é muito semelhante ao LH.  Como tal a HCG impede a degeneração do corpo amarelo no ovário e como tal a produção de progesterona e estrogénio mantém-se, logo o endométrio mantém-se também no útero.  O estrogénio e a progesterona em grandes quantidades acabam por desencadear retroação negativa ao nível do complexo hipotálamo-hipófise que impede a síntese de LH e FSH e como tal deixa de ocorrer o estímulo para um novo ciclo sexual.  Não ocorre ovulação durante a gravidez.
  • 95. Mecanismos que controlam o desenvolvimento embrionário  A presença desta nova hormona, HCG, marca a gravidez, até então não existia e deixará de existir quando a gravide terminar.  Assim é possível determinar hormonalmente se uma mulher se encontra grávida recorrendo a detentores desta hormona…  Teste de gravidez.
  • 96. Mecanismos que controlam o desenvolvimento embrionário  Todas as hormonas são, após desempenharem as suas funções, eliminadas na urina.  Desta o teste de gravidez tenta procurar a presença desta hormona na urina.  No entanto só a partir de determinadas concentrações é que os testes são capazes de detetar esta hormona.  Assim este dispositivo não é eficaz nos primeiros 7 dias da gravidez, e os resultados podem muitas vezes mostrar falsos negativos nos primeiros 15 dias.
  • 97. Mecanismos que controlam o desenvolvimento embrionário  Por volta das 10 semanas o corpo amarelo degenera pois a HCG deixa de ser produzida pelo córion.  No entanto estrogénio e progesterona continuam a ser sintetizados, agora pela placenta, desenvolvendo-se assim um sistema autossuficiente que mantem o endométrio no útero.  Estas hormonas são ainda responsáveis por:  Estrogénio – expansão do útero;  Progesterona – inibir as contrações do útero impedindo um parto prematuro.  Ambas intervêm na maturação das glândulas mamárias.
  • 98. Parto  No final da gravidez a dominância do estrogénio face à progesterona desencadeia o trabalho de parto.  Estimula as concentrações uterinas, rápidas e repetitivas.  Estimula a formação de recetores de oxitocina.  Esta hormona é sintetizada no final da gravidez pelo hipotálamo.  Estimula as células musculares do útero a contraírem-se vigorosamente e com frequência.  O controlo desta hormona faz-se por retroação positiva, isto é, mais oxitocina resulta em maior número de contrações que por sua vez levam à síntese de mais oxitocina, intensificando assim as contrações.
  • 99. Parto
  • 100. Parto  Uma vez cortado o cordão umbilical o recém-nascido passa a ter vida livre mas muito dependente.  A sua alimentação inicial passa pela ingestão de leite materno, produzido ao nível das glândulas mamárias.  Pelo que também esta estrutura tem que sofrer um conjunto de alterações até ser capaz de produzir leite.
  • 101. Amamentação  O estrogénio e a progesterona sintetizados durante a gravidez vão desencadear as seguinte alterações nas glândulas mamárias:  Os canais das glândulas mamárias ramificam-se;  Os alvéolos (locais de síntese do leite) desenvolvem-se;  Intensificação dos vasos sanguíneos e linfáticos do aparelho mamário.
  • 102. Amamentação  Embora o aparelho mamário se prepare antecipadamente, a libertação do leite apenas ocorre após o nascimento.  Sendo que este fenómeno de produção e secreção é também controlado por hormonas, neste caso, a prolactina.  Esta hormona é sintetizada na hipófise anterior.  Durante a gestação os níveis elevados de estrogénio e progesterona desencadeiam uma retroação negativa na secreção desta hormona, isto é, impedem a sua produção.  Logo não há produção de leite.
  • 103. Amamentação  Após o nascimento e com o subsequente declínio das hormonas sexuais femininas essa retroação negativa desaparece e inicia-se a produção de prolactina que estimula a síntese de leite.  O primeiro líquido produzido é pobre em glícidos mas rico em proteínas e anticorpos, pelo que é essencial à criança, para adquirir defesas.  Quatro dias após o parto inicia-se a produção de leite, mas esse fenómeno só acontece se o aparelho mamário for estimulado pela sucção do bebé.
  • 104. Amamentação  O mamilo é uma estrutura muito sensível e diretamente ligado ao hipotálamo via nervos sensitivos.  A estimulação destes nervos leva a que o hipotálamo estimule a hipófise a produzir mais prolactina e assim assegurar a produção contínua de leite.  Além disso levam a produção de oxitocina que estimula as células contrácteis dos ductos glandulares a contraírem-se e assim assegurando o fluxo de leite para o exterior.
  • 105. Contraceção  Segundo a OMS um método contracetivo é um conjunto de métodos utilizados para evitar a procriação, eficazes e reversíveis.  Hoje em dia existem uma grande variedade de métodos que evitam a gestação de um novo ser humano, permitindo assim o planeamento do nascimento de um filho.  Basicamente dividem-se em métodos naturais e não naturais.
  • 106. Trabalho de pesquisa…  Temas  Causas de infertilidade…  Diagnóstico Pré-Natal…  Inseminação artificial…  Fertilização in vitro…  Injeção intracitoplasmática de espermatozoides…