SlideShare uma empresa Scribd logo
SISTEMÁTICA DOS SERES
VIVOS
Biologia e Geologia
11º Ano
Sistemática
   Considera-se que o número de
    espécies de seres vivos que
    existem na Terra pode estar
    compreendido entre 5 e 100
    milhões.

   Este valor representa uma
    fracção da biodiversidade que
    existiu.

   Perante tal biodiversidade os
    biólogo sentiram necessidade de
    os classificar, agrupando-os de
    acordo      com     determinados
    critérios.
Sistemática
   Dessa tentativa de “organizar”
    os seres vivos surgiu a
    Sistemática.
       Ciência que faz o estudo
        científico dos seres, das suas
        relações       evolutivas    e
        desenvolve      sistemas    de
        classificação que reflectem
        essas relações.

   Dentro da Sistemática existe
    um ramo especializado da
    classificação dos seres vivos e
    da nomenclatura (atribuição
    dos nomes) que se designa de
    Taxonomia.
Sistemática
   Sistemática é assim…

Taxonomia + Biologia Evolutiva

   A Sistemática encontra-se em
    constante actualização já que
    novos dados são descobertos
    todos os dias que levam a
    novas reinterpretações dos
    seres vivos e das suas
    relações evolutivas.
Sistemas de Classificação
   Os sistemas de classificação
    não são algo que a
    natureza tenha originado,
    surgem de uma necessidade
    humana de “arrumar a
    casa”.

   Como tal existe uma grande
    multiplicidade de sistemas
    de classificação.

   Um       bom    sistema de
    classificação deve assentar
    em bons critérios.
Sistemas de Classificação
   Todos nós já ordenamos objectos, é algo
    do quotidiano.

   Desde sempre o Homem agrupou os seres
    vivos.
       Quando os Homens primitivos distinguiam
        animais venenosos de animais não
        venenosos, comestíveis ou não comestíveis e
        plantas com valor económico ou sem valor.

       Isto são formas de classificar.

       No entanto estas classificações baseiam-se
        na utilidade dos seres vivos para o Homem,
        normalmente alimentação, defesa ou valor
        económico.

       Estas classificações denominam-se       de
        classificações práticas.
Sistemas de Classificação
   A sedentarização do Homem
    levou a que estes tivesse outras
    preocupações além das se os
    animais eram ou não perigosos.

   Dedicou-se então ao estudo das
    características dos seres vivos,
    sendo que na antiga Grécia,
    Aristóteles, foi um dos primeiros a
    desenvolver um sistema de
    classificação     que    procurava
    agrupar os seres vivos de acordo
    com critérios morfológicos e
    fisiológicos.
Sistemas de Classificação
   A Sistemática teve um grande impulso no
    século XVII, com Carl Von Linné (1707-
    1778), um botânico.

       Tantos os sistemas de classificação de
        Aristóteles e de Lineu são considerados
        sistemas de classificação racionais.
           Já que têm uma base racional, pois utilizam
            características dos seres vivos em estudo.

       Alguns sistemas de classificação racionais
        baseiam-se num pequeno número de
        características, pelo que se formam grupos
        muito heterogéneos.
           São constituídos por indivíduos que diferem em
            muitas outras características.

           Nesse caso designamos este processo de
            sistemas de classificação artificiais.
                 Eram os casos dos sistemas de Aristóteles e Lineu.
Sistemas de Classificação
   A utilização de poucas características pode
    representar um problemas pois dependendo das
    utilizadas, os mesmos organismos podem originar
    muitos grupos distintos.

     Observe   os seguintes organismos:
Sistema de Classificação
Presença ou ausência de patas

• No entanto esta classificação não
  reflecte a vertente evolutiva, pois a
  minhoca e a cobra tem menos
  afinidade do que a rã e a cobra.
Sistema de Classificação
   Um         exemplo        de
    classificação artificial nas
    plantas é aquela que se
    baseia em:
     Árvores
     Arbustos
     Herbáceas
    ou
     Anuais
     Bianuais
     vivazes
Sistema de Classificação
   Nas classificações artificiais como os caracteres são
    escolhidos arbitrariamente, ignorando todos os
    outros, e são em pequeno número, ficam reunidos no
    mesmo grupo organismos pouco relacionados entre
    si.

     Este tipo de classificação é característico do período
      pré-lineano das classificações.
Sistema de Classificação
   Na realidade podemos distinguir três períodos nas
    classificações:

     Pré-Lineano


     Pós-Lineano


       Pré-Darwiniano


       Pós-Darwiniano
Sistema de Classificação
   Lineu embora fixista sempre se preocupou que
    as suas classificações reflectissem as relações e
    afinidades naturais dos organismos.

   Embora acreditasse no Criacionismo, conseguia
    reconhecer que certas espécies apresentavam
    mais semelhanças entre si do que relativamente
    a outras.

   Assim e apesar de fixista, Lineu desenvolveu um
    importantíssimo trabalho, classificando cerca de
    1400 animais e plantas.
       No entanto as suas classificações eram ainda
        artificiais, pois a quantidade de caracteres
        utilizados eram ainda poucos, pelo que esta
        classificação veiculava pouca informação.
Sistema de Classificação
   Com a descoberta de novas
    terras houve também a
    descoberta de novos animais e
    plantas, pelo que sentiu-se a
    necessidade de desenvolver
    novas     classificações  que
    assentassem no maior número
    de características.

   Estas classificações denominam-
    se classificações naturais, no
    entanto são pós-lineanas mas
    pré-darwinianas, logo não têm
    em      conta      a    vertente
    evolucionista.
Sistema de Classificação
   Nas classificações naturais os grupos formados
    reúnem organismos com maior grau de semelhança.

     Este sistema de classificação é por vezes complicado
      de efectuar uma vez que para tal é necessário
      conhecer de forma pormenorizada das características
      dos indivíduos.
Sistema de Classificação
   Até ao século XVIII, no entanto, imperavam as
    ideias fixistas, e portanto as classificações
    reflectiam esta ideologia, não levavam a
    filogenia em conta.

       Filogenia – estudo das relações evolutivas dos
        seres vivos.

   Eram       classificações  estáticas    que
    privilegiavam as características estruturais,
    não tendo em conta o factor tempo.

   Assim consideram-se estas classificações
    horizontais ou fenéticas, pois apenas se
    baseiam     em   caracteres   directamente
    observáveis.
Sistema de Classificação
   Com Darwin os sistemas de classificação levam nova
    reestruturação, tem que se contar com o factor tempo.

       Os seres vivos evoluem, mudam são dinâmicos.

   Estes novos sistemas de classificação que tentam organizar
    os indivíduos segundo os seus graus de parentesco são
    ditas classificações evolutivas ou filogenéticas.
       Mas também como levam em linha de conta o factor tempo
        dizem-se classificações verticais, filogenéticas ou filéticas.

       Sendo características do período pós-darwiniano.

           Dentro destas existem as classificações cladísticas.

           As relações eram representadas por cladogramas.

           As características utilizadas para a criação dos cladogramas
            eram divididas em dois grupos distintos.
Sistema de Classificação
   Um em que as características primitivas ou
    ancestrais eram partilhadas por um grupo de
    organismos que descendiam de um ancestral comum
    em que essas características estavam presentes.

   Outro era baseado nas características derivadas
    que estavam presentes nos indivíduos de uma
    linhagem mas não estavam presentes no ancestral
    dessa linhagem, o que mostra ter havido separação
    de um novo ramo ou grupo de indivíduos.
Sistema de Classificação
   Outro tipo de classificação filética é a classificação
    evolutiva.
       Conciliam critérios filéticos e fenéticos.

       Os organismos são agrupados por grau de parentesco.

       São utilizados todos os tipos de dados…
           Citológicos, Embriológicos, Genéticos, Bioquímicos, Fenéticos…

       Estas classificações são representadas                por    árvores
        filogenéticas ou árvores evolutivas.
Árvore evolutiva do Homem
Árvore evolutiva do Homem
Sistema de Classificação
   O grau de semelhança entre os grupos reflecte o
    tempo em que a divergência ocorreu, sendo essa
    divergência tanto maior quanto maior for o tempo
    que decorreu.
     Para a construção destas árvores recorre-se ao maior
      número de características:
       Fósseis;
       Semelhanças estruturais;
       Dados Bioquímicos;
       Embriologia…
Sistema de Classificação
Sistemas de Classificação
   Os avanços tecnológicos têm permitido que as
    árvores filogenéticas sejam cada vez mais
    completas e coerentes.

   Mas tal como todos os estudos podem ser alvo de
    críticas.
     Alguns  cientistas afirmam que estas classificações são
     subjectivas, pois baseiam na interpretações de factos
     que utilizam hipóteses sobre as relações de parentesco.
Sistemas de Classificação
   Para os Criacionistas as semelhanças que
    se vislumbram entre os organismos são
    parte do “plano de criação”.

   Para os evolucionistas resultam do
    processo evolutivo e do facto de os
    organismos descenderem de ancestrais
    comuns.

       As classificações naturais têm vindo a
        recorrer cada vez mais a informação
        patente nos seres vivos.

       No entanto essa aplicação depende do
        grau de desenvolvimento do conhecimento
        científico da época em que a
        classificação é feita.

       Por isso não    há   uma   classificação
        definitiva.
Sistemas de Classificação
   De uma forma resumida…
                             Sistema de
                            Classificação




                      Práticas              Racionais




                  Horizontais                                 Verticais




        Artificiais              Naturais           Cladisticas      Filogenéticas
Taxonomia
Taxonomia
   Os sistemas de classificação
    actuais ainda reflectem a
    influência dos trabalhos de
    Lineu.

       Os estudo de Lineu foram
        publicados sobre o nome de
        Systema Naturae.

       Neste sistema os seres vivos são
        agrupados em dois grandes
        grupos, os Reinos, que se
        subdividem      em      diversas
        subcategorias cada vez mais
        específicas.
Taxonomia
   De outra perspectiva o
    modelo    lineano     de
    ordenação dos seres vivos
    é feita de um modo
    ascendente a partir da
    espécie.

       Constitui     um      sistema      Reino
        hierárquico                de
        classificação.                         Divisão ou Filo
                                                   Classe
                                                         Ordem
       Apresenta 7 níveis.                                  Família
                                                                Género
                                                                  Espécie
Taxonomia
   Reino: Animalia
   Filo: Chordata
   Classe: Mamalia
   Ordem: Carnivora
   Familia: Canidae
   Género: Canis
     Canis   lupus
       Canis   lupus familiaris
Taxonomia
   Reino: Animalia
   Divisão: Chordata
   Classe: Mammalia
   Ordem: Primata
   Família: Hominidae
   Género Homo
     Homo   sapien
       Homo   sapien sapien
Taxonomia
   Na hierarquia das classificações biológicas, cada
    uma das categorias taxonómicas é também
    conhecida como taxon (taxa no plural).

     Além    das setes taxa principais, os investigadores
      utilizam categorias intermédias, que se diferenciam
      pelos sufixos super, sub e infra.

       Por exemplo no filo Chordata, distingue-se o subfilo
       Vertebrata.
Taxonomia
   A espécie constitui a unidade básica de
    classificação, sendo constituída por um grupo
    natural de indivíduos morfologicamente semelhantes
    e que partilham o mesmo fundo genético, cruzando-
    se entre si e originando descendência fértil.
Taxanomia
   Os indivíduos de espécies
    diferentes não se cruzam
    normalmente entre si, isto é,
    encontram-se         isolados
    reprodutivamente.

       A formação de grupos
        taxionómicos depende do
        julgamento humano, pois não
        existe nenhuma característica
        biológica que os delimite
        objectivamente.

           Assim espécies semelhantes
            agrupam-se num Género, por
            sua vez Géneros semelhantes
            agrupam-se numa Família…
Taxonomia
   Cada taxon está inserido no
    que lhe fica imediatamente
    acima e contem todos os que
    lhe ficam abaixo.

   Assim dois indivíduos são tanto
    mais semelhantes quantos mais
    taxons partilharem.

   Por outras palavras, dois
    indivíduos são tanto mais
    semelhantes    quanto  mais
    restrito for o taxa que se
    encontram.
Nomenclatura
   O uso dos nomes
    vulgares nos seres
    vivos acarreta um
    problema no mundo
    das ciências.

   A diversidade línguas
    no planeta e mesmo a
    diversidade     cultural
    dentro de cada país
    faz com que cada ser       Portugal: Libelinha/Tira-olhos/Lavadeira/Libélula
                                          Pirilampos
    vivo possa ter diversos    Brasil: Helicóptero/Papa-fumo/Cavalinho-do-judeu
                                       Vaga-lume
                               Inglês: Dragonflie (Mosca dragão)
                                       Fireflies (Moscas do fogo)
    nomes,    dependendo
    do local.
Nomenclatura
   Assim numa tentativa de universalizar os nomes, os cientista,
    desenvolveram uma nomenclatura internacional para a designação
    dos seres vivos.

   Estabeleceram-se então regras para a atribuição de nomes
    científicos aos seres vivos e aos grupos em que se encontram.

   O primeiro problema que surgiu foi… qual língua escolher?
       As línguas modernas não são universais e encontram-se em constante
        mudança.

       Desde a idade média que se usa o latim para dar nomes aos
        organismos, até porque era a língua ensina nas escolas da altura.
Nomenclatura
   Assim escolheu-se o latim, por já ser utilizada mas
    principalmente porque é uma língua morta, ou seja não
    evolui mantendo as palavras o seu significado.

   No século XVII, John Ray desenvolveu um sistema em
    que cada espécies tinha um nome em latim que
    consistia numa longa sequência de termos em latim que
    correspondiam à descrição desses organismos.

    Apis, pubescens, thorace subgriseo, abdomine fusco,
     pedibus, posticis glabris utrinque margine ciliatis
Nomenclatura
   A nomenclatura polinomial era
    longo, difícil e pouco cómodo.

   Foi com Lineu que                 se
    desenvolveu um sistema            de
    nomenclatura  prático              e
    universal.

       Sistema      de     nomenclatura
        binominal.                          Apis melifera


       Eventualmente     estas    regras
        sofrem    actualizações      pela
        Comissão     Internacional    de
        Nomenclatura.
Nomenclatura
   Regras de nomenclatura binominal

       O nome de espécie consta sempre
        de duas palavras latinas ou
        latinizadas.
           O primeiro é um substantivo com
            inicial maiúscula e corresponde ao         Vulpes vulpes
            nome do género a que a espécie
            pertence.

           A segunda palavra escrita com
            inicial minúscula, designa-se de
            restritivo específico ou epíteto
            específico, sendo geralmente um
            adjectivo e só pode ser usado
            quando acompanhado do nome de                              Pan troglodytes
            género.


                                                 Loxodonta africana
Nomenclatura
   A designação dos grupos
    superiores      à     espécie   é
    uninominal, isto é, consta de uma
    palavra que é um substantivo,          Género: Homo
    escrita com inicial maiúscula.                  Família: Hominidae
                                                Género: Lama
   O nome de família..                                  Família: Lamnidae
       No caso dos animais obtém-se       Género: Pisum
        adicionando a terminação idae à             Família: Fabaceae
        raiz do nome de um dos géneros
        desta família.                          Género: Asteride
                                                         Família: Asteraceae

       No caso das plantas obtém-se
        adicionando a terminação aceae à
        raiz do nome de um dos géneros
        desta família.
Nomenclatura
                                    Ursus arctos arctos
    Quando         uma
                                

                                        (Urso-europeu)

    espécie         tem            Ursus arctos californicus
                                          (Urso-dourado-da-califórnia, extinto)
    subespécies, para
                                    

                                   Ursus arctos crowtheri

    designar cada uma           
                                         (Urso-do-atlas, extinto)

                                    Ursus arctos horribilis
    delas        usa-se                  (Urso-cinzento ou urso-grizzly)

    nomenclatura                   Ursus arctos isabellinus
                                         (Urso-castanho-do-himalaia)
    trinomianal.                   Ursus arctos middlendorffi
                                         (Urso-de-kodiak)

                                   Ursus arctos nelsoni

       A       seguir    ao    
                                         (Urso-cinzento-mexicano)

                                    Ursus arctos pruinosus
        restritivo específico            (Urso-azul-tibetano)

        adiciona-se       um       Ursus arctos yesoensis
                                          (Urso-pardo-de-hokkaido)
        restritivo
                                    

                                   Ursus arctos beringianus
        subespecífico.                   (Urso-pardo-siberiano)

                                   Ursus arctos syriacus
                                         (Urso-siríaco)
Nomenclatura
   Os nomes de género, espécie e
    subespécie são escritos em latim e
    num tipo de letra diferente da do
    texto.
       Normalmente    em    itálico   ou
                                            Apis mellifera Lineu, 1758
        sublinhados.
                                                         ou
                                                Apis mellifera Lin.
   À frente do nome de espécie deve
    escrever-se em letra de texto o
    nome ou a abreviatura do nome do
    taxonomista que, a partir de 1758,
    atribuíram o nome ciéntífico.
       O nome do autor pode também
        constar separado por uma vírgula
                                            Apis mellifera scutellata Lepeletier, 1836
Os Reinos da Vida
Reinos da Vida
   Os sistema de Classificações têm-se modificado ao
    longo dos tempos.

     De acordo com os conhecimentos da altura e mesmo de
      acordo com a tecnologia disponível.

     Mesmo  os sistemas actualmente aceites não o serão
      para sempre.
Reinos da Vida
   Desde Aristóteles até meados do século XIX que os
    seres vivos se dividiam em dois Reinos: Plantae e
    Animalia.

       Plantae – abrange uma grande diversidade de organismos:
        seres vivos fotossintéticos, sem locomoção e sem ingestão;
        bactérias e fungos.

       Animalia – abrange seres não fotossintéticos que têm
        locomoção e obtêm os alimentos por ingestão. Incluem: seres
        unicelulares   (protozoários)  e    seres    multicelulares
        (metazoários).
Reinos da Vida
   Em 1866, Ernest Haeckel,
    após o desenvolvimento do
    microscópio      e     da
    descoberta     de    seres
    microscópicos, propõe um
    terceiro reino, o Reino
    Protista.

       Este reino incluía formas mais
        primitivas e ambíguas como
        bactérias, protozoários e
        fungos, cujas características
        não são claramente de
        animais nem de vegetais.
Reinos da Vida
   Já no século XX, Herbert Copeland,
    propõe um sistema dividido em quatro
    reinos, onde se acrescentaria o Monera.
       O Reino Protista abrangia muitos seres
        vivos, misturando por vezes seres vivos
        que nada tinham uns com os outros.

       Houve então necessidade de separar
        alguns dos seres vivos do Reino Protista.

       A criação do Reino Monera, fez com se
        separassem as bactérias dos restantes
        seres vivos do Reino Protista.

           Assim o Reino Monera incluía todos os seres
            procariontes (bactérias).

           No Reino Protista estavam todos os seres
            eucariontes unicelulares.
Reinos da Vida
   Na década de 60 do século XX,
    devido,      principalmente,    aos
    conhecimentos obtidos por técnicas
    bioquímicas e pela microscopia
    electrónica, desenvolveu-se um novo
    sistema de classificação.

   Em 1969 Whittaker desenvolveu um
    sistema de cinco reinos.

       Tendo sido adicionado o Reino Fungi,
        onde figuram os fungos que antes
        faziam parte do Reino Plantae.
Reinos da Vida
   A classificação de Whittaker assentava nos seguintes
    critérios:

       Nível de organização celular
           Considera o tipo de organização celular, procarionte ou
            eucarionte, e se há unicelularidade ou multicelularidade.

       Tipos de nutrição
           Tem como base o processo de obtenção do alimento.

       Interacções nos ecossistemas
           Os tipos de nutrição relacionam-se com as interacções alimentares
            que os organismos estabelecem nos ecossistemas.
Os três critérios básicos
   Níveis de organização celular
       Estrutura celular procariótica – Reino Monera
       Estrutura celular eucariótica – os restantes
        reinos.

   Tipos de nutrição
       Reino     Monera         –     fotoautotróficos,
        quimioautotróficos e heterotróficos (não existe
        ingestão neste reino).
       Reino Protista – heterotróficos por absorção
        ou ingestão, fotossintéticos.
       Reino Plantae – fotossintéticos.
       Reino Fungi – heterotroficos por aborção.
       Reino Animalia – heterotróficos por ingestão.
Os três critérios básicos
   Interacções nos ecossistemas
       Produtores
           Seres autotróficos, entre os quais se
            destacam as plantas, as algas e
            algumas bactérias.

       Macroconsumidores
           Seres heterotróficos que ingerem os
            alimentos sendo representados por
            animais e alguns protistas.

       Microconsumidores
           Seres heterotróficos, principalmente
            bactérias e fungos. Decompõem a
            matéria orgânica, absorvem alguns
            produtos resultantes da decomposição
            e libertam substâncias inorgânicas
            para o meio. São também chamados
            decompositores ou saprófitos.
Whittaker 1969
   A classificação de Whittaker de 1969
    representa um importante desenvolvimento
    face às anteriores, já que entre outras
    razões se encontra de acordo com a
    interpretação da estrutura e funcionamento
    dos ecossistemas.

    No entanto esta classificação apresentava
    limitações, algumas das quais indicadas
    mesmo pelo próprio autor.
       Um deles era relativo à separação entre
        eucariontes unicelulares e os eucariontes
        multicelulares.
           As algas verdes por exemplo incluem seres
            unicelulares, coloniais e multicelulares, logo
            podiam ser incluídas em dois Reinos (Protista e
            Plantae).
Whittaker 1979
   Assim em 1979, Whittaker refaz o seu sistema.

   As principais alterações ocorreram no Reino
    Protista.
       Tendo passado este Reino a englobar grupo de
        seres flagelados e todas as algas, quer as
        unicelulares como as multicelulares.

       Assim o Reino Protista passou a conter, também,
        seres eucariontes multicelulares, embora com baixo
        grau de diferenciação.

       Dessa forma alguns autores defendem que o reino
        se deveria denominar de Reino Proctotista.

   A interacção de todos os seres vivos dos cinco
    reinos, e as suas relação bióticas permitem o
    normal funcionamento do Ecossistema.
Os Domínios da Vida
   Nenhum sistema de classificação é
    definitivo, e com o progressivo
    desenvolvimento        das   técnicas
    biológicas, grupos que aparentavam
    ser naturais afinal não são.

   Um dos reinos em que menos se mexia
    era o Reino Monera… Porque!?
Os Domínios da Vida
   Seres microscópicos e de estudo por vezes
    difícil, tornam o Reino Monera por vezes o
    “caixote de lixo” da classificação.

   Em 1970, Carl Woese, baseando-se em
    estudos de sequenciação de RNA
    ribossómico propuseram que existem
    basicamente dois grupos distintos de
    procariontes:
       Arquebactérias e Eubactérias.

       Sugeriu-se o desenvolvimento de seis reinos.
           Chegou-se a propor 12 reinos.
Os Domínios da Vida
   Presentemente, a maioria dos sistematas
    usam um nível superior ao reino,
    chamado domínio, baseado em
    diferenças      moleculares       entre
    arquebactérias,     eubactérias       e
    eucariontes.

       Segundo esta classificação existem duas
        linhagens nos procariontes.

       Essas linhagens terão divergido muito
        cedo na história evolutiva dando origem
        ao Domínio Bacteria, onde se encontram
        as Eubacteria, e ao Domínio Archaea,
        onde se encontram as Archaebcateria.

           É da linhagem das Archaea que evolui o
            Domínio Eukarya, com os reinos Protista,
            Plantae, Fungi e Animalea.
Sistemática em aberto…
   Como se pode ver a Sistemática é uma ciência que
    não parou, muito pelo contrário continua em
    constante progresso.

   Uma vez que todas as árvores filogenéticas são
    hipóteses, e que os sistemas de classificação se
    baseiam actualmente nesta perspectiva então,
    também todas as classificações são hipotéticas.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula Classificação dos Seres Vivos
Aula Classificação dos Seres VivosAula Classificação dos Seres Vivos
Aula Classificação dos Seres Vivos
Plínio Gonçalves
 
Neodarwinismo
NeodarwinismoNeodarwinismo
Neodarwinismo
Ana Castro
 
Sistemática e classificação dos seres vivos
Sistemática e classificação  dos seres vivosSistemática e classificação  dos seres vivos
Sistemática e classificação dos seres vivos
Ikaro Slipk
 
Mecanismos de evolução biológica
Mecanismos de evolução biológicaMecanismos de evolução biológica
Mecanismos de evolução biológica
Alpha Colégio e Vestibulares
 
Reino animal
Reino animalReino animal
Transporte nas plantas
Transporte nas plantasTransporte nas plantas
Transporte nas plantas
Rita Pereira
 
Evidências da evolução
Evidências da evoluçãoEvidências da evolução
Evidências da evolução
Kamila Joyce
 
Núcleo e divisão celular
Núcleo e divisão celularNúcleo e divisão celular
Núcleo e divisão celular
UERGS
 
Filogenia e a Árvore da Vida
Filogenia e a Árvore da VidaFilogenia e a Árvore da Vida
Filogenia e a Árvore da Vida
Anderson Carvalho
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
Hugo Martins
 
11 evolucionismo
11  evolucionismo11  evolucionismo
11 evolucionismo
margaridabt
 
Reino Plantas
Reino PlantasReino Plantas
Reino Plantas
infoeducp2
 
1.Sistemas de Classificação
1.Sistemas de Classificação1.Sistemas de Classificação
1.Sistemas de Classificação
guestbd7d9
 
Genetica
GeneticaGenetica
Genetica
emanuel
 
Espécies
EspéciesEspécies
Espécies
unesp
 
Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres VivosClassificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos
Juliana Mendes
 
Evolução biológica
Evolução biológicaEvolução biológica
Evolução biológica
César Milani
 
Biologia Evolutiva - a origem dos seres vivos
Biologia Evolutiva - a origem dos seres vivosBiologia Evolutiva - a origem dos seres vivos
Biologia Evolutiva - a origem dos seres vivos
Jézili Dias
 
Sistemática e classificação biológica
Sistemática e classificação biológicaSistemática e classificação biológica
Sistemática e classificação biológica
Carlaensino
 
Zoologia geral aulas 1
Zoologia geral aulas 1Zoologia geral aulas 1
Zoologia geral aulas 1
Henrique Zini
 

Mais procurados (20)

Aula Classificação dos Seres Vivos
Aula Classificação dos Seres VivosAula Classificação dos Seres Vivos
Aula Classificação dos Seres Vivos
 
Neodarwinismo
NeodarwinismoNeodarwinismo
Neodarwinismo
 
Sistemática e classificação dos seres vivos
Sistemática e classificação  dos seres vivosSistemática e classificação  dos seres vivos
Sistemática e classificação dos seres vivos
 
Mecanismos de evolução biológica
Mecanismos de evolução biológicaMecanismos de evolução biológica
Mecanismos de evolução biológica
 
Reino animal
Reino animalReino animal
Reino animal
 
Transporte nas plantas
Transporte nas plantasTransporte nas plantas
Transporte nas plantas
 
Evidências da evolução
Evidências da evoluçãoEvidências da evolução
Evidências da evolução
 
Núcleo e divisão celular
Núcleo e divisão celularNúcleo e divisão celular
Núcleo e divisão celular
 
Filogenia e a Árvore da Vida
Filogenia e a Árvore da VidaFilogenia e a Árvore da Vida
Filogenia e a Árvore da Vida
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
 
11 evolucionismo
11  evolucionismo11  evolucionismo
11 evolucionismo
 
Reino Plantas
Reino PlantasReino Plantas
Reino Plantas
 
1.Sistemas de Classificação
1.Sistemas de Classificação1.Sistemas de Classificação
1.Sistemas de Classificação
 
Genetica
GeneticaGenetica
Genetica
 
Espécies
EspéciesEspécies
Espécies
 
Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres VivosClassificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos
 
Evolução biológica
Evolução biológicaEvolução biológica
Evolução biológica
 
Biologia Evolutiva - a origem dos seres vivos
Biologia Evolutiva - a origem dos seres vivosBiologia Evolutiva - a origem dos seres vivos
Biologia Evolutiva - a origem dos seres vivos
 
Sistemática e classificação biológica
Sistemática e classificação biológicaSistemática e classificação biológica
Sistemática e classificação biológica
 
Zoologia geral aulas 1
Zoologia geral aulas 1Zoologia geral aulas 1
Zoologia geral aulas 1
 

Semelhante a (5) sistemática dos seres vivos

PowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 ano
PowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 anoPowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 ano
PowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 ano
anacarol88454
 
PPT - Biologia Sistemas de Classificação/Nomeculatura
PPT - Biologia Sistemas de Classificação/NomeculaturaPPT - Biologia Sistemas de Classificação/Nomeculatura
PPT - Biologia Sistemas de Classificação/Nomeculatura
kuala22kuala
 
RESUMO Sistemática.pdf
RESUMO Sistemática.pdfRESUMO Sistemática.pdf
RESUMO Sistemática.pdf
guize
 
Sistemas De ClassificaçãO
Sistemas De ClassificaçãOSistemas De ClassificaçãO
Sistemas De ClassificaçãO
Loiruh18
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
margaridabt
 
12 sistemática -
12   sistemática -12   sistemática -
12 sistemática -
margaridabt
 
12 sistemática -
12   sistemática -12   sistemática -
12 sistemática -
margaridabt
 
Sistemática vegetal
Sistemática  vegetal Sistemática  vegetal
Sistemática vegetal
Adrianne Mendonça
 
Ppt -sistemas_de_classificacao
Ppt  -sistemas_de_classificacaoPpt  -sistemas_de_classificacao
Ppt -sistemas_de_classificacao
silvia_lfr
 
A classificacao biologica
A classificacao biologicaA classificacao biologica
A classificacao biologica
whybells
 

Semelhante a (5) sistemática dos seres vivos (20)

PowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 ano
PowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 anoPowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 ano
PowerPoint sobre a sistemática de seres vivos - 11 ano
 
PPT - Biologia Sistemas de Classificação/Nomeculatura
PPT - Biologia Sistemas de Classificação/NomeculaturaPPT - Biologia Sistemas de Classificação/Nomeculatura
PPT - Biologia Sistemas de Classificação/Nomeculatura
 
RESUMO Sistemática.pdf
RESUMO Sistemática.pdfRESUMO Sistemática.pdf
RESUMO Sistemática.pdf
 
Sistemas De ClassificaçãO
Sistemas De ClassificaçãOSistemas De ClassificaçãO
Sistemas De ClassificaçãO
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática
12   sistemática12   sistemática
12 sistemática
 
12 sistemática -
12   sistemática -12   sistemática -
12 sistemática -
 
12 sistemática -
12   sistemática -12   sistemática -
12 sistemática -
 
Sistemática vegetal
Sistemática  vegetal Sistemática  vegetal
Sistemática vegetal
 
Ppt -sistemas_de_classificacao
Ppt  -sistemas_de_classificacaoPpt  -sistemas_de_classificacao
Ppt -sistemas_de_classificacao
 
A classificacao biologica
A classificacao biologicaA classificacao biologica
A classificacao biologica
 

Mais de Hugo Martins

Resumo sismologia e estrutura interna da terra
Resumo   sismologia e estrutura interna da terraResumo   sismologia e estrutura interna da terra
Resumo sismologia e estrutura interna da terra
Hugo Martins
 
(2) património genético
(2) património genético(2) património genético
(2) património genético
Hugo Martins
 
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
Hugo Martins
 
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
Resumo   10º ano - ciclo das rochasResumo   10º ano - ciclo das rochas
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
Hugo Martins
 
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
Resumo   11º ano - rochas sedimentaresResumo   11º ano - rochas sedimentares
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
Hugo Martins
 
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
Resumo   11º ano - rochas metamórficasResumo   11º ano - rochas metamórficas
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
Hugo Martins
 
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
Resumo   11º ano - rochas magmáticasResumo   11º ano - rochas magmáticas
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
Hugo Martins
 
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
Hugo Martins
 
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
Hugo Martins
 
Apoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédiosApoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédios
Hugo Martins
 
(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos
Hugo Martins
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
Hugo Martins
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
Hugo Martins
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
Hugo Martins
 
Matriz de teste 11º - fevereiro
Matriz de teste   11º - fevereiroMatriz de teste   11º - fevereiro
Matriz de teste 11º - fevereiro
Hugo Martins
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
Hugo Martins
 
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
Hugo Martins
 
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
Hugo Martins
 
(3) ciclos de vida
(3) ciclos de vida(3) ciclos de vida
(3) ciclos de vida
Hugo Martins
 
(2) Divisão celular
(2) Divisão celular(2) Divisão celular
(2) Divisão celular
Hugo Martins
 

Mais de Hugo Martins (20)

Resumo sismologia e estrutura interna da terra
Resumo   sismologia e estrutura interna da terraResumo   sismologia e estrutura interna da terra
Resumo sismologia e estrutura interna da terra
 
(2) património genético
(2) património genético(2) património genético
(2) património genético
 
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
(1) reprodução humana e manipulação da ferilidade
 
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
Resumo   10º ano - ciclo das rochasResumo   10º ano - ciclo das rochas
Resumo 10º ano - ciclo das rochas
 
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
Resumo   11º ano - rochas sedimentaresResumo   11º ano - rochas sedimentares
Resumo 11º ano - rochas sedimentares
 
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
Resumo   11º ano - rochas metamórficasResumo   11º ano - rochas metamórficas
Resumo 11º ano - rochas metamórficas
 
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
Resumo   11º ano - rochas magmáticasResumo   11º ano - rochas magmáticas
Resumo 11º ano - rochas magmáticas
 
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal(7)   2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
(7) 2008-2009 - 9º ano - sistema neuro-hormonal
 
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...(8)   2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
(8) 2008 - 2009 - 9º ano - organismo em equilíbrio - sistema cardio-respira...
 
Apoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédiosApoio para os testes intermédios
Apoio para os testes intermédios
 
(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos(5) sistemática dos seres vivos
(5) sistemática dos seres vivos
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
 
Diagramas fotossíntese
Diagramas   fotossínteseDiagramas   fotossíntese
Diagramas fotossíntese
 
Matriz de teste 11º - fevereiro
Matriz de teste   11º - fevereiroMatriz de teste   11º - fevereiro
Matriz de teste 11º - fevereiro
 
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
(4) evolução biológica e sistemas dos seres vivos
 
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade(5)   2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
(5) 2008-2009 - 9º ano - noções básicas de hereditariedade
 
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade(6)   2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
(6) 2008-2009 - 9º ano - genética & sociedade
 
(3) ciclos de vida
(3) ciclos de vida(3) ciclos de vida
(3) ciclos de vida
 
(2) Divisão celular
(2) Divisão celular(2) Divisão celular
(2) Divisão celular
 

(5) sistemática dos seres vivos

  • 2. Sistemática  Considera-se que o número de espécies de seres vivos que existem na Terra pode estar compreendido entre 5 e 100 milhões.  Este valor representa uma fracção da biodiversidade que existiu.  Perante tal biodiversidade os biólogo sentiram necessidade de os classificar, agrupando-os de acordo com determinados critérios.
  • 3. Sistemática  Dessa tentativa de “organizar” os seres vivos surgiu a Sistemática.  Ciência que faz o estudo científico dos seres, das suas relações evolutivas e desenvolve sistemas de classificação que reflectem essas relações.  Dentro da Sistemática existe um ramo especializado da classificação dos seres vivos e da nomenclatura (atribuição dos nomes) que se designa de Taxonomia.
  • 4. Sistemática  Sistemática é assim… Taxonomia + Biologia Evolutiva  A Sistemática encontra-se em constante actualização já que novos dados são descobertos todos os dias que levam a novas reinterpretações dos seres vivos e das suas relações evolutivas.
  • 5. Sistemas de Classificação  Os sistemas de classificação não são algo que a natureza tenha originado, surgem de uma necessidade humana de “arrumar a casa”.  Como tal existe uma grande multiplicidade de sistemas de classificação.  Um bom sistema de classificação deve assentar em bons critérios.
  • 6. Sistemas de Classificação  Todos nós já ordenamos objectos, é algo do quotidiano.  Desde sempre o Homem agrupou os seres vivos.  Quando os Homens primitivos distinguiam animais venenosos de animais não venenosos, comestíveis ou não comestíveis e plantas com valor económico ou sem valor.  Isto são formas de classificar.  No entanto estas classificações baseiam-se na utilidade dos seres vivos para o Homem, normalmente alimentação, defesa ou valor económico.  Estas classificações denominam-se de classificações práticas.
  • 7. Sistemas de Classificação  A sedentarização do Homem levou a que estes tivesse outras preocupações além das se os animais eram ou não perigosos.  Dedicou-se então ao estudo das características dos seres vivos, sendo que na antiga Grécia, Aristóteles, foi um dos primeiros a desenvolver um sistema de classificação que procurava agrupar os seres vivos de acordo com critérios morfológicos e fisiológicos.
  • 8. Sistemas de Classificação  A Sistemática teve um grande impulso no século XVII, com Carl Von Linné (1707- 1778), um botânico.  Tantos os sistemas de classificação de Aristóteles e de Lineu são considerados sistemas de classificação racionais.  Já que têm uma base racional, pois utilizam características dos seres vivos em estudo.  Alguns sistemas de classificação racionais baseiam-se num pequeno número de características, pelo que se formam grupos muito heterogéneos.  São constituídos por indivíduos que diferem em muitas outras características.  Nesse caso designamos este processo de sistemas de classificação artificiais.  Eram os casos dos sistemas de Aristóteles e Lineu.
  • 9. Sistemas de Classificação  A utilização de poucas características pode representar um problemas pois dependendo das utilizadas, os mesmos organismos podem originar muitos grupos distintos.  Observe os seguintes organismos:
  • 10. Sistema de Classificação Presença ou ausência de patas • No entanto esta classificação não reflecte a vertente evolutiva, pois a minhoca e a cobra tem menos afinidade do que a rã e a cobra.
  • 11. Sistema de Classificação  Um exemplo de classificação artificial nas plantas é aquela que se baseia em:  Árvores  Arbustos  Herbáceas ou  Anuais  Bianuais  vivazes
  • 12. Sistema de Classificação  Nas classificações artificiais como os caracteres são escolhidos arbitrariamente, ignorando todos os outros, e são em pequeno número, ficam reunidos no mesmo grupo organismos pouco relacionados entre si.  Este tipo de classificação é característico do período pré-lineano das classificações.
  • 13. Sistema de Classificação  Na realidade podemos distinguir três períodos nas classificações:  Pré-Lineano  Pós-Lineano  Pré-Darwiniano  Pós-Darwiniano
  • 14. Sistema de Classificação  Lineu embora fixista sempre se preocupou que as suas classificações reflectissem as relações e afinidades naturais dos organismos.  Embora acreditasse no Criacionismo, conseguia reconhecer que certas espécies apresentavam mais semelhanças entre si do que relativamente a outras.  Assim e apesar de fixista, Lineu desenvolveu um importantíssimo trabalho, classificando cerca de 1400 animais e plantas.  No entanto as suas classificações eram ainda artificiais, pois a quantidade de caracteres utilizados eram ainda poucos, pelo que esta classificação veiculava pouca informação.
  • 15. Sistema de Classificação  Com a descoberta de novas terras houve também a descoberta de novos animais e plantas, pelo que sentiu-se a necessidade de desenvolver novas classificações que assentassem no maior número de características.  Estas classificações denominam- se classificações naturais, no entanto são pós-lineanas mas pré-darwinianas, logo não têm em conta a vertente evolucionista.
  • 16. Sistema de Classificação  Nas classificações naturais os grupos formados reúnem organismos com maior grau de semelhança.  Este sistema de classificação é por vezes complicado de efectuar uma vez que para tal é necessário conhecer de forma pormenorizada das características dos indivíduos.
  • 17. Sistema de Classificação  Até ao século XVIII, no entanto, imperavam as ideias fixistas, e portanto as classificações reflectiam esta ideologia, não levavam a filogenia em conta.  Filogenia – estudo das relações evolutivas dos seres vivos.  Eram classificações estáticas que privilegiavam as características estruturais, não tendo em conta o factor tempo.  Assim consideram-se estas classificações horizontais ou fenéticas, pois apenas se baseiam em caracteres directamente observáveis.
  • 18. Sistema de Classificação  Com Darwin os sistemas de classificação levam nova reestruturação, tem que se contar com o factor tempo.  Os seres vivos evoluem, mudam são dinâmicos.  Estes novos sistemas de classificação que tentam organizar os indivíduos segundo os seus graus de parentesco são ditas classificações evolutivas ou filogenéticas.  Mas também como levam em linha de conta o factor tempo dizem-se classificações verticais, filogenéticas ou filéticas.  Sendo características do período pós-darwiniano.  Dentro destas existem as classificações cladísticas.  As relações eram representadas por cladogramas.  As características utilizadas para a criação dos cladogramas eram divididas em dois grupos distintos.
  • 19. Sistema de Classificação  Um em que as características primitivas ou ancestrais eram partilhadas por um grupo de organismos que descendiam de um ancestral comum em que essas características estavam presentes.  Outro era baseado nas características derivadas que estavam presentes nos indivíduos de uma linhagem mas não estavam presentes no ancestral dessa linhagem, o que mostra ter havido separação de um novo ramo ou grupo de indivíduos.
  • 20. Sistema de Classificação  Outro tipo de classificação filética é a classificação evolutiva.  Conciliam critérios filéticos e fenéticos.  Os organismos são agrupados por grau de parentesco.  São utilizados todos os tipos de dados…  Citológicos, Embriológicos, Genéticos, Bioquímicos, Fenéticos…  Estas classificações são representadas por árvores filogenéticas ou árvores evolutivas.
  • 23. Sistema de Classificação  O grau de semelhança entre os grupos reflecte o tempo em que a divergência ocorreu, sendo essa divergência tanto maior quanto maior for o tempo que decorreu.  Para a construção destas árvores recorre-se ao maior número de características:  Fósseis;  Semelhanças estruturais;  Dados Bioquímicos;  Embriologia…
  • 25. Sistemas de Classificação  Os avanços tecnológicos têm permitido que as árvores filogenéticas sejam cada vez mais completas e coerentes.  Mas tal como todos os estudos podem ser alvo de críticas.  Alguns cientistas afirmam que estas classificações são subjectivas, pois baseiam na interpretações de factos que utilizam hipóteses sobre as relações de parentesco.
  • 26. Sistemas de Classificação  Para os Criacionistas as semelhanças que se vislumbram entre os organismos são parte do “plano de criação”.  Para os evolucionistas resultam do processo evolutivo e do facto de os organismos descenderem de ancestrais comuns.  As classificações naturais têm vindo a recorrer cada vez mais a informação patente nos seres vivos.  No entanto essa aplicação depende do grau de desenvolvimento do conhecimento científico da época em que a classificação é feita.  Por isso não há uma classificação definitiva.
  • 27. Sistemas de Classificação  De uma forma resumida… Sistema de Classificação Práticas Racionais Horizontais Verticais Artificiais Naturais Cladisticas Filogenéticas
  • 29. Taxonomia  Os sistemas de classificação actuais ainda reflectem a influência dos trabalhos de Lineu.  Os estudo de Lineu foram publicados sobre o nome de Systema Naturae.  Neste sistema os seres vivos são agrupados em dois grandes grupos, os Reinos, que se subdividem em diversas subcategorias cada vez mais específicas.
  • 30. Taxonomia  De outra perspectiva o modelo lineano de ordenação dos seres vivos é feita de um modo ascendente a partir da espécie.  Constitui um sistema  Reino hierárquico de classificação.  Divisão ou Filo  Classe  Ordem  Apresenta 7 níveis.  Família  Género  Espécie
  • 31. Taxonomia  Reino: Animalia  Filo: Chordata  Classe: Mamalia  Ordem: Carnivora  Familia: Canidae  Género: Canis  Canis lupus  Canis lupus familiaris
  • 32. Taxonomia  Reino: Animalia  Divisão: Chordata  Classe: Mammalia  Ordem: Primata  Família: Hominidae  Género Homo  Homo sapien  Homo sapien sapien
  • 33. Taxonomia  Na hierarquia das classificações biológicas, cada uma das categorias taxonómicas é também conhecida como taxon (taxa no plural).  Além das setes taxa principais, os investigadores utilizam categorias intermédias, que se diferenciam pelos sufixos super, sub e infra.  Por exemplo no filo Chordata, distingue-se o subfilo Vertebrata.
  • 34. Taxonomia  A espécie constitui a unidade básica de classificação, sendo constituída por um grupo natural de indivíduos morfologicamente semelhantes e que partilham o mesmo fundo genético, cruzando- se entre si e originando descendência fértil.
  • 35. Taxanomia  Os indivíduos de espécies diferentes não se cruzam normalmente entre si, isto é, encontram-se isolados reprodutivamente.  A formação de grupos taxionómicos depende do julgamento humano, pois não existe nenhuma característica biológica que os delimite objectivamente.  Assim espécies semelhantes agrupam-se num Género, por sua vez Géneros semelhantes agrupam-se numa Família…
  • 36. Taxonomia  Cada taxon está inserido no que lhe fica imediatamente acima e contem todos os que lhe ficam abaixo.  Assim dois indivíduos são tanto mais semelhantes quantos mais taxons partilharem.  Por outras palavras, dois indivíduos são tanto mais semelhantes quanto mais restrito for o taxa que se encontram.
  • 37. Nomenclatura  O uso dos nomes vulgares nos seres vivos acarreta um problema no mundo das ciências.  A diversidade línguas no planeta e mesmo a diversidade cultural dentro de cada país faz com que cada ser Portugal: Libelinha/Tira-olhos/Lavadeira/Libélula Pirilampos vivo possa ter diversos Brasil: Helicóptero/Papa-fumo/Cavalinho-do-judeu Vaga-lume Inglês: Dragonflie (Mosca dragão) Fireflies (Moscas do fogo) nomes, dependendo do local.
  • 38. Nomenclatura  Assim numa tentativa de universalizar os nomes, os cientista, desenvolveram uma nomenclatura internacional para a designação dos seres vivos.  Estabeleceram-se então regras para a atribuição de nomes científicos aos seres vivos e aos grupos em que se encontram.  O primeiro problema que surgiu foi… qual língua escolher?  As línguas modernas não são universais e encontram-se em constante mudança.  Desde a idade média que se usa o latim para dar nomes aos organismos, até porque era a língua ensina nas escolas da altura.
  • 39. Nomenclatura  Assim escolheu-se o latim, por já ser utilizada mas principalmente porque é uma língua morta, ou seja não evolui mantendo as palavras o seu significado.  No século XVII, John Ray desenvolveu um sistema em que cada espécies tinha um nome em latim que consistia numa longa sequência de termos em latim que correspondiam à descrição desses organismos. Apis, pubescens, thorace subgriseo, abdomine fusco, pedibus, posticis glabris utrinque margine ciliatis
  • 40. Nomenclatura  A nomenclatura polinomial era longo, difícil e pouco cómodo.  Foi com Lineu que se desenvolveu um sistema de nomenclatura prático e universal.  Sistema de nomenclatura binominal. Apis melifera  Eventualmente estas regras sofrem actualizações pela Comissão Internacional de Nomenclatura.
  • 41. Nomenclatura  Regras de nomenclatura binominal  O nome de espécie consta sempre de duas palavras latinas ou latinizadas.  O primeiro é um substantivo com inicial maiúscula e corresponde ao Vulpes vulpes nome do género a que a espécie pertence.  A segunda palavra escrita com inicial minúscula, designa-se de restritivo específico ou epíteto específico, sendo geralmente um adjectivo e só pode ser usado quando acompanhado do nome de Pan troglodytes género. Loxodonta africana
  • 42. Nomenclatura  A designação dos grupos superiores à espécie é uninominal, isto é, consta de uma palavra que é um substantivo, Género: Homo escrita com inicial maiúscula. Família: Hominidae Género: Lama  O nome de família.. Família: Lamnidae  No caso dos animais obtém-se Género: Pisum adicionando a terminação idae à Família: Fabaceae raiz do nome de um dos géneros desta família. Género: Asteride Família: Asteraceae  No caso das plantas obtém-se adicionando a terminação aceae à raiz do nome de um dos géneros desta família.
  • 43. Nomenclatura Ursus arctos arctos Quando uma    (Urso-europeu) espécie tem  Ursus arctos californicus (Urso-dourado-da-califórnia, extinto) subespécies, para   Ursus arctos crowtheri designar cada uma   (Urso-do-atlas, extinto) Ursus arctos horribilis delas usa-se  (Urso-cinzento ou urso-grizzly) nomenclatura  Ursus arctos isabellinus  (Urso-castanho-do-himalaia) trinomianal.  Ursus arctos middlendorffi  (Urso-de-kodiak)  Ursus arctos nelsoni  A seguir ao   (Urso-cinzento-mexicano) Ursus arctos pruinosus restritivo específico  (Urso-azul-tibetano) adiciona-se um  Ursus arctos yesoensis (Urso-pardo-de-hokkaido) restritivo   Ursus arctos beringianus subespecífico.  (Urso-pardo-siberiano)  Ursus arctos syriacus  (Urso-siríaco)
  • 44. Nomenclatura  Os nomes de género, espécie e subespécie são escritos em latim e num tipo de letra diferente da do texto.  Normalmente em itálico ou Apis mellifera Lineu, 1758 sublinhados. ou Apis mellifera Lin.  À frente do nome de espécie deve escrever-se em letra de texto o nome ou a abreviatura do nome do taxonomista que, a partir de 1758, atribuíram o nome ciéntífico.  O nome do autor pode também constar separado por uma vírgula Apis mellifera scutellata Lepeletier, 1836
  • 45. Os Reinos da Vida
  • 46. Reinos da Vida  Os sistema de Classificações têm-se modificado ao longo dos tempos.  De acordo com os conhecimentos da altura e mesmo de acordo com a tecnologia disponível.  Mesmo os sistemas actualmente aceites não o serão para sempre.
  • 47. Reinos da Vida  Desde Aristóteles até meados do século XIX que os seres vivos se dividiam em dois Reinos: Plantae e Animalia.  Plantae – abrange uma grande diversidade de organismos: seres vivos fotossintéticos, sem locomoção e sem ingestão; bactérias e fungos.  Animalia – abrange seres não fotossintéticos que têm locomoção e obtêm os alimentos por ingestão. Incluem: seres unicelulares (protozoários) e seres multicelulares (metazoários).
  • 48. Reinos da Vida  Em 1866, Ernest Haeckel, após o desenvolvimento do microscópio e da descoberta de seres microscópicos, propõe um terceiro reino, o Reino Protista.  Este reino incluía formas mais primitivas e ambíguas como bactérias, protozoários e fungos, cujas características não são claramente de animais nem de vegetais.
  • 49. Reinos da Vida  Já no século XX, Herbert Copeland, propõe um sistema dividido em quatro reinos, onde se acrescentaria o Monera.  O Reino Protista abrangia muitos seres vivos, misturando por vezes seres vivos que nada tinham uns com os outros.  Houve então necessidade de separar alguns dos seres vivos do Reino Protista.  A criação do Reino Monera, fez com se separassem as bactérias dos restantes seres vivos do Reino Protista.  Assim o Reino Monera incluía todos os seres procariontes (bactérias).  No Reino Protista estavam todos os seres eucariontes unicelulares.
  • 50. Reinos da Vida  Na década de 60 do século XX, devido, principalmente, aos conhecimentos obtidos por técnicas bioquímicas e pela microscopia electrónica, desenvolveu-se um novo sistema de classificação.  Em 1969 Whittaker desenvolveu um sistema de cinco reinos.  Tendo sido adicionado o Reino Fungi, onde figuram os fungos que antes faziam parte do Reino Plantae.
  • 51. Reinos da Vida  A classificação de Whittaker assentava nos seguintes critérios:  Nível de organização celular  Considera o tipo de organização celular, procarionte ou eucarionte, e se há unicelularidade ou multicelularidade.  Tipos de nutrição  Tem como base o processo de obtenção do alimento.  Interacções nos ecossistemas  Os tipos de nutrição relacionam-se com as interacções alimentares que os organismos estabelecem nos ecossistemas.
  • 52. Os três critérios básicos  Níveis de organização celular  Estrutura celular procariótica – Reino Monera  Estrutura celular eucariótica – os restantes reinos.  Tipos de nutrição  Reino Monera – fotoautotróficos, quimioautotróficos e heterotróficos (não existe ingestão neste reino).  Reino Protista – heterotróficos por absorção ou ingestão, fotossintéticos.  Reino Plantae – fotossintéticos.  Reino Fungi – heterotroficos por aborção.  Reino Animalia – heterotróficos por ingestão.
  • 53. Os três critérios básicos  Interacções nos ecossistemas  Produtores  Seres autotróficos, entre os quais se destacam as plantas, as algas e algumas bactérias.  Macroconsumidores  Seres heterotróficos que ingerem os alimentos sendo representados por animais e alguns protistas.  Microconsumidores  Seres heterotróficos, principalmente bactérias e fungos. Decompõem a matéria orgânica, absorvem alguns produtos resultantes da decomposição e libertam substâncias inorgânicas para o meio. São também chamados decompositores ou saprófitos.
  • 54. Whittaker 1969  A classificação de Whittaker de 1969 representa um importante desenvolvimento face às anteriores, já que entre outras razões se encontra de acordo com a interpretação da estrutura e funcionamento dos ecossistemas.  No entanto esta classificação apresentava limitações, algumas das quais indicadas mesmo pelo próprio autor.  Um deles era relativo à separação entre eucariontes unicelulares e os eucariontes multicelulares.  As algas verdes por exemplo incluem seres unicelulares, coloniais e multicelulares, logo podiam ser incluídas em dois Reinos (Protista e Plantae).
  • 55. Whittaker 1979  Assim em 1979, Whittaker refaz o seu sistema.  As principais alterações ocorreram no Reino Protista.  Tendo passado este Reino a englobar grupo de seres flagelados e todas as algas, quer as unicelulares como as multicelulares.  Assim o Reino Protista passou a conter, também, seres eucariontes multicelulares, embora com baixo grau de diferenciação.  Dessa forma alguns autores defendem que o reino se deveria denominar de Reino Proctotista.  A interacção de todos os seres vivos dos cinco reinos, e as suas relação bióticas permitem o normal funcionamento do Ecossistema.
  • 56. Os Domínios da Vida  Nenhum sistema de classificação é definitivo, e com o progressivo desenvolvimento das técnicas biológicas, grupos que aparentavam ser naturais afinal não são.  Um dos reinos em que menos se mexia era o Reino Monera… Porque!?
  • 57. Os Domínios da Vida  Seres microscópicos e de estudo por vezes difícil, tornam o Reino Monera por vezes o “caixote de lixo” da classificação.  Em 1970, Carl Woese, baseando-se em estudos de sequenciação de RNA ribossómico propuseram que existem basicamente dois grupos distintos de procariontes:  Arquebactérias e Eubactérias.  Sugeriu-se o desenvolvimento de seis reinos.  Chegou-se a propor 12 reinos.
  • 58. Os Domínios da Vida  Presentemente, a maioria dos sistematas usam um nível superior ao reino, chamado domínio, baseado em diferenças moleculares entre arquebactérias, eubactérias e eucariontes.  Segundo esta classificação existem duas linhagens nos procariontes.  Essas linhagens terão divergido muito cedo na história evolutiva dando origem ao Domínio Bacteria, onde se encontram as Eubacteria, e ao Domínio Archaea, onde se encontram as Archaebcateria.  É da linhagem das Archaea que evolui o Domínio Eukarya, com os reinos Protista, Plantae, Fungi e Animalea.
  • 59. Sistemática em aberto…  Como se pode ver a Sistemática é uma ciência que não parou, muito pelo contrário continua em constante progresso.  Uma vez que todas as árvores filogenéticas são hipóteses, e que os sistemas de classificação se baseiam actualmente nesta perspectiva então, também todas as classificações são hipotéticas.