pnoriega@fmh.utl.pt
1
Psicossociologia do Trabalho
PERCEPÇÃO
2
Sumário
• Percepção
– Factores que a influenciam
• Factores Externos
• Factores internos
– A organização perceptiva
• Percepção de pessoas
– A atribuição causal
• Modelo de Kelley
• Modelo de Jones e Davis
– Erros da atribuição
• Julgamento dos outros: atalhos
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3
PERCEPÇÃO
“Processo pelo qual os indivíduos organizam e
interpretam as suas impressões sensoriais, de modo a
dar sentido ao seu ambiente” (Robbins)
“Processo cognitivo que tem lugar entre a
estimulação/situação e a acção” (Luthans)
4
Importância para o comportamento
O comportamento das pessoas é baseado naquilo
que elas percebem como real, e não na realidade
objectiva
Realidade objectiva
Realidade percebida
(PERCEPÇÃO)
≠
PERCEPÇÃO
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Selectividade Perceptiva
(Orientação da Atenção)
Que explicações dar para as pessoas
seleccionarem apenas a estimulação
adequada? ou, Que factores influenciam essa
percepção?
Factores
de Atenção
Externos
Orientação
de Factores
Internos
6
Factores de atenção externos
• Intensidade
• Dimensão
• Contraste
• Repetição
• Movimento
• Novidade e familiaridade
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7
Intensidade
Quanto maior for a intensidade da estimulação externa,
maior é a probabilidade de ela ser percepcionada
Dimensão
Quanto maior a dimensão do objecto, maior é a
probabilidade de ele ser percepcionado.
Contraste
O princípio do contraste diz que a estimulação que se
destaca do seu fundo chama mais a atenção.
Factores de atenção externos
8
CONTRASTE
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9
10
Contraste
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11
Factores de atenção externos
Repetição
Um estímulo externo recebe mais atenção se for repetido, do
que se for apresentado apenas uma vez..
Movimento
As pessoas prestam mais atenção a objectos em movimento
no seu campo de visão, do que a objectos parados.
Novidade e familiaridade
As estimulações novas ou familiares podem servir para
chamar a atenção. Objectos/acontecimentos novos em
situação familiar ou objectos familiares em situações novas,
ambos chamam a atenção do percepiente.
12
Factores internos
• Aprendizagem e percepção
• Orientação perceptiva no local
de trabalho
• Motivação e percepção
• Personalidade e percepção
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13
Aprendizagem e Percepção
• A familiaridade fruto da aprendizagem
pode orientar a percepção num
determinado sentido. A aprendizagem
orienta de forma a criar uma
expectativa para se percepcionar de
determinada forma. (... se preferirem,
às vezes as pessoas vêm e ouvem
aquilo que esperam ver e ouvir).
14
M-A-C-T-A-V-I-S-H
M-A-C-D-O-N-A-L-D
M-A-C-B-E-T-H
M-A-C-H-I-N-E-R-Y
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16
17
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18
19
Orientação perceptiva no local de trabalho
• O mesmo estímulo/situação pode ser
percepcionado de formas diferentes. Os
trabalhadores consoante o seu background
profissional, aprendem a percepcionar o
mundo à sua volta de forma diferenciada.
• Exemplo: (Estudo de Dearbor & Simons)
• Situação: Baixa produtividade no
departamento de produção de fábrica de aço.
(Caso construído de forma âmbigua)
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20
Solução
Engenharia Melhorar a concepção da
máquina
Gestor de R.H. Aumentar o treino e incentivos
monetários
Chefias: Aumentar a eficácia da
organização, planeamento e
controle.
Trabalhadores: Não gostam do supervisor, por
isso querem que ele saia.
21
Motivação (necessidades) e percepção
As motivações e necessidades podem determinar
a maneira como vemos as coisas.
Exemplo extremo: Estudo de McClelland e
Atkinson sobre fome.
Estudo da projecção expressiva das
necessidades:
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22
Estudo da projecção expressiva das necessidades:
Sujeitos com fome e sujeitos sem fome
(Há 16 hs sem comer) (comeram há 1h)
Passagem de um teste projectivo que consistia
em exibir imagens desfocadas e perguntar aos
sujeitos o que viam.
A percentagem de vezes que estes
sujeitos viam comida nas imagens
era muito superior.
23
ORGANIZAÇÃO PERCEPTIVA
O que é que acontece no processo perceptivo assim que a
informação do estímulo é recebida. Como é que o processo
perceptivo organiza a informação num todo coerente.
• Figura fundo
• Agrupamento perceptivo
• Constância perceptiva
• Contexto perceptivo
• Defesa perceptiva
Processos
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24
Figura fundo
Os objectos percepcionados destacam-se como parte
diferenciada do seu fundo geral.
25
Agrupamento perceptivo
Tendência em agrupar os estímulos próximos num todo
coerente.
Leis da organização perceptiva.
1. Fechamento
. As pessoas podem perceber um todo, quando na
realidade este não existe.
2. Bom prolongamento
. As pessoas têm tendência a “preferir” os contornos que
continuam suavemente as linhas de origem.
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26
3. Proximidade
. Quanto mais os estímulos estão perto uns dos outros,
maior propensão têm para serem agrupadas
conjuntamente na percepção.
4. Semelhança
. Quanto maior for a semelhança dos estímulos, maior a
tendência para os percebermos como um grupo comum.
Linhas Colunas
27
Constância perceptiva
Apesar da estimulação dos sentidos estar em constante
mudança, as propriedades dos objectos não mudam.
Contexto perceptivo
O contexto perceptivo dá valor e significado a: estímulos
simples, objectos, acontecimentos, situações e outras
pessoas no ambiente.
Este boneco não tem qualquer significado mas
podemos dar-lhe um contexto: Partida para uma
corrida de ratos
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28
Defesa perceptiva
• É usada contra estímulos ou situações que
são pessoal ou culturalmente ameaçadores
– Informação emocionalmente perturbadora tem
limiares de reconhecimento mais elevados (+
dificil de detectar)
– Informação e estímulos que perturbam podem ser
substituídos por outros menos desagradáveis.
– A informação que “excita” as emoções
obviamente aumenta a activação das emoções,
mas por vezes essa activação é distorcida e
dirigida a outros objectos
29
Percepção de pessoas:
Julgamento dos seus comportamentos
A atribuição causal Processo de
imputação
de causalidade
Responsabilizar quem?
Indivíduo?----ou---Situação?
(interna)-------------(externa)
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30
Comportamento
do indivíduo
Consenso
Consistência
Distintividade
Alta
Baixa
Externa
Interna
Alta
Baixa
Externa
Interna
Alta
Baixa
Interna
Externa
Observação Interpretação Atribuição
1. Modelo de Kelley
(para situações repetidas)
31
Atribuição e Interpretação do
comportamento
(Elementos no modelo de Kelley)
ATRIBUIÇÃO
• Comportamentos cuja causa é INTERNA são
aqueles que são julgados como estando sobre o
controle do indivíduo;
• Comportamentos cuja causa é EXTERNA são
vistos como estando dependentes da situação, isto
é a pessoa teve aquele comportamento devido à
situação.
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32
INTERPRETAÇÃO
DISTINTIVIDADE - Refere a forma como o actor se relaciona
com outras entidades. Grau em que o comportamento se
distingue daquilo que é habitual. Se é distinto daquilo que é
habitual a clareza ou distintividade é alta.
CONSENSO - Forma como outros actores reagem à entidade
em questão. Grau em que o comportamento da pessoa é
consensual relativamente ao comportamento de outras
pessoas. Se nas mesmas circunstâncias outros reagem de
forma idêntica o consenso é alto.
CONSISTÊNCIA - Refere-se ao conhecimento que o
percipiente tem acerca da história do comportamento do actor
Se o comportamento ocorre esporadicamente o grau de
consistência é baixo.
33
Comportamento
do indivíduo
Consenso
Consistência
Distintividade
Alta
Baixa
Externa
Interna
Alta
Baixa
Externa
Interna
Alta
Baixa
Interna
Externa
Observação Interpretação Atribuição
1. Modelo de Kelley
(para situações repetidas)
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34
Exercícios de exemplo e clarificação:
Exercício 1:
Segundo o modelo de Kelley que tipo de atribuição
(interna ou externa) faria o percipiente relativamente
ao desempenho de Marta Pires na sua tarefa
presente?
35
•O nível de desempenho de Marta Pires
nesta tarefa é semelhante ao seu nível de
desempenho noutras tarefas relacionadas
(Distintividade baixa)
•Os outros colegas de Marta normalmente
têm um desempenho pior nesta tarefa
(Consenso baixo).
•O desempenho da Marta nesta tarefa tem
sido consistente ao longo do tempo
(Consistência alta).
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36
Exercício 2: O Carlos Botas, responsável da sua Equipa
de trabalho, tinha uma reunião com muita
responsabilidade agendada para a manhã de hoje,
contudo chegou atrasado o que fez perder um negócio
importante para a firma onde trabalha.
Considere os seguintes pontos.
- Esta é uma situação pouco frequente pois nos últimos
meses ele não tem chegado atrasado.
- O seu comportamento noutros aspectos do seu trabalho
são geralmente positivos (o chegar atrasado é negativo).
- Outros colegas que fizeram o mesmo percurso que ele
para o trabalho, também chegaram atrasados.
Identifique para cada ponto o nível de interpretação e a sua
atribuição, e referenciando-se ao modelo de Kelley diga se
atribuiria a responsabilidade do Carlos chegar atrasado, a ele
próprio ou a factores situacionais.
37
2. Modelo de Jones & Davis
(para situações novas)
Comportamento
observado
Efeitos não
comuns
Relevância
Hedónica
Desejabilidade
Social
Alta
Baixa
Situacional
Externa
Pessoal
Interna
Muitos
Poucos
Mais difícil
inferir e julgar
Alta
Personalismo
Dificuldade maior em
fazer análise precisa
da situação
Observação Interpretação Atribuição
Mais fácil
inferir e julgar
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38
Atribuição do comportamento
(Elementos no modelo de Jones e Davis)
INTERPRETAÇÃO
DESEJABILIDADE SOCIAL - Adequação do
comportamento às normas e regras sociais e/ou àquilo
que é esperado numa determinada situação.
EFEITOS NÃO COMUNS - Opções comportamentais
do actor e diferentes resultados da sua escolha.
RELEVÂNCIA HEDÓNICA - Grau em que um
determinado resultado do comportamento beneficia ou
prejudica o sujeito que faz a atribuição.
39
ERROS GERAIS DA
ATRIBUIÇÃO
ERRO FUNDAMENTAL DA ATRIBUIÇÃO
Tendência para sobrestimar o papel dos factores pessoais
disposicionais e a subestimar o impacte dos factores
ambientais na determinação do comportamento das outras
pessoas.
VIESES DO PRÓPRIO SUJEITO
Tendência que os sujeitos têm para fazer atribuições
internas para os seus sucessos e atribuições externas para
os seus fracassos
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40
Julgamento dos outros
(Tácticas de economia cognitiva.
Mais rápidas mas com menor veracidade)
Percepção selectiva - As pessoas interpretam selectivamente
aquilo que vêm, baseadas nos seus interesses, experiência e
atitudes. (Recordar exemplo dos estudo da Fábrica de Aço)
Efeito de Halo - Fazer uma generalização a partir de uma única
característica. (e.g. Asch - Formação de Impressões 1946)
Efeito de contraste - A avaliação das características das
pessoas pode ser afectada por comparações com outras
pessoas recentemente encontradas, com grande diferença,
positiva ou negativa, na característica em análise.
Projecção - Atribuir características do próprio a outra pessoa.
Estereótipos - Julgar alguém com base na percepção que se
tem do grupo a que a pessoa pertence.
41
Asch - Formação de impressões da
personalidade, 1946 Ex. de demonstração do
efeito de Halo
– GP1
• Inteligente
• Habilidoso
• Prático
• Engenhoso
• Determinado
• Quente
• Sensato
• com humor
• Popular
• Imaginativo
– GP2
• Inteligente
• Habilidoso
• Prático
• Engenhoso
• Determinado
• Frio
• Sensato
• com humor
• Popular
• Imaginativo

06percepcao

  • 1.
    pnoriega@fmh.utl.pt 1 Psicossociologia do Trabalho PERCEPÇÃO 2 Sumário •Percepção – Factores que a influenciam • Factores Externos • Factores internos – A organização perceptiva • Percepção de pessoas – A atribuição causal • Modelo de Kelley • Modelo de Jones e Davis – Erros da atribuição • Julgamento dos outros: atalhos
  • 2.
    pnoriega@fmh.utl.pt 3 PERCEPÇÃO “Processo pelo qualos indivíduos organizam e interpretam as suas impressões sensoriais, de modo a dar sentido ao seu ambiente” (Robbins) “Processo cognitivo que tem lugar entre a estimulação/situação e a acção” (Luthans) 4 Importância para o comportamento O comportamento das pessoas é baseado naquilo que elas percebem como real, e não na realidade objectiva Realidade objectiva Realidade percebida (PERCEPÇÃO) ≠ PERCEPÇÃO
  • 3.
    pnoriega@fmh.utl.pt 5 Selectividade Perceptiva (Orientação daAtenção) Que explicações dar para as pessoas seleccionarem apenas a estimulação adequada? ou, Que factores influenciam essa percepção? Factores de Atenção Externos Orientação de Factores Internos 6 Factores de atenção externos • Intensidade • Dimensão • Contraste • Repetição • Movimento • Novidade e familiaridade
  • 4.
    pnoriega@fmh.utl.pt 7 Intensidade Quanto maior fora intensidade da estimulação externa, maior é a probabilidade de ela ser percepcionada Dimensão Quanto maior a dimensão do objecto, maior é a probabilidade de ele ser percepcionado. Contraste O princípio do contraste diz que a estimulação que se destaca do seu fundo chama mais a atenção. Factores de atenção externos 8 CONTRASTE
  • 5.
  • 6.
    pnoriega@fmh.utl.pt 11 Factores de atençãoexternos Repetição Um estímulo externo recebe mais atenção se for repetido, do que se for apresentado apenas uma vez.. Movimento As pessoas prestam mais atenção a objectos em movimento no seu campo de visão, do que a objectos parados. Novidade e familiaridade As estimulações novas ou familiares podem servir para chamar a atenção. Objectos/acontecimentos novos em situação familiar ou objectos familiares em situações novas, ambos chamam a atenção do percepiente. 12 Factores internos • Aprendizagem e percepção • Orientação perceptiva no local de trabalho • Motivação e percepção • Personalidade e percepção
  • 7.
    pnoriega@fmh.utl.pt 13 Aprendizagem e Percepção •A familiaridade fruto da aprendizagem pode orientar a percepção num determinado sentido. A aprendizagem orienta de forma a criar uma expectativa para se percepcionar de determinada forma. (... se preferirem, às vezes as pessoas vêm e ouvem aquilo que esperam ver e ouvir). 14 M-A-C-T-A-V-I-S-H M-A-C-D-O-N-A-L-D M-A-C-B-E-T-H M-A-C-H-I-N-E-R-Y
  • 8.
  • 9.
    pnoriega@fmh.utl.pt 18 19 Orientação perceptiva nolocal de trabalho • O mesmo estímulo/situação pode ser percepcionado de formas diferentes. Os trabalhadores consoante o seu background profissional, aprendem a percepcionar o mundo à sua volta de forma diferenciada. • Exemplo: (Estudo de Dearbor & Simons) • Situação: Baixa produtividade no departamento de produção de fábrica de aço. (Caso construído de forma âmbigua)
  • 10.
    pnoriega@fmh.utl.pt 20 Solução Engenharia Melhorar aconcepção da máquina Gestor de R.H. Aumentar o treino e incentivos monetários Chefias: Aumentar a eficácia da organização, planeamento e controle. Trabalhadores: Não gostam do supervisor, por isso querem que ele saia. 21 Motivação (necessidades) e percepção As motivações e necessidades podem determinar a maneira como vemos as coisas. Exemplo extremo: Estudo de McClelland e Atkinson sobre fome. Estudo da projecção expressiva das necessidades:
  • 11.
    pnoriega@fmh.utl.pt 22 Estudo da projecçãoexpressiva das necessidades: Sujeitos com fome e sujeitos sem fome (Há 16 hs sem comer) (comeram há 1h) Passagem de um teste projectivo que consistia em exibir imagens desfocadas e perguntar aos sujeitos o que viam. A percentagem de vezes que estes sujeitos viam comida nas imagens era muito superior. 23 ORGANIZAÇÃO PERCEPTIVA O que é que acontece no processo perceptivo assim que a informação do estímulo é recebida. Como é que o processo perceptivo organiza a informação num todo coerente. • Figura fundo • Agrupamento perceptivo • Constância perceptiva • Contexto perceptivo • Defesa perceptiva Processos
  • 12.
    pnoriega@fmh.utl.pt 24 Figura fundo Os objectospercepcionados destacam-se como parte diferenciada do seu fundo geral. 25 Agrupamento perceptivo Tendência em agrupar os estímulos próximos num todo coerente. Leis da organização perceptiva. 1. Fechamento . As pessoas podem perceber um todo, quando na realidade este não existe. 2. Bom prolongamento . As pessoas têm tendência a “preferir” os contornos que continuam suavemente as linhas de origem.
  • 13.
    pnoriega@fmh.utl.pt 26 3. Proximidade . Quantomais os estímulos estão perto uns dos outros, maior propensão têm para serem agrupadas conjuntamente na percepção. 4. Semelhança . Quanto maior for a semelhança dos estímulos, maior a tendência para os percebermos como um grupo comum. Linhas Colunas 27 Constância perceptiva Apesar da estimulação dos sentidos estar em constante mudança, as propriedades dos objectos não mudam. Contexto perceptivo O contexto perceptivo dá valor e significado a: estímulos simples, objectos, acontecimentos, situações e outras pessoas no ambiente. Este boneco não tem qualquer significado mas podemos dar-lhe um contexto: Partida para uma corrida de ratos
  • 14.
    pnoriega@fmh.utl.pt 28 Defesa perceptiva • Éusada contra estímulos ou situações que são pessoal ou culturalmente ameaçadores – Informação emocionalmente perturbadora tem limiares de reconhecimento mais elevados (+ dificil de detectar) – Informação e estímulos que perturbam podem ser substituídos por outros menos desagradáveis. – A informação que “excita” as emoções obviamente aumenta a activação das emoções, mas por vezes essa activação é distorcida e dirigida a outros objectos 29 Percepção de pessoas: Julgamento dos seus comportamentos A atribuição causal Processo de imputação de causalidade Responsabilizar quem? Indivíduo?----ou---Situação? (interna)-------------(externa)
  • 15.
    pnoriega@fmh.utl.pt 30 Comportamento do indivíduo Consenso Consistência Distintividade Alta Baixa Externa Interna Alta Baixa Externa Interna Alta Baixa Interna Externa Observação InterpretaçãoAtribuição 1. Modelo de Kelley (para situações repetidas) 31 Atribuição e Interpretação do comportamento (Elementos no modelo de Kelley) ATRIBUIÇÃO • Comportamentos cuja causa é INTERNA são aqueles que são julgados como estando sobre o controle do indivíduo; • Comportamentos cuja causa é EXTERNA são vistos como estando dependentes da situação, isto é a pessoa teve aquele comportamento devido à situação.
  • 16.
    pnoriega@fmh.utl.pt 32 INTERPRETAÇÃO DISTINTIVIDADE - Referea forma como o actor se relaciona com outras entidades. Grau em que o comportamento se distingue daquilo que é habitual. Se é distinto daquilo que é habitual a clareza ou distintividade é alta. CONSENSO - Forma como outros actores reagem à entidade em questão. Grau em que o comportamento da pessoa é consensual relativamente ao comportamento de outras pessoas. Se nas mesmas circunstâncias outros reagem de forma idêntica o consenso é alto. CONSISTÊNCIA - Refere-se ao conhecimento que o percipiente tem acerca da história do comportamento do actor Se o comportamento ocorre esporadicamente o grau de consistência é baixo. 33 Comportamento do indivíduo Consenso Consistência Distintividade Alta Baixa Externa Interna Alta Baixa Externa Interna Alta Baixa Interna Externa Observação Interpretação Atribuição 1. Modelo de Kelley (para situações repetidas)
  • 17.
    pnoriega@fmh.utl.pt 34 Exercícios de exemploe clarificação: Exercício 1: Segundo o modelo de Kelley que tipo de atribuição (interna ou externa) faria o percipiente relativamente ao desempenho de Marta Pires na sua tarefa presente? 35 •O nível de desempenho de Marta Pires nesta tarefa é semelhante ao seu nível de desempenho noutras tarefas relacionadas (Distintividade baixa) •Os outros colegas de Marta normalmente têm um desempenho pior nesta tarefa (Consenso baixo). •O desempenho da Marta nesta tarefa tem sido consistente ao longo do tempo (Consistência alta).
  • 18.
    pnoriega@fmh.utl.pt 36 Exercício 2: OCarlos Botas, responsável da sua Equipa de trabalho, tinha uma reunião com muita responsabilidade agendada para a manhã de hoje, contudo chegou atrasado o que fez perder um negócio importante para a firma onde trabalha. Considere os seguintes pontos. - Esta é uma situação pouco frequente pois nos últimos meses ele não tem chegado atrasado. - O seu comportamento noutros aspectos do seu trabalho são geralmente positivos (o chegar atrasado é negativo). - Outros colegas que fizeram o mesmo percurso que ele para o trabalho, também chegaram atrasados. Identifique para cada ponto o nível de interpretação e a sua atribuição, e referenciando-se ao modelo de Kelley diga se atribuiria a responsabilidade do Carlos chegar atrasado, a ele próprio ou a factores situacionais. 37 2. Modelo de Jones & Davis (para situações novas) Comportamento observado Efeitos não comuns Relevância Hedónica Desejabilidade Social Alta Baixa Situacional Externa Pessoal Interna Muitos Poucos Mais difícil inferir e julgar Alta Personalismo Dificuldade maior em fazer análise precisa da situação Observação Interpretação Atribuição Mais fácil inferir e julgar
  • 19.
    pnoriega@fmh.utl.pt 38 Atribuição do comportamento (Elementosno modelo de Jones e Davis) INTERPRETAÇÃO DESEJABILIDADE SOCIAL - Adequação do comportamento às normas e regras sociais e/ou àquilo que é esperado numa determinada situação. EFEITOS NÃO COMUNS - Opções comportamentais do actor e diferentes resultados da sua escolha. RELEVÂNCIA HEDÓNICA - Grau em que um determinado resultado do comportamento beneficia ou prejudica o sujeito que faz a atribuição. 39 ERROS GERAIS DA ATRIBUIÇÃO ERRO FUNDAMENTAL DA ATRIBUIÇÃO Tendência para sobrestimar o papel dos factores pessoais disposicionais e a subestimar o impacte dos factores ambientais na determinação do comportamento das outras pessoas. VIESES DO PRÓPRIO SUJEITO Tendência que os sujeitos têm para fazer atribuições internas para os seus sucessos e atribuições externas para os seus fracassos
  • 20.
    pnoriega@fmh.utl.pt 40 Julgamento dos outros (Tácticasde economia cognitiva. Mais rápidas mas com menor veracidade) Percepção selectiva - As pessoas interpretam selectivamente aquilo que vêm, baseadas nos seus interesses, experiência e atitudes. (Recordar exemplo dos estudo da Fábrica de Aço) Efeito de Halo - Fazer uma generalização a partir de uma única característica. (e.g. Asch - Formação de Impressões 1946) Efeito de contraste - A avaliação das características das pessoas pode ser afectada por comparações com outras pessoas recentemente encontradas, com grande diferença, positiva ou negativa, na característica em análise. Projecção - Atribuir características do próprio a outra pessoa. Estereótipos - Julgar alguém com base na percepção que se tem do grupo a que a pessoa pertence. 41 Asch - Formação de impressões da personalidade, 1946 Ex. de demonstração do efeito de Halo – GP1 • Inteligente • Habilidoso • Prático • Engenhoso • Determinado • Quente • Sensato • com humor • Popular • Imaginativo – GP2 • Inteligente • Habilidoso • Prático • Engenhoso • Determinado • Frio • Sensato • com humor • Popular • Imaginativo