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A NARRAÇÃO
  Professor: Marcelo Deusdedit
NARRATIVA DE FICÇÃO


A narração de ficção é construída, e
elaborada de modo a emocionar,
impressionar as pessoas como se
fossem reais.
Romance
É uma narrativa sobre um acontecimento
ficcional no qual são representados aspectos
da vida pessoal, familiar ou social de uma ou
várias personagens. Gira em torno de vários
conflitos, sendo um principal e os demais
secundários, formando assim o enredo.
Novela
Assim como o romance, a novela comporta
vários personagens, sendo que o desenrolar
do enredo acontece numa sequência temporal
bem marcada. Atualmente, a novela
televisiva tem o objetivo de nos entreter, bem
como de nos seduzir com o desenrolar dos
acontecimentos, pois a maioria foca assuntos
relacionados à vida cotidiana.
ELEMENTOS DA
            NARRATIVA
•Enredo
• Personagens
• Espaço
• Tempo
• Narrador
O ENREDO
   É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam
    a ação de um texto narrativo.
   O enredo pode ser organizado de diversas formas.
    Observe a seguir, a organização mais comum:
• situação inicial – personagens e espaço   são apresentados.
• estabelecimento de um conflito – surge uma situação a ser
resolvida, que quebra a estabilidade de personagens e
acontecimentos.
• desenvolvimento – busca de solução do conflito.
• clímax – ponto de maior tensão na narrativa.

• desfecho – solução do conflito.
O ESPAÇO
Espaço é o lugar em que a narrativa ocorre.

   A construção do
espaço contribui
para elaborar as
personagens..
O TEMPO
Tempo em uma narrativa pode ser definido como a
duração da ação. Pode ser cronológico ou
psicológico.
   No tempo cronológico os fatos são
    apresentados de acordo com a ordem
    dos acontecimentos.
   Já o tempo psicológico é a maneira
    pela qual a passagem do tempo é
    vivenciada. O tempo nesse caso não
    é uma seqüência temporal linear,
    pois é medido pelas emoções e não
    pelo relógio.
NARRADOR

Basicamente, existem três tipos de ponto
de vista, ou foco narrativo, determinado
pelo tipo de narrador.
Tipos de narradores
1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da
  qual é participante. Ele é narrador e personagem ao
  mesmo tempo, e conta a história em 1ª pessoa

 •Quando avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que
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 pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano
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 coordenadas para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e
 sentar ao lado dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o
 Marcos...
2 - Narrador-observador (neutro): é o que conta
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     Transmite para o leitor apenas os fatos que consegue
     observar e conta a história em 3ª pessoa, como nesse
     trecho:

     Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze
    acompanhava o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara
    seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e
    resistência incomuns e o rapaz podia passar vinte e quatro horas
    sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo
    desgaste físico, conseguindo sobreviver onde outros em pouco
    tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar, pois
    o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-se de sinais
    quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e no vôo dos
    pássaros. (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16
3 – Narrador intruso (onisciente): Não
    participa da história, mas faz várias intervenções
    com comentários e opiniões acerca das ações das
     personagens. O foco narrativo é em 3ª pessoa.
“Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães
dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos, olhavam-na
com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o
garoto até aquela idade — imaginem — se limitava a brincar e ir
à escola.”

“Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iria
entrar. Os medos devem ser eliminados na infância. Paulinho
ainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais
tremerem. Mas o medo dos pais é outra história. Paulinho
entrou para a natação.”

                            (Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e
                              outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.
A PERSONAGEM
PROTAGONISTA: (personagem principal).

ANTAGONISTA: (personagem que atua contra o
protagonista, impedindo-o de alcançar seus
objetivos).

Há também os adjuvantes ou coadjuvantes, esses
são personagens secundários que também
exercem papéis fundamentais na história.
Bezerro sem mãe
                                        Rachel de Queiroz
       Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano me que as             apresentação
vacas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. Mas
                                                                      complicação: quebra
dois deles andavam tristes de dar pena: uma vaca que tinha            da situação inicial e
perdido o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe.                 estabelecimento de
                                                                      um conflito
       A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos
cheios de leite, sem filho para mamar. E o bezerro sem mãe gemia,
morrendo de fome e abandonado.
       Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava.
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  • 1. A NARRAÇÃO Professor: Marcelo Deusdedit
  • 2. NARRATIVA DE FICÇÃO A narração de ficção é construída, e elaborada de modo a emocionar, impressionar as pessoas como se fossem reais.
  • 3. Romance É uma narrativa sobre um acontecimento ficcional no qual são representados aspectos da vida pessoal, familiar ou social de uma ou várias personagens. Gira em torno de vários conflitos, sendo um principal e os demais secundários, formando assim o enredo.
  • 4. Novela Assim como o romance, a novela comporta vários personagens, sendo que o desenrolar do enredo acontece numa sequência temporal bem marcada. Atualmente, a novela televisiva tem o objetivo de nos entreter, bem como de nos seduzir com o desenrolar dos acontecimentos, pois a maioria foca assuntos relacionados à vida cotidiana.
  • 5. ELEMENTOS DA NARRATIVA •Enredo • Personagens • Espaço • Tempo • Narrador
  • 6. O ENREDO  É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um texto narrativo.  O enredo pode ser organizado de diversas formas. Observe a seguir, a organização mais comum: • situação inicial – personagens e espaço são apresentados. • estabelecimento de um conflito – surge uma situação a ser resolvida, que quebra a estabilidade de personagens e acontecimentos. • desenvolvimento – busca de solução do conflito. • clímax – ponto de maior tensão na narrativa. • desfecho – solução do conflito.
  • 7. O ESPAÇO Espaço é o lugar em que a narrativa ocorre. A construção do espaço contribui para elaborar as personagens..
  • 8. O TEMPO Tempo em uma narrativa pode ser definido como a duração da ação. Pode ser cronológico ou psicológico.  No tempo cronológico os fatos são apresentados de acordo com a ordem dos acontecimentos.  Já o tempo psicológico é a maneira pela qual a passagem do tempo é vivenciada. O tempo nesse caso não é uma seqüência temporal linear, pois é medido pelas emoções e não pelo relógio.
  • 9. NARRADOR Basicamente, existem três tipos de ponto de vista, ou foco narrativo, determinado pelo tipo de narrador.
  • 10. Tipos de narradores 1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é participante. Ele é narrador e personagem ao mesmo tempo, e conta a história em 1ª pessoa •Quando avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que era a melhor oportunidade para definitivamente conhecê-la. Então pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano que eu tinha bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e sentar ao lado dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos...
  • 11. 2 - Narrador-observador (neutro): é o que conta uma história como alguém que observa o que acontece. Transmite para o leitor apenas os fatos que consegue observar e conta a história em 3ª pessoa, como nesse trecho:  Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze acompanhava o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e resistência incomuns e o rapaz podia passar vinte e quatro horas sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo desgaste físico, conseguindo sobreviver onde outros em pouco tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar, pois o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-se de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e no vôo dos pássaros. (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16
  • 12. 3 – Narrador intruso (onisciente): Não participa da história, mas faz várias intervenções com comentários e opiniões acerca das ações das personagens. O foco narrativo é em 3ª pessoa. “Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos, olhavam-na com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o garoto até aquela idade — imaginem — se limitava a brincar e ir à escola.” “Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iria entrar. Os medos devem ser eliminados na infância. Paulinho ainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais tremerem. Mas o medo dos pais é outra história. Paulinho entrou para a natação.” (Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.
  • 13. A PERSONAGEM PROTAGONISTA: (personagem principal). ANTAGONISTA: (personagem que atua contra o protagonista, impedindo-o de alcançar seus objetivos). Há também os adjuvantes ou coadjuvantes, esses são personagens secundários que também exercem papéis fundamentais na história.
  • 14.
  • 15. Bezerro sem mãe Rachel de Queiroz Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano me que as apresentação vacas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. Mas complicação: quebra dois deles andavam tristes de dar pena: uma vaca que tinha da situação inicial e perdido o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe. estabelecimento de um conflito A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos cheios de leite, sem filho para mamar. E o bezerro sem mãe gemia, morrendo de fome e abandonado. Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava. Ela sentia pelo cheiro que o bezerrinho órfão não era filho dela, e o empurrava para longe. Aí o vaqueiro se lembrou do couro do bezerro morto, que enredo estava secado ao sol. Enrolou naquele couro o bezerrinho sem mãe desenvolvimento e levou o bichinho disfarçado para junto da vaca sem filho. Ora, foi uma beleza! a vaca deu uma lambida no couro, sentiu o cheiro do filho e deixou que o outro mamasse à vontade. E por três dias foi aquela mascarada. Mas no quarto dia, a vaca, de repente, meteu o focinho no couro e puxou fora o disfarce. clímax Lambeu o bezerrinho direto, como se dissesse: “Agora você já está adotado.” E ficaram os dois no maior amor, como filho e mãe de desfecho verdade.