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A Narração
Caique Fistarol
A NARRAÇÃO É UM MODO DE
ORGANIZAÇÃO DE TEXTO CUJO
CONTEÚDO ESTÁ VINCULADO, EM
GERAL, ÀS AÇÕES OU
ACONTECIMENTOS CONTADOS POR
UM NARRADOR. PARA CONSTRUIR
ESSE TIPO DE TEXTO, É PRECISO
EXPLORAR OS ELEMENTOS DA
NARRATIVA:
•Enredo
• Personagens
• Espaço
• Tempo
• Narrador
Elementos da NarrativaElementos da Narrativa
 É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um
texto narrativo.
 O enredo pode ser organizado de diversas formas. Observe a seguir, a
organização mais comum:
 Situação inicialSituação inicial – personagens e espaço são
apresentados.
 ConflitoConflito – surge uma situação a ser resolvida, que quebra a
estabilidade de personagens e acontecimentos.
Desenvolvimento –Desenvolvimento – busca de solução do conflito.
O EnredoO Enredo
ClímaxClímax – ponto de maior tensão na narrativa.
DesfechoDesfecho – solução do conflito.
O EnredoO Enredo
A construção do espaço contribui para
elaborar as personagens. Se o autor descreve
uma personagem que mora na cidade, em uma
casa grande e todo organizado, o leitor imagina
certas características para essa personagem,
diferentes das que suporia para alguém que
sempre viveu num deserto, por exemplo.
Espaço é o lugar em que aEspaço é o lugar em que a
narrativa ocorre.narrativa ocorre.
O EspaçoO Espaço
 No tempotempo cronológicocronológico os fatos são apresentados de
acordo com a ordem dos acontecimentos.
 Já o tempo psicológicotempo psicológico é a maneira pela qual a passagem
do tempo é vivenciada. O tempo nesse caso não é uma
seqüência temporal linear, pois é medido pelas emoções e
não pelo relógio.
Tempo em uma narrativa pode serTempo em uma narrativa pode ser
definido como a duração da ação.definido como a duração da ação.
Pode serPode ser cronológicocronológico ou psicológico.ou psicológico.
O TempoO Tempo
 Tudo na narrativa depende do narradornarrador, isto é, a voz
que conta a história. O ponto principal de uma narrativa
é o seu ponto de vista, ou seja, a perspectiva, o modo
de contar e de organizar o que é contado. Desse modo,
o narrador funciona como um mediador entre a história
narrada e o leitor, ouvinte ou espectador.
 Basicamente, existem três tipos de ponto de vista, ou
foco narrativo, determinado pelo tipo de narrador.
O NarradorO Narrador
1 - Narrador-personagem:1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é
participante. Ele é narrador e personagem ao mesmo tempo, e conta a
história em 1ª pessoa.
“Quando (eu) avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi
que era a melhor oportunidade para definitivamente conhecê-la. Então
(eu) pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano
que eu tinha bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas
para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e sentar ao lado dela.
Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos...”
Tipos de NarradorTipos de Narrador
“Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze acompanhava
o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara seu primeiro urso. A
vida na estepe dera-lhe uma força e resistência incomuns e o rapaz
podia passar vinte e quatro horas sem comer e dez noites sem dormir,
sem aparentar excessivo desgaste físico, conseguindo sobreviver onde
outros em pouco tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena
noite polar, pois o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-
se de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e no
vôo dos pássaros.” (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16)
2 – Narrador Observador (neutro):2 – Narrador Observador (neutro): é o que conta uma história como
alguém que observa o que acontece. Transmite para o leitor apenas os
fatos que consegue observar e conta a história em 3ª pessoa, como
nesse trecho:
“Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio,
mães dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos,
olhavam-na com um ar de superioridade. Não era para
menos. Afinal o garoto até aquela idade — imaginem —
se limitava a brincar e ir à escola.”
“Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele
iria entrar. Os medos devem ser eliminados na infância.
Paulinho ainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a
vez de os pais tremerem. Mas o medo dos pais é outra
história. Paulinho entrou para a natação.”
(Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e outras
crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.)
3 – Narrador Intruso (onisciente):3 – Narrador Intruso (onisciente): não participa da história, mas
faz várias intervenções com comentários e opiniões acerca das
ações das personagens. O foco narrativo é em 3ª pessoa.
 É um ser criado para um texto narrativo. Pode simular as características
de uma pessoa, pode ser um animal, sentimento ou objeto personificado.
 Numa narrativa, pode haver personagens principais, que ocupam o
primeiro lugar num acontecimento, e personagens secundários.
 Ao criar personagens devem-se desenvolver características físicas e
psicológicas para elas. É preciso mostrar ao leitor como se parecem ou
vestem, andam, falam, pensam, sentem. Alguns gêneros permitem
descrições mais trabalhadas. Quando isso não é possível, descrever o
espaço e uma característica da personagem já dá uma boa idéia de como
ela é.
A PersonagemA Personagem
Bezerro sem mãe
Rachel de Queiroz
Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano me que as
vacas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. Mas
dois deles andavam tristes de dar pena: uma vaca que tinha
perdido o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe.
A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos
cheios de leite, sem filho para mamar. E o bezerro sem mãe gemia,
morrendo de fome e abandonado.
Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava.
Ela sentia pelo cheiro que o bezerrinho órfão não era filho dela, e
o empurrava para longe.
Aí o vaqueiro se lembrou do couro do bezerro morto, que
estava secado ao sol. Enrolou naquele couro o bezerrinho sem mãe
e levou o bichinho disfarçado para junto da vaca sem filho.
Ora, foi uma beleza! a vaca deu uma lambida no couro,
sentiu o cheiro do filho e deixou que o outro mamasse à vontade.
E por três dias foi aquela mascarada. Mas no quarto dia, a vaca, de
repente, meteu o focinho no couro e puxou fora o disfarce.
Lambeu o bezerrinho direto, como se dissesse: “Agora você já está
adotado.”
E ficaram os dois no maior amor, como filho e mãe de
verdade.
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  • 2. A NARRAÇÃO É UM MODO DE ORGANIZAÇÃO DE TEXTO CUJO CONTEÚDO ESTÁ VINCULADO, EM GERAL, ÀS AÇÕES OU ACONTECIMENTOS CONTADOS POR UM NARRADOR. PARA CONSTRUIR ESSE TIPO DE TEXTO, É PRECISO EXPLORAR OS ELEMENTOS DA NARRATIVA:
  • 3. •Enredo • Personagens • Espaço • Tempo • Narrador Elementos da NarrativaElementos da Narrativa
  • 4.  É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um texto narrativo.  O enredo pode ser organizado de diversas formas. Observe a seguir, a organização mais comum:  Situação inicialSituação inicial – personagens e espaço são apresentados.  ConflitoConflito – surge uma situação a ser resolvida, que quebra a estabilidade de personagens e acontecimentos. Desenvolvimento –Desenvolvimento – busca de solução do conflito. O EnredoO Enredo
  • 5. ClímaxClímax – ponto de maior tensão na narrativa. DesfechoDesfecho – solução do conflito. O EnredoO Enredo
  • 6. A construção do espaço contribui para elaborar as personagens. Se o autor descreve uma personagem que mora na cidade, em uma casa grande e todo organizado, o leitor imagina certas características para essa personagem, diferentes das que suporia para alguém que sempre viveu num deserto, por exemplo. Espaço é o lugar em que aEspaço é o lugar em que a narrativa ocorre.narrativa ocorre. O EspaçoO Espaço
  • 7.  No tempotempo cronológicocronológico os fatos são apresentados de acordo com a ordem dos acontecimentos.  Já o tempo psicológicotempo psicológico é a maneira pela qual a passagem do tempo é vivenciada. O tempo nesse caso não é uma seqüência temporal linear, pois é medido pelas emoções e não pelo relógio. Tempo em uma narrativa pode serTempo em uma narrativa pode ser definido como a duração da ação.definido como a duração da ação. Pode serPode ser cronológicocronológico ou psicológico.ou psicológico. O TempoO Tempo
  • 8.  Tudo na narrativa depende do narradornarrador, isto é, a voz que conta a história. O ponto principal de uma narrativa é o seu ponto de vista, ou seja, a perspectiva, o modo de contar e de organizar o que é contado. Desse modo, o narrador funciona como um mediador entre a história narrada e o leitor, ouvinte ou espectador.  Basicamente, existem três tipos de ponto de vista, ou foco narrativo, determinado pelo tipo de narrador. O NarradorO Narrador
  • 9. 1 - Narrador-personagem:1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é participante. Ele é narrador e personagem ao mesmo tempo, e conta a história em 1ª pessoa. “Quando (eu) avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que era a melhor oportunidade para definitivamente conhecê-la. Então (eu) pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano que eu tinha bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e sentar ao lado dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos...” Tipos de NarradorTipos de Narrador
  • 10. “Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze acompanhava o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e resistência incomuns e o rapaz podia passar vinte e quatro horas sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo desgaste físico, conseguindo sobreviver onde outros em pouco tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar, pois o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo- se de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e no vôo dos pássaros.” (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16) 2 – Narrador Observador (neutro):2 – Narrador Observador (neutro): é o que conta uma história como alguém que observa o que acontece. Transmite para o leitor apenas os fatos que consegue observar e conta a história em 3ª pessoa, como nesse trecho:
  • 11. “Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos, olhavam-na com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o garoto até aquela idade — imaginem — se limitava a brincar e ir à escola.” “Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iria entrar. Os medos devem ser eliminados na infância. Paulinho ainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais tremerem. Mas o medo dos pais é outra história. Paulinho entrou para a natação.” (Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.) 3 – Narrador Intruso (onisciente):3 – Narrador Intruso (onisciente): não participa da história, mas faz várias intervenções com comentários e opiniões acerca das ações das personagens. O foco narrativo é em 3ª pessoa.
  • 12.  É um ser criado para um texto narrativo. Pode simular as características de uma pessoa, pode ser um animal, sentimento ou objeto personificado.  Numa narrativa, pode haver personagens principais, que ocupam o primeiro lugar num acontecimento, e personagens secundários.  Ao criar personagens devem-se desenvolver características físicas e psicológicas para elas. É preciso mostrar ao leitor como se parecem ou vestem, andam, falam, pensam, sentem. Alguns gêneros permitem descrições mais trabalhadas. Quando isso não é possível, descrever o espaço e uma característica da personagem já dá uma boa idéia de como ela é. A PersonagemA Personagem
  • 13. Bezerro sem mãe Rachel de Queiroz Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano me que as vacas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. Mas dois deles andavam tristes de dar pena: uma vaca que tinha perdido o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe. A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos cheios de leite, sem filho para mamar. E o bezerro sem mãe gemia, morrendo de fome e abandonado. Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava. Ela sentia pelo cheiro que o bezerrinho órfão não era filho dela, e o empurrava para longe. Aí o vaqueiro se lembrou do couro do bezerro morto, que estava secado ao sol. Enrolou naquele couro o bezerrinho sem mãe e levou o bichinho disfarçado para junto da vaca sem filho. Ora, foi uma beleza! a vaca deu uma lambida no couro, sentiu o cheiro do filho e deixou que o outro mamasse à vontade. E por três dias foi aquela mascarada. Mas no quarto dia, a vaca, de repente, meteu o focinho no couro e puxou fora o disfarce. Lambeu o bezerrinho direto, como se dissesse: “Agora você já está adotado.” E ficaram os dois no maior amor, como filho e mãe de verdade. enredo apresentação desenvolvimento desfecho clímax complicação: quebra da situação inicial e estabelecimento de um conflito