SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 59
PROJETO DE
   PESQUISA
   Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz
             rilva@ccm.ufpb.br
Grupo de Estudos em Semiologia Médica
                (GESME) - 2010
O PROJETO DE PESQUISA

    - Compõe-se de partes
organizadas de maneira lógica,
  que servem de base para o
 desenvolvimento de qualquer
   tipo de trabalho científico.
POR QUE ELABORAR UM PROJETO
        DE PESQUISA?

- Como   toda atividade racional
   e sistemática, a pesquisa
 científica exige que as ações
desenvolvidas ao longo do seu
 processo sejam efetivamente
           planejadas.
POR QUE ELABORAR UM PROJETO DE
             PESQUISA?
        - “Mapa” que orienta a pesquisa
  - Para garantir que haja uma pergunta de
    natureza científica e uma metodologia
     apropriada para estudar essa questão
    - Para planejar as fases da investigação
- Para descrever detalhes de como o estudo
                 será realizado
 - Para incorporar todas as questões práticas
      e éticas que precisam ser abordadas
POR QUE ELABORAR UM PROJETO DE
              PESQUISA?
 -Para garantir que se tenha em conta as
necessidades de recursos para realizar a
    pesquisa (financiamento, logística)
- Para informar outras partes interessadas
    sobre as intenções do pesquisador
        - Para obter financiamento

  "O pesquisador que não souber o que está
procurando não compreenderá o que encontrar"
              (Claude Bernard)
O PROJETO DEVE TER UM ENFOQUE
      ESPECÍFICO E DELIMITADO

  -Não tentar cobrir uma área ampla
     com o projeto: evitar projetos
             “panorâmicos”
- Definir de forma restritiva (DELIMITAR)
    - Não se pode resolver todos os
  problemas sobre o tema escolhido
com uma investigação... É necessário
                delimitar.
ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA

                - Título
            - Introdução
       - Revisão da Literatura
             - Objetivos
              - Métodos
            - Referências
           - Cronograma
     - Orçamento (Opcional)
 - Anexos e Apêndices (Opcional)
O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER
                CONCISO
- Deve dar uma indicação geral do que se está
                  investigando
- Um título muito longo e técnico não desperta
                     interesse
  - Um título simples e informativo descreve o
    estudo em uma frase: incluir o objetivo do
   estudo e/ou modelo e/ou principal resultado

  Dica - Deixar o título para o final: será mais fácil formular uma
  declaração concisa e objetiva quando se tem o projeto escrito;
                   ter um título provisório até então.
O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER
            CONCISO
 - Curto: não mais que 10-12
              palavras
 - Títulos longos (> 15 palavras):
  anti-estético; reflexo da falta
    de concisão e prolixidade
- Pode ser decomposto em um
   subtítulo, quando mais longo
O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER
CONCISO: Projetos GESME Atuais
Influência do padrão de sono noturno sobre a
evolução do paciente hospitalizado na Clínica
Médica do HULW
Fatores de risco para perda de sensibilidade plantar
no diabético: Estudo caso-controle em ambulatórios
do HULW/UFPB
Coorte observacional pós-hospitalização de idosos
com multimorbidade: Fatores preditivos de
reinternamento e óbito
Interação estudante-paciente na iniciação ao
exame clínico do novo projeto pedagógico do
curso de Medicina da UFPB
O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER
CONCISO – Mas não genéricos e vagos
Exemplos...
   Fatores associados ao baixo risco cardiometabólico
   em mulheres obesas: Adequado
   Avaliação do rastreamento do câncer do colo do
   útero na Estratégia Saúde da Família no Município de
   Amparo, São Paulo, Brasil: Adequado
   Obesidade na mulher: Inadequado
   Fatores associados à realização de cesariana em
   hospitais brasileiros: Adequado
   Distribuição espacial e sazonal da leptospirose:
   Inadequado
INTRODUÇÃO
        - Problema de pesquisa
- Justificativa: deve conter argumentos
      apoiados na revisão da literatura
    - Revisão teórica: conhecimento
       existente com conceitos sobre a
                   questão
       - Hipótese (s) de pesquisa
A Introdução deve ser desenvolvida de maneira lógica
                      e coerente
INTRODUÇÃO

•   Deve despertar interesse: relevância,
      prevalência, morbimortalidade
       • Controvérsias e lacunas no
               conhecimento
        • Referências selecionadas
            • Verbo no presente
          • Texto sem sub-seções
INTRODUÇÃO: REVISÃO DA
        LITERATURA
        A revisão de literatura
(fundamentação teórica) pode ser
     uma seção à parte, após a
  Introdução ou fazer parte desta
 Apresenta-se revisão da literatura
       recente (últimos 5 anos)
 Específica sobre o tema abordado
INTRODUÇÃO: REVISÃO DA
       LITERATURA
 Fixar os limites: Definições

 Fornecer definições explícitas de
 conceitos-chave da pesquisa: o
mesmo termo nem sempre tem um
 significado único, entendido da
      mesma forma por todos
    • Não fornecer definições
    mecanicistas, de dicionário
INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE
            PESQUISA
    • Formulação clara, precisa e
              operacional
    • O problema deve ser viável
    • Questão não resolvida, cuja
   resposta tem alguma relevância.
• Deve ser formulado sob a forma de
  pergunta; esta pergunta orienta a
             investigação
INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE
           PESQUISA
Que questões interessam em Medicina?
  – Frequência, prevalência, incidência
      – Fatores de risco, associação,
          causalidade e etiologia
              – Diagnóstico
               – Tratamento
               – Prevenção
               – Prognóstico
INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE
              PESQUISA
 ENFOQUE         FATOR EM        DESFECHO
                  ESTUDO          (Variável
                 (Variável      dependente)
              independente)
 etiologia      exposição          doença

prognóstico      doença        conseqüências

diagnóstico       teste         teste padrão

intervenção    tratamento     efeito terapêutico
INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE
              PESQUISA
    Formulação do Problema: exemplo
• Tema: Fatores de risco associados à
  perda de sensibilidade protetora
  plantar em pacientes diabéticos
• Formulação do Problema: A duração
 do diabetes mellitus é fator de risco mais
 importante que a duração do uso de
 insulina para a perda de sensibilidade
 protetora plantar?
INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE
              PESQUISA
     Formulação do Problema: exemplo
• Tema: Influência do padrão de sono
  noturno sobre a evolução do paciente
  hospitalizado na clínica médica do HULW
• Formulação do Problema: Teria o padrão de
 sono noturno influência sobre a evolução clínica
 do paciente hospitalizado? A privação do sono e
 a insônia subjetiva aguda associam-se a
 desfechos clínicos desfavoráveis no paciente
 hospitalizado?
INTRODUÇÃO: HIPÓTESES

• Suposição formulada para solucionar
   o problema: explicação provisória;
   proposição testável que poderá ser
        a resposta do problema
  • Função da hipótese: Orientar o
 pesquisador, guiando-o na busca da
      resposta para o problema
INTRODUÇÃO: HIPÓTESES

• Redigida de forma afirmativa: é
     a resposta provisória ao
      problema de pesquisa
  • Relação de associação ou
   dependência entre variáveis
  • Linguagem clara e simples
INTRODUÇÃO: HIPÓTESES
• Evitar expressões valorativas: bom, mau,
                     ruim
   • Ser coerente com uma teoria que a
      sustente: fundamentação teórica
• Alguns tipos de pesquisa não necessitam
  de enunciação de hipóteses: são apenas
                  descritivas
• A hipótese deve ser plausível, verificável,
   específica, simples, não deve envolver
            julgamento de valor.
INTRODUÇÃO: JUSTIFICATIVA
   • Relevância: clínica, científica, social
 • Motivação: pessoal, profissional, social e
       teórica para a escolha do tema
 • Contribuições: apontar contribuições de
   ordem prática ou ao estado da arte na
                      área
• Viabilidade: o projeto é realizável, factível
  • Lacunas na literatura: necessidade de
               realizar o estudo
OBJETIVOS
       • Resultados a alcançar
 • Objetivo geral/final dá resposta ao
         problema de pesquisa
        • Objetivos específicos
   operacionalizam o modo como se
    pretende atingir o objetivo geral
• Os objetivos devem ser redigidos com
           o verbo no infinitivo
OBJETIVO GERAL
       • Objetivo amplo
• Descrição de um desempenho
• O objetivo bem definido indica
 que o projeto tem condições de
           se concretizar
• Especificação escrita de modo
 claro do que se espera alcançar
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
    • São as etapas que devem ser
      cumpridas para se chegar ao
             objetivo geral
  • Cada objetivo específico é escrito em
       uma alínea, iniciando com letra
    minúscula e terminando com ponto e
                     vírgula
• Verbo no infinitivo: deve ser preciso e não
    dar margem a muitas interpretações
DESCREVENDO OBJETIVOS

• Nível de conhecimento:
  - Identificar, verificar, expor,
descrever, enumerar, especificar,
            determinar
• Nível de compreensão e
       interpretação:
  - Distinguir, explicar, predizer,
  relacionar, deduzir, interpretar
DESCREVENDO OBJETIVOS

    • Nível de Aplicação:
  –Aplicar, resolver, construir,
               provar
      • Nível de Análise:
–Analisar, distinguir, categorizar,
      comparar, selecionar
DESCREVENDO OBJETIVOS

    • Nível de Síntese:
- Propor, explicar, combinar,
     compilar, formular
  • Nível de Avaliação:
 –Julgar, comparar, avaliar,
validar, criticar, fundamentar,
     estimar, demonstrar
DESCREVENDO OBJETIVOS
• Geral: Avaliar a influência do padrão de sono noturno sobre a
    evolução do paciente hospitalizado nas enfermarias de clínica
    médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW).
• Específicos:
- determinar a prevalência anual dos distúrbios de sono nas
    enfermarias clínica médica;
- verificar a evolução da qualidade do sono do paciente ao longo
    do período de internação;
- identificar fatores ambientais do hospital que podem influenciar
    numa melhora ou piora da qualidade do sono;
- avaliar o perfil da prescrição de medicamentos sedativos na clínica
    médica; caracterizar o ciclo vigília/sono desses pacientes, assim
    como a qualidade subjetiva do sono habitual e durante a
    hospitalização.
DESCREVENDO OBJETIVOS
       GERAIS - Exemplos
• Identificar fatores associados ao baixo
  risco cardíaco em mulheres obesas
  atendidas em ambulatórios
  especializados do Sistema Único de
  Saúde, Salvador, Bahia, Brasil
• Descrever a prevalência de consultas
  médicas e os fatores associados na
  população adulta de um município de
  médio porte do Sul do Brasil.
DESCREVENDO OBJETIVOS
          GERAIS - Exemplos
• Descrever a prevalência da Síndrome de Burnout em
  médicos intensivistas de Salvador, associando-a a
  dados demográficos e aspectos da situação de
  trabalho.
• Comparar a razão cintura/estatura com os demais
  indicadores antropométricos de obesidade
  (circunferência da cintura, razão circunferência
  cintura/quadril e índice de massa corporal) para
  discriminar risco coronariano elevado.
• Avaliar alguns métodos usados no exame de entrada
  para residência médica como métodos para
  diferenciar os candidatos com internatos mais longos.
OBJETIVOS DE PROJETO DE PESQUISA DIFEREM
    DE OBJETIVOS DE PROJETO DE EXTENSÃO
  Exemplos de objetivos para projetos de extensão...
- Atender adolescentes em comunidades carentes a fim
de amenizar suas questões familiares e sociais.
- Promover intervenção e capacitação de uma equipe
de extensionistas em procedimentos ambulatoriais de
média complexidade.
- Gerar reflexões por meio de palestras e vivências
acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente
-Propiciar oportunidade de formação interdisciplinar
acerca das possibilidades de atuação profissional no
tema saúde reprodutiva
-Desenvolver ações preventivas, educativas e
assistenciais para a clientela de hipertensos e diabéticos
do HULW/UFPB
DESCREVENDO OBJETIVOS
            ESPECÍFICOS
   • Evitar excesso de objetivos
   específicos: impacto negativo
         sobre os avaliadores
      • Evitar verbos abertos a muitas
    interpretações (saber, compreender,
             conhecer, apreciar)
• Precisam ser claros, factíveis, específicos
    • Três a cinco objetivos específicos
Métodos
     • Metodologia
• Pacientes e Métodos
• Casuística e Métodos
  • Material e Métodos
Métodos
       • Modelo da pesquisa
          • Local e período
      • População e amostra
              • Variáveis
• Procedimentos e instrumentos de
            coleta de dados
        • Análise dos dados
          • Aspectos éticos
Métodos
   • Modelo: delineamento, tipo,
 desenho (observacional, descritivo,
  experimental); se observacional -
  dimensão temporal da coleta de
  dados (transversal, longitudinal /
     prospectiva, retrospectiva)
• No caso de metodologias menos
    usadas: fundamentar os seus
 procedimentos e a sua concepção
Métodos
• Definição detalhada da população
   do estudo: critérios de inclusão e
  exclusão, processo de amostragem
  e cálculo do tamanho da amostra
             selecionada
• Descrição das variáveis: primária e
      secundárias; dependente e
            independente
MÉTODOS: COMO DESCREVER AS
        VARIÁVEIS?

   O que é? Definição
   operacional
   Como quantificar?
   Quando quantificar?
   Quem vai quantificar?
   Como será analisada?
MÉTODOS: DO TIPO DE VARIÁVEL
DEPENDERÁ A ANÁLISE ESTATÍSTICA
  Contínua
    Extensão de um trombo
  Categórica
    Ordinal
      Proximal, distal
    Nominal
      Trombose, retrombose
  Dicotômica
    Ter ou não trombose
MÉTODOS:
PRECISÃO E ACURÁCIA DOS INSTRUMENTOS

        Indicar trabalhos
   anteriores que avaliaram a
   validade e a precisão das
   técnicas e/ou instrumentos
     de coleta de dados a
     serem empregados na
            pesquisa
MÉTODOS:
PRECISÃO E ACURÁCIA DOS INSTRUMENTOS

    Precisão: Confiabilidade
 Obtenção de valores semelhantes
         a cada medida
       Validade: Acurácia
 Grau em que os valores resultantes
     da mensuração da variável
  realmente representam o seu real
               valor
MÉTODOS
• Mesmo os melhores métodos
  têm problemas potenciais e
          fraquezas
   • Podem ser apresentados
 procedimentos ou medidas que
minimizem os potenciais problemas
 encontrados durante o estudo:
     estudo-piloto; treinamento dos
     entrevistadores; pareamento...
MÉTODOS: ANÁLISE DOS DADOS
 - Descrever que tipo de análise estatística vai ser
                          feita
       - Técnicas estatísticos insuficientes ou
    inadequadas podem ser uma grande fraqueza
                     de um projeto
- Pelo menos um ou dois parágrafos do projeto de
   pesquisa devem ser dedicados à descrição da
                   análise estatística
 - Muitos investigadores se sentem confiantes em
    todos os aspectos da metodologia, exceto na
                  seção de estatística
MÉTODOS: ANÁLISE DOS DADOS
• Erros comuns da análise estatística em
           projetos de pesquisa
- Falta de cálculo do tamanho de amostra
    - Análise de variáveis ordinais como
                 intervalares
- Aplicação indevida de testes estatísticos
          que assumem normalidade
   - Falta de especificação das variáveis
  dependente (desfecho) e independente
MÉTODOS
    • Estatística descritiva: frequências,
  proporções, razão, medidas de tendência
       central, medidas de dispersão
• Distribuição normal – média e desvio padrão
• Distribuição assimétrica – mediana, amplitude e intervalo
  interquartil

• Estatística inferencial: testes estatísticos
    usados, nível de significância adotado
 • Programa estatístico usado e sua versão
MÉTODOS: REQUISITOS ÉTICOS

 • Submissão do projeto a um
 comitê de ética em pesquisa
   envolvendo seres humanos
• Termo de Consentimento Livre e
 Esclarecido por escrito específico
           para o projeto
MÉTODOS: REQUISITOS ÉTICOS

    Documentos Necessários para o Encaminhamento
    de Protocolo de Pesquisa ao CEP / HULW (ramal
    7302)
-   Formulário de Encaminhamento de Projeto de
    Pesquisa ao CEP
-   02 Folhas de Rosto (obtida via internet -
    www.saude.gov.br/sisnep)
-   02 Projeto de pesquisa (ENCADERNADO)
-   Currículo Lattes do Pesquisador
-   Certidão ou declaração de aprovação do projeto
    de pesquisa no Departamento
ESTILO CIENTÍFICO
    • Redação científica:
    objetividade, concisão,
 clareza, precisão, coerência,
  correção, encadeamento,
        impessoalidade
A linguagem científica é informativa,
clara, de ordem racional, firmada em
      dados concretos e válidos
LEMBRETE FINAL: O QUE GERALMENTE TORNA
           FRACO UM PROJETO?

     • Objetivos pouco claros;
   •Problema de pesquisa mal
             definido;
      •Falta de relevância;
       •Falta de inovação;
    •Falta de aplicabilidade;
  •Falta de rigor metodológico;
LEMBRETE FINAL: O QUE GERALMENTE TORNA
           FRACO UM PROJETO?

 •Análise estatística inadequada;
        •Incoerência entre
    fundamentação teórica e
             métodos;
   •Prazos e metas inatingíveis;
   •Estilo rebuscado e falta de
            objetividade.
ASPECTOS GRÁFICOS
• Fonte: Times New Roman ou Arial, 12 no texto;
 • Extensão: 15 a 30 páginas, incluindo referências
                  e anexos/apêndices;
• Formato: papel branco A4, digitação no anverso
                        da folha;
     • Margens: folhas com margem esquerda e
      superior de 3 cm, e direita e inferior de 2 cm;
  • Espacejamento: 1,5 de entrelinhas; referências
   em espaço simples; os títulos das seções devem
    ser separados do texto que os precede ou que
          os sucede por uma entrelinha dupla
BIBLIOGRAFIA CITADA


         3 Normas da ABNT
       3 Não liste se não citar
       3 Não cite se não listar
CRONOGRAMA

Atividades a serem desenvolvidas no projeto         Mês   Mês   Mês   Mês   Mês   Mês   Mês   Mês   Mês   Mês    Mês   Mês
                                                     1     2     3     4     5     6     7     8     9     10     11   12
                                                    Ago   Set   Out   Nov   Dez   Jan   Fev   Mar   Abr   Maio   Jun   Jul
Levantamento bibliográfico                           X     X     X     X     X     X     X     X     X     X      X
Recrutamento dos sujeitos (pacientes) dos três       X     X     X     X     X     X     X     X     X     X
grupos
Pré-teste do protocolo da pesquisa                   X
Aplicação do protocolo de coleta de dados                  X     X     X     X     X     X     X     X     X      X
Análise dos dados e interpretação dos resultados                             X                             X
Comunicação sobre andamento da pesquisa ao                                         X                              X
CEP/HULW
Redação dos relatórios parcial e total                                             X                              X
Reuniões de orientação e realização de seminários    X     X     X     X     X     X     X     X     X     X      X     X
Apresentação do trabalho no Encontro de                                                                           X
Iniciação Científica 2009 da UFPB
Apresentação do trabalho em congressos                                                                                  X
nacionais
Publicação dos resultados (artigo científico                                                                            X
original)
ORÇAMENTO
                   Material                Valor unitário (R$)   Valor total (R$)   Fonte

   Especificações             Quantidade

      Consumo

         Papel ofício A4

         Encadernação

Cartuchos de tinta para
             impressora

     Permanente

 Material bibliográfico -
             fotocópias

 Material bibliográfico –
     pedidos de artigos

     Monofilamento de
     Semmes-Weinstein

           TOTAL GERAL
LEITURA SUGERIDA
1- MIRANDA, J. L. C.; GUSMÃO, H. R. Caminhos do
Trabalho Científico: Orientação para não perder o
rumo. Brasília: Briquet de Lemos, 2003. cap. 1.
2- GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4.
ed. São Paulo: Atlas, 2009.
3- SALOMON, D. V. Como Fazer uma Monografia. São
Paulo: Martins Fontes, 2004. Cap. 8.
4- CASTRO, A. A. Avaliação da qualidade de um
projeto de pesquisa. Disponível em:
http://www.evidencias.com/planejamento/pdf/lv4_1
6_avaliacao.pdf. Acesso: 20 abr 2010.
CONCLUINDO...
          •Seja criativo.
 •Pense em uma boa ideia.
•Seria ótimo se ocorresse ao
  leitor: “por que não pensei
           nisso antes?”
• Os bons projetos são muitas
   vezes projetos simples!...
“Todo caminho para uma
     nova compreensão
 começa com uma certa
             confusão”

         (Mason Cooley)

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Projeto de pesquisa exemplo
Projeto de pesquisa   exemploProjeto de pesquisa   exemplo
Projeto de pesquisa exemploFelipe Pereira
 
Métodos e tipos de pesquisa
Métodos e tipos de pesquisaMétodos e tipos de pesquisa
Métodos e tipos de pesquisaIsabella Marra
 
Slide Autismo
Slide   AutismoSlide   Autismo
Slide AutismoUNIME
 
Exemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de PesquisaExemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de Pesquisarichard_romancini
 
Aula 1 metodologia científica
Aula 1   metodologia científicaAula 1   metodologia científica
Aula 1 metodologia científicaLudmila Moura
 
Apresentação metodologia do trabalho científico
Apresentação metodologia do trabalho científicoApresentação metodologia do trabalho científico
Apresentação metodologia do trabalho científicoLarissa Almada
 
Aula 04 - O Projeto de Pesquisa
Aula 04 - O Projeto de PesquisaAula 04 - O Projeto de Pesquisa
Aula 04 - O Projeto de PesquisaGhiordanno Bruno
 
Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio.
Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio. Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio.
Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio. Fran Maciel
 
Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)
Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)
Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)Nicolau Chaud
 
TCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva Muñoz
TCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva MuñozTCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva Muñoz
TCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva MuñozRilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Slides para Apresentação acadêmica
Slides para Apresentação acadêmicaSlides para Apresentação acadêmica
Slides para Apresentação acadêmicaRafaelBorges3
 

Mais procurados (20)

Modelo de pre projeto tcc
Modelo de pre projeto tccModelo de pre projeto tcc
Modelo de pre projeto tcc
 
Projeto de pesquisa exemplo
Projeto de pesquisa   exemploProjeto de pesquisa   exemplo
Projeto de pesquisa exemplo
 
Métodos e tipos de pesquisa
Métodos e tipos de pesquisaMétodos e tipos de pesquisa
Métodos e tipos de pesquisa
 
Mapas Conceituais Exemplos
Mapas Conceituais   ExemplosMapas Conceituais   Exemplos
Mapas Conceituais Exemplos
 
Metodologia científica
Metodologia científicaMetodologia científica
Metodologia científica
 
Slide Autismo
Slide   AutismoSlide   Autismo
Slide Autismo
 
Diferença entre DESCRITORES e PALAVRAS-CHAVE
Diferença entre DESCRITORES e PALAVRAS-CHAVEDiferença entre DESCRITORES e PALAVRAS-CHAVE
Diferença entre DESCRITORES e PALAVRAS-CHAVE
 
Modelo projeto pesquisa
Modelo projeto pesquisaModelo projeto pesquisa
Modelo projeto pesquisa
 
Exemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de PesquisaExemplos de Cronogramas de Pesquisa
Exemplos de Cronogramas de Pesquisa
 
Aula 1 metodologia científica
Aula 1   metodologia científicaAula 1   metodologia científica
Aula 1 metodologia científica
 
Modelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de PesquisaModelo de Projeto de Pesquisa
Modelo de Projeto de Pesquisa
 
Psicanálise
PsicanálisePsicanálise
Psicanálise
 
Provas operatórias de piaget
Provas operatórias de piagetProvas operatórias de piaget
Provas operatórias de piaget
 
Apresentação metodologia do trabalho científico
Apresentação metodologia do trabalho científicoApresentação metodologia do trabalho científico
Apresentação metodologia do trabalho científico
 
Autismo aula power point
Autismo aula power pointAutismo aula power point
Autismo aula power point
 
Aula 04 - O Projeto de Pesquisa
Aula 04 - O Projeto de PesquisaAula 04 - O Projeto de Pesquisa
Aula 04 - O Projeto de Pesquisa
 
Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio.
Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio. Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio.
Observação, Questionário e Entrevista. Autor: Profa Anna Buy - PUC Rio.
 
Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)
Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)
Metodologia - Aula 1 (A pesquisa científica)
 
TCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva Muñoz
TCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva MuñozTCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva Muñoz
TCC: Discussão e Conclusões - Profa. Rilva Muñoz
 
Slides para Apresentação acadêmica
Slides para Apresentação acadêmicaSlides para Apresentação acadêmica
Slides para Apresentação acadêmica
 

Semelhante a Projeto de Pesquisa - Profa. Rilva Muñoz

Metodologia do Trabalho cientifico
Metodologia do Trabalho cientificoMetodologia do Trabalho cientifico
Metodologia do Trabalho cientificorenatacopi
 
Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisaLista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisamarildabacana
 
Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisaLista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisamarildabacana
 
Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisa Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisa Miryam Mastrella
 
TCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPB
TCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPBTCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPB
TCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPBRilva Lopes de Sousa Muñoz
 
FAEME METODOLOGIA CIENTÍFICA
FAEME METODOLOGIA CIENTÍFICAFAEME METODOLOGIA CIENTÍFICA
FAEME METODOLOGIA CIENTÍFICAUFMA e UEMA
 
Como elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth Fantauzzi
Como elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth FantauzziComo elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth Fantauzzi
Como elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth FantauzziElizabeth Fantauzzi
 
Metodologia Científica - Revisao
Metodologia Científica - RevisaoMetodologia Científica - Revisao
Metodologia Científica - Revisaoprofmariaclarasilva
 
Como Elaborar Um Projeto De Pesquisa
Como Elaborar Um Projeto De PesquisaComo Elaborar Um Projeto De Pesquisa
Como Elaborar Um Projeto De Pesquisamauricio aquino
 
Apresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdf
Apresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdfApresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdf
Apresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdfCaetanoLourenco
 
SLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptx
SLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptxSLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptx
SLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptxFABOLASOARESDOSREIS
 
Roteiro para elaboração de projeto de pesquisa
Roteiro para elaboração de projeto de pesquisaRoteiro para elaboração de projeto de pesquisa
Roteiro para elaboração de projeto de pesquisaElifabio Sobreira Pereira
 
Roteiro para efffffffff elaboração de projetos.ppt
Roteiro para efffffffff elaboração de projetos.pptRoteiro para efffffffff elaboração de projetos.ppt
Roteiro para efffffffff elaboração de projetos.pptIedaRosanaKollingWie
 

Semelhante a Projeto de Pesquisa - Profa. Rilva Muñoz (20)

Metodologia do Trabalho cientifico
Metodologia do Trabalho cientificoMetodologia do Trabalho cientifico
Metodologia do Trabalho cientifico
 
Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisaLista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisa
 
Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisaLista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisa
 
Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisa Lista de verbos para projeto de pesquisa
Lista de verbos para projeto de pesquisa
 
TCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPB
TCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPBTCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPB
TCC: Introdução, Revisão da Literatura e Objetivos - Profa. Rilva Muñoz - UFPB
 
FAEME METODOLOGIA CIENTÍFICA
FAEME METODOLOGIA CIENTÍFICAFAEME METODOLOGIA CIENTÍFICA
FAEME METODOLOGIA CIENTÍFICA
 
TCC seminário I
TCC seminário ITCC seminário I
TCC seminário I
 
DP.ppt
DP.pptDP.ppt
DP.ppt
 
Como elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth Fantauzzi
Como elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth FantauzziComo elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth Fantauzzi
Como elaborar um projeto de pesquisa - profa. Elizabeth Fantauzzi
 
Metodologia Científica - Revisao
Metodologia Científica - RevisaoMetodologia Científica - Revisao
Metodologia Científica - Revisao
 
Metodologia Científica - Revisao
Metodologia Científica - RevisaoMetodologia Científica - Revisao
Metodologia Científica - Revisao
 
Como Elaborar Um Projeto De Pesquisa
Como Elaborar Um Projeto De PesquisaComo Elaborar Um Projeto De Pesquisa
Como Elaborar Um Projeto De Pesquisa
 
Como escrever teses
Como escrever tesesComo escrever teses
Como escrever teses
 
Manual tcc
Manual tccManual tcc
Manual tcc
 
Apresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdf
Apresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdfApresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdf
Apresentação2 JANGO DE SABERES SOBRE MEPEC - Cópia.pdf
 
Curso preparatório para concurso da anvisa
Curso preparatório para concurso da anvisaCurso preparatório para concurso da anvisa
Curso preparatório para concurso da anvisa
 
SLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptx
SLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptxSLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptx
SLIDE METODOLOGIA DE PESQUISA USP (1).pptx
 
Estrutura de um Projeto TCC
Estrutura de um Projeto TCCEstrutura de um Projeto TCC
Estrutura de um Projeto TCC
 
Roteiro para elaboração de projeto de pesquisa
Roteiro para elaboração de projeto de pesquisaRoteiro para elaboração de projeto de pesquisa
Roteiro para elaboração de projeto de pesquisa
 
Roteiro para efffffffff elaboração de projetos.ppt
Roteiro para efffffffff elaboração de projetos.pptRoteiro para efffffffff elaboração de projetos.ppt
Roteiro para efffffffff elaboração de projetos.ppt
 

Mais de Rilva Lopes de Sousa Muñoz

Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOSA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOSRilva Lopes de Sousa Muñoz
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICAORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICARilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESMEElaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESMERilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMERilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESMEValidade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESMERilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaRilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. RilvaNoções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. RilvaRilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. RilvaPesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. RilvaRilva Lopes de Sousa Muñoz
 

Mais de Rilva Lopes de Sousa Muñoz (20)

Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
Introdução à Estatística Inferencial - Parte 1
 
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOSA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
A RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE ATRAVÉS DOS TEMPOS
 
História da Saúde Pública no Brasil
História da Saúde Pública no BrasilHistória da Saúde Pública no Brasil
História da Saúde Pública no Brasil
 
História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1História da Saúde Pública - Parte 1
História da Saúde Pública - Parte 1
 
História da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das DoençasHistória da Teoria Microbiana das Doenças
História da Teoria Microbiana das Doenças
 
História da Medicina no Brasil
História da Medicina no BrasilHistória da Medicina no Brasil
História da Medicina no Brasil
 
História da Cirurgia
História da CirurgiaHistória da Cirurgia
História da Cirurgia
 
História do Ensino Médico
História do Ensino MédicoHistória do Ensino Médico
História do Ensino Médico
 
Teorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em MedicinaTeorias de Aprendizagem em Medicina
Teorias de Aprendizagem em Medicina
 
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICAORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO  INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
ORIGEM E EVOLUÇÃO DO CONSENTIMENTO INFORMADO NA PRÁTICA MÉDICA
 
História das Doenças Negligenciadas
História das Doenças NegligenciadasHistória das Doenças Negligenciadas
História das Doenças Negligenciadas
 
Semiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em EvidênciasSemiologia Baseada em Evidências
Semiologia Baseada em Evidências
 
Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos" Aula "Atestados Médicos"
Aula "Atestados Médicos"
 
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESMEElaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
Elaboração e Publicação de um Artigo Científico Original - GESME
 
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESMEVelhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
Velhice e Envelhecimento - Profa. Rilva Muñoz / GESME
 
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESMEValidade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
Validade e Reprodutibilidade de Exames - Profa. Rilva Muñoz - GESME
 
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. RilvaMedicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
Medicina Baseada em Evidências - GESME - Profa. Rilva
 
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. RilvaNoções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
Noções de Exame Neurológico - Parte II - Profa. Rilva
 
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESMETeoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
Teoria da Amostragem - Profa. Rilva - GESME
 
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. RilvaPesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
Pesquisa Qualitativa: Uma Introdução. Profa. Rilva
 

Último

Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfEditoraEnovus
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdfProfGleide
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxBiancaNogueira42
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamentalgeone480617
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosAntnyoAllysson
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOBiatrizGomes1
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdfDemetrio Ccesa Rayme
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOMarcosViniciusLemesL
 
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxDoutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxThye Oliver
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfEyshilaKelly1
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasCassio Meira Jr.
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 anoAdelmaTorres2
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundonialb
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfaulasgege
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfIedaGoethe
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileirosMary Alvarenga
 

Último (20)

Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdfSimulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
Simulado 1 Etapa - 2024 Proximo Passo.pdf
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
 
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptxAula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
Aula 13 8º Ano Cap.04 Revolução Francesa.pptx
 
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino FundamentalCartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
Cartilha 1º Ano Alfabetização _ 1º Ano Ensino Fundamental
 
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteirosBingo da potenciação e radiciação de números inteiros
Bingo da potenciação e radiciação de números inteiros
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
 
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSOVALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
VALORES HUMANOS NA DISCIPLINA DE ENSINO RELIGIOSO
 
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO5_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
 
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANOInvestimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
Investimentos. EDUCAÇÃO FINANCEIRA 8º ANO
 
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptxDoutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
Doutrina Deus filho e Espírito Santo.pptx
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
 
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundogeografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
geografia 7 ano - relevo, altitude, topos do mundo
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdfCurrículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
Currículo escolar na perspectiva da educação inclusiva.pdf
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
 

Projeto de Pesquisa - Profa. Rilva Muñoz

  • 1. PROJETO DE PESQUISA Profa. Rilva Lopes de Sousa-Muñoz rilva@ccm.ufpb.br Grupo de Estudos em Semiologia Médica (GESME) - 2010
  • 2. O PROJETO DE PESQUISA - Compõe-se de partes organizadas de maneira lógica, que servem de base para o desenvolvimento de qualquer tipo de trabalho científico.
  • 3. POR QUE ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA? - Como toda atividade racional e sistemática, a pesquisa científica exige que as ações desenvolvidas ao longo do seu processo sejam efetivamente planejadas.
  • 4. POR QUE ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA? - “Mapa” que orienta a pesquisa - Para garantir que haja uma pergunta de natureza científica e uma metodologia apropriada para estudar essa questão - Para planejar as fases da investigação - Para descrever detalhes de como o estudo será realizado - Para incorporar todas as questões práticas e éticas que precisam ser abordadas
  • 5. POR QUE ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA? -Para garantir que se tenha em conta as necessidades de recursos para realizar a pesquisa (financiamento, logística) - Para informar outras partes interessadas sobre as intenções do pesquisador - Para obter financiamento "O pesquisador que não souber o que está procurando não compreenderá o que encontrar" (Claude Bernard)
  • 6. O PROJETO DEVE TER UM ENFOQUE ESPECÍFICO E DELIMITADO -Não tentar cobrir uma área ampla com o projeto: evitar projetos “panorâmicos” - Definir de forma restritiva (DELIMITAR) - Não se pode resolver todos os problemas sobre o tema escolhido com uma investigação... É necessário delimitar.
  • 7. ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA - Título - Introdução - Revisão da Literatura - Objetivos - Métodos - Referências - Cronograma - Orçamento (Opcional) - Anexos e Apêndices (Opcional)
  • 8. O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER CONCISO - Deve dar uma indicação geral do que se está investigando - Um título muito longo e técnico não desperta interesse - Um título simples e informativo descreve o estudo em uma frase: incluir o objetivo do estudo e/ou modelo e/ou principal resultado Dica - Deixar o título para o final: será mais fácil formular uma declaração concisa e objetiva quando se tem o projeto escrito; ter um título provisório até então.
  • 9. O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER CONCISO - Curto: não mais que 10-12 palavras - Títulos longos (> 15 palavras): anti-estético; reflexo da falta de concisão e prolixidade - Pode ser decomposto em um subtítulo, quando mais longo
  • 10. O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER CONCISO: Projetos GESME Atuais Influência do padrão de sono noturno sobre a evolução do paciente hospitalizado na Clínica Médica do HULW Fatores de risco para perda de sensibilidade plantar no diabético: Estudo caso-controle em ambulatórios do HULW/UFPB Coorte observacional pós-hospitalização de idosos com multimorbidade: Fatores preditivos de reinternamento e óbito Interação estudante-paciente na iniciação ao exame clínico do novo projeto pedagógico do curso de Medicina da UFPB
  • 11. O TÍTULO DO PROJETO DEVE SER CONCISO – Mas não genéricos e vagos Exemplos... Fatores associados ao baixo risco cardiometabólico em mulheres obesas: Adequado Avaliação do rastreamento do câncer do colo do útero na Estratégia Saúde da Família no Município de Amparo, São Paulo, Brasil: Adequado Obesidade na mulher: Inadequado Fatores associados à realização de cesariana em hospitais brasileiros: Adequado Distribuição espacial e sazonal da leptospirose: Inadequado
  • 12. INTRODUÇÃO - Problema de pesquisa - Justificativa: deve conter argumentos apoiados na revisão da literatura - Revisão teórica: conhecimento existente com conceitos sobre a questão - Hipótese (s) de pesquisa A Introdução deve ser desenvolvida de maneira lógica e coerente
  • 13. INTRODUÇÃO • Deve despertar interesse: relevância, prevalência, morbimortalidade • Controvérsias e lacunas no conhecimento • Referências selecionadas • Verbo no presente • Texto sem sub-seções
  • 14. INTRODUÇÃO: REVISÃO DA LITERATURA A revisão de literatura (fundamentação teórica) pode ser uma seção à parte, após a Introdução ou fazer parte desta Apresenta-se revisão da literatura recente (últimos 5 anos) Específica sobre o tema abordado
  • 15. INTRODUÇÃO: REVISÃO DA LITERATURA Fixar os limites: Definições Fornecer definições explícitas de conceitos-chave da pesquisa: o mesmo termo nem sempre tem um significado único, entendido da mesma forma por todos • Não fornecer definições mecanicistas, de dicionário
  • 16. INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE PESQUISA • Formulação clara, precisa e operacional • O problema deve ser viável • Questão não resolvida, cuja resposta tem alguma relevância. • Deve ser formulado sob a forma de pergunta; esta pergunta orienta a investigação
  • 17. INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE PESQUISA Que questões interessam em Medicina? – Frequência, prevalência, incidência – Fatores de risco, associação, causalidade e etiologia – Diagnóstico – Tratamento – Prevenção – Prognóstico
  • 18. INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE PESQUISA ENFOQUE FATOR EM DESFECHO ESTUDO (Variável (Variável dependente) independente) etiologia exposição doença prognóstico doença conseqüências diagnóstico teste teste padrão intervenção tratamento efeito terapêutico
  • 19. INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE PESQUISA Formulação do Problema: exemplo • Tema: Fatores de risco associados à perda de sensibilidade protetora plantar em pacientes diabéticos • Formulação do Problema: A duração do diabetes mellitus é fator de risco mais importante que a duração do uso de insulina para a perda de sensibilidade protetora plantar?
  • 20. INTRODUÇÃO: PROBLEMA DE PESQUISA Formulação do Problema: exemplo • Tema: Influência do padrão de sono noturno sobre a evolução do paciente hospitalizado na clínica médica do HULW • Formulação do Problema: Teria o padrão de sono noturno influência sobre a evolução clínica do paciente hospitalizado? A privação do sono e a insônia subjetiva aguda associam-se a desfechos clínicos desfavoráveis no paciente hospitalizado?
  • 21. INTRODUÇÃO: HIPÓTESES • Suposição formulada para solucionar o problema: explicação provisória; proposição testável que poderá ser a resposta do problema • Função da hipótese: Orientar o pesquisador, guiando-o na busca da resposta para o problema
  • 22. INTRODUÇÃO: HIPÓTESES • Redigida de forma afirmativa: é a resposta provisória ao problema de pesquisa • Relação de associação ou dependência entre variáveis • Linguagem clara e simples
  • 23. INTRODUÇÃO: HIPÓTESES • Evitar expressões valorativas: bom, mau, ruim • Ser coerente com uma teoria que a sustente: fundamentação teórica • Alguns tipos de pesquisa não necessitam de enunciação de hipóteses: são apenas descritivas • A hipótese deve ser plausível, verificável, específica, simples, não deve envolver julgamento de valor.
  • 24. INTRODUÇÃO: JUSTIFICATIVA • Relevância: clínica, científica, social • Motivação: pessoal, profissional, social e teórica para a escolha do tema • Contribuições: apontar contribuições de ordem prática ou ao estado da arte na área • Viabilidade: o projeto é realizável, factível • Lacunas na literatura: necessidade de realizar o estudo
  • 25. OBJETIVOS • Resultados a alcançar • Objetivo geral/final dá resposta ao problema de pesquisa • Objetivos específicos operacionalizam o modo como se pretende atingir o objetivo geral • Os objetivos devem ser redigidos com o verbo no infinitivo
  • 26. OBJETIVO GERAL • Objetivo amplo • Descrição de um desempenho • O objetivo bem definido indica que o projeto tem condições de se concretizar • Especificação escrita de modo claro do que se espera alcançar
  • 27. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • São as etapas que devem ser cumpridas para se chegar ao objetivo geral • Cada objetivo específico é escrito em uma alínea, iniciando com letra minúscula e terminando com ponto e vírgula • Verbo no infinitivo: deve ser preciso e não dar margem a muitas interpretações
  • 28. DESCREVENDO OBJETIVOS • Nível de conhecimento: - Identificar, verificar, expor, descrever, enumerar, especificar, determinar • Nível de compreensão e interpretação: - Distinguir, explicar, predizer, relacionar, deduzir, interpretar
  • 29. DESCREVENDO OBJETIVOS • Nível de Aplicação: –Aplicar, resolver, construir, provar • Nível de Análise: –Analisar, distinguir, categorizar, comparar, selecionar
  • 30. DESCREVENDO OBJETIVOS • Nível de Síntese: - Propor, explicar, combinar, compilar, formular • Nível de Avaliação: –Julgar, comparar, avaliar, validar, criticar, fundamentar, estimar, demonstrar
  • 31. DESCREVENDO OBJETIVOS • Geral: Avaliar a influência do padrão de sono noturno sobre a evolução do paciente hospitalizado nas enfermarias de clínica médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW). • Específicos: - determinar a prevalência anual dos distúrbios de sono nas enfermarias clínica médica; - verificar a evolução da qualidade do sono do paciente ao longo do período de internação; - identificar fatores ambientais do hospital que podem influenciar numa melhora ou piora da qualidade do sono; - avaliar o perfil da prescrição de medicamentos sedativos na clínica médica; caracterizar o ciclo vigília/sono desses pacientes, assim como a qualidade subjetiva do sono habitual e durante a hospitalização.
  • 32. DESCREVENDO OBJETIVOS GERAIS - Exemplos • Identificar fatores associados ao baixo risco cardíaco em mulheres obesas atendidas em ambulatórios especializados do Sistema Único de Saúde, Salvador, Bahia, Brasil • Descrever a prevalência de consultas médicas e os fatores associados na população adulta de um município de médio porte do Sul do Brasil.
  • 33. DESCREVENDO OBJETIVOS GERAIS - Exemplos • Descrever a prevalência da Síndrome de Burnout em médicos intensivistas de Salvador, associando-a a dados demográficos e aspectos da situação de trabalho. • Comparar a razão cintura/estatura com os demais indicadores antropométricos de obesidade (circunferência da cintura, razão circunferência cintura/quadril e índice de massa corporal) para discriminar risco coronariano elevado. • Avaliar alguns métodos usados no exame de entrada para residência médica como métodos para diferenciar os candidatos com internatos mais longos.
  • 34. OBJETIVOS DE PROJETO DE PESQUISA DIFEREM DE OBJETIVOS DE PROJETO DE EXTENSÃO Exemplos de objetivos para projetos de extensão... - Atender adolescentes em comunidades carentes a fim de amenizar suas questões familiares e sociais. - Promover intervenção e capacitação de uma equipe de extensionistas em procedimentos ambulatoriais de média complexidade. - Gerar reflexões por meio de palestras e vivências acerca do Estatuto da Criança e do Adolescente -Propiciar oportunidade de formação interdisciplinar acerca das possibilidades de atuação profissional no tema saúde reprodutiva -Desenvolver ações preventivas, educativas e assistenciais para a clientela de hipertensos e diabéticos do HULW/UFPB
  • 35. DESCREVENDO OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Evitar excesso de objetivos específicos: impacto negativo sobre os avaliadores • Evitar verbos abertos a muitas interpretações (saber, compreender, conhecer, apreciar) • Precisam ser claros, factíveis, específicos • Três a cinco objetivos específicos
  • 36. Métodos • Metodologia • Pacientes e Métodos • Casuística e Métodos • Material e Métodos
  • 37. Métodos • Modelo da pesquisa • Local e período • População e amostra • Variáveis • Procedimentos e instrumentos de coleta de dados • Análise dos dados • Aspectos éticos
  • 38. Métodos • Modelo: delineamento, tipo, desenho (observacional, descritivo, experimental); se observacional - dimensão temporal da coleta de dados (transversal, longitudinal / prospectiva, retrospectiva) • No caso de metodologias menos usadas: fundamentar os seus procedimentos e a sua concepção
  • 39. Métodos • Definição detalhada da população do estudo: critérios de inclusão e exclusão, processo de amostragem e cálculo do tamanho da amostra selecionada • Descrição das variáveis: primária e secundárias; dependente e independente
  • 40. MÉTODOS: COMO DESCREVER AS VARIÁVEIS? O que é? Definição operacional Como quantificar? Quando quantificar? Quem vai quantificar? Como será analisada?
  • 41. MÉTODOS: DO TIPO DE VARIÁVEL DEPENDERÁ A ANÁLISE ESTATÍSTICA Contínua Extensão de um trombo Categórica Ordinal Proximal, distal Nominal Trombose, retrombose Dicotômica Ter ou não trombose
  • 42. MÉTODOS: PRECISÃO E ACURÁCIA DOS INSTRUMENTOS Indicar trabalhos anteriores que avaliaram a validade e a precisão das técnicas e/ou instrumentos de coleta de dados a serem empregados na pesquisa
  • 43. MÉTODOS: PRECISÃO E ACURÁCIA DOS INSTRUMENTOS Precisão: Confiabilidade Obtenção de valores semelhantes a cada medida Validade: Acurácia Grau em que os valores resultantes da mensuração da variável realmente representam o seu real valor
  • 44. MÉTODOS • Mesmo os melhores métodos têm problemas potenciais e fraquezas • Podem ser apresentados procedimentos ou medidas que minimizem os potenciais problemas encontrados durante o estudo: estudo-piloto; treinamento dos entrevistadores; pareamento...
  • 45. MÉTODOS: ANÁLISE DOS DADOS - Descrever que tipo de análise estatística vai ser feita - Técnicas estatísticos insuficientes ou inadequadas podem ser uma grande fraqueza de um projeto - Pelo menos um ou dois parágrafos do projeto de pesquisa devem ser dedicados à descrição da análise estatística - Muitos investigadores se sentem confiantes em todos os aspectos da metodologia, exceto na seção de estatística
  • 46. MÉTODOS: ANÁLISE DOS DADOS • Erros comuns da análise estatística em projetos de pesquisa - Falta de cálculo do tamanho de amostra - Análise de variáveis ordinais como intervalares - Aplicação indevida de testes estatísticos que assumem normalidade - Falta de especificação das variáveis dependente (desfecho) e independente
  • 47. MÉTODOS • Estatística descritiva: frequências, proporções, razão, medidas de tendência central, medidas de dispersão • Distribuição normal – média e desvio padrão • Distribuição assimétrica – mediana, amplitude e intervalo interquartil • Estatística inferencial: testes estatísticos usados, nível de significância adotado • Programa estatístico usado e sua versão
  • 48. MÉTODOS: REQUISITOS ÉTICOS • Submissão do projeto a um comitê de ética em pesquisa envolvendo seres humanos • Termo de Consentimento Livre e Esclarecido por escrito específico para o projeto
  • 49. MÉTODOS: REQUISITOS ÉTICOS Documentos Necessários para o Encaminhamento de Protocolo de Pesquisa ao CEP / HULW (ramal 7302) - Formulário de Encaminhamento de Projeto de Pesquisa ao CEP - 02 Folhas de Rosto (obtida via internet - www.saude.gov.br/sisnep) - 02 Projeto de pesquisa (ENCADERNADO) - Currículo Lattes do Pesquisador - Certidão ou declaração de aprovação do projeto de pesquisa no Departamento
  • 50. ESTILO CIENTÍFICO • Redação científica: objetividade, concisão, clareza, precisão, coerência, correção, encadeamento, impessoalidade A linguagem científica é informativa, clara, de ordem racional, firmada em dados concretos e válidos
  • 51. LEMBRETE FINAL: O QUE GERALMENTE TORNA FRACO UM PROJETO? • Objetivos pouco claros; •Problema de pesquisa mal definido; •Falta de relevância; •Falta de inovação; •Falta de aplicabilidade; •Falta de rigor metodológico;
  • 52. LEMBRETE FINAL: O QUE GERALMENTE TORNA FRACO UM PROJETO? •Análise estatística inadequada; •Incoerência entre fundamentação teórica e métodos; •Prazos e metas inatingíveis; •Estilo rebuscado e falta de objetividade.
  • 53. ASPECTOS GRÁFICOS • Fonte: Times New Roman ou Arial, 12 no texto; • Extensão: 15 a 30 páginas, incluindo referências e anexos/apêndices; • Formato: papel branco A4, digitação no anverso da folha; • Margens: folhas com margem esquerda e superior de 3 cm, e direita e inferior de 2 cm; • Espacejamento: 1,5 de entrelinhas; referências em espaço simples; os títulos das seções devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por uma entrelinha dupla
  • 54. BIBLIOGRAFIA CITADA 3 Normas da ABNT 3 Não liste se não citar 3 Não cite se não listar
  • 55. CRONOGRAMA Atividades a serem desenvolvidas no projeto Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Levantamento bibliográfico X X X X X X X X X X X Recrutamento dos sujeitos (pacientes) dos três X X X X X X X X X X grupos Pré-teste do protocolo da pesquisa X Aplicação do protocolo de coleta de dados X X X X X X X X X X Análise dos dados e interpretação dos resultados X X Comunicação sobre andamento da pesquisa ao X X CEP/HULW Redação dos relatórios parcial e total X X Reuniões de orientação e realização de seminários X X X X X X X X X X X X Apresentação do trabalho no Encontro de X Iniciação Científica 2009 da UFPB Apresentação do trabalho em congressos X nacionais Publicação dos resultados (artigo científico X original)
  • 56. ORÇAMENTO Material Valor unitário (R$) Valor total (R$) Fonte Especificações Quantidade Consumo Papel ofício A4 Encadernação Cartuchos de tinta para impressora Permanente Material bibliográfico - fotocópias Material bibliográfico – pedidos de artigos Monofilamento de Semmes-Weinstein TOTAL GERAL
  • 57. LEITURA SUGERIDA 1- MIRANDA, J. L. C.; GUSMÃO, H. R. Caminhos do Trabalho Científico: Orientação para não perder o rumo. Brasília: Briquet de Lemos, 2003. cap. 1. 2- GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 3- SALOMON, D. V. Como Fazer uma Monografia. São Paulo: Martins Fontes, 2004. Cap. 8. 4- CASTRO, A. A. Avaliação da qualidade de um projeto de pesquisa. Disponível em: http://www.evidencias.com/planejamento/pdf/lv4_1 6_avaliacao.pdf. Acesso: 20 abr 2010.
  • 58. CONCLUINDO... •Seja criativo. •Pense em uma boa ideia. •Seria ótimo se ocorresse ao leitor: “por que não pensei nisso antes?” • Os bons projetos são muitas vezes projetos simples!...
  • 59. “Todo caminho para uma nova compreensão começa com uma certa confusão” (Mason Cooley)