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A palavra «choro», provinda de «chorar», é
 formada por

a) derivação não afixal.
b) conversão.
c) derivação imprópria.
d) parassíntese.
Em «menos ais, menos ais, menos ais» e «o
 Estado tem de emagrecer», temos
 exemplos de

a) conversão e derivação não afixal.
b) derivação não afixal e conversão.
c) derivação imprópria e parassíntese.
d) conversão e derivação por prefixação.
As palavras «ineficazmente» e «couve-flor»
 são, respetivamente,

a) derivada por prefixação e sufixação e
  composto morfológico.
b) derivada por parassíntese e composto
  morfossintático.
c) derivada por prefixação e sufixação e
  composto morfossintático.
d) derivada por parassíntese e composto
  morfológico.
A palavra «geologia» (geo + logia), é
 formada por

a) composição morfológica.
b) composição morfossintática.
c) truncação.
d) derivação por prefixação e sufixação.
São palavras derivadas por derivação não
 afixal

a) «amanhecer», «fotografia», «engordar».
b) «alcance», «debate», «compra».
c) «amor», «corte», «andamento».
d) «burro», «conquista», «apara».
São palavras derivadas por prefixação

a) «infeliz», «inexato», «rever».
b) «filósofo», «anormal», «alindar».
c) «recocó», «repente», «apor».
d) «índio», «interior», «Inglaterra».
Uma das diferenças entre a derivação
 com constituintes morfológicos e a
 composição é

a) na composição haver mais do que uma
  forma de base.
b) na derivação haver sufixos.
c) na composição a base serem radicais
  e, na derivação, palavras.
d) na derivação haver radicais e afixos.
As palavras «tira-nódoas» e «girassol»
 são

a) compostos morfológicos.
b) compostos morfossintáticos.
c) palavras compostas por justaposição
  e aglutinação, respetivamente.
d) composto morfossintático e composto
  morfológico, respetivamente.
As palavras «profe» (< professor)
 «informática» (informação +
 automática) são exemplos,
 respetivamente, de

a) truncação e empréstimo.
b) cunhagem e empréstimo.
c) cunhagem e extensão semântica.
d) truncação e amálgama.
«Unicef» e «AMI» são exemplos de

a) siglas.
b) acrónimos.
c) truncações.
d) empréstimos.
«Yaros» (< Yaroslav), «Gi» (< Gisela),
 «Bia» (< Beatriz), «Sol» (< Solange),
 «Dani» (< Daniel) são exemplos de

a) onomatopeia.
b) truncação.
c) derivação não afixal.
d) derivação imprópria.
«Sumás de ananol» é brincadeira que
 implica o processo de

a) amálgama.
b) truncação.
c) composição morfológica.
d) derivação não afixal.
A palavra «leitor» (de DVD’s), resultante
 de analogia com um «leitor» (de
 textos), exemplifica o processo de

a) Hanna Schmitz.
b) empréstimo.
c) estrangeirismo.
d) extensão semântica.
«Corista» (< coro) é uma palavra derivada
 por

a) parassíntese.
b) prefixação.
c) sufixação.
d) derivação não afixal.

                coro + ista
                base + sufixo
«SOS» (< Save Our Souls) e «PJ» são,
 respetivamente,

a) sigla, sigla.
b) sigla, acrónimo.
c) acrónimo, sigla.
d) acrónimo, acrónimo.
«Empréstimo» e «estrangeirismo»

a) podem ser palavras sinónimas, mas
  «estrangeirismos» tem conotação
  depreciativa.
b) são sinónimos exatos.
c) supõem, respetivamente, grafias
  aportuguesada e a da língua original.
d) correspondem a palavras entradas no
  português recentemente e a palavras
  em curso de acomodação.
Galicismos são palavras

a) francesas.
b) portuguesas provindas do francês.
c) de origem galesa.
d) da família de «galo» («ovo»,
  «Roberto», «crista», etc.).
A palavra «feni», inventada por um
 lexicógrafo afinal engenheiro, era

a) uma cunhagem.
b) uma onomatopeia.
c) uma composição.
d) um empréstimo.
A grafia «cócó» é

a) correta, porque o acento gráfico visa
  marcar a abertura do «o» da primeira
  sílaba.
b) incorreta, porque uma palavra aguda não
  teria nunca acento na penúltima sílaba.
c) correta, porque a palavra, sendo grave,
  tem de ter acento na antepenúltima sílaba.
d) correta, porque a palavra é grave e aguda,
  resultando de composição.
A palavra «Abú» está

a) mal escrita, porque «u» final nunca é
  tónico.
b) bem escrita.
c) mal escrito, porque nenhuma palavra
  pode terminar com «u» acentuado
  graficamente.     baú
d) mal escrita, porque esta palavra seria
  já aguda sem acento gráfico.
«alvedrio» é uma palavra

a) esdrúxula.
b) grave.
c) aguda.
d) certamente mal grafada.

          alvédrio (esdrúxula)
   alvedriu (aguda) / alvedrió (aguda)
«Imbele» é uma palavra

a) aguda.
b) grave.
c) esdrúxula.
d) que inventei eu.

ímbele (esdrúxula)
imbelé (aguda)
A grafia «baínha» é

a) correta, porque o acento desfaz o
  ditongo («ai»).
b) errada, porque não se usa acento no
  «i» tónico antes de «nh».
c) incorreta, porque nas palavras graves
  não é preciso acento.
d) errada, por desfaz um ditongo que
  deveria existir.
«Ninguém» tem acento gráfico, porque

a) é palavra esdrúxula.
b) é palavra aguda.
c) as palavras agudas terminadas em
  consoante nasal têm acento gráfico.
  bem
d) as palavras agudas terminadas «-em»
  têm acento quando dissílabas.
O acento grave

a) usa-se apenas em palavras graves.
b) usa-se em palavras agudas e
  esdrúxulas.
c) marca a sílaba tónica.
d) indica vogal aberta.

à (a + a), às (a + as)
àquele/a/es/as (a + aquele/...)
àquilo (a + aquilo)
àqueloutro/a/os/as (a + aqueloutro/...)
Pausas preenchidas são

a) silêncios num discurso.
b) intervalos nas frases completados
  com palavras.
c) ateliês de tempos livres.
d) alongamentos enquanto não ocorre a
  palavra a usar.
Em «Fulano está bué calmo», «bué» é um
 advérbio de

a) frase.
b) predicado.
c) quantidade/grau.
d) modo.
Em «Devorei o salmão sofregamente»,
 «sofregamente» está a modificar

a) toda a frase.
b) o predicado.
c) um adjetivo.
d) um nome.

Obviamente, devorei o salmão sofregamente
advérbio de frase        advérbio de predicado
Em «Inicialmente, lemos um texto;
 depois, estudámos gramática; por fim,
 vimos um filme», os advérbios e a
 locução adverbial pertencem à
 subclasse dos

a) advérbios conectivos.
b) advérbios de frase.
c) advérbios de tempo.
d) advérbios de predicado.
Em «Possivelmente, considerarão esta
 pergunta sobre advérbios demasiado
 fácil» há

a) um advérbio de frase e um advérbio de
  quantidade.
b) um advérbio de predicado e um
  advérbio de quantidade.
c) um advérbio conectivo e um advérbio
  de grau.
d) um advérbio conectivo e um advérbio
  de predicado.
Em «Vale bem a pena verem algumas
 análises a letras de músicas escolhidas
 por colegas, embora haja muitos
 [quantificador] ‘anda comigo ver os
 aviões’», temos

a) um advérbio.
b) dois advérbios.
c) três advérbios.
d) zero advérbios.
Em «Bruno Alves cortou rápida e
 meigamente a jogada», as duas
 palavras em itálico são

a) adjetivo e advérbio.
b) dois adjetivos.
c) dois advérbios.
d) um adjetivo e uma mentira.
Num contrato usa-se

a) a 3.ª pessoa e identificam-se os dois
  outorgantes mas só no final.
b) a 2.ª ou a 1.ª pessoa, podendo haver
  identificação dos outorgantes.
c) a 3.ª pessoa e revelam-se os dois
  outorgantes logo no início.
d) a 1.ª pessoa e identificam-se os dois
  outorgantes.
Numa declaração, o declarante é

a) um serviço oficial.
b) o subscritor.
c) o destinatário.
d) o requerente.
Um regulamento divide-se em

a) cláusulas.
b) artigos.
c) outorgantes.
d) itens.
Há uma hipérbole em

a) «fumei um cigarro pensativo».
b) «em 1755 boa parte de Lisboa ficou
  destruída».
c) «o Barcelona goleou por 5-0».
d) «este trabalho de gramática será uma
  derrocada».
Uma apóstrofe é

a) a repetição de uma palavra no início
  de vários versos ou frases.
b) um vocativo.
c) a repetição de uma palavra ou
  expressão no final de versos ou frases.
d) o sinal usado para marcar sinalefas
  («morr’amor!»).
Em «Estudámos figuras de estilo e
 advérbios e processos de formação de
 palavras e o diabo a quatro», temos

a) um assíndeto.
b) um polissíndeto.
c) uma gradação.
d) uma metonímia.
A frase em que não há nenhuma
 metáfora é

a) «O blogue é uma gaveta de textos
  úteis».
b) «Não havia nuvens na sua alegria».
c) «A tua impertinência funciona como
  uma seta que me apontas». (=
  comparação)
d) «As dificuldades económicas são
  desafios ou espinhos ou faróis».
Em «Bebi [gosto] o cheiro [olfato] verde
 [visão] dos teus acalantos [tato]», além
 de má poesia, há

a) uma antítese.
b) um oxímoro.
c) um paradoxo.
d) uma sinestesia.
O narrador já foi suficientemente
referido, quer quanto à participação como
personagem — principal (autodiegético),
secundária (homodiegético) — ou não
(heterodiegético), quer quanto ao
conhecimento revelado na narração
(focalização omnisciente, interna, externa —
ou seja, desde o conhecimento completo
àquele que advém da pura observação do
que se desenrola à nossa frente).
Não falámos numa figura mais rara.
Imaginemos, por exemplo, que o diário de
Clément Mathieu estava dirigido «aos meus
alunos de 1949, no Fundo do Pântano», e
que o narrador os ia invocando aqui e ali
(«lembram-se de quando começámos o
nosso coro?»). Seriam os narratários. Não
podemos confundir «narratário» e «leitor»
(do mesmo modo que são diferentes
«narrador» e «autor»). Também o Aladino
Sepúlveda a quem é dedicado o conto que
estamos a ler não é um narratário, é apenas
o destinatário da dedicatória.
Referimos o espaço (físico), por causa
da importância de cabana-Patagónia e
barraca-Roma (respetivamente em «A
chama» e em Feios, Porcos e Maus) e das
próprias deslocações-viagens que
ocorrem nas duas narrativas. Por vezes,
considera-se também o conceito de
espaço social (que reconheceríamos no
ambiente social dos camponeses da
estepe, dos marginais do bairro de lata ou,
no caso dos Coristas, das crianças
estigmatizadas) e o de espaço psicológico
(ambos desnecessários, quanto a mim).
E há o tempo. Uma narrativa tem de dar
conta representar o tempo da história (o
tempo cronológico), numa extensão medida
em linhas e páginas, o tempo do discurso.
O discurso pode condensar o tempo da
história, pode omitir até partes da diegese,
pode também ampliar pequenos momentos.
Frequentemente, altera a ordem da sua
apresentação (analepses, prolepses). Na
«Chama», de Luis Sepúlveda, a narração
começa e acaba na mesma viagem anual e,
no entanto, ao longo do curto conto,
recuamos a todo um passado de décadas.
Nos Coristas, a analepse que temos
estado a seguir vai terminar com o
desenlace no colégio, mas, regressados
ao presente, Pépinot ainda irá resolver
numa nova analepse o que já não coubera
no diário de Mathieu. Em Feios, Porcos e
Maus, a ação parece concentrar-se em
poucos dias, mas há um truque para se
recuperar informações do passado, os
monólogos e diálogos de Giacinto.
Das personagens já salientámos a
classificação quanto ao relevo que têm
(protagonista, secundárias, figurantes). Já
referimos a possibilidade de se considerar
certas personagens como coletivas (o
colégio, a família).
No domínio da composição, haveria
que distinguir as personagens planas
(previsíveis, pouco trabalhadas
psicologicamente) e as redondas (no
fundo, mais verdadeiras). O extremo do
desenho plano da personagem é a
personagem-tipo, que obedece até a
um perfil caricatural (como vimos em
Feios, Porcos e Maus). Nos Coristas,
as
personagens adultas secundárias são
personagens relativamente planas (ou
mesmo tipos: o diretor autoritário, o
professor excêntrico, o empregado
bondoso), mas talvez que Clément e a
mãe de Pierre possam exemplificar as
personagens redondas, mais densas
psicologicamente. Creio que o velho de
«A chama» é uma personagem
redonda.
As personagens podem ter
caracterização direta ou indireta. Em «A
chama obstinada da sorte» o retrato
psicológico do velho decorre do que diz e
faz (e não de alguma explicitação, de
alguma definição, que o narrador
avançasse): é, portanto, uma caracterização
indireta. Nos filmes, o natural é a
caracterização ser indireta, embora, no caso
de Feios, Porcos e Maus e de Os Coristas,
as observações dos dois heróis acerca das
outras personagens favoreçam uma
caracterização direta.
Permita-se-me assinalar ainda que
para o desenlace (para o desfecho da
ação) concorre decisivamente o cocó
de cão.
O concurso José Gomes Ferreira
   decorre até 8 de Junho (têm o
regulamento em Gaveta de Nuvens).
Bibliofilmes

              Estou por cá (D9)
na quarta (de manhã, exceto segundo bloco)
           e na sexta (todo o dia).

     Bibliofilmes devem ser entregues
        presencialmente (evitar mail).

  Verificar também se o ficheiro funciona
   (se não é um projeto apenas, por exemplo).
• Nota do terceiro período é
  forçosamente parecida com a do
  segundo período (processo é
  acumulativo — período foi curto).
• Nos casos em que ainda não pude
  avaliar bibliofilme, serei um pouco
  mais evasivo.

   Embora, a não ser no caso de não
   realização do trabalho, seja improvável
   que a tarefa se reflita na classificação
   final.
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Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 64

  • 1.
  • 2. A palavra «choro», provinda de «chorar», é formada por a) derivação não afixal. b) conversão. c) derivação imprópria. d) parassíntese.
  • 3. Em «menos ais, menos ais, menos ais» e «o Estado tem de emagrecer», temos exemplos de a) conversão e derivação não afixal. b) derivação não afixal e conversão. c) derivação imprópria e parassíntese. d) conversão e derivação por prefixação.
  • 4. As palavras «ineficazmente» e «couve-flor» são, respetivamente, a) derivada por prefixação e sufixação e composto morfológico. b) derivada por parassíntese e composto morfossintático. c) derivada por prefixação e sufixação e composto morfossintático. d) derivada por parassíntese e composto morfológico.
  • 5. A palavra «geologia» (geo + logia), é formada por a) composição morfológica. b) composição morfossintática. c) truncação. d) derivação por prefixação e sufixação.
  • 6. São palavras derivadas por derivação não afixal a) «amanhecer», «fotografia», «engordar». b) «alcance», «debate», «compra». c) «amor», «corte», «andamento». d) «burro», «conquista», «apara».
  • 7. São palavras derivadas por prefixação a) «infeliz», «inexato», «rever». b) «filósofo», «anormal», «alindar». c) «recocó», «repente», «apor». d) «índio», «interior», «Inglaterra».
  • 8. Uma das diferenças entre a derivação com constituintes morfológicos e a composição é a) na composição haver mais do que uma forma de base. b) na derivação haver sufixos. c) na composição a base serem radicais e, na derivação, palavras. d) na derivação haver radicais e afixos.
  • 9. As palavras «tira-nódoas» e «girassol» são a) compostos morfológicos. b) compostos morfossintáticos. c) palavras compostas por justaposição e aglutinação, respetivamente. d) composto morfossintático e composto morfológico, respetivamente.
  • 10. As palavras «profe» (< professor) «informática» (informação + automática) são exemplos, respetivamente, de a) truncação e empréstimo. b) cunhagem e empréstimo. c) cunhagem e extensão semântica. d) truncação e amálgama.
  • 11. «Unicef» e «AMI» são exemplos de a) siglas. b) acrónimos. c) truncações. d) empréstimos.
  • 12. «Yaros» (< Yaroslav), «Gi» (< Gisela), «Bia» (< Beatriz), «Sol» (< Solange), «Dani» (< Daniel) são exemplos de a) onomatopeia. b) truncação. c) derivação não afixal. d) derivação imprópria.
  • 13. «Sumás de ananol» é brincadeira que implica o processo de a) amálgama. b) truncação. c) composição morfológica. d) derivação não afixal.
  • 14. A palavra «leitor» (de DVD’s), resultante de analogia com um «leitor» (de textos), exemplifica o processo de a) Hanna Schmitz. b) empréstimo. c) estrangeirismo. d) extensão semântica.
  • 15. «Corista» (< coro) é uma palavra derivada por a) parassíntese. b) prefixação. c) sufixação. d) derivação não afixal. coro + ista base + sufixo
  • 16. «SOS» (< Save Our Souls) e «PJ» são, respetivamente, a) sigla, sigla. b) sigla, acrónimo. c) acrónimo, sigla. d) acrónimo, acrónimo.
  • 17. «Empréstimo» e «estrangeirismo» a) podem ser palavras sinónimas, mas «estrangeirismos» tem conotação depreciativa. b) são sinónimos exatos. c) supõem, respetivamente, grafias aportuguesada e a da língua original. d) correspondem a palavras entradas no português recentemente e a palavras em curso de acomodação.
  • 18. Galicismos são palavras a) francesas. b) portuguesas provindas do francês. c) de origem galesa. d) da família de «galo» («ovo», «Roberto», «crista», etc.).
  • 19. A palavra «feni», inventada por um lexicógrafo afinal engenheiro, era a) uma cunhagem. b) uma onomatopeia. c) uma composição. d) um empréstimo.
  • 20. A grafia «cócó» é a) correta, porque o acento gráfico visa marcar a abertura do «o» da primeira sílaba. b) incorreta, porque uma palavra aguda não teria nunca acento na penúltima sílaba. c) correta, porque a palavra, sendo grave, tem de ter acento na antepenúltima sílaba. d) correta, porque a palavra é grave e aguda, resultando de composição.
  • 21. A palavra «Abú» está a) mal escrita, porque «u» final nunca é tónico. b) bem escrita. c) mal escrito, porque nenhuma palavra pode terminar com «u» acentuado graficamente. baú d) mal escrita, porque esta palavra seria já aguda sem acento gráfico.
  • 22. «alvedrio» é uma palavra a) esdrúxula. b) grave. c) aguda. d) certamente mal grafada. alvédrio (esdrúxula) alvedriu (aguda) / alvedrió (aguda)
  • 23. «Imbele» é uma palavra a) aguda. b) grave. c) esdrúxula. d) que inventei eu. ímbele (esdrúxula) imbelé (aguda)
  • 24. A grafia «baínha» é a) correta, porque o acento desfaz o ditongo («ai»). b) errada, porque não se usa acento no «i» tónico antes de «nh». c) incorreta, porque nas palavras graves não é preciso acento. d) errada, por desfaz um ditongo que deveria existir.
  • 25. «Ninguém» tem acento gráfico, porque a) é palavra esdrúxula. b) é palavra aguda. c) as palavras agudas terminadas em consoante nasal têm acento gráfico. bem d) as palavras agudas terminadas «-em» têm acento quando dissílabas.
  • 26. O acento grave a) usa-se apenas em palavras graves. b) usa-se em palavras agudas e esdrúxulas. c) marca a sílaba tónica. d) indica vogal aberta. à (a + a), às (a + as) àquele/a/es/as (a + aquele/...) àquilo (a + aquilo) àqueloutro/a/os/as (a + aqueloutro/...)
  • 27. Pausas preenchidas são a) silêncios num discurso. b) intervalos nas frases completados com palavras. c) ateliês de tempos livres. d) alongamentos enquanto não ocorre a palavra a usar.
  • 28. Em «Fulano está bué calmo», «bué» é um advérbio de a) frase. b) predicado. c) quantidade/grau. d) modo.
  • 29. Em «Devorei o salmão sofregamente», «sofregamente» está a modificar a) toda a frase. b) o predicado. c) um adjetivo. d) um nome. Obviamente, devorei o salmão sofregamente advérbio de frase advérbio de predicado
  • 30. Em «Inicialmente, lemos um texto; depois, estudámos gramática; por fim, vimos um filme», os advérbios e a locução adverbial pertencem à subclasse dos a) advérbios conectivos. b) advérbios de frase. c) advérbios de tempo. d) advérbios de predicado.
  • 31. Em «Possivelmente, considerarão esta pergunta sobre advérbios demasiado fácil» há a) um advérbio de frase e um advérbio de quantidade. b) um advérbio de predicado e um advérbio de quantidade. c) um advérbio conectivo e um advérbio de grau. d) um advérbio conectivo e um advérbio de predicado.
  • 32. Em «Vale bem a pena verem algumas análises a letras de músicas escolhidas por colegas, embora haja muitos [quantificador] ‘anda comigo ver os aviões’», temos a) um advérbio. b) dois advérbios. c) três advérbios. d) zero advérbios.
  • 33. Em «Bruno Alves cortou rápida e meigamente a jogada», as duas palavras em itálico são a) adjetivo e advérbio. b) dois adjetivos. c) dois advérbios. d) um adjetivo e uma mentira.
  • 34. Num contrato usa-se a) a 3.ª pessoa e identificam-se os dois outorgantes mas só no final. b) a 2.ª ou a 1.ª pessoa, podendo haver identificação dos outorgantes. c) a 3.ª pessoa e revelam-se os dois outorgantes logo no início. d) a 1.ª pessoa e identificam-se os dois outorgantes.
  • 35. Numa declaração, o declarante é a) um serviço oficial. b) o subscritor. c) o destinatário. d) o requerente.
  • 36. Um regulamento divide-se em a) cláusulas. b) artigos. c) outorgantes. d) itens.
  • 37. Há uma hipérbole em a) «fumei um cigarro pensativo». b) «em 1755 boa parte de Lisboa ficou destruída». c) «o Barcelona goleou por 5-0». d) «este trabalho de gramática será uma derrocada».
  • 38. Uma apóstrofe é a) a repetição de uma palavra no início de vários versos ou frases. b) um vocativo. c) a repetição de uma palavra ou expressão no final de versos ou frases. d) o sinal usado para marcar sinalefas («morr’amor!»).
  • 39. Em «Estudámos figuras de estilo e advérbios e processos de formação de palavras e o diabo a quatro», temos a) um assíndeto. b) um polissíndeto. c) uma gradação. d) uma metonímia.
  • 40. A frase em que não há nenhuma metáfora é a) «O blogue é uma gaveta de textos úteis». b) «Não havia nuvens na sua alegria». c) «A tua impertinência funciona como uma seta que me apontas». (= comparação) d) «As dificuldades económicas são desafios ou espinhos ou faróis».
  • 41. Em «Bebi [gosto] o cheiro [olfato] verde [visão] dos teus acalantos [tato]», além de má poesia, há a) uma antítese. b) um oxímoro. c) um paradoxo. d) uma sinestesia.
  • 42.
  • 43. O narrador já foi suficientemente referido, quer quanto à participação como personagem — principal (autodiegético), secundária (homodiegético) — ou não (heterodiegético), quer quanto ao conhecimento revelado na narração (focalização omnisciente, interna, externa — ou seja, desde o conhecimento completo àquele que advém da pura observação do que se desenrola à nossa frente).
  • 44. Não falámos numa figura mais rara. Imaginemos, por exemplo, que o diário de Clément Mathieu estava dirigido «aos meus alunos de 1949, no Fundo do Pântano», e que o narrador os ia invocando aqui e ali («lembram-se de quando começámos o nosso coro?»). Seriam os narratários. Não podemos confundir «narratário» e «leitor» (do mesmo modo que são diferentes «narrador» e «autor»). Também o Aladino Sepúlveda a quem é dedicado o conto que estamos a ler não é um narratário, é apenas o destinatário da dedicatória.
  • 45. Referimos o espaço (físico), por causa da importância de cabana-Patagónia e barraca-Roma (respetivamente em «A chama» e em Feios, Porcos e Maus) e das próprias deslocações-viagens que ocorrem nas duas narrativas. Por vezes, considera-se também o conceito de espaço social (que reconheceríamos no ambiente social dos camponeses da estepe, dos marginais do bairro de lata ou, no caso dos Coristas, das crianças estigmatizadas) e o de espaço psicológico (ambos desnecessários, quanto a mim).
  • 46. E há o tempo. Uma narrativa tem de dar conta representar o tempo da história (o tempo cronológico), numa extensão medida em linhas e páginas, o tempo do discurso. O discurso pode condensar o tempo da história, pode omitir até partes da diegese, pode também ampliar pequenos momentos. Frequentemente, altera a ordem da sua apresentação (analepses, prolepses). Na «Chama», de Luis Sepúlveda, a narração começa e acaba na mesma viagem anual e,
  • 47. no entanto, ao longo do curto conto, recuamos a todo um passado de décadas. Nos Coristas, a analepse que temos estado a seguir vai terminar com o desenlace no colégio, mas, regressados ao presente, Pépinot ainda irá resolver numa nova analepse o que já não coubera no diário de Mathieu. Em Feios, Porcos e Maus, a ação parece concentrar-se em poucos dias, mas há um truque para se recuperar informações do passado, os monólogos e diálogos de Giacinto.
  • 48. Das personagens já salientámos a classificação quanto ao relevo que têm (protagonista, secundárias, figurantes). Já referimos a possibilidade de se considerar certas personagens como coletivas (o colégio, a família).
  • 49. No domínio da composição, haveria que distinguir as personagens planas (previsíveis, pouco trabalhadas psicologicamente) e as redondas (no fundo, mais verdadeiras). O extremo do desenho plano da personagem é a personagem-tipo, que obedece até a um perfil caricatural (como vimos em Feios, Porcos e Maus). Nos Coristas, as
  • 50. personagens adultas secundárias são personagens relativamente planas (ou mesmo tipos: o diretor autoritário, o professor excêntrico, o empregado bondoso), mas talvez que Clément e a mãe de Pierre possam exemplificar as personagens redondas, mais densas psicologicamente. Creio que o velho de «A chama» é uma personagem redonda.
  • 51. As personagens podem ter caracterização direta ou indireta. Em «A chama obstinada da sorte» o retrato psicológico do velho decorre do que diz e faz (e não de alguma explicitação, de alguma definição, que o narrador avançasse): é, portanto, uma caracterização indireta. Nos filmes, o natural é a caracterização ser indireta, embora, no caso de Feios, Porcos e Maus e de Os Coristas, as observações dos dois heróis acerca das outras personagens favoreçam uma caracterização direta.
  • 52. Permita-se-me assinalar ainda que para o desenlace (para o desfecho da ação) concorre decisivamente o cocó de cão.
  • 53.
  • 54. O concurso José Gomes Ferreira decorre até 8 de Junho (têm o regulamento em Gaveta de Nuvens).
  • 55. Bibliofilmes Estou por cá (D9) na quarta (de manhã, exceto segundo bloco) e na sexta (todo o dia). Bibliofilmes devem ser entregues presencialmente (evitar mail). Verificar também se o ficheiro funciona (se não é um projeto apenas, por exemplo).
  • 56. • Nota do terceiro período é forçosamente parecida com a do segundo período (processo é acumulativo — período foi curto).
  • 57. • Nos casos em que ainda não pude avaliar bibliofilme, serei um pouco mais evasivo. Embora, a não ser no caso de não realização do trabalho, seja improvável que a tarefa se reflita na classificação final.