Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 59

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Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 59

  1. 1. um porto (= um copo de vinho do porto [< Porto])
  2. 2. prefixação reler incompleto Prefixo forma de base
  3. 3. sufixação guerrear amável forma de base sufixo
  4. 4. parassíntese entristecer alindar * lindar * tristecer
  5. 5. conversão (derivação imprópria) porto [nome comum < próprio] burro [adjetivo < nome]
  6. 6. derivação não-afixal gajo gajon > gajão > gajo pesca pescar > pesca
  7. 7. composição morfológica socioeconómico apicultura radicalpalavra
  8. 8. quadrúpede arqueologia hipódromoradical + radical
  9. 9. composição morfossintática saca-rolhas bomba-relógio palavra + palavra
  10. 10. Processos morfológicosde formação de palavras
  11. 11. Derivaçãocom adição de constituintes morfológicos afixação (prefixação, sufixação, parassíntese)sem adição de constituintes conversão (ou derivação imprópria) derivação não afixal (ou derivação regressiva)
  12. 12. afixação por prefixação (invulgar; anti-rugas) por sufixação (vulgarmente) por prefixação e sufixação (invulgarmente) por parassíntese (engordar)
  13. 13. derivação não-afixal (ex-derivação regressiva) trocar > troca ténis > teneconversão (derivação imprópria) os prós e os contras [prep. > nome] o bem e o mal [adv. > nome]
  14. 14. Composiçãomorfológica biblioteca; luso-descendente hipódromo; neurocirurgiãomorfossintática abre-latas; picapau
  15. 15. Espalhou-se logo a notícia de que uma caranova se passeava pela marginal: uma senhoracom um cãozinho. Dmítri Dmítritch Gúrov, comduas semanas de Ialta, já se adaptara o bastantepara também se interessar por quem chegava denovo. Sentado no café Vernet, viu a senhora apassar na marginal: uma loura jovem e nada alta,de boina; atrás dela corria um spitz branco. Depois voltou a cruzar-se com ela, várias vezesao dia, no jardim municipal e no parque. Sempresozinha, a mesma boina, o spitz branco atrás;ninguém sabia quem era, diziam simplesmente: asenhora do cãozinho.
  16. 16. «Sozinha aqui, sem marido nemamigos — congeminava Gúrov —, valia apena conhecê-la.» Gúrov não chegara aos quarenta anosmas já tinha uma filha de doze e doisrapazes no liceu. Haviam-no casadocedo, ainda no seu segundo ano dauniversidade, de maneira que a esposa,agora, parecia ter o dobro da idade dele.Era uma mulher alta, de sobrancelhasescuras, muito direita, solene, arimportante e, como dizia ela de si, umapensadora. Lia muito, nas cartas já
  17. 17. [...]
  18. 18. Achava-se com suficiente e amargaexperiência para lhes chamar o quequisesse, mas nem dois dias podia passarsem a «raça inferior». Não se sentia bem nacompanhia dos homens, aborrecia-se, erafrio, pouco loquaz; mas, entre as mulheres,ficava logo à vontade, com elas sabia comose portar, como falar, até como se calar. Nasua aparência, no seu feitio, em toda a suanatureza havia alguma coisa que atraía, lheganhava a simpatia das mulheres, que asseduzia; Gúrov sabia-o, e também umaforça qualquer o puxava para elas.
  19. 19. [...]
  20. 20. Estava então uma vez, pelo entardecer, aalmoçar no jardim e viu que a senhora daboina se aproximava sem pressas, com aintenção de ocupar a mesa perto da sua. Aexpressão, o andar, a roupa, o penteado,tudo lhe dizia que a mulher era da boasociedade, casada, em Ialta pela primeiravez e que se aborrecia. Nas histórias sobrea pouca-vergonha dos hábitos locais haviamuita mentira e Gúrov desprezava-as, sabiaque tais histórias eram inventadas porpessoas que se soubessem pecar também
  21. 21. pecavam, mas, quando a senhora se sentouà mesa ao lado, a uns três passos dele,vieram-lhe à memória essas histórias deconquistas fáceis, de escapadelas para osmontes, e a ideia sedutora de uma relaçãoleve e passageira, a ideia de romance com adesconhecida de quem não sabia sequer onome, dominou-o repentinamente.
  22. 22. TPC — Para estudares o ponto degramática explicado hoje, vê osexercícios de «Processos morfológicosde formação de palavras», nas pp.24-27 do Caderno de Atividades.

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