Intervir Precocemente para o Sucesso ao Longo da Vida

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Intervir Precocemente para o Sucesso ao Longo da Vida

  1. 1. Intervir precocemente para o sucesso ao longo da vida Joaquim Colôa Ano 2003
  2. 2. Intervir precocemente para o sucesso ao longo da vida ”Aqui é o mapa, ali é a rua. Veja esta curva aqui, veja ali a ladeira... Dê-me o mapa. Eu vou lá. Pelo mapa, ir é fácil.” Bertold Brecht
  3. 3. Intervir precocemente para o sucesso ao longo da vida O momento do diagnóstico
  4. 4. Intervir precocemente para o sucesso ao longo da vida Quais as portas que vamos ter que abrir e com a ajuda de quem?
  5. 5. Intervir precocemente para o sucesso ao longo da vida Onde posso encontrar respostas? Com quem posso falar?
  6. 6. Intervir precocemente para o sucesso ao longo da vida Eu quero tomar decisões. Como posso colaborar?
  7. 7. Intervir precocemente para o sucesso ao longo da vida Como ganhar batalhas e ter sucesso? Com a ajuda de quem?
  8. 8. O diagnóstico – algumas coisas que os pais sentem Sentimos... Alguma perca Alguma mágoa Alguma culpa Alguma confusão Alguma revolta Muitas interrogações...
  9. 9. A perspectivas mudam... Mas nem todos os membros da família e mesmo amigos mais próximos reagem da mesma maneira. A nossa forma de reagir toma formas consoante os sonhos e as experiências de cada um...
  10. 10. Nem todos somos iguais... Nada pior para acentuar as diferenças do que tratar todos por igual.
  11. 11. Necessitamos de suporte logo no primeiro momento Os técnicos O que é? Com o que poderei contar? Outros pais As suas histórias? Os seus sucessos? O que vou necessitar? Onde me posso dirigir? Palavras de encorajamento Muitas das famílias que já passaram por situações idênticas indentificaram respostas que desenvolvem determinadas forças que podem ajudar outros pais.
  12. 12. Necessidade de suporte ao longo de muitos momentos •Aspectos financeiros; •Sistemas formais de ajuda (educativos, sociais, saúde,...);
  13. 13. Necessidade de suporte ao longo de muitos momentos •Sistemas informais (outros membros da famílias, amigos, grupos de pais,...)
  14. 14. Necessidade de suporte ao longo de muitos momentos •Que livros, artigos e vídeos (ajudar as famílias a aceder a informação que lhes permita delinear estratégias, suporte emocional para si mesmas;
  15. 15. Necessidade de suporte ao longo de muitos momentos •Que brinquedos? Que tecnologias de apoio? Que actividades? Que estratégias?
  16. 16. O cérebro uma vez amadurecido, são fixadas as funções nas suas respectivas posições. Desenvolvimento atípico
  17. 17. Nenhum reajustamento pode ter lugar depois da destruição de células. Desenvolvimento atípico
  18. 18. Desenvolvimento atípico Durante o desenvolvimento, os tecidos e as células tornam-se cada vez mais especializadas,
  19. 19. O final da diferenciação assinala a perda de tal plasticidade. Desenvolvimento atípico
  20. 20. Desenvolvimento atípico O processo de reajustamento e a fixação final são conhecidos como regulação e determinação, respectivamente.
  21. 21. Desenvolvimento atípico À medida que as áreas se tornam mielinizadas elas atingem a maturação e perdem alguma da sua plasticidade e capacidade para modificar o seu funcionamento.
  22. 22. Desenvolvimento atípico QUANDO DEVE SURGIR A INTERVENÇÃO? Períodos críticos para o desenvolvimento das sensações – antes da área do cérebro estar mielinizada. Estes períodos estão relacionados com a libertação de neurotransmissores
  23. 23. Desenvolvimento atípico “À ESPERA DE EXPERIÊNCIA” “DEPENDENTES DA EXPERIÊNCIA” SINPSES
  24. 24. Na foto ao lado vemos um bebé portador de Tetraparesia Espástica e Síndrome de Lenox- Gasteaut, onde é feito um trabalho de alimentação com colher. Alguns exemplos
  25. 25. É importante ressaltar o posicionamento em concha com o apoio do braço esquerdo sob a região occipital, evitando a interferência do Reflexo Tónico Labiríntico e do controle motor oral dado com a mão esquerda sob os lábios e queixo. Alguns exemplos
  26. 26. Nesta foto, uma criança portadora de Tetraparesia Espástica, sentada a um banco e sendo realizado um trabalho com bolacha. Alguns exemplos
  27. 27. Chama-se a atenção para o controle motor oral realizado pelo braço direito do terapeuta, mantendo a criança numa postura simétrica e adequada, evitando a interferência de padrões posturais adversos. Alguns exemplos
  28. 28. Antes da criança chegar a posição sentada deve ser feito todo um trabalho de relaxamento e posturas e a criança foi sendo levada à posição de sentada por seu próprio esforço. Alguns exemplos
  29. 29. Esta criança também portadora de Tetraparesia Espástica, sendo carregada desta maneira, consegue ter um contacto maior com o meio, proporcionado pelo posicionamento simétrico Alguns exemplos
  30. 30. REFLEXOS ORAIS Reflexo de Procura: também conhecido por reflexo dos quatro pontos cardeais, quando a mãe vai amamentar o bebé e o bico do seio toca a região próxima a boca do bebé, o bebé vira a cabeça em direcção ao seio para poder introduzí-lo na sua boca e iniciar a sucção.
  31. 31. Modelo de cronicidade Acontecimentos ambientais stressantes Acontecimentos ambientais stressantes Vulnerabilidade biológica (hereditariedade, neurotransmissores) Do sujeito (auto-controlo da ansiedade, resolução de problemas) Do meio (rede social, meio físico, condições sócio-económicas) Desequilíbrios orgânicos com crises mais ou menos repetidas sintomas Diagnóstico/hospitalização /medicação
  32. 32. Modelo de cronicidade •Incapacidades (relações sociais, concentração, atenção, etc.) •Rotulação (culpabilidade e atitude negativa do meio e do sujeito, medos, etc.) •Mudança nas exigências do meio. Deterioração mantida por muito tempo •Perda de aptidões e ocasiões para aprender condutas normais; •Desaparecimento de comportamentos autónomos para a vida em comunidade. Incremento da cronicidade
  33. 33. Sinalização A sinalização acontece quando é detectada uma situação de risco e se tentam encontrar respostas adequadas às necessidades.
  34. 34. Situação de risco Elegibilidade baseada em quatro ou mais factores de risco biológico, estabelecido e/ou ambiental que possam interferir com a prestação de cuidados à criança e com os aspectos de saúde ou de desenvolvimento da mesma.
  35. 35. Os referidos factores incluem: i) preocupações severas dos pais ou profissionais relacionadas com o desenvolvimento da criança, estilo parental, interacções pais-criança, ii) o período pré-natal (complicações pré-natais, abuso de substâncias tóxicas, etc.), iii) o período peri-natal (complicações peri- natais, asfixia, baixo peso à nascença, etc.), iv) o período pós-natal (comportamento atípico, otite média crónica, etc.), Situação de risco ambiental
  36. 36. Situação de risco ambiental Os referidos factores incluem: v) aspectos demográficos (pobreza, mães adolescentes, etc.), vi) aspectos ecológicos (ausência de residência estável, ausência de cuidados médicos, etc.), vii) aspectos de saúde da família, cuidados prestados e interacção (doença crónica severa dos pais, atraso mental dos pais, pais alcoólicos ou toxicodependentes, pais com história de abandono ou de abuso, crise familiar aguda, distúrbios crónicos da interacção familiar, etc.).
  37. 37. Risco estabelecido Elegibilidade baseada num diagnóstico relacionado com uma das seguintes condições: i) anomalias genéticas ou cromossómicas (ex: trissomia 21, X frágil, etc.), ii) problemas de metabolismo (síndroma de Hunter, etc.), iii) alterações neurológicas (paralisia cerebral, neurofibromatose, etc.) iv) malformações congénitas (síndroma de Lange, etc.),
  38. 38. Risco estabelecido v) alterações sensoriais (ambliopia, surdez, etc), vi) alterações de desenvolvimento atípico e problemas de vinculação (autismo, alterações reactivas da vinculação, incluíndo situações de abuso, etc.), vii) doenças crónicas, (dependência de ajudas técnicas, cancro, etc.), viii) exposição prolongada a tóxicos (síndroma fetal alcoólico, etc.) ix) doenças infecciosas graves (citomegalovírus, HIV-positivo, etc.).
  39. 39. Detecção Precoce Refere-se a levantamentos nominais e/ou quantitativos das populações de risco que devem servir como fundamento a planificações regionais e nacionais no sentido da aplicação de medidas diferenciadas. Estes levantamentos têm uma importância capital para uma planificação eficaz a nível da organização das políticas no âmbito da Intervenção Precoce;
  40. 40. Diagnóstico precoce Refere-se à recolha de dados que possam servir de base à aplicação de um conjunto de respostas diferenciadas e individualizadas;
  41. 41. Terapia precoce Diz respeito, muitas vezes, aos aspectos somáticos e implica, sobretudo, a melhoria do estado físico e psicológico geral. Refere- se a um conjunto de medidas essencialmente terapêuticas;
  42. 42. Educação Precoce Diz respeito à intervenção ao nível psicopedagógico no sentido de estabelecer um conjunto de medidas que ajudem a criança a adquirir o maior número de competências tendo em vista o seu desenvolvimento;
  43. 43. Estimulação precoce Refere-se a um conjunto de acções que podem ser terapêuticas e educativas, incidindo directamente na criança, no sentido de estimular os processos de aprendizagem no âmbito sensorial, motor, da linguagem, emocional e social.

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