O slideshow foi denunciado.
Utilizamos seu perfil e dados de atividades no LinkedIn para personalizar e exibir anúncios mais relevantes. Altere suas preferências de anúncios quando desejar.

Jb news informativo nr. 2150

115 visualizações

Publicada em

.

Publicada em: Arte e fotografia
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Jb news informativo nr. 2150

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Saudades do meu Fusca. Pátio da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Foto de 10/12/1969. Foto: Osvaldo Palermo/Estadão in http://fotos.estadao.com.br/galerias/acervo,fotos-historicas,15357 Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrNewton Agrella – Que tal em Pé e à Ordem? Bloco 3-IrJoão Ivo Girardi - Autoajuda (Coluna do Irmão João Gira) Bloco 4-IrJosé Ronaldo Viega Alves – Simbologia Numérica & Maçonaria ... Bloco 5-IrHercule Spoladore – Dia do Maçom: Verdades e Inverdades a respeito de 20 de agosto Bloco 6-IrJoão Anatalino Rodrigues – A Cabala e o Grande Arquiteto do Universo Bloco 7-Destaques JB – Breviário Maçônico p/o dia 21 de agosto e versos do Irmão e Poeta Sinval Santos da Silveira
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 2/36 Mais detalhes em www.artedaleitura.com Veja o voo do 14 bis na Abertura pelo link https://www.youtube.com/watch?v=Lsb1PvMemMs Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 234º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Cheia) Faltam 132 para terminar este ano bissexto Dia da Habitação Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. LIVROS
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 3/36 O Capitão James Cook foi o responsável pela reivindicação da posse da Austrália para a Inglaterra em 1770  230 — Eleito o Papa Ponciano, 18º papa.  634 — Início do cerco de Damasco, então uma cidade do Império Bizantino, pelas tropas do Califado Ortodoxo.  1359 — Ismail II torna-se o nono rei nasrida de Granada, destronando o seu meio-irmão Maomé V. Reinará até à sua morte em1360.  1508 — O Funchal é elevado à categoria de cidade.  1522 — É assinado o tratado de Sunda Kalapa entre o Reino de Sunda e Portugal.  1770 — O capitão James Cook, no fim da sua viagem de descoberta da Austrália, reclama o continente em nome do Império Britânico.  1792 — A guilhotina é utilizada pela primeira vez durante a Revolução Francesa, para executar um nobre após um rito sumário.  1808 — Batalha do Vimeiro, em Portugal, na qual o exército de Napoleão foi derrotado.  1810 — Jean-Baptiste Bernadotte, Marechal da França, é eleito pelo Parlamento da Suécia como o novo Príncipe Herdeiro do país como herdeiro do rei Carlos XIII.  1879 — Um tratado de paz e amizade entre Bolívia e Espanha é assinado em Paris.  1898 — Fundação do Club de Regatas Vasco da Gama.  1911 — Em Portugal é promulgada a constituição de 1911.  1911 — O quadro Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, é roubado do Museu do Louvre, em Paris. A pintura seria recuperada dois anos depois.  1954 — Inauguração do Parque do Ibirapuera.  1959 — O Havaí é proclamado como o 50.° Estado dos Estados Unidos da América, pelo então presidente Dwight Eisenhower. EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 4/36  1963 — A prisão de Alcatraz, situada na baía de São Francisco, nos Estados Unidos, é desativada. Seu preso mais famoso foi o mafioso italiano Al Capone.  1968 — Termina a Primavera de Praga, com a invasão da Checoslováquia por 20 000 soldados e 5 000 tanques do Pacto de Varsóvia.  1969 — Uma junta militar assume o poder no Brasil quando o presidente Costa e Silva sofre uma trombose cerebral.  1970 — O tufão Anita devasta o sul e oeste do Japão.  1991 — Tentativa de golpe na URSS: a junta é dissolvida e Mikhail Gorbachev recupera o poder. O parlamento da Letónia proclama sua independência da URSS.  1998 — Os Estados Unidos destroem uma indústria farmacêutica no Sudão, acreditando ser uma fábrica de armas químicas.  2001 — O Fundo Monetário Internacional (FMI) concede à Argentina uma ajuda adicional de US$ 8 milhões para tentar acabar com a recessão no país.  2013 — Na Guerra Civil da Síria ocorre o ataque químico de Ghouta, causando centenas de vítimas. (Fontes: “O Livro dos Dias” 18ª edição e arquivo pessoal) 1835 Fundação da ARLS Azilo da Razão nr. 167, de Goiás, GOEG/GOB 1882 Tsar Alexandre III da Rússia manda fechar as Lojas Maçônicas 1904 Lauro Sodré é empossado Soberano Comendador . 1956 Fundação da ARLS Deus, Ordem e Progresso nr. 1481, de Palmeiras de Goiás, GOEG/GOB 2000 Medalha do Mérito Legislativo, Dr. Pedro Ludovico Teixeira, concedido pela Assembleia do Estado de Goiás, por ter sido a 4º Loja Maçônica fundada no Estado, em 21 de agosto de 2000 Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 5/36 XXIII Encontro de Estudos E Pesquisas maçônicas Florianópolis(SC), 14 e 15 de outubro de 2016 Caros Irmãos. O XXIII Encontro de Estudos e Pesquisas Maçônicas, que será realizado no Hotel Castelmar, em Florianópolis nos dias 14 e 15 de outubro próximo, pelo Departamento de Membros Correspondentes, da Loja Maçônica Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas, Oriente de Juiz de Fora, MG, tem o apoio do Grande Oriente de Santa Catarina, do Grande Oriente de Minas Gerais e da MasonWeb (Sistemas Gestores para o Universo Maçônico). Enviamos o Folder do Encontro com as informações para os Irmãos relacionados em nossos arquivos. Caso o Irmão queria recebê-lo novamente, por favor nos comunique que providenciaremos o envio. Chamamos sua atenção três pontos importantes. O primeiro ponto, em relação ao Hotel Castelmar, cujas reservas com preços promocionais estão garantidas apenas até o dia primeiro de setembro do corrente ano. O segundo ponto, em relação ao prazo para envio dos trabalhos, dia 26 de setembro. O terceiro ponto é relativo à inscrição que, quando efetuada, deve ter o comprovante de depósito enviado para meu e-mail (miguel.simao.neto@uol.com.br). Os valores de inscrição constam no Folder. Fraternalmente, Miguel Simão Neto Coordenador
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 6/36 O Ir Newton Agrella - M I Gr 33 escreve aos domingos. É membro ativo da Loja Luiz Gama Nr. 0464 e Loja Estrela do Brasil nr. 3214 REAA - GOSP - GOB newagrella@gmail.com " QUE TAL EM PÉ E A ORDEM ? " Talvez como reflexo da própria indulgência cultural de nosso povo, observa-se cada vez mais a licenciosidade ritualística em inúmeras Lojas Maçônicas espalhadas pelo Brasil, mormente as que obedecem ao Rito Escocês Antigo e Aceito - que é o praticado pela grande maioria das Lojas em nosso País. Merece capítulo especial a questão do "falar sem estar a ordem". O Venerável Mestre - movido muitas vezes até pelo constrangimento (como se isso fosse a natureza ou objeto dessa ponderação e justificativa) - ao conceder o uso da palavra aos Obreiros - e em especial aos Mestres mais experimentados - que desempenham ou já desempenharam funções e cargos importantes em Loja - propicia a quase imediata e singela dispensa do sinal de ordem seguido de indefectível piloto-automático que diz: " Irmão podeis falar a vontade sem estar a ordem"... Isso realmente tem provocado um dissabor e porque não dizer uma displicência com os ditames da Ordem Maçônica, cuja própria essência consuetudinária do REAA indica que inobstante o grau do Irmão, o mesmo tem por obrigação falar sempre " em pé e a ordem". Aliás esse procedimento é inclusive um dispositivo para que o Irmão não se alongue em verborragia cansativa e muitas vezes de conteúdo inócuo que torna a Sessão bocejante, posto que não estando a ordem o Obreiro acha-se no direito de falar a vontade, tornando-se chato e enfadonho invariavelmente sob o olhar crítico e muitas vezes intolerante de outros Irmãos. A bem da verdade, o exemplo deveria partir dos próprios Irmãos mais experientes, visto que isso acaba refletindo negativamente aos Irmãos Aprendizes e Companheiros - que espelhando-se nesses exemplos - tenderão a repetir o mesmo procedimento no futuro. Infelizmente, na ânsia de querer mostrar seus dotes de conhecimento maçônico muitos Irmãos acabam se perdendo em seu próprio discurso - impactando inclusive no encerramento da Sessão. 2 – Que Tal em Pé e à Ordem? Newton Agrella
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 7/36 Não apenas no Tempo de Estudos - quando é de praxe após a apresentação de um Trabalho - o Venerável franquear a palavra às Colunas por meio dos Vigilantes - para que possam fazer alguma breve pergunta, indagação ou um simples comentário - uma vez não estando a ordem há Irmãos que valem-se desse momento para quererem fazer um Novo Trabalho sobre o Trabalho que acabou de ser apresentado...até porque ele começa a discorrer à vontade e sem qualquer admoestação por parte do Venerável. Algo frequente em diversas Lojas de todo o País. É desagradável constatar isso, porém é uma realidade que não pode ser desconsiderada. O tema ganha contornos ainda mais desfavoráveis quando ao aproximar-se do final da Sessão a "Palavra a Bem da Ordem em geral e do Quadro em particular" tem seu início. É nesse instante que caberia ao V.´. M.´. agir com um pouco mais de rigor ritualistico solicitando que antes de passar a palavra às Colunas que os Irmãos "sejam concisos e objetivos" em suas considerações, e claro mantendo-se "em pé e a ordem" enquanto estiverem falando. Trata-se inclusive de sinal de respeito. A licenciosidade tem chegado a tal ponto, que até mesmo aos Aprendizes e Companheiros - que obviamente têm um tempo de vida maçônica bem mais curto - Veneráveis Mestres tem sem a menor cerimônia concedido a prerrogativa de falarem sem estar a ordem. Quem sabe não seja a hora de repensarmos um pouco esse assunto. Isso não é uma reprimenda, é apenas uma questão de ordem cultural que deve ser observada com mais rigor e seriedade. Vide como exemplo mais grosseiro os estádios no Brasil que quando se dá início ao Hino Nacional - os torcedores entoam cânticos de guerra de seus times - ovacionam e nem se dão conta de que o Hino de seu País está sendo entoado - como se nada representasse. Isso é um triste sinal de perda de identidade. Maçonaria, quer queira quer não - é antes de mais nada uma instituição iniciática que preserva costumes e tradições - e que por esses motivos ela consegue sobreviver até os nossos dias. Irmãos ! Convido-os para numa próxima oportunidade estarem "em pé e a ordem" como registro de nossa identidade. Fraternalmente Newton Agrella
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 8/36 O Ir. João Ivo Girardi joaogira@terra.com.br da Loja “Obreiros de Salomão” nr. 39 de Blumenau é autor do “Vade-Mécum Maçônico – Do Meio-Dia à Meia-Noite” Premiado com a Comenda do Mérito Cultural Maçônico “Aquiles Garcia” 2016 da GLSC. Escreve dominicalmente neste 3º. Bloco. AUTOAJUDA “A autoajuda oferece possibilidades para o futuro, sem pesquisar a história pessoal de cada um”. (Alexandre Bortoletto). 1. Autoajuda: 1. O termo autoajuda pode ser referir a qualquer caso onde um indivíduo ou um grupo procura se aprimorar econômica, espiritual, intelectual ou emocionalmente. O termo costuma ser aplicado como uma panaceia em educação, negócios e psicologia, propagandeada através do lucrativo ramo editorial de livros sobre o assunto. O conceito de autoajuda também encontrou um lugar em gêneros mais expansivos. Para muitas pessoas, a autoajuda passou a ser uma maneira de reduzir custos, especialmente em questões legais, com serviços de autoajuda disponíveis para auxílio nas causas rotineiras, desde processos domésticos até ações sobre direitos autorais. No mercado, as tendências relacionadas à autoajuda resultaram, nos últimos anos, nos sistemas de pagamentos automatizado, bombas de gasolina de autoajuda (self-service). Os diversos gêneros em que os conceitos de autoajuda são aplicados, são trazidos juntamente com a expansão de tecnologias que dão aos indivíduos condições de conduzir atividades tanto triviais quanto as mais profundas em complexidade. A publicação de livros de autoajuda surgiu da descentralização da ideologia, do crescimento da indústria editorial usando novas e melhores tecnologias de impressão e no auge do crescimento, com as novas ciências psicológicas sendo difundidas. História: O primeiro livro de autoajuda foi intitulado Autoajuda. Ele foi escrito por Samuel Smiles (1812-1904) e foi publicado 1859. Sua frase de abertura é: O Céu ajuda aqueles que ajudam a si mesmos, uma variação de Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmos, uma máxima frequentemente citada por Benjamin Franklin. 2. Ponto de vista Cristão: O movimento da autoajuda proclama que você tem em seu interior todos os recursos de que precisa para obter sucesso, a concretização de seus objetivos, felicidade e qualquer outra coisa necessária para desfrutar uma vida completa. Evidentemente, existe um benefício neste constante chamamento à responsabilidade pessoal para construir o futuro: a afirmação das potencialidades do ser humano, enquanto criado à imagem e semelhança de Deus, e o estímulo em busca de mais. Mas, sem dúvida, esta ênfase humanista egocêntrica é um câncer que corrói não apenas a sociedade, como também conspira contra os valores e o conteúdo próprio do evangelho. A grande necessidade do ser humano não é aperfeiçoamento, mas 3 – Coluna do Irmão João Gira – Autoajuda João Ivo Girardi
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 9/36 transformação. O Evangelho não propõe técnicas de controle mental, mecanismos de auto- sugestão, programação Neurolinguistica ou artifícios de influência pessoal. O Evangelho não proclama um homem desenvolvido, mas um homem novo, uma nova criatura em Cristo Jesus. O caminho para o sucesso não é a afirmação da força e do poder do homem, mas sim de sua fraqueza e rendição ao poder de Deus. O Evangelho propõe que se troque a autoajuda pela ajuda do alto. Não desanime, Cristo quer constantes evoluções de sua vida com Ele. 3. Autoajuda ou charlatanismo? Alguém é apresentado a você como doutor em psicologia. Após um bate-papo descontraído, ele diz: Você tem uma forte necessidade de ser amado e admirado. Tem tendência a ser crítico consigo mesmo e até chega a duvidar de si mesmo. Você tem grandes capacidades que não está explorando como devia... Muita gente achará este sujeito iluminado. O que você pensaria disso? É comovente. Ele acertou em cheio. Você sente um desejo de contar a todos que ele teve uma completa clarividência de sua vida. A maioria das pessoas a quem se apresente uma descrição repleta de lugares-comuns como esta tende a pensar que trata-se de sua mais precisa fotografia. E não acontece só com brasileiros. Um grande jornal francês fez uma experiência. Enviou um diagnóstico astral bem parecido com a declaração do nosso guru a cinco mil pessoas que, em resposta a um anúncio, já haviam se cadastrado previamente. Quatro mil e trezentas ou 86% declararam-se satisfeitas, e se reconheceram perfeitamente descritas no texto do diagnóstico - que era o mesmo para todas. É exatamente isso o que fazem a grande maioria dos livros de auto-ajuda e os charlatães que ganham dinheiro com palestras de motivação e propostas de como ficar rico apenas pensando positivo. Picaretas crescem como mato em qualquer sistema ou economia. O absurdo está no número astronômico de pessoas ingênuas que fazem desses contos da carochinha os provedores da motivação de que precisam para o trabalho e para a vida. Motivação não é isto! Motivação nada tem com palhaçadas, palavreado bonito e conveniente às carências coletivas. A única forma de qualquer pessoa sentir motivação é tendo uma razão e um sentido naquilo que faz ou propõe-se a ser - um motivo real porque ela existe. Sem isto ela acabará depositando sua esperança em coisas vazias. São pessoas nesse estado que infelizmente sustentam a horda de vigaristas e sanguessugas que, identificando a fraqueza humana, transformam-na em meio de vida sob o formato de palestras, religiões e golpes de grande monta. (Abraham Shapiro, 05/08/2011. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade). 4. Teologias Contemporâneas: Três teologias no sentido de que são três experiências que tentam sair do material para o abstrato e propõem uma leitura universalizante da história. São três teologias que vocês talvez, nunca tenham visto classificados como teologia: Autoajuda, Teologia da Prosperidade e Empreendedorismo.. A primeira das teologias contemporâneas que responde a esse novo homem é a Autoajuda. Insisto e digo sempre, chama-se autoajuda porque ajuda a quem escreve o livro. Não ajuda a mais ninguém, a não ser a quem escreve. Quem escreve ganha dinheiro, logo é autoajuda, senão seria, ajuda-social, ajuda-coletiva ou ajuda-alheia. A autoajuda tem dois dogmas teológicos: que se você não se amar ninguém vai lhe amar e, segundo, o que você pensa acontece. È uma teologia vaidosa, porque nos torna deuses (demiurgos). O que você pensa acontece. Eu tive vontade uma vez de ler uma obra de autoajuda chamada O Segredo, de empurrar a autora de um prédio, e dizer, agora voa, pensa que você pode voar - porque o que você pensa, acontece. É óbvio, o que você pensa se torna realidade. A autoajuda é uma teologia porque nos faz crer que somos deuses, é mais uma Teogonia do que propriamente uma Teologia. A grande teologia contemporânea no período em que ninguém mais lê os grandes teólogos, chama-se autoajuda. (Leandro Karnal).
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 10/36 Maçonaria 5. Na prática, uma filosofia de autoajuda: [...] É por isso que sempre dizemos que na Maçonaria convivem o ideal, a prática e a instituição. É um ideal porque sua filosofia repousa no sonho utópico que sempre cativou o espírito humano na procura de um estado ideal de ordem, paz, tranquilidade e equilíbrio entre sua natureza humana e a sua parte espiritual. Esse sonho, que é arquetípico, sempre esteve presente no Inconsciente Coletivo da Humanidade. A noção da existência de um Paraíso terrestre, presente em praticamente todas as religiões, é um claro reflexo desse sonho. É prática por que, na perseguição dessa quimera, o Irmão é concitado a desenvolver posturas morais e éticas que o induzem a praticar um comportamento compatível com o perfil que um membro da Irmandade deve ter. E, por fim, é instituição, já que para tornar possível essa prática é preciso dar forma a ela na figura de um ente real, com identidade social e cultural, e se possível, com personalidade jurídica. Dado o pragmatismo dos dias atuais, os maçons que veem na Ordem um ideal a defender preferem cultivá-la pelo seu lado filosófico, místico e quase sectário. Esses Irmãos são ritualistas ao extremo e se aborrecem quando os pretensos segredos da Maçonaria são revelados ao mundo profano, se esquecendo que os únicos segredos da Maçonaria estão na linguagem codificada que os maçons usam e nos assuntos discutidos em Loja, os quais são restritos até para os Irmãos que não pertencem á mesma congregação. Já aqueles que têm a Maçonaria como uma prática de vida, esses buscam nela a virtude de uma doutrina que deve funcionar como uma filosofia de autoajuda, no sentido de que ela pode aprimorar o seu caráter e fazer dele um indivíduo melhor. Já a Maçonaria, como instituição, é vista hoje por uma grande maioria de maçons como uma associação de pessoas com interesses convergentes, que pode alavancar sua promoção como indivíduo e, ao mesmo tempo proporcionar-lhes uma oportunidade de ação social... (João Anatalino). Finalizando: Assim como proliferam as igrejas evangélicas e seitas das mais diversas, que prometem mais dinheiro e felicidade, também há uma proliferação não só de leitores de autoajuda, mas também de autores de autoajuda, que buscam enriquecer em um mundo de miséria. A chamada literatura de autoajuda não se enquadra em qualquer gênero literário. Não se trata de livro didático ou pedagógico. Não é obra de referência. Não é livro técnico ou científico. Não é algum tipo de ficção: nem romance, conto, novela, etc. Não é um gênero; é um filão de mercado.
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 11/36 O Ir.·. José Ronaldo Viega Alves* escreve às quartas-feiras e domingos. SIMBOLOGIA NUMÉRICA & MAÇONARIA. NUMEROLOGIA, MAGIA E MISTICISMO. O QUE É GUEMATRIA? OS NÚMEROS E O GRAU DE APRENDIZ. *Irmão José Ronaldo Viega Alves ronaldoviega@hotmail.com Loja Saldanha Marinho, “A Fraterna” Oriente de S. do Livramento – RS “É de toda conveniência que o Maçom especulativo não se desinteresse desta parte do Ensino Iniciático, principalmente se tiver o legítimo desejo de compreender qualquer coisa da Arquitetura da Idade Média, da Antiguidade e, em geral, das grandes obras concebidas e executadas pelas Ordens de Companheiros-Construtores. _ O emprego dos números, sobretudo de alguns números, em todos os monumentos conhecidos, é muito frequente, para que se creia, que só o ocaso os tenha produzido. E, neste ponto, a História vem em nosso auxilio. _ Todos os povos da antiguidade fizeram uso emblemático e simbólico dos números, das fórmulas e em geral do número e da medida. _ Todos os povos da antiguidade tiveram um sistema numérico, ligado intimamente à religião e ao culto. Este fato é o resultado da ideia que, então, se fazia do mundo, ideia segundo a qual a matéria é inseparável do espírito, do qual exprime a imagem e a revelação. _ Enquanto a matéria for necessária à forma e à dimensão; enquanto o mundo for uma soma de dimensões, existirá o número e cada coisa terá seu número, do mesmo modo que forma e dimensões. _ Há, entretanto, números que parecem predominar na estrutura do mundo, no tempo e no espaço, e que formam, mais ou menos, a base fundamental de todos os fenômenos da natureza. Esses números foram tidos sempre como sagrados, pelos antigos, como representando a expressão da Ordem e da Inteligência das coisas, como exprimindo mesmo a própria divindade. _ Se, com efeito, aceitarmos que as coisas materiais são apenas um invólucro que cobre o invisível, o imaterial; se as considerarmos somente como símbolos dessa imaterialidade, com mais forte razão os números, concepção puramente abstrata, poderão ser considerados sagrados, pois eles representam, até certo 4 – SIMBOLOGIA NUMÉRICA & MAÇONARIA... - José Ronaldo Viega Alves
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 12/36 ponto, a expressão mais imediata das leis Divinas (e das leis da Natureza), compreendidas e estudadas neste mundo. _ A China, a Índia, a Grécia, mesmo antes de Pitágoras, conheceram e empregaram a “Ciência dos Números”, seu simbolismo é, em grande parte, baseado nesta ciência. _ Vemos, pois, que os números se prestam facilmente a tornarem-se símbolos, figuras das ideias e de suas relações. _ Toda a doutrina das relações morais e de ligação indestrutível com o mundo material, isto é, a filosofia, foi sempre exposta por um sistema numérico e representado por números.” (Trecho da Quinta Instrução do Ritual do Aprendiz-Maçom do REAA) INTRODUÇÃO Desde cedo, ao Iniciado já lhe irão sendo reveladas informações extraídas do universo dos números, como o trecho transcrito acima deixa claro, pois, o mesmo é parte de uma instrução dirigida ao Aprendiz, e logo, logo, esse Aprendiz-Maçom, pela ênfase dada, irá detectar e aprender sobre a simbologia do número TRÊS, por exemplo, número que se revela de máxima importância para o Grau. Dentro daquilo que conhecemos como o Simbolismo Maçônico, muitos são os números que recebem papel de destaque, muitos serão devidamente estudados, ainda que, somente à medida que se vá progredindo nos Graus. Há números que são considerados sagrados, há números cabalísticos, pitagóricos, enfim, há uma ciência dos números..., a Numerologia. Mas, a palavra Numerologia precisa ser dissecada em seu significado, afinal, ouvimos falar dela também num sentido que a deixa atrelada ao misticismo. O objetivo deste trabalho é mostrar que a Maçonaria se utiliza do simbolismo de alguns números, não da variante da Numerologia quando está relacionada à magia e ao misticismo. Veremos um pouco da influência do Pitagorismo, também que dentro da Cabala consta também uma prática que se denomina Guematria, e que mostra uma intensa associação entre os números e as letras... Mas, o que tudo isso tem a ver com a Maçonaria, ou não tem? A NUMEROLOGIA E ALGUMAS DAS SUAS PROVÁVEIS ORIGENS O Irmão e pesquisador Theobaldo Varoli filho, apresenta algumas informações sobre as civilizações que seriam as mais antigas na utilização dos números. No seu livro “Curso de Maçonaria Simbólica”, Tomo 1, dedicado ao Aprendiz-Maçom fez algumas incursões sobre o assunto, de onde transcrevo a seguinte passagem: “Embora punissem muito severamente a feitiçaria e aquilo que entendiam por superstições, os babilônios acreditavam oficialmente nos números e, assim, criaram a numerologia, cujo culto transmitiram a outros povos, principalmente aos hebreus. Entre os babilônios de qualquer origem, até os deuses tinham números. SHAMASH, o deus do sol, era vinte; SIN, o deus da lua, correspondia a trinta; BEL ou BAAL tinha o número cinquenta; ANU, a deusa do céu, era sessenta; ISHTAR (a deusa Astarte dos fenícios) era quinze; o deus do fogo era dez e o deus das tempestades era seis. Desde os sumerianos, o número sete e seus múltiplos eram nefastos para os babilônios. Acredita-se que essa crença tenha sido levada aos persas e hebreus, com a diferença que aqueles mandavam descansar no primeiro dia da semana, ao passo que os judeus condenavam o trabalho aos sábados.”
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 13/36 COMENTÁRIOS: O Irmão Theobaldo Varoli não se alastrou muito sobre o assunto, no entanto, deixou algumas pistas sobre outras civilizações que se ocuparam com o universo dos números. Ainda estamos nos albores dessa história que é quase tão antiga como a própria história da humanidade. Como pudemos ver nos sucintos comentários feitos acima, o misticismo imperava até aquele momento. Não estamos querendo abreviar uma história que é muito longa, mas, contá-la passo a passo, seria bem mais difícil. O importante aqui, para o próprio desenvolvimento do trabalho seria descobrir, se é que é possível, como é que essas influências vieram parar na Maçonaria, dando algumas pinceladas sobre o assunto, e dizendo aos Irmãos que se interessarem que resta ainda muito para ser explorado. NUMEROLOGIA JUDAICA Esse seria um assunto para gastar um rio de tinta, quando é o alvo dos estudos e debates dos sábios judeus. Não é tão simples, e envolve vários aspectos e componentes que fazem parte do universo judaico, e dos quais tão só ouvimos falar. Acontece que com o advento da internet, ou mesmo em bancas de jornais, é possível encontrar todo tipo de revistas com artigos, cursos e fórmulas mágicas envolvendo um conhecimento e uma tradição que envolve alguns milhares de anos no tocante aos números. Mas, tem quem acredite que as coisas se aprendem de maneira fácil hoje em dia, e isso me faz lembrar o humor espirituoso de um cineasta judeu inteligentíssimo que é o Woody Allen quando disse que fez um curso de leitura dinâmica, leu o “Guerra e Paz” do Leon Tolstoi em 20 minutos e disparou: “Tem a ver com a Rússia!” Mas, não teríamos como prosseguir em um assunto sobre a ciência dos números sem ao menos comentar um pouco dessa parte componente da Cabala, que é uma prática que os judeus chamam de Guimátria, e que podemos encontrar em dicionários com o nome muito parecido de Guematria. O QUE É A GUEMATRIA? De acordo com o “Dicionário Judaico de Lendas e Tradições”, a definição é a seguinte: “Guematria - Regra homilética que associa palavras ou frases a outras palavras ou frases com igual soma dos valores numéricos das letras. A guematria é possível porque o hebraico não tem um sistema separado de números. Cada letra do Alfabeto representa um único número, e os números maiores são formados pela combinação de letras. Assim, o texto bíblico pode ser interpretado por meio da guematria para revelar informações sobre pessoas, lugares e datas, embutidas na escolha das palavras que as descrevem. Por exemplo, o texto diz que Abraão levou 318 servos para uma batalha (Gên. 14). Como esse número equivale ao valor numérico do nome de seu servo Eliezer, presume-se que Abraão na verdade só levou consigo este único servo. Os místicos atribuíam especial importância à guematria, pois Deus criou o mundo com as letras do alfabeto. Eles usavam a guematria para descobrir os significados secretos de textos, para urdir poderosos nomes de Deus ou dos anjos e até para determinar o número exato de palavras que cada prece devia conter. A especulação sobre a data da vinda do messias baseava-se às vezes em indícios levantados por meio da guematria. Além da simples soma de valores há métodos de guematria mais complexos, em que cada letra totalmente soletrada antes de ser somada, ou o valor de uma é multiplicado por si mesmo, ou as letras são reescritas de acordo com o código A- T-BA-SH, onde a primeira letra do alfabeto vale pela última, a segunda vale pela penúltima, e assim por diante.”
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 14/36 Sobre a Cabala e a Guematria existe farto material disponível, a partir do qual o leitor poderá conseguir informações mais aprofundadas, afinal, vivemos tempos de esoterismo, como diz o historiador-filósofo Leandro karnal. QUEM FOI PITÁGORAS? Buscando uma biografia resumida acerca desse filósofo, cuja doutrina estava voltada para os números, além de ser muito citado nos ensinamentos maçônicos, encontrei no “Dicionário Maçônico” de autoria do Irmão Rizzardo Da Camino, o seguinte: “PITÁGORAS – Personagem quase mitológica que teria nascido em torno do ano 580 antes da era cristã, em Samos, Grécia, e que posteriormente passou a viver em Crotona, sul da Itália. A ele são atribuídos os primeiros estudos da Matemática. É o pai da teoria dos números. Era um moralista, legislador e filósofo. Pitágoras teria inventado a palavra ‘filósofo’, significando ‘amigo da sabedoria’. Escreveu os ‘Versos Dourados’ e os ‘Discursos Sagrados’, entre outras inúmeras obras. (...)” O QUE É O PITAGORISMO? Vejamos um pouco sobre a história do Pitagorismo e dos seus objetivos fundamentais, com base em um escrito do Irmão José Castellani intitulado “Os Mistérios de Elêusis, O Pitagorismo e a Maçonaria”. O começo do Pitagorismo tem tudo a ver com um movimento de reforma do Orfismo, sendo que, este último possuía contornos vagos, sendo mais uma disposição de espírito do que propriamente uma doutrina racional. O Orfismo basicamente pregou a oposição entre a alma e o corpo, concebendo também uma ideia de vida através da purificação ascética e virtuosa. O Pitagorismo, por sua vez, também apostou nesses ideais, no entanto, havia uma diferença cabal para o Orfismo: o Pitagorismo era mais científico naquilo que considerava os seus princípios, e isso em função do papel que imprimiu aos números e à harmonia, mas, não deixando também o misticismo de lado, pois, em seus dogmas constava a crença na migração das almas. A comunidade que foi formada por Pitágoras de Samos, estava situada na Itália meridional, sendo concomitantemente religiosa, filosófica e política e o tratamento dedutivo- demonstrativo da Matemática teve início com ele, contendo uma forma muito peculiar de misticismo. Pitágoras defendia a ideia de que todas as coisas são constituídas basicamente de números; ele imaginava que todas as coisas estariam compostas de pequenas partículas, ordenadas em figuras numéricas, tudo de maneira muito harmoniosa. Construiu toda uma associação entre os números, aliados à música e à mística, sendo que é derivado daí os termos matemáticos “média harmônica” e “progressão harmônica”. Com essa breve explanação já dá para perceber que para a linguagem pitagórica, a harmonia valia como sinônimo, sendo que daí ele inferiu que em todo o universo deveria existir essa harmonia, responsável pela sua própria existência e manutenção. Há muitas outras analogias das quais, a Escola Pitagórica se utilizou com o intuito de dar sustentação às suas teorias, tendo chegado também à concepção de uma mística numérica. Do ponto de vista puramente científico, e como contribuição de Pitágoras e seus discípulos mais diretos, temos a descoberta da relação que existe nos triângulo retângulo, provando que a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. ANTES: O QUE O MAÇOM PRECISA LEVAR EM CONSIDERAÇÃO QUANDO O ASSUNTO É A NUMEROLOGIA
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 15/36 O trecho a seguir foi extraído do “Vade-Mécum Maçônico” e merece ganhar destaque no presente trabalho, em vista do esclarecimento prestado e servindo de alerta também a todo o entusiasta que se aprofunde nos estudos que envolvam os números, pois separa o que pode ser explicado cientificamente daquilo que nada mais é do que pseudociência. Vejamos essa passagem que está inserida no verbete ‘Numerologia’: ”Uma coisa é reconhecer que muito no universo pode ser explicado por fórmulas matemáticas. As fórmulas podem ser testadas e demonstrar se são corretas ou não. Outra coisa é afirmar que as letras do seu nome correspondem a números, de modo que algumas pessoas especiais (os numerologistas!) podem a partir daí dizer o que é que irá ser, as suas necessidades e sentimentos, e o que deve fazer. É um longo, longo caminho desde a admoestação de Platão de conhecer a geometria aos que entravam na sua Academia ou da asserção de Galileu de que a natureza está escrita na linguagem da matemática, até a noção de que o meu nome é a chave do que estou predestinado a ser. É uma falsidade da história citar místicos matemáticos ou cientistas apaixonados da matemática, como companheiros de viagem. De qualquer modo, mesmo se Pitágoras, Platão, Kepler, Galileu e Einstein fossem numerologistas não fariam a teoria da numerologia avançar um milímetro.” Vejamos este lembrete, agora provindo do Irmão Theobaldo Varoli Filho, e que possui conteúdo semelhante. Ele diz: “A Cabala Hebraica e a Maçonaria – A Maçonaria autêntica também faz certas restrições à decantada ‘cabala’ ou cábala, ressalvando apenas o sentido simbólico, filosófico e, por vezes, didático, de certas formas cabalísticas, mas repelindo tudo quanto se situe no campo da magia e do charlatanismo, inclusive certas pretensões de intoleráveis e intolerantes pregadores de numerologia. Nenhum maçom é levado a acreditar na mágica dos números.” A SIMBOLOGIA DOS NÚMEROS NOS GRAUS DA MAÇONARIA SIMBÓLICA Depois das breves considerações expostas acima sobre a numerologia judaica, a guematria e o Pitagorismo, e com base nisso tudo, podemos inferir que no processo pedagógico maçônico, há uma indelével presença da simbólica numérica adotadas por essas escolas todas, ainda que seja impossível dimensionar o quanto de cada uma influiu diretamente na Maçonaria, eis que todas se cruzam em determinados momentos como fontes de ensinamentos e instruções. Mesmo com todo o esforço empreendido por alguns maçonólogos fazendo questão de distinguir entre Numerologia, Matemática, Esoterismo e Misticismo, em alguns trabalhos não encontramos tais distinções, e acaba prevalecendo uma associação das características de cunho místico dos números com a Arte Real. De acordo com Fogaça, que é citado pelo Irmão Fábio Geremias de Souza, em seu trabalho “A Simbologia Numérica”, a partir do filósofo Pitágoras “os números começaram a serem usados também, como símbolos, figuras das ideias simples e de suas relações. Na doutrina pitagórica, número é sinônimo de harmonia, pois apesar de sua homogeneidade (conjunto) e invariabilidade (ordem) pode expressar as relações que se encontram em permanente processo de mutação.” Diz ainda, o Irmão Fábio, autor do trabalho: "Neste contexto, importante a distinção, para o presente estudo, entre a matemática e a numerologia. Enquanto a primeira é uma ciência exata, a segunda reside no campo da filosofia e do esoterismo.” OS NÚMEROS 1,2 E 3 Os Aprendizes estudam os mistérios referentes aos números 1, 2 e 3. Dentro da simbologia que compete a cada um deles respectivamente temos no número um, a unidade, o princípio dos números.
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 16/36 Diz o “Vade-Mécum Maçônico”, sobre a unidade: “Quando o iniciado entra no Templo não encontra nada que se relacione com a unidade, porque só percebemos fora e em volta de nós, diversidade e multiplicidade. Nada é simples na natureza: tudo é complexo. A unidade não aparece naquilo que nos é exterior, ela reside em nosso íntimo, pois todo ser pensante tem a convicção, o sentimento inato de que é UM.” O número dois, por sua vez, representa a dualidade, é o símbolo dos contrários, o que envolve a dúvida, o desequilíbrio e a contradição. Do “Vade-Mécum”, retiro a seguinte passagem: “Representa o Bem e o Mal; a Verdade e a Falsidade; a Luz e as Trevas; a Inércia e o Movimento. O Aprendiz Maçom não deve se aprofundar no estudo deste número.” A respeito do número três, consta: “O número três é o primeiro número completo da série numérica, do mesmo modo o triângulo o é entre as formas, pois sendo o ponto e a linha, por si sós, imperfeitos, necessários são as três dimensões para que um objeto tenha forma, esteja completo. A figura do triângulo é o símbolo da existência da Divindade, bem como sua ‘potência produtora’ ou da Evolução. O Aprendiz pode estudar o ternário maçônico sob vários pontos de vista, pois, o três representa o seu grau.” Insiro o seguinte pensamento do Irmão Boanerges para corroborar o parágrafo acima: “Toda a Perfeição, em sue mais alto grau está representada, simbolicamente, na figura ímpar do triângulo equilátero com seus TRÊS lados e TRÊS ângulos matemática e absolutamente iguais.” MAIS NÚMEROS Na medida em que o Maçom vá avançando nos Graus, outros números irão aparecendo e serão desvelados em seus mistérios, assim como, no seu simbolismo. Claro que, não serão revelados aqui os seus significados e a sua importância dentro de cada um dos Graus em particular, mas, citarei alguns números que fazem parte dos ensinamentos relativos aos Graus que compõem a Maçonaria Simbólica. O Companheiro Maçom tem em seu campo de estudos aquilo que se refere aos números 4, 5, 6 e 7. COMENTÁRIOS: Encontraremos com frequência em muitas obras, como sendo de competência do Aprendiz os estudos dos números 1,2,3 e 4 ao mesmo tempo que sendo referentes ao Companheiro, os números 4,5, 6 e 7. Não está errado, mas, por parte de alguns estudiosos há ressalvas, e aí não vamos abrir aqui um campo de discussões. O Mestre Maçom irá estudar as propriedades intrínsecas dos números 7, 8, 9 e 10. Há um comentário do Irmão Boanerges B. de Castro, em seu livro “O Simbolismo dos Números na Maçonaria”, nos contemplando com uma explicação para essa situação do número 4: “O Ritual do Primeiro Grau recomenda ao Aprendiz familiarizar-se com os quatro primeiros números. Nossa opinião é de que o estudo não pode, sob pena de ficar incompreendido, iniciar-se pelo número UM, mas antes, pelo ZERO, que é, como veremos, a fonte originária de toda a escala numérica. Também somos de opinião que o estudo do número Quatro não deva ser feito pelo Aprendiz, um vez que ele importa em considerações que deverá ser do domínio do Grau de Companheiro.” O ZERO Alguns autores, a exemplo de Boanerges de Castro, constrói uma interpretação a partir do Gênesis, Cap. I, Vers. 2, onde diz: “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.”, e que desenvolve da seguinte forma:
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 17/36 “O Nada não era um vazio absoluto. Nele já existia o Espírito de Deus, que ainda não se manifestara.” E dando continuidade: “Conclui-se, pois, que o NADA, ou seja, o Espaço preenchido pelo Espírito de Deus, o anterior a tudo e dele partiram todas as coisas. O NADA é simbolizado na escala numérica pelo ZERO. O ZERO é, pois, a representação simbólica do Espaço absoluto, intangível e incompreensível para a mente humana, mas que portava em si o Espírito de Deus, ainda imanifestado, mas que sobre ele ou nele, pairava. A figura mais apropriada, então, para nos dar uma ideia de Deus é o NADA que nos sugere algo sem forma, sem consistência, sem limites e, portanto, invisível, intangível e infinito. Inidentificável por faltar elementos por nós conhecidos capazes de submetê-lo a uma comparação! No entanto, Ele já existia pois o seu Espírito ‘pairava’ no Espaço.(...)” COMENTÁRIOS: Na construção do Irmão Boanerges que vimos acima, o Nada é mesmo o ponto inicial, o verdadeiro começo da Criação, onde já pulsava o Ser, O Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, imagem que podemos assimilar metaforicamente. O Zero por sua forma circular, do ponto de vista esotérico, consegue nos transmitir a ideia de continuidade perfeita. Esotericamente então, o ZERO representa o Grande Arquiteto do Universo. CONCLUSÃO A origem propriamente dita do estudo dos números na Maçonaria, deve ser considerada a partir do fato de que na Antiguidade os filósofos, os tinham como parte do estudo da filosofia, tanto que Pitágoras e os seus seguidores foram os que melhor estudaram o número, e a Maçonaria herdou muito do estudo dos pitagóricos, além de que, devemos considerar também que todos o povos e as nações mais antigas do mundo deram aos números uma interpretação simbólica, e de que dentro dos ensinamentos próprios da Cabala e das ciências herméticas, os números sempre estiveram atrelados a uma ideia em particular, a um simbolismo, a uma propriedade aritmética e até mesmo propriedades mágicas. O fato é que, a Maçonaria muito absorveu dos mistérios dos antigos e utiliza-os em seus ensinamentos pedagógicos. A mensagem embutida no presente trabalho é fundamentalmente a de que o estudo dos números é um assunto amplo na Maçonaria, pois, há toda a interpretação esotérica e o simbolismo inerente a cada um deles, que deverão ser objetos de estudos aprofundados pelo Maçom, à medida em que forem sendo cumpridas as etapas referentes aos Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, ainda que o estudo não se encerre totalmente nesses patamares. Há muito mesmo para ser conhecido do universo que compreende os números. CONSULTAS BIBLIOGRÁFICAS: Revistas: A TROLHA, Nº 25, Setembro/Outubro de 1986: “Os Mistérios de Elêusis, o Pitagorismo e a Maçonaria”- Artigo de autoria do Irmão José Castellani. Livros: CASTRO, BOANERGES B. de. “O Simbolismo dos Números na Maçonaria” – Editora Maçônica “A Trolha” Ltda. 4ª Edição - 2008 DA CAMINO, Rizzardo. “Dicionário Maçônico” – Madras Editora Ltda. 2006 GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” – Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. 2ª Edição – 2008 O PRUMO 1970-2015 – COLETÂNEA DE ARTIGOS – GRAU 2 - Companheiro – Volume III – Florianópolis – 2015 – “A Simbologia Numérica”- Artigo da autoria do Irmão Fábio Jeremias de Souza Ritual e Instruções do Grau de Aprendiz-Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito – GORGS – Porto Alegre, 2010-2013 UNTERMAN, Alan. “Dicionário Judaico de Lendas e Tradições’’- Jorge Zahar Editor - 1992 VAROLI FILHO, Theobaldo. “Curso de Maçonaria Simbólica” – 1º Tomo (Aprendiz) – 2ª Edição – Editora A Gazeta Maçônica - 1977
  18. 18. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 18/36 O Ir Hercule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil”- Londrina – PR – escreve aos domingos hercule_spolad@sercomtel.com.br Dia do Maçom: Verdades e Inverdades a respeito de 20 de Agosto A ideia de que fosse criado o Dia do Maçom, nasceu em Março de 1957 através da Loja “Acácia Itajaiense” de Itajaí – SC que propôs à Grande Loja de Santa Catarina, que fosse criado um dia para a referida comemoração, na jurisdição. Em principio propuseram o dia 21 de Abril por ser o dia da fundação da Grande Loja do Estado. A proposição foi apresentada na plenária da 5ª Mesa Redonda das Grandes Lojas realizada no Pará em 20/06 naquele ano, porem sem determinar qual seria a data. A Grande Loja de Minas Gerais então indiciou o dia 20 de Agosto, por ter sido nesta data em 1822, proclamada a Independência do Brasil dentro de um templo maçônico. A moção foi aprovada. As Mesas Redondas que as Grandes Lojas realizavam antigamente, hoje chamam-se Assembléias da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB). São reuniões de representantes de todas as Grandes Lojas autônomas do país que se realizam cada ano em um Estado e esta Entidade tem fins representativos, porem em realidade tomam decisões importantes de interesse geral de todas as Grande-Lojas. Muito embora, a decisão tenha partido apenas por parte de uma Obediência, a idéia generalizou-se e hoje todo o maçom do Brasil tem para si o 20 de agosto como o Dia do Maçom. Até ai nada de demais, Todo e qualquer dia é o Dia do Maçom. Para representá-lo poderia ser o 20 de agosto ou qualquer outro dia. Mas a verdade histórica da data é outra. No dia 20 de Agosto de 1822, nem sequer houve sessão no Grande Oriente Brasiliano, ou Brasílico. 5 –Dia do Maçom: Verdades e Inverdades a respeito de 20 de agosto - Hercule Spoladore
  19. 19. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 19/36 Toda confusão surgiu devido a uma interpretação errada do Barão do Rio Branco, copiando Manoel Joaquim de Menezes (Irmão Penn) que foi contemporâneo aos fatos, seguida e divulgada por muitos compiladores tais como Tenório D’Albuquerque, Pandiá Calógeras, Otaviano Tarquínio de Souza, Assis Cintra, Gustavo Barroso, Oliveira Lima e outros, que usaram o calendário do Rito Moderno. Especialmente A. Tenório D’Albuquerque, escritor maçônico das décadas de 1940-50 que difundiu uma série de fatos e conceitos completamente errôneos, cujos livros ainda envenenam muitas bibliotecas maçônicas. Entretanto, alguns historiadores como Vargnagen na sua obra “História da Independência” 5ª Edição a página 136 faz referência ao dia 09 de Setembro e não 20 de Agosto; Mello Moraes no livro “Brasil Histórico” (1864); Pereira da Silva no livro “História da fundação do Império Brasileiro” 1864/67) alem de outros autores que realizaram a pesquisa histórica correta, contradizem os autores citados, com relação à falsa data. O Barão do Rio Branco tomou como o 1° dia do calendário maçônico como sendo o 01º dia Março (calendário do Rito Moderno) e traduziu que a Sessão de 20º dia do 6º mês do Ano da Verdadeira Luz de 5822, como sendo realizada no dia 20 de Agosto de 1822, sessão esta dirigida por Gonçalves Ledo na qual apresentou uma moção na qual o seu teor falava abertamente em Independência do Brasil. Esta Sessão em realidade foi realizada no dia 09/09/1822. O Grande Oriente Brasiliano ou Brasílico foi fundado no (28º dia do 3º mês) 17/06/1822 (e não em 27/05/1822), no Rito dos 07 Graus (Rito Moderno, conforme está escrito em várias das 19 Atas que fazem parte do Livro de Ouro da Maçonaria Brasileira). Foi fundado no Rito Moderno para não ter qualquer ligação com o Grande Oriente Lusitano que praticava o Rito Adonhiramita. A fundação do Grande Oriente Brasiliano, Brasiliensi, ou Brasílico era um pano de fundo, pois sua principal missão era a Independência do Brasil. Era, portanto uma potência revolucionaria em realidade. A Loja “Comércio e Artes” na época da fundação do Grande Oriente Brasiliano praticava o Rito Adonhiramita. Esta tinha 95 Irmãos em seu Quadro, subdividiu-se por sorteio em três Lojas para dar suporte legal para a fundação de um Grande Oriente. As duas outras Lojas fundadas foram “Esperança de Niterói” e “União e Tranqüilidade” ficando a “Loja Comércio e Artes” com os remanescentes acrescentando ao seu nome o termo “da Idade do Ouro” (“Comércio e Artes da Idade do Ouro”). O Grande Oriente Brasiliano apesar de ter sido fundado no Rito Moderno ou Francês, os Irmãos que fundaram o Grande Oriente eram do Rito Adonhiramita, da Loja “Comércio e Artes” que o usava desde 1815. Ao fundarem o Grande Oriente, trouxeram para o mesmo alem de outros, dois procedimentos próprios do Rito Adonhiramita: o codinome histórico usado pelos Irmãos e o Calendário, mas não do Rito Moderno. O calendário usado pelo Rito Adonhiramita era muito semelhante ao calendário hebraico religioso cujo 1º dia ano é 21/03(Nissan) e este foi usado pelo Grande Oriente Brasiliano em seus primórdios. No calendário hebraico se adiciona o n° 3.760 ao ano normal vigente e o calendário usado pelo Rito Adonhiramita se acrescentava ao n.º 4.000 por se acreditar que o mundo havia sido criado 4.000 a.C. conforme está escrito na Bíblia em Gênesis, chamada esta, a era da Verdadeira Luz.
  20. 20. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 20/36 Outra diferença é que no calendário hebraico a cada 19 anos tem um 13°mês, o We-Adar o que não ocorre no calendário do Rito Adonhiramita. Este calendário Adonhiramita foi também chamado de pseudo-hebraico, por Kurt Prober. Interessante que o Grande Oriente da França, onde se pratica até a presente data o Rito Moderno, através de circular de 12/10/1776 havia determinado que o seu calendário iniciasse em 01/03, para evitar confusão que o calendário iniciado em 21/03 ocasionava. Entretanto, está provado que o Grande Oriente Brasiliano usou o calendário Adonhiramita no seu início. É só pesquisar com cuidado que provas existem bastante transparentes. Mello Moraes, em 1861 que alem de escritor era maçom grau 33 e Grande Orador da Obediência, solicitou uma certidão das atas do Grande Oriente Brasiliano, agora nominado a partir de l831(após sua reinstalação) como Grande Oriente do Brasil e a obteve datada de 12/08/1861 onde consta alem de outras informações que: “QUE A ACTA DA SESSÃO DE 20 DO 6º MEZ DO MESMO ANNO 1822 (9 DE SETEMBRO) CONSTA NÃO SÓ TENDO SIDO CONVOCADOS OS MAÇONS MEMBROS DAS TRÊS LOJAS METROPOLITANAS PARA ESTA SESSÃO EXTRAORDINARIA, COM O ESPECIFICADO FIM ADIANTE DECLARADO, SENDO TAMBÉM PRESIDIDA PELO SOBREDITO 1º GRANDE VIGILANTE JOAQUIM GONÇALVES LEDO, NO IMPEDIMENTO DO GRANDE MESTRE JOSÉ BONIFÁCIO, DIRIGIDA DO SÓLIO UM ENERGICO E FUNDADO DISCURSO DEMONSTRANDO COM AS MAIS SÓLIDAS RASÕES, QUE AS ACTUAIS POLITICAS CIRCUNSTANCIAIS DE NOSSA PATRIA, O RICO FERTIL E PODEROSO BRAZIL, DEMANDAVAM E EXIGIAM IMPERIOSAMENTE QUE A SUA CATHEGORIA FOSSE INABALAVELMENTE FORMADA COM A PROCLAMAÇÃO DA NOSSA INDEPEDENCIA E DA REALEZA CONSTITUCIONAL NA PESSOA DO AUGUSTO PRINCIPE PERPÉTUO E DEFENSOR DO REINO DO BRAZIL. (ASSINADA A CERTIDÃO PELO MARQUES DE ABRANTES, ENTÃO GRAO-MESTRE DO GRANDE ORIENTE DOBRASIL). Na Sessão em que foi apresentada esta moção de Ledo ela foi aprovada por unanimidade. Como todos sabem, como é versão corrente, na presença de várias testemunhas D. Pedro proclamou a Independência no dia 07 de Setembro em São Paulo nas margens do riacho do Ipiranga. (esta é outra história). Ledo desconhecia o fato, e dois dias após fez o seu pronunciamento, quando comandava a 14ª Reunião da Assembléia Geral do Povo Maçônico, realizada no 20º dia do 6º mês do Ano da Verdadeira Luz de 5822, ou seja, no dia 09 de Setembro de 1822, cujo ano maçônico havia iniciado no dia 21 de Março daquele mesmo ano. Está provada desde 1861 através de uma certidão fornecida pelo próprio Grande Oriente do Brasil a verdadeira data da Reunião de 09 de Setembro. Não houve reunião no dia 20 de Agosto de 1822.
  21. 21. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 21/36 Convém ressaltar que Ledo não proclamou nossa Independência como tantos maçons fanáticos propalam. Ele propôs uma moção numa Assembléia dentro do Grande Oriente que foi aprovada por unanimidade, como tantas outras são aprovadas nos interiores de nossos templos. Entre a realização dos termos de uma moção aprovada e a realização política da mesma há às vezes um abismo muito grande. A maioria das vezes o que se aprova dentro de uma Loja não sai do papel. Aliás, é comum acontecer isto na Maçonaria brasileira. É evidente que na ocasião, tudo conspirava quer dentro, quer fora da Maçonaria para que a Independência ocorresse. A moção de Ledo foi um passo a mais, ainda que com dois dias de atraso. Era um processo histórico complexo que havia iniciado com a vinda da Família Real de Portugal para o Brasil e estava tendo naquele momento, o seu epílogo com uma participação maçônica muito grande já que o envolvimento era total da Maçonaria não só de maçons, mas também como Instituição, no processo libertário do Brasil. Na 15ª Reunião do dia 14/09/1822 e não 12/09/1822 (25°dia do 6°mês), A Assembleia tratou na Ordem do Dia, após a advertência em Loja feita a um Irmão, por sinal o frei Francisco Sampaio, por escrever contra os princípios da Ordem num periódico de sua propriedade o “Regulador”, Ledo após perdoar-lhe lhe deu o abraço e o ósculo fraternal. Neste mesmo dia D. Pedro regressou de São Paulo em lombo de mula, muito cansado, foi dormir. No dia seguinte, se a cidade do Rio de Janeiro ainda não soubesse do fato, pelo menos os altos dirigentes políticos e os maçons já o sabiam. Na 16ª Sessão de 28/09/1822 (8° dia do 7º mês) José Bonifácio então Grão-Mestre recebeu o 6° grau do Rito Moderno (Cavaleiro do Oriente) devendo receber o grau de Rosa-Cruz na próxima Sessão, porem jamais o receberia. Através de manobras políticas dentro da Ordem, Ledo provavelmente entre os dias 29 de setembro e 04 de Outubro fez com que fosse feita a “eleição” de D. Pedro para Grão-Mestre. Na 17ª Sessão de 04/10/1822 (14º do 7º mês), o 1º Grande Vigilante Ledo mais uma vez comandando a Sessão expôs que esta tinha a finalidade de ser feita a prestação do juramento do Irmão D. Pedro (Guatimozim) aclamado como Grão-Mestre. E este assim o fez e foi conduzido a tomar a presidência. Foi um verdadeiro golpe em José Bonifácio que era até então o Grão-Mestre. Nesta mesma Sessão a Comissão encarregada dos festejos da Aclamação apresentou o programa consistindo em cinco Arcos e sua colocação, e resolveu-se que as despesas fossem feitas por subscrição dos maçons. A 19ª Sessão de 11/10/1822 (21º dia do 7º mês de 5822) realizada às vésperas da Coroação e Aclamação no dia dirigida por D. Pedro tratou-se de assuntos administrativos, Devido às intrigas palacianas, D. Pedro no 21/10 ordena que seja fechado o Grande Oriente para averiguações e no dia 25 de Outubro de 1822 (05° dia do 8º mês de 5822) Ledo manda que seja lavrado o termo de encerramento.
  22. 22. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 22/36 O Grande Secretário do Grande Oriente, Irmão Manoel José de Oliveira (Bolívar) guardou em lugar secreto e seguro esta preciosidade da Maçonaria Brasileira, ou seja, o livro de atas deste período de ouro da nossa história, até que os fatos serenassem para o teor destas atas pudessem vir a ser publicado CALENDÁRIO ADONHIRAMITA (USADO EM 1822) CALENDÁRIO PSEUDO-HEBRAICO Difere do calendário hebraico, porque a este se acrescenta o número 3760 e no ao calendário gregoriano e no Adonhiramita acrescenta-se o número 4000. O calendário Adonhiramita não tem o 13° mês (We-Adar) que aparece a cada 19 anos no calendário hebraico 1º mês NISAN de 21 de Março a 20 de Abril 2º mês YAR de 21 de Abril a 20 de Maio 3º mês SIVAN de 21 de Maio a 20 de Junho 4º mês THAMUZ... de 21 de Junho a 20 de Julho 5º mês AB............... de 21 de Julho a 20 de Agosto 6° mês ELUL de 21 de Agosto a 20 de Setembro 7º mês THISRI........ de 21 de Setembro a 20 de Outubro 8º mês MARSHEVAN de 21 de Outubro a 20 de Novembro 9º mês KISLEV de 21 de Novembro a 20 de Dezembro 10º mês...THEBET de 21 de Dezembro a 20 de Janeiro 11º mês SCHEBT de 21 de Janeiro a 20 de Fevereiro 12ºmês ADAR de 21 de Fevereiro a 20 de Março Bibliografia ARÃO, Manoel “ A HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO BRASIL” Recife, 1926 – (Livro não publicado) CASTELLANI, José “JOSÉ BONIFÁCIO” Um homem além do seu tempo - Ed. “A Gazeta Maçônica” – São Paulo ,1988 CASTELLANI, José “HISTÓRIA DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL” A MAÇONARIA NA HISTÓRIA DO BRASIL Gráfica Editora Maçônica do Grande Oriente do Brasil Brasília – 1993 FAGUNDES, Morivalde C. “A MAÇONARIA E AS FORÇAS SECRETAS DA REVOLUÇÃO. - Ed. Gráfica “Aurora” Ltda. – Rio de Janeiro, 2ª ed. PROBER, Kurt “ACHEGAS PARA A HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO BRASIL” Isa Ch'an Ed.? São Paulo – 1968 BOLETINS DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL NÚMEROS 06, 07,08, 09, 10 RESPECTIVAMENTE DE JUNHO,JULHO, AGOSTO,SETEMBRO, OUTUBRO DE 1923. BOLETIM N.º 08 DE OUTUBRO DE 1901 DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL TRABALHOS: “DIA 20 DE AGOSTO DE 1822 – NÃO HOUVE SESSÃO NA MAÇONARIA” José Castellani “ 20 DE AGOSTO OU 09 DE SETEMBRO” Manoel Gomes “DIA 20 DE AGOSTO DE 1822 – EQUÍVOCO HISTÓRICO” João Alberto de Carvalho.
  23. 23. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 23/36 O Irmão João Anatalino Rodrigues escreve aos domingos jjnatal@gmail.com - www.joaoanatalino.recantodasletras.com.br A CABALA E O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO “No princípio Deus criou o céu e a terra. A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam as faces do abismo; E o Espírito de Deus movia-se sobre as águas.” Gênesis, 1; 2,3. Como era uma “Existência Negativa”, Que estava só num espaço atemporal; Ele tornou-se a “Existência Positiva”, Que agasalha em Si o Todo universal. Quem sabe esse Big- Bang dos ateus, Que um cientista vê no seu telescópio, Não é o justo momento em que Deus, Está fazendo um parto em Si próprio? . A visão é bem estranha, eu reconheço; Mas a imagem transmite boa filosofia E fica mais fácil a ideia de um começo. Este tema merece um pensar profundo: Se antes do universo já um Deus havia O que Ele era antes de ser este mundo? O Big-Bang Em um de seus mais interessantes trabalhos, o físico Stephen Hawking situa o início do tempo no momento de nascimento do universo conhecido, momento esse chamado de Big-Bang.1 Assim, o tempo, para os cientistas, começou junto com o espaço e por isso o universo sempre é representado por duas linhas que começam em um ponto zero e se alongam na mesma proporção, em setas orientadas em duas dimensões: a dimensão do tempo, que nos faz pensar na eternidade e a dimensão do espaço, que nos faz pensar na infinidade. 1 Stephen Hawking- Uma Breve História do Tempo- Círculo do Livro, 1988. 6 – A Cabala e o Grande Arquiteto do Universo João Anatalino Rodrigues
  24. 24. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 24/36 T o Big-Bang E Quando se começa a especular sobre esse tema, surge a intrigante pergunta: Se foi Deus quem fez o universo, o que Ele era e o que fazia antes de começar a fazê-lo? Ele já existia antes disso? Ou Ele “nasceu” junto com o universo? “Há cerca de 15 bilhões de anos”, escreve Hawking " todas (as galáxias) teriam estado umas sobre as outras, e a densidade teria sido enorme. Esse estado foi denominado átomo primordial pelo sacerdote católico Georges Lemaiter, o primeiro a investigar a origem do universo que agora chamamos de Big-Bang.” A partir desse momento, segundo essa tese, o universo, que estava contido nessa região extremamente carregada de energia, tornou-se uma imensa bolha de gás que nunca mais deixou de se expandir.2 A Bíblia, ao registrar esse fato não é menos metafórica e misteriosa do que os compêndios científicos que procuram explicar como o universo nasceu. Ela fala que “no início Deus criou o céu e a terra. A terra, porém, estava informe e vazia e as trevas cobriam a face do abismo.” E então, do meio ás trevas Deus fez sair a luz. E Deus viu que a luz era boa e por isso a separou das trevas.3 O texto bíblico parece sugerir que Deus já existia antes de começar a fazer o universo. Assim, Ele não pode ser o universo, como sustentam os adeptos do panteísmo, que identificam Deus com a sua própria criação, como se esta fosse algo capaz de existir por si própria.4 A Bíblia fala de Deus como o “Espírito que movia-se sobre as águas.” Expressão enigmática que nunca pode ser explicada a contento dentro da lógica comum, já que, se o mundo ainda era pura trevas e a terra era informe e vazia, que “águas” eram essas sobre as quais o Espírito de Deus se movia? Pois, ao que parece elas já existiam antes de Deus separar a luz das trevas. Não obstante, a Bíblia nos dá uma identificação e uma ideia do que era Deus antes de começar o mundo: Ele era “Espírito”, seja qual for o significado que o cronista bíblico quisesse dar á essa expressão. Mas não responde á segunda pergunta: O que Ele fazia antes de começar o mundo? “Existência negativa” e “Existência positiva” Essas especulações se tornaram tão intrigantes que os próprios rabinos, comentadores da Bíblia, tiveram que quebrar a cabeça para responder á multiplicidade de perguntas que surgiram a esse respeito. Foi então que nasceu, entre esses mestres, a chamada Grande Assembleia Sagrada, que se refere a um grupo de rabinos que se dedicaram ao estudo da personalidade do Ser Supremo, sua natureza e seus atributos. Das especulações produzidas por esse grupo surgiu o Sefer Ietzirá, livro 2 Stephen Hawking- O Universo Em Uma Casca De Noz, cítado, pg. 22. 3 Gênesis, 1: 3. 4 O panteísmo é a crença de que Deus é a própria natureza e não se distingue dela como entidade. Nesse sentido, Deus (theos) é o “tudo”(pan), e só existe como um princípio, uma energia, que dá geração a tudo que existe, mas não tem existência independente da sua própria criação.
  25. 25. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 25/36 que contém os comentários rabínicos a respeito da formação do mundo através das manifestações divinas. 5 Para responder á intrigante pergunta de quem era Deus e o que fazia antes de começar a fazer o universo físico, eles desenvolveram os conceitos de “Existência Negativa” e “Existência Positiva”. Assim, “Existência Negativa” e “Existência Positiva” são termos utilizados pelos cultores da Cabala mística para designar Deus “antes” e “depois” de fazer o mundo. Nesse sistema, a essência de Deus (Ayn em hebraico), é visto como uma forma de "energia" latente, que em dado momento manifestou-se como realidade positiva (Ayn Sof, o Infinito); e a partir dessa manifestação transformou-se em pura Luz, (Ayn Sof Aur), que significa Luz Ilimitada. Essa luz concentrou-se em um ponto luminoso, dando origem ao universo material, representado pela sefirá Kether. E daí espalhou-se pelo nada cósmico, em uma grande explosão de Luz (O Big- Bang). Essa visão mística do nascimento do universo também foi registrada no Zhoar com a misteriosa frase “antes que o equilíbrio se consolidasse, o semblante não tinha semblante”6 . Aqui está inserta a estranha idéia de que antes de fazer o mundo, ou seja, antes de Deus manifestar-se como existência no mundo das realidades sensíveis, Ele existia como potência, que embora não manifesta, já continha todos os atributos do universo manifestado. Ele era uma “Existência Negativa”, na qual a mente humana não pode penetrar justamente porque ela só pode conceber um plano de Existência Positiva, onde as ações podem ser identificadas e suas causas recenseadas. Ele era incognoscível, informe, inatingível, impossível sequer de ser imaginado. Ele era, no dizer do mestre Halevi, o universo absoluto antes de manifestar-se como universo relativo. Ou nos seus próprios dizeres: “A existência negativa é a zona intermediária entre a cabeça de Deus e a sua criação. É a pausa antes da música, o silêncio entre cada nota, a tela em branco antes de cada quadro e o espaço vazio pronto para ser preenchido. Sem essa não-existência nada pode ter sua essência. É o vazio, mas sem ele e seu potencial o universo relativo não poderia se manifestar.”7 Mas como podemos capturar uma realidade que está além da nossa capacidade de mentalização? Sabemos que ela existe porque suas manifestações emanam para o plano da realidade sensível e é causa de fenômenos observáveis e mensuráveis. Quem sabe o que é um elétron, por exemplo? Sabemos como ele se manifesta, como atua e até já aprendemos a usá-lo para as nossas finalidades, mas o que ele é nenhum cientista, ou filósofo, até agora, ousou definir. É nesse sentido que os cientistas falam do elétron como sendo a “torção do nada negativamente carregado”, expressão enigmática que sugere a existência de uma forma de energia que está além de toda realidade manifesta, mas que, no entanto, emite sinais detectáveis de sua existência pelos efeitos que projeta sobre a realidade observável.8 “Antes que o equilíbrio se manifestasse, o semblante não tinha semblante” é uma forma metafórica de explicar aquilo que a nossa linguagem não consegue articular num discurso lógico. 5 Esse livro descreve com larga profusão de detalhes, inclusive astrológicos e cosmológicos, como Deus construiu o cosmo a partir das vinte e duas letras do alfabeto hebraico e depois os distribuiu pelas dez esferas da Árvore da Vida. E dentro do grande Cosmo, o macro, como nasceu o homem, o micro. A Cabala e Seu Simbolismo, citado, pg. 202. 6 Idem, pg. 65 7 Shimon Halevi- A Árvore da Vida-Cabala, citado, pg. 25. 8 Essa definição foi dada pelos cientistas Léon Brillouin e Robert Andrews Mullikan. Ver, a esse respeito Pawels e Bergier- O Despertar dos Mágicos, Ed. Bertrand Russel, 26º Ed. pg. 204. Foi essa intuição que também levou Thomas Alva Edison a produzir a primeira lâmpada elétrica em 1879. Edison, que era maçom, interessava-se por astrologia e acreditava que um fenômeno luminoso estava na origem do cosmo, e que a “faísca elétrica”, produtora de luz, quando pudesse ser capturada e usada como energia iria mudar o mundo. Daí a sua obstinação em produzi-la. Ver, a esse respeito, David Ovason, A Cidade Secreta da Maçonaria, Ed. Planeta, 2007.
  26. 26. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 26/36 Ou seja, que o universo já existia mesmo antes de ele ser manifestado, e que ele já estava perfeitamente planejado na Mente do seu Criador antes de ele se manifestar. Ele apenas não tinha forma e leis que regulavam seu desenvolvimento. A Cabala diz que quando Deus se manifestou como Existência Positiva (a sefirá Kether, ou a Singularidade do Big-Bang), o universo, que estava na sua Divina Mente, passou a existir, mas ainda não tinha uma forma. Pois como diz a Bíblia, “a terra (ou seja, o mundo) era informe e vazia”. E como dizem os cientistas, quando o universo saiu do Big-Bang, tudo era um caos. O Caos Primordial, dos filósofos gnósticos. Um todo informe. Para por ordem nesse caos, Deus criou as leis naturais. Uma lei para regular a expansão da matéria no vazio cósmico, que é a relatividade, e outra lei para organizá-la em sistemas, que é a gravidade. Assim a Cabala recorre á metáfora, ou ao símbolo, para dizer que Deus já existia antes de o universo ser “feito”. E que o universo também já existia antes de ser “organizado”. Ou como diz Rosenroth “o universo inteiro é a vestimenta da Divindade: Ele não apenas contém tudo, mas também Ele mesmo é tudo e existe em tudo.” Essa é outra maneira de dizer que Deus, em sua Existência Negativa, é o “Espírito que se move sobre as águas” e na sua “Existência Positiva”, ele é o próprio universo embora com ele não se confunda essencialmente.9 O Grande Arquiteto do Universo Não é sem razão, pois, que a estrutura simbólica da Maçonaria tivesse sido desenvolvida em cima da tradição da arquitetura e que um de seus mais significativos símbolos seja a construção e a reconstrução do primeiro Templo de Jerusalém, o chamado Templo de Salomão. É que esse edifício, inspirado e orientado em sua construção pelo Grande Arquiteto do Universo, segundo a Bíblia, é o arquétipo fundamental que reflete a estrutura do próprio Cosmo. É um edifício que simboliza não só os planos de Deus para a arquitetura cósmica, como também a construção, a destruição e a reconstrução, ao longo do tempo, da própria humanidade, suscetível, em sua marcha evolutiva, á uma série de ascensões e quedas. Isso, pelo menos é o que quis nos fazer acreditar o Dr. Anderson em suas Constituições, no que foi seguido por uma plêiade de escritores maçons de orientação esotérica.10 A alegoria que mostra Deus como Grande Arquiteto e anjos e homens como seus mestres e pedreiros é uma clara inspiração cabalista, mas também foi utilizada por outros pensadores. São Tomás de Aquino, por exemplo, usou a simbologia dos “anjos construtores” do universo para ilustrar seus pensamentos. Em sua obra mais conhecida, “A Cidade de Deus”, ele se refere a Deus como a “primeira causa do universo, aos anjos como a causa secundária visível e aos homens a sua causa final”. Todos trabalhando, em suas relativas esferas de ação, para construir o edifício universal. Como bem assinala Halevi, foi Tomás de Aquino que trouxe para o universo da lógica aristotélica, na qual toda a teologia da Igreja medieval se fundamentava, a ideia de havia uma influência angélica no mundo das plantas, dos animais e dos homens, através de um fluxo intermitente de emanações. “Desse conceito cabalístico”, diz o citado autor”, “vieram as nove ordens de hierarquia da Igreja. Até os construtores das grandes catedrais foram influenciados. Erigidas por pedreiros que se baseavam no Templo de Salomão, o lado oeste de cada igreja possuia duas torres representando as colunas gêmeas de cada lado do véu do Templo”.11 9 A Kabbalah Revelada, op. citado, pg. 63. 10 Cf. Alex Horne- O Templo de Salomão na Tradição Maçônica- Ed, Pensamento, 1972. 11 A Árvore da Vida-Cabala, op citado, pg. 17.
  27. 27. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 27/36 Eis aí, portanto, a Cabala ditando sabedoria a um doutor da Igreja e servindo de inspiração aos maçons medievais, de quem a Maçonaria moderna emprestou a forma e a estrutura da sua Organização. Assim, em analogia á visão cabalística do nascimento e desenvolvimento do universo, poderíamos dizer que o Big-Bang dos cientistas equivale ao momento em que Deus “separou a luz das trevas”, ou seja, o momento em que o Grande Arquiteto do Universo iniciou a construção do mundo físico, na tradição maçônica. As fases posteriores dessa construção se desenvolvem segundo um plano de evolução, que na Cabala é retratado na Árvore da Vida e na ciência moderna nas diversas tentativas dos cientistas de integrar em uma teoria as descobertas já realizadas nos campos da física, da astronomia, da química e da biologia, e assim, construir, como diz Hawking, uma teoria do tudo.12 Essa visão está na base da formidável especulação que a inteligência dos sábios rabinos de Israel concebeu e que a sensibilidade mística dos espíritos que não se contentam em viver no estreito território que a línguagem lógica nos obriga a permanecer, adotou. Entre estes estão os maçons espiritualistas, que vêem na sua Arte muito mais do uma mera prática social derivada de uma tradição que incorpora ideais estéticos, filosóficos, sociais e especulações metafísicas. O conceito de Deus como sendo um arquiteto tem sido empregado em muitos sistemas de pensamento e o Cristianismo místico o tem adotado em várias de suas manifestações. Ilustrações da Divindade como o Grande Arquiteto do Universo podem ser encontradas nas nossas Bíblias desde os primeiros séculos da Idade Média e tem sido regularmente empregadas pelos doutrinadores cristãos de todas as tendências. Na Cabala, como já foi dito, os planos de construção do universo e o seu resultado são demonstrados nos chamados Quatro Mundos da Criação e no desenho mágico-filosófico da Árvore da Vida, ou Árvore Sefirótica, símbolo de extraordinário conteúdo esotérico, que se presta às mais diversas analogias e ilações, unindo a mística das antigas religiões do Oriente com as modernas descobertas da física atômica.13 E que, por uma estranha coincidência, é reproduzida na planta do Templo maçônico. 12 O Universo Numa Casca de Nóz- citado. 13 Na Imagem, Deus, o Grande Arquiteto, traça os planos do Universo. Gravura de Willian Blake- O Ancião dos Dias. Galeria de Arte Huntington- Inglaterra. Fonte: Jung e o Tarô, Sallie Nichols.
  28. 28. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 28/36 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 08.08.1997 Fraternidade das Termas nr. 68 Palmitos 13.08.1986 Harmonia nr. 42 Itajaí 13.08.1993 Albert Mackey nr. 56 Tubarão 15.08.1946 Presidente Roosevelt nr. 2 Criciúma 16.08.1999 Caminhos da Verdade nr. 92 Gaspar 17.08.1999 Ambrósio Peters nr. 74 Florianópolis 18.08.2011 Fraternidade Itapema nr. 104 Itapema 20.08.1985 Eduardo Teixeira nr. 41 Camboriú 30.08.1978 Obreiros de Jaraguá do Sul nr. 23 Jaraguá do Sul 30.08.1991 Sentinela do Vale nr. 54 Braço do Norte 31.08.1982 Solidariedade nr. 28 Florianópolis GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 02/08/1989 Fraternidade Imaruiense Imaruí 09/08/2003 Templários da Boa Ordem Jaguaruna 10/08/2002 Energia das Águas Gravatal 14/08/1985 Justiça E Liberdade Joinville 16/08/2005 José Abelardo Lunardelli São José 19/08/1995 Brusque Deutsche Loge Brusque 20/08/2011 Triângulo Talhadores da Pedra Itá 21/08/2002 Harmonia do Continente Florianópolis 26/08/2002 Templários da Arca Sagrada Blumenau 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de agosto
  29. 29. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 29/36 GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 06.08.05 Arquitetos Da Paz - 3698 Blumenau 06.08.05 Delta Brasileiro - 3691 Florianópolis 07.08.99 União Do Sul - 3260 Criciúma 10.08.10 Colunas De Jaraguá - 4081 Jaraguá do Sul 12.08.96 Perseverança E Fidelidade - 2968 Araranguá 16.08.05 Novo Horizonte - 4185 Camboriú 18.08.07 Cavaleiros Do Contestado - 3878 Canoinhas 20.08.94 Vale Do Tijucas - 2817 Tijucas 20.08.94 Luz Do Sinai - 2845 Joinville 20.08.00 Estrela De Herval - 3334 Joaçaba 20.08.00 União Das Termas - 3335 Sto. Amaro da Imperatriz 20.08.04 Frat. Jaraguaense - 3620 Jaraguá do Sul 22.08.96 Campeche -2998 Florianópolis 26.08.02 União Navegantina - 3460 Navegantes 29.08.97 Horizonte De Luz - 3085 Xanxerê Generosidade "Generosidade é mais do que dar dinheiro ou coisas materiais. É dar o eu, que não tem preço. No espírito de colocar os outros na frente, aqueles que abraçam a simplicidade doam seu tempo livremente aos outros. Isto é feito com gentileza, abertura, intenções puras e sem expectativas ou condições. As sementes das ações generosas dão frutos abundantes." José Aparecido dos Santos TIM: 044-9846-3552 E-mail: aparecido14@gmail.com Visite nosso site: www.ourolux.com.br "Tudo o que somos é o resultado dos nossos pensamentos".
  30. 30. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 30/36
  31. 31. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 31/36
  32. 32. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 32/36 CONVOCAÇÃO e CONVITE O Secretário da Loja, que subscreve, convoca todos os Irmãos do quadro, com base no inciso V do Artº 116 do Regulamento Geral da Federação e convida todos os demais Irmãos, para a 45ª Sessão da A.R.L.S. “Alvorada da Sabedoria” nº 4.285, dia 30 de agosto, terça-feira, quando teremos uma sessão com ritualística em inglês e a palestra a cargo do Venerável Ir. Jeronimo Borges Filho, da ARLS Templários da Nova Era, nº 91, com o tema “As Origens do Alfabeto Maçônico”. A sessão será no Templo Maçônico situado à rua Mal Cândido Rondon, 48, esquina da rua Pintor Eduardo Dias, Bairro Jardim Atlântico, São José. A rua Pintor Eduardo Dias é a 2ª paralela à avenida Atlântico. O estacionamento da Loja tem entrada nesta rua. Programação: 20:15 h: encontro no átrio do Templo; 20:30 h: início da sessão. Após a sessão, será oferecido um ágape com um bom whisky. Ir.’. João F.R. Baggio, Secretário Wisdom Dawn Lodge
  33. 33. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 33/36 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO Para o dia 21 de agosto mOisés Moisés é a personagem bíblica que conquistou poderes cósmicos junto aos sacerdotes egípcios. O nome significa “salvo das águas”, pois por ocasião da matança dos primogênitos, sua mãe o colocou dentro de um cesto que desceu o rio Nilo em direção à filha do Faraó, que passou a cuidá-lo, passando a ser considerado membro da família real. Foi grande profeta e legislador. Instalado por Jeová a tirar o povo hebreu da escravidão egípcia, usando de seus poderes cósmicos, levou todos os hebreus através do deserto até a cidade de Canaã. A longa jornada, que teria durado 40 anos, constituiu a primeira grande saga do povo hebreu. Moisés recebeu o decálogo e todas as leis divinas. Constituiu a Arca da Aliança e transformou-se no líder máximo do povo israelita. São-lhe atribuídos os cinco primeiros livros do Velho Testamento: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A Maçonaria o venera como grande legislador e profeta, especialmente nos Graus Filosóficos. A saga ou história de Moisés dever ser conhecida por todos os maçons como exemplo virtuoso e de fidelidade; teria sido o primeiro homem a “conversar com Deus”. Foi por intermédio dele que Jeová revelou o seu nome: “Eu sou”, e com isso a Maçonaria retirou a frase para coloca-lá no Primeiro Vigilante durante a cerimônia de abertura dos trabalhos em Loja. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 252.
  34. 34. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 34/36 1 – Acidente vascular cerebral: acidente_vascular_cerebral.pps 2 – Coimbra: Coimbra_.pps 3 – Chile- Jardim no Deserto: Chile - Jardim no Deserto (com som).pps 4 –Quadros Famosos: Quadros famosos.pps 5 – Uma pequena viagem: Un-petit-voyage.pps 6 –Patagônia: PATAGÓNIA.pps 7 – Filme do dia para o seu domingo: (Um Amigo Trapalhão) dublado. O Gordo e o Magro https://www.youtube.com/watch?v=Sw_K5uGb9pg
  35. 35. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 35/36 O Irmão e poeta Sinval Santos da Silveira * escreve aos domingos no “Fechando a Cortina” Presto atenção na ausência do ruído... Somente o silêncio está presente, me fazendo ouvir a tua voz. Então, respondo alto, procurando o teu rosto na densa neblina, que invade a minha vida. À beira mar, vejo as gaivotas pousadas na areia. Estão tristes, sem gorjear... perderam a vontade de voar.
  36. 36. JB News – Informativo nr. 2.150 – Florianópolis (SC) – domingo, 21 de agosto de 2016 Pág. 36/36 As ondas emudeceram e o vento está ausente, calando a voz grave do costão. O teatro da imaginação fechou as cortinas, e as sereias desapareceram. Até a minha amiga, Mion, tão bonita, não mais me visita. Está presa no calabouço do palácio, por ordem de um louco e ciumento amor. É preciso liberta-la ! Há que barulhar o mar, a gaivota gorjear e voar... Quero outro rosto enxergar, cantar e ser feliz ! A tristeza está chegando ao fim ! O silêncio, finalmente, tudo isto me diz ! Veja mais poemas do autor, Clicando no seu BLOG: http://poesiasinval.blogspot.com * Sinval Santos da Silveira - MI da Loja Alferes Tiradentes nr. 20 – Florianópolis

×