CRISTIANISMO ANTIGO E MEDIEVAL

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Palestra Espírita elaborada por Jorge Luiz, Fortaleza, Ceará, Brasil.
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CRISTIANISMO ANTIGO E MEDIEVAL

  1. 1. “Os que são verdadeiramente seus discípulos expulsam demônios de fato. (...) Outros preveem coisas que acontecerão; têm visões e dizem profecias (...) outros, ainda, curam os doentes impondo as mãos sobre eles, que ficam em completa saúde. Sim, e além disso, como eu disse, até mortos foram ressuscitados e permaneceram vivos entre nós por muitos anos. O que devo mais dizer? Não é possível dizer quantos dons a igreja no mundo todo recebeu em nome de Jesus Cristo e usa todos os dias em benefício das nações, sem enganar ninguém nem aceitar dinheiro algum.” (IRINEU apud, PAGELS, Elaine in “Além de Toda Crença”)
  2. 2. Um entalhe de Santo Ireneu, Bispo de Lugdunum na Gália. (atual Lyon na França) IRENEU DE LYON: Padre grego, teólogo e escritor cristão, nasceu no ano 130, na província romana da Ásia Menor, hoje Turquia, provavelmente em Esmirna. Morreu no ano 202, em Lugdunum, Gália, atual Lyon.
  3. 3. “Os homens enfrentavam fogo, espada e crucificações, feras selvagens e as profundezas do mar, tinham os membros aleijados, eram marcados com ferro quente, tinham os olhos arrancados e todo o corpo mutilado. (...) As mulheres, também, não menos que os homens, eram fortalecidas pela doutrina da palavra divina, de modo que algumas enfrentavam as mesmas provações dos homens, carregando os mesmos prêmios de excelência.” (CESARÉIA, Eusébio de in “História Eclesiástica”)
  4. 4. “Se o Tibre atinge as muralhas, se o Nilo não consegue subir até os campos, se o céu não se move ou se a terra não o faz, se há fome ou (Tetuliano – 160 – 220) peste, o clamor é um só: ‘aos leões os cristãos.’” (TERTULIANO apud, JOHNSON, in “História do Cristianismo”)
  5. 5. Religião Oficial do Império BREVE RESUMO HISTÓRICO Império Romano (Século IV) Oriente Ocidente 2 coimperadores Licínio e Constantino Itália e Roma Maxêncio (VEYNE, Paul in “Quando o nosso mundo se tornou cristão”)
  6. 6. “O imperador Constantino era pessoalmente dotado de faculdades mediúnicas e sujeito à influência dos Espíritos. Os principais sucessos de sua vida – sua conversão ao Cristianismo, a fundação do Bizâncio, etc – assinalam-se por intervenções ocultas, (...)” (DENIS, Léon in “Cristianismo e Espiritismo”)
  7. 7. “É preciso nunca esquecer, que a revolução religiosa feita por Constantino em 312 foi talvez o ato mais audacioso alguma vez levado a cabo por um autocrata, desafiando e desprezando o que pensava a grande maioria de seus súditos.” (BURY, ap. VEYNE, P. in “Quando o nosso mundo se tornou cristão”)
  8. 8. “Mas Constantino, potentado imaginativo e até megalómano, era também um homem de ação, modelado pela prudência e pela energia; alcançou pois os seus propósitos: o trono romano tornou-se cristão e a Igreja transformou-se numa potência. Sem Constantino, o cristianismo teria permanecido uma seita de vanguarda.” (VEYNE, Paul in “Quando o nosso mundo se tornou cristão”)
  9. 9. “Seu Édito de Milão se referia de maneira favorável aos cristãos – (...). O édito estabelecia: “Os cristãos e todos os outros dever ser livres para seguir a religião que preferirem, de modo que o Deus que habita o Céu possa ser propício a nós e aos que estiverem sobre as nossas ordens.” (BLAINEY, Geoffrey in “Uma breve história do Cristianismo”)
  10. 10. “É na data de 29 de outubro de 312 (e não na do pretenso “édito de Milão” em 313) que se pode situar o marcofronteira entre a antiguidade pagã e a época cristã.” (VEYNE, Paul in “Quando o nosso mundo se tornou cristão”)
  11. 11. “O assim chamado “Édito de Milão”, por meio do qual o Império Romano inverteu sua política de hostilidade para com o cristianismo e concedeulhe pelo reconhecimento legal, foi um dos acontecimentos decisivos da história mundial” (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  12. 12. O Advento de Teodósio I “A nova orientação se apresentou com toda a clareza no edito da religião “Cunctus populus”, promulgado em Tessalônica a 28 de fevereiro de 380. Com esse ato, Teodósio pretendia, antes de tudo, manifestar a sua determinação de restaurar a unidade religiosa do império sobre a base da ortodoxia nicena, o edito marcava o fim do arianismo.” (ALBERIGO, G. org. in “História dos Concílios Ecumênicos”)
  13. 13. Teodósio I “O Grande” (347 a 395)
  14. 14. A Organização da Igreja “O problema, na verdade, gira em torno da existência de uma classe clerical à parte e exclusiva. (...) Constantino, tendo reconhecido o cristianismo - (...) sentiu que não tinha alternativa a não ser admitir a existência de uma classe clerical e prover adequadamente sua subsistência. Claro que nada havia de novo nisso. O imperador fora o Pontifex Maximus dos deuses, assim como, agora, consideravase um bispo.” (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  15. 15. OS CONCÍLIOS E OS DOGMAS “A realidade eclesial também passa a ser objeto da política do imperador, que vê a Igreja como um elemento fundamental do seu projeto de governo, Então o concílio, de estrutura interna da Igreja, expressão de sua comunhão de fé e disciplina -, passa a ser um instrumento para a realização do novo papel público de que a Igreja se investiu, para sustentar o bem-estar e a unidade do Estado.” (ALBERIGO, G. org. in “História dos Concílios Ecumênicos”)
  16. 16. “O primado a eles (os quatro primeiros concílios) concedido deriva sobretudo do fato de que formularam dogmas fundamentais do cristianismo, relativamente à Trindade (com Nicéia e o Constantinopolitano I) e à Encarnação (com Éfeso e Calcedônia). Por isso, já Gregório Magno os via, junto com os evangelhos, como a pedra quadrangular colocada como fundamento do edifício da fé.” (ALBERIGO, G. org. in “História dos Concílios Ecumênicos”)
  17. 17. CONCÍLIO ANO DOGMAS 325 • A divindade de Jesus 381 • A divindade do E. Santo - Trindade 431 • Cristo, uma só pessoa e Éfeso duas naturezas; • Maternidade divina de Maria. Calcedônia 451 • Afirmação das duas naturezas de Jesus Constantinopla II 553 • Considera heresia a reencarnação Niceia I CONCÍLIO Constantinopla I
  18. 18. reencarnação (ALBERIGO, G. org. in “História dos Concílios Ecumênicos”)
  19. 19. “Pode ver-se no livro do padre de Longueval (História da Igreja Galicana) como, à medida que se constitui a obra dogmática da Igreja, nos primeiros séculos, os Espíritos afastam-se pouco a pouco dos cristãos ortodoxos, para inspirar os que eram então designados sob o nome de heresiarcas.” (DENIS, Léon in “Cristianismo e Espiritismo”)
  20. 20. “Na verdade, os nazarenos – lembremo-nos de que esse termo fora, a princípio, sinônimo de cristãos, o primeiro, com certeza, usado para designá-los – viramse pouco a pouco relegados à categoria de seita. E isso porque, tanto no plano da observância quanto no da doutrina, se apegavam a posições ultrapassadas pela evolução da grande Igreja, cujos membros provinham dos meios pagãos, e pela progressiva elaboração do que viria a tornar-se ortodoxia.” (BENOIT, A. & SIMON, M. in Judaísmo e Cristianismo Antigo)
  21. 21. “Claro está que as seitas que proliferaram a partir dos troncos da Reforma Protestante do século XVI, assim como outras correntes espiritualistas, são rotuladas pelo Vaticano como sendo seitas heréticas.” (CAJAZEIRAS, F. in “Elementos de Teologia Espírita”)
  22. 22. A SUPREMACIA DA IGREJA “(...) Não se segue que esta serva não fosse também padrona; a verdadeira religião é necessária à salvação do Império, ela é o fim supremo de todas as coisas;(...)” (VEYNE, Paul in “Quando o nosso mundo se tornou cristão”)
  23. 23. “O pensamento do Cristo subsiste no ensino da Igreja e nos sagrados textos, mesclado, porém de vários elementos, de opiniões ulteriores, introduzidos pelos papas e concílios, cujo intuito era assegurar, fortalecer, tornar inabalável a autoridade da Igreja. Tal foi o objetivo colimado através dos séculos, o pensamento que inspirou todos os retoques feitos nos primitivos documentos.” (DENIS, Léon in “Cristianismo e Espiritismo”)
  24. 24. Grande Cisma do Oriente Século XI (1054) Motivos O Cisma SÉCULO XX (1965)
  25. 25. “A cristandade estava efetivamente dividida em três; uma Igreja Oriental e uma Igreja Ocidental, na verdade dividida em duas. Por cerca de 30 anos, o novo cisma foi um golpe no prestígio que valorizava a unidade.” (BLAINEY, Geoffrey in “Uma breve história do cristianismo”)
  26. 26. Em Roma Papa Urbano VI (1378 - 1389) Papa Bonifácio IX (1389 - 1404) Papa Inocêncio VII (1404 - 1406) Papa Gregório XII (1406 - 1417) Em Avinhão Antipapa Clemente VII (1378 - 1394) Antipapa Bento XIII (1394 – 1417) Em Pisa Antipapa Alexandre V (1409-1410) Antipapa João XXIII (1410 - 1417)
  27. 27. O Patriarca Atenágoras e o Papa Paulo VI (1964)
  28. 28. De Mártires a Perseguidores “O tempo avançara: em 312 a religião tolerada era o Cristianismo, em 324 era o Paganismo” (VEYNE, Paul in “Quando o nosso mundo se tornou cristão”)
  29. 29. INQUISIÇÃO “A codificação da legislação contra heresia ocorreu em meio século, aproximadamente entre 1180 e 1230, quando culminou na criação de um tribunal permanente, municiado de frades dominicanos, que trabalhavam a partir de uma base fixa, em conjunto com o episcopado, e dispunham de generosa dose de autoridade. O sistema permanente foi denominado de reforma; na verdade, incorporou todos os abusos das práticas anteriores e acrescentou mais alguns novos.” (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  30. 30. “As casas em que viviam (os hereges) tinham de ser postas abaixo e convertidas em esgotos ou depósitos de lixo. Sendo difícil garantir as acusações de crimes em pensamento, a Inquisição lançava mão de procedimentos banidos em outros tribunais, transgredindo, assim, os decretos municipais, as leis escritas e consuetudinárias e praticamente todos os aspectos da jurisprudência estabelecida. (...) O objetivo, simplesmente, era gerar condenações a todo custo; só assim, pensava-se, a heresia poderia ser extinta.” (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  31. 31. CRUZADAS (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  32. 32. “Poderá alguém tolerar que nem sequer compartilhemos (os europeus) por igual a terra habitada com os muçulmanos? (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  33. 33. “De um modo geral, o efeito das cruzadas foi solapar o conteúdo intelectual do Islã, destruir as chances de adaptação pacífica ao cristianismo e tornar os muçulmanos muito menos tolerantes: os cruzados fossilizaram o Islã em uma postura fanática.” (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  34. 34. O Clero Romano na Idade Média “Desde o século III, afirmavam (os Espíritos) que os dogmas impostos pela Igreja, como um desafio à razão, não eram mais que um obscurecimento do pensamento do Cristo. Combatiam o fausto já excessivo e escandaloso dos bispos, insurgindo-se energicamente contra o que aos seus olhos era uma corrupção moral.” (LONGUEVAL apud, DENIS, L. in “Cristianismo e Espiritismo”)
  35. 35. “No final do século XII, as indulgências eram concedidas a príncipes seculares por motivos políticos. Pouco depois, os indivíduos já tinham permissão para comprar indulgências plenárias de confessores em seus leitos de morte; isto significava que podiam ingressar de pronto no Céu, desde que morressem em estado de graça, imediatamente após a confissão plena.” (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)
  36. 36. “Quando o prior de Cantuária foi instalado, em 1309, havia seis mil convidados, que consumiram 53 quartas de trigo, 58 de malte, onze tonéis de vinho, trinta e seis bois, cem porcos, duzentos leitões, mil gansos, setecentos e noventa capões, galinhas e frangas, vinte e quatro cisnes, seiscentos coelhos, dezesseis capas de músculo, nove mil e seiscentos ovos e assim por diante, (...).” (JOHNSON, Paul in “História do Cristianismo”)

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