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ANGELOLOGIA
O QUE VAMOS ESTUDAR?
I – A PESSOA DE CRISTO
II – A OBRA DE CRISTO
PONTO DE PARTIDA
“Cremos
3. No Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus,
plenamente Deus, Plenamente homem, na concepção e
no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e
expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos
e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do
mundo (Jo 3. 16 – 18; Rm 1. 3,4; Is 7. 14; Mt 1. 23; Hb 10.
12; Rm 8. 34 e At 1. 9);”
REFLEXÃO INICIAL
Sem dúvida, Jesus de Nazaré é a personagem mais estudada na
história da humanidade. Não só o Cristianismo, uma vez que Ele é a base
de crença e fé da igreja, mas também em outros circulos religiosos ou não.
Com a diferença que para nós Ele é o Emanuel “Deus conosco” (Is 7. 14;
Mt 1. 23)
“Ele era conhecido em sua época como Jesus de Nazaré.
Trabalhou como carpinteiro a maior parte de sua vida adulta.
Entretanto, Ele foi tão extraordinário pela forma como
viveu e pela influência que exerceu sobre a humanidade que a
palavra “extraordinário” não consegue caracterizá-lo.
Ninguém mais — nem reis, ditadores, cientistas,
educadores ou líderes militares — deu uma contribuição maior que
a de Jesus à história do mundo.”
Tim LaHaye em Um Homem Chamado Jesus
IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE
Jesus de Nazaré é incomparável como influência artística.
Ele tem servido de inspiração na arte e na música do mundo mais
do que qualquer outra pessoa. Alguns dos maiores oratórios e
hinos da história foram escritos a respeito dele ou para Ele. Jesus
é o tema central de mais livros e música do que qualquer outro
indivíduo. A Biblioteca do Congresso norte-americano, considerada
a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre
Jesus do que sobre qualquer outra pessoa.
pintura Santa Ceia ou em italiano Cenacolo Vinciano de
Leonardo Da Vinci no convento de Santa Marie delle
Grazie, pintada entre 1482 a 1499.
IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE
Jesus de Nazaré é incomparável como influência humanitária.
Mais hospitais, orfanatos, casas de repouso e missões de
salvamento têm sido dedicados a Ele do que a todos os líderes
religiosos reunidos. Mais esforços para ajudar pessoas têm sido
realizados, financiados e perpetuados por seus seguidores do
que todos os outros juntos.
Hospital Evangélico de Curitiba
IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE
Jesus de Nazaré é incomparável em sua capacidade de inspirar
devoção. Nenhum outro indivíduo nos últimos dois mil anos atraiu
maior dedicação entre seus seguidores. Embora Jesus nunca
tenha levantado um exército durante seus três anos e meio de
ministério, milhões e milhões de seus seguidores espalharam-se
pelas partes mais remotas do planeta para levar sua mensagem
— não por dinheiro, terras ou recompensas materiais, mas por
pura devoção a Ele.
Considerado o pai das missões modernas
IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE
Jesus de Nazaré é incomparável como influência escolástica.
Embora nunca tenha fundado uma faculdade, seus ensinamentos e
seus seguidores contribuíram mais para as instituições de
alfabetização e matérias educativas — de todos os níveis, desde o
jardim da infância até as universidades — do que todos os outros
reunidos. Somente nos Estados Unidos, uma nação de instituições
educativas, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem
anos da história do país — fundadas por uma igreja, denominação,
ou grupo religioso. Harvard, Princeton e Yale, que foram os centros
da educação norte-americana durante duzentos anos, foram
criadas para preparar ministros, missionários e líderes cristãos.
Além disso, numerosas faculdades cristãs foram fundadas em
honra do Mestre.
IMPACTOS NA CRISTANDADE
Para os Cristãos, Jesus não foi apenas um homem extraordinário, como
pode se atestar pelo seu impacto em toda sociedade, mas para nós ele é o “ungido
de Deus” o Cristo, o filho do Deus Vivo. (Mt 16. 16)
“Como acontece com quase todas as outras doutrinas,
muito antes de a Igreja tentar determinar e definir sua cristologia,
ela já estava expressando no culto e na vida. Desde os
primeiríssimos escritos cristãos, começando com as cartas de
Paulo e logo com o restante do Novo Testamento – Seguidos
pela literatura cristã antiga –, todos apontam para Jesus de
Nazaré como Messias ou o Cristo, o ungido de Deus.
Justo Gonzales em Uma Breve História das Doutrinas
Cristãs
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
Em meio a turbulência Deus guiou a Igreja para a verdade Cristológica
que experimentamos hoje.
“As primeiras controvérsias cristológicas não retratam
um espetáculo muito edificante. As paixões se destacavam em
demasia, a indigna intriga com frequência desempenhava papel
preponderante e a própria violência ocasionalmente transparecia.
Poderia parecer que tal atmosfera só daria lugar ao erro, mas
aquelas controvérsias conduziram à formulação da doutrina da
Pessoa de Cristo que continua sendo considerada padrão até os
nossos próprios dias. O Espírito Santo guiava a Igreja, muitas
vezes entre a ingnomínia e a confusão, fazendo-a penetrar na
clara atmosfera da verdade
Louis Berkhof em História das Doutrinas Cristãs
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
Segundo Berkhof, as controvérsias sobre a Cristologia, nascem da
dificuldade de se conciliar e explicar satisfatoriamente, ainda que em parte, os
seguintes pontos:
1) Sua autêntica e própria deidade;
2) Sua autêntica e própria humanidade;
3) A união da deidade e da humanidade
numa só pessoa
4) A distinção correta entre
deidade e a humanidade
nessa única pessoa
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
DOCETISMO: (em grego parecer) para os docetistas a realidade humana de Cristo
era negada, eles alegavam que seu corpo, seu sofrimento e morte eram apenas
uma aparência, sua humanidade não era real.
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
EBIONISMO: Desenvolveu-se de uma ramificação do cristianismo judaico
afirmando que Cristo era um homem puro e santo que por sua obediência a Deus,
no momento do batismo foi adotado por Deus como seu filho.
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
ARIANISMO: Ário foi um presbítero de Alexandria, afirmava que Cristo era uma
criatura de Deus sendo o primeiro ser criado através de quem todas as outras
coisas foram criadas. Segundo Ário, Cristo pode ser chamado de Deus apesar de
não possuir a deidade no sentido pleno por estar limitado ao tempo da criação.
Suas ideias foram combatidas com sucesso por Atanásio sendo rejeitadas no
concílio de Nicéia.
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
APOLINARISMO: Apolinário, bispo de Laudicéia a partir de 361, ensinou que a
pessoa única de Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou espírito
humanos. Além disso, para ele, a mente e o espírito de Cristo provinham de sua
natureza divina.
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
NESTORIANISMO: Os ensinos de Nestório eram populares em algumas regiões
do mundo, no início do século V. A controvérsia começõu quando Nestório
considerou falha a doutrina da Igreja com respeito a Maria. Posto que o Concílio de
Nicéia havia asseverado a plena divindade de Jesus, tornou-se necessário explicar
a situação de Maria ao dar à luz o Messias. A Igreja nos dias de Nestório, utilizava-
se (e com razão) da terminologia theotokos, que significa “quem deu Deus à luz”,
para descrever Maria. Nestório reagiu a essa terminologia e ensinava que Maria
devia ser chama da de christotokos , que significa “quem deu Cristo à luz”. Esse
posicionamento era fundamentado na ideia herética de que Cristo apresentava
duas pessoas, uma humana e outra divina. Maria havia gerado o Cristo humano e
não o Cristo Divino que veio se juntar a ele após o nascimento.
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
EUTIQUISMO: Eutíquio afirmava que o corpo de Jesus era diferente do nosso, era
um corpo deificado de maneira que Cristo apresentava apenas uma pessoa e uma
natureza
CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
EUTIQUISMO: Eutíquio afirmava que o corpo de Jesus era diferente do nosso, era
um corpo deificado de maneira que Cristo apresentava apenas uma pessoa e uma
natureza
CREDO NICENO (325 a.D.)
Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de
todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só
Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai,
unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus,
Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem
todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual
por causa de nós homens e por causa de nossa
salvação desceu, se encarnou e se fez homem,
padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e
virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito
Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando
não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do
nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é
uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado, ou
é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja
anatematiza
CREDO NICENO - COSTITANOPOLITANO(381 a.D.)
Cremos em um só Deus, Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra, das coisas visíveis e
invisíveis.
E em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de
Deus,
o Unigênito de Deus o Pai, que é da essência
do Pai.
Deus de Deus, Luz de Deus,
Luz verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado e não feito;
da natureza mesma do Pai,
por quem todas as coisas vieram a existir,
no céu e na terra,
visíveis e invisíveis.
Quem por nós os homens e para nossa
salvação
desceu dos céus,
se encarnou, foi feito homem,
nasceu perfeitamente da Santíssima Virgem
Maria pelo Espírito Santo.
Por quem, verdadeiramente e não na aparência,
Ele tomou corpo, alma e mente, e tudo o que é
humano.
Ele sofreu, foi crucificado, foi sepultado,
ressuscitou ao terceiro dia,
subiu ao céu com o mesmo corpo, [e] se sentou
à direita do Pai.
Ele está para vir com o mesmo corpo e com a
glória do Pai,
para julgar os vivos e os mortos;
o Seu reino não tem fim.
Cremos no Espírito Santo, no incriado e perfeito,
que falou através da Lei, os profetas, e os
Evangelhos;
que desceu sobre a Jordânia,
pregou pelos apóstolos, e viveu nos santos.
Cremos também em una, católica, e apostólica
Igreja
e em um batismo de arrependimento,
para a remissão e perdão dos pecados
e na ressurreição dos mortos,
no julgamento eterno das almas e corpos,
no Reino dos Céus e na vida eterna.
CREDO NICENO (451 a.D.)
Fiéis aos santos Pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve
confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à
divindade, e perfeito quanto à humanidade; verdadeiramente Deus e
verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo, consubstancial
com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade;
em tudo semelhante a nós, excetuando o pecado; gerado segundo a divindade
pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade,
por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus; um e só
mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas
naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a distinção de
naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade
de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma
subsistência; não separado nem dividido em duas pessoas, mas um só e o
mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os
profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus
nos ensinou, e o Credo dos santos Pais nos transmitiu.
SOBRE A PESSOA DE JESUS CRISTO
CREMOS, professamos e ensinamos que o Senhor Jesus
Cristo é o Filho de Deus e o único mediador entre Deus e
os seres humanos, enviado pelo Pai para ser o Salvador
do mundo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus: “e dos
quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos,
Deus bendito eternamente. Amém” (Rm 9. 5). Cremos na
concepção e no nascimento virginal de nosso Senhor
Jesus Cristo, conforme as Escrituras Sagradas e
anunciado de antemão pelo profeta Isaías, e que ele foi
concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria.
Gerado do Espírito Santo no Ventre dela, nasceu e viveu
sem pecado: “como nós, em tudo foi tentado, mas sem
pecado” (Hb 4. 15); que foi entregue nas mãos dos
pecadores para ser crucificado pelos nossos pecados,
mas ressuscitou corporalmente dentre os mortos ao
terceiro dia e ascendeu ao céu, onde está à direita do Pai,
e de onde intercede por nós e voltará para buscar a sua
Igreja.
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  • 1.
  • 2. ANGELOLOGIA O QUE VAMOS ESTUDAR? I – A PESSOA DE CRISTO II – A OBRA DE CRISTO
  • 3. PONTO DE PARTIDA “Cremos 3. No Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, Plenamente homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3. 16 – 18; Rm 1. 3,4; Is 7. 14; Mt 1. 23; Hb 10. 12; Rm 8. 34 e At 1. 9);”
  • 4. REFLEXÃO INICIAL Sem dúvida, Jesus de Nazaré é a personagem mais estudada na história da humanidade. Não só o Cristianismo, uma vez que Ele é a base de crença e fé da igreja, mas também em outros circulos religiosos ou não. Com a diferença que para nós Ele é o Emanuel “Deus conosco” (Is 7. 14; Mt 1. 23) “Ele era conhecido em sua época como Jesus de Nazaré. Trabalhou como carpinteiro a maior parte de sua vida adulta. Entretanto, Ele foi tão extraordinário pela forma como viveu e pela influência que exerceu sobre a humanidade que a palavra “extraordinário” não consegue caracterizá-lo. Ninguém mais — nem reis, ditadores, cientistas, educadores ou líderes militares — deu uma contribuição maior que a de Jesus à história do mundo.” Tim LaHaye em Um Homem Chamado Jesus
  • 5. IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE Jesus de Nazaré é incomparável como influência artística. Ele tem servido de inspiração na arte e na música do mundo mais do que qualquer outra pessoa. Alguns dos maiores oratórios e hinos da história foram escritos a respeito dele ou para Ele. Jesus é o tema central de mais livros e música do que qualquer outro indivíduo. A Biblioteca do Congresso norte-americano, considerada a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa. pintura Santa Ceia ou em italiano Cenacolo Vinciano de Leonardo Da Vinci no convento de Santa Marie delle Grazie, pintada entre 1482 a 1499.
  • 6. IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE Jesus de Nazaré é incomparável como influência humanitária. Mais hospitais, orfanatos, casas de repouso e missões de salvamento têm sido dedicados a Ele do que a todos os líderes religiosos reunidos. Mais esforços para ajudar pessoas têm sido realizados, financiados e perpetuados por seus seguidores do que todos os outros juntos. Hospital Evangélico de Curitiba
  • 7. IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE Jesus de Nazaré é incomparável em sua capacidade de inspirar devoção. Nenhum outro indivíduo nos últimos dois mil anos atraiu maior dedicação entre seus seguidores. Embora Jesus nunca tenha levantado um exército durante seus três anos e meio de ministério, milhões e milhões de seus seguidores espalharam-se pelas partes mais remotas do planeta para levar sua mensagem — não por dinheiro, terras ou recompensas materiais, mas por pura devoção a Ele. Considerado o pai das missões modernas
  • 8. IMPACTOS DE JESUS NA HUMANIDADE Jesus de Nazaré é incomparável como influência escolástica. Embora nunca tenha fundado uma faculdade, seus ensinamentos e seus seguidores contribuíram mais para as instituições de alfabetização e matérias educativas — de todos os níveis, desde o jardim da infância até as universidades — do que todos os outros reunidos. Somente nos Estados Unidos, uma nação de instituições educativas, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem anos da história do país — fundadas por uma igreja, denominação, ou grupo religioso. Harvard, Princeton e Yale, que foram os centros da educação norte-americana durante duzentos anos, foram criadas para preparar ministros, missionários e líderes cristãos. Além disso, numerosas faculdades cristãs foram fundadas em honra do Mestre.
  • 9. IMPACTOS NA CRISTANDADE Para os Cristãos, Jesus não foi apenas um homem extraordinário, como pode se atestar pelo seu impacto em toda sociedade, mas para nós ele é o “ungido de Deus” o Cristo, o filho do Deus Vivo. (Mt 16. 16) “Como acontece com quase todas as outras doutrinas, muito antes de a Igreja tentar determinar e definir sua cristologia, ela já estava expressando no culto e na vida. Desde os primeiríssimos escritos cristãos, começando com as cartas de Paulo e logo com o restante do Novo Testamento – Seguidos pela literatura cristã antiga –, todos apontam para Jesus de Nazaré como Messias ou o Cristo, o ungido de Deus. Justo Gonzales em Uma Breve História das Doutrinas Cristãs
  • 10. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS Em meio a turbulência Deus guiou a Igreja para a verdade Cristológica que experimentamos hoje. “As primeiras controvérsias cristológicas não retratam um espetáculo muito edificante. As paixões se destacavam em demasia, a indigna intriga com frequência desempenhava papel preponderante e a própria violência ocasionalmente transparecia. Poderia parecer que tal atmosfera só daria lugar ao erro, mas aquelas controvérsias conduziram à formulação da doutrina da Pessoa de Cristo que continua sendo considerada padrão até os nossos próprios dias. O Espírito Santo guiava a Igreja, muitas vezes entre a ingnomínia e a confusão, fazendo-a penetrar na clara atmosfera da verdade Louis Berkhof em História das Doutrinas Cristãs
  • 11. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS Segundo Berkhof, as controvérsias sobre a Cristologia, nascem da dificuldade de se conciliar e explicar satisfatoriamente, ainda que em parte, os seguintes pontos: 1) Sua autêntica e própria deidade; 2) Sua autêntica e própria humanidade; 3) A união da deidade e da humanidade numa só pessoa 4) A distinção correta entre deidade e a humanidade nessa única pessoa
  • 12. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS DOCETISMO: (em grego parecer) para os docetistas a realidade humana de Cristo era negada, eles alegavam que seu corpo, seu sofrimento e morte eram apenas uma aparência, sua humanidade não era real.
  • 13. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS EBIONISMO: Desenvolveu-se de uma ramificação do cristianismo judaico afirmando que Cristo era um homem puro e santo que por sua obediência a Deus, no momento do batismo foi adotado por Deus como seu filho.
  • 14. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS ARIANISMO: Ário foi um presbítero de Alexandria, afirmava que Cristo era uma criatura de Deus sendo o primeiro ser criado através de quem todas as outras coisas foram criadas. Segundo Ário, Cristo pode ser chamado de Deus apesar de não possuir a deidade no sentido pleno por estar limitado ao tempo da criação. Suas ideias foram combatidas com sucesso por Atanásio sendo rejeitadas no concílio de Nicéia.
  • 15. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS APOLINARISMO: Apolinário, bispo de Laudicéia a partir de 361, ensinou que a pessoa única de Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou espírito humanos. Além disso, para ele, a mente e o espírito de Cristo provinham de sua natureza divina.
  • 16. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS NESTORIANISMO: Os ensinos de Nestório eram populares em algumas regiões do mundo, no início do século V. A controvérsia começõu quando Nestório considerou falha a doutrina da Igreja com respeito a Maria. Posto que o Concílio de Nicéia havia asseverado a plena divindade de Jesus, tornou-se necessário explicar a situação de Maria ao dar à luz o Messias. A Igreja nos dias de Nestório, utilizava- se (e com razão) da terminologia theotokos, que significa “quem deu Deus à luz”, para descrever Maria. Nestório reagiu a essa terminologia e ensinava que Maria devia ser chama da de christotokos , que significa “quem deu Cristo à luz”. Esse posicionamento era fundamentado na ideia herética de que Cristo apresentava duas pessoas, uma humana e outra divina. Maria havia gerado o Cristo humano e não o Cristo Divino que veio se juntar a ele após o nascimento.
  • 17. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS EUTIQUISMO: Eutíquio afirmava que o corpo de Jesus era diferente do nosso, era um corpo deificado de maneira que Cristo apresentava apenas uma pessoa e uma natureza
  • 18. CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS EUTIQUISMO: Eutíquio afirmava que o corpo de Jesus era diferente do nosso, era um corpo deificado de maneira que Cristo apresentava apenas uma pessoa e uma natureza
  • 19. CREDO NICENO (325 a.D.) Cremos em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis; E em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho de Deus, gerado do Pai, unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial do Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra, o qual por causa de nós homens e por causa de nossa salvação desceu, se encarnou e se fez homem, padeceu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos; E no Espírito Santo. Mas quantos àqueles que dizem: 'existiu quando não era' e 'antes que nascesse não era' e 'foi feito do nada', ou àqueles que afirmam que o Filho de Deus é uma hipóstase ou substância diferente, ou foi criado, ou é sujeito à alteração e mudança, a estes a Igreja anatematiza
  • 20. CREDO NICENO - COSTITANOPOLITANO(381 a.D.) Cremos em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, das coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Unigênito de Deus o Pai, que é da essência do Pai. Deus de Deus, Luz de Deus, Luz verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não feito; da natureza mesma do Pai, por quem todas as coisas vieram a existir, no céu e na terra, visíveis e invisíveis. Quem por nós os homens e para nossa salvação desceu dos céus, se encarnou, foi feito homem, nasceu perfeitamente da Santíssima Virgem Maria pelo Espírito Santo. Por quem, verdadeiramente e não na aparência, Ele tomou corpo, alma e mente, e tudo o que é humano. Ele sofreu, foi crucificado, foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, subiu ao céu com o mesmo corpo, [e] se sentou à direita do Pai. Ele está para vir com o mesmo corpo e com a glória do Pai, para julgar os vivos e os mortos; o Seu reino não tem fim. Cremos no Espírito Santo, no incriado e perfeito, que falou através da Lei, os profetas, e os Evangelhos; que desceu sobre a Jordânia, pregou pelos apóstolos, e viveu nos santos. Cremos também em una, católica, e apostólica Igreja e em um batismo de arrependimento, para a remissão e perdão dos pecados e na ressurreição dos mortos, no julgamento eterno das almas e corpos, no Reino dos Céus e na vida eterna.
  • 21. CREDO NICENO (451 a.D.) Fiéis aos santos Pais, todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, e perfeito quanto à humanidade; verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo, consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em tudo semelhante a nós, excetuando o pecado; gerado segundo a divindade pelo Pai antes de todos os séculos, e nestes últimos dias, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus; um e só mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis; a distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, antes é preservada a propriedade de cada natureza, concorrendo para formar uma só pessoa e em uma subsistência; não separado nem dividido em duas pessoas, mas um só e o mesmo Filho, o Unigênito, Verbo de Deus, o Senhor Jesus Cristo, conforme os profetas desde o princípio acerca dele testemunharam, e o mesmo Senhor Jesus nos ensinou, e o Credo dos santos Pais nos transmitiu.
  • 22. SOBRE A PESSOA DE JESUS CRISTO CREMOS, professamos e ensinamos que o Senhor Jesus Cristo é o Filho de Deus e o único mediador entre Deus e os seres humanos, enviado pelo Pai para ser o Salvador do mundo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus: “e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém” (Rm 9. 5). Cremos na concepção e no nascimento virginal de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme as Escrituras Sagradas e anunciado de antemão pelo profeta Isaías, e que ele foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria. Gerado do Espírito Santo no Ventre dela, nasceu e viveu sem pecado: “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4. 15); que foi entregue nas mãos dos pecadores para ser crucificado pelos nossos pecados, mas ressuscitou corporalmente dentre os mortos ao terceiro dia e ascendeu ao céu, onde está à direita do Pai, e de onde intercede por nós e voltará para buscar a sua Igreja.