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Linguagem Pictórica: Estética
São Bernardo do Campo - SP, 19 de agosto de 2017
Prof. Me. Rafael C. Lima
rafaclimarte@gmail.com
Estética, a filosofia da arte
• “O ARTISTA É FILHO DE SUA ÉPOCA, MAS JAMAIS SEU DISCÍPULO. NÃO APARECE
PARA ALEGRAR SEU TEMPO, MAS EM BUSCA DA PURIFICAÇÃO QUE JORRA A
FONTE DA BELEZA”. (FRIEDRICH SCHILLER)
• A palavra estética, que surgiu do grego aisthetikos (perceber pelos sentidos), já
despertou o interesse de vários filósofos que formularam teorias sobre o belo e a
arte. A estética tem por objetivo o vasto império da beleza ou do belo, é a
investigação das belas artes. O belo é obra da livre contemplação que
proporciona um prazer desinteressado, pelo qual penetramos no mundo das
ideias. A arte tem por função conciliar a ideia e a representação sensível por meio
da estética. Para distinguir se algo é belo ou não, não remetemos sua
representação apenas ao entendimento ou ao conhecimento, e sim ao
sentimento de prazer, mediante a imaginação.
Cavalinhos
Amarelos – Frans
Marc – óleo s/ tela
– 66cm x 104,5cm
– Stoats Galerie –
Stuttgart – 1912.
A Mesa de Jantar (harmonia em vermelho) – Henry Matisse – óleo s/ tela – 180cm x 246cm. Hermitage
Museum, S. Pitsburg – 1908.
Cavalinhos Azuis – Frans Marc – (Alemanha, 1880-1916).
Estética
clássica – O
Império do
belo
A gigantesca estátua da deusa Palas Atena, esculpida por Fídias (com 11 metro de altura), fazia
parte da decoração do interior do tempo Partenon. Ela foi colocada de tal maneira que os raios do
sol penetravam pelas portas, realçando a túnica faiscante e a pureza de formas do rosto da deusa.
Na concepção grega, a arte era feita pelo homem e para o homem, e cada detalhe deveria levar em
conta o prazer dos olhos.
A ARTE TINHA FUNÇÃO APENAS ESTÉTICA.
Na Grécia Antiga, homens livres construíram um mundo de beleza.
O centro de difusão da arquitetura e da escultura encontra-se no chamado PERÍODO CLÁSSICO (de
480 a 323 a.C.). O tipo de vida predominante em Atenas, com seu estímulo à liberdade individual,
atrai para lá artistas e intelectuais. Durante 30 anos, Atenas converte-se em “Escola da Grécia”,
onde as mais belas obras são reservadas para a Acrópole, antiga sede do governo e da religião.
Sob a direção de Fídias, criaram o Partenon, o maior templo da Acrópole, dedicado à deusa Palas
Atena: “A deusa protetora da cidade”. Todos os recursos foram mobilizados para aquela que seria a
mais famosa obra da arquitetura grega.
Palas Atena – cópia romana em
mármore do original de madeira,
marfim e ouro, feita por Fídias,
104cm; Museu Arqueológico de
Atenas – 447-432 a.C.
Partenon – Templo de mármore erigido sob
as ordens de Péricles - Atenas
Toda a grandiosidade do
período clássico na Grécia
concentra-se no Partenon.
Um sistema de proporção
harmoniosa prevalece em
toda a sua arquitetura, tendo
como referência o diâmetro
da coluna. As colunas das
extremidades são
ligeiramente mais grossas do
que as demais e cada linha
horizontal curva-se para cima,
de tal modo que não há
distorções visuais e o
observador fica livre de ilusão
de óptica.
Esses recursos exigiam a
aplicação de conhecimentos e
de física, que fazem do
templo uma união perfeita da
ciência e da arte.
• Erectéion – Um novo templo é construído para abrigar uma
estátua da deusa moldada por Calímaco e, ao seu lado,
ergue-se o famoso pórtico das Cariátides, cuja função nesse
templo era substituir um elemento de sustentação – a
coluna – pela graça e beleza de imagens femininas. O
Erectéion é pintado em várias cores como todos os templos
gregos e comprova que o desenvolvimento da pintura
clássica estava diretamente relacionado com a arquitetura,
assim como a escultura e o relevo.
Erectéion –
Templo
construído
depois de 420
a.C. - Atenas
Pórtico das
Cariátides –
detalhe do
Erectéion –
Acrópole de
Atenas.
Estética
clássica no
Renascimento
• Entre os anos de 1300 e 1650 houve, na Europa, um súbito
renascer dos ideais da cultura greco-romana por meio do
movimento que se chamou Renascimento, mesmo
considerando que durante o período medieval o interesse pelos
autores clássicos nunca deixou de existir. Dante, um poeta
italiano que viveu entre 1265 e 1321, por exemplo, sempre
manifestou inegável entusiasmo pelos clássicos. Também nas
escolas das catedrais e dos mosteiros, autores como Cícero,
Virgílio, Seneca, assim como os filósofos gregos, eram muito
estudados.
• Na verdade, o Renascimento foi um momento da história muito
mais amplo e complexo do que o simples reviver da antiga
cultura greco-romana. Ocorreram nesse período muitos
progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da
literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.
• Trabalhando ora o espaço na arquitetura, ora as linhas e cores
na pintura, ou, ainda, volumes na escultura, os artistas do
Renascimento sempre expressaram os maiores valores da
época: a racionalidade e a dignidade do ser humano.
Estética clássica no Renascimento
• Na arquitetura, era preciso criar espaços compreensíveis de todos os
ângulos visuais que fossem resultantes de uma justa proporção, baseados
em relações matemáticas entre todas as partes do edifício.
• Na pintura, o uso da perspectiva, seguindo princípios da matemática e
geometria, conduziu a outro recurso: o uso do claro/escuro para dar maior
realismo às pinturas.
• Na escultura, há uma espécie de força interior que não aparece no
humanismo idealizado pelos gregos.
• Leonardo da Vinci, Donato Bramante, Michelangelo, Rafael e Ticiano
representaram o clímax e a fase da arte renascentista, do mesmo modo
que os arquitetos e os escultores de Atenas haviam levado a arte grega ao
seu apogeu, no final do século V a.C.
A Criação de Adão – Interior da Capela Sistina – Michelangelo – Vaticano
– 1508 e 1512
Pieta – Michelangelo
(Itália, 1475-1564),
mármore – Basílica de
São Pedro, Roma –
1498-1500.
David – Michelangelo
– altura 410cm –
Museu da Academia
de Florença – 1501-
1504.
• Poucos momentos da história têm a
popularidade do Renascimento.
• O Renascimento não foi um simples retorno ao
passado histórico, mas uma alteração na
própria visão do mundo que, iniciando-se no
século XIV, teve como resultado uma nova
interpretação da antiguidade clássica e uma
maneira diferente de se relacionar com ela.
Última Ceia – Leonardo da Vinci – Mural no refeitório do
Mosteiro de Santa Maria dela Grazie – Milão – 1495 e 1498.
A Escola de Atenas – Rafael Sanzio – 770cm x 550cm – Stanza
dela Segnatura – Vaticano – 1509-1511.
Estéticas urbanas e cultura
pop
• Pensadores culturais contemporâneos têm colocado em
evidência assuntos antes não discutidos, como esporte,
rock, moda, estilos de cabelo, compras, jogos e ritos sociais,
passando a utilizar nessas áreas o mesmo grau de
sofisticação teórica que empregariam na dita alta cultura.
Com o progressivo advento dos meios de comunicação, as
informações chegam cada vez mais rápido. Esta rapidez
proporciona o conhecimento dos fatos que acontecem no
planeta. Por meio de livros, revistas ou jornais, rádio,
televisão ou internet, diferentes culturas nos são
apresentadas, fazendo com que, em determinadas
situações, se torne difícil distinguir a originalidade autêntica
da simples exploração comercial. Partindo deste contexto,
apresentem-se a seguir algumas situações marcantes, que
ocasionaram mudanças no comportamento e na estética
encontrados nas ruas.
The Beatles
Britânicos de Liverpool, arrastavam multidões de adolescentes por onde passavam. O disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” é considerado pela
crítica internacional como um dos melhores discos de rock já feito.
Jovem Guarda
Reflexo das grandes mudanças que aconteciam no mundo nos anos 1960 do século XX, apresentado pelo jovem cantor e compositor Roberto Carlos,
popularizou o rock and roll no Brasil..
Elvis Presley (cantor)
Norte-americano, esse ex-caminhoneiro provocava os conservadores ao requebrar sua cintura em programas da recém-inventada televisão, envolvido pelo eletrizante
som do rock and roll. Em determinado programa, as câmeras foram proibidas de gravá-lo de corpo inteiro (apenas seu busto foi transmitido pela televisão).
Coco Chanel (estilista)
Apesar de a atriz britânica
Sarah Bernhart já usá-las no
final do séc. XIX, foi a estilista
Coco Chanel que popularizou
nos anos de 1920 o uso de
calças compridas entre as
mulheres, até então
propriedade exclusiva do
universo masculino.
Leila Diniz (atriz)
Um dos símbolos da
liberdade feminina, essa
atriz carioca escandalizou
o Brasil ao aparecer
grávida trajando biquíni.
A polêmica do biquíni
Roupa de banho em duas peças, foi lançado na França em
1946. Recebeu este nome na ocasião por causa dos testes
com a bomba atômica promovidos pelos EUA no atol* de
Biquíni.
*atol: coroa de coral erigida sobre um pilar vulcânico, e que parece à feição de uma ilha
muito rasa encerrando uma lagoa.
Queima de sutiãs em
praça pública
Em 1968, na cidade
de Paris, mulheres
queimaram sutiãs em
praça pública como
gesto simbólico para
enfatizar o
“Movimento
feminista”, que
atingia seu auge;
brigavam por direitos
iguais aos dos
homens.
Movimento hippie
Adotando o slogan* “Paz e
amor”, pregava a ideia “Faça
amor, não faça a guerra”. Foi
uma das reações populares
provocadas pela guerra dos EUA
contra o Vietnã nos anos de
1960, reagindo ainda à
sociedade consumista; várias
características da cultura indiana
foram apropriadas como estética
nas vestimentas.
* Slogan: palavra ou frase usada com frequência, em geral
associada à propaganda comercial, política etc.
Minissaia
Estilista londrina,
Mary Quant,
escandalizou,
nos
efervescentes
ano de 1960, os
padrões sociais
reinantes ao
encurtar as saias
femininas.
A era das discotecas
No final dos anos de
1970, jovens
reuniram-se para
dançar nas discotecas,
embalados, entre
outras, pelas músicas
do filme “Os embalos
de sábado à noite”,
estrelado por John
Travolta.
Movimento Punk
Movimento que
pregava a anarquia,
pretendendo destruir
toda a cultura vigente
para construir uma
nova; destaca-se o
grupo musical
britânico “The sex
pistols”, criado por
Malcon McLaren,
usando roupas de
Vivienne Westwood,
mulher de McLaren.
Nirvana e Kurt
Cobain
O vocalista da
banda oriunda de
Seatle, nos EUA,
Kurt Cobain,
demonstrava
parte do espírito
juvenil nos anos
de 1990,
depressivo e
desesperançoso.
Cena Clubber
A grande intenção é
dançar o tempo
todo; as diferentes
versões da música
eletrônica são
fundamentais.
Convivem
diferentes estéticas
e diferentes ideais.
Quando alguém entra em
evidência na mídia, é comum
encontrarmos em bancas de
jornais e revistas inúmeras
publicações, nas lojas de
vídeo, várias fitas, até mesmo
em supermercados
encontramos produtos
licenciados para utilizar a
imagem de tal personalidade.
Pense em um ator, músico,
banda ou personalidade que
você admire. Relate ao menos
cinco qualidades que você
encontra neste exemplo.
Qualidades:
•Descreva as qualidades:
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Linguagem Pictórica: estéticas

  • 1. Linguagem Pictórica: Estética São Bernardo do Campo - SP, 19 de agosto de 2017 Prof. Me. Rafael C. Lima rafaclimarte@gmail.com
  • 2. Estética, a filosofia da arte • “O ARTISTA É FILHO DE SUA ÉPOCA, MAS JAMAIS SEU DISCÍPULO. NÃO APARECE PARA ALEGRAR SEU TEMPO, MAS EM BUSCA DA PURIFICAÇÃO QUE JORRA A FONTE DA BELEZA”. (FRIEDRICH SCHILLER) • A palavra estética, que surgiu do grego aisthetikos (perceber pelos sentidos), já despertou o interesse de vários filósofos que formularam teorias sobre o belo e a arte. A estética tem por objetivo o vasto império da beleza ou do belo, é a investigação das belas artes. O belo é obra da livre contemplação que proporciona um prazer desinteressado, pelo qual penetramos no mundo das ideias. A arte tem por função conciliar a ideia e a representação sensível por meio da estética. Para distinguir se algo é belo ou não, não remetemos sua representação apenas ao entendimento ou ao conhecimento, e sim ao sentimento de prazer, mediante a imaginação.
  • 3. Cavalinhos Amarelos – Frans Marc – óleo s/ tela – 66cm x 104,5cm – Stoats Galerie – Stuttgart – 1912.
  • 4. A Mesa de Jantar (harmonia em vermelho) – Henry Matisse – óleo s/ tela – 180cm x 246cm. Hermitage Museum, S. Pitsburg – 1908.
  • 5. Cavalinhos Azuis – Frans Marc – (Alemanha, 1880-1916).
  • 6. Estética clássica – O Império do belo A gigantesca estátua da deusa Palas Atena, esculpida por Fídias (com 11 metro de altura), fazia parte da decoração do interior do tempo Partenon. Ela foi colocada de tal maneira que os raios do sol penetravam pelas portas, realçando a túnica faiscante e a pureza de formas do rosto da deusa. Na concepção grega, a arte era feita pelo homem e para o homem, e cada detalhe deveria levar em conta o prazer dos olhos. A ARTE TINHA FUNÇÃO APENAS ESTÉTICA. Na Grécia Antiga, homens livres construíram um mundo de beleza. O centro de difusão da arquitetura e da escultura encontra-se no chamado PERÍODO CLÁSSICO (de 480 a 323 a.C.). O tipo de vida predominante em Atenas, com seu estímulo à liberdade individual, atrai para lá artistas e intelectuais. Durante 30 anos, Atenas converte-se em “Escola da Grécia”, onde as mais belas obras são reservadas para a Acrópole, antiga sede do governo e da religião. Sob a direção de Fídias, criaram o Partenon, o maior templo da Acrópole, dedicado à deusa Palas Atena: “A deusa protetora da cidade”. Todos os recursos foram mobilizados para aquela que seria a mais famosa obra da arquitetura grega.
  • 7. Palas Atena – cópia romana em mármore do original de madeira, marfim e ouro, feita por Fídias, 104cm; Museu Arqueológico de Atenas – 447-432 a.C.
  • 8. Partenon – Templo de mármore erigido sob as ordens de Péricles - Atenas Toda a grandiosidade do período clássico na Grécia concentra-se no Partenon. Um sistema de proporção harmoniosa prevalece em toda a sua arquitetura, tendo como referência o diâmetro da coluna. As colunas das extremidades são ligeiramente mais grossas do que as demais e cada linha horizontal curva-se para cima, de tal modo que não há distorções visuais e o observador fica livre de ilusão de óptica. Esses recursos exigiam a aplicação de conhecimentos e de física, que fazem do templo uma união perfeita da ciência e da arte.
  • 9.
  • 10.
  • 11. • Erectéion – Um novo templo é construído para abrigar uma estátua da deusa moldada por Calímaco e, ao seu lado, ergue-se o famoso pórtico das Cariátides, cuja função nesse templo era substituir um elemento de sustentação – a coluna – pela graça e beleza de imagens femininas. O Erectéion é pintado em várias cores como todos os templos gregos e comprova que o desenvolvimento da pintura clássica estava diretamente relacionado com a arquitetura, assim como a escultura e o relevo.
  • 13. Pórtico das Cariátides – detalhe do Erectéion – Acrópole de Atenas.
  • 14. Estética clássica no Renascimento • Entre os anos de 1300 e 1650 houve, na Europa, um súbito renascer dos ideais da cultura greco-romana por meio do movimento que se chamou Renascimento, mesmo considerando que durante o período medieval o interesse pelos autores clássicos nunca deixou de existir. Dante, um poeta italiano que viveu entre 1265 e 1321, por exemplo, sempre manifestou inegável entusiasmo pelos clássicos. Também nas escolas das catedrais e dos mosteiros, autores como Cícero, Virgílio, Seneca, assim como os filósofos gregos, eram muito estudados. • Na verdade, o Renascimento foi um momento da história muito mais amplo e complexo do que o simples reviver da antiga cultura greco-romana. Ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. • Trabalhando ora o espaço na arquitetura, ora as linhas e cores na pintura, ou, ainda, volumes na escultura, os artistas do Renascimento sempre expressaram os maiores valores da época: a racionalidade e a dignidade do ser humano.
  • 15. Estética clássica no Renascimento • Na arquitetura, era preciso criar espaços compreensíveis de todos os ângulos visuais que fossem resultantes de uma justa proporção, baseados em relações matemáticas entre todas as partes do edifício. • Na pintura, o uso da perspectiva, seguindo princípios da matemática e geometria, conduziu a outro recurso: o uso do claro/escuro para dar maior realismo às pinturas. • Na escultura, há uma espécie de força interior que não aparece no humanismo idealizado pelos gregos. • Leonardo da Vinci, Donato Bramante, Michelangelo, Rafael e Ticiano representaram o clímax e a fase da arte renascentista, do mesmo modo que os arquitetos e os escultores de Atenas haviam levado a arte grega ao seu apogeu, no final do século V a.C.
  • 16. A Criação de Adão – Interior da Capela Sistina – Michelangelo – Vaticano – 1508 e 1512
  • 17. Pieta – Michelangelo (Itália, 1475-1564), mármore – Basílica de São Pedro, Roma – 1498-1500.
  • 18. David – Michelangelo – altura 410cm – Museu da Academia de Florença – 1501- 1504.
  • 19. • Poucos momentos da história têm a popularidade do Renascimento. • O Renascimento não foi um simples retorno ao passado histórico, mas uma alteração na própria visão do mundo que, iniciando-se no século XIV, teve como resultado uma nova interpretação da antiguidade clássica e uma maneira diferente de se relacionar com ela.
  • 20. Última Ceia – Leonardo da Vinci – Mural no refeitório do Mosteiro de Santa Maria dela Grazie – Milão – 1495 e 1498.
  • 21. A Escola de Atenas – Rafael Sanzio – 770cm x 550cm – Stanza dela Segnatura – Vaticano – 1509-1511.
  • 22. Estéticas urbanas e cultura pop • Pensadores culturais contemporâneos têm colocado em evidência assuntos antes não discutidos, como esporte, rock, moda, estilos de cabelo, compras, jogos e ritos sociais, passando a utilizar nessas áreas o mesmo grau de sofisticação teórica que empregariam na dita alta cultura. Com o progressivo advento dos meios de comunicação, as informações chegam cada vez mais rápido. Esta rapidez proporciona o conhecimento dos fatos que acontecem no planeta. Por meio de livros, revistas ou jornais, rádio, televisão ou internet, diferentes culturas nos são apresentadas, fazendo com que, em determinadas situações, se torne difícil distinguir a originalidade autêntica da simples exploração comercial. Partindo deste contexto, apresentem-se a seguir algumas situações marcantes, que ocasionaram mudanças no comportamento e na estética encontrados nas ruas.
  • 23. The Beatles Britânicos de Liverpool, arrastavam multidões de adolescentes por onde passavam. O disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” é considerado pela crítica internacional como um dos melhores discos de rock já feito.
  • 24. Jovem Guarda Reflexo das grandes mudanças que aconteciam no mundo nos anos 1960 do século XX, apresentado pelo jovem cantor e compositor Roberto Carlos, popularizou o rock and roll no Brasil..
  • 25. Elvis Presley (cantor) Norte-americano, esse ex-caminhoneiro provocava os conservadores ao requebrar sua cintura em programas da recém-inventada televisão, envolvido pelo eletrizante som do rock and roll. Em determinado programa, as câmeras foram proibidas de gravá-lo de corpo inteiro (apenas seu busto foi transmitido pela televisão).
  • 26. Coco Chanel (estilista) Apesar de a atriz britânica Sarah Bernhart já usá-las no final do séc. XIX, foi a estilista Coco Chanel que popularizou nos anos de 1920 o uso de calças compridas entre as mulheres, até então propriedade exclusiva do universo masculino.
  • 27. Leila Diniz (atriz) Um dos símbolos da liberdade feminina, essa atriz carioca escandalizou o Brasil ao aparecer grávida trajando biquíni.
  • 28. A polêmica do biquíni Roupa de banho em duas peças, foi lançado na França em 1946. Recebeu este nome na ocasião por causa dos testes com a bomba atômica promovidos pelos EUA no atol* de Biquíni. *atol: coroa de coral erigida sobre um pilar vulcânico, e que parece à feição de uma ilha muito rasa encerrando uma lagoa.
  • 29. Queima de sutiãs em praça pública Em 1968, na cidade de Paris, mulheres queimaram sutiãs em praça pública como gesto simbólico para enfatizar o “Movimento feminista”, que atingia seu auge; brigavam por direitos iguais aos dos homens.
  • 30. Movimento hippie Adotando o slogan* “Paz e amor”, pregava a ideia “Faça amor, não faça a guerra”. Foi uma das reações populares provocadas pela guerra dos EUA contra o Vietnã nos anos de 1960, reagindo ainda à sociedade consumista; várias características da cultura indiana foram apropriadas como estética nas vestimentas. * Slogan: palavra ou frase usada com frequência, em geral associada à propaganda comercial, política etc.
  • 31. Minissaia Estilista londrina, Mary Quant, escandalizou, nos efervescentes ano de 1960, os padrões sociais reinantes ao encurtar as saias femininas.
  • 32. A era das discotecas No final dos anos de 1970, jovens reuniram-se para dançar nas discotecas, embalados, entre outras, pelas músicas do filme “Os embalos de sábado à noite”, estrelado por John Travolta.
  • 33. Movimento Punk Movimento que pregava a anarquia, pretendendo destruir toda a cultura vigente para construir uma nova; destaca-se o grupo musical britânico “The sex pistols”, criado por Malcon McLaren, usando roupas de Vivienne Westwood, mulher de McLaren.
  • 34. Nirvana e Kurt Cobain O vocalista da banda oriunda de Seatle, nos EUA, Kurt Cobain, demonstrava parte do espírito juvenil nos anos de 1990, depressivo e desesperançoso.
  • 35. Cena Clubber A grande intenção é dançar o tempo todo; as diferentes versões da música eletrônica são fundamentais. Convivem diferentes estéticas e diferentes ideais.
  • 36. Quando alguém entra em evidência na mídia, é comum encontrarmos em bancas de jornais e revistas inúmeras publicações, nas lojas de vídeo, várias fitas, até mesmo em supermercados encontramos produtos licenciados para utilizar a imagem de tal personalidade. Pense em um ator, músico, banda ou personalidade que você admire. Relate ao menos cinco qualidades que você encontra neste exemplo. Qualidades: •Descreva as qualidades: 1. 2. 3. 4. 5.