SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 64
LEISHMANIOSE
Wagner Oliveira
Tec. em Vig. em Saúde.
Leishmaniose
 As leishmanioses são um conjunto de doenças
causadas por protozoários do gênero Leishmania.
 De modo geral, essas enfermidades se dividem em
leishmaniose tegumentar americana (Cutânea
e Mucocutânea).
 Leishmaniose visceral (ou calazar), que ataca
órgãos internos.
Leishmaniose tegumentar americana ou
cutânea
Costuma causar o desenvolvimento de uma
ferida, que:
 Nódulo no local da picada do mosquito.
 Evolui para uma ferida aberta indolor.
 Cicatriza lentamente entre 2 a 15
meses.
 Nódulos linfáticos podem estar
inchados e dolorosos.
Leishmaniose tegumentar Mucocutânea
 É mais rara, e se caracteriza por lesões destrutivas na mucosa das vias aéreas superiores,
como nariz, lábios, língua, laringe e, mais dificilmente, traqueia e parte superior dos pulmões.
Leishmaniose Visceral
 A leishmaniose visceral (LV) é uma doença de caráter zoonótico que pode acometer o
homem e outras espécies de mamíferos, tendo como principal agente etiológico a Leishmania
infantum e como principal transmissor o inseto hematófago da espécie Lutzomyia
longipalpis (Brasil, 2014).
Leishmaniose Visceral
 Atualmente estão na lista das doenças tropicais mais negligenciadas no mundo por
acometer a população mais vulnerável economicamente e socialmente, pela falta de
investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias farmacêuticas e de medidas de
controle eficazes (CONITEC, 2016).
Leishmaniose Visceral no Mundo
 Tem ampla distribuição mundial, sendo endêmica em 75 países; no entanto, 90% dos casos
são reportados em apenas sete países: Brasil, Índia, Sudão do Sul, Sudão, Etiópia, Quênia e
Somália.
Leishmaniose Visceral no Brasil
 O Brasil é um dos quatro países com o maior número de
casos de LV, representando 14% dos casos globais e 97%
das Américas.
 A letalidade de LV no Brasil é crescente e considerada a
maior entre os países prioritários da Organização Mundial
da Saúde (OMS), destacando-se a região Nordeste, com
tendência crescente mais acentuada.
Leishmaniose Visceral no Ceará.
 No estado do Ceará, a LV é descrita
desde a década de 1930, mas, a partir de
1986, passou a ser notificada de forma
contínua.
Formas de
transmissão
Cão Homem
 Picada dos vetores
 Ingestão de carrapatos infectados
 Coito
 Transplacentária
 Mordeduras
 Picada dos vetores
 Não ocorre transmissão direta da LVde
pessoa a pessoa.
Período de incubação
CÃO
 Varia de 3 meses a vários anos,
média de 3 a 7 meses.
 Estima-se que 40-50% do cães
sejam assintomáticos.
HOMEM
 No homem: 10 dias a 24 meses,
com média entre 2 a 6 meses.
Período de incubação é bastante variável tanto para o homem como para o cão
Reservatórios e
Vetores
Reservatórios da Leishmania Visceral
 Na área urbana , o cão ( Canis familiaris) é a principal fonte de infecção.
 No ambiente silvestre, os reservatórios são as raposas (Dusicyon vetulus e Cerdocyon
thous) e os marsupiais (Didelphis albiventris).
Vetores da Leishmania Visceral
 Os vetores no Brasil são a Lutzomyia longipalpis (em
todo o país) e a Lutzomyia cruzi (Mato Grosso do Sul).
 São genericamente chamados de flebótomos.
 São insetos semelhantes aos mosquitos, mas de
tamanho muito pequeno e com características
biológicas próprias.
Ciclo Evolutivo dos Flebotomíneos
 O ciclo biológico do
vetor ocorre no
ambiente terrestre e
passa por 4 fases.
Mosquito
Ovo
Larva 1
Larva 2
Larva 3
Larva 4
Pupa
Características do Flebotomíneos
São insetos
denominados
flebotomíneos e
conhecidos
popularmente como
mosquito palha.
Esses insetos são
pequenos mede de 1 a
3 mm.
Horário de
alimentação é noturno
ou crepuscular.
Durante o dia eles vão
para os esgotos,
dentro de árvores,
lugares escurecidos.
Manifestações
clínicas no cão
Manifestações clínicas no cão
Doença sistêmica severa, evolução lenta, início insidioso, aparente estado sadio a um severo
estágio final.
 Lesões cutâneas (descamação e eczema);
 Pequenas úlceras (orelhas, focinho, cauda e articulações);
 Pelo opaco;
 Diarreia;
 Vômito.
Manifestações clínicas no cão
 Onicogrifose; (crescimento
demasiado das unhas)
 Caquexia; (perda excessiva
de massa muscular)
 Alopecia; (queda de pelos)
 Dermatites;
(inflamação/infecção na
pele)
 Úlceras de pele; (lesões)
 Ceratoconjuntivite;
(olho seco)
Manifestações clínicas no cão
 Esplenomegalia; (aumento focal do
baço)
 Inanição; (completa falta de consumo
de alimentos)
 Paresia das patas posteriores;
 Morte.
Manifestações
clínicas no homem
Manifestações clínicas no homem
 Febre irregular, e prolongada.
 Palidez.
 Emagrecimento progressivo.
 Desnutrição.
Manifestações clínicas no homem
 Hepatoesplenomegalia.
 Hemorragias (epistaxe, gengivorragia e
petéquias).
 O óbito geralmente por infecções bacterianas
e/ou sangramentos.
Programa de controle
da Leishmaniose
Estratégias de controle da
leishmaniose visceral
REDUÇÃO DA
TRANSMISSÃO E
DA LETALIDADE
Vig. e controle de
reservatório
Vig. e controle de
vetores
Vig. e assist. casos
de humanos
Educação em
Saúde
Vigilância canina
Caso canino suspeito
 Todo cão proveniente de área endêmica ou onde esteja ocorrendo surto, com
manifestações clínicas compatíveis com a leishmaniose visceral canina (LVC).
Caso canino confirmado
 Critério laboratorial – cão com manifestações clínicas
compatíveis de LVC e que apresente teste sorológico reagente
ou exame parasitológico positivo.
 Critério clínico-epidemiológico – cão proveniente de áreas
endêmicas ou onde esteja ocorrendo surto e que presente quadro
clínico compatível de LVC, sem a confirmação do diagnóstico
laboratorial.
Vigilância canina
 Censo animal: é o sistema de
armazenamento dos dados de cães e gatos.
 Inquérito censitário: teste em todos os
cães de uma região.
 Inquérito amostral: cães de uma região
específica escolhidos de forma aleatória.
Diagnóstico clínico
Técnicas diagnósticas sorológicas sequenciais:
 Teste rápido imunocromatográfico (TR
DPP): triagem de cães.
 Ensaio imunoenzimático (ELISA):
confirmação dos cães sororreagentes ao TR DPP
Informações importantes
 TR poderá ser realizado em campo ou em laboratório.
 Esfera municipal.
 ELISA deverá ser realizado em LACEN ou em laboratório da rede de referência e UVZ
(Unidades de Vigilância de Zoonoses) municipais.
 Contraprova: deverá ser uma prova sorológica, realizada por um laboratório da rede
de referência.
Tratamento cães
 Portaria Interministerial nº 1.426, 11 de julho de 2008, art. 1º
- proíbe, em todo o território nacional, o tratamento da
leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes, com
produtos de uso humano ou produtos não-registrados
no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA).
 Nota Técnica Conjunta nº 001/2016-MAPA/MS: autorização
do uso da Miltefosina.
Tratamento cães
 O tratamento de cães com LVC não se configura como uma medida de
saúde pública para o controle da doença.
 O tratamento não é uma medida recomendada, pois não diminui a
importância do cão como reservatório do parasito.
 Escolha única e exclusiva do responsável pelo animal, de caráter
individual.
 Custo elevado.
Tratamento cães
Miltefosina - estudos de eficácia demonstram que:
 ↓ carga parasitária
 ↓ potencial de infecção dos flebotomíneos
 ↓ transmissibilidade da doença.
 NÃO HÁ nenhum fármaco que garanta a CURA DEFINITIVA do animal.
 Necessidade de reavaliação clínica, laboratorial e parasitológica periódica (cada 4 meses)
pelo médico veterinário.
Tratamento cães
 Necessidade de um novo ciclo de tratamento, quando indicado.
 Utilização de produtos repelentes (coleira, spray, etc).
IMPORTANTE:
 Durante o tratamento, se não tomadas as medidas adicionais de
controle, o animal poderá ainda transmitir a doença se houver a
presença do inseto vetor.
Eutanásia dos cães
 A eutanásia: recomendada a TODOS os animais com sorologia positiva ou
parasitológico positivo;
 Resolução CFMV nº 1.000, de 11 de maio de 2012: dispõe sobre os procedimentos e
métodos de eutanásia em animais e dá outras providências;
 Destino de cadáveres: animais submetidos à eutanásia ou morte por LVC, deverão ser
considerados como resíduos de serviços de saúde (RDC nº 222, 28 de março de 2018,
ANVISA).
Resolução 1000 de 11 de maio de 2012
Art. 3º A eutanásia pode ser indicada nas situações em que:
 I - o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de
eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio
de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos;
 II - o animal constituir ameaça à saúde pública;
 III - o animal constituir risco à fauna nativa ou ao meio ambiente;
 IV - o animal for objeto de atividades científicas, devidamente aprovadas por uma
Comissão de Ética para o Uso de Animais - CEUA;
 V - o tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o
animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.
Resolução 1000 de 11 de maio de 2012
Art. 4º São princípios básicos norteadores dos métodos de eutanásia:
I - elevado grau de respeito aos animais;
II - ausência ou redução máxima de desconforto e dor nos animais;
III - busca da inconsciência imediata seguida de morte;
IV - ausência ou redução máxima do medo e da ansiedade;
VI - ausência ou mínimo impacto ambiental;
VII - ausência ou redução máxima de risco aos presentes durante o procedimento;
VIII - ausência ou redução máxima de impactos emocional e psicológico negativos no
operador e nos observadores;
Resolução 1000 de 11 de maio de 2012
Art. 5º É obrigatória a participação do médico veterinário na supervisão e/ou execução da
eutanásia animal em todas as circunstâncias em que ela se faça necessária.
Art. 6º O médico veterinário responsável pela supervisão e/ou execução da eutanásia
deverá:
I - possuir prontuário com os métodos e técnicas empregados, mantendo estas informações
disponíveis para fiscalização pelos órgãos competentes;
III - ser responsável pelo controle e uso dos fármacos empregados;
V - prever a necessidade de um rodízio profissional, quando houver rotina de procedimentos
de eutanásia, com a finalidade de evitar o desgaste emocional decorrente destes
procedimentos;
Resolução 1000 de 11 de maio de 2012
VI - garantir que a eutanásia, quando não realizada pelo médico veterinário, seja executada,
sob supervisão deste, por indivíduo treinado e habilitado para este procedimento;
VII - esclarecer ao proprietário ou responsável legal pelo animal, quando houver, sobre o ato
da eutanásia;
VIII - solicitar autorização, por escrito, do proprietário ou responsável legal pelo animal,
quando houver, para a realização do procedimento.
Art. 7º Os animais deverão ser submetidos à eutanásia em ambiente tranquilo e adequado,
respeitando o comportamento da espécie em questão.
Vigilância
epidemiológica
Estratificação de risco da LV
 Desde o ano de 2004, o Ministério da Saúde (MS) adotou a estratificação de risco de LV para
apoiar na definição de políticas públicas, priorizar e orientar as ações de vigilância e controle no
Brasil.
 A nova estratificação de risco dos municípios, fornecida pelo Sistema de Informação das
Leishmanioses –SisLeish (OPAS/OMS/ESTADO/MUNICÍPIO), fundamenta-se no indicador
“índice composto” de incidência e casos do triênio 2017 a 2019, classificando os municípios
em cinco níveis segundo o risco de transmissão de LV: baixo, médio, alto, intenso e muito
intenso.
Estratificação de risco da LV
Estratificação de risco da LV
 Conforme a nova estratificação de risco definida para a LV, considerando-se o índice composto
do triênio 2017 a 2019, o estado do Ceará possui 141 municípios com transmissão de LV.
 Sendo 113 (80,14%) de baixa transmissão.
 28 (19,86%) municípios prioritários.
 01 tem transmissão alta (Barbalha).
 02 têm transmissão intensa (Fortaleza e Ipaporanga),
 25 têm transmissão média.
Vigilância
entomológica
Vigilância entomológica
 A vigilância entomológica pode ser entendida como a
contínua observação e avaliação de informações
originadas das características biológicas e ecológicas
dos vetores, nos níveis das interações com hospedeiros,
humanos e animais reservatórios, sob a influência de
fatores ambientais, que proporcionem o conhecimento para
detecção de qualquer mudança no perfil de transmissão das
doenças (Gomes, 2002).
Vigilância entomológica
As principais ações desenvolvidas pela vigilância entomológica são:
levantamento
Investigação
Monitoramento
Vigilância entomológica
 LEVANTAMENTO ENTOMOLÓGICO- Por meio desta ação, é possível verificar a
presença do vetor em municípios silenciosos ou com transmissão de LV
(independentemente da classificação de risco), que não tenham realizado investigações
anteriores.
Vigilância entomológica
 INVESTIGAÇÃO ENTOMOLÓGICA- A investigação tem como finalidade o levantamento
de informações de caráter quantitativo e qualitativo sobre o vetor. É recomendada em
municípios com ocorrência de primeiro caso de LV ou em situações de surto.
Vigilância entomológica
 MONITORAMENTO ENTOMOLÓGICO- O objetivo do monitoramento é conhecer a
distribuição sazonal do vetor, bem como a abundância relativa em municípios classificados
como de transmissão muito intensa, intensa, alta e média.
Tipos de armadilhas
Armadilha luminosa CDC Barraca de Shannon Capturador de Castro
Controle químico
Quando é recomendado o controle químico?
 Em áreas com registro do primeiro caso autóctone de LV humano, imediatamente após a
investigação entomológica.
 Em áreas com transmissão moderada e intensa, se a curva de sazonalidade do vetor for
conhecida, a aplicação do inseticida de ação residual deverá ser realizada no período do ano em
que se verifica o aumento da densidade vetorial. Caso contrário, o primeiro ciclo de
tratamento deverá ser realizado ao final do período chuvoso e o segundo, 3 a 4 meses
após o primeiro ciclo.
Quando é recomendado o controle químico?
 Em áreas com surto de LV, uma vez avaliada e delimitada a área para o controle
químico, deverá ser realizado imediatamente um ciclo de tratamento com inseticida de
ação residual. A programação de novo ciclo de aplicação do inseticida deverá ser de
acordo com a curva de sazonalidade do vetor, se conhecida, caso contrário, o segundo
ciclo de tratamento deverá ser realizado ao final do período chuvoso e 3 a 4 meses
após o primeiro ciclo.
Onde deve ser feita a borrifação?
 Nas paredes internas e externas do
domicílio, incluindo o teto, quando a altura
deste for de até 3 metros.
 Nos abrigos de animais ou anexos,
quando os mesmos forem feitos com
superfícies de proteção (parede) e
possuam cobertura superior (teto).
Responsabilidades de cada entidade
 Ministério da Saúde: O fornecimento dos insumos para os estados e municípios está
garantido por meio da Portaria 1172 de 15/06/2004.
 Secretarias de Estado de Saúde: Capacitação de recursos humanos; assessoria técnica para
definição de estratégias, delimitação de áreas a serem trabalhadas; acompanhamento e/ou
supervisão das ações de controle químico;
 Secretarias Municipal de Saúde: programação, execução das atividades previstas.
Avaliação do controle químico
 A avaliação é de fundamental importância, para verificar o impacto das ações realizadas,
a persistência do inseticida nas superfícies tratadas e a efetividade do produto em relação a
mortalidade do vetor.
 O método utilizado para este tipo de avaliação foi padronizado pela Organização Mundial
de Saúde (WHO, 1970).
 Por tratar de uma atividade específica, esta atribuição deve ser de competência do
Estado, quando estes reunirem as condições necessárias.
Ações preventivas
Ações preventivas
Uso de
mosquiteiro
com malha fina.
Não se expor nos
horários de
atividade do vetor.
Limpezas de
quintais.
Poda de
árvores.
Destino
adequado do
lixo.
Limpeza
periódica dos
abrigos de
animais.
Limpeza de praças
públicas e terrenos.
Saneamento
básico.
Ações preventivas
CÃES
Evitar sair com o cão no horário de
atividade do vetor.
Uso de coleiras antiparasitária.
Vacina antileishmaniose visceral canina.
Controle da população canina errante.
Referências
 www.saude.ce.gov.br/wpcontent/uploads/sites/9/2018/06/boletim_epidemiologico_leis
hmaniose_visceral_n1_07122020.pdf
 https://www.tuasaude.com/leishmaniose-tegumentar/
 https://drauziovarella.com.br/letras/c/leishmaniose-visceral-calazar/
 https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/leishmanose-tegumentar-ou-
cutanea/
 http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-
ministerio/principal/secretarias/svs/leishmaniose-visceral-lv
 http://www.cpqrr.fiocruz.br/informacao_em_saude/CICT/Leishmaniose_visceral.htm
 http://www.dbbm.fiocruz.br/tropical/leishman/leishext/index.htm
O que mais me
atrai nos
animais é que
eles não usam
palavras...
Eles usam
SENTIMENTOS
Chico Xavier

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Ultrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinos
Ultrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinosUltrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinos
Ultrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinosPedro Augusto
 
Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]
Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]
Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]gecoufba
 
Strongyloides stercoralis
Strongyloides stercoralisStrongyloides stercoralis
Strongyloides stercoralisBeatriz Henkels
 
Strongyloides Stercoralis E Estrongiloidiase
Strongyloides Stercoralis E EstrongiloidiaseStrongyloides Stercoralis E Estrongiloidiase
Strongyloides Stercoralis E EstrongiloidiaseEliane Quintais
 
Teniase e cisticercose
Teniase e cisticercoseTeniase e cisticercose
Teniase e cisticercoseferaps
 
Dípteros miíases - moscas
Dípteros   miíases - moscasDípteros   miíases - moscas
Dípteros miíases - moscasCaroline Gomes
 
Parasitologia - Leishmaniose cutânea e visceral
Parasitologia - Leishmaniose cutânea e visceralParasitologia - Leishmaniose cutânea e visceral
Parasitologia - Leishmaniose cutânea e visceralpHrOzEn HeLL
 
Patologias do sistema reprodutor
Patologias do sistema reprodutorPatologias do sistema reprodutor
Patologias do sistema reprodutorMarília Gomes
 
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016Jaqueline Almeida
 
Rinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos SuínosRinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos SuínosVitória Gusmão
 
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...Rural Pecuária
 
Patologias do útero gestante e não gestante
Patologias do útero gestante e não gestantePatologias do útero gestante e não gestante
Patologias do útero gestante e não gestanteKetinlly
 
Leishmaniose - Leishmania
Leishmaniose - LeishmaniaLeishmaniose - Leishmania
Leishmaniose - LeishmaniaFábio Baía
 

Mais procurados (20)

Ultrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinos
Ultrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinosUltrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinos
Ultrassonografia diagnóstica do sistema locomotor de equinos
 
Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]
Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]
Haemonchus apresentação final [modo de compatibilidade]
 
Parasitologia
ParasitologiaParasitologia
Parasitologia
 
Strongyloides stercoralis
Strongyloides stercoralisStrongyloides stercoralis
Strongyloides stercoralis
 
Leptospirose em cães
Leptospirose em cãesLeptospirose em cães
Leptospirose em cães
 
Strongyloides Stercoralis E Estrongiloidiase
Strongyloides Stercoralis E EstrongiloidiaseStrongyloides Stercoralis E Estrongiloidiase
Strongyloides Stercoralis E Estrongiloidiase
 
Exame fisico geral
Exame fisico geralExame fisico geral
Exame fisico geral
 
Raiva.
Raiva.Raiva.
Raiva.
 
Teniase e cisticercose
Teniase e cisticercoseTeniase e cisticercose
Teniase e cisticercose
 
Dípteros miíases - moscas
Dípteros   miíases - moscasDípteros   miíases - moscas
Dípteros miíases - moscas
 
Parasitologia - Leishmaniose cutânea e visceral
Parasitologia - Leishmaniose cutânea e visceralParasitologia - Leishmaniose cutânea e visceral
Parasitologia - Leishmaniose cutânea e visceral
 
Leishmaniose
LeishmanioseLeishmaniose
Leishmaniose
 
Patologias do sistema reprodutor
Patologias do sistema reprodutorPatologias do sistema reprodutor
Patologias do sistema reprodutor
 
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
Aula de Parasitologia do dia: 08.09.2016
 
Rinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos SuínosRinite Atrófica dos Suínos
Rinite Atrófica dos Suínos
 
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
Diarréia em bezerros leiteiros lactantes: a doença e o manejo em diferentes u...
 
Leptospirose
LeptospiroseLeptospirose
Leptospirose
 
Patologias do útero gestante e não gestante
Patologias do útero gestante e não gestantePatologias do útero gestante e não gestante
Patologias do útero gestante e não gestante
 
Toxoplasmose
ToxoplasmoseToxoplasmose
Toxoplasmose
 
Leishmaniose - Leishmania
Leishmaniose - LeishmaniaLeishmaniose - Leishmania
Leishmaniose - Leishmania
 

Semelhante a Leishmaniose

Tarefa1.modificada.carolina paixão.
Tarefa1.modificada.carolina paixão.Tarefa1.modificada.carolina paixão.
Tarefa1.modificada.carolina paixão.Carolina Paixão
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia2° PD
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia2° PD
 
127125368 2879
127125368 2879127125368 2879
127125368 2879Pelo Siro
 
Leishmaniose visceral completo
Leishmaniose visceral completoLeishmaniose visceral completo
Leishmaniose visceral completoElismmelo55
 
Peste Suína Classica - Doenças Infecciosas.pptx
Peste Suína Classica -  Doenças Infecciosas.pptxPeste Suína Classica -  Doenças Infecciosas.pptx
Peste Suína Classica - Doenças Infecciosas.pptxLarissiFial
 
Guia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre LeishmanioseGuia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre LeishmanioseLeishmaniose Canina
 
Guia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre LeishmanioseGuia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre LeishmanioseLeishmaniose Canina
 
Febre Aftosa
Febre AftosaFebre Aftosa
Febre AftosaUFPEL
 
Gatos e Toxoplasmose: derrubando fake news
Gatos e Toxoplasmose: derrubando fake newsGatos e Toxoplasmose: derrubando fake news
Gatos e Toxoplasmose: derrubando fake newsCarolina Trochmann
 
Principais Zoonoses fiocruz
Principais Zoonoses  fiocruzPrincipais Zoonoses  fiocruz
Principais Zoonoses fiocruzSocorro Carneiro
 
Cópia de ENFERMAGEM - MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdf
Cópia de ENFERMAGEM -  MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdfCópia de ENFERMAGEM -  MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdf
Cópia de ENFERMAGEM - MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdfCamilaAlcantara18
 
Doenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animaisDoenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animaisgrace correa
 

Semelhante a Leishmaniose (20)

Tarefa1.modificada.carolina paixão.
Tarefa1.modificada.carolina paixão.Tarefa1.modificada.carolina paixão.
Tarefa1.modificada.carolina paixão.
 
RAIVA.pdf
RAIVA.pdfRAIVA.pdf
RAIVA.pdf
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia
 
Trabalho biologia
Trabalho biologiaTrabalho biologia
Trabalho biologia
 
Protozoologia 2
Protozoologia 2Protozoologia 2
Protozoologia 2
 
127125368 2879
127125368 2879127125368 2879
127125368 2879
 
Leishmaniose visceral completo
Leishmaniose visceral completoLeishmaniose visceral completo
Leishmaniose visceral completo
 
Doenças causadas por protozoários (protozooses)
Doenças causadas por protozoários (protozooses)Doenças causadas por protozoários (protozooses)
Doenças causadas por protozoários (protozooses)
 
E3019d01
E3019d01E3019d01
E3019d01
 
Peste Suína Classica - Doenças Infecciosas.pptx
Peste Suína Classica -  Doenças Infecciosas.pptxPeste Suína Classica -  Doenças Infecciosas.pptx
Peste Suína Classica - Doenças Infecciosas.pptx
 
Guia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre LeishmanioseGuia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre Leishmaniose
 
Guia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre LeishmanioseGuia PráTico Sobre Leishmaniose
Guia PráTico Sobre Leishmaniose
 
Leishmaniose
LeishmanioseLeishmaniose
Leishmaniose
 
Febre Aftosa
Febre AftosaFebre Aftosa
Febre Aftosa
 
Apresentação 2
Apresentação 2Apresentação 2
Apresentação 2
 
Gatos e Toxoplasmose: derrubando fake news
Gatos e Toxoplasmose: derrubando fake newsGatos e Toxoplasmose: derrubando fake news
Gatos e Toxoplasmose: derrubando fake news
 
Principais Zoonoses fiocruz
Principais Zoonoses  fiocruzPrincipais Zoonoses  fiocruz
Principais Zoonoses fiocruz
 
Doenças causadas por protozoários (protozooses)
Doenças causadas por protozoários (protozooses)Doenças causadas por protozoários (protozooses)
Doenças causadas por protozoários (protozooses)
 
Cópia de ENFERMAGEM - MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdf
Cópia de ENFERMAGEM -  MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdfCópia de ENFERMAGEM -  MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdf
Cópia de ENFERMAGEM - MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA 4.pdf
 
Doenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animaisDoenças transmitidas por animais
Doenças transmitidas por animais
 

Último

AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999vanessa270433
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxEnfaVivianeCampos
 
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemAula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemCarlosLinsJr
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfLviaParanaguNevesdeL
 
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinaaula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinajarlianezootecnista
 
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obrasosnikobus1
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfEduardoSilva185439
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdfHELLEN CRISTINA
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOvilcielepazebem
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfMarceloMonteiro213738
 
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALDEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALCarlosLinsJr
 
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdfHELLEN CRISTINA
 
Técnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamentoTécnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamentoPamelaMariaMoreiraFo
 

Último (14)

AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdfAULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
AULA_11 PRINCIPAIS DOENÇAS DO ENVELHECIMENTO.pdf
 
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
AULA 12 Sistema urinário.pptx9999999999999
 
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptxAULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
AULA 12 DESENVOLVIMENTO FETAL E MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER.pptx
 
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de EnfermagemAula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
Aula sobre ANSIEDADE & Cuidados de Enfermagem
 
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdfAULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
AULA_08 SAÚDE E ALIMENTAÇÃO DO IDOSO.pdf
 
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteinaaula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
aula 7. proteínas.ppt. conceitos de proteina
 
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
1. 2 PLACAS DE SINALIAÇÃO - (1).pptx Material de obras
 
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdfDengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
Dengue aspectos clinicos sintomas e forma de prevenir.pdf
 
avaliação pratica. pdf
avaliação pratica.                           pdfavaliação pratica.                           pdf
avaliação pratica. pdf
 
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTOPROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
PROCESSOS PSICOLOGICOS LINGUAGEM E PENSAMENTO
 
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdfA HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
A HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA..pdf
 
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTALDEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
DEPRESSÃO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM - SAÚDE MENTAL
 
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I  GESTaO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina Projeto Integrado I GESTaO.pdf
 
Técnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamentoTécnica Shantala para bebês: relaxamento
Técnica Shantala para bebês: relaxamento
 

Leishmaniose

  • 2. Leishmaniose  As leishmanioses são um conjunto de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania.  De modo geral, essas enfermidades se dividem em leishmaniose tegumentar americana (Cutânea e Mucocutânea).  Leishmaniose visceral (ou calazar), que ataca órgãos internos.
  • 3. Leishmaniose tegumentar americana ou cutânea Costuma causar o desenvolvimento de uma ferida, que:  Nódulo no local da picada do mosquito.  Evolui para uma ferida aberta indolor.  Cicatriza lentamente entre 2 a 15 meses.  Nódulos linfáticos podem estar inchados e dolorosos.
  • 4. Leishmaniose tegumentar Mucocutânea  É mais rara, e se caracteriza por lesões destrutivas na mucosa das vias aéreas superiores, como nariz, lábios, língua, laringe e, mais dificilmente, traqueia e parte superior dos pulmões.
  • 5. Leishmaniose Visceral  A leishmaniose visceral (LV) é uma doença de caráter zoonótico que pode acometer o homem e outras espécies de mamíferos, tendo como principal agente etiológico a Leishmania infantum e como principal transmissor o inseto hematófago da espécie Lutzomyia longipalpis (Brasil, 2014).
  • 6. Leishmaniose Visceral  Atualmente estão na lista das doenças tropicais mais negligenciadas no mundo por acometer a população mais vulnerável economicamente e socialmente, pela falta de investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias farmacêuticas e de medidas de controle eficazes (CONITEC, 2016).
  • 7. Leishmaniose Visceral no Mundo  Tem ampla distribuição mundial, sendo endêmica em 75 países; no entanto, 90% dos casos são reportados em apenas sete países: Brasil, Índia, Sudão do Sul, Sudão, Etiópia, Quênia e Somália.
  • 8. Leishmaniose Visceral no Brasil  O Brasil é um dos quatro países com o maior número de casos de LV, representando 14% dos casos globais e 97% das Américas.  A letalidade de LV no Brasil é crescente e considerada a maior entre os países prioritários da Organização Mundial da Saúde (OMS), destacando-se a região Nordeste, com tendência crescente mais acentuada.
  • 9. Leishmaniose Visceral no Ceará.  No estado do Ceará, a LV é descrita desde a década de 1930, mas, a partir de 1986, passou a ser notificada de forma contínua.
  • 11. Cão Homem  Picada dos vetores  Ingestão de carrapatos infectados  Coito  Transplacentária  Mordeduras  Picada dos vetores  Não ocorre transmissão direta da LVde pessoa a pessoa.
  • 12. Período de incubação CÃO  Varia de 3 meses a vários anos, média de 3 a 7 meses.  Estima-se que 40-50% do cães sejam assintomáticos. HOMEM  No homem: 10 dias a 24 meses, com média entre 2 a 6 meses. Período de incubação é bastante variável tanto para o homem como para o cão
  • 14. Reservatórios da Leishmania Visceral  Na área urbana , o cão ( Canis familiaris) é a principal fonte de infecção.  No ambiente silvestre, os reservatórios são as raposas (Dusicyon vetulus e Cerdocyon thous) e os marsupiais (Didelphis albiventris).
  • 15. Vetores da Leishmania Visceral  Os vetores no Brasil são a Lutzomyia longipalpis (em todo o país) e a Lutzomyia cruzi (Mato Grosso do Sul).  São genericamente chamados de flebótomos.  São insetos semelhantes aos mosquitos, mas de tamanho muito pequeno e com características biológicas próprias.
  • 16. Ciclo Evolutivo dos Flebotomíneos  O ciclo biológico do vetor ocorre no ambiente terrestre e passa por 4 fases. Mosquito Ovo Larva 1 Larva 2 Larva 3 Larva 4 Pupa
  • 17. Características do Flebotomíneos São insetos denominados flebotomíneos e conhecidos popularmente como mosquito palha. Esses insetos são pequenos mede de 1 a 3 mm. Horário de alimentação é noturno ou crepuscular. Durante o dia eles vão para os esgotos, dentro de árvores, lugares escurecidos.
  • 19. Manifestações clínicas no cão Doença sistêmica severa, evolução lenta, início insidioso, aparente estado sadio a um severo estágio final.  Lesões cutâneas (descamação e eczema);  Pequenas úlceras (orelhas, focinho, cauda e articulações);  Pelo opaco;  Diarreia;  Vômito.
  • 20. Manifestações clínicas no cão  Onicogrifose; (crescimento demasiado das unhas)  Caquexia; (perda excessiva de massa muscular)  Alopecia; (queda de pelos)  Dermatites; (inflamação/infecção na pele)  Úlceras de pele; (lesões)  Ceratoconjuntivite; (olho seco)
  • 21. Manifestações clínicas no cão  Esplenomegalia; (aumento focal do baço)  Inanição; (completa falta de consumo de alimentos)  Paresia das patas posteriores;  Morte.
  • 23. Manifestações clínicas no homem  Febre irregular, e prolongada.  Palidez.  Emagrecimento progressivo.  Desnutrição.
  • 24. Manifestações clínicas no homem  Hepatoesplenomegalia.  Hemorragias (epistaxe, gengivorragia e petéquias).  O óbito geralmente por infecções bacterianas e/ou sangramentos.
  • 25. Programa de controle da Leishmaniose
  • 26. Estratégias de controle da leishmaniose visceral REDUÇÃO DA TRANSMISSÃO E DA LETALIDADE Vig. e controle de reservatório Vig. e controle de vetores Vig. e assist. casos de humanos Educação em Saúde
  • 28. Caso canino suspeito  Todo cão proveniente de área endêmica ou onde esteja ocorrendo surto, com manifestações clínicas compatíveis com a leishmaniose visceral canina (LVC).
  • 29. Caso canino confirmado  Critério laboratorial – cão com manifestações clínicas compatíveis de LVC e que apresente teste sorológico reagente ou exame parasitológico positivo.  Critério clínico-epidemiológico – cão proveniente de áreas endêmicas ou onde esteja ocorrendo surto e que presente quadro clínico compatível de LVC, sem a confirmação do diagnóstico laboratorial.
  • 30. Vigilância canina  Censo animal: é o sistema de armazenamento dos dados de cães e gatos.  Inquérito censitário: teste em todos os cães de uma região.  Inquérito amostral: cães de uma região específica escolhidos de forma aleatória.
  • 31. Diagnóstico clínico Técnicas diagnósticas sorológicas sequenciais:  Teste rápido imunocromatográfico (TR DPP): triagem de cães.  Ensaio imunoenzimático (ELISA): confirmação dos cães sororreagentes ao TR DPP
  • 32. Informações importantes  TR poderá ser realizado em campo ou em laboratório.  Esfera municipal.  ELISA deverá ser realizado em LACEN ou em laboratório da rede de referência e UVZ (Unidades de Vigilância de Zoonoses) municipais.  Contraprova: deverá ser uma prova sorológica, realizada por um laboratório da rede de referência.
  • 33. Tratamento cães  Portaria Interministerial nº 1.426, 11 de julho de 2008, art. 1º - proíbe, em todo o território nacional, o tratamento da leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes, com produtos de uso humano ou produtos não-registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).  Nota Técnica Conjunta nº 001/2016-MAPA/MS: autorização do uso da Miltefosina.
  • 34. Tratamento cães  O tratamento de cães com LVC não se configura como uma medida de saúde pública para o controle da doença.  O tratamento não é uma medida recomendada, pois não diminui a importância do cão como reservatório do parasito.  Escolha única e exclusiva do responsável pelo animal, de caráter individual.  Custo elevado.
  • 35. Tratamento cães Miltefosina - estudos de eficácia demonstram que:  ↓ carga parasitária  ↓ potencial de infecção dos flebotomíneos  ↓ transmissibilidade da doença.  NÃO HÁ nenhum fármaco que garanta a CURA DEFINITIVA do animal.  Necessidade de reavaliação clínica, laboratorial e parasitológica periódica (cada 4 meses) pelo médico veterinário.
  • 36. Tratamento cães  Necessidade de um novo ciclo de tratamento, quando indicado.  Utilização de produtos repelentes (coleira, spray, etc). IMPORTANTE:  Durante o tratamento, se não tomadas as medidas adicionais de controle, o animal poderá ainda transmitir a doença se houver a presença do inseto vetor.
  • 37. Eutanásia dos cães  A eutanásia: recomendada a TODOS os animais com sorologia positiva ou parasitológico positivo;  Resolução CFMV nº 1.000, de 11 de maio de 2012: dispõe sobre os procedimentos e métodos de eutanásia em animais e dá outras providências;  Destino de cadáveres: animais submetidos à eutanásia ou morte por LVC, deverão ser considerados como resíduos de serviços de saúde (RDC nº 222, 28 de março de 2018, ANVISA).
  • 38. Resolução 1000 de 11 de maio de 2012 Art. 3º A eutanásia pode ser indicada nas situações em que:  I - o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos;  II - o animal constituir ameaça à saúde pública;  III - o animal constituir risco à fauna nativa ou ao meio ambiente;  IV - o animal for objeto de atividades científicas, devidamente aprovadas por uma Comissão de Ética para o Uso de Animais - CEUA;  V - o tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.
  • 39. Resolução 1000 de 11 de maio de 2012 Art. 4º São princípios básicos norteadores dos métodos de eutanásia: I - elevado grau de respeito aos animais; II - ausência ou redução máxima de desconforto e dor nos animais; III - busca da inconsciência imediata seguida de morte; IV - ausência ou redução máxima do medo e da ansiedade; VI - ausência ou mínimo impacto ambiental; VII - ausência ou redução máxima de risco aos presentes durante o procedimento; VIII - ausência ou redução máxima de impactos emocional e psicológico negativos no operador e nos observadores;
  • 40. Resolução 1000 de 11 de maio de 2012 Art. 5º É obrigatória a participação do médico veterinário na supervisão e/ou execução da eutanásia animal em todas as circunstâncias em que ela se faça necessária. Art. 6º O médico veterinário responsável pela supervisão e/ou execução da eutanásia deverá: I - possuir prontuário com os métodos e técnicas empregados, mantendo estas informações disponíveis para fiscalização pelos órgãos competentes; III - ser responsável pelo controle e uso dos fármacos empregados; V - prever a necessidade de um rodízio profissional, quando houver rotina de procedimentos de eutanásia, com a finalidade de evitar o desgaste emocional decorrente destes procedimentos;
  • 41. Resolução 1000 de 11 de maio de 2012 VI - garantir que a eutanásia, quando não realizada pelo médico veterinário, seja executada, sob supervisão deste, por indivíduo treinado e habilitado para este procedimento; VII - esclarecer ao proprietário ou responsável legal pelo animal, quando houver, sobre o ato da eutanásia; VIII - solicitar autorização, por escrito, do proprietário ou responsável legal pelo animal, quando houver, para a realização do procedimento. Art. 7º Os animais deverão ser submetidos à eutanásia em ambiente tranquilo e adequado, respeitando o comportamento da espécie em questão.
  • 43. Estratificação de risco da LV  Desde o ano de 2004, o Ministério da Saúde (MS) adotou a estratificação de risco de LV para apoiar na definição de políticas públicas, priorizar e orientar as ações de vigilância e controle no Brasil.  A nova estratificação de risco dos municípios, fornecida pelo Sistema de Informação das Leishmanioses –SisLeish (OPAS/OMS/ESTADO/MUNICÍPIO), fundamenta-se no indicador “índice composto” de incidência e casos do triênio 2017 a 2019, classificando os municípios em cinco níveis segundo o risco de transmissão de LV: baixo, médio, alto, intenso e muito intenso.
  • 45. Estratificação de risco da LV  Conforme a nova estratificação de risco definida para a LV, considerando-se o índice composto do triênio 2017 a 2019, o estado do Ceará possui 141 municípios com transmissão de LV.  Sendo 113 (80,14%) de baixa transmissão.  28 (19,86%) municípios prioritários.  01 tem transmissão alta (Barbalha).  02 têm transmissão intensa (Fortaleza e Ipaporanga),  25 têm transmissão média.
  • 46.
  • 48. Vigilância entomológica  A vigilância entomológica pode ser entendida como a contínua observação e avaliação de informações originadas das características biológicas e ecológicas dos vetores, nos níveis das interações com hospedeiros, humanos e animais reservatórios, sob a influência de fatores ambientais, que proporcionem o conhecimento para detecção de qualquer mudança no perfil de transmissão das doenças (Gomes, 2002).
  • 49. Vigilância entomológica As principais ações desenvolvidas pela vigilância entomológica são: levantamento Investigação Monitoramento
  • 50. Vigilância entomológica  LEVANTAMENTO ENTOMOLÓGICO- Por meio desta ação, é possível verificar a presença do vetor em municípios silenciosos ou com transmissão de LV (independentemente da classificação de risco), que não tenham realizado investigações anteriores.
  • 51. Vigilância entomológica  INVESTIGAÇÃO ENTOMOLÓGICA- A investigação tem como finalidade o levantamento de informações de caráter quantitativo e qualitativo sobre o vetor. É recomendada em municípios com ocorrência de primeiro caso de LV ou em situações de surto.
  • 52. Vigilância entomológica  MONITORAMENTO ENTOMOLÓGICO- O objetivo do monitoramento é conhecer a distribuição sazonal do vetor, bem como a abundância relativa em municípios classificados como de transmissão muito intensa, intensa, alta e média.
  • 53. Tipos de armadilhas Armadilha luminosa CDC Barraca de Shannon Capturador de Castro
  • 55. Quando é recomendado o controle químico?  Em áreas com registro do primeiro caso autóctone de LV humano, imediatamente após a investigação entomológica.  Em áreas com transmissão moderada e intensa, se a curva de sazonalidade do vetor for conhecida, a aplicação do inseticida de ação residual deverá ser realizada no período do ano em que se verifica o aumento da densidade vetorial. Caso contrário, o primeiro ciclo de tratamento deverá ser realizado ao final do período chuvoso e o segundo, 3 a 4 meses após o primeiro ciclo.
  • 56. Quando é recomendado o controle químico?  Em áreas com surto de LV, uma vez avaliada e delimitada a área para o controle químico, deverá ser realizado imediatamente um ciclo de tratamento com inseticida de ação residual. A programação de novo ciclo de aplicação do inseticida deverá ser de acordo com a curva de sazonalidade do vetor, se conhecida, caso contrário, o segundo ciclo de tratamento deverá ser realizado ao final do período chuvoso e 3 a 4 meses após o primeiro ciclo.
  • 57. Onde deve ser feita a borrifação?  Nas paredes internas e externas do domicílio, incluindo o teto, quando a altura deste for de até 3 metros.  Nos abrigos de animais ou anexos, quando os mesmos forem feitos com superfícies de proteção (parede) e possuam cobertura superior (teto).
  • 58. Responsabilidades de cada entidade  Ministério da Saúde: O fornecimento dos insumos para os estados e municípios está garantido por meio da Portaria 1172 de 15/06/2004.  Secretarias de Estado de Saúde: Capacitação de recursos humanos; assessoria técnica para definição de estratégias, delimitação de áreas a serem trabalhadas; acompanhamento e/ou supervisão das ações de controle químico;  Secretarias Municipal de Saúde: programação, execução das atividades previstas.
  • 59. Avaliação do controle químico  A avaliação é de fundamental importância, para verificar o impacto das ações realizadas, a persistência do inseticida nas superfícies tratadas e a efetividade do produto em relação a mortalidade do vetor.  O método utilizado para este tipo de avaliação foi padronizado pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 1970).  Por tratar de uma atividade específica, esta atribuição deve ser de competência do Estado, quando estes reunirem as condições necessárias.
  • 61. Ações preventivas Uso de mosquiteiro com malha fina. Não se expor nos horários de atividade do vetor. Limpezas de quintais. Poda de árvores. Destino adequado do lixo. Limpeza periódica dos abrigos de animais. Limpeza de praças públicas e terrenos. Saneamento básico.
  • 62. Ações preventivas CÃES Evitar sair com o cão no horário de atividade do vetor. Uso de coleiras antiparasitária. Vacina antileishmaniose visceral canina. Controle da população canina errante.
  • 63. Referências  www.saude.ce.gov.br/wpcontent/uploads/sites/9/2018/06/boletim_epidemiologico_leis hmaniose_visceral_n1_07122020.pdf  https://www.tuasaude.com/leishmaniose-tegumentar/  https://drauziovarella.com.br/letras/c/leishmaniose-visceral-calazar/  https://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/leishmanose-tegumentar-ou- cutanea/  http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o- ministerio/principal/secretarias/svs/leishmaniose-visceral-lv  http://www.cpqrr.fiocruz.br/informacao_em_saude/CICT/Leishmaniose_visceral.htm  http://www.dbbm.fiocruz.br/tropical/leishman/leishext/index.htm
  • 64. O que mais me atrai nos animais é que eles não usam palavras... Eles usam SENTIMENTOS Chico Xavier