Protozoologia 2

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Protozoologia 2

  1. 1. Vet 145 – Parasitologia Veterinária Alexandre de Oliveira Tavela Médico Veterinário – UFV Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
  2. 2.  Transmitidas pela picada de um mosquito da sub-família Phlebotominae. A leishmaniose apresenta três formas clínicas mais comuns: ◦ Leishmaniose cutânea: feridas na pele. ◦ Leishmaniose mucocutânea: destruição parcial ou total das mucosas. ◦ Leishmaniose visceral: surtos febris irregulares, substancial perda de peso, espleno e hepatomegalia e anemia severa. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  3. 3.  As leishmanioses atingem atualmente 350 milhões de pessoas em 88 países, sendo 72 destes considerados países em desenvolvimento. 90% de todos os casos de Leishmaniose visceral ocorrem em Bangladesh, Brasil, Índia, Nepal e Sudão. 90% de todos os casos de Leishmaniose mucocutânea ocorrem na Bolívia, Brasil e Peru. 90% de todos os casos de Leishmaniose cutânea ocorrem no Afeganistão, Brasil, Irã, Peru, Arábia Saudita e Síria. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  4. 4.  Complexo mexicana: ◦ L. (L.) mexicana ◦ L. (L.) amazonensis * ◦ L. (L.) pifanoi Causam lesões cutâneas (leishmaniose cutânea). ◦ Os promastigotas desenvolvem-se no intestino médio e anterior dos vetores flebotomíneos. L. (L.) amazonensis é o agente etiológico da leishmaniose cutânea difusa no Brasil. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  5. 5.  Complexo braziliensis: ◦ L. (V.) braziliensis * ◦ L. (V.) guyanensis ◦ L. (V.) panamensis Causam lesões cutâneas e mucosas (leishmaniose cutânea e mucocutânea). ◦ No vetor, os promastigotas desenvolvem-se no intestino anterior, médio e posterior. L. (V.) braziliensis é o agente etiológico da leishmaniose cutânea difusa no Brasil. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  6. 6.  Complexo tropica (leishmaniose cutânea) ◦ L. tropica (V. M.) ◦ L. major (V. M.) ◦ L. aethiopica (V. M.) Complexo donovani (leishmaniose visceral) ◦ L. (L.) donovani (V. M.) ◦ L. (L.) infantum (V. M.) ◦ L. (L.) chagasi (N. M.) * Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  7. 7.  Classificação atual ◦ LAINSON e SHAW (1987): Com base em critérios clínicos, epidemiológicos e biológicos. Organização das espécies em dois subgêneros: Subgênero Leishmania: ◦ Espécies pertencentes aos Complexos Donovani, Mexicana e Tropica. Subgênero Viannia: ◦ Espécies pertencentes ao Complexo Braziliensis. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  8. 8.  Amastigotas: ◦ Forma oval ou esférica; ◦ Hospedeiro vertebrado, no interior das células do SMF; ◦ Não há flagelo livre, mas um rudimento presente na bolsa flagelar. Promastigotas: ◦ Forma alongada em cuja região anterior emerge um flagelo livre. ◦ Tubo digestivo do inseto vetor e em cultura. Paramastigotas: ◦ Formas ovais ou arredondadas com flagelo livre. ◦ Aderidas ao epitélio do trato digestivo do vetor através de hemidesmossomas. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  9. 9. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  10. 10. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  11. 11. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  12. 12.  Espécies que abrigam agentes de formas cutâneas de leishmaniose no homem: ◦ Animal silvestre: Pacas, tutus, capivaras, bichos preguiça e vários outros gêneros de roedores. ◦ Animal doméstico: cão Espécies que abrigam agentes de formas viscerais de Leishmaniose no homem: ◦ Animal silvestre: raposa ◦ Animal doméstico: cão Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  13. 13.  A LTA é primariamente uma enzootia de animais silvestres. A transmissão ao homem ocorre quando este adentra a mata para realizar suas atividades. Neste caso a doença se transforma numa zoonose. O homem: ◦ Hospedeiro acidental; ◦ Anteriormente: doença de caráter ocupacional. Com o desmatamento e a expansão das fronteiras agrícolas, a doença ganha caráter peri-urbano e urbano. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  14. 14. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  15. 15. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  16. 16. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  17. 17.  No início da infecção, as células destruídas pela probóscida do inseto e a saliva inoculada atraem para a área células fagocitárias mononucleares, como os macrófagos. Ao serem fagocitadas, as formas promastigotas se transformam em amastigotas e sofrem divisões binárias sucessivas; Mais macrófagos são atraídos para o local, onde se fixam e são infectados. A lesão inicial é manifestada por um infiltrado inflamatório composto principalmente de linfócitos e macrófagos na derme, estes últimos abarrotados de parasitos. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  18. 18. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  19. 19. •Doença limitada, resolutiva, onde as formas são localizadas e a resposta imune é presente.1 •Progressão para o pólo alérgico ou anérgico.2 •O pólo alérgico está representado pela leishmaniose cutânea, podendo evoluir para a forma cutaneomucosa. A imunidade3 celular é facilmente detectada. •O pólo anérgico está representado pela leishmaniose cutânea difusa, onde a resposta celular está ausente.3 Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  20. 20. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  21. 21. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  22. 22.  As formas amastigotas se multiplicam rapidamente no local da picada do mosquito. Pode se desenvolver no local um nódulo, o leishmanioma, que não se ulcera como na LTA. Migração para as vísceras, principalmente os órgãos linfóides. Os órgãos ricos em células do SMF são mais densamente parasitados, como a medula óssea, baço, fígado e linfonodos. A via de disseminação das leishmanias pode ser hematogênica e/ou linfática. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  23. 23.  Alterações esplênicas: ◦ Esplenomegalia. Alterações hepáticas: ◦ Disproteinemia, que leva ao edema generalizado e a ascite, comuns na fase final da doença. Alterações no tecido hemocitopoético: ◦ Anemia. ◦ A medula óssea é usualmente encontrada densamente parasitada. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  24. 24.  Diagnóstico Clínico ◦ Baseado na característica da lesão e em dados epidemiológicos. Diagnóstico laboratorial ◦ Pesquisa do parasito:  1. Exame direto de esfregaços corados: retira-se um fragmento das bordas da lesão e faz-se um esfregaço em lâmina, corado com derivados de Romanowsky, Giensa ou Leishman.  2. Cultura: pode ser feita a cultura de fragmentos de tecido ou de espirados da borda da lesão.  3. Inóculo em animais. ◦ Métodos imunológicos:  1. Teste intradérmico de Montenegro.  2. Reação de Imunofluorescência indireta. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  25. 25.  Antimoniais pentavalentes: ◦ (Glucantime, Pentostam) Aplicação: i.v. ou i.m. diária (20 a 28 dias). Mecanismo de ação: inibem a via glicolítica e a oxidação de ácidos graxos da forma amastigota. Contra-indicações: uso em gestantes e pacientes cardiopatas. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  26. 26.  Menos eficazes e de maior toxicidade Anfotericina B (fungizona): ◦ Aplicação: i.v. ◦ Mecanismo de ação: altera síntese de fosfolípides de membrana. ◦ Contra-indicações: gestantes, cardiopatas, nefropatas e hepatopatas. Pentamidina: ◦ Aplicação: i.m. ◦ Mecanismo de ação: altera a estrutura do cinetoplasto e síntese de poliaminas. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  27. 27.  Evitar as picadas de flebotomíneos através de medidas de proteção individual: ◦ repelentes, telas de mosquiteiro de malha fina e embebidos em inseticida piretróide. ◦ (bednets). Controle da população dos vetores. Controle da população errante dos hospedeiros vertebrados domésticos. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  28. 28. Vet 145 – Parasitologia Veterinária Alexandre de Oliveira Tavela Médico Veterinário – UFV Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
  29. 29.  Em bovinos causa uma doença venérea. Em suínos os parasitas são encontrados na cavidade nasal, estômago, ceco e cólon, geralmente sem provocar sinais clínicos. Ciclo de vida direto Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  30. 30.  Transmissão ocorre pelo coito do macho para a fêmea e pelo uso de sêmen contaminado. É uma doença praticamente erradicada em países que utilizam intensamente a inseminação artificial e fazem controle de sêmen. Ocorre de forma endêmica em regiões onde o controle sanitário é deficiente ou o sistema de produção é extensivo, com utilização de monta natural. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  31. 31.  Sinais clínicos: ◦ Os machos constantemente são assintomáticos e não desenvolvem imunidade. O macho pode abrigar o parasita no prepúcio e contaminar um grande número de fêmeas. Abre portas de entrada para patógenos oportunistas. Pode causar um corrimento prepucial associado a pequenos nódulos. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  32. 32.  Sinais clínicos: ◦ Repetição de cio: aborto – nem sempre diagnosticado (precoce – feto pequeno). ◦ Decréscimos nos índices reprodutivos da propriedade. ◦ Corrimento vaginal purulento. Tricomonose genital. Patógenos oportunistas. Provoca aborto ou absorção fetal antes do quarto mês de prenhez. Pode ocorrer endometrite ou piometrite por retenção das membranas fetais. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  33. 33.  Isolamento e identificação do T. foetus em: ◦ Touros: esmegma prepucial ou lavado prepucial. ◦ Vacas: muco vaginal coletado de preferência 2-3 dias antes do cio e 2-3 dias depois (pico de multiplicação). ◦ Fetos abortados: exame dos fluidos do saco amniótico e alantoidiano. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  34. 34.  Testar todos os touros que entram em reprodução com lavados prepuciais periódicos. Afastar o macho infestado da reprodução. Fêmeas infestadas, ainda que recuperadas, devem ser descartadas (portadoras sãs). Se necessário, pelo menos manter em descanso reprodutivo. A inseminação artificial com sêmen controlado pode levar à erradicação da doença. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  35. 35.  O pombo é o principal hospedeiro, mas pode infestar outras aves. Acomete aves jovens. Sinais clínicos e Patagenia ◦ Exsudato esverdeado na cavidade bucal. ◦ Provoca lesões na cavidade bucal, seios, região orbital, faringe, esôfago e até proventrículo. ◦ Lesões amareladas pequenas que podem evoluir para grandes massas caseosas. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  36. 36. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  37. 37.  Diagnóstico ◦ Clínico: lesões. ◦ Laboratorial: observação do parasita em esfregaços corados. Tratamento ◦ Derivados imidazólicos.  Diimetridazol.  Metronidazol. • Controle ◦ Controle da população de pombos. ◦ Manejo adequado dos aviários. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  38. 38.  Trichomonas vaginalis ◦ Infecção venérea. ◦ Infesta a vagina e uretra de mulheres e próstata e glândulas vesiculares homens. ◦ Transmissão pelo coito. Trichomonas tenax ◦ Infesta a gengiva e espaço periodontal. Pentatrichomonas hominis ◦ Parte da microbiota do trato entérico humano. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  39. 39. Vet 145 – Parasitologia Veterinária Alexandre de Oliveira Tavela Médico Veterinário – UFV Doutorando em Medicina Veterinária - UFV
  40. 40.  Corpo amebóide, geralmente arredondado. Possui um único núcleo e um flagelo que emerge de um grânulo basal próximo do núcleo. Provoca uma doença em perus conhecida como enterohepatite infecciosa ou “cabeça negra”. Hospedeiros: perus, faisões, galinhas, perdizes, codornas, etc. Reprodução: fissão binária, não há ciclo sexuado. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  41. 41.  Não forma cistos. A galinha doméstica é reservatório da doença. Importante na criação de perus, especialmente em animais jovens. Depende do hospedeiro paratênico (Heterakis). Aves infectadas se tornam imunes, disseminadoras da doença. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  42. 42.  Trofozoítos liberados nas fezes não têm papel na transmissão. Trofozoítos presentes no interior de ovos do nematóide Heterakis são infecciosos. Anelídeos podem ingerir os ovos de Hetarakis gallinarum (hospedeiro paratênico) e por sua vez serem ingeridas pelas aves. Após a ingestão, os trofozoítos são liberados e invadem a parede dos cecos. Os parasitas perdem os flagelos, adquirem morfologia amebóide e podem migrar ao fígado através dos vasos sangüíneos. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  43. 43. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  44. 44.  Aves jovens. Enterite e espessamento de mucosa com formação de núcleos caseosos no cecos. Causa alterações patológicas no fígado devido à proliferação do parasita no parênquima hepático. Pode aumentar o índice de mortalidade do plantel. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  45. 45. Lesões patognomônicas de Histomonas meleagridis Fígado de galinha Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  46. 46. Lesões típicas de Histomonas meleagridis Cecos e fígado de galinha. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  47. 47. Núcleos de debris inflamatórios de aspecto caseoso Ceco de peru Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  48. 48. Trofozoítos de Histomonas spp. no parênquima Fígado de galinha – coloração PAS Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  49. 49.  Necrópsia: ◦ Lesões típicas no fígado e cecos. Histopatologia: ◦ Presença de parasitas no parênquima hepático – coloração por PAS. Tratamento: ◦ Metronidazol. Vet 145 – Parasitologia Veterinária
  50. 50.  Evitar criar perus concomitantemente ou em ambientes previamente utilizados para criação de galinhas. Controle das helmintoses no plantel. Eliminação de aves infestadas. Vet 145 – Parasitologia Veterinária

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